Corinto – Uma Igreja com Problemas de Disciplina:
Uma Análise de 1 Coríntios 5
Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: http://www.thirdmill.org/files/portuguese/84988~9_18_01_3-36-43_PM~Corinto.html

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A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
No 2º trimestre de 2009, estaremos estudando o tema I Coríntios – Os problemas da Igreja e suas soluções.
Comentarista: Pastor Antônio Gilberto
SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Corinto – Uma Igreja Fervorosa, mas não Espiritual
2- A Superioridade da Mensagem da Cruz
3- Partidarismo na Igreja
4- Despenseiros dos Ministérios de Deus
5- A Imoralidade em Corinto
6- Demandas Judiciais Entre os Irmãos
7- Considerações Acerca do Casamento
8- Coisas Sacrificadas aos ìdolos
9- A Importância da Santa Ceia
10- Os Dons Espirituais
11- A Ressurreição de Cristo
12- Ajuda aos Necessitados
13- Amor, a Virtude Suprema

A RESPONSABILIDADE DE UM VERDADEIRO LÍDER
1. DEVE SER EXEMPLO EM SUAS CONVICÇÕES
• Ensinar que a vida consiste em escolhas – Josué 24.14a Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, I Reis 18.21 Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.
• Ensinar que a vida consiste em decisões – Josué 24.14b e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao Senhor. I João 5.21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.
• Ensinar que a vida consiste em sensatez – Josué 24.15a Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Atos 16.31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.
2. DEVE SER EXEMPLO EM SUAS INFLUÊNCIAS
• Saber expressar a relevância acerca da salvação – Josué 24.16 Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao SENHOR para servirmos a outros deuses; Salmo 40.10 Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.
• Saber despertar a consciência acerca do pecado – Josué 24.17a Porque o SENHOR é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, Gl 5.1 Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.
• Saber incentivar a gratidão acerca da proteção – Josué 24.17b e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. Colossenses 2.7 Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.
3. DEVE SER EXEMPLO EM SEUS PROPÓSITOS
• Levar o povo a testificar do poder divino – Josué 24.18 E o SENHOR expulsou de diante de nós a todos esses povos, até ao amorreu, morador da terra; Atos 26.22a… Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer,
• Levar o povo a sujeição ao poder divino – Josué 24.22b…também nós serviremos ao SENHOR, I Samuel 12.10 E clamaram ao SENHOR, e disseram: Pecamos, pois deixamos ao SENHOR, e servimos aos baalins e astarotes; agora, pois, livra-nos da mão de nossos inimigos, e te serviremos.
• Levar o povo a conversão ao poder divino – Josué 24.22c…porquanto é nosso Deus. I Reis 18.39 O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!
Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.
Pr Adilson Guilhermel – Mestre em Teologia
INTRODUÇÃO
por Jean Claude
Chegamos ao fim de mais um glorioso trimestre. Os assuntos tratados nas 13 lições resultaram em valiosas aplicações para nossa vida pessoal, familiar e de liderança cristã. Aprendemos muito com o Livro de Josué, as conquistas e as promessas do povo de Deus. As lições extraídas aqui devem servir de motivação, enriquecimento e ânimo para todos que tiveram o privilégio de estudar esse maravilhoso trimestre.
Na lição de hoje estudaremos o último capítulo do livro de Josué, onde ele faz o seu último discurso como líder de Israel; conduz o povo ao reconhecimento de que deveriam servir ao Senhor de todo o coração, não abandonando seu concerto. Josué despede-se e morre, mas recebe um dos maiores elogios das Escrituras, em toda a história de Israel.
JOSUÉ FAZ O POVO RECORDAR A FIDELIDADE DE DEUS
Uma retrospectiva histórica
Nós estudamos na lição anterior que Josué, prevendo o fim de seus dias, convoca uma reunião com todos os israelitas (23.2) e exorta-lhes à fidelidade a Deus, pois foi o Senhor quem pelejou por eles desde a saída do Egito até àquele dia em que estavam desfrutando do cumprimento das promessas em Canaã. Eles deveriam guardar e praticar tudo que estava escrito no livro da Lei de Moisés (23.6), amando ao Senhor de todo coração, não servindo a deuses estranhos (23.7,11).
Mais uma vez, Josué reúne todas as tribos em Siquém e faz um relato de uma série de acontecimentos decorridos durante toda a história da nação israelita para reforçar o discurso anterior.
Ele começa por Abraão (pai da nação israelita), e relata que Deus o fez andar por toda a terra de Canaã; deu-lhe um filho chamado Isaque, e a Isaque deu Jacó; a Jacó deu doze filhos que desceram para o Egito, onde se multiplicaram grandemente; então Deus chamou Moisés e Arão, para através deles ferir o Egito (com as dez pragas) e tirar o povo de Israel da escravidão; inicia-se então uma sucessão de milagres na história da nação:
(1) a caminho do Mar Vermelho, houve perseguição dos egípcios, mas Deus escureceu-lhes o caminho;
(2) Ele abriu o Mar e o povo passou a pés enxutos;
(3) Ele fechou o Mar sobre os egípcios e os matou;
(4) o povo habitou no deserto por muitos dias, mas não lhes faltou o mantimento;
(5) atravessaram o Rio Jordão, também a pés enxutos, em época de cheia;
(6) Deus destruiu todos os inimigos que se levantaram contra eles;
(7) Ele não permitiu que o “profeta” Balaão amaldiçoasse o povo, a pedido de Balaque (rei dos moabitas), mas ao contrário, Balaão abençoou os israelitas;
(8) Todos os sete povos mencionados em Deuteronômio 7.1, que estavam depois do Jordão, foram entregue nas mãos dos israelitas, não pela espada nem pelo arco do povo, mas pelo o poder do Deus de Israel;
(9) os israelitas receberam terras que não trabalharam; cidades que não edificaram; e habitavam lá e comiam do fruto que não plantaram…
Tudo isso foi relatado por Josué em seu discurso, com o objetivo de mostrar ao povo que Deus merecia ser honrado e ser seguido fielmente. Daquele dia em diante, eles deveriam temer ao Senhor e o servir com sinceridade e verdade, tirando do meio deles os deuses falsos do Egito e servindo somente ao Verdadeiro e Único Deus. (v. 14)
Aplicação:
Mostre aos alunos que Deus sempre participa da nossa vida, tanto em momentos difíceis como em momentos alegres. Ele jamais nos abandona (Is 49.15), pois estamos guardados debaixo da promessa de Jesus que diz: “…eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28.20b).
Estamos confiando inteiramente no Senhor? O salmista Davi diz: “Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria” (Sl 27.3), a confiança é fundamental em nossa relação com Deus.
A RENOVAÇÃO DO CONCERTO
“Escolhei hoje…” – Josué chega ao ponto fundamental do seu discurso, que era fazer todo Israel decidir a quem eles queriam servir, “…se os deuses a quem serviram vossos pais…”, ou ao Deus de Abraão, Isaque, Jacó e Moisés. Deus não se agrada de indecisos, pois temos o exemplo de uma passagem bíblica, de quando Elias desafiou o povo a fazer uma escolha definitiva entre seguir a Deus ou a Baal, disse: “…Até quando coxeareis entre dois pensamentos?…” (1Re 18.21), o povo pensava que podia adorar ao Deus Verdadeiro e também a Baal, o pecado deles era o de terem o coração dividido. Foi exatamente isso que Josué estava procurando evitar que acontecesse no meio do povo de Israel, fazendo valer a lei que diz: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Dt 6.4-5).
Em o Novo Testamento não é diferente, Jesus disse que “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24), por isso que João adverte: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1Jo 2.15).
“…eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (v. 15)
Como líder de Israel, Josué reafirma sua decisão de, juntamente com sua família, servir ao Senhor. Ele também queria ouvir o mesmo do povo, como no início do livro: “Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos. Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti…” (1.16-17). Em outras palavras, Josué queria mostrar ao povo que ele guardou em seu coração o que Moisés disse: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente” (Dt 30.19, ler o 20).
“Nunca nos aconteça que deixemos o Senhor para servimos a outros deuses” (v.16)
Observe que todos estavam reunidos naquele lugar, calados, ouvindo aquelas palavras, mas ao entenderem o significado da mensagem, foram unânimes na decisão que eles tinham de tomar, e responderam imediatamente que queriam servir ao Senhor.
Como é bom quando o povo de Deus recebe a Palavra e entende! O objetivo de Josué em seu discurso foi alcançado, a vontade do Senhor foi entendida e o povo começou a sentir o que devia fazer. Em suma disseram:
“…o SENHOR é o nosso Deus; nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito; tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos; expeliu de diante de nós a todas estas gentes… também nós serviremos ao SENHOR, porquanto é nosso Deus” (vv. 17-18).
Aplicação:
Paulo diz: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus…” (2Co 11.2a). Quantas vezes nossos líderes estão zelando por nós, nos doutrinando e mostrando o caminho que devemos seguir. Será que estamos entendendo o que significa ser fiel até o fim? Ser separado do mundo e de suas concupiscências?
Da mesma forma que Josué disse “escolhei hoje”, o escritor aos Hebreus nos exorta a não sermos endurecidos pelo engano do pecado, durante o tempo que se chama HOJE, pois “nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (Hb 3.13-14).
