Archive for March, 2009

Corinto – Uma Igreja com Problemas de Disciplina

 

corintio

Corinto – Uma Igreja com Problemas de Disciplina:
Uma Análise de 1 Coríntios 5

 Augustus Nicodemus Lopes

Fonte: http://www.thirdmill.org/files/portuguese/84988~9_18_01_3-36-43_PM~Corinto.html

O Contexto de Corinto

A igreja de Corinto era uma igreja que havia sido muito abençoada por Deus em diversos aspectos. Quando Paulo inicia esta carta ele reconhece, no capítulo primeiro, que Deus havia abençoado a igreja com toda sorte de bênçãos espirituais, de dons espirituais, ao ponto de “não lhes faltar dom nenhum”. Corinto era uma igreja carismática no sentido bíblico da palavra, ou seja, tinha os “carismas” do Espírito de Deus, os dons, através dos quais desenvolvia seu serviço prestando culto a Deus e cumprindo a sua missão neste mundo. Infelizmente, por motivos que desconhecemos, esta igreja de Corinto, que havia sido fundada pelo apóstolo Paulo, com menos de três anos de fundada começou a desviar-se dos padrões de conduta e de doutrina que o apóstolo havia estabelecido por ocasião de sua fundação.  

Os Problemas de Corinto

1) Divisões

Paulo estava no seu último ano de ministério na cidade de Éfeso, quando recebe informações de que a igreja de Corinto não estava indo muito bem. As informações eram muitas e poucas delas eram boas. Paulo soube que havia divisões na igreja, que estava dividida em 4 grupos. Grupos que se formaram em torno de personalidades, de pessoas que tinham tido uma participação no passado recente da igreja, com o próprio Paulo e Apolo (cap. 3:4). Havia até um grupo que talvez fosse o mais perigoso deles que era o “grupo de Cristo” (‘…e eu, de Cristo” Cap 1:12). Eles diziam que não eram seguidores de homem algum e sim de Cristo. Era como se dissessem: não queremos estar debaixo da orientação ou da instrução e autoridade de qualquer homem porque recebemos tudo diretamente de Cristo. Alguns estudiosos têm identificado este grupo como o “grupinho dos espirituais” que falavam em línguas e se gloriavam por terem experiências extraordinárias; que não aceitavam a autoridade de Paulo na igreja e outras coisas mais.  

2) Problemas doutrinários

A igreja tinha todas estas divisões e além disso tinha problemas de ordem doutrinária. Um grupo não aceitava a ressurreição dos mortos (cap. 15). Havia um espírito faccioso naquela igreja; existiam problemas com respeito à doutrina da liberdade cristã ( 10:28). “Será que posso comer carne sacrificada aos ídolos”? Os “fortes” diziam que sim e subestimavam os “fracos”. Havia problemas com respeito às questões do casamento (cap. 7): O que é mais espiritual? Casar ou ficar solteiro?
A igreja estava dividida por uma série de problemas que se refletiam no culto. Os “espirituais” falavam línguas sem interpretação para a igreja e desta forma não edificavam (14:5); os profetas falavam, mas não havia ordem de quem deveria falar primeiro (14:29, 32); as mulheres entusiasmadas estavam querendo tirar qualquer sinal de que há uma diferença entre homem e mulher dentro da ordem da criação de Deus (11:8-9); na hora da Santa Ceia havia pessoas que até se embriagavam (11:21) e participavam do sacramento sem ter o espírito apropriado. Corinto era uma igreja com graves complicações. Mas, mesmo considerando isso, era uma igreja que se gloriava de ser “espiritual”. Afinal, muitos, na concepção deles, não tinham os dons que indicavam a presença do Espírito Santo? Muitos não estavam falando em línguas durante o culto (Cap. 14)? Outros não estavam profetizando e trazendo palavra de revelação? A igreja pensava que era espiritual e considerava-se assim apesar de estar toda minada de problemas.  

3) Problemas Morais

Entre os problemas mencionados havia também problemas morais. Havia um irmão que estava processando outro num tribunal secular (6.4). Talvez a igreja não tenha se interessado o suficiente. A verdade é que não chegaram a um acordo e talvez por questão de terra ou talvez de dinheiro e negócios, este irmão estava em litígio com outro. Por isso estava processando-o no tribunal da cidade. Com esta atitude estava expondo o Evangelho à vergonha diante dos ímpios (v. 6). 
Havia um grupo que estava voltando à prática da prostituição religiosa (6:18-19), o que era comum na cidade de Corinto. Isso era praticado nos templos onde se cultuava a deusa Afrodite. 
Refletindo esta separação entre espiritualidade e a conduta moral surge um problema relatado no capítulo 5 e que estava bem de acordo com a natureza e espírito da igreja. Havia um homem, membro da igreja, que estava vivendo com sua madrasta. Seu pai provavelmente ainda estava vivo, mesmo assim estava tendo “um caso” a mulher de seu pai. O mais grave é que isto era do conhecimento não só da igreja mas também da própria sociedade de Corinto. Era algo notório e se comentava; circulava rumores verdadeiros com respeito a este incidente. Nos traz constrangimento o fato de que a igreja de Corinto, como um todo, parecia não ver nada de grave nisso: “Afinal Deus não está em nosso meio? Vejam o que acontece nos nossos cultos”! E este homem continuava a viver com sua madrasta às vistas de toda a igreja! Mas o que mais incomodava o apóstolo Paulo era a falta de uma atitude firme por parte da igreja com relação àquela pessoa. Ou seja, a igreja deveria constatar que conduta moral e espiritualidade são duas coisas que andam juntas. Temos de ter as duas coisas; e quando temos uma e não a outra, ou a espiritualidade é falsa ou a moralidade é falsa. Mas a genuína espiritualidade exige uma conduta de acordo com as verdades do evangelho.
O interessante é que Paulo não se dirige à liderança da igreja. Paulo, ao escrever, não se refere aos líderes mas fala à igreja como um todo. Porque, mesmo que no sistema presbiteriano, estes casos tenham a ver inicialmente com o Conselho, o fato é que na base do problema, além de um caso notório, pecado é um problema de toda igreja. É uma questão que afeta todos os membros e que não é somente responsabilidade do Conselho olhar para a vida dos outros membros e tomar algum tipo de decisão, mas que é responsabilidade de cada membro do corpo de Cristo zelar para que haja pureza, santidade, que haja no convívio da comunidade, verdadeira santidade ao Senhor. É uma responsabilidade de nós todos e não somente do pastor e dos presbíteros. É importante, portanto, que Paulo trata da questão dirigindo-se a toda comunidade. Talvez alguns estranhem este fato. Nas denominações batistas e congregacionais as questões disciplinares são resolvidas pela assembléia. Apesar de acharmos benefícios no sistema de governo representativo, através de pastores e presbíteros, a interpretação desta passagem só pode ser neste sentido: Paulo não está se referindo aos pastores e presbíteros porque ele sabe que a responsabilidade de vivermos uma vida santa na igreja, é de cada um dos seus membros. Devemos não só zelar por nós mesmos mas também pelo nosso irmão refletindo as palavras de Jesus: “Se o teu irmão pecar, vai repreendê-lo entre ti e ele só, se ele não te ouvir, leva mais alguém, se não te ouvir, comunica a liderança da igreja para que tomem as providências”. Mas, antes de chegar a este ponto existe todo um processo intra comunitário desenvolvido pelos membros, cada um participando e sendo responsável para que a vida da igreja ande corretamente. Se não for assim corremos o risco de sermos participantes dos pecados alheios e incorrermos na culpa de cumplicidade. 
Assim, o apóstolo Paulo, no capítulo 5, chama a igreja à ordem e nos fala de forma apaixonada, fala com amor pela igreja; nos fala da responsabilidade que todos temos de cuidar de nós mesmos, de vivermos vidas santas e, de como comunidade, zelarmos para que o nome de Cristo seja honrado e glorificado através da vida santa da comunidade dos santos. Infelizmente nem sempre atentamos para esta maneira de Paulo abordar o problema em vista do nosso individualismo. Mais freqüentemente do que desejaríamos ouvimos falar de piedade em termos individuais, ou seja, piedosa é a pessoa que se fecha no seu quarto para ler e orar gastando tempo a sós com Deus. E santidade seria algo que se desenvolveria individualmente. Quando falamos em santificação geralmente temos a figura de uma pessoa em mente e nos esquecemos que Novo Testamento geralmente estas coisas são contempladas à luz da comunidade. Piedade é algo que eu exerço juntocom o povo de Deus; culto não é algo que eu presto individualmente a Deus, somente, mas algo que faço com meus irmãos. Santidade é algo comunitário. Nós crentes caminhamos a vida de santidade juntos. Perdemos de vista este aspecto corporativo da Igreja apresentado no NT. É tão importante, salutar, equilibrado e abençoador para cada um de nós a idéia de andarmos juntos, vivermos juntos e nos santificarmos com a ajuda uns dos outros. É neste contexto que o apóstolo trás estas palavras. 
O Texto
No versículo 1 e 2 encontramos o apóstolo Paulo apresentando o assunto que vai falar. Ele coloca o problema com palavra muito claras. O problema é duplo: 

O Primeiro Aspecto do Problema

Primeiro, Paulo inicia dizendo que “Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade…” (v. 1) e depois especifica que imoralidade é esta. O pecado é de incesto que está proibido pela Lei mosaica em Deuteronômio 2:30 e outras passagens do VT onde Deus revela Sua repulsa ao adultério e muito menos que um homem faça isso com a mulher do seu pai. Era um caso claro de transgressão da Lei de Deus. É importante notarmos que para o apóstolo Paulo, a Lei de Deus sempre estava em vigor para o cristão. Paulo caracteriza bem esta imoralidade, e, muito embora não faça uma referência clara ao Antigo Testamento, há evidências na passagem, de toda legislação do VT sobre a conduta moral e sexual do povo de Deus. É bom enfatizar isso numa época em que as pessoas têm demonstrado descaso para com a Lei de Deus e para com os padrões morais das Escrituras. O apóstolo está muito à vontade expressando o ensino do VT para uma comunidade de cristãos do NT e caracterizando a conduta daquele indivíduo como sendo imoralidade à luz dos padrões Vetero Testamentários. Isso nos trás a um ensino importante, o de ter em alto apreço o Antigo Testamento que também é revelação de Deus para nós cristãos, ainda hoje. Tudo que foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que através das Escrituras e da paciência tenhamos conforto e esperança. 
Esta era a primeira parte do problema: uma relação incestuosa de um homem que vivia com sua madrasta e que era do conhecimento de todos, como se vê nas palavras de Paulo: “Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade…” (v. 1).

