Revista on line da Escola Dominical | IBSN 14-19-05-2010
Friday September 3rd 2010

A tecnologia a serviço do mal – 1


 

TEMA – Tempos trabalhosos: como enfrentar os desafios deste século

COMENTARISTA : Elinaldo Renovato de Lima

LIÇÃO Nº 9 – A TECNOLOGIA A SERVIÇO DO MAL

                                   Dominado pelo pecado, o homem faz com que todas as suas criações contribuam para a sua morte e destruição espiritual.

INTRODUÇÃO

- O pecado, quando praticado, domina o homem (Gn.4:7; Jo.8:34), que dele não consegue se desvencilhar por sua própria força, necessitando de Cristo para o fazer (Jo.8:32,36). Assim, embora tenha sido aquinhoado por Deus com capacidade intelectual (Gn.2:19,20), tal capacidade sempre é utilizada para o mal (Sl.14:2,3).

- Os tempos trabalhosos em que vivemos é período de dupla multiplicação: multiplicação da ciência (Dn.12:4) e multiplicação da iniqüidade (Mt.24:12). Por isso, como nunca antes na história da humanidade, contemplamos o uso da tecnologia a serviço do mal. Como igreja, temos de nos utilizar da tecnologia, sem a qual poremos obstáculos à pregação do Evangelho e ao ensino da Palavra, mas lutar tenazmente contra a multiplicação da iniqüidade pela multiplicação da ciência.

I – O QUE É TECNOLOGIA

- “Tecnologia” é a “teoria geral e/ou estudo sistemático sobre técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana”, palavra surgida por volta do século XVIII, formado de “tékhné”, palavra grega que significa “artesanato, arte, ciência, indústria” e “logos”, que significa “linguagem, proposição”. É “um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Dependendo do contexto, a tecnologia pode ser:

a) as ferramentas e as máquinas que ajudam a resolver problemas;

b) as técnicas, conhecimentos, métodos, materiais, ferramentas, e processos usados para resolver problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmos;

c) um método ou processo de construção e trabalho (tal como a tecnologia de manufatura, a tecnologia de infra-estrutura ou a tecnologia espacial);

d) a aplicação de recursos para a resolução de problemas;

O termo tecnologia também pode ser usado para descrever o nível de conhecimento científico, matemático e técnico de uma determinada cultura;

Na economia, a tecnologia é o estado atual de nosso conhecimento de como combinar recursos para produzir produtos desejados (e nosso conhecimento do que pode ser produzido).…” (WIKIPEDIA. Tecnologia. Disponível em:

- Diante desta realidade, temos de concordar com as conclusões nascidas no Concílio Vaticano II, quando a Igreja Romana fez uma atualização de suas doutrinas e tradições frente às transformações vividas pelo mundo, segundo as quais, ” … estes instrumentos(os meios de comunicação, observação nossa), retamente empregados, representam subsídios valiosos ao gênero humano, porquanto muito contribuem para recrear e aprimorar os espíritos e propagar e firmar o reino de Deus; sabe também que os homens podem utilizá-los contra o desígnio do divino Criador e convertê-los em perdição de si próprios(…) (a Igreja, observação nossa) angustia-se pelos danos causados mui freqüentemente à sociedade humana pelo mau uso deles…” (Decreto Inter Mirifica, nº 2).

- Devemos observar que a comunicação é a ação de tornar comum aquilo que é peculiar de cada um. Os homens, feitos para viverem em grupo, em sociedade, dependem da comunicação para serem verdadeiros seres humanos. Não há vida social sem comunicação, é indispensável que os homens se comuniquem entre si e que se comuniquem com Deus para que o propósito de sua criação seja alcançado. Não é à toa que Deus comparecia, na viração do dia, para Se comunicar com o homem (Gn.3:8) e que seu propósito seja restabelecer esta comunicação para todo o sempre (Ap.21:3).

- Se assim é, não pode o cristão, que está no mundo embora não seja do mundo (Jo.17:11,14), omitir-se de travar uma comunicação com os demais homens. Muito pelo contrário, os crentes só são mantidos no mundo para que possa comunicar-se com os demais homens, anunciando-se a melhor notícia que o homem pode receber(Mc.16:15): a de que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo.3:16).