Algumas exigências para manter o compromisso
O povo aceitou e reconheceu que foi o Senhor que os libertou e realizou grandes maravilhas no meio deles, entretanto, duas coisas foram exigidas para que a confissão fosse válida: (1) “deitai fora os deuses estranhos que há no meio de vós” (v. 23), ou seja, eles deveriam se desfazer de todo pensamento nos deuses do Egito, “e inclinai o vosso coração ao SENHOR, Deus de Israel”. (2) “Se deixardes o SENHOR…” (v. 20), eles não poderiam quebrar esse concerto em nenhum momento, e se deixassem o Senhor e adorassem outros deuses, o bem se tornaria em mal para eles.
Mas o povo estava determinado a servir ao Senhor, pois por três vezes repetiram a frase: “Serviremos ao SENHOR” (vv. 18, 21 e 24).
Aplicação:
A frase: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”, tem a mesma validade para os crentes do Novo Testamento, pois temos que servir ao senhor de todo o nosso coração, de toda nossa alma e de todas as nossas forças, tirando de nosso meio tudo que desagrada a Deus e nunca, mas nunca mesmo, desviarmos da fé em Cristo Jesus. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. (1Co 15.58).
UM MEMORIAL LEVANTADO
A pedra do testemunho
Josué aproveitou a oportunidade para oficializar aquele momento tão importante. Ao afirmar “Sois testemunhas contra vós mesmos de que vós escolhestes o SENHOR, para o servir.”, os israelitas responderam prontamente: “Somos testemunhas” (v. 22). Então Josué “pôs por estatuto e direito” (v. 25) e “escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus” (v. 26). Todavia, para que o povo nunca esquecesse daquele concerto, Josué toma uma grande pedra e a ergue debaixo de um Carvalho (árvore de até 45 metros) Junto ao santuário do Senhor (ou à Tenda da Congregação).
“E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho; pois ela ouviu todas as palavras que o SENHOR nos tem dito; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus.” (v. 27).
Esse memorial realizado por Josué aponta para Jesus Cristo. Paulo escreve aos efésios: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (2.20). Jesus é a Pedra que ouve as palavras que saem da nossa boca, quando nós decidimos servir ao Senhor sem reservas, e ninguém pode se desculpar, pois Ele foi testemunha da nossa confissão.
A DESPEDIDA DE UM LÍDER
Foi em Siquém que Deus falou com Abraão e renovou a promessa (Gn 12.6), também foi lá que Josué despediu os israelitas e cada qual vai para sua herdade (v. 28). Ao escrever essas linhas, parece que vejo o povo voltando e comentando uns com os outros: Josué foi um exemplo de vida e marcou a história de Israel; sua fidelidade, obediência e perseverança em servir ao Senhor, resultaram em grandes lições que impactaram nossas vidas. Da idade de cento e dez anos, faleceu Josué, e foi sepultado no termo de sua herdade, em Timnate-Sera, no Monte Efraim (v. 30).
CONCLUSÃO
Assim como um bom pastor cuida de suas ovelhas, Josué cuidou do povo de Deus durante todos os dias da sua liderança. Nada é mais justo do que ele receber o melhor de todos os elogios que poderia receber, registrado nas Escrituras: “Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué…” (v. 31). “Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração” (Sl 119.1-2). Aleluia!
Livro de Josué: As Conquistas e as Promessas do povo de Deus.
Lição 13 A Despedida de Um Líder:
Por Pr Manoel B. Moura Júnior.
Leitura Bíblica em Classe: Josué Cap. 24.14-18.
INTRODUÇÃO 
Chegamos ao final de mais um trimestre de Lições Bíblicas. Durante todo este período meditando e analisando cada detalhe geográfico do Livro de Josué aprendemos sobre a palestina e a preciosa terra de Canaã prometida por Deus aos seus filhos (Israel). Caminhamos lado a lado com Josué desde a hora em que ele foi chamado e escolhido por Deus, ao assumir a liderança de Israel, ao conduzir o povo na travessia do Jordão, ao ensinar as lições espirituais do pós-Jordão, ao conquistar a terra de Jericó, na triste e dolorosa derrota por causa do pecado de Acã, da derrota à vitória, como devemos ser cautelosos com os Gibeonitas, como o Senhor peleja por seu povo, como conquistar uma herança pela fé, como nos abrigar nas cidades de refúgio, sobre a responsabilidade em guardar a palavra do Senhor e por fim a despedida de um homem que foi de fato um verdadeiro Pastor para Israel. Nesta lição vamos aprender como um homem pode chegar ao fim da sua vida na presença de Deus.
I – JOSUÉ FAZ O POVO RECORDAR A FIDELIDADE DE DEUS.
1. Uma retrospectiva histórica (vv.1-13).
a) Segunda exortação de Josué
No meio do cenário religioso de Siquém e, pela segunda vez, lembra Josué a fidelidade do Senhor, apresentando numa espécie de “balanço” ou recapitulação as grandes dividas que tinham os israelitas para com Jeová: a vocação de Abraão; a libertação do Egito; a vitória sobre os amorreus; o plano frustrado de Balaão; a travessia do Jordão; a tomada de Jericó e, por fim, o extermínio dos cananeus. Bênçãos sem conta!
A acústica de Siquém parecia ser favorável à reunião de grandes multidões. Josué ajuntou todas as tribos de Israel (v.1). Ele lhes fez uma revisão histórica nacional (vv. 2-13). Esta retrospectiva cobriu o período desde a chamada de Abraão até os dias do próprio Josué, que enfatizam os atos salvadores de Deus. A recitação dos milagres que aconteceram foi planejada para inspirar fé no poder do Senhor. Pelo fato de Deus ter fielmente suprido todas as necessidades até aquele momento, Israel deveria estar seguro de que o Senhor estava disposto e era capaz de satisfazer todas as necessidades do futuro. A graça de Deus é magnificada durante todo este resumo. Foi ele quem tomou a Abraão na de Ur dos Caldeus e o fez andar por toda a terra de canaã (3).
2. A fidelidade de Deus.
Foi ele que tirou o povo de Israel do Egito (6). E lhes deu a terra dos amorreus (8). Libertando-os das mãos de Balaque (10). Depois de cruzarem o Jordão os israelitas encontraram muitos inimigos, mas Deus os deu na vossa mão (11). Dois fatos são enfatizados nesta recitação dos eventos passados. Em primeiro lugar, estes fatos se tornaram realidade “não com a tua espada, nem com o teu arco” (12). Israel não tinha base para se gloriar da bravura de seus guerreiros (cf. Dt 9.5). Tudo isto aconteceu “não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). Por todo o relato fica claro que Deus é o agente por meio de quem o sucesso é alcançado. Qualquer derrota sofrida pelo povo foi resultante de se ignorar o plano de Deus.
Enviei vespões… que os expeliram de diante de vós (12). Que magnífica prova da proteção especial de Deus! Muitos comentadores consideram estes vespões como um símbolo do terror que os israelitas infundiam no espírito dos seus inimigos. Garstang, porém, (que aceita a data mais recuada para o Êxodo) identifica aquele inseto com o emblema sagrado dos faraós, acrescentando que a devastação de Canaã pelos egípcios desolara todo o país. Após o saque de Megido por Tutmose III em 1479 a.C., o Egito lançou-se no que podemos chamar “uma política deliberada de devastação” durante mais de 60 anos, precisamente até que subiu ao trono o monarca Amenhotep III em 1411 a.C. Depois disso, “durante 50 anos, nenhum exército egípcio foi enviado à Síria,” diz Garstang, por razão de problemas no Egito. No início desse período, apareceu Josué e os israelitas em frente das muralhas de Jericó (1406 a.C.), invadindo um território enfraquecido pelos ataques dos egípcios, que assim se tornaram poderosos instrumentos nas mãos de Jeová. Isto, no dizer de alguns comentadores, a quem se pode objetar com o fato de que em Êx 23.28 e Dt 7.20 (40 anos mais tarde) o envio dos vespões é considerado ainda como um acontecimento futuro. (Mesmo assim, as conseqüências que importavam, realmente eram futuras). Em Js 24.12 cumpriu-se a promessa e foram enviados os vespões, cujo ataque deve coincidir exatamente com a altura da invasão e conquista da Terra Prometida por Josué. Quanto às conseqüências que daí poderiam advir para os israelitas, relacionadas com os textos de Êx 23.28 e Dt 7.20, não se pode duvidar que é possível admitir o acontecimento como uma verdadeira praga de vespões, que contribuíram para o despovoamento das terras que os israelitas iam invadindo.
Em segundo lugar, Deus deu a terra que eles não trabalharam (13). Tanto o presente como o passado era testemunho do cuidado amoroso do Senhor para com o seu povo. Deus lhes deu a terra, as cidades e a produtividade do solo que eles cultivavam. Tudo ao seu redor era um constante testemunho de sua total dependência de Deus. Estes fatos deveriam ter estimulado uma reação de gratidão àquele que lhes dera tudo gratuitamente. As pessoas receberam tanto não tinham razão para murmurar contra Deus. Elas deveriam expressar-lhe plena confiança e esperança. A história da fidelidade ao Senhor tinha o propósito de servir com uma reserva de fé para o futuro.
