A soberania de Deus e o livre arbítrio do homem – Ev. Isaías de Jesus

INTRODUÇÃO

O que é livre-arbítrio e qual a relação com a vontade do homem.

Pedindo sempre em minhas orações que, afinal, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião para ir ter convosco. Romanos 1: 10

O apostolo Paulo tinha no seu coração uma revelação que ele pertencia a alguém, que sua vida não era de si mesmo, apesar da liberdade que Deus nos permite através do livre-arbítrio. Uma coisa é ter o livre-arbítrio, outra é usar dele para desprezar aquele que o concedeu. Quem despreza o livre-arbítrio que Deus nos deu, não tem realidade de quem é Deus e qual o Seu propósito na nossa vida. Deus coordena todo universo em harmonia através das suas leis, todo o universo subsiste e se mantém devido as suas leis, a natureza tem o seu funcionamento perfeito segundo as suas leis. Agora veja bem, Deus nos deu livre-arbítrio e se usamos dele para ir contra as Suas leis, a perfeição, a harmonia e a subsistência estarão quebradas.

Veja o temor que o apostolo Paulo tinha em relação a Deus, ele não ousava ir fazer uma visita aos romanos sem a permissão de Deus, sem que esta fosse a sua vontade. Ele poderia pensar que esta visita era uma coisa boa, que não iria fazer mal algum ir lá visitá-los e que não teria problema em ir a Roma. Mas seu pensamento era diferente, ele esperava por uma boa ocasião para ir visitá-los, o momento certo, a qual as portas estariam abertas e a sua visita seria dirigida por Deus.

A expressão que Paulo usa aqui, “boa ocasião”, é muito importante. Repare que a sua visita a Roma era algo que dirigia a Deus nas orações, nos momentos em que conversava com o Senhor, ele pedia que fosse lhe concedida uma boa ocasião Paulo sabia que por ele nada poderia fazer, mas que se o Senhor abrisse as portas a sua frente, sua visita seria proveitosa. A nossa vida, quando é guiada por Deus, também é assim, nada fazemos por nós mesmos, porém, sempre oramos para que Deus vá a nossa frente a abra as portas. O nosso papel é somente entrar por ela.

Nosso problema é ter paciência para aguardar os momentos certos para o senhor abrir a porta e, alem disso, ter a mansidão suficiente para saber que muitas vezes Deus não as abrirá, porque esta não é a sua vontade. Digamos que você tenha uma vontade muito grande de ir a determinado lugar. O que você faz? Simplesmente pode ir aquele lugar, pois você é uma pessoa livre. Mas a segunda opção é orar para que Deus abra uma boa ocasião para você ir. Então você aguarda esta boa ocasião e todas as portas fecham, tudo da errado e você não consegue ir. Agradeça, pois Deus pode ter livrado você de alguma coisa que lhe faria mal.

Na noite seguinte, apresentou-se-lhe o Senhor e disse: Tem bom ânimo: porque, como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa que o dês também em Roma. Atos 23:11

A nossa vida na comunhão com Deus é assim, oramos e pedimos que Deus vá nos guiando, abrindo as portas, fazendo a sua vontade.
Se você ler o livro de Atos, poderá ver que Paulo foi parar em Roma depois de muita tribulação Tudo começou com uma visão que Deus lhe deu, como vemos no versículo acima.
Paulo passou então a orar para que a vontade de Deus se cumprisse, e o que lhe aconteceu? Foi preso. Veja que situação difícil, Deus lhe aparece e diz: “Paulo, te levarei a Roma”, então logo em seguida ele vai Preso. Pois se continuarmos esta historia veremos que foi justamente a prisão que levou Paulo a Roma. A prisão de Paulo era a maneira que Deus encontrou de protegê-lo, pois desta forma, os judeus não tocavam nele.

Um homem guiado por Deus esta sujeito a muitas coisas, você tem esta disposição? Se você esta orando para que Deus vá a sua frente, fazendo a sua vontade, então se prepare para receber noticias negativas, surpresas repentinas, decepções, mas também se prepare para conhecer verdadeiramente o Rei do Universo, as suas consolações, seu amor, seu sustento. Quando nos inclinamos para Deus, Ele acabará com as nossas vontades e desejos para que sejam estabelecidos os Dele. É por este motivo que muitos cristãos hoje no mundo, quase a totalidade, não conhecem a Cristo e preferem andar segundo as suas vontades, é porque a vida com Deus irá terminar com nossa justiça própria, nossos direitos e passaremos a andar sob sua guarda. Se Deus quer nos humilhar, ele o fará, se quer fazer que passemos dificuldades, ele fará, tudo dependermos Dele.

Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Mateus 16: 24-25

Quando falamos de livre arbítrio não podemos deixar de falar em outra palavra que está na vida de muitos. “PERMISSSIVIDADE’.

I – A PERMISSIVIDADE PESSOAL E SOCIAL = Hebreus 3: 12-19; = 13:4

Os dias em que vivemos, chamados de Pós-Modernos, são dias em que o homem tem se distanciado cada vez mais de Deus. Além de menosprezar o próprio Deus e de se divinizar, o homem pós-moderno, dentro de sua tola arrogância, acha-se no direito de dizer o que é certo e o que é errado. Disto resulta a falta de parâmetros e de referenciais de valores morais, a levar o mundo para um relativismo cada vez mais intenso, que resulta no império da imoralidade e da perversão. Nossa sociedade tem sido bastante indulgente com situações e realidades que antes eram tidas por inaceitáveis. Isto ocorre porque a forma de pensar pós-moderna exige que o homem seja tolerante para com as pessoas à sua volta e rejeite princípios bíblicos absolutos de certo errado.

1.1 – Permissividade: conceito - Permissividade no seu sentido literal é a qualidade do que é Permissivo. Permissivo, aqui, deve ser entendido como aquele que desculpa certas falhas, ou erros; que é indulgente, ou, em última instancia, significa tolerância. É aquele que entende que tudo pode ser permitido, tolerado, que acredita numa convivência pacífica entre o moral e o imoral.
Que cada um deve viver como quer, como pensa, e, mesmo até viver sem pensar. Um mundo sem normas, de liberdade absoluta, onde seja proibido proibir. Um mundo anárquico do ponto de vista espiritual.

1.2 – O Permissivismo é uma das características dos tempos Pós Modernos -No passado, principalmente na Idade Média, segundo a Igreja Católica Romana “tudo era proibido”. Só havia uma verdade única e absoluta, que era aquela ditada pelos teólogos da “Igreja”, os quais tiravam esta “verdade absoluta e única”, de suas próprias imaginações, e não da Palavra de Deus.

1.3 – A simples leitura da Bíblia era proibida pelo Povo. Contrapondo-se a esta ditadura espiritual o homem proclamou a sua independência passando a viver segundo os princípios de que é proibido proibir. Cada um poderia ter o seu “modus vivendi” que, por mais estranho e até mesmo por mais pecaminoso que pudesse ser, deveria ser visto com respeito, pois, o homem era livre para determinar o que era certo e o que era errado. Cada um deveria ser tolerado, ou tratado com Permissividade, em sua opção de vida. É claro que para que isto fosse possível era necessário negar a existência de Deus, ou admitindo-se sua existência, mantê-lo afastado, distante, e alheio em relação ao homem e a terra. Pensando e vivendo segundo esta filosofia é possível ser tolerante com o mundo, com o diabo e com a carne.

1.4 – A permissividade existente nos nossos dias é cada vez mais intensa,porque cada vez mais intenso é o pecado, que se multiplica nestes dias de pós-modernidade em cumprimento às Escrituras Sagradas.
Precisamos ter muito cuidado, pois Deus não muda e, assim como não aceitou as folhas de figueira feitas pelo homem e não deixou o pecado impune(Gn.3:11-21), o Senhor também não aceitará a conduta permissivista da humanidade e, brevemente, fará mostrar a sua ira perante o povo que insiste em desobedecer-Lhe (Ap.6:1).

1.5 – A permissividade nasce da natureza pecaminosa de cada homem, pois cada ser humano herdou de Adão esta natureza pecaminosa, que o faz rejeitar o bem e escolher o mal quando atinge a consciência. O pecado nasce da concupiscência humana e, por isso, precisamos, para modificar a situação do mundo, atacar o pecado, que se encontra alojado em cada indivíduo.

