INTRODUÇÃO
As igrejas evangélicas procuram, através de todos os meios, divulgar este livro divino, a Bíblia Sagrada. A Bíblia Sagrada, Sem a Bíblia não há conhecimento de Cristo.
Ela fala de Crista como o Criador de todas as coisas (Jo l.l,2; = 1 Jo l.2;5.7; = Cl 1.17). Sem Crista não existe conhecimento de Deus, pois, Ele veio revelar Deus aos homens(Jo 10.30; = 14.8,9; = 17.11,22). Sem Deus, a humanidade está perdida. A Bíblia fala de Deus, o Criador, do homem, a criatura, e de Jesus Cristo, o mico intermediário entre Deus e o homem (1 Tm 2.5).
A Bíblia é a revelação escrita de Deus. É a arma mais poderosa, pois é a espada do Espírito. Sabendo usá-la ela pode mudar os destinos de uma nação, de um povo, de uma raça. O nosso Brasil precisa sentir a realidade desta Palavra. Estão faltando mãos adestradas para manuseá-la, vidas consagradas para anunciá-la e corações quebrantados, para aceitá-la.
I – A BÍBLIA DEVE SER GUARDADA NO CORAÇÃO.
O único lugar onde a Palavra de Deus dá resultados ao crente, rendendo sempre, é no coração
(Sl 119.105). O apóstolo Paulo disse aos Efésios que a Palavra de Deus é a espada do Espírito, e, como tal, tem o seu lugar, que é o coração, onde ela produz força e encoraja- o para lutar e vencer o tentador. (Mt 4.4,7,10; = At 3.8). Ela é o raio X de Deus que pode revelar o que está no coração do homem (Lc 4.12,13).
1. A medida suficiente (Cl 3.16). Ela leva o crente a entender e a praticar o veitiadeim culto, com todos os requisites espirituais, que satisfaz e agrada plenamente a Deus e enche de alegria o coração do cristão. Ela dá um paladar a alma que só os que a conhecem e dela se alimentam podem testemunhar (Jr 15.16).
2. Preparada para toda a boa obra (2 Tm 3.14-17). Se o mundo pratica tantas misérias 6 porque não quer a Palavra de Deus, não examina, antes a despreza, para colher o fruto do desprezo (Pv 13.13).
Deus olha para quem obedece a Sua Santa Palavra (Is 62.2). Ela deve estar no coração do crente, não na gaveta ou na prateleira (Dt 6.6,7).
Se a Palavra de Deus habitar abundantemente no coração do crente, e do leitor, rios de bênçãos correrão ali (Jo 7.37). Aí está o resultado de quem recebe, crê, ama e guarda no coração, o tesouro divino. A Palavra de Deus 6 o alvo dos mais justos louvores dos crentes em todo o mundo. O cristianismo consciente, alegre e jubiloso, recita nas praças pública e nos templos o Salmo 119.105. Bendita Palavra da Verdade! (Jo 17.17).
II – O PODER DA PALAVRA DE DEUS.
A palavra de Deus permanece firme nos céus (SI 119.89; Is 40.8; 1 Pe 1.24,25). Não é, porém, estática; é dinâmica e poderosa (cf. Hb 4.12), pois realiza grandes coisas (55.11).
(1) A palavra de Deus é criadora. Segundo a narrativa da criação, as coisas vieram a existir à medida que Deus falava a sua palavra (e.g., Gn 1.3,4,6,7,9).Tal fato é resumido pelo salmista: “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus” = (Sl 33.6; cf. v. 9); e pelo escritor aos Hebreus: “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados”
(Hb 11.3: cf. 2 Pe 3.5). De conformidade com João, a Palavra que Deus usou para criar todas as coisas foi Jesus Cristo (Jo 1.1-3; )
(2) A palavra de Deus sustenta a criação. Nas palavras do escritor aos Hebreus, Deus sustenta “todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3; ver também = Sl 147.15-18). Assim como a palavra criadora, essa palavra relaciona-se com Jesus Cristo segundo Paulo insiste: “todas as coisas subsistem por ele [Jesus]” (Cl 1.17).
