Archive for September, 2009

Educação cristã: nosso desafio

bibliaA igreja contemporânea precisa descobrir um modelo educacional que culmine na sua plena realização, ou seja, na descoberta da sua identidade local. Esta pode ser trabalhada a partir do questionamento: “Que tipo de Igreja desejamos ser?” ou: “Como Igreja, o que devemos fazer?” O que estamos fazendo hoje, de certa forma, determina o nosso amanhã. Movidos pela força do Senhor, temos conseguido vitórias que demonstram nosso compromisso com o Reino de Deus. Entretanto, nosso compromisso mais desafiador está na formação do cristão. A igreja, para alcançar o objetivo do ensino, precisa investir com muito amor na formação daqueles que estão caminhando na construção do Reino de Deus.

A educação cristã é a dimensão mais fundamental e significativa da missão que o Senhor Jesus Cristo entregou à sua Igreja: “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28.20). “… até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina…” (Ef 4.13,14). Entendemos que, como povo de Deus (1 Pe 2.9,10), devemos nos empenhar na vivência do evangelho e, principalmente, ensinando a verdade revelada e ministrada aos nossos irmãos em Cristo Jesus.

A relevância da Educação Cristã está diretamente ligada à contextualização da mensagem bíblica e ao seu relacionamento com a experiência cotidiana do cristão, visando sempre a dar-lhe condições de atingir a maturidade cristã. A formação da nova criatura em Cristo, visando levá-lo à sua plena maturidade, é uma impossibilidade sem a operação do Espírito Santo na vida humana. Dai, a relevância da oração, da comunhão com Deus e do exemplo cristão, na vida daqueles que se colocam como instrumentos de Deus para a consecução de tal propósito.

O programa de Educação Cristã deve levar o educando a estudar a Bíblia, além de despertar o seu interesse para o exame mais amplo e profundo das Escrituras: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica, pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11).

Através de séculos, a Escola Dominical tem sido um instrumento especial de educação. No sentido mais completo do termo, a Escola Dominical é altamente significativa na vida das igrejas cristãs. Ela desempenha um papel importante no processo de continuidade da cultura religiosa que precisa ser transmitida às novas gerações. Além disso, a Escola Dominical fortalece a visão doutrinária, na medida em que oferece um espaço aberto para pensar e repensar os aspectos fundamentais de nossa fé cristã. Em sua missão, ela vai mais longe ainda, pois sua vocação é formadora, evangelizadora e missionária. Hoje estamos sendo desafiados a uma reflexão séria em torno da Escola Dominical, pois do contrário a igreja local em sua missão fracassará no tocante à formação do cristão em todos os sentidos.

- A Escola Dominical através de seus representantes deve reivindicar da igreja, condições para desempenhar seu papel na estrutura da igreja local.

- A Escola Dominical deve reivindicar os recursos não só no que se refere ao espaço físico adequado, como também literatura de boa qualidade, coerente com a Palavra de Deus.

- A Escola Dominical precisa formar pessoas para o desempenho do ministério do ensino.

- A Escola Dominical, através de seu corpo docente, deve ter como meta o desenvolvimento de um processo técnico-pedagógico que gere crescimento espiritual e um profundo compromisso do cristão com a igreja local. A Escola Dominical deve preocupar-se com a transformação progressiva do cristão, no caráter, valor, motivação, atitudes e entendimento (1 Jo 4.17).

John Dewey, filósofo, psicólogo e educador, em seu livro “Como Pensamos”, faz uma comparação entre ensinar e vender. Ele afirma: – “Ridicularizaríamos um negociante que dissesse ter vendido grande quantidade de mercadorias, embora ninguém houvesse comprado coisa alguma. Entretanto, há professores que pensam ter realizado um bom dia de trabalho educacional sem levar em conta o que seus alunos aprenderam”.

A Educação Cristã de uma igreja não deve se limitar ao preparo do cristão para o serviço da Igreja; deve também capacitá-lo para servir a Deus no mundo em que vive. A Igreja está sendo desafiada a investir com o mesmo vigor dedicado à construção material, em relação à construção espiritual.

Rev. Tácito da Gama Leite

Dr. Tácito da Gama Leite Filho é escritor, autor de 84 Livros; doutor em Teologia (Pontifícia Universidade Católica – RJ); doutor em Psicologia (Florida Christian University, Miame – FL – USA); fundador e diretor do CETEO – Centro de Estudos Teológicos Brasileiro – www.ceteo.com.br

Fonte: www.guiame.com.br

Davi e sua vocação – Isaías de Jesus

DAVI E SUA VOCAÇÃO

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Introdução

Neste trimestre aprenderemos sobre a vida de Davi, um dos maiores personagens da bíblia, um homem segundo o coração de Deus. A sua trajetória é destacada como um marco da história bíblica (II Sm 7.8). Davi um homem que saiu de detrás das ovelhas de seu pai para governar a nação de Israel. Em Davi estavam muitas das promessas sobre a linhagem que levaria ao nascimento do Messias (Lc 1.32). Davi, que significa amado em hebraico, é o tema do nosso quarto trimestre.

I – Um período de transição.

Após a conquista da terra de Canaã, pelo povo de Israel, ocorreram muitas transformações. A posse da nova terra fez com que um povo que era nômade passasse a usufruir de uma promessa divina, feita muitos séculos antes ao patriarca Abraão; “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” Gn 12.1,2.

A partir do momento que Josué assume a liderança do povo, após a morte de Moisés (Dt. 34) isso nós aprendemos no segundo trimestre da nossa EBD. A história de Israel passou a ser guiada pelos mandamentos feitos pelo Senhor ao povo quando estavam fora da terra; “Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir.

Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires. Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas.” Dt 30.16,18. O que aconteceria se com o passar dos anos o povo não guardasse a palavra do Senhor? O povo não permaneceu fiel as palavras do altíssimo, mas Ele permanece fiel (II Tm 2.13).

Por ser o princípio religioso a principal motivação para o povo permanecer ligados a lei divina, mesmo que isso significasse muitas e onerosas dores, o povo chamado de dura cerviz, afastavam-se dos padrões requeridos pelo altíssimo atraindo sobre si ira divina (Dt 31.27).

A história de Davi começa num período de transição muito importante para o povo de Israel. Os juízes comandaram o povo de Israel durante os 300 primeiros anos em que habitaram a terra de Canaã. “Durante este período, Deus levantava os juízes para combater a imoralidade e a apostasia, pois o povo era guiado pelo seu próprio coração,” e fazia o que achava reto aos seus olhos” (Jz 21.25).

Aquele povo que por anos estiveram sobre o comando de sacerdotes e juízes, a mudança para a monarquia representaria, para aquele momento histórico, um passo importante de se igualar as nações que estavam ao seu redor. A figura de um rei iria satisfazer a exigência do povo; “Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as naçõesI Sm 8.5. A conseqüência da escolha foi um rompimento com aquilo que era algo legal, a presença de Deus, tornou-se um ato de insubmissão ao altíssimo. “E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles I Sm 8.7.

II – O primeiro Rei

A escolha pela monarquia levou a escolha do primeiro rei sobre as tribos, e Saul assume o posto mais alto; “E quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povoI Sm 9.17.

Saul reinou em Israel pelo período de 40 anos, um governo marcado no princípio pela presença de Deus nas vitórias diante dos seus inimigos (I Sm 11.9,11). Mas Saul não permaneceu em conformidade com as palavras de Deus, afastando-se do projeto divino para sua vida, e no final buscou inclusive ajuda de uma pitonisa. “Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultarI Cr.10.13.

A escolha de Davi se deu ao passo que o reinado de Saul começou a ruir. É a partir da rejeição de Saul que Samuel recebe a incumbência de ungir outro rei sobre Israel. “Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tuI Sm 15.28.

II - Davi uma escolha divina.

A escolha de Davi foi feita por Deus, o jovem pertencia a família de Jessé o belemita, um efrateu de Belém de Judá (I Sm 17.12). A ordem divina era que entre os filhos do belemita haveria o futuro rei e a missão do profeta não foi uma tarefa fácil, pois Samuel colocou em risco a sua vida (I Sm 16.2). Como é importante que os homens estejam na direção divina, cumprindo plenamente a sua vontade. Este foi o objetivo de Jesus em seu ministério terreno, de cumprir a vontade de seu pai. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou(Jo 6.38).

Ao entrar na casa de Jessé, o profeta teve de imediato a impressão de estar diante do novo rei, quando olhou para Eliabe, o primeiro filho de Jessé a se apresentar (I Sm 16.6). Encontramos neste episódio um ensinamento muito especial para nossas vidas, as “nossas escolhas” muitas vezes não representam aquilo que realmente deveríamos escolher. Olhar somente a aparência, já não é algo só dos nossos dias, o próprio profeta Samuel foi tentado a tomar esta decisão, “certamente está perante o Senhor o seu Ungido”.

Ao olhar para “exterior” somos tentamos muitas vezes a procurar entender o que as pessoas estão sentindo por dentro, se elas estão tristes, tentamos imaginar o que esta acontecendo. Quando encontramos alguém bem vestido, com roupas caras ou em carros de luxo, pensamos se este ou aquela tem dinheiro. Pode ocorrer que muitos de nós entramos em situações complicadas por não estarmos atentos aos “detalhes”. Samuel estava numa posição de grande responsabilidade e ele não poderia errar, pois um erro significaria a rejeição do próprio Deus.

Mas o detalhe que não faltava naquela ocasião era justamente a unção do divino sobre a vida do profeta.Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração” I Sm 16.7.

Ao atentarmos para o exterior nada enxergamos, apenas o que nossos olhos querem ver, mas Deus olha para o que esta embaixo da pele, ele olha para o homem interior, onde se descobre as intenções do coração (Hb 4.13). Desta forma, o segundo filho de Jessé também não passou no crivo divino, e ao passar todos os filhos que estavam na casa o profeta faz uma pergunta ao dono daquela casa acabaram-se os jovens? (I Sm 16.11).

III – Davi uma escolha segundo o coração de Deus.

Faltava o menor, aquele que até o momento não haviam sido lembrado, mas Deus não se esquece de ninguém, havia aquele que estava detrás das ovelhas (I Cr 17.7), talvez esquecido pela sua família naquele momento, mas nunca pelo Senhor. Lembramos o que disse o profeta Isaias; “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” ( Is 49.15). Deus estava contemplando aquela ocasião, era algo notório, pois o novo rei abriria uma nova perspectiva para o povo de Israel.

O nome Davi no hebraico significa amado, e não encontramos outro de igual significado na bíblia, e segundo a tradição dos Hebreus os nomes tinham grande importância em relação à pessoa. O próprio Deus também se preocupa com os nomes, é algo muito especial. Ao olharmos para a história bíblica encontramos alguns personagens do antigo testamento que tiveram os seus nomes mudados pelo Senhor. É o caso do nosso patriarca Abraão, que no princípio se chamava Abrão que significa pai exaltado, em outras traduções como pai das alturas. Quando Deus escolhe, Ele muda o homem por completo e isto pode incluir até mesmo o nome. Abrão passou a se chamar Abraão que significa pai das multidões Gn 17.5. O nome é parte da identidade de casa pessoa, pois nos identifica uns dos outros, é nesta singularidade que é nos reservado um novo nome nos céus (Ap 2.17).

Davi era o caçula entre os seu irmãos, o menor entre todos (I Sm 16.11), e foi o último a passar diante do profeta Samuel. Ao aproximar-se do profeta aquele jovem ruivo, versículo 12, o Senhor ordenou ao profeta que o ungisse no meio dos seus irmãos. Deus escolheu o menor, aquele que ao princípio seria o último, este deveria receber a menor parte, na lei de Moisés a benção estava sobre o primogênito (Dt 21.17).

Ao chegar o profeta, os filhos de Jessé puseram-se apostos para aquela cerimônia. Contudo, existe um número expressivo de pessoas que estão sempre “prontas” para fazer algo para o Senhor, mas poucos estão aptos. Aqueles que o Senhor quer usar realmente não aparecem, estão por ai “atrás das ovelhas”, cuidando do rebanho do Senhor sem muitas vezes serem vistos. A obra feita no silêncio, feita nas lágrimas e fadigas, às vezes debaixo de sol escaldante e o nome destes pequenos não aparecem na mídia, são “esquecidos” pelos seus irmãos, mas estes estão no coração de Deus, esperando para serem lembrados e honrados no momento certo (Ap 22.12).

IV - A unção de um novo Rei.

Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.” (I Sm 16.13). Ao receber a unção observamos que a partir daquele momento o Espírito de Deus estava sobre a vida de Davi aumentando a sua capacidade (I Sm 17.33,37). Não havia dúvidas que a escolha foi confirmada pela presença sobrenatural do Espírito Santo. A vida daquele jovem mudou por completo com a benção de Deus sobre sua vida. Deus sempre faz a escolha certa, mesmo que alguns não queiram permanecer na sua vocação, sempre o altíssimo escolhe os melhores para sua obra (Jo 15.16).

Embora escolhido rei, Davi não tomou a princípio o governo de Israel, ele voltou para cuidar das ovelhas do seu pai; “E Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas”. ( I Sm 16.19). Mesmo recebendo a unção e estando cheio do Espírito Santo, Davi teve paciência e soube aguardar o tempo certo, o tempo de Deus (Ec 3.1).

