A completude da Bíblia – Isaías de Jesus

por Isaías de Jesus

Texto Áureo: “ Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro” (Ap. 22-18).

I – Pressuposto da lição.

Trata a presente lição de um dos aspectos mais fascinantes da Bíblia, qual seja, a sua completude. A Bíblia, conquanto seja a Palavra do nosso Deus, é completa em seus mais diversos aspectos, que adiante serão analisados. Mas antes de se adentrar o tema, existe um pressuposto fundamental que deve ser trabalhado para compreendermos a complexidade Bíblica: A inspiração Divina das Escrituras.

De fato, observamos hoje que qualquer obra, grande ou pequena, escrita pelos homens, possui falhas, erros e omissões. Basta observarmos as leis que regem a nossa sociedade, que embora elaboradas por ilustres juristas, possuem grandes e notáveis lacunas.

Porém, quando lemos a palavra de Deus, nos deparamos com algo completamente diferente de uma obra meramente humana. Muito embora tenha sido escrita por homens, a Bíblia foi divinamente inspirada, e esse atributo faz com que seja uma obra perfeita, isenta de erros e completa em todo seu teor.

Este é o ensinamento transmitido pelo apóstolo Paulo em 2 Tm 3. 16,17, onde expressa a inspiração divinas das escrituras.

Neste sentido, cabe transcrever breve comentário exposto na Bíblia de Estudo Pentecostal ( ARC – publicada pela CPAD – pág. 1882): “Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus. A palavra ‘inspirada’ (gr. Theopneustos) provém de duas palavras gregas: Theos, que significa ‘Deus’, e Pneuo, que significa ‘respirar’. Sendo assim, ‘inspirado’ significa ‘respirado por Deus’. Toda a Escritura, portanto, é respirada por Deus; é a própria vida e Palavra de Deus.
A Bíblia, nas palavras dos seus manuscritos originais, não contém erro; sendo absolutamente verdadeira fidedigna e infalível (…)”.

Desta maneira, observamos que a completude Bíblica funda-se na inspiração Divina das Escrituras. Nós, que cremos ser a Bíblia a verdadeira Palavra de Deus, não podemos afastar este princípio básico de nossos corações. Isto porque, somente crendo neste preceito, poderemos afastar falsas doutrinas e falsos doutores que atentam contra a completude e perfeição da Bíblia. 

II – A Completude Bíblica

Completo é o adjetivo que designa algo “a que não falta nada do que pode ou deve ter” (Dicionário Aurélio). Transmitindo este conceito ao campo Bíblico, entendemos que a Bíblia é completa pois nada falta em seu conteúdo ou mensagem, sendo perfeita em todo seu teor.

A Inspiração Divina fez com que os livros Bíblicos fossem dispostos em uma ordem perfeita, sem qualquer omissão de conteúdo ou mensagem. Isto porque “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1. 21).

Através dos anos e dos séculos, a Bíblia perdura, em toda sua completude e atualidade, para que qualquer homem que lhe tenha contato tenha contato também com o Pai.

Por isso lemos em Is 40.8: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”.

a) O conteúdo Bíblico

O conteúdo da Bíblia diz respeito à sua composição (os livros bíblicos) e disposição (a ordem em que os livros se apresentam na bíblia). Desta forma, observamos que o cânon bíblico, isto é, o conjunto de livros inspirados por Deus que transmitem a Sua vontade para sua Igreja, é completo e disposto em ordem perfeita.
O versículo mais enfático acerca da perfeição do conteúdo bíblico é o expresso em Ap. 22.18, onde o apóstolo João escreve: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro”.

Não se pode alterar o conteúdo Bíblico. Não raro, vemos pessoas divulgarem obras “reveladas” por Deus. Sem adentrar nesta questão, devemos reforçar que o conteúdo Bíblico é perfeito, e, obviamente, nada se extrai ou se acrescenta a ele. Temos na Bíblia toda direção necessária para nossa vida Cristã, assim como todas as respostas para as questões que nos afligem.

Moisés, no período da Lei, exortou o povo acerca da responsabilidade de zelar pela redação original dos textos bíblicos, tendo como pressuposto que jamais se deve alterar a genuína Palavra de Deus: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do senhor, vosso Deus, que eu vos mando” = (Dt 4.2).

b) A mensagem bíblica.

Duas vertentes devem ser trabalhadas neste ponto: A completude da mensagem salvífica e a completude da mensagem sobre a história do homem.

