Archive for December, 2008

Josué, um líder escolhido por Deus – José Roberto

 

por José Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: Dt. 31.7 – Leitura Bíblica em Classe: Nm. 27.18-23; Js. 1.1,2licao12009
Objetivo: Mostrar que Deus escolhe a quem quer, pois só Ele conhece aqueles que possuem as qualidades necessárias para liderar seu povo com justiça.

INTRODUÇÃO
Durante este trimestre, estudaremos na Escola Dominical o livro bíblico de Josué. Esse é um livro que trata das guerras do Senhor na conquista de Canaã. Passados todos esses anos, poderíamos indagar se há algo, nesse livro, que possa ser proveitoso para a igreja cristã dos dias atuais. Não devemos esquecer que, conforme estudamos no último trimestre, a Bíblia, em sua totalidade, é a inspirada palavra de Deus. O livro de Josué, como veremos a partir de hoje e das lições que se seguem, traz princípios eternos que se coadunam com a realidade contemporânea.

1. ASPECTOS GERAIS DO LIVRO DE JOSUÉ
Esse livro, que narra a história de Josué, é de sua própria autoria (Js. 24.26) e data entre 1405-1375 a. C. O tema principal do livro é a vitória da fé na conquista de Canaã (Hb. 11.30,31). O propósito central é registrar a fidelidade de Deus no cumprimento de Suas promessas. Podemos dividir o livro em três aspectos estruturais: 1) a entrada em Canaã (1-5), 2) a conquista de Canaã (6-12) e 3) a divisão de Canaã (13-24). Destacamos algumas das principais características desse livro: 1) complementa o Pentateuco – dando prosseguimento aos fatos ali narrados; 2) é o primeiro entre os livros históricos do Antigo Testamento; 3) ênfase posta na conquista e ocupação da terra de Canaã; e 4) exposição da palestina como o cenário geográfico dos acontecimentos do livro. O versículo-chave é “passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo, dizendo: provede-vos de comida, porque, dentro de três dias, passareis este Jordão, para que entreis na terra que vos dá o Senhor, vosso Deus, para que a possuais” (1.11). O livro nos ensina algumas verdades a respeito de Deus e do nosso relacionamento com Ele: 1) os passos necessários para conhecemos melhor o Senhor, buscando a direção do Espírito Santo, principalmente diante dos obstáculos e a confiar em Suas promessas (Js. 2.8-11,24; 3.7; 4.19-24; 21.45; 23.14); 2) passos para uma devoção dinâmica – estimula à oração e a tomar decisões de acordo com a vontade de Deus, e instrui ao cuidado na aplicação da Palavra de Deus (9.14; 14.8-9,14; 22.5; 23.6); 3) passos para a santidade – ensina a não cobiçar os bens deste mundo, a ter o devido cuidado para não se deixar levar pelos pensamentos do mundo (6.18-19; 23.7; 24.23); 4) passos para uma vida de piedade – através da prática regular da meditação na Escritura, a manutenção de registros e memórias da jornada espiritual, a partilha das experiências (1.7-8; 4.4-7; 5.2-9; 8.34-35); 5) passos para lidar com o pecado – compreender que o pecado enfraquece aqueles que com ele se envolvem, por isso, precisa ser tratado com seriedade (7.10-13; 11.11) e 6) passos para a conquista da vitória – submissão à vontade de Deus e o reconhecimento que o Senhor pelejará por nós (5.14-15; 17.18).

2. JOSUÉ: UMA BREVE BIOGRAFIA
Josué, cujo nome significa “Jeová é salvação”, foi o líder dos hebreus depois de Moisés e era também denominado de Oséias (Nm. 13.8), filho de Num (Ex. 33.11), da tribo de Efraim (I Cr. 7.27). Destacou-se com um dos mais fiéis companheiros de Moisés (Ex. 24.13; 32.17) e um daqueles espias fiéis que retornou da missão (Nm. 13.26; 14.38). Escolhido por Deus para ser o sucessor de Moisés (Dt. 31.14,23) sendo revestido para tal missão (Js. 1.1). Diante dos israelitas, enviou espias para sondar a terra a ser conquistada (Js. 2.1), atravessou o Jordão através de uma intervenção miraculosa do Senhor (Js. 3.1), destrói Jericó (Js. 6) e Ali (Js. 8). Um dos mais interessantes episódios na vida de Josué é sua oração que faz com que o Senhor detenha o sol (Js. 10.12). Ao final da vida, após sortear a Canaã conquistada entre as tribos (Js. 14), despede-se do povo e morre com idade aproximada de 110 anos (Js. 23,24). A atuação de Josué, diante dos hebreus, foi brilhante e ele se revelou como um exímio estrategista militar. Mas não confiava apenas em seus dotes, na verdade, Josué é um exemplo de alguém que, mesmo dispondo de conhecimentos, não deixa de buscar a orientação do Senhor. Sua biografia nos ensina que a liderança efetiva é produto de uma boa preparação e da influência de boas lideranças (Nm. 27.22-23).

3. A LIDERANÇA DE JOSUÉ: ALGUNS PRINCÍPIOS
Umas das marcas do estilo de liderança de Josué é a interação com os seus pares. Ele é um homem que valoriza as instruções (Js. 2.1; 3.2-4.9; 8.3-8). Teve sempre o cuidado de averiguar se as pessoas tinham ouvido e compreendido os planos traçados a respeito das múltiplas atividades a serem desempenhadas. Por isso, de vez em quando, ouviam-no dizer: “Chegai-vos para cá, e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus” (Js. 3.9). Diante da clareza de sua mensagem, o povo, a não ser em poucas ocasiões, fazia tudo como Josué ordenara (Js. 4.8). Quando o povo estava desanimado, Josué trazia-lhe mensagens de encorajamento (Js. 3.5; 10.24,25; 23.5). Sempre que possível Ele relembrava as promessas feitas pelo Senhor e isso servia de estímulo para os israelitas. As palavras de encorajamento de Josué fortalecia a fé do povo e guiava-o em sua missão. Valorizava o ensino, por essa razão, em muitas ocasiões o vemos dando ordens ao povo (Js. 6.16), instruções (Js. 24.1-13) e exortações (Js. 23.6-16; 24.14-24). Como todo bom líder, também teve o cuidado de manter relatórios a fim de registrar os acontecimentos históricos daquele povo (Js. 12-20). Além das mensagens escritas, também fez uso de recursos simbólicos, tudo isso com vistas à lembrança das coisas grandiosas que Deus havia feito ao povo de Israel (Js. 4.1-9). Esses aspectos da liderança de Josué servem de inspiração e exemplo para todo aquele que recebe o chamado de Deus para estar diante do Seu povo.

CONCLUSÃO
Conforme veremos ao longo deste trimestre, Josué é um exemplo de líder espiritual, isto é, que depende da orientação do Espírito Santo. Em Dt.34.9 está escrito que o espírito de sabedoria encheu Josué quando Moisés impôs as mãos sobre ele. Essa é uma demonstração da atuação sobrenatural de Deus no ministério de Josué e que esse estava baseado nas instruções do Senhor dadas a Moisés. Esse assunto, porém, será estudado com maior propriedade na lição seguinte, quando trataremos a respeito do momento em que Josué assume a liderança de Israel.

BIBLIOGRAFIA
DAVIS, B. Pessoas, tarefas e alvos. Campinas: ICI, 2000.

HESS, R. Josué: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2006.

Revista Ensinador Cristão

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Revista Ensinador Cristão - Ano 10 – nº 37

Adultos-mirins nas igrejas

A cena já se tornou comum por se repetir diariamente em praticamente todas as cidades do país: grupos de meninas de 8, 10 anos, vestidas roupas decotadas, curtas, usando saltos, maquiagem, e falando de forma semelhante aos adultos, passeiam pelas ruas. 

Esse fenômeno, infelizmente, tem adentrado pelas igrejas, seja por meio de comportamentos semelhantes aos citados acima, seja pelo oposto: meninos que usam ternos e meninas que se vestem com roupas idênticas as das irmãs mais idosas, vistas como referências nas congregações.

Como destaca a autora do artigo de capa desta edição: “A criança deve ter prazer nas realizações dos papéis infantis: nos brinquedos, no lazer, nas estórias, no vestir etc. Disse Paulo: ‘Quando eu era criança falava como criança, sentia como criança, discorria como criança’, 1Co 13.11”.