O Segundo Aspecto do Problema

A segunda parte do problema está no v.2: “E, contudo, andais vós ensoberbecidos, e não chegaste a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?”. O que angustiava o apóstolo Paulo não era só o pecado em si, mas que a igreja, ao invés de “lamentar” o fato de ter um de seus membros vivendo uma relação pecaminosa e tomar a providência correta, que na ocasião seria tirar do meio da comunidade aquele indivíduo que não havia se arrependido (a julgar pelo que Paulo diz), ou que não queria corrigir-se. A atitude da igreja deveria ser excluir este membro contumaz. Paulo está angustiado pelo fato da igreja não tomar esta atitude para zelar pela vida e pela pureza da igreja, pelo  nome de Cristo e pelo próprio pecador. Ao contrário, a igreja estava ensoberbecida, envaidecida possivelmente por causa dos dons espirituais. Os membros estavam orgulhosos de constituirem uma igreja “carismática”, ou quem sabe, uma igreja que amava a todos do modo que eram e de como agiam. Uma coisa é certa: Paulo entendia que a atitude da igreja não estava correta. Ao invés de lamentar e chorar pelo fato de um membro está sofrendo, e quando isso acontece, todos sofrem com ele, Paulo pensa na igreja em termos corporativos e vê uma comunidade negligente por não lamentar-se em vista do pecado que estava no seu meio. Ela assume uma postura oposta “festiva”, com um culto alegre, enquanto ninguém estava se preocupando com o problema. Paulo estava angustiado por ver um membro vivendo em pecado e por constatar uma igreja tolerante que convivia com o problema sem nenhuma dificuldade. 
Antes mesmo de dizer os princípios pelos quais a igreja deveria expulsar o malfeitor que “tamanho ultraje praticou”, Paulo já vem com a solução para o problema, até contrariando seu método habitual, usado na primeira carta aos Coríntios. Paulo geralmente coloca o problema, introduz uma série de princípios doutrinários e no final apresenta a conclusão. Mas Paulo parece tão atribulado que apresenta o problema e logo dá a solução; só posteriormente fala sobre as doutrinas que estão por trás da questão. Isso, talvez pela angústia que lhe passava na alma em vista do grande amor que tinha por aquela igreja. Do versículo 3 até o 5 Paulo diz o que vai fazer. Ele fala como apóstolo de Jesus: “…já sentenciei…”. Ele usa das prerrogativas de apóstolo, a quem foi dada autoridade para edificar a igreja, fazê-la andar e para trabalhar no seu fundamento. Como tal, ele sentencia. Esta palavra “sentenciar” vem da linguagem jurídica que significa o pronunciamento final de um processo de julgamento. A igreja deveria ter feito isso e por que não fez, Paulo toma para si as prerrogativas de juiz. Ele mesmo faz o julgamento, sentencia o membro infrator dizendo: “…que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor [Jesus]” (vs. 3-5). 
Quando o apóstolo Paulo sentencia que aquele infrator seja entregue a Satanás, ele o faz nos termos do ensino de Jesus. Paulo aqui está ecoando o ensino de Cristo quando disse num contexto de disciplina: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18:20). Jesus já havia dito dois versículos atrás (v. 18) que: “…tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no céu”. Este é um contexto de disciplina, quando Jesus estava respondendo a Pedro sobre o que deveria ser feito se um irmão pecasse contra ele. Jesus diz que a igreja reunida em espírito, com a presença do Senhor e em Seu nome deveria exercer o “poder das chaves”; de admitir alguém no Reino de Deus ou então excluir através da disciplina. Paulo está ecoando o ensino de Jesus quando diz: [Eu, juntamente com vocês] “em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor…” (v. 4). Dessa forma Paulo sentencia o membro daquela igreja. 
O que significa “entregar a Satanás”? Isto tem sido bastante debatido e não vai fazer muita diferença na interpretação geral da passagem. Em linhas gerais se acredita que Paulo estava dizendo o seguinte: Uma vez que a pessoa não queira ouvir a voz da igreja, não aceita a repreensão do Espírito Santo, e,  sendo excluído da comunidade, será como uma ovelha que foi colocada para fora do aprisco. Lá fora estão os lobos à espera. Satanás vai cirandar, vai colocar sua mão em cima. O objetivo de Paulo com isso não é destruir a pessoa como muitos pensam em relação ao ato disciplinar. Em termos eclesiásticos alguns pensam de disciplina como algo que trás simplesmente punição ou destruição do pecador. Mas não é este o objetivo da disciplina. Apesar de todo rigor e firmeza de Paulo em tratar o assunto, ele diz: “…a fim de que o espírito seja salvo” (v. 5). Este é o objetivo que Paulo revela na sua carta; o amor por aquele pecador e seu desejo de recuperá-lo, mesmo que para isso medidas drásticas tenham de ser tomadas. Paulo não fica vacilante. Se tem de ser entregue a Satanás, que seja, para que o espírito seja salvo. Se for o único meio, que assim seja excluído da igreja, ficando fora da proteção do Senhor e ficando exposto aos ataques do diabo. Ataques que são descritos no livro de Jó, quando este servo de Deus experimentou na carne a atividade satânica como doenças, aflições, perdas dos bens, etc. Em fim, toda sorte de aflições que com o decreto de Deus  Satanás às vezes pode infligir às pessoas para que o propósito de Deus seja feito. No caso, para este membro da igreja, o propósito era trazê-lo de volta ao seio da igreja através das aflições, angústias, dificuldades, e tribulações que Deus permitiria (decreto permissivo) que Satanás trouxesse a este membro em pecado. Ele deveria ser levado ao arrependimento, cair em si e voltar ao convívio da igreja. 
Não sabemos se a “estratégia” funcionou. Na Segunda carta que Paulo escreve à Igreja de Corinto há uma menção de alguém que se arrependeu, que mudou sua atitude. Paulo não diz quem foi esta pessoa. Mas Paulo recomenda que a igreja o receba, que o aceite, que não prolongue demasiadamente a disciplina para que ele não desfaleça. Alguns entendem que seja exatamente este homem citado por Paulo no v. 5.1. Se for o caso, a disciplina teria funcionado e o pecador voltado arrependido, recuperado, restaurado, e a igreja o teria recebido com alegria. Paulo passa para uma postura final e só depois explica o porque desta atitude. Pode parecer aos ouvidos pós-modernos uma atitude muito radical. Mas Paulo explica o porque de sua atitude. 
As Razões de Paulo Para a Disciplina Rígida
1) Porque o pecado é como o fermento (v. 6). Se não cuidarmos ele se alastra e contamina toda a massa: “Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?”. Paulo usa uma linguagem muito comum no VT. No VT uma das coisas usadas para tipificar o pecado é o fermento. Tanto é que na celebração da páscoa era proibido se comer pão com fermento (o pão era “asmo” – sem fermento). O fermento era símbolo do pecado. Uma das propriedades do fermento pelas quais ele tornou-se símbolo do pecado, é sua capacidade de aumentar e dominar o ambiente onde se encontra. Se colocado um pouco de fermento no pão que está sendo preparado logo levedará toda a massa. O apóstolo diz que o pecado é exatamente assim. Paulo pergunta se os crentes de Corinto não sabem disso: Que o pecado é como o fermento, que leveda toda a massa? A idéia é que, se deixado sem correção, no seio da igreja, sem que as devidas soluções sejam tomadas, o pecado se propaga. O que pensar dos jovens da igreja de Corinto? O que eles estavam aprendendo quando viam aquele homem vivendo com a madrasta e ninguém dava importância? O que eles estavam aprendendo? Aprendiam, que aquela atitude não faz diferença na vida cristã e que não importa nosso comportamento sexual. Podemos continuar em pecado e como um cristão normal. Era essa a mensagem que estava sendo passada para os membros da igreja; que o pecado realmente não importava porque a igreja parecia aceitar normalmente. Qual a mensagem que está sendo passada para os jovens e novos convertidos? Que o pecado não afeta meu estado, o meu relacionamento e minha comunhão com Deus e nem a vida da igreja. Ou seja, o que é pregado no púlpito é totalmente desfeito por este tipo de atitude. Nós podemos pregar santidade, e se temos de viver vidas santas mas não acrescentarmos à Palavra pregada as medidas corretas para que todos nós trilhemos este viver santo, a mensagem deixa de ter seu efeito. 
Quando Calvino começou sua obra em Genebra ele tinha a idéia de que se houvesse apenas pregação fiel da Palavra de Deus e administração correta dos sacramentos, a igreja seria edificada, os crentes ouviriam e os problemas se resolveriam. Algum tempo depois, Calvino reconheceu que era necessário e bíblico acrescentar um terceiro elemento: a disciplina eclesiástica
Há necessidade do exercício da disciplina eclesiástica feita em amor para recuperação do pecador e para que se coloque em prática o que a Palavra de Deus nos recomenda e exige. O mais importante é que Paulo não está aqui falando para a liderança. Ele está falando para toda a igreja. Não caiamos no erro  de interpretar mal o apóstolo Paulo pois o que ele fala é para todos nós; é responsabilidade de toda a igreja zelar pela vida da comunidade seguindo os princípios bíblicos. Porque o pecado é como o fermento. Se deixarmos ele contamina a massa toda. Que mensagem estamos passando para o mundo? Qual a mensagem que a “Tiazinha”, que se diz evangélica, passa para o mundo? Sua mensagem é que não importa seu comportamento sexual, sua profissão corrupta. Assim, se conclui que cabe tudo na igreja. 
Estamos vivendo um momento de crise de referência na igreja brasileira. Ou seja, precisamos de pessoas que sejam referenciais. A pouco tempo a revista “Isto É” publicou um suplemento sobre os maiores religiosos do século e citava Dom Evaristo Arnes, Alziro Zarur, Chico Xavier, Madre Tereza, Leonardo Boff, Frei Beto, Marcelo Rossi, mas nenhum evangélico. Pode ser apenas preconceito contra os evangélicos, mas pensemos qual evangélico poderia estar nesta lista? Soubemos depois que o candidato dos evangélicos seria o Bispo Macedo. Se há um momento em que a igreja precisa fazer diferença no Brasil, é hoje. E temos de começar nos lembrando de que o pecado é como o fermento. Ele destrói a reputação da igreja, a sua credibilidade, seu ensino, e por isso temos de tratá-lo com firmeza. Devemos começar conosco mesmo, sendo implacáveis com nós mesmos e brandos com os outros, mas firmes no geral. Tudo isso para evitar que o pecado se alastre. Este é o caminho. Não estou me referindo a fazermos cruzadas de moralidade; não creio nisso. Mas devemos pregar o ensino simples do evangelho e como lemos nos salmos “que os que temem ao Senhor odeiem o pecado”, se afastem do pecado pois este é o ensino de toda a Bíblia. O primeiro ensino é este: O pecado é como o fermento e se nós não cuidarmos ele tomará conta de tudo corrompendo as consciências. 
2) O segundo argumento de Paulo está baseado na Páscoa (também vem do Velho Testamento). Aqui no v. 7 Paulo se refere a Cristo como sendo nossa Páscoa e que ele já foi imolado por nós. Paulo compara a vida da igreja a uma grande Páscoa, a uma eterna festa. O nosso Cordeiro Pascal já foi imolado e nós já nos alimentamos dele e se vivemos em uma eterna Páscoa, não deve haver fermento. Tem de ser lançado fora os fermentos, a massa velha. Por isso Paulo diz: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa…” (v.7). A Igreja é a comunidade Pascal liderada, salva e resgatada por aquele que é a nossa Páscoa. Na festa da Páscoa não podia se ter pão com fermento. Essa é a figura que Paulo usa. Se há pão fermentado já não é mais Páscoa. No v. 8 Paulo diz da vida cristã que “celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia; e, sim, com os asmos da sinceridade e da verdade”. É só quando a sinceridade e a verdade prevalecem que nós verdadeiramente celebramos. Somos uma comunidade que celebra, que vive na alegria, no gozo da santidade do nosso Cordeiro. 
É claro que Paulo não está pregando o perfeccionismo. Mas alguns podem ter esta idéia; Paulo não está pedindo que a igreja seja perfeita, mas sim que a igreja de Corinto tome as atitudes certas quando o pecado aparecer. O pecado vai aparecer, é verdade, e pode ser em minha vida e na sua, mas que a comunidade ajude o pecador com interesse de auxiliá-lo. Não devemos ficar falando mal e criticando mas que tomemos as providências bíblicas para ajudar aquele que caiu vítima do pecado. Celebremos a festa com os “asmos” da sinceridade e da verdade. 
3) Vemos um outro princípio nos versos 9-12. Há um momento para uma separação santa. Infelizmente há momentos em que somente uma separação resolve. A separação da comunidade colocada aqui por Paulo é daquele membro impenitente que não deseja arrepender-se. Parece que Paulo coloca este ponto em destaque (ele gasta vários versículos nisso) provavelmente porque ele sente que foi mal compreendido. Paulo já havia escrito uma primeira carta aos coríntios. Essa primeira carta que conhecemos é, na verdade, uma segunda carta, porque Paulo já havia escrito uma carta antes que foi perdida. Paulo faz menção desta primeira carta perdida no v. 9. Nesta primeiríssima carta ele já havia falado da necessidade de separação, de não haver associação entre o cristão e a impureza. “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros”. 
Aparentemente os coríntios haviam entendido que Paulo estava falando que os cristãos não deveriam ter qualquer contato com incrédulos. Por isso os coríntios concluíram que não haveria problema de ter associação com aquele irmão, mesmo que em gravíssimo pecado, visto que era “irmão”. Eles haviam pensado da primeira carta de Paulo que não deveriam se associar apenas com quem não fosse cristão. Paulo, então, corrige este equívoco e diz: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me com isto não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos avarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso teríeis de sair do mundo”. Paulo, aqui, está dizendo que não estava dizendo que não se associassem, ou mantivessem contato com este tipo de gente, com os pecadores deste mundo, porque, se assim fosse, teriam de sair do mundo. Paulo nunca sugeriu um gueto ou mosteiro, nem ao menos estava sugerindo que não convivessem com os não cristãos. O que Paulo diz é: “Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com este tal nem ainda comais” (v.10). O que Paulo está dizendo é que não devemos nos associar com aquele que “dizendo-se irmão”, se fazendo passar por cristão, no meio da comunidade se comportem como não cristãos. A estes nem devemos convidar para uma refeição em nossas casas. Em outras palavras, há um momento em que é necessária uma separação clara e firme. 
Muitos podem estar pensando nas palavras de Jesus quando disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1). É claro que Paulo e Jesus não estão em contradição. Quando Jesus disse estas palavras ele o fez no contexto do julgamento indevido. Ou seja, alguém julgar o comportamento de uma pessoa e não julgar-se a si mesmo. Lembremo-nos que nesta mesma passagem Jesus diz: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio” (Mt 7.3). O que Jesus proibiu foi o julgamento desproporcional, sendo pesado para com os outros e não para consigo mesmo. Isto não é correto! Mas quando Jesus fala estas palavras condenando o julgamento precipitado, no versículo 6 Ele diz: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas...” (Mt 7:6). Para eu cumprir este mandamento eu tenho de saber quem é “cão” e quem é  “porco”. Ou seja, tenho de exercer julgamento. É claro que Jesus não está proibindo que nós, pelas evidências, pelo comportamento, por aquilo que está evidente e claro, cheguemos a uma conclusão de que uma pessoa não está se comportando como um cristão deve se comportar. Assim sendo podemos tomar as devidas providências. 
Paulo termina este terceiro princípio dizendo: “Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora?” (5:12a).  Paulo está dizendo que não vai julgar os de fora que não são cristãos e que vivem em outro contexto. E então pergunta: “Não julgais vós os de dentro?” (v.12b). Paulo aqui deixa muito claro que julgar os “de dentro” é competência da igreja. Não vamos julgar os de fora, pois Deus os julgará. É isso que Paulo diz no versículo 13: “Os de fora, porém, Deus os julgará” (v.13a). Mas os de dentro sim; a comunidade julga os de dentro e toma as providências para recuperar o faltoso, o extraviado, para trazer de volta o que se desviou. E, se necessário for, para isso, a santa separação, que haja separação. 
Paulo conclui no v.13 dizendo: “Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor”. 
Conclusão
Estamos vivendo uma época em que se Paulo viesse expor esta mensagem, desta forma, não seria bem recebido. 
Hoje se diz que a verdade é relativa e que cada pessoa tem sua própria verdade. Estamos vivendo a relativização dos valores morais. Se diz que a vida de cada um é governada por aquilo que a pessoa sente que é melhor. Se a pessoa está se sentindo bem em determinado lugar, se algo está fazendo-lhe bem, então, não importa outras questões, outros critérios. O critério que é usado é sentir-se bem e passa a ser o principal para governar a conduta das pessoas. O que valida uma situação ou uma conduta é eu estar ou não me sentindo bem no que estou fazendo. 
Esses conceitos têm predominado em nossa sociedade e em muitas igrejas. A relativização na mídia, nas músicas, nos escritos modernos, nas universidades, nos debates da ética e da moralidade. Os formadores de opinião pública nacional estão totalmente envolvidos na pós modernidade que resume tudo que foi dito. Tudo isso acaba minando a vida da igreja, a literatura, os seminários, os congressos. Às vezes, de forma sutil, nos tornamos avessos aquilo que venha nos contrariar, que venha nos obrigar a dizer: “Isso está errado!”. 
Mas temos de fazer a escolha. É um momento sério de decisão da Igreja, se vamos viver à luz da Palavra de Deus e de seus valores absolutos ou se vamos nos deixar levar pelos “ventos” da época. 
A Palavra de Deus nos chama a viver vidas santas e retas. Nos chama a aborrecer o pecado e se necessário, tomar as devidas providências para que ele não tenha livre curso em nosso meio, nas nossas vidas, nas nossas famílias. Tomar a providência necessária em amor, em espírito de brandura, olhando por nós mesmos para que não sejamos também levados pelo pecado mas ajudando-nos mutuamente, levando as cargas uns dos outros para que a comunidade toda viva vida de santidade e de alegria. O problema não é o pecado somente, mas o pecado não resolvido. Para o pecado há perdão, resgate, redenção e libertação. O problema não é só o pecado mas o pecado não confessado, não reconhecido e não tratado. É contra isso que Paulo fala. Que Deus nos ajude.
Lembremo-nos que esta mensagem é para a igreja e não para os líderes. Sempre fico admirado com Paulo pelo fato de que quando fala de disciplina eclesiástica ele não se dirige aos pastores e aos presbíteros apenas mas fala para à comunidade toda. É nossa responsabilidade de orarmos e vivermos vidas santas ajudando-nos uns aos outros a nos livrar do inimigo das nossas almas. Esse é o pior inimigo: o pecado não tratado.
Que Deus nos dê graça e misericórdia para vivermos segundo o padrão da Palavra de Deus. 

Lição 2o Trimestre 2009 – I Coríntios

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A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.

No 2º trimestre de 2009, estaremos estudando o tema I Coríntios – Os problemas da Igreja e suas soluções.

Comentarista: Pastor Antônio Gilberto

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Corinto – Uma Igreja Fervorosa, mas não Espiritual
2- A Superioridade da Mensagem da Cruz
3- Partidarismo na Igreja
4- Despenseiros dos Ministérios de Deus
5- A Imoralidade em Corinto
6- Demandas Judiciais Entre os Irmãos
7- Considerações Acerca do Casamento
8- Coisas Sacrificadas aos ìdolos
9- A Importância da Santa Ceia
10- Os Dons Espirituais
11- A Ressurreição de Cristo
12- Ajuda aos Necessitados
13- Amor, a Virtude Suprema

Fonte: CPAD

A despedida de um líder – Adilson Guilhermel

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por Adilson Guilhermel

A RESPONSABILIDADE DE UM VERDADEIRO LÍDER

1. DEVE SER EXEMPLO EM SUAS CONVICÇÕES

• Ensinar que a vida consiste em escolhas – Josué 24.14a Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, I Reis 18.21 Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.
• Ensinar que a vida consiste em decisões – Josué 24.14b e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao Senhor. I João 5.21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.
• Ensinar que a vida consiste em sensatez – Josué 24.15a Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. Atos 16.31 E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

2. DEVE SER EXEMPLO EM SUAS INFLUÊNCIAS

• Saber expressar a relevância acerca da salvação – Josué 24.16 Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao SENHOR para servirmos a outros deuses; Salmo 40.10 Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.
• Saber despertar a consciência acerca do pecado – Josué 24.17a Porque o SENHOR é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, Gl 5.1 Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.
• Saber incentivar a gratidão acerca da proteção – Josué 24.17b e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. Colossenses 2.7 Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.

3. DEVE SER EXEMPLO EM SEUS PROPÓSITOS

• Levar o povo a testificar do poder divino – Josué 24.18 E o SENHOR expulsou de diante de nós a todos esses povos, até ao amorreu, morador da terra; Atos 26.22a… Mas, alcançando socorro de Deus, ainda até ao dia de hoje permaneço dando testemunho tanto a pequenos como a grandes, não dizendo nada mais do que o que os profetas e Moisés disseram que devia acontecer, 
• Levar o povo a sujeição ao poder divino – Josué 24.22b…também nós serviremos ao SENHOR, I Samuel 12.10 E clamaram ao SENHOR, e disseram: Pecamos, pois deixamos ao SENHOR, e servimos aos baalins e astarotes; agora, pois, livra-nos da mão de nossos inimigos, e te serviremos.
• Levar o povo a conversão ao poder divino – Josué 24.22c…porquanto é nosso Deus. I Reis 18.39 O que vendo todo o povo, caíram sobre os seus rostos, e disseram: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!

Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.

Pr Adilson Guilhermel – Mestre em Teologia

A despedida de um líder – Jean Claude

 

INTRODUÇÃO
por Jean Claude

Chegamos ao fim de mais um glorioso trimestre. Os assuntos tratados nas 13 lições resultaram em valiosas aplicações para nossa vida pessoal, familiar e de liderança cristã. Aprendemos muito com o Livro de Josué, as conquistas e as promessas do povo de Deus. As lições extraídas aqui devem servir de motivação, enriquecimento e ânimo para todos que tiveram o privilégio de estudar esse maravilhoso trimestre.
Na lição de hoje estudaremos o último capítulo do livro de Josué, onde ele faz o seu último discurso como líder de Israel; conduz o povo ao reconhecimento de que deveriam servir ao Senhor de todo o coração, não abandonando seu concerto. Josué despede-se e morre, mas recebe um dos maiores elogios das Escrituras, em toda a história de Israel.

JOSUÉ FAZ O POVO RECORDAR A FIDELIDADE DE DEUS

Uma retrospectiva histórica

Nós estudamos na lição anterior que Josué, prevendo o fim de seus dias, convoca uma reunião com todos os israelitas (23.2) e exorta-lhes à fidelidade a Deus, pois foi o Senhor quem pelejou por eles desde a saída do Egito até àquele dia em que estavam desfrutando do cumprimento das promessas em Canaã. Eles deveriam guardar e praticar tudo que estava escrito no livro da Lei de Moisés (23.6), amando ao Senhor de todo coração, não servindo a deuses estranhos (23.7,11).

Mais uma vez, Josué reúne todas as tribos em Siquém e faz um relato de uma série de acontecimentos decorridos durante toda a história da nação israelita para reforçar o discurso anterior.