- Nenhum meio de comunicação é mau em si mesmo. Muito pelo contrário, o meio de comunicação, como o próprio nome diz, é um meio, é um instrumento, que não pode trazer nem bem nem mal a quem quer que seja. A maldade não se encontra no meio de comunicação, mas no coração do homem que o utiliza. Quem o disse foi o próprio Jesus que, questionado sobre o costume de lavar as mãos, afirmou, solenemente, que o mal vem do coração do homem e não de qualquer ritual ou elemento exterior ao homem (Mt.15:10-20).

- Toda a discussão que se travou (e ainda se trava) na igreja a respeito dos meios de comunicação, portanto, é algo totalmente estéril e sem qualquer sentido, diante destes ensinamentos do Senhor. Nenhum meio de comunicação é mau em si mesmo, mas, sim, o coração dos homens que o comandam. Quando surgiu o rádio, não faltaram aqueles que afirmavam que o mesmo era um instrumento diabólico, a verdadeira “caixinha do diabo”. Surgiu a televisão e passou esta a ser assim considerada, como o é, atualmente, o computador, considerado por muitos como sendo a verdadeira “ferramenta do anticristo”. Enquanto a igreja se digladia em torno destes conceitos, que nada mais são que preconceitos contra o desconhecido, trazendo uma série de tristezas, divisões e problemas sem-número no seio do povo de Deus, o adversário prossegue avançando e ocupando todos os espaços nestes meios de comunicação, ante a inércia inexplicável e antibíblica da Igreja. É hora de apenas nos firmarmos na doutrina da Palavra de Deus, que aponta que devemos ter um coração puro, cheio da presença de Deus e que devemos, com esta ser transformado por Jesus, usar todos os meios para anunciar que Deus ama o homem e que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e leva para o céu.

OBS:  Um exemplo do que estamos a dizer está nas palavras do próprio criador da Internet, o professor Leonard Kleinrock que, em entrevista por ocasião dos 30 anos da internet, afirmou : “Fazendo balanço, não crê que ele e seus colegas criaram um monstro. ” Alguém pode antecipar as comunicações entre computadores, mas não entre homens, afirmou Kleinrock. ‘Quando chegou o correio eletrônico, essa foi a primeira pista de que a interação entre pessoas era realmente a aplicação assassina, afirmou. ‘Temos que sopesar o bem e o mal. ‘Existe algo que se possa controlar ?’ Não. A pornografia é um bom exemplo disso’, completou.…” (CNN en español. Ciencia y tecnologia. Hacía 30 años dos computadoras balbuceantes daban nacimiento a internet. 2.set.1999.http://www. google.com.br/search?q=cache:OX21u5Zvv_4J:166.114.106.9/~arteaga/INF-099/www.puc.cl/curso_dist/cbc/anexos/texto_a/inter30.html+30+anos,+internet,+pornografia&hl=pt-BR&ie=UTF-8. Acesso em 18 jul.2003) (tradução nossa)

- A importância dos meios de comunicação na vida da humanidade é algo crucial e fundamental nos nossos dias. O controle dos meios de comunicação significa o controle do próprio mundo e a Igreja deve estar atenta a isto, pois se entregar tais meios ao controle do adversário, estará trazendo grandes obstáculos à obra de evangelização. Verdade é que Jesus promete vitória da Igreja sobre as portas do inferno (mt.16:18), mas também determina que façamos a nossa parte, revestindo-nos da armadura de Deus e sendo vigilantes na luta contra as hostes espirituais da maldade (Ef.6:12-18). Uma das armas colocadas à disposição do crente são os calçados na preparação (ou prontidão, conforme a versão NVI) do evangelho da paz. Será que podemos, nos nossos dias, dizer que estamos prontos a evangelizar se não estivermos inseridos e usando dos meios de comunicação trazidos pela moderna tecnologia ?

- Vemos que Jesus usava dos meios de comunicação disponíveis no seu tempo para poder divulgar a sua mensagem da maneira mais eficiente. Subia a um monte para que a multidão O ouvisse e O visse, para que houvesse uma melhor apreensão dos Seus ensinos. Apresentava-se nas festividades em Jerusalém, exatamente porque ali havia a maior confluência possível de judeus, para que Sua mensagem pudesse ser ouvida pelo maior número de pessoas possível. Se gastava Seu tempo na evangelização de uma só pessoa, é porque esta pessoa era um elemento-chave para a atração de multidões ou de cidades inteiras, como aconteceu seja com a mulher samaritana, seja com o(s) ex-endemoninhado(s) gadarenos(s). Portanto, os exemplos que o Mestre nos deixou são de aproveitamento máximo dos meios de comunicação para que a mensagem do Evangelho possa ser divulgada ao maior número de pessoas de uma só vez.