II – A RENOVAÇÃO DO CONCERTO
1. “Escolhei hoje” (vv. 14,15).
À luz da óbvia grandeza e bondade de Deus, Josué faz este apelo: “agora, pois, temei ao Senhor” (v.14). Deus fez uma aliança com Abraão, ao afirmar que favoreceria de maneira especial a ele e aos seus descendentes. Este acordo foi renovado tanto com Isaque como com Jacó. Se tudo mostrava que era preciso a geração de Josué continuar como o povo de Deus, então eles deveriam escolher a quem servir “hoje a quem sirvais” (v.15). As pessoas tiveram que decidir se obedeceriam ao Senhor, que provara sua probidade, ou adorariam os deuses locais, que eram ídolos feitos por mãos humanas. É fácil aderir a uma silenciosa revolta – levar a vida a seu próprio modo. Mas chegará o tempo quando você terá que escolher quem ou que controlará a sua existência. A implicação era que somente se eles mesmos ratificassem este concerto é que poderia haver esperança em receber o favor de Deus. Se não queriam servir a Deus a alternativa seria adorar os deuses que anteriormente foram abandonados e derrotados (v. 15). Estes mostraram-se sem poder para ajudar. Eles sempre exerceram uma influência desmoralizante sobre a vida humana. Os israelitas testemunharam que esses deuses fizeram com que o povo dissipasse sua força de alma e destruísse as consciências e o intelecto das pessoas. Josué sabia que seu povo deveria fazer uma escolha definitiva em relação a quem serviria. Ele insistiu para que afirmassem claramente Aquele em quem colocavam todas as suas esperanças. A quem eles seriam leais? Seria tal devoção entregue àqueles a quem já haviam derrotado? A indecisão seria um erro fatal, uma causa certa de fracasso. Portanto, “escolhei hoje” (v. 15). Josué já fizera sua escolha. Ele já havia estabelecido o tipo de exemplo que queria que os outros seguissem. Ele exerceria toda a influência de que dispunha para ajudá-los a fazer a escolha certa: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (v. 15).
2. Um compromisso solene.
A geração dos israelitas que havia conquistado a terra prometida, agora aceita uma aliança com o Senhor, semelhante àquela que seus pais se comprometeram a cumprir no Sinai (Êx 24.7-18; 34.27-28). Ainda que o povo tivesse achado ser impossível abandonar a Jeová, seu Deus, por tudo que ele tinha feito em seu favor. A promessa do povo, de servir somente o Senhor, foi cumprida, mas somente enquanto Josué viveu juntamente com os anciãos daqueles dias. Pouco tempo depois da morte de Josué, o povo deixou o Senhor e começou a servir outros deuses (Jz 2.11-19). Normalmente é assim, logo no desabrochar da vida cristã somos impelidos por uma alegria que parece que nunca acabará, porém, com o passar dos anos e com as pressões do dia-a-dia, ao olhar-mos para tudo o está acontecendo no mundo e até mesmo no seio da igreja… Corremos o risco de como Asafe que se deparou com a prosperidade dos ímpios e a infelicidade e o desprezo dos justos, quase esfriou na fé, mas, ao entrar no templo do Senhor pôde perceber o final trágico de todos aqueles que escolhem viver sem Deus. (Sl 73.1-28).
3. Deus nos libertou.
“Porque o Senhor é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos e entre todos os povos pelo meio do qual passamos”. (v. 17).
Os milagres de Deus precisam ser reconhecidos e lembrados. Racionalizar e esquecer os grandes sinais do Senhor tem sido a causa do abandono de Deus. Por exemplo: pelo poder de Deus Israel saiu do Egito, a partir daí só se ver milagres, a coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite para protegê-los do calor e do frio, a travessia do mar vermelho, as águas amargas se tornam doces, água pura e cristalina saindo de uma rocha etc. diante de todos esses milagres teria Israel motivo para não reconhecer a Grandeza de Deus e a sua libertação? Pare um pouco e pense… Quem era você no passado? Quem você é hoje? Então, prossiga o seu caminho vivendo como alguém que foi liberto pelo poder de Deus e pela Graça do Evangelho.
III – UM MEMORIAL LEVANTADO.
1. A pedra do testemunho.
Josué realizou um grande culto naquele dia. Uma reunião solene e especial que ficaria marcada na história do povo de Israel. Ao fazer um concerto de fidelidade ao Senhor com o povo, ele escreveu as palavras no livro da lei de Deus e tomou uma grande pedra e a erigiu diante de todos os israelitas (vv. 25,26). Ele utilizou-se de todo o tempo disponível para garantir a lembrança de Deus nas mentes das pessoas. Aquela pedra seria um sinal e uma testemunha (v. 27). Ela marcava o local onde o concerto fora estabelecido entre Deus e o povo. Assim, não apenas o ouvido, mas também o olho era convocado para registrar em sua memória o pacto renovado. Ele até mesmo registrou este evento por escrito (v.26). Para ajudar o povo a ter em sua mente uma lembrança viva. Eles deveriam tomar todas as precauções para não mentirem diante de Deus (v.27). O nosso relacionamento com Deus deve ser desenvolvido em “sinceridade e verdade”, o Senhor é FIÉL e jamais se esquecerá da sua promessa que tem feito ao seu povo, porém, é nosso dever vivermos uma vida de fé olhando para Cristo… “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomia, e esta assentado à destra do trono de Deus”. (Hb 12.1,2).
2. A despedida de um líder (vv. 29,30).
O momento é chegado, Josué já tomou sua decisão “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.24). O povo já está instruído no tocante a sua fidelidade para com Deus. E o que ele tem a deixar para as suas ovelhas? Ouro, prata dinheiro ou fama? Nada disso. Ele deixa o EXEMPLO, e isto é algo que está em completo declínio hoje em dia. Quantos pastores que ao deixarem um campo, setor ou congregação deixam um péssimo exemplo para as ovelhas que pastoreou, devem a Deus e ao mundo. Muitos roubam a casa de Deus, abusam do amor e bondade dos subordinados e ainda dizem “quem manda aqui sou EU” e vocês se quiserem ser abençoados devem se submeter a minha autoridade”, são verdadeiros espancadores, ladrões, saqueadores do Reino de Deus. A vida de Josué é de fato um exemplo para todos da nossa geração! O importante na vida de um pastor não é como ele começa e sim como ele termina, certo sábio disse: “O destino sempre será mais importante do que a viagem”, querido pastor…, qual será o seu destino?
Conclusão.
Muito em breve estaremos dizendo adeus à perecível vida terrena e saudando o início da eternidade. Quero desejar-lhe, prezado pastor, evangelista, presbítero, diácono, cooperador etc. uma vida de serviço sacrificial para aquele que foi nosso sacrifício. Que também nós possamos como Josué terminar nossa carreira com gozo.
Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/
Texto Áureo: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15)
Ao encerrarmos este trimestre de estudos sobre o livro de Josué, creio que a maior lição ou o maior ensinamento que podemos tirar é que Deus honra aqueles que lhe são fiéis até o fim. Pois, enquanto Josué esteve na liderança do povo do Israel, estes serviram ao Senhor. “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dia de Josué…” (Js 24. 31).
A história de Israel aponta uma verdade ensinada claramente por toda história, isto é, que as massas são ou logo serão aquilo que seus líderes forem. Daí a grande responsabilidade de um líder.
A escolha por Josué para suceder Moisés não foi mera politicagem! Josué foi escolhido por Deus porque era “homem em quem havia o espírito” (Nm 27. 18). Se Josué não fosse um líder escolhido por Deus, o que teria acontecido a Israel diante dos povos inimigos?
Para Josué, Deus não foi menos ajudador do que para Moisés, pois o Senhor assumiu com ele este maravilhoso compromisso, manifestando-lhe confiança: “Como fui com Moisés, assim serei contigo, não te deixarei nem te desampararei.” (Js 1. 5).
Deus que é onisciente sabia que além do Jordão muitas e duras provas o seu povo teria de enfrentar, devendo, para vencer, ter um comandante à altura. Para executar as atribuições do seu cargo tinha que se submeter permanentemente à direção do céu.
Josué, ao chegar ao final da sua jornada, convocou o povo para uma verdadeira “profissão de fé”, na qual fez menção às maravilhas realizadas pelo Senhor aos filhos de Israel.
Ele reiterou sua completa confiança em Deus e, movido por uma fé pessoal abrasante e heróica, desafiou o povo a continuarem firmes e a renovarem o pacto de fidelidade incondicional ao Deus verdadeiro.
Exortou o povo dizendo: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus em cuja terra habitais; porém eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15). Josué foi fiel até a morte!
As péssimas condições espirituais de muitas igrejas nos dias de hoje têm estreita relação com as lideranças das mesmas. Existe um provérbio as avessas que diz: “Tal sacerdote, tal povo”.
Este assunto é muito sério pois envolve o Sagrado. E não se pode brincar com isto. Certos fatores contribuem para uma liderança espiritual defeituosa, tais como: o desejo de sempre agradar, ser amado e admirado, ter medo de desagradar (principalmente os mais abastados), ambição, ausência de verdadeira experiência espiritual e preparo insuficiente.
