Pr. Altair Germano
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1.INTRODUÇÃO
O culto é uma das mais belas e antigas formas do homem expressar sua devoção, gratidão e adoração a Deus.
A Bíblia é o maior manual litúrgico em circulação, sendo ela inspirada por aquele a quem devemos toda honra, glória e louvor. É nela que encontramos o princípio regulador do culto cristão do culto cristão.
A falta de conhecimento destas fundamentações, aliada ao descaso ou desinteresse quanto ao desenvolvimento histórico e litúrgico do culto, tem conduzido cristãos e igrejas, a se privarem de todas as bençãos e privilégios deste tão solene ato, como também, ao desvio da simplicidade, verdade e espiritualidade, que sempre marcaram esta prática cristã. Em muitos lugares, a formalidade, desordem e irreverência, tem transformado o culto num mero encontro de pessoas, quando deveria antes, ser um encontro de pessoas com Deus.
É nosso desejo, que esta abordagem contribua não somente para promover conhecimento bíblico e histórico, mas acima de tudo, uma reflexão que venha nos conduzir à uma conscientização, transformação, e renovação na forma de conduzirmos e participarmos do culto cristão.
2. ANÁLISE ETMOLÓGICA E DEFINIÇÃO DE CULTO
A palavra “culto”, deriva-se dos seguintes termos:
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‘abida – Termo hebraico que originalmente significava trabalho, ritual, adoração. Os usos dessa palavra em Esdras se referem ao trabalho feito na reconstrução do templo em Jerusalém (Ed 4.24; 5.8; 6.7),bem como as atividades em geral de sacerdotes e levitas, as quais, em associação com o ritual e a adoração espiritual (Ed 6.18), constituem serviço a Deus (Ex 3.12; Dt 6.13; 11.13; Sl 100.2).
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Latreia – Substantivo grego, usado nas diversas situações de um trabalho ou serviço assalariado. Posteriormente foi incorporado à prática cristã de cultuar, ou seja, prestar um serviço a Deus, adorá-lo (Mt 4.10; Rm 12.1).
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Proskunein – Termo grego que no AT significava “curvar-se”, tanto para homenagear homens importantes e autoridades (Gn 27.29; 37.7-10; I Sm 25.23),como para adorar a Deus (Gn 24.52; 2 Cr 7.3; Sl 95.6).No NT denota exclusivamente a adoração que se dirige a Deus (At 10.15-26; Ap 19.10; 22.8-9).
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Leitourgia – A palavra é originária do grego. Literalmente, significa serviço público (leitos=público, Ergon=trabalho). Conforme Claudionor Corrêa (Manual da Harpa Cristã, p. 19), “na Antiga Grécia, o termo era usado para designar uma função administrativa num órgão governamental. Desde sua origem, por conseguinte, a liturgia tem uma forte conotação com o serviço que os súditos devem prestar ao rei. O termo passou, com o tempo, a designar o culto público e oficial da Igreja Cristã. Hoje, é definido como a forma pela qual um ato de adoração é conduzido”.
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Cultus – Termo latin, que significa a tributação voluntária de louvor e honra ao criador.
Dessa forma, o culto cristão poder ser definido como:
Um serviço devido a Deus, que se expressa em todos os atos da existência humana (Jo 4.19-24; I Co 10.31), ou ainda, o ajuntamento solene da Igreja, com fins de adorar a Deus, mediante a liturgia, associada aos elementos comuns de cada cultura popular ou denominacional.
3. FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA DO CULTO CRISTÃO
A Bíblia é nosso manual de fé e conduta. É nela que o culto cristão se fundamenta.
O Culto no Antigo Testamento
- No Lar (família) : Gn 4.1-5; 26; 8.18-21; 13.1-4; Ex 12.1-21; Dt 6.4-9; 11.18-21).
- No Tabernáculo : Ex 25-40
- No Templo : 2Sm 7.1-17; I Rs 6-8
O Culto no Novo Testamento
- Nas Casas (At 2.46b; 16.40; 20.20; Rm 16.5; I Co 16.19; Cl 4.15, etc.)