- Esta importância da comunicação está presente nas próprias leis humanas. A nossa Constituição, por exemplo, dedica um capítulo a este assunto e se preocupa em que os meios de comunicação não fiquem nas mãos de uma ou poucas pessoas (objetivo que, entretanto, é, por enquanto, ainda apenas um sonho) (artigo 220, § 5º), que a propriedade de empresas jornalísticas e de radiodifusão fiquem, majoritariamente, nas mãos de brasileiras (artigo 222) e que a produção e programação das emissoras de rádio e televisão atendam a alguns princípios, em especial a preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, bem como a promoção da cultura nacional e regional (outros objetivos que ainda não se verificam na realidade) (artigo 221).

OBS:  Como afirma o pastor Samuel Câmara, da Assembléia de Deus de Belém/PA e presidente da Rede Boas Novas, a maior rede de TV evangélica do Brasil (48 emissoras de TV aberta, 37 canais de TV a cabo e três canais de satélite): “…Tecnicamente, a TV brasileira está entre as melhores do mundo. Falando de conteúdo da programação, contudo, é uma das piores do mundo. Ela desrespeita seus objetivos legais de informar, divertir e educar a sociedade.…” (Carlos FERNANDES. A televisão é um ministério. Eclésia, ano VII, nº 77, maio 2002, p.22).

- Como vimos, a intenção das pessoas que controlam o conteúdo da informação e da mensagem que será transmitida pelos meios de comunicação é o que deve estar no centro da preocupação seja do cristão, seja de todo e qualquer ser humano. É preciso que saibamos que do coração dos homens brota a maldade e que, notadamente nos dias em que vivemos, em que a mensagem é divulgada instantaneamente para o mundo todo, o risco de imprecisão, de falsidade e de manipulação é muito grande, de modo que devemos ter, sempre, um juízo crítico sobre toda informação e mensagem que nos venha ao encontro. Devemos agir com discernimento espiritual e seguir a recomendação sábia do apóstolo Paulo que nos manda examinar tudo e reter o bem (I Ts.5:21).

- O primeiro aspecto que devemos verificar é que os meios de comunicação, embora sejam cada vez mais abundantes e mais desenvolvidos, paulatinamente estão se concentrando nas mãos de alguns poucos empresários em todo o mundo. O fenômeno da concentração dos meios de comunicação em mãos de poucos tem se intensificado nos últimos anos com um recrudescimento espantoso. Os grupos de mídia têm se fundido, têm formado grandes impérios e as poucas resistências que havia, em alguns países, estão desaparecendo. No início de 2003, as barreiras legislativas que existiam nos Estados Unidos para a formação de grandes redes de telecomunicações desapareceram: na Europa, as legislações, já há alguns anos, não são tão rígidas como eram antigamente, a ponto de, por exemplo, termos na Itália a situação inusitada de todas as emissoras de televisão estarem, atualmente, sob controle do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que, aliás, preside a União Européia neste segundo semestre de 2003. No Brasil, mesmo, permitiu-se, em emenda constitucional promulgada no final do ano passado, o ingresso de pessoas jurídicas estrangeiras em até 30% do capital das empresas de comunicação, o que significará o entrelaçamento das grandes empresas brasileiras aos impérios mundiais já existentes de comunicações.

- Ora, se o número de controladores dos meios de comunicação em todo o mundo é pequeno e exíguo, naturalmente que poderão eles defender seus interesses comerciais de forma muito mais poderosa e desenvolver projetos políticos e econômicos que sejam de seu agrado, já que somente publicarão aquilo que lhes interessarem. Ao mesmo tempo, vemos que diversas indústrias do entretenimento, além do puro interesse comercial, sem qualquer preocupação moral, têm se comprometido abertamente com o satanismo ou outros movimentos religiosos e espirituais contrários à sã doutrina (como a Nova Era), o que explica, exatamente, o motivo de ter havido uma grande degeneração do conteúdo das informações e mensagens nos últimos tempos nos meios de comunicação de massa.