A adultização precoce é um problema que tem roubado a infância e a inocência de muitas crianças e que precisa ser combatido por todos aqueles que lidam com os pequeninos e têm amor por suas almas, como pais, pastores e professores de Escola Dominical. 

Esse comportamento perigoso pode trazer inúmeros transtornos para a vida das crianças. E, mais uma vez, o ensinador cristão tem um papel importante nesse processo, já que vivencia essa situação semanalmente, vendo a cada domingo o número de adultos-mirins aumentar em sua classe.

Só por meio da oração e do ensino da Palavra, as crianças terão suas vidas transformadas e poderão desfrutar de uma vida saudável, vivenciando as fases em seu momento oportuno. “Instrui a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”, Pv 22.5.

 

Matéria de capa


Os perigos da adultização precoce

Criança precisa ser criança, é o que afirma a irmã Ediva Maria Daniel, especialista em psicologia da família e realidade social. No artigo de capa desta edição, ela discorre sobre o perigo que ronda as crianças na igreja. Muitos meninos e meninas estão pulando etapas da vida, deixam de ser crianças e ingressam na vida adulta rapidamente. Cabe aos pais e professores de ED intervir nesse processo. Págs 6 a 7


Conversa Franca

 Pelo ensino bíblico desde o berçário

Há mais de 20 anos atuando na área de Educação Cristã, a pedagoga e jornalista Telma Bueno sempre esteve envolvida com a educação dos pequeninos. Em 2005, começou a trabalhar na implementação da revista Berçário e no Novo Currículo de Escola Dominical da CPAD. Além de ser uma das palestrantes dos eventos de Escola Dominical promovidos pela Casa, atualmente, Telma está envolvida na preparação de um material sobre Culto Infantil. Nesta entrevista, ela fala da importância de evangelizar as crianças na faixa etária de 0 a 2 anos.

Pág 11

  
Reportagem 

ED abre portas para novos projetos

Atividades promovidas por diversas classes de Escolas Dominicais estimulam, integram alunos e contribuem para o crescimento de qualidade das igrejas brasileiras. Muitas Assembléias de Deus desenvolvem projetos com ajuda de crianças, adolescentes e jovens em prol da edificação do Reino de Deus. Confira nessa reportagem outras iniciativas que produziram frutos. Págs 22 a 23

 


Artigo



O magistério cristão: dons e vocação divina 

Neste artigo, pastor José Gonçalves mostra importância do preparo do professor de ED para desenvolver os dons e a vocação dadas por Deus. Segundo ele, se quisermos honrar a chamada de Deus em nossas vidas, precisamos investir nos meios que Ele proveu para nossa educação. Além de boas escolas de Teologia e Pedagogia, o pastor ensina ao professor de ED a investir em boa literatura evangélica. Confira! Págs 48 e 49

 

Fonte: http://www.cpad.com.br/cpad/paginas/ensinado_cristao.htm

Introdução ao Livro de Josué

Fonte: Bíblia em 100 dias

licao12009Josué

Autor: Incerto (Josué)
Data: Cerca de 1400—1375 a.C.

Autor

 

O autor do Livro de Josué não pode ser determinado pelas Escrituras. O uso do pronome “nós” e “nos” (como em 5.6) sustenta a teoria de que o autor deve ter sido testemunha de alguns acontecimentos que ocorreram durante estes período. Js 24.26 sugere que o autor de pelo menos grandes seções foi o próprio Josué.

Outras passagens, entretanto, não poderiam ter sido escrita por Josué. Sua morte é registrada no capítulo final (24.29-32). Vários outros acontecimentos que ocorreram após a sua morte são mencionados: A conquista de Hebrom por Calebe (14.6-15); a vitória de Otniel (15.13-17); e a migração para Dã (19.47). Passagens paralelas em Jz 1.10-16 e Jz 18 confirmam que esses acontecimentos ocorreram ap´´os a morte de Josué. É mais provável que o livro tenha sido composto em sua forma final por um escriba ou editor posterior, mas foi baseado em documentos escritos por Josué.

Data

O Livro de Js cobre cerca de vinte anos da história de Israel sob a liderança de Josué, assistente e sucessor de Moisés.
A data comumente aceita da morte de Josué é por volta de 1375 aC. Portanto, o livro engloba a história de Israel entre 1400 aC e 1375 Ac e é provável que tenha sido compilado pouco tempo depois.

Contexto Histórico

 

O livro começa nas vésperas da entrada de Israel em Canaã. Politicamente, Canaã se dividia em várias cidades-estados, cada uma com seu governo autocrático e todas hostis umas com as outras. Moralmente, as pessoas eram depravadas; a anarquia e a brutalidade eram comuns. A religião Cananéia enfatizava a fertilidade e o sexo, adoração da serpente e o sacrifício de crianças. O cenário estava estabelecido e a terra propícia para a conquista.

Em contrapartida, o povo de Israel estava sem pátria havia mais de quatrocentos anos (Gn 15.13). Eles tinham vivido em servidão aos Faraós egípcios e depois ficaram perambulando sem rumo no deserto por mais de quarenta anos. Entretanto, embora imperfeitamente, continuavam fiéis ao único e verdadeiro Deus e se apegavam à promessa que ele tinha feito ao antepassado deles, Abraão. Séculos antes, Deus havia prometido transformar Abraão e seus descendentes em uma grande nação e dar-lhes Canaã como pátria sob a condição de que eles continuassem fiéis e obedientes a ele (Gn 17) . Agora, eles estavam prestes a vivenciar o cumprimento dessa promessa.

Conteúdo

O Livro de Josué é o sexto do AT e o primeiro de um grupo de livros chamado os Profetas Anteriores. Coletivamente, esses livros traçam o desenvolvimento do Reino de Deus na Terra Prometida até o cativeiro da Babilônia— Um período de cerca de novecentos anos. Josué narra o período da entrada de Israel em Canaã através da conquista, divisão e estabelecimento da Terra Prometida.

Cristo Revelado

Cristo é revelado no Livro de Js de três maneiras; por revelação direta, por modelos e por aspectos iluminantes de sua natureza. Em 5.13-15, o Deus Triúno apareceu a Josué como o “príncipe do exercito do SENHOR” . Através de sua aparição, Josué teve certeza de que o próprio Deus era o responsável. Era tarefa de Josué, bem como nossa , seguir os planos do príncipe, além de conhecer o príncipe.

Um modelo é um símbolo, uma lição objetiva. Pode-se encontrar tipos em uma pessoa, em um ritual religioso e mesmo em um acontecimento histórico. O próprio Josué era um modelo de Cristo. Se nome, que significa ”Jeová é Salvação”, é um equivalente hebraico do grego “Jesus”. Josué guiou os israelitas até a possessão de sua herança prometida, bem como cristo nos leva à possessão da vida eterna.

O cordão de fio de escarlata na janela de Raabe (2.18,21) ilustra a obra de redenção de Cristo na cruz. O Pano cor de sangue pendurado na janela salvou Raabe e sua família da morte. Assim, Cristo também derramou seu sangue e foi pendurado na cruz para nos salvar da morte.

Um dos aspectos da natureza de Cristo revelada em Josué é o da promessa cumprida. No final de sua vida, Josué testemunhou: “nem uma só promessa caiu de todas as boas palavras que falou de vós o SENHOR, vosso Deus” (23.14). Deus, em sua graça e fidelidade, sustentou e preservou seu povo tirando-os do deserto e levando-o à Terra Prometida. Ele fará o mesmo por nós através de Cristo, que é a Promessa.

O Espírito Santo em Ação

Uma tendência constante da obra do ES flui através do Livro de Js. Inicialmente, sua presença surge em 1.5, quando Deus conhecendo a esmagadora tarefa de comandar a nação de Israel, forneceu a Josué a promessa de seu Espírito sempre presente.

O trabalho do Espírito Santo era o mesmo antes de agora: ele atrai as pessoas a um relacionamento de salvação com Cristo e realiza os propósitos do Pai. Seu objetivo em Josué, bem como no AT, era a salvação de Israel, pois, foi através dessa nação que Deus escolheu salvar o mundo (Is 63.7-9)

Várias características sobre a maneira como o Espírito opera podem ser vistas em Josué. A obra do Espírito Santo é contínua: “Não te deixarei nem te desampararei” (1.5). O Espírito Santo está comprometido a realizar a tarefa, independentemente de quanto tempo demore. Sua presença contínua é necessária para o sucesso do plano de Deus na vida dos homens. A obra do Espírito Santo é mútua: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares” (1.7). Foi dito: “Sem ele, não podemos; sem nos ele não quer”. A cooperação com o Espírito Santo é essencial à vitória. Ele nos habilita a cumprir nosso chamado e a completar a tarefa ao nosso alcance. A obra do Espírito Santo é sobrenatural. A queda de Jericó foi obtida mediante a destruição milagrosa de seus muros (6.20). A vitória foi alcançada em Gibeão, quando o Espírito deteve o sol (10.12,13). Nenhuma obra de Deus, seja a libertação da servidão ou possessão da bênção, é realizada sem ajuda do Espírito.