(3) A palavra de Deus tem o poder de outorgar vida nova. Pedro testifica que nascemos de novo “pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre” = (1 Pe 1.23; cf. 2 Tm 3.15; = Tg 1.18).
E por essa razão que o próprio Jesus é chamado o Verbo da vida (1 J0 1.1).
(4) A palavra de Deus também libera graça, poder e revelação, por meio dos quais os crentes crescem na fé e na sua dedicação a Jesus Cristo. Isaías emprega um expressivo quadro verbal: assim como a água proveniente do céu faz as coisas crescerem, assim a palavra que sai da boca de Deus nos leva a crescer espiritualmente (55.10,11). Pedro ecoa o mesmo pensamento ao escrever que, ao bebermos do leite puro da palavra de Deus, crescemos em nossa salvação (1 Pe 2.2).
(5) A palavra de Deus é a arma que o Senhor nos proveu para lutarmos contra Satanás (Ef 6.17; cf.Ap 19.13-15). Jesus derrotou Satanás, pois fazia uso da Palavra de Deus: “Está escrito” (i.e.. “consta como a Palavra infalível de Deus”; = cf. Lc 4.1-11;
ver Mt 4.1-11, nota).
(6) Finalmente, a palavra de Deus tem o poder de nos julgar. Os profetas do AT e os apóstolos do NT freqüentemente pronunciavam palavras de juízo recebidas do Senhor. O próprio Jesus assegurou que a sua palavra condenará os que o rejeitarem (Jo 12.48). E o autor aos Hebreus escreve que a poderosa palavra de Deus julga “os pensamentos e intenções do coração” (ver Hb 4.12 nota). Noutras palavras: os que optam por desconsiderar a palavra de Deus acabarão por experimentá-la como palavra de condenação.
III – A BIBLIA – O LIVRO DA VERDADE
A SUPERIORIDADE DA BIBLIA (2 Pe 1.19-21) Quando comparada com os Iivros escritos pelos sábios deste mundo, a superioridade da Bíblia se destaca, sobretudo, por ser ela fruto da mente de Deus e não da mente do homem. Isto é o que textualmente diz 2 Pedro 1.20,21.
2.1. A Bíblia é um livro imparcial. Se a Bíblia fosse um livro originado pelo homem, não poria a descoberto as faltas e falhas do homem. O homem, com todo o egoísmo que lhe é comum, jamais escreveria um livro como a Bíblia, que dá toda a glória a Deus e que revela a fraqueza humana. Note que a Bíblia tanto diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus
(At 13.22), como mostra seus peca- dos, como vemos nos livros de Reis, Crônicas e Salmos.
2.2. A Bíblia nos faz diferentes. O mundo hoje é melhor devido a influência da Bíblia. Mesmo os inimigos das Escrituras admitem que nenhum outro livro em toda a história da humanidade tem exercido sobre o indivíduo poder transformador tão grande quanto a Bíblia. Com isto concorda o Dr. F.B. Meyer, famoso comentador devocional da Bíblia: “O melhor argumento em favor da Bíblia, é o caráter que ela forma.”
Uma rápida olhada na história de grandes povos do passado, povos que rejeitaram a revelação de Deus através da sua Palavra, nos ajudará compreender o valor do Livro Santo, e nos levará a agradecer a Deus por no-la revelar através da pessoa de Jesus Custo, o seu amado Filho.
2.3. A Bíblia é digna de confiança (2 Pe 1.16, 18). Nestes dois versículos, o apóstolo Pedro se reporta à transfiguração de Cristo, para provar que as Escrituras não são produto dos caprichos do homem, mas sim de sólidos fatos. Suas afirmações e verdade estão enraizadas em fatos históricos, comprovados e aceitos pela fé, e não em fábulas, mitos ou lendas, como era o caso das religiões professadas na Grécia, Egito, Babilônia, Índia, e tantos outros lugares.