OBS:  Para se ter idéia do poder que a mídia representa na nossa sociedade, observemos considerações de uma reportagem da revista Veja sobre a novela da Rede Globo de Televisão, Mulheres Apaixonadas, no horário de maior audiência da televisão brasileira :”…Há quem diga que as novelas influenciam o comportamento das pessoas, e há quem diga que isso é balela. É uma velha discussão, que não tem data para acabar. O que se sabe com certeza, e até já foi comprovado por pesquisas universitárias, é que o produto cultural mais popular do país tem um poder impressionante para pautar debates sobre questões políticas e da intimidade do brasileiro.(…). Mulheres Apaixonadas também é um êxito extraordinário do ponto de vista comercial. Já estabeleceu um recorde na emissora, com duas inserções de merchandising por capítulo – aquelas situações em que um personagem utiliza ou elogia um certo produto quase sempre sem nenhuma sutileza. O preço do merchandising é mais alto que o da exibição de um comercial de trinta segundos no horário nobre.(…). Cada inserção de merchandising em Mulheres Apaixonadas custa atualmente 453 000 reais (412 000 ficam com a emissora e o restante é dividido pelos profissionais que trabalharam na cena). Um comercial de trinta segundos na faixa de horário da novela custa 193 380 reais.…” (Ricardo VALLADARES. Mulheres apaixonadas e apaixonantes. Veja, ano 36, nº 27, 9 jul.2003, p.68).

- Ao mesmo tempo em que isto ocorre, o Estado, mesmo prometendo ser democrático e, no caso brasileiro, procurando deixar para a história o passado do regime autoritário militar e sua conhecida censura aos meios de comunicação, censura que está explicitamente proibida na nossa atual Constituição (artigo 220, § 2º), é implacável na repressão à chamada radiodifusão comunitária (as chamadas “rádios e televisões piratas”), um meio em que há o desenvolvimento de meios de comunicação de pessoas que não estão ligadas a estes poderosos grupos, numa clara indicação de que a liberdade de comunicação prevista na Constituição (artigo 5º, IX) não é para todos.

OBS:  Eis o que diz a respeito o pastor Samuel Câmara na entrevista dada à revista Eclésia: “…O que poderia ser feito para melhorar a qualidade da TV brasileira, sem recorrer a princípios como a censura ?  O fundamental é democratizá-la. Como meio de comunicação de massa, a televisão jamais deveria estar na mão de quem, individualmente, quer fazer a consciência da sociedade brasileira pensando predominantemente no lucro, na audiência, ainda que isso represente triturar todos os princípios morais e sociais. Nesse caso qual seria a solução ? Bem, acredito que se a TV tornar-se segmentada, interativa e mais natural, vai refletir o dia-a-dia das pessoas.” (Carlos FERNANDES. A televisão é um ministério. Eclésia, ano VII, nº 77, maio 2002, p.22)

- Este estado de coisas lembra-nos, claramente, que já estamos em plena atividade do espírito do anticristo no mundo das comunicações, numa velocidade impressionante, na montagem do cenário que servirá de fundo para a ditadura mundial do filho da perdição, que estará baseada num amplo apoio empresarial (cfr. Ap.18).

- Não é de se admirar, portanto, que rádio, televisão e internet sejam, hoje, os maiores divulgadores de valores antibíblicos e prejudiciais à saúde espiritual do gênero humano. A pornografia domina, para tristeza dos próprios criadores da internet, mais de 80% do conteúdo das mensagens na rede mundial de computadores, sendo um celeiro fértil para prática abomináveis como a pedofilia, a prostituição infantil e o tráfico de mulheres. A televisão é a maior incentivadora da prostituição, da impureza sexual, da falência da instituição familiar, da violência, do uso de drogas e da criminalidade. Estatísticas sérias demonstram claramente que o início da divulgação de certas mensagens na programação infanto-juvenil, no Brasil, por intermédio da televisão, há cerca de 20 anos, foi fundamental para que os índices de gravidezes de adolescentes explodisse e que houvesse a iniciação sexual precoce de nossos jovens, sem se falar no aumento do poder sedutor dos narcotraficantes sobre os moços, levados, também, pelo consumismo desenfreado estimulado pela televisão, o que se ampliou sobremaneira com o acesso da população pobre a este meio de comunicação com o Plano Real.