A Bíblia traz de maneira clara, objetiva e completa a mensagem de salvação ao pecador. Esta mensagem centra-se no amor de Deus para com os homens (Jo 3.16), no sacrifício de Cristo na cruz do Calvário (Rm 5.8) e no arrependimento dos pecados (At 3.19).

Interessante observar que não somente no Novo Testamento temos passagens acerca da Salvação, mas muitas são as passagens proféticas do Antigo Testamento, a exemplo da Linda passagem em Is. 53.5: “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”.

Na Bíblia encontramos todas as diretrizes da Salvação, em detalhes, e abordadas das mais diversas formas.
Cabe aos servos de Deus transmitir esta mensagem salvífica, sem nada acrescentar ou retirar. Conforme bem ensinado pelo Pr. Ciro Sanches Zibordi, devemos enfatizar a “pregação expositiva” que “é aquela que interpreta de maneira precisa o que as Escrituras dizem”.

Sob outro aspecto, a Bíblia também é completa quando retrata a história do homem. A Palavra de Deus retrata o início da historia do homem (“E disse Deus: façamos o homem à Nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” Gn 1.26) assim como retrata, profeticamente, o fim da saga dos homens nesta terra (“Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos e separarão os maus dentre os justos” Mt 13.49).

A Bíblia também retrata fielmente a história dos homens, desde antiguidade até os últimos tempos. Por isso, para que entendamos plenamente os preceitos bíblicos, é necessário estudarmos as passagens à luz dos tempos em que ocorreram. Não devemos incorrer no erro de aplicarmos a cultura do século XXI para explicarmos passagens de tempos antigos. Entretanto, uma ressalva é feita: embora a cultura dos tempos seja modificável, a Palavra de Deus é imutável. Por isso seus preceitos se aplicarão hoje e sempre em nossas vidas.

III – Deturpação da Completude da Bíblia.

A Bíblia é completa. Seus livros e sua mensagem foram divinamente inspirados. Portanto, nada se deve adicionar, subtrair ou modificar da Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo denomina como “falsificação” o ato de se alterar as Sagradas Escrituras, conforme se atesta em 2 Co 4.1,2: “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade”.

Em Ap 22.18 somos exortados a que não se deve adicionar nada às escrituras. Isto porque toda mensagem de Deus ao homem se encontra na Bíblia. Portanto, que não acrescente o homem nada ao que disse Deus. A inspiração divina da Bíblia não pode ser maculada com escritos unicamente humanos. Um exemplo nos é dado pelo Pr. Ciro Sanches Zibordi: “Acrescentar idéias às verdades sagradas é outro grande erro (Ap. 22.18). Um exemplo disso é a Tradução do Novo Mundo as Escrituras Sagradas, usada pelas Testemunhas de Jeová. Apesar de a palavra ‘tradução’ aparecer na capa, esse livro, na verdade, não é fiel aos textos originais, contendo acréscimos absurdos”.

Da mesma forma, omitir parte das Escrituras é errado e perigoso (“e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro” Ap. 22.19), pois, se toda Bíblia é inspirada pelo Espírito Santo, devemos aceitar sua mensagem integralmente.

Por fim, há uma terceira maneira de “torcer” a mensagem das escrituras muito bem enfocada pelo Pr. Ciro: “A terceira maneira de torcer a mensagem das escrituras é ‘forçar’ um texto a dizer algo. Esse método foi usado pelo Diabo, quando da tentação no deserto (Mt. 4.1-11). (…) A falta de conhecimento das Escrituras e, principalmente do Deus das Escrituras, tem levado muitos pregadores a tropeçarem em suas palavras”.

Não se deve modificar ou atualizar os termos da Bíblia. Cada expressão é usada com a intensidade segundo a vontade de Deus. Exemplo seria alterarmos todas as passagens que condenam práticas homossexuais para utilizarmos termos mais amenos. A palavra de Deus é imutável!

IV- Conclusão

A bíblia é o meio mais rápido e certo de o homem ter contato com Deus. Isto porque é Divinamente inspirada, e as suas passagens falam claramente aos corações que a ela dão crédito.

Os corações que necessitarem de uma boa palavra, certamente a encontrarão na Bíblia. A palavra de Deus, em toda sua completude, possui respostas para todos os questionamentos que se põe ao coração do homem,

A Bíblia dá conforto aos corações cansados, alegria aos corações tristes e paz aos corações ansiosos.

Jamais falha ou erra! Por isso dizemos: A Bíblia é a Palavra de Deus.

Comentários: Joseph Bruno dos Santos Silva, acadêmico do 4º ano de Direito na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, professor da Escola Dominical na Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

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