Quantos desses líderes da atualidade podem dizer como o apóstolo Paulo? “Sede também meus imitadores, irmãos” (Fp 3. 17). Infelizmente, muitos sem terem chamado de Deus e as qualidades necessárias, fazem de si mesmos pastores e líderes.
Os crentes esperam do seu líder espiritual que este os leve às verdes pastagens, mas muitas ovelhas são desviadas sem se aperceberem do que está acontecendo. A igreja iluminada não aceita isto! Somos protestantes!
A lealdade a Deus, a fidelidade à verdade e a perseverança de uma boa consciência são jóias mais preciosas que o ouro. As recompensas da liderança santa são tão grandes e as responsabilidades de um líder, tão pesadas, que ninguém pode deixar de levar a sério este assunto. Que Deus nos abençoe!
Comentários: Jaquesilene Santos Silva, membro da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.
Auxilio bibliográfico
SANTOS, Cícero Severo dos. Os frutos da fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
TOZER, A. W. O melhor de A. W. Tozer. São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 1984.
Na vida e na realização da obra de Deus, muitos começam bem e terminam mal. Grandes líderes da Bíblia, da história antiga e moderna, como também da atualidade, construíram grandes obras, realizaram excelentes projetos, desenvolveram magníficos ministérios, mas, ao final, desconstruíram, desfizeram e destruíram tudo com as próprias mãos, mediante idéias e ações desprovidas de bom senso e equilíbrio.Mendes (1999, p. 111-112), escrevendo sobre o ministério pastoral, nos dá as seguintes sugestões para serem aplicadas no final de uma carreira:
- Não endividar a igreja para o sucessor
- Preparar os irmãos, incentivando-os a receberem seu novo pastor com alegria
- Ter cuidado para não deixar dívidas pessoais, contratos não cumpridos, e outras pendências que poderiam comprometer seu bom testemunho
- Não exigir indenizações sobre qualquer pretexto. A igreja não é empresa, nem o ministério profissão
- Não “jogar” a igreja contra a liderança de ministérios e convenções no quais esteja filiado, e a quem deve respeito e submissão
Muitos líderes resistem à idéia e a possibilidade real de encerrar a sua carreira. Eis algumas razões:
- Pensam ser insubstituíveis
- Temem por uma vida ociosa e improdutiva
- Não desejam perder ganhos financeiros, visto que na maioria dos casos de aposentadoria e jubilação, há perdas financeiras (muitos rachas acontecem e novos ministérios surgem por esta causa)
- Insiste na manutenção de alguns privilégios e status que o cargo ocupado lhes outorgam
- São pressionados pela família a se manterem no cargo (neste casos, geralmente, o cargo ocupado acaba servido de “tetas” para os familiares)
- Não aceitam a idéia de que o seu tempo chegou ao final
Há também o seguinte caso, como bem escreveu Sanders (1985, p. 142) “O progresso da obra é detido durante anos, por homens bem intencionados, mas envelhecidos, que se recusam a desocupar o cargo, e insistem em segurar as rédeas diretivas em suas mãos.
Wong (2006, p. 199-206), aponta os seguintes princípios para terminar bem:
- Para terminar bem no final, temos que começar agora. Terminar bem não é uma consideração futura; ela deve ser uma obsessão do presente.
- Para encerrar bem o último capítulo, temos que terminar bem cada capítulo anterior. Não há como saber quando começaremos o nosso capítulo final, visto a incerteza do tempo da morte. Devemos viver a vida de maneira que, se ela expirar hoje, possamos ter motivos para sermos lembrados pelas coisas boas.
- Para terminar bem, necessitamos de uma perspectiva a partir do fim. Diante de uma decisão a ser tomada, é preciso pensar em como esta decisão afetará o seu final de carreira.
- Para terminar bem cada capítulo, precisamos encerrá-los com a consciência limpa. Estar em paz com nossa consciência é prioritário no caminhar em direção a um bom final.
- Como terminamos depende dos relacionamentos que deixamos para trás. As pessoas com quem andamos, nos relacionamos e escolhemos como amigos, sinaliza o tipo de futuro e final que almejamos.
- Terminar bem é tudo que importa no fim. Não basta alcançar o topo, é preciso descer com segurança, para não perecer na descida. Uma atenção equivalente, ou até superior, deve ser dada ao término, tanto quanto no início de qualquer empreendimento.
Josué foi um grande exemplo de um líder que terminou bem. Assim como Paulo, e muitos outros líderes ao longo da história, o texto abaixo lhe é pertinente :
“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Tm 4.7-8)
Saber entrar é preciso, saber sair é vital.
Boa aula, e bom final de trimestre!
BIBLIOGRAFIA
MENDES, José Deneval. Teologia pastoral. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
SANDERS, J. Oswald. Liderança Espiritual. São Paulo: Mundo Cristão, 1985.
WONG, David W. F. Vida & Carreira. Campinas, SP: Instituro Haggai do Brasil, 2006.

Preservando a Palavra do Senhor
Nesta lição maravilhosa, estudaremos sobre os últimos dias de vida de Josué a frente do povo de Israel. Observemos e aprendamos com muito cuidado, o zelo que Josué teve pela Palavra do Senhor diante da nação de Israel.
Josué desde a sua mocidade foi fiel a Palavra de Deus, ele sempre obedeceu aos mandamentos de Moisés, por que cria que esses mandamentos eram do próprio de Deus e quando chegou a sua hora de liderar a Nação de Israel, Josué recebeu ânimo do próprio Senhor e também a ordem de ter cuidado da lei que Moisés tinha lhe ordenado, além de não apartar da boca o livro da lei, ou seja, Josué deveria sempre apregoar a santa, poderosa e maravilhosa Palavra de Deus, diante do povo, para que assim o Senhor fizesse próspero o seu caminho.
Assim devemos nós também, Igreja do Senhor, devemos crer e obedecer à santa e maravilhosa Palavra Deus, além de anunciá-la, não somente ao seu povo, mas também a todos os povos de terra, para que assim a Igreja possa viver de vitória em vitória diante da presença do Senhor.
Note que Josué teve grande cuidado em observar e praticar os mandamentos do Senhor, tanto é que a fé desse grande líder nunca foi abalada, ele sempre confiou no Senhor. O próprio Jesus comparou a todos aqueles que escutam as suas palavras e as praticam como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7.24-27), ou seja, nada pode derrubar aqueles que vivem em retidão diante da palavra do Senhor, pois são como árvores plantadas junto a ribeiros de águas, que dão seus frutos na estação própria e cuja folhas não caem, isso é por que acham prazer na Lei do Senhor (Sl. 1.1-3).
Assim foi a vida de Josué, ouvia, praticava e sempre tinha grande alegria na Palavra do Senhor, o que resultou numa liderança ímpar e vitoriosa diante do povo de Deus, contra todos os inimigos do povo de Deus.
Mas agora, mesmo no final de sua vida, sendo fiel em tudo ao Senhor, Josué sentia ter ainda uma última grande responsabilidade, não era a de liderar o povo numa outra grande guerra, mas a responsabilidade de exortar a todo o povo de Israel a andar no caminho santo e reto do Senhor. E qual é esse caminho santo e reto? Ser fiel ao Senhor e observar a sua palavra com alegria.
Tanto é que para anunciar o caminho da santidade, Josué não mediu esforços para reunir a todo o povo de Israel, os anciãos, os seus cabeças, além de todos os juízes e seus oficias e conclamar que deviam guardar os mandamentos do Senhor. Nesta feita, Josué começa o seu grande discurso, dizendo que todos inimigos que foram vencidos pelo povo Israel, não foram vencidos pela força do braço ou do exército de Israel, mas por causa do grande poder e misericórdia do nosso Deus e também por sua fidelidade ao seu povo, ainda que muitas vezes eles fossem infiéis.
Josué ainda disse as mesmas palavras que o Senhor o dissera quando assumiu a liderança do seu povo, era para que todo o povo se esforçasse para guardar os mandamentos do Senhor, não se apartando do seus mandamento nem para direita e nem para esquerda. E por que Josué repetira essas mesmas palavras do início da Chamada? É por que ele mesmo provara o quanto todas as palavras do Senhor foram fiéis e infalíveis em sua vida e que eram dignas de toda aceitação e proclamação, pelo que as palavras do Senhor se renovam todos os dias.
Josué tinha a plena consciência que restara pouco tempo de vida a frente da nação de Israel, ele resolveu aproveitar esse tempo em animar todo o povo a guardar, a viver e a amar a palavra Senhor, pois fazendo isso o Senhor Deus do Exército estaria sempre no meio povo de Israel, dando a paz, alegria e prosperidade, além de vitória diante de todos inimigos. Josué sentia o peso dessa grande responsabilidade, fazer menção, memória da palavra do Senhor, antes que ele viesse a passar para eternidade, sem que ele instrui-se ao povo o caminho da obediência a Deus a suas maravilhosas leis. Porém, Josué não deixou escarpar a oportunidade e instruiu ao povo a ficar firme e em santidade diante do Senhor.