Conclusão

Nesta lição aprendemos que o projeto de Deus na nossa vida pode começar a qualquer momento. Davi estava no campo cuidando das ovelhas de seu pai, sem se preocupar com a política, governo, crises e guerras, mas ele estava no projeto de Deus. Davi teve a oportunidade de comandar uma nação, sem talvez nunca imaginar que isso aconteceria. Aprenderemos neste trimestre sobre a vida de um dos maiores nomes da bíblia, sua vida e trajetória, e poderemos tirar lições preciosas para nossas vidas.

Bibliografia

BOYER Orlando, Pequena Enciclopédia Biblica. Rio de Janeiro, CPAD.

JOSEFO Flavio, Historia dos Hebreus. Trad. De Vicente Pedroso. Rio de Janeiro, CPAD, 199O.

HENRY Matteu, Comentário Bíblico, Trad. Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro, CPAD 2002.

Presb. Juarez Alves

Professor de História pela UFGD.

Formação Teológica ETAD.

Davi e sua vocação – José Roberto

liçãoDAvi
DAVI E SUA VOCAÇÃO
 
José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: I Sm. 13.14 – Leitura Bíblica em Classe: I Sm. 16.1,310-13
Objetivo: Entender as razões e o propósito de Deus da vocação de Davi a fim de cumprir seus objetivos imediatos e futuros.

INTRODUÇÃO
Ao longo dos próximos três meses estudaremos a biografia de Davi. Teremos a oportunidade, durante as aulas, de refletir a respeito da vida desse que é conhecido como um “homem segundo o coração de Deus”. Aprenderemos a respeito de suas vitórias e derrotas, e, à luz do evangelho de Cristo, poderemos extrair ensinamentos a fim de que, como Davi, estejamos também no centro do coração do Senhor. Na aula de hoje trataremos a respeito da sua vocação, contextualizaremos o tempo no qual viveu, e ao final, veremos qual o propósito de Deus em sua vocação e algumas aplicações para a nossas vidas.

1. DAVI, NO TEMPO DE DEUS
O tempo no qual Davi viveu é marcado pelo fim de uma era, a dos juizes, personalizado na figura de Samuel. O livro de Juizes termina destacando que “não havia rei em Israel” (Jz. 18.1; 19.1; 21.25). Até que o povo de Israel reclama para si, seguindo o modelo das nações vizinhas, um rei, isto é, o estabelecimento da monarquia. Ainda que a contragosto (I Sm. I Sm. 8.7,9), Samuel, debaixo da orientação divina, e em resposta à petição dos israelitas, escolheu Saul para reinar (I Sm. 9.1-10.16). Mesmo sancionando essa opção, o Senhor antecipara Israel a respeito do preço que iria pagar por tal opção (I Sm. 8.10-18). A unção de Saul, o primeiro rei de Israel, se deu através de uma cerimônia secreta (I Sm. 9.1-10.16). Posteriormente ele foi reconhecido pelo povo e aclamado como rei (I Sm. 10.17-27). Com a monarquia estabelecida, Samuel se retira de cena, e restringe-se ao ministério profético (I Sm. 12.1-5). Saul, após assumir o reinado de Israel, não se conduziu em conformidade com a Palavra de Deus, precipitou-se em seus votos (I Sm. 14.24-46) e até mesmo confrontou ao profeta de Deus (I Sm. 15.1-35) por esse motivo, fora rejeitado pelo mesmo Deus que o fez rei (I Sm. 15.10-12). Samuel, em seu embate com o rei Saul, diz que a obediência é melhor que o sacrifício, já que Saul desobedeceu intencionalmente a Deus, sob a justificativa que ofereceria sacrifícios (I Sm. 15.22-23).

2. A VOCAÇÃO DE DAVI
A escolha de Davi, para ser o rei de Israel, sucessor de Saul, está registrada em I Sm. 13.13-14. Nessa passagem lemos que o Senhor rejeitou Saul e separou um novo rei conforme o seu agrado. A razão de tal opção é que Saul, o primeiro rei de Israel, havia procedido nesciamente, pois não atentou para a Palavra do Senhor proferida através de Samuel (I Sm. 12.14). Por esse motivo o profeta do Senhor é dirigido à casa de Jessé, o belemita, que era neto de Rute e Boaz (Rt. 4.17,22) para ungir o rei que Deus havia escolhido. Seguindo o procedimento para a unção do rei, Samuel devia apanhar seu chifre de óleo sagrado para a cerimônia de unção. Mesmo que o profeta tenha se impressionado com Eliabe, o filho mais velho de Jessé, é a Davi, o mais novo que Deus havia vocacionado, pois Deus não vê como vê o homem (I Sm. 16.6-10; I Cr. 28.9). Davi se encontrava no exercício da sua responsabilidade, pastoreando as ovelhas de seu pai, talvez esquecido pelos familiares, mesmo assim o Senhor não se esqueceu dele o separou para a obra (I Sm. 16.11-13) Posteriormente, no Sl. 22.9,10, Davi testemunharia que Deus o havia escolhido desde o ventre da sua mãe. Ele é um exemplo do homem ou da mulher de Deus que tem consciência de seu chamado e de que Deus cumprirá os desígnios que estabeleceu.

3. O PROPÓSITO DA VOCAÇÃO
A vocação de Davi por Deus tinha propósitos imediatos, para a sua época, bem como para um futuro distante. Naqueles tempos, o povo de Israel se encontrava numa situação de crise. Samuel, já envelhecido, constituiu a seus filhos por juizes em Israel, esses, porém, não andaram pelos caminhos do Senhor (I Sm. 8.1-3). Por esse motivo, os filhos de Israel, imitando as nações vizinhas, pediram um rei (I Sm. 8.7,9), mas esse, ainda que escolhido por Deus, procedeu nesciamente e fora substituído pelo Senhor (I Sm. 13.13-14). A vocação de Davi tinha também uma promessa, a de que no futuro viria um Rei que estabeleceria seu trono definitivo sobre Israel: Jesus, profecia se cumprirá totalmente no milênio (Lc. 22.20; Jr. 23.5,6; Ap. 19,20). Através do processo de escolha de Davi para reinar o Senhor nos instrui a respeito de determinados aspectos na vocação de um líder: 1) a espiritualidade – alguém que seja segundo o coração de Deus, que seja sensível às coisas do Senhor (II Cr. 16.9), 2) a humildade – alguém que mesmo desprezado, reconheça sua posição diante de Deus (I Sm. 16.1; Sl. 78.70; 89.20), que privilegie menos a promoção pessoal e dê maior valor à construção do caráter; e 3) a integridade – que vive em sinceridade de coração, que não depende exclusivamente das aparências (Sl. 78.71,72).

CONCLUSÃO
Davi foi um homem vocacionado a fim de desempenhar uma tarefa. Na construção dessa liderança, o Senhor trabalhou no caráter de Davi. Primeiramente através dos momentos de solidão, enquanto esse se encontrava no campo, cuidando das ovelhas do seu pai Jessé. Depois por meio da obscuridade, houve momentos que ninguém conhecia a Davi, ninguém para aplaudi-lo, ele não passava de um desconhecido na multidão. Através dos momentos de monotonia o Senhor também trabalhou o caráter daquele que seria o rei de Israel, quando esse estava fazendo as mesmas coisas, tidas por alguns como irrisórias ou de pouca utilidade. Que o Senhor nos dê sabedoria para discernir o tempo e o propósito para o Seu chamado para as nossas vidas.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOW, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

4º Trimestre de 2009 – Davi

Lições Bíblicas Aluno – Jovens e Adultos

4º Trimestre de 2009

liçãoDAviNo 4º trimestre de 2009, estaremos estudando o tema Davi – As Vitórias e derrotas de um homem de Deus
Comentarista: Pastor José Gonçalves

SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- Davi e a sua vocação
2- Davi enfrenta e vence o Gigante
3- Davi na Corte Real – Vivendo com sabedoria
4- Davi e tempo de Deus em sua vida
5- Davi e sua equipe de liderados
6- Davi unifica o Reino de Israel
7- A Expansão do Reino Davídico
8- O pecado de Davi e suas consequencias
9- A restauração Espiritual de Davi
10- Davi e o preço da negligência na família
11- Davi e a restauração do culto a Jeová
12- Davi e o seu Sucessor
13- Davi – Um Homem segundo o coração de Deus

Fonte: www.cpad.com.br

A segurança em Cristo – Jaquesilene Santos

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A Segurança em Cristo

Jaquesilene Santos Silva

http://rxisaias.blogspot.com/

Texto Áureo: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus” (1 Jo 5.13)

I – Considerações iniciais

Ao final de mais um trimestre somos gratos a Deus pelo privilégio de aprender um pouco mais sobre o amor de Cristo por nós e sobre a vida cristã. O apóstolo João, inspirado por Deus, nos leva a um mergulho em verdades fundamentais para quem deseja seguir a Jesus de perto.

Entre as suas grandes doutrinas, os pentecostais crêem que um Céu real é o destino daqueles que aceitam a Jesus como Salvador. E uma das primeiras atividades do Espírito em nossa vida é confirmar a salvação recebida. Esta é uma certeza e confiança que só o Espírito Santo pode conceder. Sem tal certeza, nossa salvação seria superficial. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

II – A certeza da vida eterna

A alegria que reina no coração do crente advém da absoluta certeza e convicção de que tem a salvação. É o Espírito dentro do crente quem fortifica essa confiança na Salvação recebida. Quem salva é Jesus e quem dá a certeza da salvação é o Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.” (Gl 4.6)

A Vida Eterna é garantida par o crente que vence o pecado, que “anda no espírito”. O Espírito Santo é quem habilita o crente a ser vitorioso, baseado no poder da obra expiatória de Cristo.

Temos a Viva Esperança de que “assim como é o veremos”(I Jo 3.2). Isto é o que faz com que continuemos a nossa luta contra o “pecado que tão de perto nos rodeia” (Hb 12.1).

Todos os redimidos terão corpos semelhantes ao corpo ressurreto de Cristo, um corpo incorruptível e imortal, esta é a Glória eterna que buscamos.

III – Deus ouve as orações.

Está acontecendo uma guerra, uma guerra espiritual. A batalha é intensa e bem real. Satanás está tentando agressivamente roubar e destruir nossos filhos, nossas famílias, nossos irmãos em Cristo, a nação e o mundo.

No entanto o crente tem uma arma poderosa e infalível contra os poderes das trevas: A oração!

Jeremias 33.3 diz: “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes.”.

Quando chegamos a Deus em oração, Ele faz transformações. A ansiedade e o temor são transformados em fé e em maior dependência de Deus. A depressão e o pesar são trocados por um espírito de louvor. As nossas reclamações e irritações se transformam em ações de graça. O desespero e o desânimo se transformam em esperança. Quando entendemos que precisamos ser justos diante de Deus e dos homens para podermos chegar com as nossas petições ao Trono de Deus, o nosso coração é transformado e purificado.

Quando intercedemos a Deus por alguém em oração, estamos ofertando em presente e inestimável valor. Não existe maior presente que possamos dar a quem amamos. Quando dedicamos parte do nosso tempo para orarmos em favor dos alunos, dos enfermos, dos tristes e oprimidos, somos os primeiros a sermos abençoados. A oração intercessora transforma e abençoa o intercessor.

A oração, de fato, é um relacionamento contínuo e crescente de amor para com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Quando Jesus se torna o centro de nossa vida, os nossos olhos da fé se abrem e podemos ver claramente a sua bondade e fidelidade.

O Senhor nos promete em Jeremias 29.12 e 13: “Então me invocarei, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo vosso coração.”. Quando encontramos o nosso Pai, o Deus Todo Poderoso, o Rei dos reis que é o nosso Salvador e amigo, então podemos descansar nEle.

E quando chegarmos aos céus saberemos verdadeiramente tudo o que Ele fez através das nossas orações.

IV – O crente e o Novo Nascimento

“A cruz é uma coisa radical”, dizia A. W. Tozer. “A cruz de Cristo cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos, nem as nossas reputações cultivadas. Ela derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente livre, novo e cheio de boas obras.”.

O Cristianismo corrente desviou-se dos padrões que Jesus estabeleceu. Não prega contrastes, mas semelhanças, não na direção da moda corrente, a fim de torná-lo aceitável ao público. Oferecem facilidade esquecendo que foi na Cruz que cristo derramou seu sangue purificador para que pudéssemos ter nossos pecados perdoados.

O verdadeiro Cristianismo nunca faz concessão para o pecado, não cede para o “politicamente correto”. Quem prega a Palavra de Deus não pode ser um “diplomata”, mas um profeta. O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e dos homens é falso em relação à Bíblia. Não existe Salvação sem transformação.

A palavra santificar significa separar, somos separados para sermos usados pelo Senhor com todo nosso ser. Se somos templo do Senhor para que a Salvação se manifeste em nós, devemos cuidar, não só da alma e espírito, mas também do corpo para que o pecado não nos prive da graça de Deus.

A idolatria é e sempre foi um instrumento muito forte de Satanás para separar e afastar o ser humano de Deus. Não somente a idolatria encontrada no mundo, mas também da sutil idolatria dentro das igrejas evangélicas, onde se adora cantores, com multidões gritando histericamente. Também muitos pregadores acabam tornando-se ídolos. É a criatura tomando o lugar do Criador.