Ele começa por Abraão (pai da nação israelita), e relata que Deus o fez andar por toda a terra de Canaã; deu-lhe um filho chamado Isaque, e a Isaque deu Jacó; a Jacó deu doze filhos que desceram para o Egito, onde se multiplicaram grandemente; então Deus chamou Moisés e Arão, para através deles ferir o Egito (com as dez pragas) e tirar o povo de Israel da escravidão; inicia-se então uma sucessão de milagres na história da nação:

(1) a caminho do Mar Vermelho, houve perseguição dos egípcios, mas Deus escureceu-lhes o caminho;
(2) Ele abriu o Mar e o povo passou a pés enxutos;
(3) Ele fechou o Mar sobre os egípcios e os matou;
(4) o povo habitou no deserto por muitos dias, mas não lhes faltou o mantimento;
(5) atravessaram o Rio Jordão, também a pés enxutos, em época de cheia;
(6) Deus destruiu todos os inimigos que se levantaram contra eles;
(7) Ele não permitiu que o “profeta” Balaão amaldiçoasse o povo, a pedido de Balaque (rei dos moabitas), mas ao contrário, Balaão abençoou os israelitas;
(8) Todos os sete povos mencionados em Deuteronômio 7.1, que estavam depois do Jordão, foram entregue nas mãos dos israelitas, não pela espada nem pelo arco do povo, mas pelo o poder do Deus de Israel;
(9) os israelitas receberam terras que não trabalharam; cidades que não edificaram; e habitavam lá e comiam do fruto que não plantaram…

Tudo isso foi relatado por Josué em seu discurso, com o objetivo de mostrar ao povo que Deus merecia ser honrado e ser seguido fielmente. Daquele dia em diante, eles deveriam temer ao Senhor e o servir com sinceridade e verdade, tirando do meio deles os deuses falsos do Egito e servindo somente ao Verdadeiro e Único Deus. (v. 14)

Aplicação:

Mostre aos alunos que Deus sempre participa da nossa vida, tanto em momentos difíceis como em momentos alegres. Ele jamais nos abandona (Is 49.15), pois estamos guardados debaixo da promessa de Jesus que diz: “…eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!” (Mt 28.20b).
Estamos confiando inteiramente no Senhor? O salmista Davi diz: “Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria” (Sl 27.3), a confiança é fundamental em nossa relação com Deus.

A RENOVAÇÃO DO CONCERTO

“Escolhei hoje…” – Josué chega ao ponto fundamental do seu discurso, que era fazer todo Israel decidir a quem eles queriam servir, “…se os deuses a quem serviram vossos pais…”, ou ao Deus de Abraão, Isaque, Jacó e Moisés. Deus não se agrada de indecisos, pois temos o exemplo de uma passagem bíblica, de quando Elias desafiou o povo a fazer uma escolha definitiva entre seguir a Deus ou a Baal, disse: “…Até quando coxeareis entre dois pensamentos?…” (1Re 18.21), o povo pensava que podia adorar ao Deus Verdadeiro e também a Baal, o pecado deles era o de terem o coração dividido. Foi exatamente isso que Josué estava procurando evitar que acontecesse no meio do povo de Israel, fazendo valer a lei que diz: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Dt 6.4-5).

Em o Novo Testamento não é diferente, Jesus disse que “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24), por isso que João adverte: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1Jo 2.15).

“…eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (v. 15)

Como líder de Israel, Josué reafirma sua decisão de, juntamente com sua família, servir ao Senhor. Ele também queria ouvir o mesmo do povo, como no início do livro: “Tudo quanto nos ordenaste faremos e aonde quer que nos enviares iremos. Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti…” (1.16-17). Em outras palavras, Josué queria mostrar ao povo que ele guardou em seu coração o que Moisés disse: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente” (Dt 30.19, ler o 20).

“Nunca nos aconteça que deixemos o Senhor para servimos a outros deuses” (v.16)

Observe que todos estavam reunidos naquele lugar, calados, ouvindo aquelas palavras, mas ao entenderem o significado da mensagem, foram unânimes na decisão que eles tinham de tomar, e responderam imediatamente que queriam servir ao Senhor.
Como é bom quando o povo de Deus recebe a Palavra e entende! O objetivo de Josué em seu discurso foi alcançado, a vontade do Senhor foi entendida e o povo começou a sentir o que devia fazer. Em suma disseram:

“…o SENHOR é o nosso Deus; nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito; tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos; expeliu de diante de nós a todas estas gentes… também nós serviremos ao SENHOR, porquanto é nosso Deus” (vv. 17-18).

Aplicação:

Paulo diz: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus…” (2Co 11.2a). Quantas vezes nossos líderes estão zelando por nós, nos doutrinando e mostrando o caminho que devemos seguir. Será que estamos entendendo o que significa ser fiel até o fim? Ser separado do mundo e de suas concupiscências?
Da mesma forma que Josué disse “escolhei hoje”, o escritor aos Hebreus nos exorta a não sermos endurecidos pelo engano do pecado, durante o tempo que se chama HOJE, pois “nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim” (Hb 3.13-14).

Algumas exigências para manter o compromisso

O povo aceitou e reconheceu que foi o Senhor que os libertou e realizou grandes maravilhas no meio deles, entretanto, duas coisas foram exigidas para que a confissão fosse válida: (1) “deitai fora os deuses estranhos que há no meio de vós” (v. 23), ou seja, eles deveriam se desfazer de todo pensamento nos deuses do Egito, “e inclinai o vosso coração ao SENHOR, Deus de Israel”. (2) “Se deixardes o SENHOR…” (v. 20), eles não poderiam quebrar esse concerto em nenhum momento, e se deixassem o Senhor e adorassem outros deuses, o bem se tornaria em mal para eles.
Mas o povo estava determinado a servir ao Senhor, pois por três vezes repetiram a frase: “Serviremos ao SENHOR” (vv. 18, 21 e 24).

Aplicação:

A frase: “eu e a minha casa serviremos ao Senhor”, tem a mesma validade para os crentes do Novo Testamento, pois temos que servir ao senhor de todo o nosso coração, de toda nossa alma e de todas as nossas forças, tirando de nosso meio tudo que desagrada a Deus e nunca, mas nunca mesmo, desviarmos da fé em Cristo Jesus. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. (1Co 15.58).

UM MEMORIAL LEVANTADO

A pedra do testemunho

Josué aproveitou a oportunidade para oficializar aquele momento tão importante. Ao afirmar “Sois testemunhas contra vós mesmos de que vós escolhestes o SENHOR, para o servir.”, os israelitas responderam prontamente: “Somos testemunhas” (v. 22). Então Josué “pôs por estatuto e direito” (v. 25) e “escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus” (v. 26). Todavia, para que o povo nunca esquecesse daquele concerto, Josué toma uma grande pedra e a ergue debaixo de um Carvalho (árvore de até 45 metros) Junto ao santuário do Senhor (ou à Tenda da Congregação).

“E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho; pois ela ouviu todas as palavras que o SENHOR nos tem dito; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus.” (v. 27).

Esse memorial realizado por Josué aponta para Jesus Cristo. Paulo escreve aos efésios: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (2.20). Jesus é a Pedra que ouve as palavras que saem da nossa boca, quando nós decidimos servir ao Senhor sem reservas, e ninguém pode se desculpar, pois Ele foi testemunha da nossa confissão.

A DESPEDIDA DE UM LÍDER

Foi em Siquém que Deus falou com Abraão e renovou a promessa (Gn 12.6), também foi lá que Josué despediu os israelitas e cada qual vai para sua herdade (v. 28). Ao escrever essas linhas, parece que vejo o povo voltando e comentando uns com os outros: Josué foi um exemplo de vida e marcou a história de Israel; sua fidelidade, obediência e perseverança em servir ao Senhor, resultaram em grandes lições que impactaram nossas vidas. Da idade de cento e dez anos, faleceu Josué, e foi sepultado no termo de sua herdade, em Timnate-Sera, no Monte Efraim (v. 30).

CONCLUSÃO

Assim como um bom pastor cuida de suas ovelhas, Josué cuidou do povo de Deus durante todos os dias da sua liderança. Nada é mais justo do que ele receber o melhor de todos os elogios que poderia receber, registrado nas Escrituras: “Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué…” (v. 31). “Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e o buscam de todo o coração” (Sl 119.1-2). Aleluia!

A despecida de um líder – Manoel Moura Jr.

 

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.   Livro de Josué: As Conquistas e as Promessas do povo de Deus.

Lição 13 A Despedida de Um Líder:

Por Pr Manoel B. Moura Júnior.

      Leitura Bíblica em Classe: Josué Cap. 24.14-18. 
 
 

INTRODUÇÃO lideranca

Chegamos ao final de mais um trimestre de Lições Bíblicas. Durante todo este período meditando e analisando cada detalhe geográfico do Livro de Josué aprendemos sobre a palestina e a preciosa terra de Canaã prometida por Deus aos seus filhos (Israel). Caminhamos lado a lado com Josué desde a hora em que ele foi chamado e escolhido por Deus, ao assumir a liderança de Israel, ao conduzir o povo na travessia do Jordão, ao ensinar as lições espirituais do pós-Jordão, ao conquistar a terra de Jericó, na triste e dolorosa derrota por causa do pecado de Acã, da derrota à vitória, como devemos ser cautelosos com os Gibeonitas, como o Senhor peleja por seu povo, como conquistar uma herança pela fé, como nos abrigar nas cidades de refúgio, sobre a responsabilidade em guardar a palavra do Senhor e por fim a despedida de um homem que foi de fato um verdadeiro Pastor para Israel. Nesta lição vamos aprender como um homem pode chegar ao fim da sua vida na presença de Deus.  

I – JOSUÉ FAZ O POVO RECORDAR A FIDELIDADE DE DEUS. 

1. Uma retrospectiva histórica (vv.1-13).  

a) Segunda exortação de Josué  

No meio do cenário religioso de Siquém e, pela segunda vez, lembra Josué a fidelidade do Senhor, apresentando numa espécie de “balanço” ou recapitulação as grandes dividas que tinham os israelitas para com Jeová: a vocação de Abraão; a libertação do Egito; a vitória sobre os amorreus; o plano frustrado de Balaão; a travessia do Jordão; a tomada de Jericó e, por fim, o extermínio dos cananeus. Bênçãos sem conta 

A acústica de Siquém parecia ser favorável à reunião de grandes multidões. Josué ajuntou todas as tribos de Israel (v.1). Ele lhes fez uma revisão histórica nacional (vv. 2-13). Esta retrospectiva cobriu o período desde a chamada de Abraão até os dias do próprio Josué, que enfatizam os atos salvadores de Deus. A recitação dos milagres que aconteceram foi planejada para inspirar fé no poder do Senhor. Pelo fato de Deus ter fielmente suprido todas as necessidades até aquele momento, Israel deveria estar seguro de que o Senhor estava disposto e era capaz de satisfazer todas as necessidades do futuro.  A graça de Deus é magnificada durante todo este resumo. Foi ele quem tomou a Abraão na de Ur dos Caldeus e o fez andar por toda a terra de canaã (3). 

2. A fidelidade de Deus. 

Foi ele que tirou o povo de Israel do Egito (6). E lhes deu a terra dos amorreus (8). Libertando-os das mãos de Balaque (10). Depois de cruzarem o Jordão os israelitas encontraram muitos inimigos, mas Deus os deu na vossa mão (11). Dois fatos são enfatizados nesta recitação dos eventos passados. Em primeiro lugar, estes fatos se tornaram realidade “não com a tua espada, nem com o teu arco” (12). Israel não tinha base para se gloriar da bravura de seus guerreiros (cf. Dt 9.5). Tudo isto aconteceu “não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). Por todo o relato fica claro que Deus é o agente por meio de quem o sucesso é alcançado. Qualquer derrota sofrida pelo povo foi resultante de se ignorar o plano de Deus.

      

Enviei vespões… que os expeliram de diante de vós (12). Que magnífica prova da proteção especial de Deus! Muitos comentadores consideram estes vespões como um símbolo do terror que os israelitas infundiam no espírito dos seus inimigos. Garstang, porém, (que aceita a data mais recuada para o Êxodo) identifica aquele inseto com o emblema sagrado dos faraós, acrescentando que a devastação de Canaã pelos egípcios desolara todo o país. Após o saque de Megido por Tutmose III em 1479 a.C., o Egito lançou-se no que podemos chamar “uma política deliberada de devastação” durante mais de 60 anos, precisamente até que subiu ao trono o monarca Amenhotep III em 1411 a.C. Depois disso, “durante 50 anos, nenhum exército egípcio foi enviado à Síria,” diz Garstang, por razão de problemas no Egito. No início desse período, apareceu Josué e os israelitas em frente das muralhas de Jericó (1406 a.C.), invadindo um território enfraquecido pelos ataques dos egípcios, que assim se tornaram poderosos instrumentos nas mãos de Jeová. Isto, no dizer de alguns comentadores, a quem se pode objetar com o fato de que em Êx 23.28 e Dt 7.20 (40 anos mais tarde) o envio dos vespões é considerado ainda como um acontecimento futuro. (Mesmo assim, as conseqüências que importavam, realmente eram futuras). Em Js 24.12 cumpriu-se a promessa e foram enviados os vespões, cujo ataque deve coincidir exatamente com a altura da invasão e conquista da Terra Prometida por Josué. Quanto às conseqüências que daí poderiam advir para os israelitas, relacionadas com os textos de Êx 23.28 e Dt 7.20, não se pode duvidar que é possível admitir o acontecimento como uma verdadeira praga de vespões, que contribuíram para o despovoamento das terras que os israelitas iam invadindo. 

Em segundo lugar, Deus deu a terra que eles não trabalharam (13). Tanto o presente como o passado era testemunho do cuidado amoroso do Senhor para com o seu povo. Deus lhes deu a terra, as cidades e a produtividade do solo que eles cultivavam. Tudo ao seu redor era um constante testemunho de sua total dependência de Deus. Estes fatos deveriam ter estimulado uma reação de gratidão àquele que lhes dera tudo gratuitamente. As pessoas receberam tanto não tinham razão para murmurar contra Deus. Elas deveriam expressar-lhe plena confiança e esperança. A história da fidelidade ao Senhor tinha o propósito de servir com uma reserva de fé para o futuro.  

II – A RENOVAÇÃO DO CONCERTO 

1. “Escolhei hoje” (vv. 14,15). 

À luz da óbvia grandeza e bondade de Deus, Josué faz este apelo: “agora, pois, temei ao Senhor” (v.14). Deus fez uma aliança com Abraão, ao afirmar que favoreceria de maneira especial a ele e aos seus descendentes. Este acordo foi renovado tanto com Isaque como com Jacó. Se tudo mostrava que era preciso a geração de Josué continuar como o povo de Deus, então eles deveriam escolher a quem servir “hoje a quem sirvais” (v.15). As pessoas tiveram que decidir se obedeceriam ao Senhor, que provara sua probidade, ou adorariam os deuses locais, que eram ídolos feitos por mãos humanas. É fácil aderir a uma silenciosa revolta – levar a vida a seu próprio modo. Mas chegará o tempo quando você terá que escolher quem ou que controlará a sua existência. A implicação era que somente se eles mesmos ratificassem este concerto é que poderia haver esperança em receber o favor de Deus. Se não queriam servir a Deus a alternativa seria adorar os deuses que anteriormente foram abandonados e derrotados (v. 15). Estes mostraram-se sem poder para ajudar. Eles sempre exerceram uma influência desmoralizante sobre a vida humana. Os israelitas testemunharam que esses deuses fizeram com que o povo dissipasse sua força de alma e destruísse as consciências e o intelecto das pessoas. Josué sabia que seu povo deveria fazer uma escolha definitiva em relação a quem serviria. Ele insistiu para que afirmassem claramente Aquele em quem colocavam todas as suas esperanças. A quem eles seriam leais? Seria tal devoção entregue àqueles a quem já haviam derrotado? A indecisão seria um erro fatal, uma causa certa de fracasso. Portanto, “escolhei hoje” (v. 15). Josué já fizera sua escolha. Ele já havia estabelecido o tipo de exemplo que queria que os outros seguissem. Ele exerceria toda a influência de que dispunha para ajudá-los a fazer a escolha certa: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (v. 15).  

2. Um compromisso solene. 

A geração dos israelitas que havia conquistado a terra prometida, agora aceita uma aliança com o Senhor, semelhante àquela que seus pais se comprometeram a cumprir no Sinai (Êx 24.7-18; 34.27-28). Ainda que o povo tivesse achado ser impossível abandonar a Jeová, seu Deus, por tudo que ele tinha feito em seu favor. A promessa do povo, de servir somente o Senhor, foi cumprida, mas somente enquanto Josué viveu juntamente com os anciãos daqueles dias. Pouco tempo depois da morte de Josué, o povo deixou o Senhor e começou a servir outros deuses (Jz 2.11-19). Normalmente é assim, logo no desabrochar da vida cristã somos impelidos por uma alegria que parece que nunca acabará, porém, com o passar dos anos e com as pressões do dia-a-dia, ao olhar-mos para tudo o está acontecendo no mundo e até mesmo no seio da igreja… Corremos o risco de como Asafe que se deparou com a prosperidade dos ímpios e a infelicidade e o desprezo dos justos, quase esfriou na fé, mas, ao entrar no templo do Senhor pôde perceber o final trágico de todos aqueles que escolhem viver sem Deus. (Sl 73.1-28). 