Esboço de Josué

I. Preparação da herança 1.1-5.15

Mediante a escolha do líder do exército 1.1-18
1) Josué ouve o chamado 1.1-9
2) Josué dá o mandamento 1.10-15
3) Josué recebe estímulo 1.16-18

Mediante o preparo do exército para a batalha 2.1-5.15
1) Procurando a moral do inimigo 2.1-24
2) Posicionando o povo para a batalha 3.1-5.1
3) Fortalecendo as tropas para a guerra 5.2-12
4) Convencendo um líder a servir 5.13-15

II. Possuindo a herança 6.1-12.24

O território central 6.1-8.35
1) A obediência traz a conquista – Jericó 6.1-27
2) O pecado traz a derrota – Acã 7.1-26
3) O arrependimento traz a vitória – Ai 8.1-29

4) A lei traz a bênção – Monte Ebal e monte Gerizim 8.30-35
O território do Sul 9.1-10.43
1) O engano traz o cativeiro – Gibeonitas 9.1-27
2) Os milagres trazem a liberação – Amorreus 10.1-43

O território do Norte 11.1-15
Revisando os territórios conquistados 11.16—12.24
1) Os territórios 11.16-23
2) Os reis 12.1-24

III. Compartilhando a herança 13.1-22.34

Distribuindo a herança 13.1-21.45
1) Partes ainda não conquistadas 13.1-7
2) Partes para Ruben, Gade e Manassés 13.8-33
3) Dividindo as partes a oeste da Jordânia 14.1-5
4) Uma parte para Calebe 14.6-15
5) Uma parte para Judá 15.1-63
6) Uma parte para Efraim e Manassés 16.1-17.18
7) Partes para as tribos restantes 18.1-19.48
8) Uma parte para Josué 19.49-51
9) Cidades de refúgio e para os levitas 20.1-6.21.42
10) Epílogo 22.1-34

Discutindo o futuro 22.1-34
1) Uma benção para as tribos do Leste 22.1-9
2) Uma explicação para o altar 22.10-34

IV. O discurso final de Josué e sua morte 23.1—24.33

Josué aconselha os líderes 23.1-16
Josué desafia o povo 24.1-28
Josué morre 24.29-33

A origem da Bíblia

Por: Marcos Tuler

A Bíblia é a revelação de Deus aos homens: o Todo-Poderoso revelou-se à humanidade plenamente através de seu Filho Jesus Cristo – palavra viva; tornou-se homem para dar ao gênero humano uma idéia concreta, definida e palpável do que seja a pessoa que devemos ter em mente quando pensamos em Deus – Deus é tal qual Jesus. 
Toda a Bíblia se desenvolve ao redor da bela história de Cristo e de sua promessa de vida eterna. Seu aparecimento na terra, indubitavelmente, é o acontecimento central de toda a história. Cristo é o Verbo Divino, a Palavra de Deus em ação, tema unificador: o assunto central da Bíblia.
O Antigo Testamento forneceu o cenário para o surgimento do Messias. O Novo, descreve-o com perfeição. Assim, Cristo se esconde no Antigo Testamento e é desvendado no Novo.
Os crentes anteriores a Cristo olhavam adiante com grande expectativa, ao passo que os crentes de nossos dias vêem em Cristo a concretização dos planos de Deus: o perfeito e harmonioso cumprimento da Bíblia.

Quem é o autor da Bíblia? Quem é seu real interprete?

Deus é o autor da Bíblia por excelência, e o Espírito Santo, seu real intérprete. 
Embora Deus seja o genuíno autor da Bíblia, inspirou cerca de 40 homens para escrevê-la.
Esses homens tinham diferentes atividades, viviam distantes uns dos outros, tinham estilos e características distintas e eram provenientes de três continentes. O trabalho de todos levou pelo menos uns 1.500 anos – de Moisés ao apóstolo João. 
Independente dessas circunstâncias, na Bíblia há um só plano, que de fato mostra que há um só autor divino, guiando os humanos. Isto é o que garante a unidade da revelação bíblica.

A formação do cânon sagrado

Você conhece a origem da Bíblia? Sabe como, em quanto tempo e, em quais condições ela foi formada? Sabe o que ela representa e sempre representará para a humanidade?
A palavra “cânon”, expressão latina, deriva-se do termo grego kanõn, que significa literalmente “vara reta de medir” ou “régua de carpinteiro”. Em outras palavras, este termo denota um padrão de medida excelente e rigoroso.
Aplicado às Escrituras o Cânon significa aquilo que serve de norma, regra de fé e prática. Deste modo, o Cânon Sagrado é uma coleção de livros que foram aceitos por sua autenticidade e autoridade divinas. Isto significa que os livros que hoje formam a Bíblia satisfizeram o padrão, ou seja, foram dignos de serem aceitos e incluídos.
Os livros da Bíblia são denominados canônicos para não serem confundidos com os apócrifos, escritos não inspirados e não autorizados por Deus.
O emprego do termo “cânon” foi primeiramente aplicado aos livros da Bíblia por Orígenes (185-254 d.C).

Como se formou, e em quanto tempo se completou o Cânon do Antigo Testamento? 

O Cânon do Antigo Testamento foi formado num período aproximado de 1.046 anos – de Moisés a Esdras.
Moisés começou a escrever o Pentateuco cerca de 1491 a.C., Esdras surge por volta de 445 a.C.
Esdras, segundo a literatura judaica, na qualidade de escriba e sacerdote, presidiu um conselho formado por 120 membros chamado Grande Sinagoga. A Grande Sinagoga selecionou e preservou os rolos sagrados, determinando naquele tempo o cânon das Escrituras do Antigo Testamento (Ed 7.10,14).
Foi essa mesma entidade que reorganizou a vida religiosa nacional dos repatriados e, mais tarde, deu origem ao supremo tribunal judaico denominado sinédrio. 

A formação do Cânon se deu gradualmente

Antes mesmo de Deus ter ordenado a Moisés que escrevesse, pela primeira vez, um memorial a respeito da vitória de seu povo sobre os amalequitas, a Palavra de Deus já circulava entre os homens sob o método da transmissão oral: “Escuta-me, mostrar-te-ei; e o que tenho visto te contarei; o que os sábios anunciaram, ouvindo-o de seus pais, e o não ocultaram…” (Jó 15.17,18).
Agora observe as evidências da formação do cânon na própria narrativa bíblica.

Moisés
Moisés começou a escrever o Pentateuco cerca de 1491 a.C., concluindo-o por volta de 1451 a.C.
Não há evidência de que o homem tivesse a palavra de Deus escrita antes do dia em que Jeová disse a Moisés: “Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué…” (Êx 17.14).
A memória de Amaleque seria riscada para sempre. Esse foi o juramento que fez o Senhor. O Todo-Poderoso queria que aquela vitória fosse registrada num livro para que Israel jamais se esquecesse daquele livramento, provisão e justiça divinos.
Mais tarde, Deus haveria de configurar o Livro santo e reafirmar seus propósitos a Moisés: “Escreve estas palavras; porque conforme o teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel” (Êx 34.27). [grifo nosso]

Josué e Samuel
Josué (1443 a.C), sucessor de Moisés, escreveu uma obra que colocou “perante o Senhor” (Js 24.26). 
Samuel (1095 a.C), último juiz e profeta, também escreveu, pondo seus escritos “perante o Senhor” (1 Sm 10.25). 
Afinal de contas, o que significa escrever e colocar “perante o Senhor”?
Sobre isto, Deus já havia instruído a Moisés: “E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houver posto na arca o testemunho que te darei” (Êx 25.21).
Tudo nos leva a crer que, naquele tempo, os livros sagrados eram depositados na Arca do Concerto à medida que iam sendo escritos. Deste modo, quem intentaria pelo menos tocar na santíssima Arca, onde o Altíssimo fulgurava sua glória? Deus havia arrumado uma forma bem original de preservar as Sagradas Escrituras.