Vemos também isso com bastante tristeza em muitas igrejas “neopentecostais”, que usam símbolos fora do contesto bíblico substituindo o divino pela coisa. Vendem óleo ungido, sal grosso, alianças, lenços etc. que é isso se não idolatria? Estamos vivendo o tempo da moderna idolatria.

Temos que ficar atentos quanto a esta cilada do inimigo, pois da mesma maneira que existem as romarias para Aparecida em São Paulo, muitos são os evangélicos que rumam em direção a templos ou locais onde acham que serão mais abençoados. Combatamos com firmeza qualquer coisa que tente infiltrar o princípio idolátrico em nosso meio. Toda idolatria no meio do povo de Deus deve ser combatida. Que toda honra e glória sejam dadas ao Senhor dos Senhores.

V – Considerações Finais

“Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm 5.21).

A salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé que inclui arrependimento, obediência, dedicação e fidelidade a Jesus.

Que o espírito nos capacite a viver de acordo com as diretrizes espirituais que a Palavra de Deus tem para os que “vivem segundo o espírito, e não segundo a carne.”.

 

Bibliografia utilizada

- Artigos Históricos do Mensageiro da Paz. Vol 3

- Quando as mães oram. Cherri Fuller

Comentários: Jaquesilene Santos Silva, membro da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

A segurança em Cristo – Osiel Varela

licao3

A SEGURANÇA EM CRISTO

Osiel Varela

LIÇÃO 13 – CPAD                                                  AUTOR: Osvarela

Texto Áureo: Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus. I João. 5.13.

Palavras e textos doutrinários:

Sabemos

Conhecemos

Filhos de Deus

Vida eterna

Não vive pecando

Pecado para morte

Pedir

Ser ouvido

Morte

Somos de Deus

Jaz no Maligno

Entendimento

Verdadeiro

Ídolos

Leitura Bíblica em Classe:

I João. 5.13. Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna.

14 E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.

15 e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.

16 Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.

17 Toda injustiça é pecado; e há pecado que não é para a morte.

18 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca.

19 Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno.

20 Sabemos também que já veio o Filho de Deus, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro; e nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

I – Segurança é a palavra do momento no Brasil, assim como na vida todos querem estar seguros, nas suas decisões, nos seus negócios, nas suas relações pessoais, em sua vida cristã.

A lição toca exatamente neste ponto.

João nos ensina de maneira simples que há lugar para Segurança em nossa vida.

Assim por termos escolhido a Cristo, somos tirados da região sombria da dúvida para a luz da palavra regeneradora na ação do Espírito Santo.

Assim é esta Epístola do Apóstolo São João, enviada às igrejas da província da Ásia Menor, perto de Éfeso, uma Epístola Circular,um porto de esperança e confiança para aqueles que crêem. O método de João em expor os erros dos hereges e confrontá-los com a verdade. Cristo Jesus é a fonte da vida e nós podemos receber a vida eterna que Ele nos prometeu.

II – Tão fundamental como crer é amar, tão fundamental como crer e amar é crer que Jesus veio em forma de homem, amar ao próximo e não pecar.

Mais forte é crer, amar, ter entendimento e conhecermos a Verdade em Cristo, isto é, em seu Filho Jesus Cristo.

20 Sabemos também que já veio o Filho de Deus, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro; e nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

Quando temos todos estes elementos de fé viva, firmados, podemos dizer: nós estamos naquele que é verdadeiro…

João escreveu para nos dar a conhecer o verdadeiro conhecimento, diferente do propalado pelos gnósticos.

para que saibais

Quem pode obtê-lo:

A vós que credes no nome do Filho de Deus

Algo mais excelente do que uma vida apenas neste mundo:

Tendes a vida eterna.

Para termos firmes uma só coisa:

E esta é a confiança. Rm.10.17. Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.

Não há outro em quem confiar:

Que temos nele

Podemos pedir segundo nossas necessidades:

Se pedirmos alguma coisa

Porém tem que ser segundo a soberania Dele:

Segundo a sua vontade

Esta anterior premissa nos faz ser atendidos:

Ele nos ouve.

Nos atende:

e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos

Nos da uma garantia e certeza, antes de pedirmos:

Sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.

III – A lição é importante, quando nos coloca diante de certezas, como estas que estamos estudando, e poderíamos estudar frase, palavra, textos inteiros pois, é uma orientação pedagógica do verdadeiro cristianismo bíblico, de tudo quanto João aprendeu vivenciando o Evangelho.

João 15. 7. Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito.

I João 2.24. Portanto, o que desde o princípio ouvistes, permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também vós permanecereis no Filho e no Pai.

Assim aprendemos, a amar, como algo sublime e programático na vida do crente, sem o qual não se podem obter, laços firmes e estacas forte no seio da Igreja de cristo.

A Doutrina joanina é consistente em nos dar segurança em nossa vida com Cristo.

Primeiro ao sabermos identificar:

19 Sabemos que somos de Deus…

Que somos filhos de Deus.

O que alcançamos por ser Filhos de Deus.

I João 3.10. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão.

O que não mais praticaremos ou praticamos conscientemente, por sermos filhos de Deus:

18 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando;

Podemos interceder por nossos irmãos, como Filho de Deus, que somos.

16 Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para a morte.

Quem não é filho de Deus. Ef. 2. 2. …nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência,

Não pode gozar as benesses de filho.

Proteção

Segurança- e o Maligno não lhe toca.

Esta no ambiente protegido, fora do mundo, no conceito já estudado do que é este “mundo”.

Contato direto

Doutrinados, somos sábios em Cristo, na verdadeira Sabedoria, que os gnósticos desprezaram:

Aprendemos a distinguir iniqüidade, pecado, cobiça, que nos impedem de ser tragados pelo adversário de nossas almas.

18-b antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca.19-b …e que o mundo inteiro jaz no Maligno.

É interessante a conotação e uso da palavra jaz, neste versículo.

Jaz é utilizado nas tumbas e lápides como indicativo de que ali esta um corpo morto ou seus restos.

Ef. 2. 1.5. Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),

Nasceu de Deus, nos da indicação de que há antes de tudo para o crente uma nova vida que o retirou da tumba fria que representa o mundo, e pela regeneração nos dá nova vida e o ente maligno não nos pode atingir, pois somos:

Filhos

Nascidos

Regenerados- Ef.2. 6. e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus,

IV – Ouvidos por Deus

Temos vida eterna, que a morte natural não pode atingir-nos na região celestial que estamos assentados com Cristo, e mesmo que ela – morte – fira fatalmente, o nosso corpo físico, pois ainda estamos no mundo, lhe foi retirada, pelo menos par nos que somos filhos de Deus, a capacidade peçonhenta e letal, de destruição eterna, ela passou a ser um veículo para a vida que, jamais poderá ter.

João nos fala da questão da vida eterna, a qual é parametrada, com a volta de nosso Salvador Jesus, como ele, João , nos ensina em I João 2. 27,28. E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda.

Ef. 2.1. Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,2 nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência,3 entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,

-Primeiro por seu próprio nome:

Morte

-Segundo:

Porque foi vencida na cruz, por Jesus. Ela e o seu mentor – O Maligno.

Até mesmo quando pecamos, podemos interceder uns pelos outros, desde que não seja pecado para a morte.

14 E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.

V – A blasfêmia contra o Espírito Santo:

O estudo deste domingo será um destacado pela discussão sobre os versículos 16 e 17:

16 Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.

17 Toda injustiça é pecado; e há pecado que não é para a morte.

-Primeiro:

A intercessão, neste caso só atende a necessidade de vida aos que são crentes e falharam, para o pecador não regenerado, só há um caminho – aceitar a Jesus Cristo, como suficiente e único Salvador.

A questão do pecado para morte tem sido , uma questão de debates intermináveis, porém, a Bíblia Sagrada nos dá com clareza e transparência um único caso de pecado para a morte.

Mc. 3.29. mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca mais terá perdão, mas será réu de pecado eterno.

Lc.12. 10. E a todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado.

A questão é assaz difícil, vamos encontrar outros textos sobre a exclusão da vida com Cristo, mas sem a clareza das palavras ditas, por Jesus Cristo, então fico com estas que, são claras e insofismáveis.

O Apóstolo Paulo disse:

I Tm.1. 13. …ainda que outrora eu era blasfemador, perseguidor, e injuriador; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância, na incredulidade;

Mas, não se referia a mesma questão que, Jesus aclarou, ele era um blasfemo em palavras duras, contra os homens, contra o próprio Caminho, o qual perseguia.

Muito embora o blasfemo seja condenado a destruição, pela sua constante vida de blasfêmias e dureza de língua, portanto, queremos deixar claro, que a blasfêmia leva o homem a condenação e morte, pois o blasfemador, não tem as qualidades do filho de Deus, portanto está sujeito as palavras de I João. 5.19.jaz no Maligno!

II Pe. 2.3-b. …a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita.

Pedro fala da destruição dos blasfemadores;

II Pd. 2.1,2. Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos, repentina destruição.E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade;

VI – Podemos igualmente apresentar outras situações:

Apostasia:

Hb. Meshubah – infidelidade;desertar;voltar a uma antiga posição voluntariamente.

Shub – é voltar, apostatar é voltar a volta; é geometricamente dar um giro completo de 360º, voltar a posição onde estava; porque voltar-se é dar um giro de 180º.

Parapipto – cair, apostatar, deixar. Abandonar a fé; negar as experiências, com o Deus Uno.

Kataleipo – deixar, esquecer, abandonar, desistir.

Planao – vaguear; desviar. Ver II Pe.2.20-22.

Os apóstatas estão nivelados aos blasfemos, pois, para chegarem a ser apostatas, é necessário que, tenham conhecido ao Senhor em toda Sua plenitude,: Pai, Filho, Espírito Santo.

Sendo assim, eles são obrigados, para apostatar, a descrer e desprezar as três divinas Pessoas [O Pai – pelo seu Amor; O Filho – pelo Seu Sacrifício  e humilhação voluntária; O Espírito Santo – pela Sua Graça e Unção e poder atuante do convencimento.], donde, ficará clara, a sua condenação para morte.

Cabe lembrar que, a Bíblia está falando da morte espiritual, mas como a morte física é inferior a esta, há casos de morte física que, pelo assunto em tela leva ao herético, apóstata, ou blasfemo a morte física, pelo engano, como fosse possível , enganar a Deus – na Plenitude esclarecida acima – [Ananias e Safira].

Hb.6. 4-6. Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério.

Leia os textos, examine-o e veja que a figura do Espírito Santo é presente, aliado a sua ação determinada pela anterior ação sacrificial de Jesus Cristo – O Filho de Deus – no conceito da apostasia sem volta.há uma relação fundamental e rudimentar na ação conjunta de deus que se realiza no homem, através da divina e doce figura do Espírito Santo, princilpalmente, no plano da terra. E isto, é comprovado desde a criação do Mundo. Gn.1.2      

Parece-me, ao meu entendimento, que não há mais como gerar de novo, o que foi uma vez regenerado [regenerar – gerar de novo – gerar = é ligado a dor; quando o Espírito Santo regenera, ele cria um novo ciclo de vida, no plano espiritual do ser humano, que não poderá, mais ser novamente recriado, pois nasceu da crença..], só há uma possibilidade e oportunidade para este ato do Espírito Santo, que uma vez rejeitado, o impede de agir ma vida daquele que cair nesta miserável situação.

Hb.10.26-29. Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários. Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça?

VII – Mas, que fique claro:

Enquanto houver clamor como o de Davi no Salmo 51[10-12. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável. Não me lances fora da tua presença, e não retire de mim o teu santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.], o Espírito Santo gemerá, no interior do homem, levando-o a reconhecer os seus erros, este é o sinal da sua contínua ação em nós. O próprio João assim nos orienta no versículo 16. “cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida”.

VIII – Por fim:

21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

João encerra sua carta com uma exortação concluindo o cenário da epístola com a necessidade de Adorar só a Deus e nos guardar da idolatria.

Ídolos

I Ts. 1.9. e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro…

Não há nenhuma outra coisa tão desprezível aos olhos de Deus, do que a adoração aos ídolos.

I Co.12. 2 Vós sabeis que, quando éreis gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados. João ouviu e transcreveu as palavras de Jesus:

Amar a Deus sobre todas as coisas, este é o fundamento basal da fé do crente, sem ele não há garantias de vida.

Agradecimentos:

Agradecemos aos nossos seguidores, leitores, editores, a CPAD, pela Lição que, nos fez conhecer a verdadeira face dos fundamentos da fé cristã, ao Pr. Eliezer de Lira e Silva.

Desculpamo-nos pelas dificuldades, em editar nossos textos e na manutenção da nossa página, foram quase intransponíveis, originadas em mudanças significativas em nossa vida ministerial e pessoal, e por, ainda, motivos técnicos, com Telefonia e Internet banda larga. Orem por nós para que, tudo se resolva o mais rápido possível.

Graças a Deus é apenas, na área técnica e, uma questão de acesso e tecnologia, gerados pelas empresas que lidam com estas áreas na nossa região.

Fonte:

Bíblia Dake – CPAD – Atos

Bíblia Plenitude

Bíblia digital – cortesia Tio Sam

Apontamentos do autor

Estudo sobre I Epístola do Apóstolo São João – Osvarela

Crédito foto – site pentecostalismo

Posted via email from Ensino Dominical

A segurança em Cristo – Adilson Guilhermel

A SEGURANÇA EM CRISTO – I João 5.13-21

licao3

Adilson Guilhermel

Lição 13 – 27/09/2009
Texto Bíblico: I Jo 5.13 Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creiais no nome do Filho de Deus.

