A despecida de um líder – Manoel Moura Jr.

 

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.   Livro de Josué: As Conquistas e as Promessas do povo de Deus.

Lição 13 A Despedida de Um Líder:

Por Pr Manoel B. Moura Júnior.

      Leitura Bíblica em Classe: Josué Cap. 24.14-18. 
 
 

INTRODUÇÃO lideranca

Chegamos ao final de mais um trimestre de Lições Bíblicas. Durante todo este período meditando e analisando cada detalhe geográfico do Livro de Josué aprendemos sobre a palestina e a preciosa terra de Canaã prometida por Deus aos seus filhos (Israel). Caminhamos lado a lado com Josué desde a hora em que ele foi chamado e escolhido por Deus, ao assumir a liderança de Israel, ao conduzir o povo na travessia do Jordão, ao ensinar as lições espirituais do pós-Jordão, ao conquistar a terra de Jericó, na triste e dolorosa derrota por causa do pecado de Acã, da derrota à vitória, como devemos ser cautelosos com os Gibeonitas, como o Senhor peleja por seu povo, como conquistar uma herança pela fé, como nos abrigar nas cidades de refúgio, sobre a responsabilidade em guardar a palavra do Senhor e por fim a despedida de um homem que foi de fato um verdadeiro Pastor para Israel. Nesta lição vamos aprender como um homem pode chegar ao fim da sua vida na presença de Deus.  

I – JOSUÉ FAZ O POVO RECORDAR A FIDELIDADE DE DEUS. 

1. Uma retrospectiva histórica (vv.1-13).  

a) Segunda exortação de Josué  

No meio do cenário religioso de Siquém e, pela segunda vez, lembra Josué a fidelidade do Senhor, apresentando numa espécie de “balanço” ou recapitulação as grandes dividas que tinham os israelitas para com Jeová: a vocação de Abraão; a libertação do Egito; a vitória sobre os amorreus; o plano frustrado de Balaão; a travessia do Jordão; a tomada de Jericó e, por fim, o extermínio dos cananeus. Bênçãos sem conta 

A acústica de Siquém parecia ser favorável à reunião de grandes multidões. Josué ajuntou todas as tribos de Israel (v.1). Ele lhes fez uma revisão histórica nacional (vv. 2-13). Esta retrospectiva cobriu o período desde a chamada de Abraão até os dias do próprio Josué, que enfatizam os atos salvadores de Deus. A recitação dos milagres que aconteceram foi planejada para inspirar fé no poder do Senhor. Pelo fato de Deus ter fielmente suprido todas as necessidades até aquele momento, Israel deveria estar seguro de que o Senhor estava disposto e era capaz de satisfazer todas as necessidades do futuro.  A graça de Deus é magnificada durante todo este resumo. Foi ele quem tomou a Abraão na de Ur dos Caldeus e o fez andar por toda a terra de canaã (3). 

2. A fidelidade de Deus. 

Foi ele que tirou o povo de Israel do Egito (6). E lhes deu a terra dos amorreus (8). Libertando-os das mãos de Balaque (10). Depois de cruzarem o Jordão os israelitas encontraram muitos inimigos, mas Deus os deu na vossa mão (11). Dois fatos são enfatizados nesta recitação dos eventos passados. Em primeiro lugar, estes fatos se tornaram realidade “não com a tua espada, nem com o teu arco” (12). Israel não tinha base para se gloriar da bravura de seus guerreiros (cf. Dt 9.5). Tudo isto aconteceu “não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). Por todo o relato fica claro que Deus é o agente por meio de quem o sucesso é alcançado. Qualquer derrota sofrida pelo povo foi resultante de se ignorar o plano de Deus.

      