Enquanto tivermos vida e força temos o dever de fazer menção das maravilhas do Senhor, contidas em sua poderosa Palavra, pois dessa maneira ela será preservado no coração de todos os crente afastando a ameaça do pecado(Sl.119.11). Repetindo, a Palavra do Senhor é o caminho que nos leva santidade, pois os preceitos do Senhor nos levam a conhecê-lo e a ter intimidade com Ele, isso cada vez maior.
A Bíblia nos aconselha a conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor(Os.6.3), isso só é possível conhecendo a sua palavra, pois Ele se revela a nós através da sua maravilhosa palavra. Observe que Josué manteve sempre viva no seu coração a chamada que o Senhor lhe confiara e dela ele nunca se desviou, e em recompensa foi um grande vencedor guardando a sua chamada até o fim.
Você ainda se lembra da chamada que o Senhor lhe confiou? Tem guardado ela? Tem se alegrado nela? Tem trabalhado nela com prazer? Portanto meu amado e querido irmão, mantenha-se sempre fiel a aquilo que o Senhor lhe confiou, pois esta chamada vai te ajudar até o fim dos seus dias e ainda no céu receberás grande galardão, pois foste sempre fiel ao Senhor e nunca negaste a sua palavra, pelo que toda chamada do Senhor vem acompanhada de uma grande promessa de recompensa de maravilhoso galardão. Creia Nisso!
É bom Lembrar que o próprio Senhor instruiu a Moisés dizendo, acerca de obedecer a sua lei, e que se o povo quisesse ter vitória diante dos seus inimigos, era bom e necessário que todo o povo guardasse os seus mandamentos. Se Israel fosse fiel aos mandamentos, povos maiores e mais poderosos do que eles, correriam diante deles, por causa do poder do Senhor em recompensa a fidelidade a sua lei.
Porém, se Israel fosse rebelde aos mandamentos, eles correriam diante de povos menores e mais fracos do que eles, por que suscitariam a ira do Senhor por causa da infidelidade e rebelião a sua lei. Essa palavra se encaixa a nós também nos dias de hoje, se a Igreja quiser ter vitória neste mundo corrompido e perverso, ela deverá está firmada na palavra do Senhor, pois assim está firme na Rocha que é Jesus e a portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18), caso contrário iremos sucumbir nesse mundo, como muitos sucumbiram no deserto por não serem fiéis a Deus.
Mediante tudo isso quero concluir dizendo, que se quisermos ser mais do que vencedores neste mundo, temos que aprender a conservar e a vencer pela palavra. O nosso próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo venceu a satanás pela palavra. O diabo pediu de Jesus um Milagre, que Ele transforma-se pedras em pão, pois o nosso mestre estava com muita fome, mas mesmo assim Jesus não se submeteu a vontade do diabo e disse, nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai do boca de Deus (Mt.4.3-11).
Portanto o nosso Senhor Jesus venceu pela Palavra, nós a Igreja do Senhor só venceremos se nós guardamos amarmos, conservarmos, alegrarmos e vivermos a sua maravilhosa, bendita e poderosa Palavra. Lembre-se, muitos buscam vitórias atrás de milagres, revelações e profecias, mas a vitória verdadeira está na Bíblia, que nos revela a maravilhosa pessoa de Jesus, Rei dos reis e Senhor do Senhores. Amém!!!!
Obs. Se possível for, leia em classe; (Jo 14.15-26 e Jo 15.1-17), o professor também poderá colher maravilhosas pérolas no tocante a palavra do Senhor no Salmo 119.
Autor: Dc. Helly Fernando Cardozo Pecheka – Licenciatura em História, Líder de Mocidade e Professor da Escola Bíblica Dominical – Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Introdução

Texto Áureo:
Josué 24.14: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com sinceridade e com verdade…”
Leitura Bíblica em classe:
Texto devocional:
Jr. 1. 12: Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.
Preservar:
Livrar-se de algum mal, ou dano.
Resguardar-se
Defender.
Preservar é:
Manter
Conservar
Manter sem adulteração teológica.
A-Base devocional:
Rm 3.1,2: Que vantagem, pois, tem o judeu? ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.
I-Preservação Histórica:
A Palavra de Deus por ser Eterna é por si mesmo conservada, mas a sua Preservação como doutrina no Mundo e no nosso interior [Sl.119. 11: Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.]é fundamental para nossas vidas e para o próprio Mundo, pela ação conservadora de sua Proclamação.
Como estudioso da Bíblia Sagrada temos procurado, buscar, ao longo destes anos, um melhor descortínio sobre a preservação da Bíblia ao longo dos séculos.
Muitos sem conhecimento bíblico, crentes ou descrentes têm sido envolvidos na questão histórica da preservação das Escrituras.
Para que o leitor entenda o nosso pensamento, como estudioso da Bíblia Sagrada, somos participantes da corrente conservadora, ou seja, adotamos a ortodoxia como nossa forma de entender a palavra de Deus.
Assim sendo, considere esta posição como a daqueles que crêem na Bíblia, como:
Primeiro:
Ela é a fonte ou principium cognoscendi externum da Revelação Especial são as Escrituras.
Inspirada e, por conseguinte, autoritativa.
Inerrante
infalível
Suficiente
A Revelação está “incorporada na Escritura”, como diz L. Berkhof (Introduccion a la Teologia Sistematica, Grand Rapids: The Evangelical Literature League, 1973, p. 146)
A Bíblia é a Palavra de Deus.
A Bíblia interpreta a própria Bíblia
Não há mitos na Bíblia.
Não aceitamos a discussão temporal ou da escrituração deuteuronomista.
Todos que militam com a Teologia cristã, sabem do desconhecimento sobre a localização dos originais, os chamados Autógrafos.
Com base neste ponto, algumas correntes, principalmente a esquerda teológica, termo utilizado pelo Prof. Dr. Pr. Augustus Nicodemus tem tentado, bombardear as Escrituras, no aspecto “cronos” de sua localização temporal.
Este ataque atinge pontualmente as Escrituras utilizadas como base, no Tema deste 1 º trimestre de 2009, bem como, o seu contexto mais distante, anterior ou posterior de conteúdo deuteuronomista.
Sob esta ótica liberal, alguns ensinadores cristãos, colocam em dúvida:
A existência de Jericó, à época dos eventos que estudamos
A própria escrituração dos livros estudados neste trimestre, ainda que indiretamente, como contextuais.
A saída de uma multidão de hebreus do Egito
E por aí afora vai a incredulidade latente destes teólogos, a ponto de um catedrático de certa Universidade denominacional afirmar que, não está mais propenso a ensinar sobre o Pentateuco, quanto ao trecho da história dos hebreus.
Não pode haver dúvidas de que, ao longo de sua história, a Igreja do Senhor Jesus Cristo foi comissionada a manter um ponto de vista sobre a inspiração que, para a maioria dos cristãos, implicava em inerrância, mesmo quando o termo não era usado.
II-A Preservação ao longo dos séculos:
É fundamental acreditarmos nisto:
Todos possuirmos um texto exato e fidedigno das Escrituras Sagradas.
Estou fazendo questão de ressaltar esta posição para que você que vai ensinar no domingo saiba, que o Livro que temos é um livro digno de toda aceitação e credibilidade.
A questão de Preservação:
A lição desta semana nos dá uma orientação segura, de como, devemos preservar os ditames bíblicos, de maneira que os recebemos pelos nossos antepassados, digo isto em relação à Igreja.
A própria definição da palavra, nos orienta sobre o encargo que Josué colocou diante dos hebreus:
Seriam eles os defensores das Escrituras, para que esta não sofresse dano.
Por conseguinte a preservação dos Mandamentos resultaria em livra-los de todo o mal que sobreviesse sobre eles tanto como confederação [tribos], nação e individualmente.
Extraímos uma lição deste trecho, a preservação é uma obrigação individual, coletiva e cada indivíduo per si, é responsável por ela.
Preservar a Palavra para viver:
É uma obrigação vital para a Igreja guardar a Palavra de Deus, isto nos garante vida, nas palavras santas do Salvador, Jesus Cristo.
Guardemos ou preservemos as suas Santas Palavras.
João 8.51: Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.
Preservar a Palavra é amar a Deus:
João 14.15.ss: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada…
Por isto, Elias clamou:
I Rs.19. 10: Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei…
Ou Neemias declara:
Ne. 9. 26: Não obstante foram desobedientes, e se rebelaram contra ti; lançaram a tua lei para trás das costas, e mataram os teus profetas…
O Evangelista Marcos declara as Palavras de Jesus, no texto abaixo, numa crítica atualíssima, algumas Igrejas ditas cristãs têm colocado a Tradição ao mesmo nível das Escrituras….
Mc.7. 7. ss: mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens.Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição.
“Preservar os Mandamentos de Deus, entre o povo representava preservar a Própria Nação”.
Este é o ponto fulcral desta Lição 12:
a-Não há outra saída:
Ou preservamos a Palavra de Deus, sem mutilações, e assim preservamos nossas vidas, ou não a preservamos pura e estaremos condenados a morrer espiritualmente, definhando a cada dia!
Quando a Bíblia nos diz no Salmo 119.105: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho, o salmista está transcrevendo de forma matafórica e ao mesmo tempo real, o que ocorre com aqueles que preservam a Palavra de Deus, no seu interior [Dt.30. 14 .ss:Mas a palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres.], ou seja, eles também são preservados.