A SEGURANÇA EM CRISTO É UMA REALIDADE ETERNIZADA
 
1. ELE CONQUISTOU ESSE DIREITO COM SUA VITÓRIA NA CRUZ 

Essa conquista nos deu a certeza  da vida eterna – I Jo 5.13  Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.
Essa conquista nos deu certeza da atenção divina – I Jo 5.14 E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
Essa conquista nos deu certeza das suas bênçãos  – I Jo 5.15 E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.

2. ELE ASSEGUROU ESSE DIREITO COM SUA VITÓRIA NA CRUZ
Nesta caminhada aprendemos a contar com o seu perdão – I Jo 5.16 Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.
Nesta caminhada aprendemos que há solução para o pecado – I Jo 5.17 Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para morte.
Nesta caminhada aprendemos fugir de toda aparência do mal -  I Jo 5.18  Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.

3. ELE PROPICIOU ESSE DIREITO COM SUA VITÓRIA NA CRUZ
Passamos a compreender o que éramos e o que somos -  I Jo 5.19 Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno.
Passamos a compreender que agora vivemos na verdade – I Jo 5.20 E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
Passamos a compreender que dependemos do poder divino – I Jo 5.21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.

Pr Adilson Guilhermel

A segurança em Cristo – José Roberto

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A SEGURANÇA EM CRISTO
por José Roberto A. Barbosa

Texto Áureo: I Jo. 5.13 – Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 5.13-21
Objetivo: Mostrar que através de sua maravilhosa graça, mediante Nosso Senhor Jesus Cristo, temos segurança de um viver pleno por intermédio da fé.

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje concluiremos o terceiro trimestre das Lições Bíblicas no qual estudamos a I Carta de João. Conforme já destacamos nas primeiras lições, o objetivo central dessa Epístola é da certeza ou segurança aos crentes da plena salvação em Deus (I J. 5.13). Essa é uma meta também apropriada em nossos dias, moldados por tantas incertezas e inseguranças. Neste estudo, atentaremos para algumas seguranças que os crentes podem ter em Cristo, dentre elas destacamos: a vida eterna, a respostas às orações, e a de que pertencemos a Deus.

1. SEGURANÇA DE VIDA ETERNA
A I Epístola de João foi escrita para que os crentes tenham a segurança da vida eterna (I Jô. 5.13). A vida eterna, na perspectiva joanina, está no Filho, pois quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida (v. 11,12). Não existe vida eterna distante dAquele que é a Vida (Jo. 6.40). Tem a vida aqueles que crêem que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus (Jo. 20.31). Com essas palavras, João ressalta a segurança da salvação. Podemos, nos dias atuais, dizer que temos a vida eterna porque Deus amou o mundo de uma maneira tal que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que crê nEle tenha a vida eterna (Jo. 3.16). E a vida eterna é já uma realidade para aqueles que creram, ainda que somente se manifestará plenamente no ato da glorificação (I Jo. 3.2), quando o que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, quando a morte, definitivamente, for tragada na vitória (I co. 15.53,34), quando a trombeta soar e os que morreram em Cristo ressuscitarem e os vivos arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares (I Ts. 4.13-17). Essa é a viva esperança da igreja de Cristo (Tt. 1.2), cujo fundamento é a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (I Pe. 5.3)

2. SEGURANÇA DAS ORAÇÕES RESPONDIDAS
Temos a segurança também de que Deus nos ouve, estamos certos que nossas petições são recebidas. Mas Ele não ouvirá porque determinamos sobre Ele o que queremos, muito pelo contrário, se fizermos a Sua vontade, Ele nos ouve (I Jo. 5.14). Mas não apenas se fizermos Sua vontade, mas se for DA Sua vontade, e se O fizermos em nome de Jesus (Jo. 14.13,14) e se nEle permanecermos (Jo. 15.7,16; 16.24). Ainda assim, o “tudo” que pedimos na oração precisa ser relativizado, pois nem “tudo” que pedimos receberemos, pois, conforme instrui Tiago, algumas vezes pedimos e não recebemos porque pedimos mal, para cumprir somente nossos deleites carnais. Deus, em Sua vontade soberanamente absoluta, não dá o que pedimos (Tg. 4.13). Portanto, peçamos, cientes sempre que dependemos da vontade de Deus, pois o próprio Jesus assim o ensinou (Mt. 6.10), e conformados quanto a vontade de Deus, pois essa é sempre boa, perfeita e agradável (Rm. 12.1,2). Na passagem de João, a vontade de Deus é que oremos pelos irmãos mais fracos, por aqueles que estão em situação de risco espiritual. Ao invés de falar mal deles, devemos agir com amor, intercedendo para que reencontrem o caminho da vida (I Jo. 5.17). A menos que seja um pecado para morte, ou seja, uma indisposição para o arrependimento, uma atitude deliberada de apostasia contra Deus (Hb. 6.4-6; 10.26,27), a falta de reconhecimento da atuação de Deus, o pecado contra o Espírito Santo (Mt. 12.28-32) já que é Esse quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8-10), devemos orar, e mais que isso, ajudar a fim de que o irmão mais fraco possa ter suas forças espirituais restabelecidas (Rm. 15.1; I Ts. 5.14).

3. SEGURANÇA DE QUE SOMOS DE DEUS
Temos a segurança de que somos de Deus porque nascemos de Deus (I Jo. 5.18), não mais temos parte com o mundo que jaz no Maligno (I Jo. 3.8-12; Jô. 8.44,47). E porque estamos em Deus, o Maligno não nos toca, ou seja, não mais estamos sob o seu domínio. Lembremos que o diabo é o governador deste mundo tenebroso e cegou o entendimento das pessoas para não compreenderem a verdade do evangelho (Jo. 12.31; 14.30; 16.11; II Co. 4.4; Ef. 2.2; 6.12). Ainda que o mundo – o sistema satânico – esteja debaixo da atuação do Maligno (I Jo. 5.19), os crentes, mesmo no mundo – na terra – estão ocultos em Deus, para isso Jesus intercedeu (Jo. 17.15). Isso não quer dizer que estamos imunes às tentações, muito pelo contrário, mas sabemos que podemos vencê-las pela fé em Cristo Jesus (I Jo. 5.4,5). Tal percepção deve nos levar a uma vida fundamentada em Cristo como centro da existência, a O conhecermos não apenas biblicamente, mas também esperiencialmente (I Jo. 5.20; Jo. 14.9), crescendo no conhecimento dEle, como fez o cego que fora por Ele curado (Jo.9.11,17,33,36,38). Esse conhecimento deve nos direcionar a uma vida de adoração, em Espírito e em Verdade (Jo. 4.23,24). Assim fazendo, estaremos guardados da idolatria, não apenas das imagens de madeira ou barro, mas das construções mentais equivocadas que venhamos a ter de Deus e que assim seja (I Jo. 5.21).

CONCLUSÃO
Chegamos ao final de mais um trimestre estudando, expositivamente, mais um livro da Sagrada Escritura. Ao longo das aulas tivemos a oportunidade de crescer espiritualmente no amor a Deus e ao próximo. Que Deus aplique, pelo Seu Espírito, as verdades estudadas ao longo dessas preciosas lições. Que aprendamos, contra tudo e todos, a ter certeza, segurança que estamos em Deus, que nos fez filhos seus, por isso, podemos orar, chamando-O de Pai. Nessa convicção, aguardamos, ansiosamente, a manifestação gloriosa de Sua presença, a realização plena da vida eterna que já desfrutamos, ainda que terá sua comletura quando viermos a ser quem realmente Ele determinou que fôssemos. A Ele, e somente a Ele, seja toda a glória pelos séculos dos séculos.

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

O testemunho interior do crente – Esli de Souza

licao3

O testemunho interior do crente 

Esli de Souza

Apresentação em Power Point

lição 12

http://ensinodominical.com.br/wp-content/uploads/2009/09/lição-12.ppt

O testemunho interior do crente – CPAD

licao3

Lição 12 – O Testemunho Interior do Crente

www.cpad.com.br

Leitura Bíblica em Classe

1 João 5.1-10

Introdução:

I. Nascidos de Deus

II. Os Filhos de Deus e o Amor

III. Os Filhos de Deus e a Obediência

IV. O Tríplice Testemunho

Palavras-chave: novo nascimento, filhos de Deus

Professor, converse com seus alunos explicando que João inicia o capítulo cinco fazendo uma recapitulação da sua mensagem. Quem crer que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus. Sabemos que estamos entre os renascidos quando amamos os filhos de Deus, amamos a Deus e obedecemos às Suas ordens. Somente um novo nascimento pode fornecer automaticamente esse tipo de vitória sobre o mundo (5.1-5). João fala de tríplice testemunho: Espírito, água e sangue, que autenticam o testemunho interior de Cristo como Filho de Deus (vv. 6-10). Este testemunho confirma o fato de que temos a vida eterna (vv. 11,12). Neste sentido, João escreve que agora sabemos que temos a vida eterna e podemos nos aproximar de Deus com a certeza de que Ele nos ouve (vv. 13-15).

I. Nascidos de Deus

“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos” (1 Jo 5.2).

João ensina que a verdadeira fé em Jesus expressa-se em nossas vidas. Desde o momento em que vivenciamos amor aos outros e a Deus. E decidimos por nós mesmos obedecer aos seus mandamentos, passamos a entender o que é verdadeiramente nascer de novo.

II. Os Filhos de Deus e o Amor

João, anteriormente, disse que é uma característica do filho de Deus amar, uma vez que Deus é amor (4.7,8). Agora ele demonstra de igual modo que é uma característica do filho de Deus ser amado por aqueles que também são membros da família de Deus.

Todos acreditam que o amor é importante, mas o amor é normalmente considerado como um sentimento. Na verdade, é uma escolha e uma ação, como 1 Coríntios 13.4-7 demonstra. Deus é a fonte de nosso amor: Ele nos amou o suficiente para sacrificar seu Filho por nós. Jesus é nosso exemplo do que significa amar; todas as coisas que Ele fez em sua vida e morte deve ser considerada supremas demonstrações de amor. O Espírito Santo nos dá o poder de amar (Rm 5.5). Ele vive em nosso coração e nos torna cada vez mais parecidos com Cristo. O amor de Deus sempre envolve uma escolha e uma ação e nosso amor deve ser como o dEle. Como você demonstra seu amor a Deus em suas escolhas e atitudes?

João diz, “Deus é amor” e não “o amor é Deus”. Nosso mundo, com sua visão superficial e egoísta do amor, distorceu estas palavras e contaminou a nossa compreensão em relação ao amor. O mundo pensa que o amor é o que faz uma pessoa se sentir bem e que não há problema em sacrificar os princípios morais e os direitos dos outros a fim de obter tal “amor”. Mas este não é o verdadeiro amor; é exatamente o oposto — o egoísmo. E Deus não é este tipo de “amor”. O verdadeiro amor é como Deus, que é Santo, Justo, e Perfeito. Se verdadeiramente conhecermos a Deus, amaremos como Ele ama.

III. Os Filhos de Deus e a Obediência

O amor separado da obediência aos mandamentos de Deus não é amor. Assim, João imediatamente passa do amor para a questão dos mandamentos de Deus, dizendo “porque esta é a caridade de Deus, que aguardemos os seus mandamentos”. Com frequência os cristãos tentam transformar o amor por Deus numa experiência meramente emocional, mas João não permite isso; o amor pelo próximo significa o amor que se expressa “por obra e em verdade” (3.18). De igual modo, o amor por Deus significa um amor que se expressa na obediência aos seus mandamentos.

IV. O Tríplice Testemunho

A melhor explicação para o tríplice testemunho (5.6,7) é a apresentada por Tertuliano, no século segundo. “O Espírito é o Espírito Santo. A água é o batismo de Jesus pelo qual ele afirma a sua identidade conosco enquanto seres humanos. O sangue foi o vertido na cruz, através do qual ele aperfeiçoou a nossa salvação.

Os três testemunhos acima são objetivos. O Espírito realizou milagres através de Jesus. O Pai confirmou sua identidade no batismo e o Filho morreu, de fato, sobre a cruz, acontecimento este testemunhado por dezenas de pessoas. Quando alguém testemunha externamente de Jesus, Deus o Pai nos dá um testemunho no coração. A fé atua como o próprio testemunho. Ao crermos, de alguma forma sabemos que a história de Jesus é verdadeira. E nossa certeza é confirmada pela forma como Deus passa a atuar em nossas vidas.

Conclusão

Quem crê no Filho de Deus tem a vida eterna. Ele é tudo o que você precisa. Você não necessita esperar pela vida eterna, porque ele começa no momento em que você crê. Você não precisa trabalhar por ela, porque já é sua. Você não precisa se preocupar, porque recebeu a vida eterna do próprio Deus — e está garantida. Apenas mantenha-se fiel ao Senhor.

Extraído de:

RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005. p. 896.

BOICE, James Montgomery. 1. ed. As Epístolas de João. Rio de Janeiro, CPAD, 2006. pp. 150,151.

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 1786,1788.