3. Deus nos libertou. 

“Porque o Senhor é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos e entre todos os povos pelo meio do qual passamos”. (v. 17).   

Os milagres de Deus precisam ser reconhecidos e lembrados. Racionalizar e esquecer os grandes sinais do Senhor tem sido a causa do abandono de Deus. Por exemplo: pelo poder de Deus Israel saiu do Egito, a partir daí só se ver milagres, a coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite para protegê-los do calor e do frio, a travessia do mar vermelho, as águas amargas se tornam doces, água pura e cristalina saindo de uma rocha etc. diante de todos esses milagres teria Israel motivo para não reconhecer a Grandeza de Deus e a sua libertação? Pare um pouco e pense… Quem era você no passado? Quem você é hoje? Então, prossiga o seu caminho vivendo como alguém que foi liberto pelo poder de Deus e pela Graça do Evangelho. 

III – UM MEMORIAL LEVANTADO.  

1. A pedra do testemunho.

Josué realizou um grande culto naquele dia. Uma reunião solene e especial que ficaria marcada na história do povo de Israel. Ao fazer um concerto de fidelidade ao Senhor com o povo, ele escreveu as palavras no livro da lei de Deus e tomou uma grande pedra e a erigiu diante de todos os israelitas (vv. 25,26). Ele utilizou-se de todo o tempo disponível para garantir a lembrança de Deus nas mentes das pessoas. Aquela pedra seria um sinal e uma testemunha (v. 27). Ela marcava o local onde o concerto fora estabelecido entre Deus e o povo. Assim, não apenas o ouvido, mas também o olho era convocado para registrar em sua memória o pacto renovado. Ele até mesmo registrou este evento por escrito (v.26). Para ajudar o povo a ter em sua mente uma lembrança viva. Eles deveriam tomar todas as precauções para não mentirem diante de Deus (v.27). O nosso relacionamento com Deus deve ser desenvolvido em “sinceridade e verdade”, o Senhor é FIÉL e jamais se esquecerá da sua promessa que tem feito ao seu povo, porém, é nosso dever vivermos uma vida de fé olhando para Cristo… “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomia, e esta assentado à destra do trono de Deus”. (Hb 12.1,2). 

2. A despedida de um líder (vv. 29,30). 

O momento é chegado, Josué já tomou sua decisão “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.24). O povo já está instruído no tocante a sua fidelidade para com Deus. E o que ele tem a deixar para as suas ovelhas? Ouro, prata dinheiro ou fama? Nada disso. Ele deixa o EXEMPLO, e isto é algo que está em completo declínio hoje em dia. Quantos pastores que ao deixarem um campo, setor ou congregação deixam um péssimo exemplo para as ovelhas que pastoreou, devem a Deus e ao mundo. Muitos roubam a casa de Deus, abusam do amor e bondade dos subordinados e ainda dizem “quem manda aqui sou EU” e vocês se quiserem ser abençoados devem se submeter a minha autoridade”, são verdadeiros espancadores, ladrões, saqueadores do Reino de Deus. A vida de Josué é de fato um exemplo para todos da nossa geração! O importante na vida de um pastor não é como ele começa e sim como ele termina, certo sábio disse: “O destino sempre será mais importante do que a viagem”, querido pastor…, qual será o seu destino?  

Conclusão. 

Muito em breve estaremos dizendo adeus à perecível vida terrena e saudando o início da eternidade. Quero desejar-lhe, prezado pastor, evangelista, presbítero, diácono, cooperador etc. uma vida de serviço sacrificial para aquele que foi nosso sacrifício. Que também nós possamos como Josué terminar nossa carreira com gozo.  

A despedida de um líder – Jaquesilene Silva

Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/

Texto Áureo: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15)refugio-ap

Ao encerrarmos este trimestre de estudos sobre o livro de Josué, creio que a maior lição ou o maior ensinamento que podemos tirar é que Deus honra aqueles que lhe são fiéis até o fim. Pois, enquanto Josué esteve na liderança do povo do Israel, estes serviram ao Senhor. “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dia de Josué…” (Js 24. 31).

A história de Israel aponta uma verdade ensinada claramente por toda história, isto é, que as massas são ou logo serão aquilo que seus líderes forem. Daí a grande responsabilidade de um líder.

A escolha por Josué para suceder Moisés não foi mera politicagem! Josué foi escolhido por Deus porque era “homem em quem havia o espírito” (Nm 27. 18). Se Josué não fosse um líder escolhido por Deus, o que teria acontecido a Israel diante dos povos inimigos?

Para Josué, Deus não foi menos ajudador do que para Moisés, pois o Senhor assumiu com ele este maravilhoso compromisso, manifestando-lhe confiança: “Como fui com Moisés, assim serei contigo, não te deixarei nem te desampararei.” (Js 1. 5).

Deus que é onisciente sabia que além do Jordão muitas e duras provas o seu povo teria de enfrentar, devendo, para vencer, ter um comandante à altura. Para executar as atribuições do seu cargo tinha que se submeter permanentemente à direção do céu.

Josué, ao chegar ao final da sua jornada, convocou o povo para uma verdadeira “profissão de fé”, na qual fez menção às maravilhas realizadas pelo Senhor aos filhos de Israel.
Ele reiterou sua completa confiança em Deus e, movido por uma fé pessoal abrasante e heróica, desafiou o povo a continuarem firmes e a renovarem o pacto de fidelidade incondicional ao Deus verdadeiro.

Exortou o povo dizendo: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus em cuja terra habitais; porém eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15). Josué foi fiel até a morte!

As péssimas condições espirituais de muitas igrejas nos dias de hoje têm estreita relação com as lideranças das mesmas. Existe um provérbio as avessas que diz: “Tal sacerdote, tal povo”.
Este assunto é muito sério pois envolve o Sagrado. E não se pode brincar com isto. Certos fatores contribuem para uma liderança espiritual defeituosa, tais como: o desejo de sempre agradar, ser amado e admirado, ter medo de desagradar (principalmente os mais abastados), ambição, ausência de verdadeira experiência espiritual e preparo insuficiente.

Quantos desses líderes da atualidade podem dizer como o apóstolo Paulo? “Sede também meus imitadores, irmãos” (Fp 3. 17). Infelizmente, muitos sem terem chamado de Deus e as qualidades necessárias, fazem de si mesmos pastores e líderes.

Os crentes esperam do seu líder espiritual que este os leve às verdes pastagens, mas muitas ovelhas são desviadas sem se aperceberem do que está acontecendo. A igreja iluminada não aceita isto! Somos protestantes!

A lealdade a Deus, a fidelidade à verdade e a perseverança de uma boa consciência são jóias mais preciosas que o ouro. As recompensas da liderança santa são tão grandes e as responsabilidades de um líder, tão pesadas, que ninguém pode deixar de levar a sério este assunto. Que Deus nos abençoe!

Comentários: Jaquesilene Santos Silva, membro da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

Auxilio bibliográfico
SANTOS, Cícero Severo dos. Os frutos da fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
TOZER, A. W. O melhor de A. W. Tozer. São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 1984.

A despedida de um líder – Altair Germano

por Altair Germano

Na vida e na realização da obra de Deus, muitos começam bem e terminam mal. Grandes líderes da Bíblia, da história antiga e moderna, como também da atualidade, construíram grandes obras, realizaram excelentes projetos, desenvolveram magníficos ministérios, mas, ao final, desconstruíram, desfizeram e destruíram tudo com as próprias mãos, mediante idéias e ações desprovidas de bom senso e equilíbrio.
Há varias dicas importantes que podem ser observadas, para o término de uma carreira de liderança bem sucedida.

Mendes (1999, p. 111-112), escrevendo sobre o ministério pastoral, nos dá as seguintes sugestões para serem aplicadas no final de uma carreira:

- Não endividar a igreja para o sucessor
- Preparar os irmãos, incentivando-os a receberem seu novo pastor com alegria
- Ter cuidado para não deixar dívidas pessoais, contratos não cumpridos, e outras pendências que poderiam comprometer seu bom testemunho
- Não exigir indenizações sobre qualquer pretexto. A igreja não é empresa, nem o ministério profissão
- Não “jogar” a igreja contra a liderança de ministérios e convenções no quais esteja filiado, e a quem deve respeito e submissão

Muitos líderes resistem à idéia e a possibilidade real de encerrar a sua carreira. Eis algumas razões:

- Pensam ser insubstituíveis
- Temem por uma vida ociosa e improdutiva
- Não desejam perder ganhos financeiros, visto que na maioria dos casos de aposentadoria e jubilação, há perdas financeiras (muitos rachas acontecem e novos ministérios surgem por esta causa)
- Insiste na manutenção de alguns privilégios e status que o cargo ocupado lhes outorgam
- São pressionados pela família a se manterem no cargo (neste casos, geralmente, o cargo ocupado acaba servido de “tetas” para os familiares)
- Não aceitam a idéia de que o seu tempo chegou ao final

Há também o seguinte caso, como bem escreveu Sanders (1985, p. 142) “O progresso da obra é detido durante anos, por homens bem intencionados, mas envelhecidos, que se recusam a desocupar o cargo, e insistem em segurar as rédeas diretivas em suas mãos.

Wong (2006, p. 199-206), aponta os seguintes princípios para terminar bem:

Para terminar bem no final, temos que começar agora. Terminar bem não é uma consideração futura; ela deve ser uma obsessão do presente.
Para encerrar bem o último capítulo, temos que terminar bem cada capítulo anterior. Não há como saber quando começaremos o nosso capítulo final, visto a incerteza do tempo da morte. Devemos viver a vida de maneira que, se ela expirar hoje, possamos ter motivos para sermos lembrados pelas coisas boas.
Para terminar bem, necessitamos de uma perspectiva a partir do fim. Diante de uma decisão a ser tomada, é preciso pensar em como esta decisão afetará o seu final de carreira.
Para terminar bem cada capítulo, precisamos encerrá-los com a consciência limpa. Estar em paz com nossa consciência é prioritário no caminhar em direção a um bom final.
Como terminamos depende dos relacionamentos que deixamos para trás. As pessoas com quem andamos, nos relacionamos e escolhemos como amigos, sinaliza o tipo de futuro e final que almejamos.
Terminar bem é tudo que importa no fim. Não basta alcançar o topo, é preciso descer com segurança, para não perecer na descida. Uma atenção equivalente, ou até superior, deve ser dada ao término, tanto quanto no início de qualquer empreendimento.

Josué foi um grande exemplo de um líder que terminou bem. Assim como Paulo, e muitos outros líderes ao longo da história, o texto abaixo lhe é pertinente :

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Tm 4.7-8)

Saber entrar é preciso, saber sair é vital.

Boa aula, e bom final de trimestre!

BIBLIOGRAFIA

MENDES, José Deneval. Teologia pastoral. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
SANDERS, J. Oswald. Liderança Espiritual. São Paulo: Mundo Cristão, 1985.
WONG, David W. F. Vida & Carreira. Campinas, SP: Instituro Haggai do Brasil, 2006.

A despedida de um líder – José Roberto

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A DESPEDIDA DE UM LÍDER
por Jose Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: Js. 24.15 – Leitura Bíblica em Classe: Js. 24.14-18
Objetivo: Mostrar que Deus usa homens e mulheres obedientes à sua vontade e que estejam dispostos a servir, com toda a sua família, ao Senhor. 

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, veremos que Josué, ciente dos seus últimos dias na terra, se despede do povo. Antes, porém, chama a atenção de todo o Israel a respeito da fidelidade de Deus e dos grandes feitos do Senhor. Como conseqüência disso, reclama lealdade a esse mesmo Deus, convocando o povo para reafirmar o pacto com Aquele que os tirou da escravidão egípcia. Por fim, convida as famílias a estarem diante do altar, adorando-O como Deus e Senhor.

1. JOSUÉ RELEMBRA A FIDELIDADE DE DEUS
No capítulo 24 de Josué, temos o último discurso desse grande líder, realizado em Siquém. Josué aproveita essa oportunidade para trazer à memória do povo os grandes feitos do Senhor. Ele recorda a fidelidade de Deus através de uma retrospectiva da história de Israel. Aproveita também para reconhecer que Deus havia estado ao lado do Seu povo durante toda a caminhada (Sl. 145.13; Is. 41.10; II Co. 1.18; Ap. 19.11). Era necessário ainda que o povo renovasse o concerto com Deus. Por isso, deveriam escolher, não em outro, mas naquele dia, a quem desejariam servir (v. 14,15). É válido destacar que Deus não queria uma obediência forçada. Eles deveriam decidir se iriam servir ao Senhor ou aos outros deuses das nações vizinhas. A adoração a Deus não pode ser dividida com outro, pois a Sua glória não pode ser repartida, nós, como os israelitas, precisamos escolher, hoje, se iremos servir a Deus ou a Mamon (Mt. 6.24). Josué, como líder do povo, deu o exemplo, dizendo que ele e sua casa serviriam ao Senhor (v. 15).

2. O MEMORIAL DO PACTO É LEVANTADO
Em resposta à convocação de Josué, Israel reafirmou sua fé no Deus dos seus antepassados. Rogam, no versículo 16, que “nunca nos aconteça que deixemos o Senhor para servimos a outros deuses”. Reconheceram que Deus, e não eles próprios ou outros deuses, realizara as maravilhas em seu favor (v. 17). Josué destaca ainda que o povo deveria lançar fora os deuses estranhos (v. 23) e que não deveria quebrar, em momento algum, o pacto feito com Deus, pois, se assim o fizesse, as conseqüências seriam desastrosas (v. 20). Por três vezes o povo declarou “serviremos ao Senhor nosso Deus …” (v. 24), ainda que, conforme sabemos pelos outros livros históricos da Bíblia, os israelitas seguiram o caminho da desobediência. Mas, naquele momento, eles levantaram um memorial, uma pedra do testemunho, como marco de renovação do pacto. É dito que Josué “pôs por estatuto e direito e escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus; e tomou uma grande pedra e a erigiu ali” (v. 25,26) e acrescentou “esta pedra nos será por testemunho (v. 27). Ao final, o líder do Senhor despediu o povo e cada um deles retornou à sua herdade (v. 28). Josué, ao final da vida, é reconhecido como “servo de Deus” (v. 29,30) e não mais de Moisés (Js. 1.1). A duração da sua vida é de 110 anos, maior do que a maioria (Sl. 90.10) mais curta do que a de Moisés (120 anos, Dt. 34.7).

3. AS FAMÍLIAS DIANTE DO SENHOR
No último sermão de Josué, é digno de destaque a posição que ele dá às famílias. Enquanto líder de Israel, propõe em seu coração servir ao Senhor juntamente com sua família (Js. 24.15). Nesses dias atuais, tão conturbados e nos quais as famílias têm sido ameaçadas por valores distanciados da Palavra de Deus, nós, como cristãos, devemos tomar a mesma atitude de Josué e levar nossas famílias ao altar do Senhor. Seguindo os conselhos do apóstolo Paulo, em Ef. 5.22-28 e Cl. 3. 18,19, os maridos precisam ser mais amorosos, e, se necessário for, sacrificarem-se por suas esposas, como o fez o próprio Cristo. As mulheres, por sua vez, devem ser mais submissas em amor aos seus maridos. Os filhos devam ser obedientes aos pais a fim de que tenham vida prolongada na face da terra, e os pais, por conseguinte, não devam levar seus filhos à irritação, antes admoestá-los no temor do Senhor. Não podemos esquecer que a saúde espiritual da igreja, e por que não dizer, da sociedade como um todo, depende da adequada formação familiar. Recorrendo a uma metáfora biológica, a família é a célula da sociedade, quando ela adoece, o corpo inteiro padece. Por isso, despertemos para uma vida familiar consagrada a Deus, através do exemplo e do amor, da realização de cultos domésticos, da adoração e estudo da Palavra de Deus.

CONCLUSÃO
Concluímos mais uma lição neste trimestre, e, ao longo desses últimos meses, o Senhor nos possibilitou o estudo do livro de Josué. Esperamos que Deus tenha despertado várias pessoas com o coração desprendido para servir como fez Josué. Em especial, nesta última aula, aprendemos o valor de não esquecermos das grandes coisas que o Senhor tem feito por nós (Sl. 126.3), e, em particular, da importância de cuidarmos das famílias a fim de que essas estejam sempre no altar, adorando ao Deus que nos libertou do cativeiro do pecado (Ef. 1.7; 2.1,2).