Enviei vespões… que os expeliram de diante de vós (12). Que magnífica prova da proteção especial de Deus! Muitos comentadores consideram estes vespões como um símbolo do terror que os israelitas infundiam no espírito dos seus inimigos. Garstang, porém, (que aceita a data mais recuada para o Êxodo) identifica aquele inseto com o emblema sagrado dos faraós, acrescentando que a devastação de Canaã pelos egípcios desolara todo o país. Após o saque de Megido por Tutmose III em 1479 a.C., o Egito lançou-se no que podemos chamar “uma política deliberada de devastação” durante mais de 60 anos, precisamente até que subiu ao trono o monarca Amenhotep III em 1411 a.C. Depois disso, “durante 50 anos, nenhum exército egípcio foi enviado à Síria,” diz Garstang, por razão de problemas no Egito. No início desse período, apareceu Josué e os israelitas em frente das muralhas de Jericó (1406 a.C.), invadindo um território enfraquecido pelos ataques dos egípcios, que assim se tornaram poderosos instrumentos nas mãos de Jeová. Isto, no dizer de alguns comentadores, a quem se pode objetar com o fato de que em Êx 23.28 e Dt 7.20 (40 anos mais tarde) o envio dos vespões é considerado ainda como um acontecimento futuro. (Mesmo assim, as conseqüências que importavam, realmente eram futuras). Em Js 24.12 cumpriu-se a promessa e foram enviados os vespões, cujo ataque deve coincidir exatamente com a altura da invasão e conquista da Terra Prometida por Josué. Quanto às conseqüências que daí poderiam advir para os israelitas, relacionadas com os textos de Êx 23.28 e Dt 7.20, não se pode duvidar que é possível admitir o acontecimento como uma verdadeira praga de vespões, que contribuíram para o despovoamento das terras que os israelitas iam invadindo. 

Em segundo lugar, Deus deu a terra que eles não trabalharam (13). Tanto o presente como o passado era testemunho do cuidado amoroso do Senhor para com o seu povo. Deus lhes deu a terra, as cidades e a produtividade do solo que eles cultivavam. Tudo ao seu redor era um constante testemunho de sua total dependência de Deus. Estes fatos deveriam ter estimulado uma reação de gratidão àquele que lhes dera tudo gratuitamente. As pessoas receberam tanto não tinham razão para murmurar contra Deus. Elas deveriam expressar-lhe plena confiança e esperança. A história da fidelidade ao Senhor tinha o propósito de servir com uma reserva de fé para o futuro.  

II – A RENOVAÇÃO DO CONCERTO 

1. “Escolhei hoje” (vv. 14,15). 

À luz da óbvia grandeza e bondade de Deus, Josué faz este apelo: “agora, pois, temei ao Senhor” (v.14). Deus fez uma aliança com Abraão, ao afirmar que favoreceria de maneira especial a ele e aos seus descendentes. Este acordo foi renovado tanto com Isaque como com Jacó. Se tudo mostrava que era preciso a geração de Josué continuar como o povo de Deus, então eles deveriam escolher a quem servir “hoje a quem sirvais” (v.15). As pessoas tiveram que decidir se obedeceriam ao Senhor, que provara sua probidade, ou adorariam os deuses locais, que eram ídolos feitos por mãos humanas. É fácil aderir a uma silenciosa revolta – levar a vida a seu próprio modo. Mas chegará o tempo quando você terá que escolher quem ou que controlará a sua existência. A implicação era que somente se eles mesmos ratificassem este concerto é que poderia haver esperança em receber o favor de Deus. Se não queriam servir a Deus a alternativa seria adorar os deuses que anteriormente foram abandonados e derrotados (v. 15). Estes mostraram-se sem poder para ajudar. Eles sempre exerceram uma influência desmoralizante sobre a vida humana. Os israelitas testemunharam que esses deuses fizeram com que o povo dissipasse sua força de alma e destruísse as consciências e o intelecto das pessoas. Josué sabia que seu povo deveria fazer uma escolha definitiva em relação a quem serviria. Ele insistiu para que afirmassem claramente Aquele em quem colocavam todas as suas esperanças. A quem eles seriam leais? Seria tal devoção entregue àqueles a quem já haviam derrotado? A indecisão seria um erro fatal, uma causa certa de fracasso. Portanto, “escolhei hoje” (v. 15). Josué já fizera sua escolha. Ele já havia estabelecido o tipo de exemplo que queria que os outros seguissem. Ele exerceria toda a influência de que dispunha para ajudá-los a fazer a escolha certa: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. (v. 15).  