Isaías
Isaías (770 a.C), profeta e conselheiro de confiança do rei Ezequias, afirma que suas inspiradas profecias se cumpririam cabalmente e estariam registradas por escrito no “Livro de Jeová”. Trata-se de explícita referência às Escrituras na sua formação: “Buscai no livro do Senhor, e lede…” (Is 34.16).

Salmos
Em 726 a.C. os Salmos já eram cantados: “Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram” (2 Cr 29.30).

Jeremias
O Senhor ordenou a Jeremias (626 a.C) que registrasse sua promessa de trazer seu povo do cativeiro: “A palavra que do Senhor veio a Jeremias dizendo: assim diz o Senhor Deus de Israel: Escreve num livro todas as palavras que te tenho falado” (Jr 30.1,2).

Josias
No tempo do rei Josias (621 a.C), época em que o templo estava sendo reparado, o sacerdote Hilquias achou o “Livro da Lei” (2 Rs 22.8-10). Quando o Livro santo foi lido perante o rei, o grande monarca percebeu quanto o povo estava fora da vontade de Deus e renovou a aliança com o Senhor. 
Este episódio é uma evidência da formação do cânon naquela época, porém, também patenteia-nos uma grande lição para os nossos dias. Quando a Palavra de Deus é relegada, o povo se corrompe.

Daniel
Daniel (553 a.C) refere-se aos “livros” (Dn 9.2). Eram os rolos sagrados das Escrituras de então.

Zacarias
Zacarias (520 a.C) declara que os profetas que o precederam falaram da parte do Espírito Santo (7.12). Não há aqui referências direta a escritos, mas há inferências. Zacarias foi o penúltimo profeta do Antigo Testamento, isto é, profeta literário.

Neemias
Neemias nos seus dias (445 a.C), achou o livro das genealogias dos judeus que já haviam regressado do exílio (7.5). Certamente havia outros livros.

Ester
Nos dias de Ester, o Livro Sagrado estava sendo escrito. Ester e Mardoqueu foram usados por Deus para livrar Israel do extermínio, intentado pelo maléfico Hamã.
Para que esse feito fosse lembrado perpetuamente, instituíram e registraram “no livro” a festa de Purim: “… e escreveu-se no livro” (Et 9.32).

Nos dias de Jesus
Na época de Jesus, os 39 livros do Antigo Testamento já eram plenamente aceitos pelo judaísmo como divinamente inspirados. O Senhor referiu-se repetidas vezes ao Antigo Testamento, reconhecendo-o como a Palavra de Deus (Mt 19.4 e 22.29). Para se conferir a confiança que os escritores do Novo Testamento tinham do Antigo, basta conferir as centenas de citações da Lei, dos profetas e dos escritos feitos por eles.
Concluímos que, começando por Moisés, à proporção que os livros iam sendo escritos, eram postos no tabernáculo, junto ao grupo de livros sagrados. Esdras, como já dissemos, após a volta do cativeiro, reuniu os diversos livros e os colocou em ordem, como coleção completa. Destes originais eram feitas cópias para as sinagogas largamente disseminadas.
O Cânon do Antigo Testamento só foi realmente reconhecido e fixado no Concílio de Jâmnia em 90 d.C. 
Houve muitos debates acerca da aprovação de certos livros, porém, o trabalho desse Concílio foi apenas ratificar aquilo que já era aceito por todos os judeus através dos séculos.

Os livros apócrifos do Antigo Testamento

A palavra “apócrifo” significa, literalmente “escondido”, “oculto”, isto em referência a livros que tratem de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa não genuíno, espúrio, suposto, ilegítimo.
Os livros apócrifos foram escritos entre Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo Testamento, numa época em que cessara por completo a revelação divina.
Nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte do cânon hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram reconhecidos pela igreja primitiva.
Apareceram pela primeira vez na Septuaginta, a tradução do Antigo Testamento feita do hebraico para o grego. Quando Jerônimo traduziu a famosa Vulgata, no início do século V, incluiu os apócrifos oriundos da septuaginta.
São 11 os escritos apócrifos: sete livros e quatro acréscimos a livros. 
Os sete livros apócrifos constantes das Bíblias de edição católico-romana são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, 1 Macabeus, 2 Macabeus.
Os quatro acréscimos ou apêndices são: Ester (a Ester 10.4–16.24); Cânticos dos três santos filhos (a Daniel 3.24-90); História de Suzana (a Daniel cap.13); Bel e o Dragão (a Daniel cap.14).
Em 1546, no concílio de Trento, a Igreja Romana aprovou os apócrifos (escritos que apoiavam seus falsos ensinos) para combater o movimento da Reforma Protestante. 

O Cânon do Novo Testamento

Como no Antigo Testamento, homens inspirados por Deus escreveram aos poucos os livros que compõem o cânon do Novo Testamento. Sua formação levou apenas duas gerações: quase 100 anos. Em 100 d.C. todos os livros do Novo Testamento estavam escritos. O que demorou foi o reconhecimento canônico, isto motivado pelo cuidado e escrúpulo das igrejas de então, que exigiam provas concludentes da inspiração divina de cada um desses livros. Outra coisa que motivou a demora na canonização foi o surgimento de escritos heréticos e espúrios com pretensão de autoridade apostólica. Trata-se dos livros apócrifos do Novo Testamento.

Por que formar um cânon para o Novo Testamento?

Jesus foi o redentor de quem o Antigo Testamento deu testemunho. Suas palavras, segundo eles, não podiam ter menos autoridade do que a Lei e os Profetas. Convencidos disto, os cristãos as repetiam sempre e as colocaram na forma escrita que se tornou o núcleo do cânon.
O tempo estava passando. Enquanto a regra tradicional da “doutrina apostólica baseada nos ensinos de Cristo e na interpretação do seu trabalho” foi mantida, não houve necessidade de escrevê-la. Mas, com a morte dos apóstolos, um a um, a tradição oral tornou-se insuficiente. As dissensões nas igrejas também tornaram o apelo à palavra escrita tanto natural quanto necessário.
Nenhum livro podia ser declarado Escritura, se não contivesse as ênfases que o tornasse como tal. Prevalecia uma unanimidade surpreendente entre as igrejas quanto aos escritos que falavam convincentemente de Deus. 
O cânon do Novo Testamento aumentou sob a orientação de um instinto espiritual, em lugar da imposição de uma autoridade externa.
Os escritos aceitos eram de autoria daqueles honrados pela Igreja – Mateus, João, Paulo, Pedro – assim como de pessoas menos conhecidas, apoiadas por uma autoridade apostólica – Pedro por trás de Marcos, Paulo por trás de Lucas. Alguns livros levaram mais tempo para alcançar a canonicidade. 
O Cânon do Novo Testamento se fixou de forma quase universal no século IV d.C., com Atanásio de Alexandria (325 d.C.). 
No ano de 367 d.C. Atanásio enviou uma carta estabelecendo a lista dos livros sagrados que deviam ser lidos nas igrejas. Essa lista era exatamente a mesma que contém os atuais vinte e sete livros do Novo Testamento. 
Porém, o cânon neotestamentário só foi definitivamente reconhecido e fixado, quando uma lista idêntica a de Atanásio foi aprovada no concílio de Cartago em 397 d.C. 

A Bíblia é fruto da mente de Deus

Concluímos que a Bíblia é como a construção de um grande prédio, em que há muitos operários empregados. Cada um sabe bem o seu ofício, porém todos dependem do plano do arquiteto. Ela é perfeita e harmoniosa.
Embora tivesse havido tantos autores humanos, a unidade, simplicidade e singularidade da Bíblia indicam que houve uma só mente por trás de todas, a mente de Deus.
Os autores humanos fornecem variedade de estilo e matéria. O autor divino garante unidade de revelação e ensino.
Teólogos liberais, através da danosa Alta Crítica, fazem de tudo para colocar a Bíblia em descrédito. Chegam a sustentar que ela é uma espécie de história secular do esforço do homem por encontrar a Deus. Rejeitamos essa idéia com repugnância! 
A Bíblia é a Palavra viva de Deus que narra o esforço do Todo-Poderoso por revelar-se e salvar o homem perdido. 

Para convites de participação em Escolas Bíblicas e Conferências de Escola Dominical, entre em contato pelo tel: (21) 2406-7345 ou por e-mail: marcos.tuler@cpad.com.br.