- Nos pátios (At 2.46b)
- Às margens de rios (At 16.12-15)
- Nas prisões (At 16.25)
- Uma questão de atitude de coração (Jo 4.20-24; Mt 18.20)
4. O CULTO DOMÉSTICO
É de fundamental importância, o conhecimento da origem, do desenvolvimento, e do verdadeiro sentido do culto prestado a Deus, para que no âmbito doméstico, ele torne-se um instrumento eficaz para na Sua adoração.
- ASPECTOS PRÁTICOS DO CULTO DOMÉSTICO
1. Os Elementos do Culto Doméstico
a) A Palavra – “Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa…(Dt 11.19).O Pr. Elinaldo Renovato (A família cristã nos dias atuais, p. 64-65) nos diz o seguinte “…a responsabilidade pela transmissão da Palavra de Deus, em primeiro lugar, é dos pais… Algo muito sério é que os pais devem dedicar atenção especial no ensino da Palavra de Deus aos filhos. Devem convidá-los para estudar a Palavra juntamente com eles, ASSENTADOS, em sua casa… desde pequeninos, na mais tenra idade, enquanto são “plantinha”, assentar-se com eles em volta da mesa, na sala, ou em local adequado, e falhar-lhes a Palavra de Deus. Temos absoluta certeza de que fazendo assim, a maioria dos lares será salvae os pais poderão dizer que eles e sua casa servem ao Senhor(Js 24.15).
b) A Oração – A oração é elemento indispensável na adoração a Deus. Orar é falar com Deus. Através da oração pode-se louvar a Deus, interceder, pedir, confessar pecados (Mt 6.9-13).
c) A Música – A música é aquele elemento que tem um papel de impressão e expressão, ou seja, ela prepara o ambiente para a adoração, e contribui na fixação das mensagens e ensino da Palavra Deus. A música pode ser ministrada em forma de corinhos, hinos avulsos e da harpa cristã, acompanhada ou não de instrumento (violão, teclado, etc.)
COMO DINAMIZAR O CULTO DOMÉSTICO
O culto doméstico não deve ser um ritual formal, mecanizado, e rotineiro, antes, deve ser visto como uma excelente oportunidade para que a família se reuna e desfrute de bons e alegres momentos na presença de Deus. Para que isso torne-se uma realidade, é necessário torná-lo dinâmico. Sugerimos então, algumas práticas, que podem aliar-se a sua forma tradicional. São elas:
· O uso de ilustrações para enriquecer o ensino
· Testemunhos
· Pedidos de oração
· Agradecimentos por bençãos recebidas
· Estudo expositivo da Bíblia (livros, evangelhos epístolas)
· Estudos doutrinários (criação, salvação, Deus, Jesus, Espírito Santo, etc.)
· Debates
É aconselhável também, que haja um rodízio, na medida do possível, quanto a distribuição de oportunidades cedidas aos participantes (cantar, expor a palavra, orar, etc.).
Nos lares onde alguns ainda não servem a Jesus, deve-se tentar integrar o não crente ao culto doméstico, nunca porém, constrangendo-o ou obrigando-o, mas sempre procurando amavelmente atraí-lo. É preciso lembrar que o mal testemunho cristão dentro de casa, comprometerá de forma negativa o “culto”, fazendo com que as pessoas não se interessem em participar dele.
Salientamos ainda, que o “culto doméstico” é um importante meio de educar a família, quanto a sua participação no culto congregacional, no que diz respeito, entre outras coisas, aos princípios de ordem, decência e reverência.
Lembremos do dito popular que diz: “O costume de casa vai à praça”, neste caso, vai ao templo.