BIBLIOGRAFIA
HESS, R. Josué: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2006.
LIMA, E. R. A família cristã nos dias atuais. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

Preservando a Palavra do Senhor – Helly Fernando

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Preservando a Palavra do Senhor


Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/


Nesta lição maravilhosa, estudaremos sobre os últimos dias de vida de Josué a frente do povo de Israel. Observemos e aprendamos com muito cuidado, o zelo que Josué teve pela Palavra do Senhor diante da nação de Israel.

Josué desde a sua mocidade foi fiel a Palavra de Deus, ele sempre obedeceu aos mandamentos de Moisés, por que cria que esses mandamentos eram do próprio de Deus e quando chegou a sua hora de liderar a Nação de Israel, Josué recebeu ânimo do próprio Senhor e também a ordem de ter cuidado da lei que Moisés tinha lhe ordenado, além de não apartar da boca o livro da lei, ou seja, Josué deveria sempre apregoar a santa, poderosa e maravilhosa Palavra de Deus, diante do povo, para que assim o Senhor fizesse próspero o seu caminho.

Assim devemos nós também, Igreja do Senhor, devemos crer e obedecer à santa e maravilhosa Palavra Deus, além de anunciá-la, não somente ao seu povo, mas também a todos os povos de terra, para que assim a Igreja possa viver de vitória em vitória diante da presença do Senhor.

Note que Josué teve grande cuidado em observar e praticar os mandamentos do Senhor, tanto é que a fé desse grande líder nunca foi abalada, ele sempre confiou no Senhor. O próprio Jesus comparou a todos aqueles que escutam as suas palavras e as praticam como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7.24-27), ou seja, nada pode derrubar aqueles que vivem em retidão diante da palavra do Senhor, pois são como árvores plantadas junto a ribeiros de águas, que dão seus frutos na estação própria e cuja folhas não caem, isso é por que acham prazer na Lei do Senhor (Sl. 1.1-3).

Assim foi a vida de Josué, ouvia, praticava e sempre tinha grande alegria na Palavra do Senhor, o que resultou numa liderança ímpar e vitoriosa diante do povo de Deus, contra todos os inimigos do povo de Deus.

Mas agora, mesmo no final de sua vida, sendo fiel em tudo ao Senhor, Josué sentia ter ainda uma última grande responsabilidade, não era a de liderar o povo numa outra grande guerra, mas a responsabilidade de exortar a todo o povo de Israel a andar no caminho santo e reto do Senhor. E qual é esse caminho santo e reto? Ser fiel ao Senhor e observar a sua palavra com alegria.

Tanto é que para anunciar o caminho da santidade, Josué não mediu esforços para reunir a todo o povo de Israel, os anciãos, os seus cabeças, além de todos os juízes e seus oficias e conclamar que deviam guardar os mandamentos do Senhor. Nesta feita, Josué começa o seu grande discurso, dizendo que todos inimigos que foram vencidos pelo povo Israel, não foram vencidos pela força do braço ou do exército de Israel, mas por causa do grande poder e misericórdia do nosso Deus e também por sua fidelidade ao seu povo, ainda que muitas vezes eles fossem infiéis.
Josué ainda disse as mesmas palavras que o Senhor o dissera quando assumiu a liderança do seu povo, era para que todo o povo se esforçasse para guardar os mandamentos do Senhor, não se apartando do seus mandamento nem para direita e nem para esquerda. E por que Josué repetira essas mesmas palavras do início da Chamada? É por que ele mesmo provara o quanto todas as palavras do Senhor foram fiéis e infalíveis em sua vida e que eram dignas de toda aceitação e proclamação, pelo que as palavras do Senhor se renovam todos os dias. 

Josué tinha a plena consciência que restara pouco tempo de vida a frente da nação de Israel, ele resolveu aproveitar esse tempo em animar todo o povo a guardar, a viver e a amar a palavra Senhor, pois fazendo isso o Senhor Deus do Exército estaria sempre no meio povo de Israel, dando a paz, alegria e prosperidade, além de vitória diante de todos inimigos. Josué sentia o peso dessa grande responsabilidade, fazer menção, memória da palavra do Senhor, antes que ele viesse a passar para eternidade, sem que ele instrui-se ao povo o caminho da obediência a Deus a suas maravilhosas leis. Porém, Josué não deixou escarpar a oportunidade e instruiu ao povo a ficar firme e em santidade diante do Senhor.

Enquanto tivermos vida e força temos o dever de fazer menção das maravilhas do Senhor, contidas em sua poderosa Palavra, pois dessa maneira ela será preservado no coração de todos os crente afastando a ameaça do pecado(Sl.119.11). Repetindo, a Palavra do Senhor é o caminho que nos leva santidade, pois os preceitos do Senhor nos levam a conhecê-lo e a ter intimidade com Ele, isso cada vez maior.

A Bíblia nos aconselha a conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor(Os.6.3), isso só é possível conhecendo a sua palavra, pois Ele se revela a nós através da sua maravilhosa palavra. Observe que Josué manteve sempre viva no seu coração a chamada que o Senhor lhe confiara e dela ele nunca se desviou, e em recompensa foi um grande vencedor guardando a sua chamada até o fim.

Você ainda se lembra da chamada que o Senhor lhe confiou? Tem guardado ela? Tem se alegrado nela? Tem trabalhado nela com prazer? Portanto meu amado e querido irmão, mantenha-se sempre fiel a aquilo que o Senhor lhe confiou, pois esta chamada vai te ajudar até o fim dos seus dias e ainda no céu receberás grande galardão, pois foste sempre fiel ao Senhor e nunca negaste a sua palavra, pelo que toda chamada do Senhor vem acompanhada de uma grande promessa de recompensa de maravilhoso galardão. Creia Nisso!

É bom Lembrar que o próprio Senhor instruiu a Moisés dizendo, acerca de obedecer a sua lei, e que se o povo quisesse ter vitória diante dos seus inimigos, era bom e necessário que todo o povo guardasse os seus mandamentos. Se Israel fosse fiel aos mandamentos, povos maiores e mais poderosos do que eles, correriam diante deles, por causa do poder do Senhor em recompensa a fidelidade a sua lei.

Porém, se Israel fosse rebelde aos mandamentos, eles correriam diante de povos menores e mais fracos do que eles, por que suscitariam a ira do Senhor por causa da infidelidade e rebelião a sua lei. Essa palavra se encaixa a nós também nos dias de hoje, se a Igreja quiser ter vitória neste mundo corrompido e perverso, ela deverá está firmada na palavra do Senhor, pois assim está firme na Rocha que é Jesus e a portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18), caso contrário iremos sucumbir nesse mundo, como muitos sucumbiram no deserto por não serem fiéis a Deus.

Mediante tudo isso quero concluir dizendo, que se quisermos ser mais do que vencedores neste mundo, temos que aprender a conservar e a vencer pela palavra. O nosso próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo venceu a satanás pela palavra. O diabo pediu de Jesus um Milagre, que Ele transforma-se pedras em pão, pois o nosso mestre estava com muita fome, mas mesmo assim Jesus não se submeteu a vontade do diabo e disse, nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai do boca de Deus (Mt.4.3-11).

Portanto o nosso Senhor Jesus venceu pela Palavra, nós a Igreja do Senhor só venceremos se nós guardamos amarmos, conservarmos, alegrarmos e vivermos a sua maravilhosa, bendita e poderosa Palavra. Lembre-se, muitos buscam vitórias atrás de milagres, revelações e profecias, mas a vitória verdadeira está na Bíblia, que nos revela a maravilhosa pessoa de Jesus, Rei dos reis e Senhor do Senhores. Amém!!!!

Obs. Se possível for, leia em classe; (Jo 14.15-26 e Jo 15.1-17), o professor também poderá colher maravilhosas pérolas no tocante a palavra do Senhor no Salmo 119.

Autor: Dc. Helly Fernando Cardozo Pecheka – Licenciatura em História, Líder de Mocidade e Professor da Escola Bíblica Dominical – Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Preservando a Palavra do Senhor – César Moisés

 

Leitura Bíblica em Classe
Josué 23.1-6

Introdução

I. As Recomendações de um Homem de Deus 
II. Exortações à Perseverança
III. Evitando Problemas Futuros
Palavras-chave: Obediência. Desvio. Desapropriação
Título deste subsídio: A Obediência como Adoração 
A Obediência como Adoração
Introdução
Uma verdade que, a cada novo estudo sobre Josué, foi sendo reafirmada e ficou mais que evidente, é a de que todo o êxito obtido por Israel na conquista da Terra Prometida, não estava na suposta capacidade bélica da tribo nômade, e sim no Senhor (Js 2.9-11,24; 4.24; 5.1; 9.24; 23.3,4). Qualquer atitude dos israelitas em contrariedade a esse reconhecimento, constituía-se em um grave pecado diante de Deus: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura” (Is 42.8).
Por que o povo escolhido, mesmo sendo, além de testemunha ocular, beneficiário dos feitos do Senhor, resolveu atribuir, por diversas vezes, aos falsos deuses as bênçãos recebidas? Havia mesmo uma relação de troca entre Deus e o povo? Se acaso a resposta for positiva, esse princípio permaneceu como promessa no período pós-exílico? Qual a possibilidade de estes textos serem aplicados à igreja evangélica brasileira, sem incorrer em uma eisegese?
Amnésia Histórica de Israel
Como seres contingenciais e situados dentro de uma conjuntura, temos uma tendência imediatista de achar que podemos resolver nossas ambigüidades de maneira estanque. O máximo que se consegue pensando assim é incidir sobre os efeitos ignorando as causas. O problema agrava-se ainda mais quando se fala em termos de “conquistas”, “realizações”, “êxito”. Muita gente acredita que as coisas foram bem-sucedidas, simples e exclusivamente, pelo fato de elas terem capacidade, conhecimento, coragem, posses materiais. Mesmo reconhecendo que as pessoas podem ser portadoras de tais atributos, como já disse em outra oportunidade, para iniciar qualquer empreendimento, é preciso contar com o mais elementar dos pré-requisitos: a vida. E esta, para início de conversa, é uma dádiva do Altíssimo, a qual Ele outorga, bondosamente, a todos os seres vivos, inclusive, àqueles mais desprezíveis que ousam duvidar da existência do Eterno (Mt 5.45). Pensando um pouco mais abaixo da superfície do problema, não é o ativismo, o ufanismo e nem o pessimismo que podem nos dar os reais contornos e desdobramentos do drama humano. O bom senso recomenda que se reconheça que o passado tem um peso considerável, senão decisivo, sobre o que vivenciamos no presente. Não considerar esta verdade é não somente uma atitude pedante como tosca.
Excetuando a lenda subjacente à questão do surgimento da tocha olímpica, acho interessante o esforço dos que ostentam aquele símbolo antigo dos jogos gregos. Qual dos atletas pode ignorar que o transporte do colega que o entregou a tocha foi decisivo para que ele tivesse o seu momento de “glória”? É lamentável constatar que, em nosso meio, muitas pessoas têm este tipo de comportamento negativo. Acham-se os donos da razão e ignoram os que os outros realizaram para que eles pudessem estar onde estão. No caso da conquista da Terra Prometida, Israel é instado a relembrar, a todo momento, que está se apossando de algo que foi prometido a um homem, de tamanha fé, que chega a ser chamado de “amigo de Deus” (Tg 2.23): “Porventura, ó Deus nosso, não lançaste tu fora os moradores desta terra, de diante do teu povo de Israel, e não deste à semente de Abraão, teu amigo, para sempre?” (2 Cr 20.7). É preciso entender que a posse territorial de Canaã acontecia como cumprimento, como o clímax de uma promessa feita a Abraão:
Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma benção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã. E tomou Abrão e Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã. E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de More; e estavam, então, os cananeus na terra. E apareceu o Senhor a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera (Gn 12.1-7, sem grifos no original).
É interessante notar que, em vez de ignorar a promessa e se auto-promover com os feitos do momento em que exerciam suas lideranças, tanto Moisés quanto Josué, avançou em direção ao destino (Moisés, na maioria das vezes orientado diretamente por Deus e também pela nuvem e pela coluna de fogo e, Josué, pelas ordens diretas do Senhor), não escudados em suas capacidades, mas por saber que a vitória estava consignada à promessa patriarcal (Gn 12.1-9; 17.1-8; Êx 2.23-25; Nm 14.23; Dt 31.20). Ambos não nutriam nenhuma espécie de sentimento vaidoso quanto a si próprios ou às suas lideranças (o que conhecemos atualmente por “messianismo”), pois não se achavam grandes “salvadores da pátria”, muito pelo contrário, Moisés, por exemplo, disse ao Eterno: “Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êx 3.11).
A lembrança da promessa patriarcal, unida à postura abominável dos habitantes da Terra Prometida, servia para anular qualquer postura triunfalista por parte de Israel (Dt 9.1-29). Dada a importância desse reconhecimento e saber, reiteradas vezes a Escritura informa acerca da premente necessidade de se refrescar a memória do povo, tentando espantar o monstro da amnésia histórica que asfixiava a lucidez de Israel e roubava a glória do Senhor de suas vidas: “Lembrem-se dos dias do passado; considerem as gerações há muito passadas. Perguntem aos seus pais, e estes lhes contarão, aos seus líderes, e eles lhes explicarão” (Dt 32.7). A lembrança histórica deveria ter uma finalidade tão didática, que até mesmo a alimentação em determinadas festividades tinha de ser com alimentos comidos por ocasião da noite da partida do Egito (Dt 16.1-). Tudo para que Israel não se esquecesse, que um dia, por longos 430 anos, tinha sido “escravo no Egito” (Dt 16.12).
Ninguém duvida que uma das causas da derrocada de Israel está intimamente relacionada à negligência com a reflexão histórica, com os feitos do Senhor através das gerações passadas. A evidência clara deste fato está registrada em Juízes 2.10: “E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera a Israel”. Ora, se a ordem do Senhor, era que se ensinasse e contasse aos filhos o que Ele realizara durante a peregrinação no deserto e sobre o período de conquista da Terra Prometida (Dt 6), como é que a nova geração não sabia? Só existe uma explicação: eles negligenciaram sua vocação e não cumpriram a ordem do Eterno.
A amnésia histórica de Israel deveria ter dado lugar a anamnese, ou seja, à recordação e lembrança dos grandes feitos do Senhor, assim, o povo de Deus teria sido poupado de uma série de infortúnios. Será que a igreja evangélica não está precisando do conselho do Senhor à igreja de Éfeso (Ap 2.4-6)?
O Perigo da Amnésia Histórica e do Ufanismo na Igreja
Tendo o cuidado de olhar para o que já havia acontecido, Israel deveria reconhecer que só chegou até ali por um ato de bondade do Eterno e também porque alguém “creu contra a esperança” (em outras palavras, contra qualquer lógica e bom senso ou bom siso) bem antes daquela geração (Rm 4.18-25). Tal mensagem é extremamente necessária, pois existe uma vaidade latente no ser humano (herdada desde o Éden), que é o achar-se autônomo, independente (o que realmente é uma bobagem, pois não existe ninguém que pense independentemente, sem estar condicionado por qualquer que seja a categoria de pensamento ou ideologia). Acredito que é preciso quedar-se diante da obviedade ululante de que o mundo não começou comigo. Aliás, considerando a sua existência, a minha inserção e, conseqüentemente, saída do mundo, terá uma duração muito ínfima no trem da história (Talvez, ninguém, além de Deus e de minha família nuclear, saberão que um dia passei pela face da Terra).
O brasileiro não é muito afeito ao conhecimento histórico. Alguns ditos populares são sintomáticos neste particular: “Quem vive de passado é professor de história”, é um dos muitos exemplos desta falta de interesse pelos fatos ocorridos antes de nós. Não é a toa que o país vive “deitado eternamente em berço esplêndido”, enquanto observa o esfacelamento dos serviços públicos, a sucateação da educação, saúde e segurança pública. Como cristãos, não deixamos de ser brasileiros, e temos uma tendência de esquecer de nossas origens e raízes espirituais. Isso é perigoso, pois como “oliveira selvagem” (Rm 11.16-24), não deveríamos ostentar uma postura tão pedante e orgulhosa como se alguma coisa importante fossemos, basta lembrarmos que estamos ? contra a natureza ? enxertados na boa oliveira. A esse respeito Paulo até diz: “Se alguns ramos foram cortados, e você, oliveira selvagem, foi enxertada no lugar deles e agora recebe a seiva das raízes, não se envaideça nem despreze os ramos. Se você se orgulha, saiba que não é você que sustenta a raiz, mas é a raiz quem sustenta você. Você poderá dizer: ‘Os ramos foram cortados para que eu fosse enxertada’. Certo! Mas eles foram cortados por causa da falta de fé deles, enquanto você permanece firme pela fé. Não fique cheia de soberba, mas de temor, porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará você” (Rm 11.17-21).
A maior vitória recebida pela Igreja é o direito de entrar no céu (Ef 2). Quanto ao fato de alguém dizer que atualmente somos o “Israel de Deus” e, por conseguinte, beneficiários de todas as bênçãos veterotestamentárias ? territoriais e materiais ? prometidas ao povo escolhido, há que se entender o sentido em que nós o somos (para essa reflexão recomendo a leitura de Efésios 2.1-22; 1 Pedro 2.9,10; Êxodo 19.5,6; Deuteronômio 4.1-40; 31?32.1-47; Juízes 2.1-23). Para que não haja nenhuma deturpação ou apropriação indébita de promessas ao Israel pré-exílico, é preciso descobrir e entender este “sentido”. Para este exercício, é imprescindível fazer algumas perguntas:
· Qual o propósito de Deus ao formar a nação israelita?
· Israel deveria obedecer a Deus motivado pelas bênçãos materiais ou por valorizar a sua comunhão com o Eterno?
· Israel deveria ser agradecido a Deus pelo que Ele  havia feito de bom para eles ou pelo que Ele poderiafazer?
· Se havia uma relação de troca entre Deus e Israel, a questão toda estava consignada à obediência dos preceitos da Lei, ou seja, eles obedeciam e o Senhor estava “obrigado” a abençoá-los. Assumindo esta postura, estaria a Igreja obrigada a guardar os preceitos da Antiga Aliança?
O salmista disse à sua alma (e eu faço coro com ele): “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios” (103.2). A lembrança histórica ajudaria Israel a manter viva a memória do passado e assim o nome do Eterno continuaria sendo honrado entre eles: “Isto se escreverá para a geração futura e o povo que se criar louvará ao Senhor” (Sl 102.18). Se a parusia não ocorrer antes, qual será o legado cristão e espiritual que deixaremos à próxima geração?