O testemunho interior do crente – Osiel Varela

licao3
LIÇÃO 12 – O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE
Autor: Osvarela
 
TEXTO ÁUREO:
I JOÃO 5.4.
PORQUE TODO O QUE É NASCIDO DE DEUS VENCE O MUNDO; E ESTA É A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO: A NOSSA FÉ.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
I JOÃO 5.1-10

DESTAQUE:
QUEM CRÊ NO FILHO DE DEUS, EM SI MESMO TEM O TESTEMUNHO; QUEM EM DEUS NÃO CRÊ MENTIROSO O FEZ, PORQUANTO NÃO CREU NO TESTEMUNHO QUE DEUS DE SEU FILHO DEU.
“Amar ao próximo como a si mesmo”.
I JOÃO 5.1.ss. Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é o nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou, ama também ao que dele é nascido.2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?
6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só pela água, mas pela água e pelo sangue.
7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.
Aprendendo a dominar o homem interior:
Esta lição nos dá a oportunidade de aprendermos algumas lições da vida do crente.
Conhecer a si mesmo.
Conhecer se há Amor de Deus em nós.
Se há no homem interior um testemunho verdadeiro.
Nenhum homem ou mulher, jamais poderá enganar a si mesmo, o seu testemunho interior falará a si mesmo se há Deus em sua vida ou não.
Como crente, nós precisamos aprender a deixar o novo homem interior dominar o exterior.
Por que?
Qual o motivo?
Porque, o homem exterior não é um homem novo.
O corpo ainda não nasceu de novo.
O corpo conti­nuará querendo fazer o que sempre fazia: errar.
Até mesmo o grande Apóstolo Paulo conviveu com esta dicotomia intrínseca aos seres humanos, no caso na posição de crente em Deus, ele vivenciou o quanto o homem interior desejava a Deus e o exterior o levava em direção a morte, conseqüência do pecado.
O corpo de Paulo queria!
O grande apóstolo não teria necessidade de subjugar o seu corpo se este não estivesse querendo pecar.
Não fique surpreendido, portanto, quando seu corpo desejar fazer coisas erradas, João é enfático, como aprendemos nas lições passadas, “aquele que diz que não tem pecado, faz Deus mentiroso”, mas ele tem a solução “O sangue de Jesus…nos purifica de todo pecado”. 4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
I Co.6.12.Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
“Reduzo-me à sujeição. Não me deixarei dominar. Eu reduzo meu corpo à sujeição ao homem interior”.
O Apóstolo São JOÃO nos ensina:
Primeiro:

Como reconhecer a nossa paternidade, como filhos, não mais do mundo, mas como filhos regenerados, filhos de Deus.
Segundo:
A idéia do pensamento do Apóstolo é a necessidade de obtermos este auto-reconhecimento, através de alguns parâmetros, condicionantes:
1-Principal: Quem crê no Filho de Deus. In hoc apparuit caritas Dei in nobis quoniam Filium suum unigenitum misit Deus in mundum ut vivamus per eum.
Isto é: Nisto se revelou o amor de Deus em nós: porque Deus enviou seu Filho, o unigênito [monogenh], ao mundo para vivermos por meio dele.
2-Se amamos a Deus. Mateus cap.22.37-38:Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.
3-ama também ao que dele é nascido. Qui non diligit non novit Deum quoniam Deus caritas est. Isto é: Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
4-Guardamos os seus mandamentos
João 15. 8-10. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.
5-Que crê que Jesus é o Filho de Deus – este trecho do versículo está antes do trecho do versículo anterior, pois é a forma que João utiliza para ensinar, através da negativa temos a afirmativa formada, como o certo a ser realizado.
6- Quem é o que Vence o mundo. João 17.3,33. …não estou só, porque o Pai está comigo. Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
7-O Espírito é o que dá testemunho
8-Se recebemos o testemunho dos homens
9-Três são os que dão testemunho
10-Três concordam. – o Espírito, e a água, e o sangue.
Como obter o Testemunho interno e senti-lo em nós:
A obtenção do testemunho nos leva, a fases distintas na nossa vida espiritual com Deus e conosco mesmo.
Há muitos homens e mulheres que, vivem em desgraça com sigo mesmo, sem razão para viver por falta de um testemunho interno que os encoraje em momentos silentes da vida, em casos fortuitos e até mesmo na vida abundante de bens materiais, não encontram eco no profundo do seu ser, são homens sem capacidade de produzir e ecoar a voz interior testemunhando que, está bem consigo, com Deus e com o próximo, pois nesta três dimensões do mandato social humano é que se realiza o testemunho interior do homem, como disse o Senhor Jesus Cristo em:
Mateus cap.22.37-39:Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: “Amar ao próximo como a si mesmo”.
Houve um homem numa parábola de Jesus que experimentou o reverso, ou seja, ao invés de sua alma lhe dar testemunho, era ele quem queria acalmá-la, como que, informando-a, de que estava realizando a coisa certa, porém, o que ele ouviu, foi uma palavra de condenação, que bem podemos dizer, era uma voz de resposta, de quem ele desprezara no seu viver e agora falava á sua voz interior, sua alma:
Lucas 12. 19,20. …e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?
Ele era um derrotado, sem amor, só tivera prazer nos bens.
I João 4.8. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Qui non diligit non novit Deum quoniam Deus caritas est.
O filho conhece o pai e é isso mesmo o que deve acontecer com o crente, verdadeiro filho de Deus: se realmente somos filhos [o Espírito nos impele a exclamar Abbá (Rm 8, 15)] devemos conhecer Deus pelo seu amor que em nós Ele derramou.
Nisto se revelou o amor de Deus em nós: porque Deus enviou seu Filho, o unigênito [monogenh], ao mundo para vivermos por meio dele.
Isto é: In hoc apparuit caritas Dei in nobis quoniam Filium suum unigenitum misit Deus in mundum ut vivamus per eum.
Nisto consiste o amor: não porque nós temos amado Deus, mas porque Ele nos amou e enviou seu Filho [como] propiciação [ilasmon] pelos nossos pecados.
Isto é: In hoc est caritas non quasi nos dilexerimus Deum sed quoniam ipse dilexit nos et misit Filium suum propitiationem pro peccatis nostris.
AMOR: A palavra grega é agapë [caritas - caridade]; ocorre 14 vezes nesta epístola.
Interior do homem:
Falar do interior do homem, não é falar das entranhas dos órgãos que, nos fazem respirar, falar, movimentar, não é os milhões de litros de sangue que, correm nas nossas veias, não são as mais minúsculas células que subdividem as partículas do nosso corpo humano.
Na cultura hebraica o centro da vida eram os rins e o coração – leb, mas na cultura hebraica os rins representavam este centro moral, espiritual do homem, onde ele sentia o peso do juízo e dos seus erros ou acertos.
Job.16.12,13. Descansado estava eu, e ele me quebrantou; e pegou-me pelo pescoço, e me despedaçou; colocou-me por seu alvo; cercam-me os seus flecheiros. Atravessa-me os rins, e não me poupa; derrama o meu fel pela terra.
O que Job está dizendo:
O meu amargor interno é como se eu fosse ferido moralmente pelos meus inimigos e eu não encontro resposta, para tal, ação contra mim!
Sl.7. 9. …pois tu, ó justo Deus, provas o coração e os rins.
Sl.16.7. Bendigo ao Senhor que me aconselha; até os meus rins me ensinam de noite;;
Lm.3 13. Fez entrar nos meus rins as flechas da sua aljava.
Este ponto pode ser atingido pela ação divina, com poder de transformação, mas está intimamente ligado ao livre-arbítrio, ao querer ter a presença tanto do mal, quanto das coisas divinas celestiais.
Hb.4.12. …divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
São as divisões que, a Bíblia apresenta como divisão das juntas, medulas onde se podem discernir os propósitos do coração, aqui, coração é o centro vital de todo pensamento humano, que delega, autoriza, ou escraviza todo o corpo a sua vontade.
É disto que a Lição de número 12 deste trimestre nos quer falar.
Vencer esta tendência pecaminosa é vencer o legado de nossos pais, Adam e Eva, é algo que só podemos fazer com a ação:
Da Palavra de Deus
Da Fé em Seu Filho
Do querer aproximar-se de Deus.
Lembro-me de Santo Agostinho:

S. Agostinho, dizia que somos convidados a escolher o que devemos amar!
Desta escolha se fará a ação interior no homem, não a ação antropológica, mas a ação pneumática.
Primeiro, que esta ação interior, necessita de uma ação externa.
Esta ação externa é proporcionada apenas por um ser divino, que incondicionalmente e através da ágapê nos deu seu bem mais valioso o seu exemplo para nós unigênito [“monogenh”].
Quando há está atuação, podemos vivenciar em nós a regeneração, pois há um processo de unificação de nosso ser com a divindade – Deus, através do seu Unigênito.
Este agir é vital para entendimento da questão posta:
Testemunho Interior!
Não somos nós os que por méritos e esforços próprios nos salvamos, mas a salvação [união com a divindade] tem como origem Deus que, em seu amor por meio do Filho, perdoa o pecado do homem e o recebe no seu seio.
Quer dizer, podemos ter este verdadeiro testemunho interior positivo, no sentido da qualificadora ação do Espírito Santo em nós pela Obra da Regeneração, que nos liga ao Filho e ao Pai em Amor.
Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de (o) Deus e todo aquele que ama há nascido de (o) Deus e conhece (o) Deus. Carissimi diligamus invicem quoniam caritas ex Deo est et omnis qui diligit ex Deo natus est et cognoscit Deum.
O testemunho interior e a nossa Vitória sobre o mundo:
Mais uma vez, aqui o mundo é tudo de mal e concupiscente que aprendemos neste trimestre.
É a ação maligna e oportunista do pecado contra nós em momentos, nos quais somos vitimados por ele. Rm.7.11. Porque o pecado, tomando ocasião…me enganou, e …me matou.
Paulo também vivenciou esta voz interior que dava testemunho a sua alma que já havia uma solução de vitória sobre o pecado:
Rm.7.22-25. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor!
E ele completa em I Co.15.54-57. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá…: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado…Mas graça a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas, João aponta as vertentes para a vitória sobre este mal:
1-Fé –

Mas não a fé natural, mas sim a fé advinda de uma ação do livre-arbítrio sob a graça de Deus em sua escolha e aceita por nós.
ESTA fé tem dimensão sobrenatural e mística do poder de Deus, de tal forma, que nos garante uma Vitória singular aquele que a obtém em Deus.
I JOÃO 5.4. …E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
A origem desta Fé:
2- Nascido de Deus.
Quem é nascido de Deus, passa por processo especial, o qual o mundo não pode deter.
Passa pela ação regeneradora do Espírito Santo.
Pela ação tríplice proporcionada e demonstrada pelo Sacrifício vicário de Cristo, na Cruz do Calvário [Gólgota]:
I João 5. 6.7
. Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito…
A ação do Espírito e a nossa ação:
Para que haja testemunho interno temos que contar com a ação do Espírito, pois Ele é o único que pode nos atestar com Seu Testemunho, que há Testemunho interior, pelo nosso relacionamento com Ele.
Ap. 22.17. E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.
Assim nós bebemos desta água para nunca mais ter sede:
João 4.14. … mas, aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna.
A vitória da Cruz é a fonte de nossa vitória:
João 19.25,26.
Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena. Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava…
João pode obter esta revelação, sobre a ação e testemunho tríplice ao compreender plenamente, o que ele viu, aos pés da Cruz do Gólgota, como testemunha ocular do “espetáculo” da morte de Jesus, no momento posterior da entrega de Jesus a Morte.
João 19.34,35. …um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. E é quem viu isso que dá testemunho…
É por isto, que ele pode revelar a ação tríplice testemunhal na ação que nos dá como verdadeiro o Testemunho Interno daquele que vence o mundo pela Fé, e obtém testemunho divinal de sua crença em Deus nosso Senhor, pela Fé em tudo que passou Jesus Cristo, o filho do homem em sua jornada desde o seu nascimento virginal e encarnado homem até o patíbulo de sua morte: A Cruz do Gólgota, que nos concede plena certeza deste testemunho, pois testifica conosco.
Proclamando a Vitória com o Testemunho Interno:
I João 5.9. Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou.
Para todo Crente:

Pregando esta semana em nossa Igreja eu manifestei a minha posição sobre o desgate da palavra CRENTE, muito embora a Bíblia nos aponte como sendo a posição daquele que crê em Deus e anda em seus santos caminhos, há hoje muita resistência, quanto ao uso da palavra como indicativo de expressar o que somos em relação a fé e crença em Deus.
Mas, é importante que resgatemos esta palavra, como uma forma de evidencia do testemunho Interno do Crente que projeta sobre a vida do descrente a nossa relação com Deus.
Por isto, é que somos orientados pelo Apóstolo, a obtermos as condições necessárias a fim de podermos, ouvir em nós mesmos, o nosso Testemunho Interior como crentes em Deus. Fundamentalmente, será esta a fonte do crente: a Vitória em Cristo e Crer que Ele é Filho de Deus, pois assim creditamos á Deus, a Graça, de no-lo ter enviado.
Pelo padrão do ensino joanina, sobre a koinonia, seja ela entre homens, porém mais valiosa na nossa comunhão com Deus e Seu Filho, pela ação do Espírito Santo em nossas vidas, seremos um testemunho aceito pelos homens, os levando à crer em Deus.
Fonte:
Bíblia digital cortesia Tio Sam
Lição CPAD
Apontamentos do autor
Jornal Sal da Terra (julho/08) vi em Missões Chama Viva.
Textos em latim – Comentários exegéticos à Segunda Leitura e Evangelho

Site: Jesus Cristo

O testemunho interior do crente – José Roberto

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O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE
José Roberto A. Barbosa
 
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Texto Áureo: I Jo. 5.4 – Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 5.1-10
Objetivo: Mostrar que somente poderemos vencer o mundo se tivermos passado pela experiência do novo nascimento pelo Espírito.