OBS:  Para não dizermos que os crentes ou religiosos são os únicos que falam mal da qualidade atual da televisão, trazemos aqui o testemunho insuspeito de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, um dos grandes nomes da televisão brasileira que, ao lado de Walter Clark, criou o chamado “padrão Globo de qualidade”, uma das marcas registradas da televisão brasileira e mundial. Em recente entrevista à revista Veja, o “ex-todo-poderoso da Rede Globo” assim se expressou: “…Veja – Como o senhor avalia a televisão de hoje em dia ?  Boni – Ela está ruim, porque se instalou uma mentalidade imediatista nas emissoras. Eles pensam na programação minuto a minuto, entram em brigas de foice por um ponto de audiência e, nesse processo, acabam fazendo concessões desnecessárias ao mau gosto.(…). O melhor espetáculo do mundo é o ser humano. Ele está sendo desprezado nesses programas policiais, nesses shows de auditório que lidam com o mundo-cão. Esprema um programa policial qualquer: sobram dez minutos de informação. O resto é gritaria e redundância. Eu baniria todos eles da TV. A atração é sempre o criminoso, é o sujeito que tem um desvio sexual qualquer, é o que destruiu a família. Enquanto isto, dá-lhe merchandising de creme para cabelo. Consumismo associado ao pior do ser humano: essa fórmula tem de parar.…” ( Ricardo VALLADARES. A TV está ruim. Veja, ano 36, nº 24, p.14).

- Enquanto boa parcela da igreja discutia se a televisão era boa ou má, se o crente deveria ter, ou não, televisão, esta era dominada, completamente, por satanistas, espiritualistas e pessoas sem quaisquer escrúpulos morais, que têm o dinheiro como seu único deus, que moldavam o comportamento de toda uma geração, inclusive dos próprios filhos de crentes, verdadeiros “televizinhos”, geração que não pôde sequer ter acesso às boas-novas do Evangelho, que era o grande ausente das programações. Ao mesmo tempo, a boa programação das emissoras educativas era totalmente ignorada pela população e pela Igreja, sendo raríssimos aqueles que, através da televisão, conseguiram aprimorar seus conhecimentos em cursos de línguas, cursos supletivos, documentários etc.

- Para impedir o mau uso da mídia secular, o cristão tem de seguir a sã doutrina. Ensinam as Escrituras que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas convém, que todas as coisas devem ser dominadas pelo homem, que não se pode deixar dominar por elas (I Co.6:12). Desta forma, o cristão pode, sim, ter rádio, televisão e internet, desde que não se deixe dominar por estas coisas, pois, como filho de Deus, deve fazer a vontade de Deus e dominar sobre todas as criações e invenções que existem sobre a Terra (Gn.1:26).

OBS:  Em 1970, portanto há mais de 30 anos atrás, um livro didático destinado para o final do então curso primário, hoje primeira fase do ensino fundamental, já nos ensinava a respeito do assunto, numa propriedade que vale a pena transcrevê-lo: “…A televisão é hoje uma personagem encravada na família. É uma senhora intrometida. Vai se apresentando, ora com juízo e arte, ora destramelada. E quanto briga ela suscita ! O pai quer ouvir o Repórter Esso. Certas mães não podem perder o último capítulo da novela. Os pequenos querem ver as chatices dos Três Patetas. Os maiores têm seus programas prediletos – cada um o seu. Ninguém se entende ! (…) A senhora televisão necessita de disciplina, como as crianças. Ora vai um, ora via outro. Não é preciso brigar. Escolher bem os programas influi muito na formação do caráter. Se o menino vê cenas de bandidos, de crimes, de sujeiras, de bobagens, ele está perdendo um tempo precioso. E está habituando sua consciência ao mundo da mediocridade e do vício.(…). Podemos selecionar os bons programas e ouvi-los aproveitando o bom e rejeitando o menos bom. O espírito crítico é isso: saber o que presta e o que não presta. Convém discutir isto com o pai ou a mãe o que foi notado. Eles ajudarão a esclarecer o valor dos programas.(…). O problema da televisão é saber escolher. E permitir a cada um de satisfazer a sua escolha…” (Maria Junqueira SCHMIDT. Curso de educação moral e cívica.2.ed.rev., p.105-6).

- Em primeiro lugar, o cristão deve saber administrar o seu tempo e não prejudicar o seu período de devoção diária, de adoração a Deus, de dedicação à família e de cumprimento de seus deveres em função do uso dos meios de comunicação. Devemos aproveitar o nosso tempo, que é precioso na nossa vida de comunhão com Deus (Ef.5:16; Cl.4:5).

- Em segundo lugar, o cristão deve ter discernimento espiritual para escolher a programação, para saber ao que deve assistir e ao que não deve fazê-lo. Devemos estar conscientes de que a programação sempre tem uma finalidade comercial, empresarial e, não raras vezes, espiritual. O que está por detrás daquela programação? Qual é o seu interesse ? Convém utilizarmos nosso tempo assistindo àquele programa? Trará ele alguma edificação para nós ou será uma fonte de problemas morais, comportamentais e de outra natureza em nossas famílias? Saibamos que, como crentes, devemos ter este discernimento (I Co.2:7-16).