Pedro, assim como os primitivos discípulos de Jesus, era testemunha ocular da majestade de Cristo e dos demais fatos e relatos testemunhados por ele (1 Jo 1.1- 3; = 1 Co 15.4,7; =
Lc 1.2). Note que Pedro reconhece toda a Escritura como “a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações” (2 Pe 1.19).
Pedro emprega a expressão “estrela da alva” (phosphoros, no grego) para indicar simbolicamente a luz do conhecimento espiritual que ilumina os nossos corações. Alguns comentadores são da opinião que a expressão “estrela da alva”, tem a ver com o planeta Vênus, aquela estrela brilhante que na madrugada se levanta no nascente, indicando que o dia logo há de raiar.
Quem segue a Cristo, o nosso fulgurante “Sol da Justiça”, terá a aurora do conhecimento divino em seu coração, como também o fulgor do pleno dia. Este é o grande alvo da Bíblia: tornar Cristo real em nós, e mostrar-nos a sua glória.
IV – A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
Deus se revelou à sua criação. A inspiração diz respeito ao registro, ou à escrita, dessa revelação divina. Posto que a Bíblia foi escrita por autores humanos, devemos perguntar: “Em que sentido seus escritos poderão (ou não) ser chamados a Palavra de Deus?” Uma questão correlata diz respeito ao grau (ou extensão) em que seus escritos podem ser considerados revelação de Deus.
V – A BASE BÍBLICA PARA A INSPIRAÇÃO
Considerando que toda testemunha tem o direito de se expressar por si mesma, será examinada, em primeiro lugar, a reivindicação que os próprios escritores bíblicos fazem à inspiração divina. Muitos dos que compuseram as Escrituras eram participantes, ou testemunhas oculares, dos eventos a respeito dos quais escreveram.
O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada), o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos (1 Jo 1.1-3).
Em todo o Antigo Testamento, deparamo-nos com expressões tais como: “Falou o SENHOR a Moisés, dizendo” (Ex 14.1); “A palavra que veio a Jeremias, da parte do SENHOR, dizendo”
(Jr 11.1); “Tu, pois, ó filho do homem, profetiza… e dize: Assim diz o SENHOR Deus”
(Ez 39.1); “Assim diz o SENHOR” (Am 2.1). Tais declarações são usadas mais de 3.800 vezes, e demonstram com clareza que os escritores tinham consciência de estar entregando uma mensagem autorizada da parte de Deus.
Os escritores do Novo Testamento não tinham, também, a menor dúvida de estarem falando em nome de Deus. Jesus não somente ordenou que os discípulos pregassem, mas também lhes disse o que deviam pregar (At 10.41-43). Suas palavras não eram “palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”
(1 Co 2.13).
Esperavam que as pessoas reconhecessem que, por escrito, estavam elas recebendo “mandamentos do Senhor” (cf. 1 Co 14.37). Paulo podia garantir aos gálatas que, “acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (Gl 1.20), porque o tinha recebido da parte de Deus (Gl 1.6-20). Os tessalonicenses foram elogiados por terem recebido a mensagem “não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus”(1 Ts 2.13).
“Toda Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16). O termo “inspiração” é derivado desse versículo, e aplicado à escrita da Bíblia. A palavra grega empregada aqui é theopneustos que, literalmente, significa “soprada por Deus”. As versões mais recentes dizem com razão: “Toda Escritura é inspirada [soprada] por Deus” (NVI). Paulo não está dizendo que Deus soprou alguma característica divina nos escritos humanos das Escrituras, ou que toda a Escritura respira um ambiente de Deus, que fala dEle. O adjetivo grego (theopneustos) é claramente predicativo, e é usado para identificar a fonte originária de todas as Escrituras. Deus é o Autor, em última análise. Logo, toda a Escritura é a voz de Deus, a Palavra de Deus (At 4.25; Hb 1.5-13).