INTRODUÇÃO
Nos escritos de João, o novo nascimento, ou mais precisamente, o nascimento de cima, ou de Deus, é uma temática recorrente. Na aula de hoje, além de meditarmos a respeito desse nascimento, trataremos também a respeito do testemunho que o Espírito dá sobre essa condição de filiação. Ao final, veremos que o Espírito, a água e o sangue ratificam que, de fato, somos filhos de Deus o qual nos garante vida eterna em Cristo Jesus.

1. NASCIDOS DE DEUS
Para João, crer é a causa do nascimento de Deus – ek tou theou gegennetai – ainda que Deus seja a fonte dessa geração (Tg. 1.18). É Ele quem concede a filiação a todos quantos recebem a Cristo (Jo. 1.12,13). O meio pelo qual esse nascimento se dá é pelo Espírito e pela Palavra (I Pe. 1.23). A fé é a ação por meio da qual nos tornamos filhos de Deus, isto é, nascidos de cima – anothen em grego – (I Jo. 5.1; Jo. 3.1-3). O humano, por si só, não pode gerar a vida espiritual, apenas a biológica, pois o que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é espírito. Nicodemos, um mestre entre os judeus, não foi capaz de discernir essa verdade espiritual (Jo. 3.6,7). A importância dessa experiência está no fato de que por meio desse nascimento espiritual podemos desfrutar de um relacionamento amoroso com o Pai. A obediência a Deus é resultado desse relacionamento amoroso (I Jo. 5.2,3). Também como resultado desse amor a Deus, como já estudamos em lições anteriores, estaremos dispostos ao sacrifício pelos irmãos (I Jo. 3.16-18). A obediência em amor é uma prática comum naquele que nasceu de Deus, como destacou o Senhor (Jo. 14.15,21).

2. O TESTEMUNHO INTERIOR E EXTERIOR
O testemunho interior diz respeito à convicção do crente quanto a essa filiação divina (Rm. 8.14-19; I Jô. 5.9,10). Os reformadores se referiam a esse testemunho interior com a expressão latina – testimonium internum Spirtus Santi. Esse testemunho interno do Espírito Santo atua em consonância com o testemunho exterior, pois Deus, pela Palavra, nos identifica como filhos em Cristo (Jo. 5.31; 8.14). Assim, na medida em que lemos a Bíblia, temos contato com o testemunho exterior, com a mensagem do evangelho de Cristo, a qual, firmada em nossos corações, pela fé, gera o nascimento que vem de Deus. O Espírito e a Palavra, internamente e externamente, testemunham a respeito da filiação, por meio do qual clamamos Aba, Pai (Rm. 8.15; Gl. 4.6). Essa não é uma revelação facilmente explicável, trata-se de um mistério que precisa ser experimentado pela fé. Somente aqueles que ouvem a Palavra de Deus são de Deus, porque o Espírito testifica neles que são, de fato, nascidos de Deus (Mt. 13.20-22; Jo. 8.47). O testemunho de Deus nos dá a certeza de vida eterna, pois quem tem o Filho tem a vida, por sua vez, quem não tem o filho não tem a vida (I Jo. 5.11,12).

3. O TRÍPLICE TESTEMUNHO
João destaca que são três que dão testemunho na terra: o Espírito, a água e o sangue (I Jo. 5.7). A esse respeito é necessário lembrar que de acordo com a lei era preciso duas ou três testemunhas para que um testemunho fosse legitimado (Dt. 19.15; Nm. 35.30; Dt. 17.6,7). O testemunho do Espírito se deu no ato do Batismo, em sua manifestação visível como uma pomba (Mt. 3.16). A água diz respeito àquela que saiu do lado de Jesus após a morte, e o sangue, ao que fora derramado quando Cristo entregou a si mesmo como sacrifício vicário (Jo. 19.34). A ressurreição de Cristo é testemunha do recebimento do sacrifício (Hb. 13.12; I Pe. 3.21) e da condição de Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jô. 1.9). Testemunho maior, no entanto, é o do Pai, pois, do céu, bradou: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt. 3.17). Uma vez que os apóstolos não mais estão entre nós atualmente, os crentes têm acesso a esses testemunhos pela Escrituras, a Palavra de Deus, que atua em nós pelo Espírito Santo (Jo. 5.37-47).

CONCLUSÃO
Todo aquele que é nascido de Deus tem o testemunho de Deus, pela Palavra (externo), e do Espírito (interno), no crente, que, de fato, é filho de Deus. Ser filho de Deus é um grande privilégio e também uma responsabilidade. Desfrutamos, ao mesmo tempo, das credenciais de um filho e do encargo de um filho do Pai, devemos, portanto, ter características espirituais dEle, a principal, o amor. Podemos ter essa confiança porque Cristo, o Eterno Filho de Deus, se fez carne, cujos testemunhos podem ser encontrados na Escritura, quando, no ato de Seu batismo e morte, testemunharam aqueles que viram a pomba, a água e o sangue sendo derramados. Maior testemunho, porém, é o do próprio Deus, que O reconhece como Filho Amado.

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

Comportamento do crente – Isaías de Jesus

licao3

Comportamento do Crente

por Isaías de Jesus

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Uma vez que o crente recebe a justificação por meio de Jesus Cristo, deve andar “de modo digno da vocação a que fostes chamados”. Isso será demonstrado através de sua conduta, o seu viver diário.A Palavra de Deus nos fornece inúmeros modelos para aplicarmos em nossa vida. Devemos ser cidadãos dignos. A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo. Somente por meio da Palavra de Deus é que iremos saber se o comportamento do crente é correto ou não. Baseados nisso, iremos verificar alguns princípios que, se forem seguidos, com toda certeza farão uma grande diferença na vida daquele que praticar, bem como na vida das pessoas que estão a sua volta. Há uma grande necessidade de mantermos uma conduta exemplar.

Para tanto, é mister grande empenho para atingir tal objetivo. Somos exortados, pela Palavra de Deus, como deve ser a nossa conduta “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

I. O SERVIÇO CRISTÃO

Paulo instrui princípios sadios de como deve ser o comportamento do cristão em várias áreas. O crente deve manter um padrão exemplar de conduta, para que em tudo, Cristo venha a ser glorificado. Primeiramente, somos instruídos de que o “Eu” (aquilo que realmente eu sou) deve ser sacrificado. Sacrifício é algo que por natureza, nós não estamos acostumados a fazer. Custa muito sacrificar. Mas é necessário.

1. Em Relação a Deus
A conduta cristã está baseada em ter-se uma atitude certa para com Nosso Deus. A atitude com que fazemos, realizamos, recebemos as coisas demonstra como está o nosso nível para com Deus. O crente fora justificado, no entanto, deve procurar viver uma vida de santidade. A primeira cláusula de importância nessa etapa da conduta cristã é “Apresentar-se a Si mesmo a Deus”.

Isso significa que por meio de nossas próprias forças não somos capazes de realizar algo ou alguma coisa (Rm 12.1,2; comparação 1Co 6.19,20). “Como por um ato de rendição nossa, alcançamos o poder da cruz, para uma vida separada, assim agora, por um ato semelhante, entramos numa vida de serviço. Isto feito segue-se a atitude de prontidão para qualquer serviço que Ele requeira de nós. Assim o ato torna uma atitude constante, de toda a vida, sempre se rendendo, desejando e esperando fazer a vontade dELe”.[1]

As implicações de se apresentar a Deus são várias, notemos:

1) é voluntária: Deus deseja que apresentemos nossos corpos, isso cabe a cada um de nós. Não é uma obrigação, mas isso implica necessariamente em viver de acordo com a Vontade de Deus. Se não se apresenta o corpo voluntariamente o resultado é derrota e falta de fruto.

2) é pessoal: cada um deve apresentar o seu próprio corpo, não o de seu amigo, não de sua amiga, namorada, esposa, pai ou mãe, mas, sim, o seu próprio corpo.

3) é sacrificial: sem sacrifício não há recompensas, sem um sacrifício vivo não existe conquistas e vitórias espirituais.

4) é racional: não é uma entrega insensata, mas uma entrega da razão, a pessoa sabe exatamente o que está fazendo. É um culto prestado pela mente e pelo coração. Com toda certeza o maior exemplo desta entrega total do corpo, sem reservas, fora a do Senhor Jesus Cristo, que quando estava nesta terra, fez exatamente aquilo que o Pai Se agradava, pois não procurou fazer a Sua vontade e, sim, a do Pai.

2. Em Relação a Nós Mesmos

O crente não deve procurar estimar-se mais do que lhe é próprio. “Não pense de si mesmo, além do que convém” (Rm 12.3). É uma ordem! Caso uma pessoa pense de si mesma, além do lhe convém, com toda certeza, começará a causar problemas e atritos entre os irmãos e entre o corpo de Cristo, a Igreja. Pessoas assim se tornam orgulhosas, cheias de ambição e justiça própria, logo entrarão em desacordo com a liderança. Ao contrário, o crente que se submete ao poderio do Espírito Santo, sabe de suas forças e das suas limitações. Este procura sempre buscar o auxílio de Deus para exercer o seu dom e nunca o usará fora daquilo que lhe cabível ou concernente. “Nunca ficamos mais úteis por servirmos em trabalhos para os quais não somos idôneos”.[2]

3. Em Relação à Igreja

A Igreja é um organismo e não uma organização. Aqui verificamos que os crentes prestam seus serviços na Igreja de Deus por meio de seus dons espirituais. Uma analogia feito com o corpo humano, que tendo muitos membros, cada um diferente do outro, no entanto é um, cada membro opera em conjunto para o perfeito funcionamento do todo (1Co 12). Assim, deste modo, deve ser o Corpo de Cristo, muitos membros, muitas pessoas com diferentes qualidades, dons, personalidades, mas todas devem agir para um só benefício, para um só bem comum, que é o aperfeiçoamento dos santos e a glorificação de Nosso Deus.

Nenhum membro desse corpo deve procurar o que lhe é do agrado, mas, sim, aquilo que beneficia aos outros. “A marca das obras das mãos de Deus é a diversidade, não a uniformidade. Assim é com a natureza; é assim também com a graça, e em nenhum lugar mais do que na comunidade cristã. Nesta há muitos homens e mulheres das mais diversas espécies de origem, ambiente, temperamento e capacidade. E não só isso, mas, desde que se tornaram cristãos, são também dotados por Deus de uma grande variedade de dons espirituais.

Entretanto, graças a essa diversidade e por meio dela, todos podem cooperar para o bem do todo”.[3] Cada crente em Cristo Jesus possui um ou vários dons espirituais. Estes dons foram concedidos com o propósito de edificarmos a cada um, para fazermos com que o corpo funcione. Assim, desta forma, com a união de cada um em torno de Cristo, corpo funciona. Paulo nos apresenta neste trecho (Rm 12.4-8) sete destes dons, indicando assim uma perfeição.

É claro que o número de dons concedidos pelo Espírito não é somente sete, mas estes são os que o apóstolo considerou na Epístola:

1) dom de profecia, a ministração das verdades espirituais.
2) dom do ministério se refere ao serviço prestado ao Mestre.
3) dom de ensino, explicação da Palavra para o povo.
4) dom de exortação, encorajamento para se fazer o que é certo, chamar a atenção para faltas.
5) dom de contribuição deveria exercer com liberalidade, sem interesses próprios. 6) dom de presidir, aquele que governa, chefia ou guia o povo de Deus.
7) dom de misericórdia, cuidar dos necessitados, com o intuito de confortar.

II. EXORTAÇÕES PRÁTICAS

Paulo apresenta uma série de exortações para os crentes. Esse modo de viver deve marcar a conduta do crente. Este é exortado a praticar o amor para com todos sem discriminação, somente assim, será capaz de ter uma conduta adequada perante as pessoas (Rm 12.9). Temos então uma oportunidade de servir na sociedade que vemos a nossa frente.

1. Conduta em Relação à Sociedade

O crente tem um dever de viver uma vida digna perante os demais. “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo” (Fp 1.27). O Amor deve ser o elemento que governa as nossas atitudes (Rm 12.9) para com o nosso próximo. “Se não tiver amor, nada serei” (1Co 13.2).

Esse amor em nossos corações deve fazer com amemos uns aos outros com amor fraternal (Rm 12.10), não buscando honras para si mesmo, mas sim honrando aos demais (Fp 2.3-5). “A razão por que é o amor de tão alta importância reside no fato de que o amor é o cumprimento de toda lei e a lei é o próprio fundamento do Estado.

Nenhum crente está isento da lealdade; … quem ama ao próximo não fará coisa alguma em detrimento do próximo, ao contrário, para com ele cumprirá tudo que a lei exige”.[4] Sendo zelosos (Rm 12.11), ou diligentes, em seus serviços, quer sejam espirituais, quer sejam materiais. O crente será fervoroso se praticar isso em sua vida (At 18.25). Uma vida frutífera leva a uma vida de esperança, a esperança da Vinda de Cristo (Rm 12.12).