A supremacia da Palavra na vida da Igreja em meio à sociedade pós-moderna

Pr. César Moisés

Este texto foi base para minha ministração neste final de semana (29 e 30/11) na AD em Guaíba (RS). A igreja está comemorando 71 anos de fundação e, como parte das comemorações, realizou a sua EBO. Na ocasião houve também a separação de novos obreiros para a Seara do Senhor.
Como a revista Lições Bíblicas deste trimestre aborda o assunto e, também comemora-se neste mês o Dia da Bíblia, resolvi postar o texto para os leitores deste blog. Boa leitura.
Páginas do Codex Sinaiticus, escritas em grego (Foto: Reprodução)

INTRODUÇÃO

Em um mundo que rejeita todo e qualquer princípio universal, verdade objetiva ou obediência hierárquica, só há um caminho: solidificar ainda mais nossa cultura. A única coisa capaz de sustentar nossa estrutura são as bases sobre as quais estamos fundamentados. Por isso, em termos de discussão autoritativa, estabelecer verdades, revisitar conceitos e resgatar a relevância doutrinária, são atitudes básicas, primárias e inadiáveis da igreja no mundo pós-moderno. O próprio ato de falar sobre este assunto já é um desafio, pois não se concebe — em tempos multiculturais como este —, qualquer possibilidade de haver, “verdades universais” (conceitos que são tão comuns e abrangentes que não há como conceber a idéia de que existem pessoas que pensem o contrário).
Se você se sente perplexo por isso, devo lhe dizer: “Bem-vindo à sociedade pós-moderna”.
Neste contexto, o dever mais básico que temos de cumprir é resgatar a supremacia da Palavra de Deus. Isso não significa que os crentes devem comprar mais versões da Bíblia, ou mesmo ouvir mais mensagens durante a semana (ainda que seja indispensável). Não se trata disso, pois em qualquer lugar que se vá existe alguém falando de Deus. O que se requer é que aja uma atitude diferente em nosso relacionamento com a Palavra: nossa motivação, nossa volição, nossa cognição, enfim, todo o nosso ser precisa da influência do modus vivendi prescrito nas Escrituras Sagradas.
E é justamente aqui que se encontra o desafio. Restabelecer a supremacia da Palavra na vida da igreja. É possível que diante deste questionamento, alguém talvez pense: “Mas a Bíblia tem a primazia em nossa vida”. Será? Qual tem sido o tempo reservado para a exposição da Palavra em nossos cultos? Com qual freqüência nos contentamos com uma mensagem bíblica sem buscar algo que seja meramente motivacional, ou de natureza “auto-ajudadora”? Tal busca evidencia que a Bíblia, para muitos cristãos, perdeu a suficiência. Aliás, como disse John McArthur, “talvez a doutrina que mais esteja sob ataque na igreja de nossa geração seja a suficiência das Escrituras”.1 O professor da Grace Community Church, arremata sua asseveração dizendo que “mesmo pessoas que proclamam a autoridade, a inspiração e a infalibilidade das Escrituras, às vezes se negam a afirmar sua suficiência. O resultado é virtualmente o mesmo que negar a autoridade bíblica, porque afasta as pessoas da Bíblia, na busca de outra ‘verdade’”.2
E esta “outra verdade”, decididamente não é a verdade a qual Clemente se referiu, dizendo que “toda verdade é a verdade de Deus”, independentemente de quem tenha partido. É a “verdade” criada a partir do ethos ou da visão particular de cada um. Infelizmente muitos, como escrevi há oito anos na extinta revistaPentecostes, “estão substituindo a Bíblia por caixinhas de promessas, disk-profecias, consultas pessoais, telefônicas ou via Internet aos gurus neopentecostais. Isso tudo é uma clarividência do quanto perdemos nossa verdadeira identidade”.3
I – Fundamentos Transtornados
Quero iniciar este primeiro ponto falando sobre a idéia de “básico”. Muita gente acredita que básico é algo simples, quase sem valor, e do qual se pode prescindir. Nada mais equivocado. Analise apenas um exemplo. Existem milhares de modelos de automóveis, desde os mais populares até os mais luxuosos. Mas, qual a função básica de um veículo automotor? Locomoção, obviamente. Imagine se você adquirisse um carro hidramático que possui direção hidráulica, ar condicionado, sistema de GPS, e vários outros recursos que a tecnologia proporciona, mas que não lhe transportasse, ou seja, não lhe proporcionasse o básico. Você se contentaria apenas com estes recursos? É óbvio que a resposta é um sonoro “não”. Então, está muito claro, retire o aspecto básico de algo e logo você descobrirá que as coisas perdem a razão de ser. Pois básico é tudo aquilo que é fundamental, que faz parte da base.
Com este entendimento, fica claro o porquê de o salmista chamar atenção para o fato de que na “verdade, [...] os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?” (Sl 11.3). Mesmo sabendo dos aspectos conjunturais do texto bíblico citado, ele traz à baila uma questão crucial para o nosso tempo pós-moderno: o perigo evidente que existe no fato de se abrir mão daquilo que é básico, elementar e fundamental entre nós. Por exemplo, todo cristão sabe que o postulado mais básico e elementar do evangelicalismo é que a Bíblia é a Palavra de Deus. O que acontece se esse fundamento for transtornado, estremecido, retirado ou desprezado? A resposta é óbvia. Mas, infelizmente, não é a crítica textual ou a teologia liberal que estão ameaçando este fundamento básico da fé cristã. Ele está sendo vilipendiado justamente pelos que dizem acreditar nele! Vejamos apenas três amostras desta ameaça:
1) O desprezo à autoridade da Bíblia
Sob a desculpa de sermos pentecostais e, por conseguinte “superespirituais”, muita gente não considera uma mensagem bem elaborada como sendo da parte de Deus. É preciso haver profecias — não como mensagens coletivas para toda a Igreja —, tem que ser individual, de forma que satisfaça os caprichos, anseios e expectativas egoístas de muitos cristãos.
2) A adulteração da Bíblia ao transformá-la em um livro de auto-ajuda
O descrédito em relação ao texto sagrado é tão grande, que agora a Bíblia foi transformada — na boca de alguns — em um livro motivacional, de auto-ajuda. Para que a Bíblia seja utilizada desta forma, ela é submetida ao pior tipo de expediente manipulativo que se possa imaginar — a chamada eisegese. O processo é mais ou menos como um engessamento, pois o pretenso orador se aproxima do texto, com os seus pressupostos, e empresta uma conotação não pretendida pelo hagiógrafo para que a mensagem venha coadunar com suas invencionices.
3) A proibição de a igreja exercer o sacerdócio universal dos crentes
O resgate deste postulado imprescindível da Reforma Protestante vem, de um tempo a esta parte, sendo solapado por aqueles que mais deveriam amar, cuidar e defender a integridade da mensagem bíblica. O terrorismo psicológico se instaura a partir do púlpito com as ameaças de “pregadores” que vociferam: “Se você duvidar do que estou dizendo, Deus pesará a mão sobre sua vida e sua família”. Esta é uma característica paradoxal desse tempo presente, pois o que motivou um elogio do historiador e médico Lucas em relação aos crentes bereanos (At 17.11) agora, estranhamente, provoca aversão naqueles que se dizem porta-vozes por Deus.
Para manter a integridade bíblica, nunca se deve perder de vista o fato de que as “narrativas bíblicas nunca são somente um fim em si mesmas. Sempre contêm lições teológicas ou éticas importantes”4 (veja como a narrativa de José é abruptamente interrompida para dar lugar à descrição do pecado de Judá, Gn 38). Isso não é difícil de ser concluído até mesmo para o leitor iniciante, que logo aprende que a “Bíblia não é apenas uma fonte para a doutrina ou teologia na cosmovisão cristã [como se ela só se preocupasse com a espiritualidade e com a relação do homem com Deus]; também é a fonte para um sistema ético consistente e benevolente”5. O autor deixa bem claro que os preceitos bíblicos servem — também — até mesmo para que a humanidade possa viver em sociedade, com valores igualitários e humanizantes.
O que deve ficar claro já de início nesta reflexão, é que a Bíblia é um livro que exerce influência em toda a maneira de o ser humano viver, seja na esfera ou dimensão espiritual, seja no aspecto existencial. O conteúdo bíblico não tem a finalidade de transformar os homens em anjos ou semi-deuses, antes, seu propósito é que este seja adequado ao modelo de homem perfeito: Jesus Cristo de Nazaré (Ef 4.12,13). Para isso, a mensagem não pode ser mutilada, pois, ao ser interpretada de maneira incorreta, ela perde o seu efeito (At 8.26-40).
II – Mudança de Referenciais
Com o transtorno ou desordem dos fundamentos, outro efeito já pode ser percebido em nosso meio: a perda de referenciais. Este é mais um dos subprodutos da pluralidade pós-moderna. Na realidade, existe um “sincretismo ideológico” no meio evangélico. Em outras palavras, está acontecendo exatamente aquilo que Brian Morley denuncia ao afirmar que os “novos crentes que vêm à igreja trazem consigo sua própria forma de pensar, influenciados pela cultura na qual cresceram; têm sua particular cosmovisão”. Mas isso não é tudo, o pior, é que, ele completa, “os cristãos que já estavam anteriormente na igreja, e que não compreendem as diferentes formas de pensamento do mundo (cosmovisões), não percebem quando estão adotando conceitos não-cristãos”.6
Esse fato é muito grave, pois as pessoas acabam achando que estão mais “críticas”, mais polidas e não percebem que, na verdade, elas apenas substituíram uma visão de mundo por outra, pois estão condicionadas pela visão decorrente do meio onde se encontram inseridas, mas não percebem!
1) Correta interpretação substituída pelo feeling hermenêutico
Silas Daniel afirma que é “cada vez mais comum cristãos atentarem menos para o que a Bíblia diz sobre determinada situação ou assunto, preferindo dar mais valor à sua intuição, à sua emoção e ao seu feeling, enfim, ao seu coração como definidor de certo e errado, e dar a isso o nome de ‘espírito cristão’ ou ‘amor cristão’”. O autor conclui que o resultado deste exercício é que “está se tornando igualmente comum a leitura da Bíblia a partir de interpretações condicionadas”, e o mais preocupante é que “as pessoas estão deixando cada vez menos a Bíblia falar por si mesma e cada vez mais fazendo com que a Bíblia diga o que elas querem que ela diga”.7
Ao que me refiro utilizando a expressão eufêmica “feeling hermenêutico” é exatamente a mania de pregadores e crentes submeterem a Bíblia aos seus sentimentos, ao “eu sinto que esta passagem significa…” Quantas aberrações são propaladas em nome de uma pseudo-espiritualidade? Lutero, com invulgar argúcia dizia que “devemos ler a Bíblia contra nós”, isso significa que, em quase todos os momentos, o Livro Sagrado irá nos confrontar e não o contrário.
2) Descréditos institucional e ministerial
Outro perigo enfrentado na pós-modernidade é a aversão às instituições e ao ministério. Se por um lado é fato que há escândalos, por outro, existe a verdade de que os homens que realmente possuem um caráter exemplar e vida ministerial digna de inspirar as gerações mais novas, na maioria das vezes, são desprezados e vistos como retrógados, reacionários, ultrapassados e que não gostam de “poder”.
Lamentavelmente os pastores — principalmente locais —, não estão mais tendo valor para muitos crentes. A palavra que vale é a do tele-evangelista, do pregador famoso que está no auge naquele momento, do cantor que ministra a palavra profética e por aí vai. Existe muita gente frustrada com Deus, pois, alguém, supostamente usado por Ele, lhe transmitiu uma palavra (a qual até hoje não se cumpriu), e isto faz com que as pessoas percam o respeito pelas coisas de Deus.
III – Estabelecendo a Base Comum