- Em terceiro lugar, o cristão que é pai ou mãe deve verificar a programação infanto-juvenil e avaliar a conveniência, ou não, de seus filhos assistirem a este ou àquele programa. Não nos iludamos com os aparentemente desenhos animados, muitos dos quais são, na feliz expressão do pastor Daniel Vargas, da AD no Belenzinho, em São Paulo/SP, verdadeiros “demônios animados”, desenhos que foram criados com o nítido propósito de criarem adoradores ao adversário (neste campo, aliás, conhecidos são os estudos do pastor Josué Yrion, pastor brasileiro radicado nos Estados Unidos, que tem provado o intento satanista na Walt Disney, uma das maiores indústrias de entretenimento do mundo). O ocultismo, o esoterismo têm sido mensagens constantes em desenhos e programas infanto-juvenis e devemos manter nossos filhos longe deste veneno. Não devemos, entretanto, tão somente proibir mas buscar explicar aos pequeninos os motivos e as razões pelas quais não devem assistir a estes programas, buscando, também, apoio junto aos departamentos infanto-juvenis de nossas igrejas para um trabalho complementar de conscientização.

- Em quarto lugar, o cristão deve procurar ser uma pessoa informada, conhecedora dos fatos e acontecimentos que estão se dando ao redor de si e no mundo, para que possa contextualizar a sua mensagem, para que possa ser um eficaz instrumento do Senhor na divulgação da Sua Palavra e responda às indagações dos ímpios a respeito de sua fé (I Pe.3:15). O crente não pode apresentar-se como uma pessoa alienada, fora da realidade, pois isto em nada contribui para que dê testemunho dos benefícios e das vantagens de aceitar a Cristo como seu Salvador. Jesus não era uma pessoa alienada e estava bem ciente do que ocorria à Sua volta (Lc.13:1-5). Nesta busca de informação, deve saber utilizar-se dos diversos meios de comunicação com sabedoria e equilíbrio. Assim, deve:

a) evitar confiar em apenas uma fonte de informação, pois a multiplicidade garante maior proximidade da imparcialidade;

b) procurar descobrir quais os interesses que se encontram atrás de uma determinada notícia e se tais interesses são favoráveis ou contrários ao povo de Deus;

c) saber que a rádio e a televisão trazem mensagens instantâneas, sem muita discussão, mas que os jornais e as revistas são fontes de maior profundidade e menor emoção;

d) conferir as informações com a Palavra de Deus, que é a única verdade (Jo.17:17);

e)não espalhar notícias recebidas sem que tenha tido o cuidado de verificar a sua procedência e a sua veracidade.

- Nos anos 1990, algumas denominações religiosas ditas evangélicas iniciaram uma reversão neste absenteísmo na mídia, chegando, mesmo, a conseguir controlar algumas emissoras de rádio e de televisão, e, até mesmo, a controlar redes inteiras de emissoras no país. Esta movimentação gerou, de imediato, uma reação contrária de amplos setores da mídia contra os evangélicos, com alguma ressonância, inclusive, na Igreja Romana (ela própria acabou montando sua própria rede de televisão, bem como expandindo sua rede de emissoras de rádio), a ponto de se criar uma verdadeira guerra entre a Rede Globo de Televisão e certos segmentos evangélicos. Entretanto, é com tristeza que temos presenciado que, depois deste fervor, as programações das principais emissoras controladas por evangélicos passou a ser ditada pela mesma valoração das demais emissoras e, hoje em dia, salvo alguns programas (alguns até que seria melhor que nem existissem…), raramente em horário nobre, as programações não diferem das das demais emissoras, ou seja, o intuito evangelístico e moralizador foi vencido pelo mesmo critério mercantilista dos grupos descompromissados com a Palavra de Deus. Tanto assim é que os principais programas evangelísticos na atualidade são produções independentes, que compram horários nas emissoras comerciais.