1.6 – Não é por outro motivo que o escritor aos hebreus nos diz que sem a santificação ninguém verá o Senhor (Hb. 12: 14). O antídoto contra a permissividade, o remédio contra a tolerância e conivência com o pecado é a santificação, ou seja, uma vida de contínua e progressiva separação do pecado, uma vida de incessante evitar de pecar, de permanente distanciamento do mal. Os crentes primitivos tinham um testemunho tal que as pessoas não ousavam se aproximar e se misturar com eles (cf. At.5:13).

Os crentes, pela sua vida de santidade, pela sua comunhão com o Senhor, geravam temor, respeito e estima entre os incrédulos. Isto também já presenciamos, décadas atrás, na nossa sociedade em relação à igreja evangélica brasileira. Entretanto, nos últimos tempos, não há mais isto em nosso meio.
Pelo contrário, não são poucos os crentes que fazem questão de se parecer com os incrédulos, não são poucos os crentes que querem se envolver, se misturar com os incrédulos, de tal maneira que já não é tão fácil identificar uma pessoa que se diz crente da que não é. Não estamos aqui falando de aparência, de vestimenta ou de coisas semelhantes, mas de algo muito mais profundo: de uma espiritualidade diversa.

1.7 – A permissividade pessoal é o grande obstáculo que se tem tido para que a igreja tenha um verdadeiro avivamento neste tempo final da dispensação da graça. Há uma necessidade muito grande de voltarmos a cultivar a santificação, tema, aliás, que desapareceu dos púlpitos de quase todas as igrejas locais. É preciso falarmos da necessidade de viver separados do pecado, pecado este que nada tem que ver com costumes, tradições ou hábitos, mas que é o cumprimento da Palavra de Deus.

1.8 – A permissividade social - A sociedade é formada de homens. Assim, sendo os homens pecadores, naturalmente toda a sociedade o será, como vemos, logo no início da história da humanidade, com a civilização caimita que, depois, influenciaria a civilização setita, trazendo a corrupção geral da humanidade nos dias de Noé.

Não é diferente nos dias da pós-modernidade, onde o aumento do pecado nos corações dos homens se espraia e contamina todas as sociedades, sociedades, aliás, que se encontram cada vez mais interdependentes, cada vez mais inter-relacionadas, cada vez mais interligadas, o que só faz aumentar a projeção do pecado na humanidade.

O pecado existente em cada indivíduo, portanto, numa velocidade espantosa, como um vírus, infecta toda a humanidade, gerando um quadro de corrupção generalizada. Aliás, o próprio Jesus nos adverte que os dias da sua vinda seriam semelhantes aos dias de Noé (Mt.24:37; = Lc.17:36), dias que a Bíblia diz serem dias em que “…a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente…” (Gn.6:5).
O pecado domina o homem e, por causa disto, toda a organização social acaba sendo uma organização que permite, incentiva e estimula o pecado e a sua prática.

Dominada pelo pecado, a sociedade onde estamos denominada de “mundo” pelas Escrituras, sempre criará circunstâncias que favorecem a prática da iniqüidade. Ao longo dos séculos, temos visto como as estruturas criadas pelos homens na sociedade sempre estimulam e incentivam a prática do pecado, mas, nos dias em que vivemos, isto chegou a um nível nunca antes imaginado.

II – AS CAUSAS DA PERMISSIVIDADE

2.1) A desobediência aos princípios bíblicos – A principal causa da permissividade moral é a inobservância dos princípios bíblicos. A principal causa da destruição dos Israelitas que saíram do Egito, com exceção de Josué e Calebe, foi exatamente porque eles foram rebeldes, desobedientes e de coração duro, conforme vemos no texto bíblico em classe, nos versículos 12-15.
Eles não cumpriram os mandamentos de Deus. O salmo 106 descreve isso. Para atacar o povo de Deus o inimigo ataca em três frentes: mina a fé em Deus; induz as pessoas à carnalidade e ao desvirtuamento moral; perverte a sã doutrina, mediante inovações e ensinos antibíblicos na Igreja. Foi assim que Balaão levou os filhos de Israel a prevaricarem contra o Senhor, caindo nas ciladas do sincretismo religioso e da prostituição (Num 25:1; = 31: 9,15,16; = 2 Pe 2:9-15; =
Ap 2:14).