Preservando a Palavra do Senhor – Osiel Varela

 

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Lição 12 – CPAD                 Autor: Osvarela

Texto Áureo:

Josué 24.14: “Agora, pois, temei ao Senhor e servi-o com sinceridade e com verdade…”

Leitura Bíblica em classe:

Josué 23.1-6

Texto devocional:

Jr. 1. 12: Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.

Preservar:

Livrar-se de algum mal, ou dano.

Resguardar-se

Defender.

Preservar é:

Manter

Conservar

Manter sem adulteração teológica.

A-Base devocional:

Rm 3.1,2: Que vantagem, pois, tem o judeu? ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.

I-Preservação Histórica:

A Palavra de Deus por ser Eterna é por si mesmo conservada, mas a sua Preservação como doutrina no Mundo e no nosso interior [Sl.119. 11: Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti.]é fundamental para nossas vidas e para o próprio Mundo, pela ação conservadora de sua Proclamação.

Como estudioso da Bíblia Sagrada temos procurado, buscar, ao longo destes anos, um melhor descortínio sobre a preservação da Bíblia ao longo dos séculos.

Muitos sem conhecimento bíblico, crentes ou descrentes têm sido envolvidos na questão histórica da preservação das Escrituras.

Para que o leitor entenda o nosso pensamento, como estudioso da Bíblia Sagrada, somos participantes da corrente conservadora, ou seja, adotamos a ortodoxia como nossa forma de entender a palavra de Deus.

Assim sendo, considere esta posição como a daqueles que crêem na Bíblia, como:

Primeiro:

Ela é a fonte ou principium cognoscendi externum da Revelação Especial são as Escrituras.

Inspirada e, por conseguinte, autoritativa.

Inerrante

infalível

Suficiente

A Revelação está “incorporada na Escritura”, como diz L. Berkhof (Introduccion a la Teologia Sistematica, Grand Rapids: The Evangelical Literature League,  1973,  p. 146)

A Bíblia é a Palavra de Deus.

A Bíblia interpreta a própria Bíblia

Não há mitos na Bíblia.

Não aceitamos a discussão temporal ou da escrituração deuteuronomista.

Todos que militam com a Teologia cristã, sabem do desconhecimento sobre a localização dos originais, os chamados Autógrafos.

Com base neste ponto, algumas correntes, principalmente a esquerda teológica, termo utilizado pelo Prof. Dr. Pr. Augustus Nicodemus tem tentado, bombardear as Escrituras, no aspecto “cronos” de sua localização temporal.

Este ataque atinge pontualmente as Escrituras utilizadas como base, no Tema deste 1 º trimestre de 2009, bem como, o seu contexto mais distante, anterior ou posterior de conteúdo deuteuronomista.

Sob esta ótica liberal, alguns ensinadores cristãos, colocam em dúvida:

A existência de Jericó, à época dos eventos que estudamos

A própria escrituração dos livros estudados neste trimestre, ainda que indiretamente, como contextuais.

A saída de uma multidão de hebreus do Egito

E por aí afora vai a incredulidade latente destes teólogos, a ponto de um catedrático de certa Universidade denominacional afirmar que, não está mais propenso a ensinar sobre o Pentateuco, quanto ao trecho da história dos hebreus.

Não pode haver dúvidas de que, ao longo de sua história, a Igreja do Senhor Jesus Cristo foi comissionada a manter um ponto de vista sobre a inspiração que, para a maioria dos cristãos, implicava em inerrância, mesmo quando o termo não era usado.

II-A Preservação ao longo dos séculos:

É fundamental acreditarmos nisto:

Todos possuirmos um texto exato e fidedigno das Escrituras Sagradas.

Estou fazendo questão de ressaltar esta posição para que você que vai ensinar no domingo saiba, que o Livro que temos é um livro digno de toda aceitação e credibilidade.

A questão de Preservação:

A lição desta semana nos dá uma orientação segura, de como, devemos preservar os ditames bíblicos, de maneira que os recebemos pelos nossos antepassados, digo isto em relação à Igreja.

A própria definição da palavra, nos orienta sobre o encargo que Josué colocou diante dos hebreus:

Seriam eles os defensores das Escrituras, para que esta não sofresse dano.

Por conseguinte a preservação dos Mandamentos resultaria em livra-los de todo o mal que sobreviesse sobre eles tanto como confederação [tribos], nação e individualmente.

Extraímos uma lição deste trecho, a preservação é uma obrigação individual, coletiva e cada indivíduo per si, é responsável por ela.

Preservar a Palavra para viver:

É uma obrigação vital para a Igreja guardar a Palavra de Deus, isto nos garante vida, nas palavras santas do Salvador, Jesus Cristo.

Queremos viver?

Guardemos ou preservemos as suas Santas Palavras.

João 8.51: Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte.

Preservar a Palavra é amar a Deus:

João 14.15.ss: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada…

Por isto, Elias clamou:

I Rs.19. 10: Respondeu ele: Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos; porque os filhos de Israel deixaram o teu pacto, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada; e eu, somente eu, fiquei…

Ou Neemias declara:

Ne. 9. 26: Não obstante foram desobedientes, e se rebelaram contra ti; lançaram a tua lei para trás das costas, e mataram os teus profetas…

O Evangelista Marcos declara as Palavras de Jesus, no texto abaixo, numa crítica atualíssima, algumas Igrejas ditas cristãs têm colocado a Tradição ao mesmo nível das Escrituras….

Mc.7. 7. ss: mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens.Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição.

“Preservar os Mandamentos de Deus, entre o povo representava preservar a Própria Nação”.

Osvarela

Este é o ponto fulcral desta Lição 12:

a-Não há outra saída:

Ou preservamos a Palavra de Deus, sem mutilações, e assim preservamos nossas vidas, ou não a preservamos pura e estaremos condenados a morrer espiritualmente, definhando a cada dia!

Quando a Bíblia nos diz no Salmo 119.105: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho, o salmista está transcrevendo de forma matafórica e ao mesmo tempo real, o que ocorre com aqueles que preservam a Palavra de Deus, no seu interior [Dt.30. 14 .ss:Mas a palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se guardares o mandamento que eu hoje te ordeno de amar ao Senhor teu Deus, de andar nos seus caminhos, e de guardar os seus mandamentos, os seus estatutos e os seus preceitos, então viverás, e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que estás entrando para a possuíres.], ou seja, eles também são preservados.

Este era o uso que os hebreus deveriam dar ao conteúdo do conjunto das Leis de Deus.

Ele seria o guia que descortinaria o invisível no dia-a-dia da nação hebréia.

Seria a luz no mais profundo negrume [Dn.2. 22: Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.];

Na hora que não sabemos o que nos espera a Palavra de Deus, preservada por nós em nossos corações, nos guiará qual um farol no mar tenebroso da vida.

Era desta forma que Deus queria que a nação de Israel entendesse a necessidade da preservação da Sua Palavra!

Ele já havia dado mostra suficiente do poder de suas palavras.

b-Pela sua Palavra:

Js.24. 11: E quando vós, passando o Jordão, viestes a Jericó, pelejaram contra vós os homens de Jericó…; porém os entreguei na vossa mão…E eu vos dei uma terra em que não trabalhastes, e cidades que não edificastes, e habitais nelas; e comeis de vinhas e de olivais que não plantastes. Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade;

Israel saqueou o Egito;

Pela sua Palavra foram preservados no deserto [Nm.20.8: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha perante os seus olhos, que ela dê as suas águas. Assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais.];

Pela poder da palavra, eles viram os muros de Jericó, ruírem;

Pelo poder da Palavra despojaram a Ai;

Pelo poder da Palavra se apossaram do que não construíram, não edificaram, não plantaram.

Js.25. 3: e vós tendes visto tudo quanto o Senhor vosso Deus fez…porque é o Senhor vosso Deus que tem pelejado por vós.Vede que vos reparti por sorte estas nações que restam, para serem herança das vossas tribos…desde o Jordão até o grande mar para o pôr do sol. E o Senhor vosso Deus as impelirá, e as expulsará de diante de vós; e vós possuireis a sua terra, como vos disse o Senhor vosso Deus.

Se continuassem preservando e obedecendo a Palavra de Deus teriam extinguido seus inimigos, os expulsados e jamais os veriam, mas…aí já é outro assunto.

III-Preservação das Escrituras por Deus:

Os versículos citados como devocionais demonstram a importância de cunho histórico-divina que, os hebreus tinham em relação a Palavra ou Mandamentos, ou ainda, como diz o Apóstolo Paulo, os Oráculos divinos, que à eles fora confiado como guardiões destes mandamentos divinos.

Tal responsabilidade era de tal ordem que, os dois primeiros líderes se mantiveram na mesma linha de ação quanto a necessidade da preservação destes oráculos.

Moisés, bem como, Josué entenderam a vital importância da conservação da Palavra das Escrituras, como:

Agente vivificador,

Agente condutor,

Agente conservador,

Agente da liberdade seja espiritual, ou como nação, entre povos inimigos,

Como agente da preservação da nação,

Como agente da garantia do futuro de Israel como nação,

E por fim:

Como agente da proclamação da ação de Jeová sobre a Terra.

Neste aspecto o Apóstolo Paulo é divinamente inspirado para, nos levar ao entendimento profundo desta obrigação divino-constitucional ímpar a qualquer nação do Mundo, para com Israel.

Nós como Igreja herdamos este dever Preservacionista dos Oráculos de Deus, agora incluídos ás outras Escrituras, e temos que ter muito cuidado, quanto á esta atividade essencial para a vida da Igreja, e em sendo desta maneira, somos os Proclamadores, sem tirar o direito, inicial de Israel, que nunca lhes será tirado, atuais do Godspel Divino para todos os moradores da Terá e na Igreja de Cristo [não estamos falando de denominações], devemos transparecer as grandes realizações de Deus.

Rm 11.1.ss: Pergunto, pois: Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu. Logo, pergunto: Porventura tropeçaram de modo que caíssem?…De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Ora se o tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé estás firme…; porque, se Deus não poupou os ramos naturais…para com os que caíram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado…porque poderoso é Deus para os enxertar novamente…tu foste cortado do natural zambujeiro, e contra a natureza enxertado em oliveira legítima, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira esses que são ramos naturais!

Seja pela obra eterna da Salvação de pecadores, seja pelos milagres, seja pelos dons, seja pela edificação do Corpo de Cristo, seja pela presença do Paracleto espírito santo agindo no seio da noiva de Cristo Jesus.

Ef.4. 8: Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.

I Tm.4. 9.ss: Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação. Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem. Manda estas coisas e ensina-as.

II Tm.2. 12.ss: se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo. Lembra-lhes estas coisas, conjurando-os diante de Deus que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, senão para subverter os ouvintes. Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. ..Todavia o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os seus

IV-A Preservação da doutrina sem adulteração ou manipulação, através da liberalidade teológica:

Os livros estudados nesta lição nos mostram, a evidente atuação de Deus destarte, a incredulidade liberal.

Embora o ponto contextual da lição seja Preservação no sentido de manter-se viva a Palavra dita por Deus, aos hebreus, como ponto fundamental para a permanente benção e sua presença, é importante ressaltar que, para esta obediência acontecer, Deus deve ser visto como o Deus zeloso, aquele que preserva e zela por Seu poder, pela Sua Palavra!

Se assim não fora, não haveria a atuação da Palavra, pois ela não conteria com o passar dos anos as suas características canônicas de poder e atuação na vida do povo hebreu com o cumprimento do que Jeová falara através de seus profetas, Moisés e Josué.

Leia mais sobre o assunto, em nosso texto, sob o link:

http://estudandopalavra.blogspot.com/2008/11/inerrncia-da-bblia-lio-09-cpad-30112008.html

É por isto que Josué fala ao povo hebreu, da mesma forma que Moisés, também o fez, para que o povo obedecesse e se firmasse e nunca se esquecesse do que Jeová falara.

Ora, isto nos mostra que Deus, não por seu interesse, mas pela incredulidade humana, sempre zelou pela sua Palavra para vê-la cumprir-se e produzir o efeito, para o qual foi exarada por Sua boca.

Deus preservando sua Palavra:

Prometeu libertar seu povo

Prometeu um libertador

Prometeu multiplicar a semente de Abraão

Prometeu colocar o povo na Terra de Canaã

Prometeu ajuda-los contra seus inimigos

Prometeu uma porção da Terra Prometida para cada tribo, na figura dos 12 patriarcas.

E todas esta promessas se cumpriram!

Para os céticos liberais-históricos, só nos resta utilizar a própria Bíblia quando diz:

Is. 66. 8: Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas logo que Sião esteve de parto, deu à luz seus filhos.

Basta olhar para o recente cinqüentenário de Israel moderna como nação, que nasceu em um dia!Aleluia!

E a Palavra de Deus mais uma vez é preservada no meio e em razão do seu povo, o povo hebreu.

V-Preservação da Palavra para o bem-estar da Nação:

Desde o edito do Monte Ebal e Monte Gerizim, a nação de Israel foi estimulada, por Deus à preservação da Palavra de Deus:

1-como regra de vida;

2-como modo de vida;

3-como modelo de nação

4-como exemplo das nações

5-como segurança de suas atividades

Através de Moisés, Deus começou a cumprir as promessas do Pacto Abraâmico, fazendo do povo de Israel uma nação, dando-lhe a terra  de Canaã e a lei escrita. Moisés foi constituído sobre toda a Casa de Deus: Nm 12.7; Hb 3.1-5.

a)      Recebeu o poder de operar muitos milagres, nunca dado, a outro antes dele: Dt 34.10-12.

b)      Teve os ofícios (cristológicos) de profeta, sacerdote e rei.

c) Teve o respeito do povo como se fosse o próprio Cristo, a Quem prefigurava: 1Co 10.1-3.

Moisés conclamou, todos os hebreus a uma contínua vida pautada na Palavra.

Assim Moisés o fez, pois recebera de Deus, tal ensinamento, e sabia que enquanto o povo vivesse sob a égide da Palavra, nenhum mal lhe sucederia e ainda que o mal lhe sobreviesse Jeová estaria pronto a ajuda-los em qualquer situação, enquanto Israel preservasse a sua Palavra.

Se sobreviesse a pragana plantação, viesse a seca a guerra, Jeová estaria ali ao seu lado, zelando pela sua Palavra.

Moisés sabia que o mal atinge a todos sob o sol, contudo, para os hebreus haveria sempre uma nuvem e uma coluna de fogo, ainda que, agora, invisíveis, a protege-los, agora por aliança e suportada na preservação das Escrituras, como preceitos de vida do povo hebreu.

Salmos 57. 1: Compadece-te de mim, ó Deus, compadece-te de mim, pois em ti se refugia a minha alma; à sombra das tuas asas me refugiarei, até que passem as calamidades.

Mesmo em casos de adultério da nação Deus com seu amor incondicional por Israel alimentou a nação, e cuidou dela.

Js. 23.  15.ss: E assim como vos sobrevieram todas estas boas coisas de que o Senhor vosso Deus vos falou, assim trará o Senhor sobre vós todas aquelas más coisas, até vos destruir de sobre esta boa terra que ele vos deu. Quando transgredirdes o pacto do Senhor vosso Deus, que ele vos ordenou, e fordes servir a outros deuses, inclinando-vos a eles, a ira do Senhor se acenderá contra vós, e depressa perecereis de sobre a boa terra que ele vos deu.