O contexto de 2 Timóteo 3.16 tem em vista as Escrituras do Antigo Testamento. A declaração de Paulo é que a totalidade do Antigo Testamento é a revelação inspirada da parte de Deus. O fato de que o Novo Testamento ainda estava sendo escrito, exclui a mesma reivindicação interna e explícita para ele. Mesmo assim, algumas declarações específicas feitas pelos escritores do Novo Testamento subentendem que a inspiração das Escrituras estende-se à Bíblia inteira. Por exemplo, em 1 Timóteo 5.18 Paulo escreve: “Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário”. Paulo está citando Deuteronômio 25.4 e Lucas l0.7, considerando “Escritura” as citações tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.
“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus” (Mt 5.18,19).
VI – PROVAS DE QUE A BÍBLIA É A REVELAÇÃO DE DEUS.
(1) As grandes diferenças entre a Bíblia e os escritos dos homens evidenciam que ela não é uma simples produção humana.
Estas diferenças são: -
A. Quanto ás suas profundezas e alcances de sentido. ”Há infinitas profundezas e alcances inexauríveis de sentido na Escritura, cuja diferença é de todos os outros livros e que nos compelem a crer que o seu autor deve ser divino” (Strong). Podemos apanhar as produções dos homens e ajuntar tudo quanto eles têm a dizer numa só leitura. Mas não assim com a Bíblia. Podemos le-la repetidamente e achar novos e mais profundos sentidos. Vacilam nossas mentes ante sua profundeza de sentido.
B. Quanto ao seu poder, encanto, atração e frescura perene. Os escritores bíblicos são incomparáveis no “seu poder dramático, esse encanto divino e indefinível, esse atrativo misterioso e sempre atual que neles achamos em toda a nossa vida como nas cenas da natureza, um encanto sempre fresco. Depois de estarmos deliciados e tocados por essas incomparáveis narrativas em nossa infância remota, elas ainda revivem e afetam nossas ternas emoções mesmo no declínio grisalho. Deve haver, certamente, algo sobre-humano na mesma humanidade dessas formas tão familiares e tão singelas. (L. Gaussen, Theopneustia).
E este mesmo autor sugere uma comparação entre a história de José na Bíblia e a mesma história no Al-Korão. Outro autor (Mornay) sugere uma comparação entre a história de Israel na Bíblia e a mesma história em Flavio Joséfo. Diz ele que ao ler a história bíblica, os homens “sentirão vibrar todos os seus corpos, mover seus corações, sobrevindo-lhes num momento uma ternura de afeto, mais do que se todos os oradores da Grécia e Roma lhes tivessem pregado as mesmas matérias por um dia inteiro”. Diz ele dos relatos de Joséfo, “que se deixarão mais frio e menos emocionado do que quando os achou”. Ajunta então: “Que, então, se esta Escritura tem na sua humildade mais elevação, na sua simplicidade mais profundeza, na sua ausência de todo esforço mais encantos, na sua rudeza mais vigor e alvo do que podemos achar noutro lugar qualquer?”
C. Quanto a sua incomparável concisão. No livro do Gênesis temos uma história que fala da criação da terra e de ela ser feita lugar adequado para habitação do homem. Fala da criação do homem, animais, plantas e da sua colocação na terra. Fala da apostasia do homem, do primeiro culto, do primeiro assassínio, do dilúvio, da repopulação da terra, da dispersão dos homens, da origem da presente diversidade de línguas, da fundação da nação judaica e do desenvolvimento e das experiências dessa nação durante uns quinhentos anos; tudo, todavia, contido em cinqüenta capítulos notavelmente breves. Comparai agora com isto a história escrita por Joséfo.
Tanto Moisés como Joséfo foram judeus, ambos escreveram sobre os judeus, mas Joséfo ocupa mais espaço com a história de sua própria vida do que Moisés consome no arquivo da história desde a criação até ä morte de José.