2.2) A extinção da moral na sociedade - Essa extinção moral é palpável. Só basta atentar o que está acontecendo hoje em todas as camadas da sociedade, no mundo inteiro. Estamos vendo a degradação da sociedade, que tem como sua principal célula, a família, degradada por causa da permissividade moral entre os seus integrantes. Há muitos batendo no peito e dizendo eu escolho o que eu quero.
É a síndrome de Sodoma e Gomorra a nortear o comportamento da massa humana. A Sociedade de Sodoma era uma Sociedade muito semelhante à nossa – “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló; comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre, consumindo a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar” (Lc 17: 26-30).

2.3 – Os dias de Sodoma eram dias de Materialismo - É o que podemos deduzir das palavras ditas por Jesus – “Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, consumindo a todos” (Lc 17:28-29). Uma cidade em franco progresso material! Mais uma prova bíblica de que progresso na vida material não significa estar bem com Deus. Do ponto de vista material não há qualquer sinal de decadência em Sodoma. A Cidade trabalhava, prosperava se divertia. No entanto, nada se diz sobre Deus, Altar, Adoração! Nada! Materialismo puro! Na descrição feita por Jesus, daquilo que eles estavam fazendo não se pode afirmar que alguma daquelas coisas que faziam fosse pecado. Comer, beber, comprar, vender, plantar, edificar! Sinais de progresso! Porém, ao que tudo indica, não havia lugar para Deus naquela cidade. Deus era o grande esquecido.

III – O CAMBATE A PERMISSIVIDADE

3.1) Pela disseminação incessante do conteúdo bíblico - A permissividade social, como já se disse, é decorrência da permissividade pessoal de cada pecador. Assim, o maior combate contra a permissividade social é a pregação do Evangelho a toda a criatura, como nos afirma e determina o próprio Jesus, ao dar a grande comissão (Mc 16:15). Quando pregamos o evangelho e o pecador crê por ter ouvido a Palavra de Deus (Rm 10: 17), ele se arrepende da sua vida pecaminosa e, portanto, passa a viver de acordo com a vontade de Deus. Entretanto, a pregação do evangelho deixou de ser prioridade em muitas igrejas locais, o que tem possibilitado a permissividade social crescente, inclusive com influência sobre as igrejas locais. A evangelização é a principal arma que a Igreja tem contra a permissividade social. Somente quando anunciamos a Palavra de Deus e convidamos os pecadores ao arrependimento é que temos condição de lutar contra o ambiente permissivista reinante no mundo.

IV. A PREDESTINAÇÃO

Dentro do contexto bíblico, que estamos estudando, a Predestinação é simplesmente um ponto específico deste plano de Deus. O nosso Deus é soberano e não existe uma área sequer do universo, da nossa vida e existência, que não esteja sob esta soberania e regência, inclusive a questão da salvação de almas.

A. Definição: Poderíamos definir a Predestinação como sendo:
O aspecto da pré-ordenação de Deus, através do qual a salvação do crente é considerada efetuada de acordo com a vontade de Deus, que o chamou e o elegeu em Cristo, para a vida eterna, sendo a sua aceitação VOLUNTÁRIA, da pessoa e do sacrifício de Cristo, uma CONSEQUÊNCIA desta eleição e do trabalho do Espírito Santo, que efetiva esta eleição, tocando em seu coração e abrindo-lhe os olhos para as coisas espirituais.

B. A Fonte da Predestinação: É a Soberana Vontade de Deus. No capítulo 6 do Evangelho de João, temos três versículos pertinentes: 37 – “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”; 44 – “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”; e 65 – “E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (veja também – Ef 1.4, 5 e 11; Rm 9.11, 16).

C. A Causa da Predestinação: É a misericórdia infinita de Deus e a manifestação de sua glória. Rm 9.23 diz – “… a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão” (veja também – Rm 11.33; Ef 1.6 e Jo 3.16).

D. Os Objetos da Predestinação: Pessoas pecadoras. Note Jo 1.12 e 13 – “ Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (veja também esses versos, todos em João – 5.21; 6.65; 10.26 e 27; 12.37-41; 15.16; 17.6-8).

V – A VONTADE DE Deus, A VONTADE DO HOMEM E O LIVRE-ARBÍTRIO

Um assunto muito importante, mas negligenciado na igreja moderna é o livre-arbítrio. É vital compreender em que sentido a vontade é livre e reconhecer a importância deste assunto para a fé cristã.