Babel indecifrável em que estamos vivendo requer de cada um algumas escolhas decisivas. É preciso decidir qual direção tomar diante do pluralismo pós-moderno. Infelizmente já se cristalizou um paradigma entre os cristãos: a polarização. Assim, parece-nos que as reações se resumem a “rejeição total” ou “adesão ingênua”. O problema é que não existe apenas polarização neste sentido (do “lado de fora”, por assim dizer), encontramos dualismos do “lado de dentro” que provocam verdadeiros desarranjos na comunidade de fé. É possível dizer que temos, por falta de uma sólida compreensão bíblica, três grandes áreas de discussão tendo, em cada uma delas, ao menos dois blocos competindo no “cabo-de-guerra da fé”:
1) Usos e costumes: legalistas X irreverentes;
2) Espiritualidade: triunfalistas X céticos;
3) Teologia: anti-intelectuais X pseudo-intelectuais.
Nem é preciso dizer que nenhum dos grupos tem razão ou sensatez. Ambos estão errados. É preciso buscar o caminho da superação, em que exista uma “terceira via”. Antônio Tadeu Ayres afirma em seu livro Reflexos da Globalização sobre a Igreja, que diante desse perigo só existe uma saída, que é “ter um parâmetro que sirva como guia e referencial confiável. Tal parâmetro só pode ser representado pela Palavra de Deus, a cujo crivo a igreja deve estar permanentemente submetida”. Assim, a conclusão de Ayres é que a própria “submissão à Palavra nos ensina que os extremos devem ser evitados. Nem o fanatismo legalista nem o liberalismo inconseqüente constituem posturas adequadas para a [...] atuação [da igreja] frente ao mundo”.8
Todos esses problemas são fortes indicadores e apontam para uma única direção: a de que é preciso estabelecer uma base comum. Falta-nos a postura dos bereanos (At 17.11). A Palavra de Deus oferece algumas ações muito concretas:
1) Não se “conformar” ou tomar a forma deste mundo (Rm 12.2a);
2) Fazer manutenção constante do nosso sistema de pensamento (Rm 12.2b);
3) Ser guardião da integridade do nosso sistema bíblico-doutrinário (Jd 3);
4) Submeter nosso intelecto ao crivo escriturístico (2 Co 10.5).
Qual foi o papel do Decálogo para o povo de Israel (Êx 20.3-17)? Não era exatamente fornecer uma “base comum”, um paradigma, uma superestrutura, a fim de que o que fosse certo para um seria para todos, bem como o contrário? O Décalogo foi resignificado pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 22.36-40), que preservou a ética básica do Reino de Deus no célebre Sermão da Montanha (Mt 5—7).
IV – Ortodoxia, Ortopraxia e Ortopatia: Buscando uma compatibilização/integração

Ortodoxia, para alguns, é simplesmente conhecer a Bíblia e defender os seus postulados. Até aí, tudo bem. Entretanto, não se observa — na mesma proporção e cuidado — a “encarnação” das verdades e princípios bíblicos, e isso é muito sério. O descrédito de muitos em relação à Bíblia deve-se, em grande parte, pela falta de vivência, por parte dos ortodoxos, dos princípios práticos e sociais das Escrituras Sagradas, ou seja, falta ortopraxia, a teologia praticada. Ademais, é urgente procurar equilíbrio e administração dos sentimentos à luz do que preceitua a Bíblia, sintonizando nosso coração com as motivações do Reino, isto é ortopatia. Viver, a exemplo dos profetas veterotestamentários, personificando a “compaixão divina, isto é, aquilo que importa a Deus”.9
Paul Steven apresenta as “definições aplicativas” dos três termos e fornece insight interessantíssimo para a busca de uma compatibilização/integração destes temas à vida cristã:

1) Ortodoxia: “A doutrina que se alinha (orthos) com a Escritura é destinada a ser uma benção para a vida diária e, ao mesmo tempo, para louvar a Deus (doxa) na vida em si. Seu objetivo, como afirma J. I. Packer, é a verdadeira piedade, que é a verdadeira humanidade”.10
2) Ortopraxia: “Significa literalmente ‘prática certa ou corretiva’. A verdadeira ação cristã — ortopraxia — é gratuita, livre de artifícios, livre de um espírito calculista, livre de contrato: faço isto para Deus e Ele faz isto para mim. A vida ortopráxica é essencialmente espontânea. Com Jesus no coração, amamos por haver alguém necessitado e não para ganhar a aprovação de Deus ou receber benefícios do ato cristão”.11
3) Ortopatia: “O cultivo do coração — um meio mais completo de saber — é justamente o que a nossa cultura pós-moderna aprova. Contudo, a reação bíblica ao desafio pós-moderno não é abandonar a razão, mas permitir que Deus evangelize nossos corações e nossas mentes, no sentido de desejarmos o que Deus deseja. Como conhecimento prático da unificação do coração e da mente por Deus, a teologia tem o caráter de sabedoria. Mas, onde obtemos sabedoria?”12
Primeiramente é preciso libertar-se do “egoísmo piedoso”, ou seja, deixar de fazer o bem simplesmente porque sabe que receberá algo ainda maior em troca (mesmo que seja apenas prestígio e reconhecimento por estar fazendo nada mais do que o dever). A atitude cristã para aquisição da sabedoria é temer a Deus (confiar reverentemente e odiar o mal; cf. Pv 8.13, ARA), segundo nos revela Salmos 111.10; depois, é obrigatório manter vigilância constante no sentido de sempre averiguar a sabedoria segundo o padrão estipulado em Tiago 3.13-18. É bom entender que a sabedoria “terrena” aludida pelo meio-irmão do Senhor não tem nenhuma correlação com aquela dada a Bezalel (Êx 31.1-11), pois esta é concedida — através dagraça comum — até àqueles que não temem a Deus (Mt 5.45). Neste sentido o homem é até considerado sub-criador ou co-criador.
Na verdade, para que a ortopatia seja realmente praticada, é preciso que a paixão de Deus seja a nossa paixão (Jo 3.16). O maior de todos os obstáculos é integrar ortodoxia-ortopraxia-ortopatia, em outras palavras, a questão é haver perfeita simetria e coerência entre teologia-vida-paixão. Daí a imprescindibilidade da formação de uma cosmovisão cristã, ou seja, viver em harmonia com os desígnios de Deus, cumprindo os seus propósitos e descobrindo paulatinamente a sua vontade para a nossa vida (Rm 12.1,2).
Conclusão – Construindo uma Cosmovisão Cristã