Este era o uso que os hebreus deveriam dar ao conteúdo do conjunto das Leis de Deus.
Ele seria o guia que descortinaria o invisível no dia-a-dia da nação hebréia.
Seria a luz no mais profundo negrume [Dn.2. 22: Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.];
Na hora que não sabemos o que nos espera a Palavra de Deus, preservada por nós em nossos corações, nos guiará qual um farol no mar tenebroso da vida.
Era desta forma que Deus queria que a nação de Israel entendesse a necessidade da preservação da Sua Palavra!
Ele já havia dado mostra suficiente do poder de suas palavras.
b-Pela sua Palavra:
Js.24. 11: E quando vós, passando o Jordão, viestes a Jericó, pelejaram contra vós os homens de Jericó…; porém os entreguei na vossa mão…E eu vos dei uma terra em que não trabalhastes, e cidades que não edificastes, e habitais nelas; e comeis de vinhas e de olivais que não plantastes. Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade;
Israel saqueou o Egito;
Pela sua Palavra foram preservados no deserto [Nm.20.8: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, que ela dê as suas águas. Assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais.];
Pela poder da palavra, eles viram os muros de Jericó, ruírem;
Pelo poder da Palavra despojaram a Ai;
Pelo poder da Palavra se apossaram do que não construíram, não edificaram, não plantaram.
Js.25. 3: e vós tendes visto tudo quanto o Senhor vosso Deus fez…porque é o Senhor vosso Deus que tem pelejado por vós.Vede que vos reparti por sorte estas nações que restam, para serem herança das vossas tribos…desde o Jordão até o grande mar para o pôr do sol. E o Senhor vosso Deus as impelirá, e as expulsará de diante de vós; e vós possuireis a sua terra, como vos disse o Senhor vosso Deus.
Se continuassem preservando e obedecendo a Palavra de Deus teriam extinguido seus inimigos, os expulsados e jamais os veriam, mas…aí já é outro assunto.
III-Preservação das Escrituras por Deus:
Os versículos citados como devocionais demonstram a importância de cunho histórico-divina que, os hebreus tinham em relação a Palavra ou Mandamentos, ou ainda, como diz o Apóstolo Paulo, os Oráculos divinos, que à eles fora confiado como guardiões destes mandamentos divinos.
Tal responsabilidade era de tal ordem que, os dois primeiros líderes se mantiveram na mesma linha de ação quanto a necessidade da preservação destes oráculos.
Moisés, bem como, Josué entenderam a vital importância da conservação da Palavra das Escrituras, como:
Agente vivificador,
Agente condutor,
Agente conservador,
Agente da liberdade seja espiritual, ou como nação, entre povos inimigos,
Como agente da preservação da nação,
Como agente da garantia do futuro de Israel como nação,
E por fim:
Como agente da proclamação da ação de Jeová sobre a Terra.
Neste aspecto o Apóstolo Paulo é divinamente inspirado para, nos levar ao entendimento profundo desta obrigação divino-constitucional ímpar a qualquer nação do Mundo, para com Israel.
Nós como Igreja herdamos este dever Preservacionista dos Oráculos de Deus, agora incluídos ás outras Escrituras, e temos que ter muito cuidado, quanto á esta atividade essencial para a vida da Igreja, e em sendo desta maneira, somos os Proclamadores, sem tirar o direito, inicial de Israel, que nunca lhes será tirado, atuais do Godspel Divino para todos os moradores da Terá e na Igreja de Cristo [não estamos falando de denominações], devemos transparecer as grandes realizações de Deus.
Rm 11.1.ss: Pergunto, pois: Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu. Logo, pergunto: Porventura tropeçaram de modo que caíssem?…De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Ora se o tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé estás firme…; porque, se Deus não poupou os ramos naturais…para com os que caíram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado…porque poderoso é Deus para os enxertar novamente…tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!
Seja pela obra eterna da Salvação de pecadores, seja pelos milagres, seja pelos dons, seja pela edificação do Corpo de Cristo, seja pela presença do Paracleto espírito santo agindo no seio da noiva de Cristo Jesus.
Ef.4. 8: Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.
I Tm.4. 9.ss: Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação. Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. Manda estas coisas e ensina-as.
II Tm.2. 12.ss: se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo. Lembra-lhes estas coisas, conjurando-os diante de Deus que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, senão para subverter os ouvintes. Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. ..Todavia o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os seus
IV-A Preservação da doutrina sem adulteração ou manipulação, através da liberalidade teológica:
Os livros estudados nesta lição nos mostram, a evidente atuação de Deus destarte, a incredulidade liberal.
Embora o ponto contextual da lição seja Preservação no sentido de manter-se viva a Palavra dita por Deus, aos hebreus, como ponto fundamental para a permanente benção e sua presença, é importante ressaltar que, para esta obediência acontecer, Deus deve ser visto como o Deus zeloso, aquele que preserva e zela por Seu poder, pela Sua Palavra!
Se assim não fora, não haveria a atuação da Palavra, pois ela não conteria com o passar dos anos as suas características canônicas de poder e atuação na vida do povo hebreu com o cumprimento do que Jeová falara através de seus profetas, Moisés e Josué.
Leia mais sobre o assunto, em nosso texto, sob o link:
http://estudandopalavra.blogspot.com/2008/11/inerrncia-da-bblia-lio-09-cpad-30112008.html
É por isto que Josué fala ao povo hebreu, da mesma forma que Moisés, também o fez, para que o povo obedecesse e se firmasse e nunca se esquecesse do que Jeová falara.
Ora, isto nos mostra que Deus, não por seu interesse, mas pela incredulidade humana, sempre zelou pela sua Palavra para vê-la cumprir-se e produzir o efeito, para o qual foi exarada por Sua boca.
Deus preservando sua Palavra:
Prometeu libertar seu povo
Prometeu um libertador
Prometeu multiplicar a semente de Abraão
Prometeu colocar o povo na Terra de Canaã
Prometeu ajuda-los contra seus inimigos
Prometeu uma porção da Terra Prometida para cada tribo, na figura dos 12 patriarcas.
E todas esta promessas se cumpriram!
Para os céticos liberais-históricos, só nos resta utilizar a própria Bíblia quando diz:
Is. 66. 8: Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas logo que Sião esteve de parto, deu à luz seus filhos.
Basta olhar para o recente cinqüentenário de Israel moderna como nação, que nasceu em um dia!Aleluia!
E a Palavra de Deus mais uma vez é preservada no meio e em razão do seu povo, o povo hebreu.
V-Preservação da Palavra para o bem-estar da Nação:
Desde o edito do Monte Ebal e Monte Gerizim, a nação de Israel foi estimulada, por Deus à preservação da Palavra de Deus:
1-como regra de vida;
2-como modo de vida;
3-como modelo de nação
4-como exemplo das nações
5-como segurança de suas atividades
Através de Moisés, Deus começou a cumprir as promessas do Pacto Abraâmico, fazendo do povo de Israel uma nação, dando-lhe a terra de Canaã e a lei escrita. Moisés foi constituído sobre toda a Casa de Deus: Nm 12.7; Hb 3.1-5.
a) Recebeu o poder de operar muitos milagres, nunca dado, a outro antes dele: Dt 34.10-12.
b) Teve os ofícios (cristológicos) de profeta, sacerdote e rei.
c) Teve o respeito do povo como se fosse o próprio Cristo, a Quem prefigurava: 1Co 10.1-3.
Moisés conclamou, todos os hebreus a uma contínua vida pautada na Palavra.
Assim Moisés o fez, pois recebera de Deus, tal ensinamento, e sabia que enquanto o povo vivesse sob a égide da Palavra, nenhum mal lhe sucederia e ainda que o mal lhe sobreviesse Jeová estaria pronto a ajuda-los em qualquer situação, enquanto Israel preservasse a sua Palavra.
Se sobreviesse a pragana plantação, viesse a seca a guerra, Jeová estaria ali ao seu lado, zelando pela sua Palavra.
Moisés sabia que o mal atinge a todos sob o sol, contudo, para os hebreus haveria sempre uma nuvem e uma coluna de fogo, ainda que, agora, invisíveis, a protege-los, agora por aliança e suportada na preservação das Escrituras, como preceitos de vida do povo hebreu.
Salmos 57. 1: Compadece-te de mim, ó Deus, compadece-te de mim, pois em ti se refugia a minha alma; à sombra das tuas asas me refugiarei, até que passem as calamidades.
Mesmo em casos de adultério da nação Deus com seu amor incondicional por Israel alimentou a nação, e cuidou dela.
Js. 23. 15.ss: E assim como vos sobrevieram todas estas boas coisas de que o Senhor vosso Deus vos falou, assim trará o Senhor sobre vós todas aquelas más coisas, até vos destruir de sobre esta boa terra que ele vos deu. Quando transgredirdes o pacto do Senhor vosso Deus, que ele vos ordenou, e fordes servir a outros deuses, inclinando-vos a eles, a ira do Senhor se acenderá contra vós, e depressa perecereis de sobre a boa terra que ele vos deu.