Trará um cultivo a paciência, seja em tribulações, seja em qualquer outra área da vida, pois uma vida direta com o Senhor em comunhão com Cristo na oração fará crentes mais maduros. O cristão não vacila, ao invés de dar lugar à aflição, ele descarrega suas preocupações em Deus por meio da oração (Fp 4.6). Compartilhar as necessidades (Rm 12.13) é muito mais do que simplesmente dar algo para nosso irmão, mas é, também, sentirmos o que ele sente, é sentirmos as suas necessidades (At 4.32).

Devemos também demonstrar hospitalidade para com todos, indiscriminadamente de quem quer que seja. Uma exortação difícil de ser feita é a de abençoar os perseguidores (Rm 12.14). Não é qualquer que pode fazer isso, e não somente abençoar, mas também não amaldiçoar (Mt 5.44,45; Lc 6.28). Alegria deve andar com o crente (Rm 12.15). Ele se alegra com seus irmãos em Cristo, mas também chora com eles, participa com eles de seus sofrimentos.

Deve-se ter o mesmo sentimento (Rm 12.16; comp. Fp 2.2-8), ou seja, ninguém é superior a ninguém, deve-se procurar viver em harmonia com todos, não ser orgulhoso, mas sim humilde, um contraste notável. Sabedoria deve ser aplicada a cada situação e não se engrandecer ou achar que pode alguma coisa por si mesmo, não ser sábio aos próprios olhos.

Não praticar mal por mal (Rm 12.17; comp. Mt 5.44; 1Pe 3.9), é seguir o exemplo de Cristo que não revidava com ultraje e nem injuriava a ninguém (1Pe 2.21-23). O crente deve ter uma vida exemplar, quer em costumes, vestimentas, negócios, palavras, por está sendo observado por outros.

As pessoas do mundo podem não ler a Bíblia, mas certamente lerão a vida do crente, que deve ser uma carta viva a testemunhar de seu Criador. Em relação ao convívio do crente com aqueles que lhe são inimigos (Rm 12.18-20), o crente deve procurar viver em paz, se possível com todos. Caso não seja possível, não deve se vingar de ultrajes sofridos, mas sim, depender de Deus (Dt 32.35; Pv 25.21-22; Hb 10.30). Pelo amor, o crente vence o mal com o bem, ele não se deixa influenciar pelas artimanhas. O filho de Deus deve mostrar sempre o seu amor e a sua graça para com todos.

2. Conduta em Relação às Autoridades

Para com as autoridades civis, o dever do cristão é obedecer. O crente não está isenta para com as suas responsabilidades perante o seu País. Somos exortados pelas Escrituras a nos submetermos as autoridades legalmente constituídas, pois a pessoa que resiste a tais autoridades está resistindo a Deus (Rm 13.1-2). “Os crentes cheios do Espírito, descritos em Romanos 13, vivem pela lei do amor e da fé. Portanto, o que vão dizer e fazer muitas vezes será superior à sociedade que os rodeia. Mas muitas vezes serão incompreendidos pela sociedade. Quando a humanidade é corrupta e os governos são injustos e egoísticos, a cristandade pode ser perseguida. É aqui que se concretiza a cruz diária do crente. A única solução para este problema é a eterna dívida de amor do homem para com Deus e o próximo”.[5] O cristão tem por consciência ser submisso a autoridade constituída (Rm 13.5).

O governo humano é fundamental para a convivência do homem na sociedade e é perfeitamente aprovado por Deus. O cristão tem como obrigação garantir o cumprindo das leis. O cristão deve se submeter às autoridades, não somente por encargo de consciência, mas também devido ao castigo que é imposto àqueles que são infratores das leis estabelecidas pelo governo. É óbvio que não se torna um bom testemunho para o cristão que é achado em falta ou em estado de insubmissão para com o governo, pois primeiramente não está sendo insubmisso para com o governo, e sim, para com Deus, que foi Quem o constituiu (Rm 12.1; 13.1,2; Dn 4.25-35; 5.21; Tt 3.1).

Nem toda autoridade é cristã. Há e certamente haverá muitos que são ímpios, tiramos, estes responderão pessoalmente a Deus (Ap 20.12). Agora, está também claro na Palavra de Deus que se a autoridade civil, legalmente constituída, for contra o que a Bíblia ensina, o cristão deve antes, obedecer a Deus do que aos homens (At 5.29).

“Podemos ver, então, que a submissão do crente às autoridades manifesta-se de quatro maneiras:

a) a obediência às leis do país (ou do município). b) o civismo: ‘fazendo bem’ como cidadãos, respeitando os direitos dos outros, não sendo desordeiros nem estragando os jardins, os parques e as outras propriedades públicas (Rm 13.3).

c) o pagamento de impostos e taxas legais; a pessoa que rouba o governo está roubando o ‘ministro de Deus’ (Rm 13.4-7).

d) a honra (ou respeito) para com os oficiais do governo, conforme a sua posição (Rm 13.7)”. [6] Para que uma pessoa tenha uma vida bem sucedida nos dias de hoje, é fator importante verificar qual é a sua capacidade em verificar a mão de Deus nas atitudes, nas ações, bem como nas reações daqueles que estão investidos de autoridade sobre a nossa vida.

Verdades absolutas a reconhecer em autoridade:

1) a autoridade dos pais exerce o mais forte impacto na vida de uma pessoa, quer seja positiva, quer seja negativa. A atitude do filho para com a autoridade dos pais no presente, ou quando este os deixa, influenciará fortemente o seu futuro (Pv 6.20-23).

2) é nosso dever reconhecer na autoridade a mão de Deus, quando esta está de acordo com os padrões do Mestre. Rebelar-se contra as autoridades que Deus colocou na vida trará frustrações intensas. A pessoa, portanto, tem que saber receber ordens, para então, depois poder vir a guiar e dar orientação também (Pv 30.17).

3) muitos pensam que a liberdade está em escapar da autoridade quando antes melhor. Porém, aprendemos de Deus que o segredo está em se estabelecer um relacionamento correto e procurar reagir positivamente para com a autoridade que Ele colocou sobre a nossa vida. Um princípio claro, portanto é: Resistir a autoridade é resistir a Deus. “O grande erro consiste em que o indivíduo não aceitar a verdade de que o próprio Deus está por trás da autoridade”.[7]

4) a autoridade dos pais advém de Deus. Ele é responsável pelos pais que lhe concedeu, e Deus é maior que seus pais (Pv 21.1). A autoridade dos pais é para obediência dos filhos, para que este venha a ter maturidade por meio dela (Cl 3.20). Quando os pais verificam que seu filho se submete à sua autoridade, sendo-lhes obediente, eles passam a verificar que já podem ter confiança em seu filho para deixar que este venha a tomar as suas próprias decisões. Por causa da maturidade que muitos jovens aceitam a autoridade de seus pais, como colocada por Deus, estes conquistam sua liberdade muito antes de casarem.

5) em todos os nossos relacionamentos existe a figura da autoridade, esta é claramente enfatizada pelas Escrituras Sagradas: Deus exerce autoridade sobre o homem (1Co 11.3); o homem sobre a mulher (1Co 11.3; 1Pe 3.1-5); os pais exercem sua autoridade sobre os filhos (Ex 20.12; Ef 6.1-3); Deus exerce autoridade sobre os senhores empregadores (Ef 6.9); os servos devem obedecer a autoridade de seus patrões (Ef 6.5); os cidadãos devem obedecer a autoridade do Governo (Rm 13.1-7; Mt 22.21; 1Pe 2.13-18).

3. Conduta em Relação aos Cidadãos

Como cidadãos, os cristãos também têm deveres em sua conduta para com todos aqueles com quem tem contato em sua vida diária. Ele deve, portanto, cumprir bem o seu papel de cidadão. A única dívida que o cristão pode ter é o amor para com todos (Rm 13.8). Muitas vezes, o emprestar dinheiro traz profundas mágoas, pode estragar amizades, arruinar a vida de uma pessoa. Deve-se tomar cuidado com essa prática. O amor do cristão para com seus semelhantes deve ser o mesmo, sem favoritismo ou exclusividade. “Se é verdade que esse amor cristão deve caracterizar nossa atitude para com os demais crentes, não menos o é o fato de que temos de mostrar essa mesma disposição para com todos os homens”.[8] A Parábola do Bom Samaritano é uma ilustração belíssima do exemplo de amor para com o nosso próximo (Lc 10.30-37).

A lei está resumida no amor para com Deus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” e no amor para com o próximo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.37; Lc 10.27; Rm 13.9; Lv 19.18). Obviamente que quem ama a Deus amará a seu próximo (1Jo 2.10,11; 4.11,12).

Além do amor, um outro motivo para sermos bons cidadãos é que a Vinda do Senhor está próxima (Rm 13.11; Lc 21.28). Com isso, a grande esperança do cristão está cada vez mais próxima, isto traz responsabilidade por parte do cristão, de viver uma vida digna e de acordo com os padrões divinos. Na sua vinda, seremos então tirados da atual conjuntura do pecado e das condições atuais, bem como do derramamento da ira vindoura (Rm 8.23,24; 1Ts 1.10; 4.13-17; 5.9). Por isso não devemos estar andando nas obras das trevas e sim, “revestindo-nos das armas da luz”. Quando Ele voltar, como nos achará? Andando nas trevas do pecado, ou como bons cidadãos dos céus, amando a Deus e ao nosso próximo?

4. Conduta em Relação aos Fracos na Fé

Em se tratando da matéria moral, as suas dúvidas, o apóstolo Paulo estabelece três grandes princípios de grande valia:

1) não devemos julgar os outros (14.1-12);

2) não devemos tentar uns aos outros (14.13-23);

3) seguir o amor de condescendência e amor de Cristo (15.1-13). No capítulo 14 de Romanos, Paulo trata de questões duvidosas. Fala das responsabilidades do forte para com o irmão fraco, bem como do irmão fraco, para com o irmão forte. No entanto, deixa claro que cada um comparecerá perante Deus (v.12). “No idólatra Império Romano, faziam-se sacrifícios de animais aos deuses pagãos. Depois, a carne era vendida nos mercados e açougues (1Co 10.25).

Sendo essa carne associada à idéia de culto pagão, alguns dos novos convertidos não conseguiam comê-la, sem sentirem profunda perturbação interior. Outros, porém, já criam que todas as coisas pertencem a Deus, e, assim sendo, comiam-na sem nenhum problema. Afinal, ‘ao Senhor pertence toda a terra’.[9] Aqui, o irmão “débil na fé” estava escandalizado pela liberdade que o mais forte tinha. O problema é a falta de sabedoria quanto a liberdade que temos em Cristo.

Essas pessoas não tinham convicção na aplicação de sua liberdade em Cristo. Nos dias de hoje seria o fato de alguém que se converteu do catolicismo para o cristianismo e não sabe com certeza se pode ou não comer carne da “sexta-feira santa”, pelo simples fato de ainda não entender muito bem a sua liberdade em Cristo. “O erro do irmão fraco consiste em julgar e condenar aos irmãos ‘fortes’, isto é, os que reconhecem que são livres dessas proibições ritualísticas acerca de dias e comidas; e os fortes podem errar também, em desprezarem a seus irmãos fracos, ofendendo-os desnecessariamente na ostentação da liberdade”.[10]

O apóstolo Paulo faz uma alusão muito importante aqui, um princípio que deve ser seguido, o princípio do amor, ele fala que amar ao próximo é muito mais importante do que a nossa liberdade nestas coisas. “Também, é mais importante ser ‘conhecido’ por Deus do que ‘conhecer’ o que se refere a ídolos! Se não estamos interessados na maneira como nossa ‘sabedoria’ afeta a nosso irmão, então nosso conhecimento nos encheu de soberba.

Se não nos preocupamos com os sentimentos de nosso irmão, provamos que, em vez de sermos sábios, realmente nada sabemos”.[11] Cabe aqui notar que os crentes de romanos eram oriundos do paganismo, estavam envoltos com uma cultura pagã. Por isso, tinham suas dificuldades em relação a estes assuntos controvertidos. Paulo fala da comida e da observância religiosa de certos dias. Para Paulo, e também outros irmãos, o comer qualquer alimento não havia problema algum, ao passo que para outros, os irmãos mais fracos na fé, isso era escândalo.

Da mesma sorte, com relação aos dias, alguns consideravam que cada dia era igual ao outro, não faziam distinção entre os dias que eram mais ou menos sagrados, consideravam cada dia como sendo “santo ao Senhor”, ainda outros achavam que certos dias eram mais santos do que outros. O que é que deve ser feito, visto que na mesma comunidade havia cristãos com tão diferente pontos de vista? Cada qual deveria resolver em sua mente e em sua consciência. “Aquele que desfruta maior liberdade não deve menosprezar o outro julgando-o espiritualmente imaturo.