OBS:  Esta situação lamentável é observada pelos especialistas neste assunto, como vemos nesta reportagem: “…Quando estreou na Record, Turma do Gueto tinha nobres ambições. Seria o primeiro programa brasileiro estrelado majoritariamente por atores negros, e mostraria de maneira equilibrada as dificuldades de quem vive na periferia de São Paulo. Passados oito meses, o seriado mudou de cara. Ele se transformou num festival de violência. Embora alguns elementos da trama original tenham sido preservados – como as cenas numa escolinha – o assunto principal passou a ser a bandidagem. Há tiroteio em cada um dos episódios.(…). Com as mudanças que promoveu em Turma do Gueto, a Record passa a ter dois troféus de mérito duvidoso em suas mãos: exibe o programa policial mais sensacionalista da televisão brasileira, o Cidade Alerta, e o seriado mais violento. Não deixa de ser irônico, para uma emissora que é propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus e impõe vetos a certos artistas e cantores por julgá-los mau exemplo para os crentes.(…). Mas uma coisa é ser contra o diabo, outra é figurar no Ibope do jeito que o diabo gosta. Assim como o sensacionalismo aumenta a fatia de audiência abocanhada pela Record nos fins de tarde, a violência incrementa a audiência de Turma do Gueto.…” ( Ricardo VALLADARES. Fé na bala. Veja, ano 36, nº 28, p.101).

- Inserir-se na mídia, portanto, não é apenas produzir programas evangelísticos ou transmitir cultos ou similares na rádio, na televisão ou na internet, mas, sobretudo, utilizar-se de todos os meios e mecanismos existentes em termos de comunicação audiovisual para transmitir os valores constantes da Palavra de Deus. É fundamental que o mesmo conteúdo a que os cidadãos estejam acostumados a ver ou ouvir seja transmitido mas com valores diametralmente opostos àqueles que têm animado as atuais programações. E, sobretudo, que as pessoas que se lancem nestas atividades não sejam tomados pelo amor do dinheiro, mas busquem, sempre, o reino de Deus e a sua justiça, que tenham consciência de que, embora tudo deva ser realizado com dinheiro, não deve visar ao dinheiro, para que não caiamos na mesma armadilha que levou ao atual fracasso das iniciativas supramencionadas, que ainda esperamos seja transformado em vitória.

OBS: A situação atual da presença evangélica ou supostamente evangélica na televisão brasileira mostra que o que se precisa ter é uma programação com conteúdo de Palavra de Deus, não bastando ter apenas programas ou tempo de programação. Senão vejamos. O campeão de tempo de programas de televisão no Brasil é um pastor evangélico neopentecostal, que tem quase 100 horas semanais de programação em várias redes de televisão, inclusive em horário nobre, mas com pequena e tímida audiência, em mera transmissão de cultos gravados, a um alto custo que o obriga a pedir dinheiro por diversas vezes durante o programa. Simultaneamente, o programa de televisão mais pornográfico que está no ar é, por incrível que pareça, apresentado por uma pessoa que se afirma evangélica e faz questão de dizê-lo durante seu terrível programa. É preciso, pois, mudarmos os conceitos, pois nem super-exposição nem declarações de conversão no mínimo suspeitas têm sido suficientes para melhorar o nível e o uso dos meios de comunicação. Uma vez mais trazemos a opinião do pastor Samuel Câmara: ” …Nós, evangélicos, começamos muito tarde a produzir televisão. A TV secular fez 50 anos no Brasil, mas a televisão evangélica ainda é incipiente. Somos iniciantes. Contudo, eu parabenizado e aprecio todos os programas e iniciativas dos evangélicos em televisão. O pouco que temos de programas evangélicos é tudo e o melhor que dispomos nesta fase. Mas espero que o nosso atraso nos sirva de lição. Aquele formato ‘pastor diante da câmera’ está obsoleto ? Não. É verdade que a variedade no formato de uma programação de TV evangélica é requisito fundamental. Mas o que você chama de formato ‘pastor diante da câmera’ tem seu lugar nesta variedade. Que espaço a RBN dedica a este gênero ?  Na RBN, por exemplo, púlpito e pregações ocupam de 15% a 20% da nossa programação. O restante da grade inclui variedades, jornalismo, infantis, musicais, entrevistas etc.…” (Carlos FERNANDES. A televisão é um ministério. Eclésia, ano VII, nº 77, p.24).

Mensagem do Papa para o 41º Dia Mundial das Comunicações

quinta: 17 de maio de 2007

As crianças e os meios de comunicação social: um desafio para a educação

Solenidade da Ascensão -  20 de maio de 2007

Assessoria de Imprensa da CNBB

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI

Queridos irmãos e irmãs:

1. O tema do 41º Dia Mundial das Comunicações Sociais, «As crianças e os meios de comunicação social: um desafio para a educação», convida-nos a refletir sobre dois assuntos de imensa importância. A formação das crianças é o primeiro. O segundo, talvez menos óbvio mas não menos importante, é a formação dos meios de comunicação social.