Finalizando esta breve reflexão, é preciso ainda — diante do reconhecimento de que os fundamentos estão transtornados — responder à pergunta: “Que pode fazer o justo?” ou, parafraseando, “O que está fazendo o justo?” A resposta oferecida na introdução deste texto torna-se agora mais clara: É preciso solidificar ainda mais nossa cultura. Como temos um cristianismo ainda muito platônico, contemplativo, verborrágico, que denuncia (muitas vezes parece mais ranzinza que crítico), mas raramente anuncia ou oferece respostas, ações concretas e alternativas com saídas plausíveis (e nesta assertiva não há nenhuma concessão ou validação do método pragmático — as famosas “receitas de bolo” — que impera na pós-modernidade, evidenciado através da cachoeira de lixo literário com o nome de “auto-ajuda”). Trata-se apenas do resgate de atitudes que sempre marcaram o engajamento e a prática dos cristãos comprometidos com o cumprimento de seu papel e participação no crescimento e na edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.12-16).
Assim, apresento três pequenas ações como forma de aproximação do modus vivendi prescrito na Bíblia. Na realidade, trata-se de uma recomendação prática para iniciar a formação de uma mente cristã ou adquirir uma cosmovisão cristã. Inicialmente, o crente deve aplicar-se a três coisas: (1) conhecer as Escrituras intimamente; (2) estudar a cultura diligentemente; e, (3) analisar os fatos, eventos e assuntos teologicamente. Essas são práticas elementares para que possamos ter uma visão correta da conjuntura histórica, em que estamos inseridos e possamos manter a ortodoxia e integridade bíblica. O maior erro de Israel foi não ter atentado para a ordem divina de criar uma cultura ou uma identidade exclusiva e de não ter sido uma contracultura em meio aos povos corrompidos da Terra Prometida (Dt 4.1-40). Oremos, vigiemos e ajamos para que a Igreja não cometa o mesmo erro e assim se degenere (Mt 5.13-16).
Notas
_______________
1 MCARTHUR, John. Pense BiblicamenteRecuperando a visão cristã de mundo. 1.ed. São Paulo: Hagnos, 2005, p.27.
2 Ibid.
3 CARVALHO, César Moisés. Artigo: Perto do Abençoador. Revista Pentecostes. Ano 2, n°15, Rio de Janeiro: CPAD, setembro de 2000, p.22.
4 LEE, Edgar R. O papel da Bíblia na formação do pensamento cristão In PALMER, Michael D. Panorama do Pensamento Cristão. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.95-6.
5 Ibid.
6 MORLEY, Brian K. Entendendo nosso Mundo Pós-moderno in MCARTHUR, John. Pense Biblicamente. Recuperando a visão cristã de mundo. 1.ed. São Paulo: Hagnos, 2005, p.27.
7 DANIEL, Silas. A Sedução das Novas Teologias. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.26.
8 AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.13.
9 STEVEN, R. Paul. Os Outros Seis Dias. 1.ed. Viçosa e Niterói: Ultimato & Textus, 2005, p.209.
10 Ibid., p.202.
11 Ibid., pp.205,208.
12 Ibid., p.209.

 

Ajustes

bibliaEstamos fazendo alguns ajustes no blog. Contamos com a sua compreensão.

Lição – I Trimestre 2009

licao12009

Lições Bíblicas Aluno – Jovens e Adultos

1º Trimestre de 2009

 

A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
No 1º trimestre de 2009, estaremos estudando o tema As Conquistas e as promessas do povo de Deus
64 páginas / Formato: 13,8 x 21cm / Trimestral
Comentarista: Pastor Elienai Cabral

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Josué, um Líder Escolhido por Deus
2- Josué Assume a Liderança de Israel!
3- Josué Conduz Israel na Travessia do Jordão
4- Lições Espirituais do Pós-Jordão
5- A Conquista de Jericó
6- A Maldição do Pecado
7- Da Derrota à Vitória
8- O Perigo do Ardil Gibeonita
9- O Senhor Peleja por seu Povo
10- Uma Herança Conquistada pela Fé
11- As Cidades de Refúgio
12- Preservando a Palavra do Senhor
13- A Despedida de um Líder

O valor do estudo da Bíblia – Pr. Adilson Guilhermel

bibliaLição 13 – 28/12/2008
Texto Bíblico: Sl 119.97 Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!

UMA VIDA TRANSFORMADA REQUER A DIDÁTICA DIVINA

1. COMO PRINCÍPIO DE REGENERAÇÃO

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Como votar no Best Blogs Brazil

 

Recebemos alguns e-mails de leitores que ainda não conseguiram votar no nosso blog no Best Blogs Brasil. Então, vai aqui um pequeno roteiro:


1. Faça um cadastro simples no link http://bestblogsbrazil.com/2008/user/register

2. Ative sua conta por meio do e-mail que receberá após o cadastro

3. Logue no site com a senha recebida

O valor do estudo da Bíblia – Isaías de Jesus

isaias
Isaías de Jesus

INTRODUÇÃO

 

Razões pelas quais você deveria ler mais a Bíblia.

O texto principal para expressar a grandiosidade da Bíblia se encontra na própria Bíblia, vamos ler este texto no livro de Provérbios 4:4-9 “então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive; adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes. Não desampares a sabedoria, e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá. O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento. Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará; dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.”, como comprovação deste trecho, podemos observar alguns fatores da histórias, como:

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Votação Best Blogs Brazil

Até o presente momento na votação do Best Blogs Brazil, o blog EnsinoDominical.com.br está em penúltimo lugar. Pergunto: Onde estão os leitores desse blog? Professores da EBD que aqui frequentam?

Acessem o site http://bestblogsbrazil.com/2008/node/47, e ajude-nos.

VOTE NO BLOG

 

Prezados leitores,

Nosso blog encontra-se agora na fase final do Best Blogs Brasil, na categoria religião. Assim, pedimos que acesse o site da promoção, faça um cadastro simples e vote no [Ensino Dominical].

Votação somente até o dia 14/01/09. Então, Vá rápido!

PS. Também estão na final, os blogs parceiros  E Agora, Como Viveremos e o blog da UBE.

Verdadeiro Natal

biblia

 

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (…)” João 1:14
“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6

O TRONO

 

 

Vislumbre o Trono Celestial, sua magnitude, esplendor e glória, e embaixo dele uma escada com vários degraus. Sua extremidade superior toca o céu e a outra a terra. Exatamente igual à escada que Jacó viu. No entanto, nestes degraus quem descerá será o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Sua descida é a consumação de um plano que começou antes mesmo da criação.

Um projeto celestial que teve inicio antes de Adão ouvir a serena Voz de Deus, e agora, o céu inteiro aguarda e observa. Todos os olhos se fixam numa figura: O Rei Supremo.

O céu está emudecido. Até os anjos silenciaram. O motivo foi um decreto, todo o céu está ciente: “O Rei descerá”. Deixará seu Trono, sua coroa, seu cetro. Abdicará da sua majestade, esplendor e glória. Nada pode contê-lo, ninguém pode detê-lo.

Anjos, Arcanjos, Querubins e Serafins, todo o exército celestial acompanha atentamente o movimento no céu. Algo está prestes a acontecer. Deus entregará seu Filho Unigênito, o Único e Incomparável.