Quem tem escrúpulos de consciência não deve criticar o seu irmão na fé por praticar o que aquele não pratica.[12] Paulo “nos fornece o verdadeiro meio de decidir todas aquelas questões casuais que tão freqüentemente aparecem na vida cristã, e que levam tantos crentes a ficarem embaraçados. Posso admitir a mim mesmo esta ou aquela diversão? Sim, caso possa desfrutá-la para o Senhor, ao mesmo tempo que possa agradecer-Lhe pela mesma. Não, se não puder recebê-la como presente de Suas mãos e bendizê-lo por causa da mesma. Essa maneira de solucionar tais problemas respeita tanto os direitos do Senhor como a liberdade do indivíduo”.[13]

III. PRINCÍPIOS ACERCA DE QUESTÕES DUVIDOSAS

1. Decisões Acertadas. A Palavra de Deus é rica para com todas as questões, verificaremos, a seguir alguns princípios que cabem em situações duvidosas. Quando Deus dá um mandamento específico, torna-se fácil saber o que Ele quer de nós. Mas há muitos aspectos em que não existem mandamentos específicos. Deixar de agir coerentemente nesses assuntos duvidosos pode facilmente minar a dedicação da pessoa a Deus. As seguintes indagações podem ser usadas como teste ao fazer decisões difíceis:

1.1 Entrega Total. Como primeiro e principal requisito deve-se perguntar a si mesmo: “Entreguei todos os aspectos da minha vida a Deus?” Para seguir nosso caminho diante de Deus, torna-se como fator essencial uma entrega total de nossa vida, de todos os aspectos, de todo o ser a Deus. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. RECONHECE-O EM TODOS OS TEUS CAMINHOS, e Ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos: teme ao Senhor e aparta-te do mal” (Provérbios 3.5-7 ).

1.2 Sacrificar Meus Desejos. Será que eu estou pronto a sacrificar meus desejos em favor da vontade de Deus? Uma das condições básicas do discipulado é o sacrifício. Quando se tem uma escolha entre duas oportunidades é essencial verificar estes princípios já citados. Qual deve ser a escolha certa? Escolher entre uma atividade que irá oferecer oportunidade para a pessoa servir a Deus ou entre uma atividade pelo qual não lhe será permitido fazê-lo? “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará” (Lucas 9.23,24).

2.1 Será Deus Louvado?

TUDO QUE EU FIZER DEVE GLORIFICAR A DEUS Glória significa “uma opinião, uma estimativa”. Podemos colocar como sendo uma opinião ou uma estimativa que as pessoas têm acerca de Deus, por causa da nossa atitude, da nossa vida exemplar ou não. Se formos servos fiéis a Deus, isso resultará na glorificação do nome de Nosso Grandioso Deus. “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10.31).

2.2 Posso Agradecer a Deus por esta Atividade?

O PRÓPRIO JESUS APROVARIA MINHA DECISÃO? Quando faço algo devo verificar se isto agradaria ou não ao nosso Mestre. “E tudo o que fizerdes, seja em palavras, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3.17). 2.3 Será que Pode me Advir Algum Resultado Espiritual desta Atividade?

ELA DEVE MELHORAR MEU CARÁTER CRISTÃO? Posso crescer espiritualmente com esta atividade ou ela resultará em perdas para a minha pessoa, deve ser o nosso pensamento. “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém (é proveitoso, vantajoso). Sim, tudo me é permitido, mas nem tudo é edificante. (Contribui para o caráter espiritual e o crescimento)” (I Coríntios 10.23) 2.4 Eu Ficaria Aborrecido se não o Fizesse? “Tudo me é permitido, o que não significa que tudo seja bom. Tudo me é permitido, mas não devo ser escravo, seja do que for” (I Co 6.12). 2.5 Levarei um Crente mais Fraco a Pecar?

SOU RESPONSÁVEL A DEUS POR CRENTES MAIS FRACOS O apóstolo Paulo declara que se o simples fato de eu vir a comer uma carne que o novo convertido em Cristo costumava oferecer aos ídolos, antes da sua conversão, irá levá-lo a se escandalizar com minha atitude, então eu devo abrir mão desse privilégio de comer aquele carne. A vida espiritual de meu irmão deve ser muito mais importante do que qualquer comida ou atividade que eu venha a desempenhar para o meu próprio benefício.

Algo que deve ficar em nossa mente é que quando eu, por meus modos, ou por minhas atitudes, ou palavras, enfraqueço o meu irmão mais novo na fé, estou pecando contra Deus, por não estar edificando a este irmão. “Mas vede que essa liberdade não seja DALGUMA maneira escândalo para os fracos… pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo.

PELO QUE, SE O MANJAR ESCANDALIZAR a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize (I Coríntios 8.9-13) 2.6 Estou em Dúvida? Não Devo Fazê-lo!

PRECISO TER A CONVICÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NAQUILO QUE ESTOU FAZENDO É claro que o que não provém da fé é pecado, relacionado a isso está a dúvida, se ela existe não faça. “As vossas convicções pessoais são assunto de fé, entre vós e Deus, e podeis dar-vos por felizes se não tiverdes escrúpulos acerca daquilo que vos é permitido comer. Se não se come carne com a consciência tranqüila, não é bom sinal, porque tal procedimento não provém da fé, e o que é feito à parte da fé é pecado” (Rm 14.22,23). 2.7 Terei eu a Aprovação Final de Deus?

PRECISO DAR CONTAS A DEUS DE TODAS AS MINHAS AÇÕES Cada ato que pratico, um dia prestarei contas a Deus por eles, por isso, devo procurar fazer o máximo possível para agradar a Ele. “Pela minha vida, diz o Senhor; que todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14.11,12). Podemos sempre provar que estamos certos, mas estará o senhor convencido? (Pv 16.2). 2.8 O que os Outros Pensam é Importante?

MEU COMPORTAMENTO DEVE EVITAR TODA A APARÊNCIA DO MAL “Abstende-vos de toda aparência do mal” (I Tessalonicenses 5.22). Raramente pensamos no que os demais pensam a respeito de tal coisa ou assunto, mais isso deve ser relevante da mesma forma. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus” (Efésios 5.15,16).

CONCLUSÃO A maneira de se comportar, a conduta do crente, é um fator de muita importância. Ela pode ou edificar ao irmão que nos rodeia ou até mesmo enfraquecê-lo. Portanto, torna-se necessário vigiarmos nossas atitudes para que possamos viver de vidas dignas. A conduta ideal é aquela que está permeada pelos princípios bíblicos. Uma vida que honra a Cristo e onde o Seu amor é derramado em nosso coração. O princípio do amor deve andar lado a lado conosco, para que com isso possamos edificar a nosso irmão. A conduta certa, o modo de viver certo, o comportamento correto, tudo isso depende única e exclusivamente de uma submissão de nosso próprio ser ao senhorio de Jesus Cristo. Só assim, seremos capazes de praticar os princípios contidos em Sua Palavra.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS www atosdois.com.br

O testemunho interior do crente – Adilson Guilhermel

licao3
O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE

– I Jo 5.1-10Lição 12 – 20/09/2009
Texto Bíblico: I Jo 5.4 Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

NOVO NASCIMENTO E VITÓRIA É UM VÍNCULO NECESSÁRIO


1. O NOVO NASCIMENTO TEM PROMESSA DE VITÓRIA

  • Ela vem pela nossa reconciliação com Deus – I Jo 5. 1 Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido.
  • Ela vem pela nossa transformação em Deus – I Jo 5.2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos.
  • Ela vem pela nossa perseverança com Deus – I Jo 5.3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus manda-mentos; e os seus mandamentos não são pesados.


2. O NOVO NASCIMENTO TEM GARANTIA DE VITÓRIA

  • Crendo no ministério do Filho de Deus – I Jo 5. 5 Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?
  • Crendo na operação do Espírito Santo –  I Jo 5.6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.
  • Crendo na unidade da Trindade divina – I Jo 5.7 Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.


3. O NOVO NASCIMENTO TEM CONVICÇÃO DE VITÓRIA

  • Fomos comissionados para conquistar com Cristo – I Jo 5.4 Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.
  • Fomos comissionados para testemunhar de Cristo – I Jo 5. 9 Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou.
  • Fomos comissionados para proclamar a Cristo –    I Jo 5.10 Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.

Pr Adilson Guilhermel

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Amor incompreendido – Valdir Carvalho

licao3  AMOR INCOMPREENDIDO

Valdir Carvalho

Êxodo 34:6  Então Deus passou diante de Moisés e disse em     voz alta: —Eu sou o SENHOR, o Deus Eterno! Eu tenho compaixão e misericórdia, não fico irado com facilidade, e a minha fidelidade e o meu amor são tão grandes, que não podem ser medidos.
 
Por mais que os seres humanos tentem dizer ou explicar sobre a palavra AMOR, jamais terão a compreensão exata do que seja amar.
Aos olhos carnais, até sabemos o que seja desejar ser amado. Buscamos em nossas relações pessoais, nos expressarmos em dizermo-nos amados ou amantes. Mas não se conhece entre os homens o  amor duradouro. Não estamos falando das músicas e louvores sentimentais, onde o que se canta é bonito e das pregações humanas, onde a poesia e a retórica aviva e emociona momentaneamente.

Sabemos que pessoas para expressarem seu amor à outra, unem-se em matrimônio, e lá perante juiz e no altar perante o representante das coisas de Deus, juram-se em PERPETUIDADE  aos seus sentimentos.
Sabemos também, que ao passarem os dias, aquela jura, aquela aliança é rompida, frustram-se os intentos, e as  alianças até então perpétuas, tornam-se rompidas.

Percebe-se que as tendências humanas são passageiras, as intenções relativas às vontades de cada indivíduo, as suas necessidades e as suas aspirações.
Bem diferente do amor do Nosso Criador.
No livro áureo da crença humana, tem sempre a palavra amor como sendo o centro.

Deus fez a terra pelo seu desejo e  sua Palavra, fez o homem segundo sua imagem e semelhança, deu-lhe o sopro de vida segundo sua vontade, ornou toda criação com seres vivos, celestes e refulgentes para que o homem pudesse admirar, mas ainda assim, percebeu que o homem sentia-se só. Precisava o homem preencher um  vazio no seu espírito, algo que trouxesse satisfação, algo da essência de  Deus, faltava ao homem. Fez-lhe uma companheira e permitiu que o homem lhe desse um nome. Produzia assim os relacionamentos humanos sobre a terra. Entre seus iguais.
Sabemos que a terra foi corrompida pelo desejo, e a cobiça despertou nos seres racionais, sua irracionalidade diante dos céus, trazendo condenação à toda humanidade. Sabemos que a esta geração,  Deus expressa o seu amor a toda criatura, para que a criatura possa perceber o que seja AMAR.
Razão disso é no que cremos, é o que temos difundido como fato, como real, como profícuo. Eis que temos falado na Graça, isto é do Amor.

Propiciou Deus uma aliança com o homem chamado de pai na  fé de todas as nações, dizendo a ele que andasse em sua presença e que fosse perfeito. Mas ele mesmo se viu acuado ao preservar a sua vida, mentindo ao rei, causando-lhe pela  mentira, desgraça ao faraó.
O amigo de Deus teve seus momentos de dissabores, tanto na área sentimental, quanto na área espiritual. Razão de por fora do arraial, a Agar, mãe de seu filho Ismael.
Cresceram os problemas à Abraão,  cresceram os problemas de relacionamentos humanos, cresceu-se os conflitos e para isto precisou novamente a intervenção divina entre os homens. É o que encontramos em João 3.16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
 
Novamente o amor de Deus sendo demonstrado à toda criação. Mas não sem que os homens demonstrassem e continuassem à demonstrar rejeição ao seu amor. Mesmo Deus falando aos que naqueles dias estiveram às margens do rio Jordão e presenciaram o batismo do Seu Filho Jesus,ouvindo uma voz dos Céus que mencionou-lhes: Este é o Meu Filho Amado em quem eu tenho prazer.
Poderíamos entender o amor de Deus se o próprio Deus não nos abrisse o entendimento? Segundo as escrituras NÃO. Porque o que nos afasta do amor de Deus são as nossas transgressões.
Quando Deus nos abre o entendimento, nos dá o privilégio de sermos filhos, então  pela ação do Espírito Santo, entendemos quão carentes somos da misericórdia do Altíssimo. Percebendo que os nossos semelhantes precisam desta tão grande dádiva.
O que posso fazer se o próximo não queira aceitar esta mensagem como fiel e digna de aceitação? Clamar a Deus para que tenha COMPAIXÃO daquela alma e sem dúvida alguma, AGRADECER a Ele pela minha.
O Bom Samaritano deixou pago à estalagem a cura do pobre coitado que havia encontrado pelo caminho de Jerusalém. A mesma Jerusalém que matou os seus profetas e Crucificou o Messias enviado pelo grande amor que dos céus  lhes fora demonstrado.
Participaram dos milagres, mas não entenderam O MILAGRE.
Entendemos que O amor ESPIRITUAL difere do amor NATURAL.
O espiritual dá vida pela vida que nos foi dada. O natural brota  pelo sentimento, e todo sentimento humano é passageiro. O de Cima permanece.
O amor natural é eterno enquanto dura. O de Cima, o espiritual, é eterno enquanto buscarmos estar sob a GRAÇA, no amor do nosso REMIDOR.
1ª João 3.1  Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.
1ª João 3.23 Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou. E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu.
 
Se temos guardado os mandamentos, guardemo-nos do mundo.
 
Se honramos a Deus, tentemos amar ao próximo, como Ele nos amou. Não vamos nos iludir, só porque as palavras nos mencionam a sermos amorosos. O que daríamos pela salvação de um parente? Uma ponta da nossa unha quem sabe? Que daríamos de nós para atender as necessidades das viúvas? Venderíamos tudo? Dificilmente! Abriríamos mãos das coisas perenes para atender as necessidades emergentes de alguns? Que dirá das espirituais.

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