Será que a salvação depende da disposição do homem para ser salvo, independentemente de uma obra prévia do Espírito Santo? Ninguém é salvo contra sua própria vontade; entretanto, Deus transforma o pecador de maneira a torná-lo desejoso. O assunto do livre-arbítrio está no cerne do cristianismo e tem um profundo efeito em nossa mensagem e em nosso método de evangelização. Ao mesmo tempo que é verdade: “Quem quiser, venha”, a Bíblia ensina que a salvação depende não da disposição do homem, e sim da disposição, da graça e do poder de Deus.
Além do mais, se Deus não tivesse poder sobre a vontade humana, o mundo inteiro iria para o inferno. Deus não exclui ninguém de seu convite; entretanto, os próprios pecadores excluem a si mesmos.
A doutrina do livre-arbítrio nos leva a algumas considerações, não sobre a capacidade do homem, e sim sobre a sua fraqueza, miséria e incapacidade para fazer aquilo que é espiritualmente bom.

Nenhum homem é salvo contra a sua vontade. Nenhum homem é perdoado, enquanto odeia o simples pensar no perdão. Nenhum homem terá alegria no Senhor, se disser: “Eu não quero me regozijar no Senhor”. Não pense, por um só instante, que os anjos haverão de empurrar pessoas através dos portais do céu.

Nós não somos salvos contra a nossa vontade; nem a nossa vontade é arrancada de nós, mas o agir (a operação) do Espírito de Deus se realiza no sentido de transformar a vontade humana e, assim, fazer com que alguns homens estejam dispostos no dia do poder de Deus (Sl 110.3), efetuando neles tanto o seu querer como o realizar, segundo sua boa vontade (Fp 2.13).“O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8).

O Espírito vivifica a alma e lhe faz tais revelações da verdade, capacitando-a a enxergar as coisas por um prisma diferente do que jamais enxergou. A vontade alegremente curva sua cerviz, que um dia foi tão dura quanto o ferro, e se dispõe a vestir o jugo que um dia desprezou, usando-o com alegria. O homem não é como a máquina que meramente obedece a comandos; ele não é polido como um pedaço de mármore. Ele não é lixado como um pedaço de madeira, mas sobre a sua mente age o Espírito da vida. O homem é tornado uma nova criatura em Cristo, pela vontade de Deus, e a sua própria vontade é levada a ceder, com alegria e doçura.

Se você está disposto, pode ter certeza de que foi Deus que o tornou disposto. Se você tem uma faísca de amor por Ele, essa faísca vem do fogo do amor de Deus por você. “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19).Trazemos a coroa e dizemos: “Em que cabeça devemos colocá-la?” Todo o filho de Deus haverá de dizer: “Coroai-o, Ele é digno, Ele nos fez diferentes”. “Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido?

VI – O BOM PRAZER da SUA VONTADE = Efés. 1: 11

A vontade de Deus é a expressão do prazer de Deus. A vontade de Deus não pode ser diferente da Sua natureza, portanto, ela é soberana (não influenciada pelas forças terceiras), santa (pura, imaculada, inocente), poderosa (Ele pode desejar o que Ele deve) e imutável (nada pode impedi-la ou muda-la).

É a Sua vontade que motiva as Suas ações (Efés. 1:11, ”faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade”). Na esfera dos Deuses o verdadeiro Deus se destaca, pois, somente Ele faz “tudo o que lhe apraz” (Sal 115:3). O que foi criado, nos mares e em todos os abismos, é atribuído a ser criado por que Deus quis (Sal 135:6, ”tudo o que o SENHOR quis, fez”).
A eleição em Cristo que foi programada antes da fundação do mundo e a predestinação para os Seus serem filhos de adoção por Jesus Cristo são tidos como sendo “segundo o beneplácito de Sua vontade” (Efés. 1:4,5); ”segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (II Tim 1:9). Tudo o que é envolvido no assunto da salvação é “segundo a Sua vontade” (Tiago 1: 18). Deve ser notado que o amor e a graça de Deus fazem parte de Deus e conseqüentemente a salvação, mas não serão tratados como causas da salvação em particular pois podem ser considerados melhor num estudo detalhadamente sobre a própria vontade de Deus.