Tomai também os escritos dos evangelistas. “Quem entre nós podia ter sido durante três anos e meio testemunha constante, amigo apaixonadamente chegado, de um homem como Jesus Cristo; quem podia ter podido escrever em dezesseis ou dezessete curtos capítulos,… a história inteira dessa vida: – do Seu nascimento, o Seu ministério, dos Seus milagres, das Suas pregações, dos Seus sofrimentos, de Sua morte, de Sua ressurreição, de Sua ascensão aos céus? Quem entre nós teria julgado possível evitar de dizer uma palavra sobre os primeiros trinta anos de uma semelhante vida?
Quem entre nós podia ter relatado tanto atos de bondade sem uma exclamação; tantos milagres sem uma reflexão a respeito; tantos sublimes pensamentos sem uma ênfase; tantas fraquezas sem pecado no seu Mestre e tantas fraquezas pecaminosas nos Seus discípulos, sem nenhuma supressão; tantos casos de resistência, tanta ignorância, tanta dureza de coração, sem a mais leve desculpa ou comento? É assim que os homens escrevem história? E mais, quem entre nós podia ter sabido como distinguir o que exigia ser dito por alto do que exigia sê-lo em minúcia?” (Gaussen).
VII – A BÍBLIA TEM MENSAGEM PARA OS NOSSOS DIAS
A Bíblia define os dias de hoje como: dias maus, (Ef 5.16), de aflições, tempos trabalhosos. Temos visto o clamor do povo e até mesmo da Igreja, face aos acontecimentos mundiais. A primeira grande mensagem da Bíblia para nós é sobre a Fé. A Bíblia é um Livro de fé. Em todas as Suas páginas, temos lições de fé. A fé Bíblica dissipa todas as coisas: incertezas, dúvidas. temores, angústias. depressões, num mundo onde as pessoas andam tateando. A fé vê o invisível, (Hb 11.27). Quando muitos estão caindo e se prostrando diante das situações, os que tem fé estão de pé, (II Co 1.24). Onde encontrar fé num mundo de incredulidade? Na Palavra de Deus. Busque na Bíblia, a fé que você precisa para vencer o mundo (I Jo 5.4).
Outra grande mensagem Bíblica para os dias atuais é a mensagem do revestimento espiritual. Muitas pessoas tem fé, entretanto não estão revestidas. O apóstolo Paulo afirma em
Efésios 6.13: ”Portanto tomai toda a armadura de Deus”. Fé sem revestimento, muitas vezes nos traz decepções. Todas os homens de fé que a Bíblia registra, precisaram do revestimento de Deus para a peleja, (At 6.8,55). O mundo atual, é um mundo vazio. São corações vazios de Deus, e muitas vezes, cheios do Diabo. Somente uma Igreja revestida pode encarar este mundo.
Muitos cristãos tem reclamado que os dias atuais são dias de muita carne. A Bíblia diz em Romanos 13.14, “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”. Revista-se do Senhor Jesus, através da Sua Palavra. da oração, da adoração e da comunhão. Os nossos dias são dias de muita procura espiritual. Temos visto como os templos estão cheios de pessoas na busca de algo que satisfaçam suas necessidades. Duas grandes necessidades: a fé e o revestimento do Espírito Santo. Jesus disse aos discípulos “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8). Não esqueça o revestimento que Deus tem para dar (I Ts 5.8).
VIII – A BÍBLIA TEM SALVAÇÃO PARA OS NOSSOS DIAS
O que mais precisa o mundo moderno? Temos visto que em quase todas as áreas da vida humana tem havido progresso. Nas ciências o homem tem desenvolvido os mais assustadores inventos tecnológicos, e assim por diante. Entretanto, na área moral, pessoal, social, familiar e afins, o homem necessita de salvação. E salvação é com a Palavra de Deus. Não vamos encontrar outro livro, que nos mostre de maneira tão simples e clara tudo que precisamos para nos tornar salvos.