E Ele virá de forma simples e humilde. Degrau após degrau; ato após ato; renúncia após renúncia. Ele descerá, e então subiremos. Escalaremos pela fé os degraus da Salvação. Amparados pela potente mão do Rei.

Cada degrau representa uma situação vivenciada por Jesus para que todos pudessem ter acesso à salvação. Seu nascimento, sua vida, sua missão e sua morte. Tudo planejado. Tudo esperado.

INICIA-SE A DESCIDA

Noite em Belém. Estaleiro, fenos, vacas, escuridão (…) Este é o cenário.

José e Maria estão cansados, acabaram de chegar de Nazaré. Os pés estão com bolhas e a fadiga é estressante. Suas mentes estão confusas, talvez desanimados. Receberam uma grande promessa de que Aquele menino que nasceria seria o Messias aguardado por Israel. No entanto, a situação é inversa.


Tiveram que sair da Galiléia para que José viesse alistar-se em Belém, cidade de sua linhagem familiar.

A esposa começa a ter contrações que aumentam gradativamente. A hora é chegada. O grande momento. Nasce o menino profetizado.

Não encontram um lugar confortável. A estalagem esta cheia. Inicia-se uma disputa por lugar com alguns animais. Ele perde espaço, o que resta é uma manjedoura avistada por José. Isso mesmo!!! Um objeto utilizado para dar comida para os animais é o local onde o Filho de Deus receberá seus primeiros toques de carinho humano. Pegam o pequeno garoto, envolvem-no em um pano e deitam ali o Rei dos Reis.
 

Não concordo! Pode ser a exclamação de alguém (A minha também!).

Por que o nascimento de Jesus, o Filho de Deus, não se deu de maneira esplendorosa? Podemos indagar.

No nosso cenário o Messias deveria ser recepcionado numa enorme festa de boas vindas; no mais belo Palácio; na mais bela noite.

Seu berço seria adornado de ouro reluzente, coberto com panos de seda. Provindo de uma família Real, teria uma infinidade de empregados para lhe servir.

- Tudo bem que Deus, na sua infinita graça, deu seu único Filho; agora, não poderia ter vindo de forma notória e esplendida? Indagamos.

Lucado fez sua conjectura acerca da reação de Gabriel ao saber que Jesus desceria:

“Gabriel deve ter colocado as mãos na cabeça com esta incumbência. Ele não era de questionar as missões dadas por Deus. Enviar fogo e dividir mares faz parte dos seus trabalhos da eternidade para este anjo. Quando Deus mandava, Gabriel obedecia.
E, quando soube que Deus tornar-se-ia homem, Gabriel ficou entusiasmado, visualizando o momento.
O Messias em uma carruagem reluzente.
O Rei descendo em uma nuvem de fogo.
Uma explosão de luz da qual emergirá o Messias.”

Yancey também relata a versão de J. B. Philips acerca de um anjo antigo que está mostrando a um anjo muito jovem os esplendores do universo.

“Eles vêm galáxias turbilhonantes e sóis flamejantes, e depois adejam através de distâncias infinitas do espaço até que finalmente entram em certa galáxia de 500 bilhões de estrelas.
Enquanto os dois se aproximam da estrela a que chamamos sol e dos seus planetas circulantes, o anjo mais velho aponta para uma esfera pequena e um tanto insignificante que se movia muito lentamente sobre o seu eixo. Ela parecia tão sem graça quanto uma bola de tênis suja para o pequeno anjo, cuja mente estava cheia do tamanho e da glória de tudo quanto vira.
- Quero que você observe esse planeta em particular. Disse o anjo mais velho, apontando com o dedo.
- Bem, parece muito pequeno e um tanto sujo. Disse o pequeno anjo. – O que há de especial nele.
- Este é o planeta visitado pelo Nosso Grande Deus. Respondeu
- Você quer dizer que o nosso grande e glorioso Príncipe (…) desceu em Pessoa para essa bolinha de quinta categoria? Por que Ele fez uma coisa dessas? (…)
O rosto do pequeno anjo enrugou-se de desgosto.
- Você está me dizendo que Ele desceu tão baixo para se tornar uma daquelas criaturas rastejantes e arrepiadoras daquela bola flutuante?
- Sim, e não penso que Ele gostaria de que você as chamasse de “criaturas rastejantes e arrepiantes” com esse tom de voz. Pois, por estranho que possa parecer para nós, Ele as ama. Ele desceu para visitá-las a fim de torna-las parecidas com Ele.
O pequeno anjo ficou pasmado. Tal pensamento estava além de sua compreensão.

Todavia, nós erramos quando pensamos que Deus deve agir da mesma forma que agiríamos. Quando imaginamos que os padrões do Criador são os mesmos que os nossos e quando indagamos a forma de agir do Criador.

A forma que o Rei estabeleceu para viver foi notória do seu nascimento à sua morte. O padrão constituído foi um culto à simplicidade e um grito pela humildade.

Simplicidade e Reino não são antagônicos, assim como humildade e poder.

Ele nasceu em um estábulo. Teve pais muito pobres. Viveu em total obscuridade na Galiléia. Por que Jesus assumiu uma posição tão baixa em sua encarnação? Para que soubéssemos que ninguém fica fora de sua graça. Todos são importantes aos olhos de Deus. Jesus identificou-se com aqueles que estão no degrau mais baixo da escada, o que significa que todos têm esperança por causa da encarnação do verbo; por causa da descida de Deus. Quer seja branco ou negro, rico ou pobre, bonito ou feio. Todos são iguais aos olhos de Dele.

NO NOSSO LUGAR

De fato, o objetivo principal de Jesus ao descer era colocar-se no lugar de cada ser humano. Não bastava tão somente uma obra de salvação constituída meramente por palavras; era necessário um ato de salvação, uma atitude de redenção. E foi exatamente o que Deus fez. Largou as vestes gloriosas do céu e tomou as panos da humanidade. Deixou a magnitude do firmamento pela simplicidade terrena. Fez isso porque sabia exatamente qual era a nossa necessidade.


Se você se aproximar de qualquer pessoa e perguntar qual é a sua necessidade mais profunda, se ela for completamente honesta, se tiver alguma informação… a resposta será Jesus.

Mas deixe-me completar esse texto com uma pergunta e uma resposta.

A pergunta é: Você sabe por que Jesus desceu?

Eis a resposta: Ele desceu para que nós subíssemos!

Escalássemos os degraus da fé até chegarmos à Sua santa presença. Paulo é quem explica:

“E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.”Ef. 2:6


Compreende agora?
Ele desceu para que subíssemos;
Ele morreu para que vivêssemos;
Ele nasceu para nos dar vida eterna.

Esse é o verdadeiro propósito do natal!

Feliz natal a todos e um 2009 repleto de realizações!

O valor do estudo da Bíblia – Pr. Altair Germano

altair-gAltair Germano

 

A ênfase da Lição Bíblica 13, está sobre a Leitura e o Estudo da Bíblia.

 

I – O QUE É LER A BÍBLIA

Quero a princípio, trazer algumas definições de leitura:

Araújo (1972, p. 11) cita Russel que define a leitura como “um ato sutil e complexo que abrange, simultaneamente, a sensação, a percepção, a compreensão e a integração”. Com isso ele quer dizer que ler não se limita apenas a perceber as palavras, mas ao mesmo tempo entender o todo reagindo às idéias apresentadas procurando integrá-las as suas vivências. Dessa forma, entendemos que a Bíblia deve ser lida para ser vivida, praticada, encarnada.

O valor do estudo da Bíblia – José Roberto

 

José Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: Sl. 119.97 – Leitura Bíblica em Classe: Sl. 119.11-19
Objetivo: Mostrar que o estudo da Bíblia é fundamental para conhecermos o Deus do livro e para crescermos espiritualmente.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, a última do trimestre, refletiremos a respeito da importância do estudo da Bíblia. Muitas pessoas dizem que lêem a Bíblia, alguns já a leram várias vezes. Essa é uma atitude louvável, isso porque, infelizmente, conforme comprovam as pesquisas, a maioria das pessoas não têm o costume de ler o Livro Sagrado, nem mesmo os evangélicos. No intuito de contribuir para a mudança dessa triste realidade, objetivamos, com esta aula, estimular os crentes ao estudo da Sagrada Escritura. A princípio, mostraremos a relevância do estudo da Bíblia, em seguida, apresentaremos alguns encaminhamentos interpretativos, e, por último, destacaremos seus benefícios para o cristão individualmente, bem como para toda a igreja.

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