INTRODUÇÃO
Existem muitos códigos de ética na atualidade, e, cada um deles, diz ser o mais correto. Por outro lado, há os que afirmam que todos estão errados, ou melhor, que não existe um certo, e que tudo é relativo. Na aula de hoje, fazendo um contraponto a essas concepções, mostraremos que a Bíblia, a Palavra de Deus, é a regra de fé e prática dos cristãos. A princípio, definiremos ética, moral e ética cristã, em seguida, trataremos da ética relativa na sociedade moderna, e, por fim, mostraremos a saída ética para esse mundo em crise.
1. ÉTICA E MORAL: CONCEITOS FUNDAMENTAIS
O estudo da ética envolve como os seres humanos devem viver. A ética se concentra em questões que envolvem o certo e o errado, bem como a determinação do que é melhor para o ser humano. A moral envolve a prática real de viver segundo as crenças. A ética se interessa pelo estudo do porquê, isto é, das motivações para as práticas morais e/ou imorais. A ética cristã, por sua vez, é o estudo de como as pessoas devem viver segundo suas convicções bíblicas e cristãs. Esse estudo, dentro de uma cosmovisão cristã, parte, principalmente, da Bíblia. O objetivo central da ética cristã é descrever como os ensinamentos de Cristo concernentes aos relacionamentos de Deus com o mundo e, particularmente, como os seres humanos devem pautar sua moralidade. A base ética para o cristão é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele cumpriu a justiça divina, decorrente disso, somos chamados a imitá-lo, primordialmente, no amor, pois é no “ágape”, o ápice do amor cristão, que a ética cristã se realiza, pois Deus amou o mundo (Jo. 3.16), nós, do mesmo modo, devemos amar aos nossos irmãos (I Jo. 3.16), até mesmo os nossos inimigos (Mt. 5.44; Lc. 6.35).
2. A ÉTICA NA SOCIEDADE PÓS-MODERNA
O pós-modernismo pode ser compreendido como o período posterior à modernidade que teria se iniciado após os anos 50, com o final da 2ª Guerra Mundial, que é também marcado pelas novas tecnologias, pela expansão da urbanização e pela proliferação das informações e tecnologias. Para o movimento pós-moderno, não faz mais sentido falar num Deus pessoal, e muito menos, numa verdade universal e absoluta. A pós-modernidade é um humanismo, tendo em vista que o homem, e não mais Deus, é, como disse Protágoras, um filósofo grego, “a medida de todas as coisas”. O humanismo filosófico, diferentemente do humanismo cristão (que resguarda a pessoa humana porque acredita ser essa uma forma de glorificar a Deus), coloca o homem como se fosse o centro de todo o Universo. Para a pós-modernidade não existem absolutos, portanto, buscar uma verdade ou um valor moral universal seria perder tempo. Daí, a propensão ao relativismo que pode ser definido como a negação de quaisquer padrões ou absolutos, especialmente, em relação à Ética (o que seja certo ou errado). Um texto bíblico que ilustra bem essa tendência encontra-se em Jz. 21.25. Aos colossenses, Paulo escreveu: “tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl. 2.8).
3. ÉTICA CRISTÃ: A SAÍDA PARA UM MUNDO EM CRISE
O pós-modernismo, além de ser um humanismo, é um pluralismo, isto é, para essa filosofia, o que existem são apenas diferenças éticas, assim, o que é errado para alguém pode não o ser para outro. A esse respeito profetizou Isaias “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is. 5.20) e advertiu o apóstolo Paulo: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl. 6.7). Nós, os cristãos, não podemos viver como vive o mundo, pois sabemos que o final desse caminho é a morte (Pv. 14.12). Somos chamados a andar no Espírito, não cumprindo as concupiscências da carne (Gl. 5.19,20), mas a desenvolver o fruto do Espírito, que, conforme está escrito em Gl. 5.22, é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Assim, estaremos sendo moldados ao caráter de Cristo, nosso Senhor, que conclama à santificação (Lv. 20.7; Mt. 5.48; I Ts. 4.3-7). Deus nos chama à santificação, não ao isolacionismo, por isso, devemos tomar parte das decisões sociais, como sal da terra e luz do mundo (Mt. 5.13-16). O mundo não quer apenas ouvir o que temos a dizer, mas, principalmente, como vivemos a partir do que cremos. Por isso, o apóstolo Tiago ressaltou que “a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg. 2.17), somos, portano,reconhecidos pelos nossos frutos (Mt. 7.16-20).
CONCLUSÃO
A ética bíblica é absoluta, pois Deus é soberano, por conseguinte, seus princípios e preceitos também os são (Rm. 11.34-36). O homem pode até rejeitá-los, mas a conseqüência será sua própria ruína (Dt. 12.28; Gl. 6.7,8). Deus não muda (Ml. 3.6; Hb. 13.8), por isso, seus valores jamais mudarão, de eternidade a eternidade permanece a palavra de Deus (Sl. 119.89; Mc.13.31). Os princípios divinos são universais, já que Deus é único, em toda parte, apenas Ele é Deus (Dt. 6.4; II Sm. 7.22; Is. 45.21; 46.9; I Co. 8.4), por esse motivo, sua ética não está restrita a uma determinada região ou país (Mt. 28.18-20). Ao contrário do que pensam muitas pessoas, inclusive alguns cristãos, a ética divina não é para o mal, antes para o bem do ser humano (Jr. 29.11).
BIBLIOGRAFIA
GEISLER, N. L., FEINBERG, P. D. Introdução à filosofia: uma perspectiva cristã. São Paulo: Vida Nova, 1996.
COLSON, C. & PEARCEY, N. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.






Se alguém pensar que a ética cristã é menos rigorosa que a ética do Antigo testamento
codificada na lei de Moisés,esta enganado.
Cristo,de certa forma formulou uma obediência mais exigente do decálogo,só que fundamentada numa atitude consciente,que brota do interior do ser,e não do cumprimento legalista de atos exteriores.Foi o que DEUS prometeu EZ 36.26,27