A Bíblia mostra que salvação é um ato de fé, (Ef 2.8), da parte do homem; e um ato da graça, da parte de Deus. Em suma, o homem entra com a fé, Deus o encontra com a graça, (At 16.31). Precisamos mostrar àqueles que estão perto de nós, que salvação é coisa necessária aos dias de hoje. Salvação é uma palavra abrangente, pais quando somos salvos, sentimo-nos seguros em Deus, (SI 91.1), de todo o poder do pecado contra nossas vidas, (Rm 6.14).
Somos resgatados acima de tudo, das garras do Diabo. A Bíblia diz em Atos 26.18 que o Senhor Jesus nos livrou do poder de Satanás, e nos converteu a Deus, Tal experiência tem acontecido hoje, em nossos dias com milhares de vidas, que, dantes presas, agora libertas em Cristo Jesus, foram livres do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, (Gl 1.4).
Salvação abrange também o futuro. A Bíblia nos diz sobre a ira vindoura, quando Deus estará julgando os atos dos homens dissolutos e maus que desprezaram Sua Salvação em Cristo,
(Rm 2.5), e salvando de maneira gloriosa e poderosa, todos àqueles que em Cristo, fizeram confissão de sua fé em Deus, (Rm 10.10).
Esta salvação final é descrita na carta aos Romanos cap 8, quando Paulo diz: Parque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora, e continuando, Paulo afirma que não somente a criação mas todos nós que temos as primícias do Espírito, também gememos esperando a redenção do nosso corpo. Esta redenção final se dará no Arrebatamento da Igreja, quando seremos transformados à semelhança do corpo de Jesus, (Fp 3.21), e estaremos para sempre com o Senhor.
IX – A BÍBLIA TEM SANTIFICAÇÃO PARA NOSSOS DIAS
A santificação Bíblica é um dos aspectos de nossa salvação em Jesus Cristo. Uma vez salvos, devemos buscar a santificação. Ela aparece na Bíblia não como um mandamento apenas, mas sim como, a vontade de Deus, (I Ts 4.3).Santificação tem estado nos propósitos eternos de Deus. Paulo afirma em Efésios 1.4, que antes da fundação do mundo, Deus planejou nossa santificação.
Santificação é coisa tão séria, que o escritor aos hebreus escreve numa linguagem clara e fácil: “Sem santificação, ninguém verá o Senhor.” (Hb 12.14).Assim sendo, quando o povo de Deus se reúne, Deus nos vê como uma congregação de santificados, (SI 89.7). A oração do povo de Deus é uma oração de santificados, que desejam a cada dia mais e mais de seu Pai celestial,
(Mt 6.9). A vida do povo de Deus é uma vida de santificados, pois a cada dia esperam a volta do Senhor Jesus, (Fp 4.5).
Infelizmente, hoje em dia, muitos tem desprezado a santificação. Cremos ser isto uma investida do inimigo na vida do povo de Deus. A falta de santificação em muito tem atrapalhado a operação de Deus no meio do Seu povo, (Js 3.5).A Santificação começa no interior do crente. É obra do Espírito Santo, que deseja nos preparar a cada dia para o arrebatamento da Igreja. (I Ts 5.23).
X – O CÂNON DAS ESCRITURAS
Nem toda a literatura religiosa, até a mais inspiradora e lida, é considerada Escritura. Essa verdade é válida hoje, como também o era nos dias em que o Antigo e o Novo Testamento foram escritos. Os apócrifos, os pseudepígrafos e outros escritos religiosos, tinham reconhecidamente seus vários graus de valor, mas não eram considerados dignos de serem chamados a Palavra de Deus. Somente os 66 livros contidos na Bíblia são chamados Escrituras.
O termo “cânon” provém da palavra grega kanõn, que denota uma régua de carpinteiro ou algum tipo de vara de medir. No mundo grego, cânon veio a significar “padrão ou norma para julgar ou avaliar todas as coisas”.”° Foram desenvolvidos cânones para a arquitetura, a escultura, a literatura, a filosofia, e assim por diante. Os cristãos começaram a empregar o termo de modo teológico para designar os escritos que tinham cumprido os requisitos para serem considerados Escrituras Sagradas. Os livros canônicos, pois, são considerados a revelação autorizada e infalível da parte de Deus.