Veja o que, Deus diz pelo profeta Oséias, de maneira metafórica, sobre a infiel nação de Israel, a quem Ele amou:

Capítulo 2. 7: Ela irá em seguimento de seus amantes, mas não os alcançará…então dirá: Irei, e voltarei a meu primeiro marido, porque melhor me ia então do que agora. Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor por porta de esperança…ela me chamará meu marido…os farei deitar em segurança. E desposar-te-ei comigo para sempresim, desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em amorável benignidade, e em misericórdias; e desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor.  Naquele dia responderei…aos céus, e estes responderão a terra; a terra responderá ao trigo, e ao vinho, e ao azeite, e estes responderão a Jizreel. E semeá-lo-ei para mim na terra, e compadecer-me-ei de Lo-Ruama; e a e Lo-Ami direi: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és o meu Deus.

Mas, mesmo assim há um preço a ser pago, até a redenção, seja com:

Os cativeiros passados, perseguições, diásporas e anti-semitismo, até mesmo nos dias atuais.

Com o passar dos anos a Palavra continua a agir como os homens de Deus entenderam que, Ela tinha poder restaurador e de ação, mesmo quando houvesse o adultério ou prevaricação às Escrituras, ou seja, as Palavras e promessas de Deus ao seu Povo.

VI-O líder e a preservação dos Mandamentos divinos:

A liderança é o exemplo, em obedecer e andar segundo os Mandamentos da lei e preserva-la:

Israel foi sempre admoestado, seja por Moisés ou por Josué a preservar e caminhar sob a Lei de Deus.

Dt. 6. 4.ss: Ouve, ó Israel…E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os teus olhos; e as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas. Quando, pois, o Senhor teu Deus te introduzir na terra que com juramento prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, que te daria…não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.Temerás ao Senhor teu Deus e o servirás, e pelo seu nome jurarás…porque o Senhor teu Deus é um Deus zeloso no meio de ti; para que a ira do Senhor teu Deus não se acenda contra ti, e ele te destrua de sobre a face da terra…Diligentemente guardarás os mandamentos do Senhor teu Deus, como também os seus testemunhos, e seus estatutos, que te ordenou.

Era uma preocupação absoluta de Moisés a preservação dos mandamentos divino que preservaria o povo, se o povo zelasse pela preservação dos Mandamentos.

Esta foi a base rudimentar para que Israel se estabelecesse na Terra Prometida.

a-O poder da Palavra de Deus e o futuro da Nação de Israel:

É interessante notar  certas peculiaridades nas Escrituras, ainda antes de Israel ser uma nação Deus já houvera falado sobre a preservação da Sua Palavra junto ao trono de Israel, que seria estabelecido séculos após.

Dt.17. 14.ss: Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nela habitando, disseres: Porei sobre mim um rei, como o fazem todas as nações que estão em redor de mim; porás certamente sobre ti como rei aquele que o Senhor teu Deus escolher. Porás um dentre teus irmãos como rei sobre ti; não poderás pôr sobre ti um estrangeiro, homem que não seja de teus irmãos…Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos…e não se aparte do mandamento…a fim de que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos, no meio de Israel.

Da mesma maneira a liderança de Israel sempre foi exortada por Deus para observar aos seus Mandamentos, isto conferia aos lideres, uma responsabilidade vital na condução do povo hebreu, assim também ocorreu com Josué.

Js. 1.8: Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

Js. 23. 6: Esforçai-vos, pois, para guardar e cumprir tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés, para que delanão vos desvieis nem para a direita nem para a esquerda;

Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram. El-Kana.

Preservar significa:

Manter a sinceridade

Ser verdadeiro

Ser fiel

Ser honesto

Ser autentico

Ser corajoso

Ser temente

Ser crente

Tudo isto representa a posição do povo hebreu ao ser orientado, tanto por Moisés tanto quanto, por Josué.

Eles deveriam suportar todas as situações contrárias, as situações que lhes trouxesse algum dano ou desprezo de todos os povos ao seu redor, preservando os Mandamentos.

O resultado desta preservação representava a própria manutenção de Israel como nação autônoma e auto-suficiente.

A auto-suficiência era determinada por uma posição divina, através da Preservação dos Mandamentos.

A não preservação dos mandamentos e daquilo que herdaram de Moisés e Josué levou-os ao caos e a destruição de 10 de suas tribos e posteriormente ao longo cativeiro babilônico de 70 anos, onde mais uma vez a Palavra de Deus preservada por seus profetas mesmo no cativeiro os pode fazer retornar, pois ali estava escrito os desígnios e oráculos de Deus, à respeito e à despeito de todas as situações erradas e caminhos que os levara ao cativeiro, incluindo os povos e reis que os afligira e os deixara voltar á Jerusalém, aí já é outra história bíblica.

Esta situação é uma lição para a Igreja hodierna, a preservação da doutrina bíblica dentro de parâmetros divinos será sempre a causa do crescimento da Igreja ou a causa da queda da Igreja.

É necessário, à partir deste raciocínio entendermos que, igreja aqui deve entendido como parte da Igreja Universal, mas logicamente formada por salvos.

Quantas Igrejas que, se desviaram da base sólida da palavra de Deus e entraram pelo caminhos dos modismo.

Hoje vemos uma verdadeira multidão de igrejas com prática á partir da “visão” de um homem, que não preservaram, a essência da Palavra de Deus e fizeram da Bíblia um meio de vida ou se não agiram assim criaram doutrinas desviadas da verdade santa.

Aliás, este é um modo não atual, se nós olharmos para o passado veremos: Marcião e outros que se desviaram da Palavra, ou rejeitaram parte da palavra.

Ainda hoje existem estes que são os “Marciões” do século XXI.

Adulteram em vez de preservar a Palavra de Deus.

Outros sequer estão preocupados em preservar, mas sim em usar, no sentido mais ruim do verbo.

Usar em proveito próprio.

Usar para enganar

Usar para conquistar multidões para si.

Conclusão:

No entanto, o que realmente nos dá a certeza de que a Bíblia contêm o pensamento inspirado por Deus a homens escolhidos para esse fim, é o poder que suas verdades possuem.

Por isto, a sua preservação é uma doce obrigação do povo de Deus, sem o que não alcançaremos o objetivo de nossas vidas: A Vida Eterna na Canaã celestial.

É impossível ler a Bíblia com sinceridade e oração sem ser tocado pela força de suas palavras.

A maneira miraculosa como essas verdades atravessaram os séculos e chegaram até nós, transformando vidas, modificando costumes, abrandando corações e trazendo conforto, felicidade e paz de espírito a quem as lê nos dão a certeza de que Deus nos fala através de suas páginas.

 

Fonte:

João Alves dos Santos.

http://tempora-mores.blogspot.com/

Entrevista com Augustus Nicodemus – Revista Seu Mundo – Editora Mundo Cristão.

Como a Bíblia Chegou Até Nós? Baseado em A Survey of Bible Doctrine, de Charles C. Ryrie.

http://jbbiblia.blogspot.com/2006/07/inerrncia-e-infalibilidade-da-bblia.html

Josemar Bessa – Pr. Da Igreja Evangélica Congregacional em Jd. Luz _-RJ.Brasil.

Ver “Canon of the Old Testament” in The International Standard Bible Encyclopaedia, James Orr, ed. (Grand Rapids: W. B. Eerdmans Publishing Co., sem data), vol. I, p. 555. O Cânon de Josefo também continha os mesmos 24 livros, mas com arranjo ou divisão diferente, totalizando 22 (cf.Ibid, p. 560).

Subsídio teológico:
A divisão do Cânon do AT

O AT hebraico, de longa data, é dividido em três partes: A Lei (Torah), Os Profetas (Nebhim) e osEscritos (Kethubhim). A Lei compreendia os cinco livros de Moisés (o Pentateuco). Os Profetasincluíam tanto os quatro que chamamos de históricos: Josué, Juizes, 1 e 2 Samuel, e 1 e 2 Reis (cada um desses dois grupos é contado como um só livro), como também mais quatro – três dos que chamamos de Profetas Maiores: Isaías, Jeremias e Ezequiel e os doze Profetas Menores, que eram contados como um só livro. Os Escritos, em número de onze, incluíam Salmos, Provérbios e Jó, mais os cinco que eram chamados de “rolos” (Meghilloth): Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester, mais Daniel e Esdras-Neemias, estes dois contados como um só livro, e 1 e 2 Crônicas, também contados como um só livro, totalizando 24 livros.[1][2]

A Bíblia Hebraica traz essa divisão até hoje, a qual remonta ao quinto século a.D. (vem daMishnah - seção Baba Bathra). Outros testemunhos históricos têm sido invocados em seu benefício. O prólogo do livro apócrifo de Siraque (c. 132 a.C), Filo (época de Cristo) e Josefo (século I, pouco depois de Cristo) trazem menções que dão a entender a divisão tríplice.

Como lidar com alunos introvertidos na EBD

 

por Altair Germano

O comportamento introvertido (voltado para dentro) pode ser inato ou adquirido.

A cultura ocidental geralmente exalta e valoriza personalidades e temperamentos extrovertidos, e trata com desprezo e descaso os que possuem uma calma emocional acima da média. Os falantes, risonhos e inquietos são mais percebidos e dignos de maior atenção do que os silenciosos, pensantes e tranquilos.

Um grande erro de alguns professores de ED ao tratar com alunos introvertidos, é o de achar que não possuem potencialidades, capacidades, habilidades e competências para crescerem em conhecimento, como pessoas, no serviço cristão e nos relacionamentos. O professor que pensa e age fundamentado em estereótipos, tendem a excluir os introvertidos (já não bastasse as características próprias deste alunos) da participação nas aulas, evitam o direcionamento de perguntas para os mesmos, os privam de oportunidades para exporem suas idéias, e não se interessam em promover o mínimo de interação e socialização dos tais com os demais alunos.

Outros professores chegam a pensar que o aluno introvertido é um “eterno” desatencioso e desinteressado pelas aulas. Um indiferente crônico.

A experiência nos revela que muitos alunos introvertidos se tornaram excelentes professores de ED, dirigentes, superintendentes, ou ocuparam outras funções importantes no serviço cristãos e na igreja. Alguns, inclusive, chegaram ao ministério pastoral.

Infelizmente, na maioria dos casos, os valores e potenciais de muitos alunos introvertidos só passam a ser conhecidos em situações de “crise”, em casos emergenciais, onde a única ou última alternativa para a realizaçao do trabalho são eles.

É necessário estar alerta para o fato de que, em hipótese alguma, os introvertidos devem ser forçados ou persuadidos a rejeitarem a sua própria natureza, pois isto pode por em risco o seu crescimento pessoal e o bem estar psicológico.

Vale lembrar também, que tanto introversão como extroversão, podem se problemas, na medida em que tais comportamentos são vivenciados ao extremo, promovendo males pessoais e sociais. O equilíbrio é sempre o caminho mais saudável.

Uma nova postura por parte dos professores se requer no trato com os alunos de temperamento introvertido. Precisamos olhá-los sem preconceitos e discriminações. É preciso estar atento ao coração (aspectos invisíveis e imaterias do ser), e não supervalorizar as aparências (1 Sm 16.7).

É necessário que o professor de ED peça sabedoria a Deus (Tg 1.5), como também, estude os aspectos psicológicos da personalidade humana, para atuar no sentido de ser um canal de bençãos e da promoção do crescimento integral de todos.

Preservando a Palavra do Senhor – Manoel Moura Jr.

 

biblia-1
Livro de Josué: As Conquistas e as Promessas do povo de Deus.
Lição 12: Preservando a Palavra do Senhor: Por Pr Manoel B. Moura Júnior.
Leitura Bíblica em Classe: Josué Cap. 23.1-6.

Introdução

Nesta lição estudaremos o capítulo 23 do livro de Josué e vamos aprender com ele o que significa ser zeloso, prudente e fiel à palavra de Deus. Durante quase todo o trimestre aprendemos preciosas lições que de fato nos enriqueceram de forma maravilhosa moldando o nosso caráter e nos tornando mais humildes no tocante as promessas do Senhor para as nossas vidas e como rebelas. Sabemos que Deus não mudou e jamais mudará em seus desígnios propósitos e promessas para com o seu povo e deseja abençoa-lo de forma maravilhosa, porém, precisamos observar a sua palavra e sermos diligentes e zelosos preservando-a em nossas vidas.

Preservar, conceitos etimológicos: “Livrar-se de mal ou perigo futuro; manter livre de corrupção; resguardar; defender” (Dicionário Aurélio).

A definição no contexto original Hebraico para preservar é nãtsah“guardar, vigiar, preservar” (“tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do senhor, vos ordenou: que ameis ao Senhor vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais de todo o vosso coração, e de toda a vossa alma”Js 22.5). (Sl 119.11,15-18).

 

A definição no contexto original Grego para preservar é “tereõ”Guardar, Denota: (a) “zelar ou velar por, cuidar de, preservar, vigiar” este termo nos exorta a “guardar – preservar” a fé (2 Tm 4.7); a unidade do Espírito (Ef 4.3); a si mesmo (2 Co 11.9; 1 Tm 5.22; Tg 1.27) (b) “observar, dar atenção a”, como por exemplo, guardar mandamentos, etc. leia as seguintes referências: (Mt 19.17; Jo 14.15; 15.10; 17.6; Tg 2.10; 1 Jo 2.3-5; 3.22,24; 5.3; Ap 1.3; 2.26; 3.8,10; 12.17; 14.12; 22.7,9).

I – AS RECOMENDAÇÕES DE HOMEM DE DEUS.

1. Primeira exortação – Josué convoca o povo (Js 23.1, 2).

Se o livro de Josué começa com o seu chamamento à responsabilidade de guia do povo eleito, é natural que termine com os seus últimos discursos de despedida e bem assim com a narração da sua morte. A primeira exortação, ministrada aos chefes do povo, apela à sua lembrança como Deus cumpriu a Sua palavra, enquanto ele, Josué, os conduziu à Terra da Promissão. Sim, Jeová era infalível, e lá estaria com eles mesmo no meio da batalha: “Um só homem dentre vós perseguirá a mil, pois é o mesmo Senhor vosso Deus o que peleja por vós” (10). Sendo assim, qual a atitude de cada um para com Deus? Só a de obediência, sujeição e fidelidade. O que viram e sentiram acerca de Deus foi por certo mais que suficiente para lhes incutir a coragem necessária para enfrentar o futuro. Fossem, pois, leais aos mandamentos do Senhor, evitando todo o gênero de pecado, nomeadamente a apostasia, a qual representaria a perda de todo o bem que eles já tinham conhecido, sobrevindo-lhes o mal e castigos terríveis.

Esta reunião foi convocada já perto do final da vida dele. Ele havia passado algum tempo em sua herança “na montanha de Efraim” (Js 19.15), mas ainda carregava um fardo por Israel. Ele se sentiu compelido a rever as abundantes misericórdias que o Senhor lhes dera e a adverti-los seriamente sobre os perigos da apostasia para com Deus. Este discurso aos líderes de Israel é composto de duas seções. Elas correm paralelas entre si no que se refere ao contexto (compare 2-13 com 14-16). Nos dois casos, Josué começou com uma referência à sua idade e à proximidade de sua morte. Este fato adicionou um elemento de urgência à sua mensagem (Js 23.1-6). Em muitos aspectos, Josué seguiu o mesmo padrão usado por Moisés na conclusão de seu período como Pastor daquela nação (Dt 12-26; 28ss). O fato é que ele não tinha algo novo a anunciar ao povo. Ele só estava desejoso de marcar mais uma vez as antigas verdades na mente do povo que estava sob sua responsabilidade. Josué sentia o peso da responsabilidade que estava em seus ombros e de como tinha que permanecer fiel ao Senhor e aos preceitos da sua Palavra, o Sucesso do seu ministério só foi possível devido a sua fidelidade a Deus e sua lealdade a Moisés, e Israel precisava agora com a despedida do seu pastor permanecer guardando os preceitos do todo poderoso ensinados por Moisés e repassados por Josué.

2. O Temor ao Senhor.

Josué traz à memória as evidências da história (Js 4.21-24; 10.14,42). No versículo 3 da leitura Bíblica em classe ele diz: “O Senhor… pelejou por vós”. O objetivo do grande guerreiro era fazer com que Israel refizesse os votos de fidelidade quando Moisés Servo do Senhor morreu. (Js 1.10-18). O Temor ao Senhor é o princípio de toda a sabedoria (Pv 1.7). E bem-aventurados são todos que o temem (1 Sm 12.14; Sl 25.12; 31.19; Is 50.10; Ml 3.16).
Enfrentamos em nossa sociedade uma terrível onda de rebeldia contra Deus e a sua palavra, os valores morais estão sendo banalizados e ridicularizados pelos defensores do movimento GLBT existem até pastores fazendo apologia a este movimento, e o que dizer da bíblia gay? Os princípios que antes eram honrados pela sociedade hoje não passam de uma questão atrasada e sem nenhum valor o Casamento para a sociedade hodierna não passa de uma instituição falida enquanto que a poligamia é aclamada como a fonte do prazer (puro hedonismo) se na época de Josué havia da parte dele uma preocupação de que o povo temesse ao Senhor e guardasse a sua palavra qual deve ser a nossa preocupação e posição diante de tanta imoralidade, idolatria, prostituição e pedofilia que assola o nosso país? Temer a Deus não é uma opção é um mandamento!