Veja o que, Deus diz pelo profeta Oséias, de maneira metafórica, sobre a infiel nação de Israel, a quem Ele amou:
Capítulo 2. 7: Ela irá em seguimento de seus amantes, mas não os alcançará…então dirá: Irei, e voltarei a meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora. Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor por porta de esperança…ela me chamará meu marido…os farei deitar em segurança. E desposar-te-ei comigo para sempre; sim, desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em amorável benignidade, e em misericórdias; e desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor. Naquele dia responderei…aos céus, e estes responderão a terra; a terra responderá ao trigo, e ao vinho, e ao azeite, e estes responderão a Jizreel. E semeá-lo-ei para mim na terra, e compadecer-me-ei de Lo-Ruama; e a e Lo-Ami direi: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és o meu Deus.
Mas, mesmo assim há um preço a ser pago, até a redenção, seja com:
Os cativeiros passados, perseguições, diásporas e anti-semitismo, até mesmo nos dias atuais.
Com o passar dos anos a Palavra continua a agir como os homens de Deus entenderam que, Ela tinha poder restaurador e de ação, mesmo quando houvesse o adultério ou prevaricação às Escrituras, ou seja, as Palavras e promessas de Deus ao seu Povo.
VI-O líder e a preservação dos Mandamentos divinos:
A liderança é o exemplo, em obedecer e andar segundo os Mandamentos da lei e preserva-la:
Israel foi sempre admoestado, seja por Moisés ou por Josué a preservar e caminhar sob a Lei de Deus.
Dt. 6. 4.ss: Ouve, ó Israel…E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Quando, pois, o Senhor teu Deus te introduzir na terra que com juramento prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria…não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.Temerás ao Senhor teu Deus e o servirás, e pelo seu nome jurarás…porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti; para que a ira do Senhor teu Deus não se acenda contra ti, e ele te destrua de sobre a face da terra…Diligentemente guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te ordenou.
Era uma preocupação absoluta de Moisés a preservação dos mandamentos divino que preservaria o povo, se o povo zelasse pela preservação dos Mandamentos.
Esta foi a base rudimentar para que Israel se estabelecesse na Terra Prometida.
a-O poder da Palavra de Deus e o futuro da Nação de Israel:
É interessante notar certas peculiaridades nas Escrituras, ainda antes de Israel ser uma nação Deus já houvera falado sobre a preservação da Sua Palavra junto ao trono de Israel, que seria estabelecido séculos após.
Dt.17. 14.ss: Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nela habitando, disseres: Porei sobre mim um rei, como o fazem todas as nações que estão em redor de mim; porás certamente sobre ti como rei aquele que o Senhor teu Deus escolher. Porás um dentre teus irmãos como rei sobre ti; não poderás pôr sobre ti um estrangeiro, homem que não seja de teus irmãos…Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos…e não se aparte do mandamento…a fim de que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos, no meio de Israel.
Da mesma maneira a liderança de Israel sempre foi exortada por Deus para observar aos seus Mandamentos, isto conferia aos lideres, uma responsabilidade vital na condução do povo hebreu, assim também ocorreu com Josué.
Js. 1.8: Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.
Js. 23. 6: Esforçai-vos, pois, para guardar e cumprir tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés, para que delanão vos desvieis nem para a direita nem para a esquerda;
Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram. El-Kana.
Preservar significa:
Manter a sinceridade
Ser verdadeiro
Ser fiel
Ser honesto
Ser autentico
Ser corajoso
Ser temente
Ser crente
Tudo isto representa a posição do povo hebreu ao ser orientado, tanto por Moisés tanto quanto, por Josué.
Eles deveriam suportar todas as situações contrárias, as situações que lhes trouxesse algum dano ou desprezo de todos os povos ao seu redor, preservando os Mandamentos.
O resultado desta preservação representava a própria manutenção de Israel como nação autônoma e auto-suficiente.
A auto-suficiência era determinada por uma posição divina, através da Preservação dos Mandamentos.
A não preservação dos mandamentos e daquilo que herdaram de Moisés e Josué levou-os ao caos e a destruição de 10 de suas tribos e posteriormente ao longo cativeiro babilônico de 70 anos, onde mais uma vez a Palavra de Deus preservada por seus profetas mesmo no cativeiro os pode fazer retornar, pois ali estava escrito os desígnios e oráculos de Deus, à respeito e à despeito de todas as situações erradas e caminhos que os levara ao cativeiro, incluindo os povos e reis que os afligira e os deixara voltar á Jerusalém, aí já é outra história bíblica.
Esta situação é uma lição para a Igreja hodierna, a preservação da doutrina bíblica dentro de parâmetros divinos será sempre a causa do crescimento da Igreja ou a causa da queda da Igreja.
É necessário, à partir deste raciocínio entendermos que, igreja aqui deve entendido como parte da Igreja Universal, mas logicamente formada por salvos.
Quantas Igrejas que, se desviaram da base sólida da palavra de Deus e entraram pelo caminhos dos modismo.
Hoje vemos uma verdadeira multidão de igrejas com prática á partir da “visão” de um homem, que não preservaram, a essência da Palavra de Deus e fizeram da Bíblia um meio de vida ou se não agiram assim criaram doutrinas desviadas da verdade santa.
Aliás, este é um modo não atual, se nós olharmos para o passado veremos: Marcião e outros que se desviaram da Palavra, ou rejeitaram parte da palavra.
Ainda hoje existem estes que são os “Marciões” do século XXI.
Adulteram em vez de preservar a Palavra de Deus.
Outros sequer estão preocupados em preservar, mas sim em usar, no sentido mais ruim do verbo.
Usar em proveito próprio.
Usar para enganar
Usar para conquistar multidões para si.
Conclusão:
No entanto, o que realmente nos dá a certeza de que a Bíblia contêm o pensamento inspirado por Deus a homens escolhidos para esse fim, é o poder que suas verdades possuem.
Por isto, a sua preservação é uma doce obrigação do povo de Deus, sem o que não alcançaremos o objetivo de nossas vidas: A Vida Eterna na Canaã celestial.
É impossível ler a Bíblia com sinceridade e oração sem ser tocado pela força de suas palavras.
A maneira miraculosa como essas verdades atravessaram os séculos e chegaram até nós, transformando vidas, modificando costumes, abrandando corações e trazendo conforto, felicidade e paz de espírito a quem as lê nos dão a certeza de que Deus nos fala através de suas páginas.
Fonte:
João Alves dos Santos.
http://tempora-mores.blogspot.com/
Entrevista com Augustus Nicodemus – Revista Seu Mundo – Editora Mundo Cristão.
Como a Bíblia Chegou Até Nós? Baseado em A Survey of Bible Doctrine, de Charles C. Ryrie.
http://jbbiblia.blogspot.com/2006/07/inerrncia-e-infalibilidade-da-bblia.html
Josemar Bessa – Pr. Da Igreja Evangélica Congregacional em Jd. Luz _-RJ.Brasil.
Ver “Canon of the Old Testament” in The International Standard Bible Encyclopaedia, James Orr, ed. (Grand Rapids: W. B. Eerdmans Publishing Co., sem data), vol. I, p. 555. O Cânon de Josefo também continha os mesmos 24 livros, mas com arranjo ou divisão diferente, totalizando 22 (cf.Ibid, p. 560).
O AT hebraico, de longa data, é dividido em três partes: A Lei (Torah), Os Profetas (Nebhim) e osEscritos (Kethubhim). A Lei compreendia os cinco livros de Moisés (o Pentateuco). Os Profetasincluíam tanto os quatro que chamamos de históricos: Josué, Juizes, 1 e 2 Samuel, e 1 e 2 Reis (cada um desses dois grupos é contado como um só livro), como também mais quatro – três dos que chamamos de Profetas Maiores: Isaías, Jeremias e Ezequiel e os doze Profetas Menores, que eram contados como um só livro. Os Escritos, em número de onze, incluíam Salmos, Provérbios e Jó, mais os cinco que eram chamados de “rolos” (Meghilloth): Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester, mais Daniel e Esdras-Neemias, estes dois contados como um só livro, e 1 e 2 Crônicas, também contados como um só livro, totalizando 24 livros.[1][2]
A Bíblia Hebraica traz essa divisão até hoje, a qual remonta ao quinto século a.D. (vem daMishnah - seção Baba Bathra). Outros testemunhos históricos têm sido invocados em seu benefício. O prólogo do livro apócrifo de Siraque (c. 132 a.C), Filo (época de Cristo) e Josefo (século I, pouco depois de Cristo) trazem menções que dão a entender a divisão tríplice.

A cultura ocidental geralmente exalta e valoriza personalidades e temperamentos extrovertidos, e trata com desprezo e descaso os que possuem uma calma emocional acima da média. Os falantes, risonhos e inquietos são mais percebidos e dignos de maior atenção do que os silenciosos, pensantes e tranquilos.
Um grande erro de alguns professores de ED ao tratar com alunos introvertidos, é o de achar que não possuem potencialidades, capacidades, habilidades e competências para crescerem em conhecimento, como pessoas, no serviço cristão e nos relacionamentos. O professor que pensa e age fundamentado em estereótipos, tendem a excluir os introvertidos (já não bastasse as características próprias deste alunos) da participação nas aulas, evitam o direcionamento de perguntas para os mesmos, os privam de oportunidades para exporem suas idéias, e não se interessam em promover o mínimo de interação e socialização dos tais com os demais alunos.