Compreende-se, pois, porque os judeus fiéis e os verdadeiros cristãos desejavam tanto um cânon de seus escritos tidos como inspirados por Deus. A perseguição religiosa, a expansão geográfica e a circulação cada vez maior de uma ampla gama de escritos religiosos, aumentaram o ímpeto para ser estabelecido o cânon. A tradição sugere que, em grande medida, Esdras foi o responsável pela reunião dos escritos sagrados dos judeus num cânon oficialmente reconhecido.
No entanto, o reconhecimento do cânon do Antigo Testamento usualmente deu-se num suposto Concílio de Jâmnia entre 90 e 100 d.C. A mais antiga lista cristã sobrevivente do cânon do Antigo Testamento provém de cerca de 170 d.C., compilado por Melito, bispo de Sardes.”2 Nos primeiros séculos do Cristianismo, foram propostos vários cânones das Escrituras, desde o do herege Marcião, em 140 d.C., e o Cânon Muratoriano, de 180 d.C., até ao primeiro cânon completo do Novo Testamento feito por Atanásio em 367 d.C. O cânon do Novo Testamento, conforme hoje o possuímos, foi oficialmente reconhecido no Terceiro Concílio de Cartago em 397 d.C. e pela Igreja Oriental até 500 d.C.”
Estabelecer o cânon da Bíblia não foi, porém, a decisão dos escritores, nem dos líderes religiosos, nem de um concílio eclesiástico. Pelo contrário: o processo da aceitação desses livros como Escritura deu-se mediante a influência providencial do Espírito Santo sobre o povo de Deus. O cânon foi formado por um consenso, e não por um decreto.
A Igreja não resolveu quais livros deveriam estar no cânon sagrado, mas limitou-se a confirmar aqueles que o povo de Deus já reconhecia como a sua Palavra.
Fica claro que a Igreja não era a autoridade; mas percebia a autoridade na Palavra inspirada.
De interesse primário é saber se o escrito era considerado inspirado. Somente os escritos inspirados (ou “soprados”) por Deus cumprem os requisitos para serem tidos coma a Palavra autorizada de Deus.
O cânon bíblico está fechado. A revelação infalível que Deus fez de si mesmo já foi registrada. Hoje, Ele continua falando através dessa Palavra. Assim como Deus revelou a si mesmo, e inspirou os escritores a registrar essa revelação, Ele mesmo preservou esses escritos inspirados, e orientou o seu povo na escolha destes, a fim de garantir que a sua verdade viesse a ser conhecida. Não se deve acrescentar outros escritos às Escrituras canônicas, nem se deve tirar delas nenhum escrito. O cânon contém as raízes históricas da Igreja Cristã, e “o cânon não pode ser refeito assim como a história não pode ser mudada
CONCLUSÃO
Prezada leitor, ao concluirmos esta leitura, vimos claramente o desejo de Deus para nossas vidas através da Sua Palavra. A Bíblia continua atual em Suas Mensagens, porque as necessidades dos homens são as mesmas em todo o tempo. Esperamos que você faça uso dessa tão poderosa Palavra, para ajudar tantas vidas que carecem de Deus. Essas pessoas não estão longe, elas estão perto de nós, no nosso dia a dia, e esperam de nós uma palavra de vida eterna.
Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
4° Trimestre 2008 – Tema: 8º Lição – A BIBLIA É A PALAVRA DE DEUS
Bibliografia:-
www.pilb.t5.com.br
Teologia Sistemática Stanley M. Horton.
Bíblia de Estudo Pentecostal ano 1995
Bíblia de Estudo Genebra 1999
Thomas Paul Simmons, D.Th.
Lição Biblica CPAD ano 1986
Lição Biblica CPAD ano 1990