É lógico que seja a vontade de Deus uma causa da salvação, pois a vontade de Deus é uma parte essencial da sua natureza expressando-a e sendo tudo que Deus é. “Falhamos em entender a origem de qualquer coisa quando não voltamos à vontade soberana de Deus” (Pink, The Atonement, p. 22). Se Deus é antes de todas as coisas (Col. 1: 17), a sua vontade é também antes de tudo que existe e acontece. Aquele que sucede e é efetuado no mundo é o que o SENHOR dos Exércitos pensou e determinou (Isa 14: 24, O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo:

Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Muito além da Sua vontade ser um tormento, é confortadora. Deus fazendo as Suas obras conforme o bom prazer da Sua vontade conforta o santo na sua tribulação. O servo Jó confiou na vontade de Deus na sua tristeza e foi confortado (Jó 23:13, “O que a Sua alma quiser, isso fará”). A mesma vontade que nos salva é aquela que garanta-nos o aperfeiçoamento da salvação até o memento que estamos na presença do Salvador no céu (João 6:39,40). Tal conhecimento da vontade de Deus traz paz ao salvo.

Tudo que Cristo precisava fazer pessoalmente para efetuar a salvação foi em submisso à vontade de Deus (Heb 10:7; Mat. 26: 39). Tudo que os outros fizeram com Jesus durante o Seu tempo na terra, sim, até a traição de Judas, o julgamento injusto e a crucificação vergonhosa foi “pelo determinado conselho” de Deus (Atos 2:23). Ninguém fez mais nem menos do que a completa vontade de Deus. Podemos não entender este ponto, mas a verdade revelada pela Palavra de Deus pode ser maior que a nossa capacidade de entende-la. Devemos acata-la pela fé
(Heb 11:1,6).
Mesmo que incluímos a vontade de Deus como parte da causa da salvação devemos frisar que a vontade de Deus não é a própria condenação ou a salvação mas uma parte íntegra de ambas. Há meios que Deus usa para efetuar a sua vontade e estes meios serão tratados posteriormente.

CONCLUSÃO:- Uma pergunta faço agora. Porque os homens não vêm a Cristo.

Agora, devemos lhes dizer as razões porque os homens não vêm a Cristo. A primeira é que nenhum homem por natureza pensa que deseja a Cristo. Em sua natureza o homem entende que não precisa de Cristo; pensa que tem uma veste de justiça em si mesmo, e que está bem vestido, que não está nu, que não precisa que o sangue de Cristo o lave, que não está preto ou vermelho, e que não precisa da graça purificá-lo.

Nenhum homem sabe da sua necessidade até Deus apresentá-la. Até o Espírito Santo revelar a necessidade de perdão, nenhum homem busca por perdão. Eu posso pregar a Cristo para sempre, mas, a menos que vocês sintam que precisam de Cristo vocês nunca virão a ele. Um doutor pode ter uma boa farmácia, mas ninguém comprará seus medicamentos até que sinta que precisa deles.

A próxima razão é que os homens não gostam da forma como Cristo os salva. Alguém dirá: “Eu não gosto porque ele me faz santo; não poderei beber ou xingar se ele me salvar”. Outro dirá: “É requerido que eu seja muito formal e puritano, e eu gosto de ter mais liberdade de ação”. Outro não gosta dela porque é muito humilhante; ele não gosta dela porque os “portões do paraíso” não são suficientemente altos para sua cabeça passar levantada, e ele não gosta de se curvar. E esta é a principal razão pela qual vocês não vêm a Cristo: é que vocês não podem chegar a ele com as suas cabeças erguidas, porque Cristo faz vocês se curvarem quando vêm.

Outro não gosta do fato de ser a graça do início ao fim. “Oh!”, dirá, “Se eu pudesse ter um pouco de honra”. Mas quando ele ouve que tudo é feito por Cristo, ou nada de Cristo, um Cristo inteiro, ou nada de Cristo, ele dirá “não virei”, e vira-se nos calcanhares e vai embora.

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
4° Trimestre 2008 – Tema: 5º Lição – A Soberania de Deus e Livre-arbítrio Humano
Bibliografia:-
Prof:- Luciano de Paula Lourenço

http://www.solanoportela/

http://www.editorafiel.com.br/
Pr. Charles Haddon Spurgeon
Pr. Calvin Gardner

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