2. Um compromisso solene. 

A geração dos israelitas que havia conquistado a terra prometida, agora aceita uma aliança com o Senhor, semelhante àquela que seus pais se comprometeram a cumprir no Sinai (Êx 24.7-18; 34.27-28). Ainda que o povo tivesse achado ser impossível abandonar a Jeová, seu Deus, por tudo que ele tinha feito em seu favor. A promessa do povo, de servir somente o Senhor, foi cumprida, mas somente enquanto Josué viveu juntamente com os anciãos daqueles dias. Pouco tempo depois da morte de Josué, o povo deixou o Senhor e começou a servir outros deuses (Jz 2.11-19). Normalmente é assim, logo no desabrochar da vida cristã somos impelidos por uma alegria que parece que nunca acabará, porém, com o passar dos anos e com as pressões do dia-a-dia, ao olhar-mos para tudo o está acontecendo no mundo e até mesmo no seio da igreja… Corremos o risco de como Asafe que se deparou com a prosperidade dos ímpios e a infelicidade e o desprezo dos justos, quase esfriou na fé, mas, ao entrar no templo do Senhor pôde perceber o final trágico de todos aqueles que escolhem viver sem Deus. (Sl 73.1-28). 

3. Deus nos libertou. 

“Porque o Senhor é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos e entre todos os povos pelo meio do qual passamos”. (v. 17).   

Os milagres de Deus precisam ser reconhecidos e lembrados. Racionalizar e esquecer os grandes sinais do Senhor tem sido a causa do abandono de Deus. Por exemplo: pelo poder de Deus Israel saiu do Egito, a partir daí só se ver milagres, a coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite para protegê-los do calor e do frio, a travessia do mar vermelho, as águas amargas se tornam doces, água pura e cristalina saindo de uma rocha etc. diante de todos esses milagres teria Israel motivo para não reconhecer a Grandeza de Deus e a sua libertação? Pare um pouco e pense… Quem era você no passado? Quem você é hoje? Então, prossiga o seu caminho vivendo como alguém que foi liberto pelo poder de Deus e pela Graça do Evangelho. 

III – UM MEMORIAL LEVANTADO.  

1. A pedra do testemunho.

Josué realizou um grande culto naquele dia. Uma reunião solene e especial que ficaria marcada na história do povo de Israel. Ao fazer um concerto de fidelidade ao Senhor com o povo, ele escreveu as palavras no livro da lei de Deus e tomou uma grande pedra e a erigiu diante de todos os israelitas (vv. 25,26). Ele utilizou-se de todo o tempo disponível para garantir a lembrança de Deus nas mentes das pessoas. Aquela pedra seria um sinal e uma testemunha (v. 27). Ela marcava o local onde o concerto fora estabelecido entre Deus e o povo. Assim, não apenas o ouvido, mas também o olho era convocado para registrar em sua memória o pacto renovado. Ele até mesmo registrou este evento por escrito (v.26). Para ajudar o povo a ter em sua mente uma lembrança viva. Eles deveriam tomar todas as precauções para não mentirem diante de Deus (v.27). O nosso relacionamento com Deus deve ser desenvolvido em “sinceridade e verdade”, o Senhor é FIÉL e jamais se esquecerá da sua promessa que tem feito ao seu povo, porém, é nosso dever vivermos uma vida de fé olhando para Cristo… “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomia, e esta assentado à destra do trono de Deus”. (Hb 12.1,2). 

2. A despedida de um líder (vv. 29,30). 

O momento é chegado, Josué já tomou sua decisão “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.24). O povo já está instruído no tocante a sua fidelidade para com Deus. E o que ele tem a deixar para as suas ovelhas? Ouro, prata dinheiro ou fama? Nada disso. Ele deixa o EXEMPLO, e isto é algo que está em completo declínio hoje em dia. Quantos pastores que ao deixarem um campo, setor ou congregação deixam um péssimo exemplo para as ovelhas que pastoreou, devem a Deus e ao mundo. Muitos roubam a casa de Deus, abusam do amor e bondade dos subordinados e ainda dizem “quem manda aqui sou EU” e vocês se quiserem ser abençoados devem se submeter a minha autoridade”, são verdadeiros espancadores, ladrões, saqueadores do Reino de Deus. A vida de Josué é de fato um exemplo para todos da nossa geração! O importante na vida de um pastor não é como ele começa e sim como ele termina, certo sábio disse: “O destino sempre será mais importante do que a viagem”, querido pastor…, qual será o seu destino?  

Conclusão. 

Muito em breve estaremos dizendo adeus à perecível vida terrena e saudando o início da eternidade. Quero desejar-lhe, prezado pastor, evangelista, presbítero, diácono, cooperador etc. uma vida de serviço sacrificial para aquele que foi nosso sacrifício. Que também nós possamos como Josué terminar nossa carreira com gozo.  

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