 

3. Preceitos Essenciais.

 

“Para que não vos mistureis com estas nações que restaram entre vós, Não façais menção dos nomes de seus deuses, nem por eles façais jurar, nem os sirvais nem os adoreis” (Js 23.7).
Ao observar o decálogo logo em suas primeiras linhas encontramos as seguintes advertências: Eu sou o Senhor teu Deus, que tirei da terra do Egito, da casa da servidão, não terás outros deuses diante de Mim. (Ex 20.2,3). Josué instruiu o povo a não se apartarem do Senhor nem de sua palavra. Israel não podia se misturar com as nações pagãs nem adorar os seus deuses nem aderir os seus costumes. Se quisermos agradar a Deus precisamos em primeiro lugar guardar a sua palavra e honrar-mos o seu poderoso NOME temendo-o e obedecendo-o. Deus nos chamou para sermos Sal da terra e Luz do mundo porém, o que se vê é que devido o mal procedimento de muitos que se dizem cristãos estamos nos tornando terra da terra e mundo do mundo. Os costumes pagãos invadiram nossas igrejas de uma maneira tão sutil que hoje é quase que impossível diferenciar um cristão de uma pessoa mundana as escrituras nos dão instruções de como devemos nos afastar dos modismos que hoje estão em voga em nossa sociedade. A semelhança de Israel que sempre estava inclinado a afastar-se de Deus e voltar ao Egito por causa da sua dureza de coração, em nossos dias essa mesma dureza tem afetado muitos de nós e a vontade de voltar ao Egito tem feito com que muitas igrejas se desviem da palavra, pureza e simplicidade do Cristianismo, precisamos urgentemente de uma renovação espiritual em nossas igrejas os cristãos da atualidade devem entender de uma vez por todas que não estamos fazendo favor para Deus em orar-mos todos os dias pelas madrugadas, jejuar-mos três vezes na semana, contribuir-mos com o Dízimo de tudo que ganhamos, ajudar o necessitado, etc , se não existir amor por Deus e temor de sua palavra em nossas vidas tudo o que for feito torna-se perda de tempo. No versículo 7 acima ele indica especificamente dois passos que nos levam para longe de Deus, e que devem ser evitados. Eram eles: (1) misturar-se com os povos rebeldes e (2) dar atenção aos seus deuses (C.f Ex 23.13; Dt 10.20). Tiago expressa esse perigo na forma de uma pergunta: “não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tg 4.4). Os israelitas tinham a responsabilidade de fazer com que os outros povos conhecessem o Deus vivo e esta missão não poderia ser levada a cabo com comprometimentos estranhos. Será que não estamos agindo assim?

 

II – EXORTAÇÕES À PERSEVERANÇA.

 

1. Guardar tudo quanto está escrito.

 

“Esforçai-vos, pois, para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés…” (6).

 

Este é o eco dos termos pelos quais o Senhor o havia conduzido (c.f Js 1.7). Esta maneira de agir mostrava-lhes como o caminho para ser bem sucedido devia ser seguido (Js 1.8). Ele foi persuadido de que esta era a única maneira de o povo ter sucesso. Josué estava certo de que somente uma nação corajosa seria capaz de viver dessa maneira. É por isso que ele usa sua última demonstração de fé, perseverança e determinação para destacar para o povo israelita o melhor modo de se viver.
Israel precisava obedecer a Palavra do Senhor em todo o momento sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Deus é o Senhor deles e como Senhor ele é aquele que pode exigir fidelidade, retidão e diligência daqueles que tomam o seu nome por testemunho diante dos homens, uma verdade é clara nesta lição: “enquanto os cristãos não se tornarem de fato praticantes das santas escrituras o evangelho continuará sendo deteriorado pelo mal comportamento daqueles que pregam e ensinam mas não vivem o que pregam nem o que ensinam”. A grande tragédia de nossos dias é que temos em nossos púlpitos vários doutores, advogados, psicólogos, professores, pastores, reverendos, bispos etc. só falta agora alguém se auto-proclamar sumo-sacerdote, porém, ao procurar-mos essas pessoas nos cultos de oração e consagração e não os encontramos não evangelizam nem fazem visitas e quando chegam à igreja no domingo a noite ficam folheando a Bíblia de Gênesis a Apocalipse querendo pregar e às vezes até ensinar… O que? É justamente por isso que muitas pessoas são simplesmente “evangélicos” que freqüentam os cultos de fim de semana. A pior maldição que um povo pode sofrer é ter uma religião movida à base de mera emoção e sensacionalismo. A ausência de realidade espiritual já é trágica; mas o aumento da falsa espiritualidade é um pecado mortal ou guardamos a palavra de Deus para sermos bem-sucedidos em sua presença ou seremos apenas religiosos sem vida sem palavra e sem A unção de Deus. (Sl 128; 53; Ef 6.10-17).

 

2. Guardar a alma e amar a Deus.

 

“Portanto empenhai-vos em guardar as vossas almas, para amardes ao Senhor vosso Deus” (Js 23.11). 

 

“O amor a Deus” este amor se manifesta em várias atitudes e maneiras: 1) Em colocar Deus em primeiro lugar em nossas vidas (Êx 20.3; Mt 21.37,38; 6.33); o que é mais importante para você? Esta pergunta lhe deixa meio sem jeito? Saiba que o Senhor deve ser o primeiro e único alvo de anseio e desejo em nossas vidas ele mesmo disse: “Sem Mim nada podeis fazer”… Precisamos servir a Deus e ama-lo de todo coração. 2) obedecer à palavra de Deus (v. 6; Jo 14.21,23, 24); 3) ao separar-se da vida carnal – o nosso inimigo (Rm 6.11-14; 8. 5-9). Este empenho em amar a Deus deve ser mantido a todo o custo e seja qual for o preço a ser pago o esforço do Servo em amar o Seu Senhor deve ser sacrificial e perseverante ainda que a sua própria vida lhe seja tirada.

 

III – EVITANDO PROBLEMAS FUTUROS.

 

1. A advertência de um líder.

 

Josué adverte o povo a guardarem os mandamentos ordenados pelo Senhor e isto seria para eles uma questão de vida ou morte “quando traspassardes o concerto do Senhor, vosso Deus, que vos tem ordenado, e fordes, e servirdes a outros deuses, e a eles vos inclinardes, então, a ira do Senhor se acenderá, e logo perecereis de sobre a boa terra vos deu” (Js 23.16). Deus lhes disse que a sua fidelidade para com o povo estava condicionada a sua obediência e retidão diante dele, a extensão do mal que o povo de Deus experimentaria ao se afastar dele seria que Deus os destruiria de sobre a face a terra que o Senhor lhes deu. Tal pecado contra Deus significava que a ira do Senhor se acenderia contra eles que logo pereceriam de sobre a face da terra. Josué esperava que isso nunca acontecesse. Ele sabia que se o povo o amasse ao Senhor de todo o coração, alma, entendimento e forças, então a bondade e a misericórdia os seguiriam todos os dias de suas vidas. Teriam o Senhor como o seu protetor, Guardião e Pastor.

 

2. Um instrumento nas mãos de Deus.

 

Escolher Josué exaltou ao Senhor a quem ele servia, já que era um servo fiel de Deus. Esse sempre foi o propósito do Senhor ao levantar mensageiros como Josué. Ele foi usado por Deus de uma forma maravilhosa isso ainda acontece nos dias de hoje apesar de todo o esfriamento que enfrentamos hoje eu acredito que Deus é fiel para nos conceder pastores segundo o seu coração que nos apascentem como ovelhas e de fato nos considerem como ovelhas e não como meros dizimistas ou ofertantes Josué foi e é um exemplo de homem de Deus a ser seguido.

 

Conclusão.

 

Queridos irmãos, que o Senhor nos ajude para que sejamos transparentes a fim de que a sua Glória resplandeça com luminosidade por nosso intermédio, e que nós somos tão abençoados que Deus possa ser exaltado através das nossas atitudes. Que o som do nosso coração ecoe para o mundo e todos vejam Deus em nós e quem de fato somos.

Preservando a Palavra do Senhor – Adilson Guilhermel

biblia

por Adilson Guilhermel

Escola Bíblica Dominical, EBD, Lições Bíblicas, Biblical Lesson
Lição 12 – 15/03/2009
Texto Bíblico: Josué 24.14 Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade.

PRESERVE A PALAVRA SABENDO QUE O TEMPO NÃO PARA

1. TEMER A DEUS É TER PERSISTÊNCIA COM A PALAVRA

• Evite deixar se levar pelo comodismo – Josué 23.1 E sucedeu que, muitos dias depois que o SENHOR dera repouso a Israel de todos os seus inimigos em redor, 2 Co 4.16 Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
• Evite deixar se levar pela negligencia – Josué 23.1b…e sendo Josué já velho e entrado em dias, Tg 1.25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
• Evite deixar se levar pelo abatimento – Josué 23.2 Chamou Josué a todo o Israel, aos seus anciãos, e aos seus cabeças, e aos seus juízes, e aos seus oficiais, e disse-lhes: Eu já sou velho e entrado em dias, Sl 145.14 O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.

2. SERVIR A DEUS É TER OBRIGAÇÕES COM A PALAVRA

• Saiba retribuir ao Senhor as suas conquistas – Josué 23.3ª.. E vós já tendes visto tudo quanto o SENHOR vosso Deus fez a todas estas nações por causa de vós; Sl 116.12 Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito?
• Saiba retribuir ao Senhor as suas proteções – Josué 23.3b.. porque o SENHOR vosso Deus é que tem pelejado por vós. Sl 22.15 O meu louvor será de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.
• Saiba retribuir ao Senhor as suas justiças – Josué 23.4 Vede que vos reparti por sorte, em herança às vossas tribos, estas nações que restam, bem como as nações que tenho destruído, desde o Jordão até o grande mar para o pôr do sol. Sl 40.10 Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.

3. HONRAR A DEUS É TER FIDELIDADE COM A PALAVRA

• Se esforce em aceitar os mandamentos – Josué 23.5 E o SENHOR vosso Deus as impelirá, e as expelirá de diante de vós; e vós possuireis a sua terra, como o SENHOR vosso Deus vos tem prometido. Dt 11.8 Guardai, pois, todos os mandamentos que eu vos ordeno hoje, para que sejais fortes, e entreis, e ocupeis a terra que passais a possuir;
• Se esforce em guardar os mandamentos – Josué 23.6 Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; Ec 8.5 Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.
• Se esforce em cumprir os mandamentos – Josué 23.6b.. para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda; Dt 4.2 Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando.

Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.

Pr Adilson Guilhermel – Mestre em Teologia

Preservando a Palavra do Senhor – José Roberto

 

biblia-1
PRESERVANDO A PALAVRA DO SENHOR
Texto Áureo: Js. 24.14 – Leitura Bíblica em Classe: Js. 23.1-6
Objetivo: Mostrar que a preservação da palavra do Senhor traz vida e saúde para o povo de Deus.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, estudaremos a respeito da importância de preservar a Palavra do Senhor. Essa é uma necessidade urgente nos dias atuais, marcados pela falta de sólida formação bíblica nas igrejas evangélicas. Veremos, inicialmente, como Josué, um líder comprometido com a Palavra, expôs os decretos do Senhor ao povo israelita. Em seguida, mostraremos como a falta de compromisso com a Palavra de Deus leva o povo à corrupção. Por fim, destacaremos a necessidade da preservação da Palavra a fim de que tenhamos igrejas que gozem de vida e saúde espiritual.

1. JOSUÉ EXPÕE A PALAVRA DE DEUS
Josué se encontrava próximo da morte quando resolveu convocar todo o povo para ouvir a Palavra do Senhor.A preocupação inicial desse líder era com o esquecimento que esse povo viesse a ter em relação às suas origens. Por isso, ressaltou que “o SENHOR, vosso Deus, é o que pelejou por vós” (Js. 23.3). A prosperidade pode levar as pessoas a pensar que são auto-suficientes que não mais precisar da intervenção divina. Por isso, Josué instrui o povo, com uma mensagem esclarecedora, para que viesse a se associar às nações idólatras vizinhas, servindo aos deuses daqueles povos (Js. 23.7). Eles deveriam ser santos para agradar ao Senhor em todas as circunstâncias da vida, atentando, a todo instante, para fazer o que estava escrito no livro da Lei de Moisés (Js. 23.6). Essa obediência, no entanto, não deveria ser forçada, mas em amor (v. 11), pois somente no amor podemos de fato obedecer à Palavra do Senhor. O amor é resultando de um relacionamento contínuo com Aquele que nos chama para andar com Ele. Caso contrário, o resultado de uma vida distanciada dos caminhos de Deus será à condenação (v. 23), a menos que nos arrependamos enquanto é tempo (I Jo. 1.9), reconhecendo que Jesus é o Advogado que por nós intervêm (I Jo. 2.1).

2. POR FALTA DA PALAVRA O POVO SE CORROMPE
Em Pv. 29.18 está escrito que por ausência de ensinamento profético o povo acaba se corrompendo. Josué sabia dessa verdade, por isso, convocou todo o povo de Israel para que ouvisse a Palavra do Senhor. Infelizmente isso não é o que acontece em muitos contextos eclesiásticos hoje em dia. Ao invés de conduzir o povo para a Palavra de Deus, alguns líderes, a fim de aumentar o número de adeptos, investem maciçamente em marketing ou coisas do tipo. O resultado é o que temos testemunhado no “crescimento” evangélico no país. Diferentemente de Paulo, muitos cristãos não sabem no que têm crido (II Tm. 1.12), não passam de massa de manobra, se deixam levar por qualquer movimento que surge. A maioria desses “crentes” não desenvolve o genuíno caráter cristão, resultante do fruto do Espírito (Gl. 5.22). Preferem seguir as “ondas da moda” e caminham léguas atrás de seus ídolos “evangélicos”. Essas pessoas fogem da exposição da palavra de Deus, dizem ser cansativa, não têm qualquer vergonha de afirmar que dormem no culto quando a palavra é pregada. Conforme antecipou o apóstolo Paulo, têm comichão nos ouvidos diante no ensinamento bíblico. Por isso, buscam “pastores” conforme agrado deles (II Tm. 4.3). Tais “pastores” enchem suas “igrejas” de “fiéis”, haja vista transformarem seus “cultos” em mera animação, perdendo, em alguns casos, para os programas televisivos de auditório. Nesses dias cruciais para a fé cristã no Brasil, precisamos retornar à Palavra de Deus. É hora de, como Josué e Esdras, convocar todo o povo para a oração e para a leitura da Bíblia (Ed. 7.10). Se não fizemos assim, o resultado será a corrupção espiritual pela qual muitas igrejas já passam.

3. PRESERVANDO A PALAVRA DO SENHOR
Como líderes espirituais, precisamos separar, no culto, tempo suficiente para a exposição da Palavra de Deus. Todo tempo possível deve ser reservado para que a Palavra de Deus seja pregada. Para tanto, os seminários e escola bíblicas devem ser estimuladas. A Escola Bíblica Dominical deve sempre ter proeminência nos trabalhos da igreja. É uma pena que em determinadas igrejas ela tem sido relegada a segundo plano. Qualquer “festinha” é motivo suficiente para retirar o horário do estudo da Escola Dominical. A seqüência das lições da EBD precisa ser preservada, de modo que não haja interrupção do tema estudado no trimestre. Os clássicos cultos de ensinamento (ou de doutrina) também precisam ser estimulados e devem servir ao propósito para o qual foram destinados, à instrução na Palavra de Deus. Os seminários teológicos, ao invés de serem criticados, devem ser estimulados, contanto que estejam em conformidade com a ortodoxia bíblica. O estudo bíblico, em casa, na igreja ou num seminário não esfriará a fé dos crentes, na verdade lhes dará o fundamento necessário para enfrentar evangelizar, ensinar e, sobretudo, viver melhor para o Senhor. O crente verdadeiramente espiritual é aquele que tem equilíbrio, que busca, ao mesmo tempo, tanto o estudo quanto a oração. Muita oração e o pouco estudo conduzem ao fanatismo, por outro lado, o muito estudo sem oração leva ao mero intelectualismo.

CONCLUSÃO
Como Josué, devemos amar a Palavra de Deus, ela deva ser, como diz o Salmista (Sl. 1.1), nossa meditação dia e noite. Josué era sabedor dessa verdade, pois quando fora escolhido, o Senhor advertiu para que ele não se apartasse do livro da lei (Js. 1.8). Que o livro de Deus seja aberto em nossas igrejas, que o lugar reservado à Palavra de Deus seja preservado e não reduzido. Se assim não o fizermos, o resultado será a corrupção geral do povo. Portanto, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 2.29).

BIBLIOGRAFIA
HESS, R. Josué: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2006.
TRASK, T., GOODALL, W. De volta para a Palavra. Rio de Janeiro: CPAD, 2001

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