Outros professores chegam a pensar que o aluno introvertido é um “eterno” desatencioso e desinteressado pelas aulas. Um indiferente crônico.
A experiência nos revela que muitos alunos introvertidos se tornaram excelentes professores de ED, dirigentes, superintendentes, ou ocuparam outras funções importantes no serviço cristãos e na igreja. Alguns, inclusive, chegaram ao ministério pastoral.
Infelizmente, na maioria dos casos, os valores e potenciais de muitos alunos introvertidos só passam a ser conhecidos em situações de “crise”, em casos emergenciais, onde a única ou última alternativa para a realizaçao do trabalho são eles.
É necessário estar alerta para o fato de que, em hipótese alguma, os introvertidos devem ser forçados ou persuadidos a rejeitarem a sua própria natureza, pois isto pode por em risco o seu crescimento pessoal e o bem estar psicológico.
Vale lembrar também, que tanto introversão como extroversão, podem se problemas, na medida em que tais comportamentos são vivenciados ao extremo, promovendo males pessoais e sociais. O equilíbrio é sempre o caminho mais saudável.
Uma nova postura por parte dos professores se requer no trato com os alunos de temperamento introvertido. Precisamos olhá-los sem preconceitos e discriminações. É preciso estar atento ao coração (aspectos invisíveis e imaterias do ser), e não supervalorizar as aparências (1 Sm 16.7).
É necessário que o professor de ED peça sabedoria a Deus (Tg 1.5), como também, estude os aspectos psicológicos da personalidade humana, para atuar no sentido de ser um canal de bençãos e da promoção do crescimento integral de todos.

Introdução
Nesta lição estudaremos o capítulo 23 do livro de Josué e vamos aprender com ele o que significa ser zeloso, prudente e fiel à palavra de Deus. Durante quase todo o trimestre aprendemos preciosas lições que de fato nos enriqueceram de forma maravilhosa moldando o nosso caráter e nos tornando mais humildes no tocante as promessas do Senhor para as nossas vidas e como rebelas. Sabemos que Deus não mudou e jamais mudará em seus desígnios propósitos e promessas para com o seu povo e deseja abençoa-lo de forma maravilhosa, porém, precisamos observar a sua palavra e sermos diligentes e zelosos preservando-a em nossas vidas.
Preservar, conceitos etimológicos: “Livrar-se de mal ou perigo futuro; manter livre de corrupção; resguardar; defender” (Dicionário Aurélio).
A definição no contexto original Hebraico para preservar é nãtsah“guardar, vigiar, preservar” (“tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do senhor, vos ordenou: que ameis ao Senhor vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais de todo o vosso coração, e de toda a vossa alma”Js 22.5). (Sl 119.11,15-18).
I – AS RECOMENDAÇÕES DE HOMEM DE DEUS.
1. Primeira exortação – Josué convoca o povo (Js 23.1, 2).
Se o livro de Josué começa com o seu chamamento à responsabilidade de guia do povo eleito, é natural que termine com os seus últimos discursos de despedida e bem assim com a narração da sua morte. A primeira exortação, ministrada aos chefes do povo, apela à sua lembrança como Deus cumpriu a Sua palavra, enquanto ele, Josué, os conduziu à Terra da Promissão. Sim, Jeová era infalível, e lá estaria com eles mesmo no meio da batalha: “Um só homem dentre vós perseguirá a mil, pois é o mesmo Senhor vosso Deus o que peleja por vós” (10). Sendo assim, qual a atitude de cada um para com Deus? Só a de obediência, sujeição e fidelidade. O que viram e sentiram acerca de Deus foi por certo mais que suficiente para lhes incutir a coragem necessária para enfrentar o futuro. Fossem, pois, leais aos mandamentos do Senhor, evitando todo o gênero de pecado, nomeadamente a apostasia, a qual representaria a perda de todo o bem que eles já tinham conhecido, sobrevindo-lhes o mal e castigos terríveis.
Esta reunião foi convocada já perto do final da vida dele. Ele havia passado algum tempo em sua herança “na montanha de Efraim” (Js 19.15), mas ainda carregava um fardo por Israel. Ele se sentiu compelido a rever as abundantes misericórdias que o Senhor lhes dera e a adverti-los seriamente sobre os perigos da apostasia para com Deus. Este discurso aos líderes de Israel é composto de duas seções. Elas correm paralelas entre si no que se refere ao contexto (compare 2-13 com 14-16). Nos dois casos, Josué começou com uma referência à sua idade e à proximidade de sua morte. Este fato adicionou um elemento de urgência à sua mensagem (Js 23.1-6). Em muitos aspectos, Josué seguiu o mesmo padrão usado por Moisés na conclusão de seu período como Pastor daquela nação (Dt 12-26; 28ss). O fato é que ele não tinha algo novo a anunciar ao povo. Ele só estava desejoso de marcar mais uma vez as antigas verdades na mente do povo que estava sob sua responsabilidade. Josué sentia o peso da responsabilidade que estava em seus ombros e de como tinha que permanecer fiel ao Senhor e aos preceitos da sua Palavra, o Sucesso do seu ministério só foi possível devido a sua fidelidade a Deus e sua lealdade a Moisés, e Israel precisava agora com a despedida do seu pastor permanecer guardando os preceitos do todo poderoso ensinados por Moisés e repassados por Josué.
2. O Temor ao Senhor.
Josué traz à memória as evidências da história (Js 4.21-24; 10.14,42). No versículo 3 da leitura Bíblica em classe ele diz: “O Senhor… pelejou por vós”. O objetivo do grande guerreiro era fazer com que Israel refizesse os votos de fidelidade quando Moisés Servo do Senhor morreu. (Js 1.10-18). O Temor ao Senhor é o princípio de toda a sabedoria (Pv 1.7). E bem-aventurados são todos que o temem (1 Sm 12.14; Sl 25.12; 31.19; Is 50.10; Ml 3.16).
Enfrentamos em nossa sociedade uma terrível onda de rebeldia contra Deus e a sua palavra, os valores morais estão sendo banalizados e ridicularizados pelos defensores do movimento GLBT existem até pastores fazendo apologia a este movimento, e o que dizer da bíblia gay? Os princípios que antes eram honrados pela sociedade hoje não passam de uma questão atrasada e sem nenhum valor o Casamento para a sociedade hodierna não passa de uma instituição falida enquanto que a poligamia é aclamada como a fonte do prazer (puro hedonismo) se na época de Josué havia da parte dele uma preocupação de que o povo temesse ao Senhor e guardasse a sua palavra qual deve ser a nossa preocupação e posição diante de tanta imoralidade, idolatria, prostituição e pedofilia que assola o nosso país? Temer a Deus não é uma opção é um mandamento!

Escola Bíblica Dominical, EBD, Lições Bíblicas, Biblical Lesson
Lição 12 – 15/03/2009
Texto Bíblico: Josué 24.14 Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade.
PRESERVE A PALAVRA SABENDO QUE O TEMPO NÃO PARA
1. TEMER A DEUS É TER PERSISTÊNCIA COM A PALAVRA
• Evite deixar se levar pelo comodismo – Josué 23.1 E sucedeu que, muitos dias depois que o SENHOR dera repouso a Israel de todos os seus inimigos em redor, 2 Co 4.16 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
• Evite deixar se levar pela negligencia – Josué 23.1b…e sendo Josué já velho e entrado em dias, Tg 1.25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
• Evite deixar se levar pelo abatimento – Josué 23.2 Chamou Josué a todo o Israel, aos seus anciãos, e aos seus cabeças, e aos seus juízes, e aos seus oficiais, e disse-lhes: Eu já sou velho e entrado em dias, Sl 145.14 O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.
2. SERVIR A DEUS É TER OBRIGAÇÕES COM A PALAVRA
• Saiba retribuir ao Senhor as suas conquistas – Josué 23.3ª.. E vós já tendes visto tudo quanto o SENHOR vosso Deus fez a todas estas nações por causa de vós; Sl 116.12 Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?
• Saiba retribuir ao Senhor as suas proteções – Josué 23.3b.. porque o SENHOR vosso Deus é que tem pelejado por vós. Sl 22.15 O meu louvor será de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.
• Saiba retribuir ao Senhor as suas justiças – Josué 23.4 Vede que vos reparti por sorte, em herança às vossas tribos, estas nações que restam, bem como as nações que tenho destruído, desde o Jordão até o grande mar para o pôr do sol. Sl 40.10 Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.
3. HONRAR A DEUS É TER FIDELIDADE COM A PALAVRA
• Se esforce em aceitar os mandamentos – Josué 23.5 E o SENHOR vosso Deus as impelirá, e as expelirá de diante de vós; e vós possuireis a sua terra, como o SENHOR vosso Deus vos tem prometido. Dt 11.8 Guardai, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno hoje, para que sejais fortes, e entreis, e ocupeis a terra que passais a possuir;
• Se esforce em guardar os mandamentos – Josué 23.6 Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; Ec 8.5 Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.
• Se esforce em cumprir os mandamentos – Josué 23.6b.. para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda; Dt 4.2 Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando.
Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.
Pr Adilson Guilhermel – Mestre em Teologia