5. O CULTO E O TEMPO
“A maneira como usamos o nosso tempo é uma boa indicação do que consideramos de importância primordial na vida. Sempre poderemos ter certeza de encontrar tempo para aquelas coisas que consideramos mais importantes, embora nem sempre admitamos perante os outros ou até perante nós mesmos quais são nossas prioridades reais. Seja para ganhar dinheiro, para a ação política ou para atividades em família, encontramos tempo para colocar em primeiro lugar aquelas coisas que mais nos importam. O tempo fala. Quando o damos aos outros, na verdade estamos nos dando a nós mesmos. Nosso uso do tempo não só mostra o que é importante para a nossa vida. O tempo, então, expõe escancarada e involuntariamente as nossas prioridades. Ele revela o que mais valorizamos pela forma como alocamos esse recurso limitado.” (James F. White)
Quando nos debruçamos sobre o Novo Testamento, percebemos através dos registros de Atos dos Apóstolos e dos textos epistolares, que na igreja primitiva o culto não estava preso a um tempo pré-determinado “??????” (gr. chrónos, espaço de tempo). A ênfase sobre o primeiro dia da semana como dia litúrgico (1 Co 16.2; At 20.7, 11 e Ap 1.10), corroborada por Inácio de Antioquia, Justino Mártir, e pelo testemunho do Didaqué, era a única recomendação temporal feita ao culto cristão.
No culto cristão prevalecia o ?????? (gr. kairós, tempo oportuno e apropriado), livre das amarras do ??????. Havia prazer, vontade, desejo intenso de se reunir, estar juntos, partir o pão, orar, louvar, ouvir prazerosamente a Palavra:
“e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At 2.42)
Não havia catedrais, basílicas, monumentos cristãos erguidos para a própria honra e glória humana, para perpetuação de seu nome. Pura mentalidade “nabucodonosoriana”, “constantiniana” e “medieval” (Dn 4.30). Vaidade em nome de um falso, ou até mesmo sincero, mas não essencial tributo a Deus, que já “não habita em templos feitos por mãos de homens” (At 17.25).
Nada de ênfases tolas em conforto ou qualidade de atendimento aos crentes (ou clientes?), em mero esteticismo, cadeiras de luxo, púlpitos de cristal, bronze, prata e ouro, sistemas de refrigeração que roubam milhares de reais da oferta missionária e que desfalcam a obra social. O conforto é bom, mas não é tudo, é desejável, mas não pode ser prioritário.
Mesmo não desfrutando desses privilégios, os cristãos primitivos ficavam no culto até o fim. Havia coisas mais sublimes e relevantes que os “prendiam” lá. Havia a presença da glória de Deus, o gozo no Espírito Santo, a unção, a reverência, a compaixão, a misericórdia, a sinceridade, a comunhão, o amor fraterno. O ?????? não importava.
Não havia pressa para voltar para casa, apesar do inevitável e necessário labutar do dia seguinte os aguardar, ainda que os perigos dos becos, vales e estradas fossem reais.
“E, perseverando unânimes todos os dias (??? ??????, gr. kath heméran) no templo [...]” (Atos 2.46).
Atualmente para muitos, só resta o agonizante culto dominical. Onde o relógio (imagem e expressão simbólica do ?????? ) é mais observado e reverenciado do que a própria Palavra de Deus. O dia da ressurreição, o dia do Senhor (Dies Dominica) deixou de ser aguardado ansiosamente e guardado inegociavelmente.
Para estes, só resta agora inquietação, irreverência e arrogância. “Se passar do horário (??????) vou embora, ameaçam uns. É preciso decência e ordem, bradam outros!”. Que decadência, que loucura, que tolice, que insensatez.
Perdoa-nos Senhor! Ensina-nos a viver deliciosamente em tua presença, remindo o tempo no culto prestado a ti, tirando o máximo do ?????? (Ef 5.16).






Pois precisamos de uma reforma urgente e depois de 1500 anos de Lutero, esta precisa ser no seio da igreja Evangelica. A começar por aquilo que realmente é o culto.
abçs e Deus o abençoe pastor Altair
Encontramos ainda setores da fé alicerçados pela verdade e pessoas decididas a fazerem o melhor para Deus.
HÁ E FALANDO EM FAZER O MELHOR PARA DEUS, é claro que assim como pastor Altair, ainda tem pessoas com a consciencia de que o culto é para Deus
Culto que tem como signficado paralelo a ação de cultivar, uma semente, uma lavoura, que só depois de bem cultivada poderá ser colhido os seus frutos.
Então como Abel, depois de um excelente cultivo, pode ofertar no altar do Senhor, O MELHOR DA TERRA.
O que segundo o proprio Deus, foi muito bem aceito por Ele
abçs em Cristo: pastor Joel/Primeiro de Maio/PR