Os complexos desafios que se apresentam para a educação nos dias de hoje estão freqüentemente vinculados à ampla influência dos meios de comunicação social no nosso mundo. Como um dos aspectos do fenômeno da globalização, e facilitados pelo rápido desenvolvimento da tecnologia, os meios de comunicação social modelam profundamente o ambiente cultural (cf. Papa João Paulo II, Carta Apostólica O rápido desenvolvimento, 3). Com efeito, algumas pessoas afirmam que a influência formativa dos meios de comunicação social concorre com a da escola, da Igreja e talvez mesmo do lar. «Para muitas pessoas, a realidade corresponde ao que os mass media definem como tal» (Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Aetatis novae, 4).

2. A relação entre crianças, meios de comunicação social e educação pode ser considerada a partir de duas perspectivas: a formação das crianças por parte dos mass media; e a formação das crianças para que respondam apropriadamente aos mass media. Sobressai um tipo de reciprocidade que indica as responsabilidades dos meios de comunicação social como indústria e a necessidade de uma participação ativa e crítica dos leitores, dos espectadores e dos ouvintes. Nesta perspectiva, formar-se no uso apropriado dos meios de comunicação social é essencial para o desenvolvimento cultural, moral e espiritual das crianças.

Como é que se há de salvaguardar e promover o bem comum? Educar as crianças a serem judiciosas no uso dos mass media é uma responsabilidade que cabe aos pais, à Igreja e à escola. O papel dos pais é de importância primordial. Eles têm o direito e o dever de assegurar o uso prudente dos meios de comunicação social, formando a consciência dos seus filhos a fim de que expressem juízos sadios e objetivos, que sucessivamente há de de orientá-los na escolha ou rejeição dos programas disponíveis (cf. Papa João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris consortio, 76). Ao agir deste modo, os pais deveriam contar com o encorajamento e a assistência das escolas e das paróquias, para garantir que este aspecto difícil mas estimulante da educação é apoiado pela comunidade mais vasta.

A educação aos mass media deveria ser positiva. As crianças expostas ao que é estética e moralmente excelente são ajudadas a desenvolver o apreço, a prudência e as capacidades de discernimento. Aqui é importante reconhecer o valor fundamental do exemplo dos pais e os benefícios da apresentação aos jovens dos clássicos infantis da literatura, das belas-artes e da música edificante. Enquanto a literatura popular terá sempre o seu espaço na cultura, a tentação do sensacionalismo não deveria ser passivamente aceite nos lugares de ensino. A beleza, uma espécie de espelho do divino, inspira e vivifica os corações e as mentes mais jovens, ao passo que a torpeza e a vulgaridade têm um impacto depressivo sobre as atitudes e os comportamentos.

Como a educação em geral, a educação aos mass media exige a formação no exercício da liberdade. Trata-se de uma tarefa exigente. Muitas vezes a liberdade é apresentada como uma busca implacável do prazer e de novas experiências. Contudo, isto é uma condenação, não uma libertação! A verdadeira liberdade jamais poderia condenar o indivíduo – especialmente a criança – a uma busca insaciável de novidades. À luz da verdade, a liberdade autêntica é experimentada como uma resposta definitiva ao «sim» de Deus à humanidade, enquanto nos chama a escolher, não indiscriminada mas deliberadamente, tudo o que é bom, verdadeiro e belo. Os pais são guardiães da liberdade de seus filhos; e promovendo gradualmente esta  liberdade, os introduz na profunda alegria da vida. (cf. Discurso no V Encontro Mundial das Famílias, Valência, 8 de Julho de 2006).

3. Esta aspiração sincera dos pais e professores de educar as crianças pelos caminhos da beleza, da verdade e da bondade somente pode ser sustentada pela indústria dos meios de comunicação social, na medida em que ela promover a dignidade humana fundamental, o valor genuíno do matrimônio e da vida familiar, e as conquistas e as finalidades positivas da humanidade. Deste modo, a necessidade que os mass media têm de se comprometerem na formação efetiva e nos padrões éticos é considerada com particular interesse e mesmo urgência, não só pelos pais e professores, mas também por todos aqueles que têm um sentido de responsabilidade cívica.

Mesmo quando estamos convencidos de que muitas pessoas comprometidas nos meios de comunicação social desejam realizar o que é justo (cf. Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Ética nas Comunicações, 4), devemos reconhecer também que as que trabalham neste campo enfrentam «pressões psicológicas e dilemas éticos particulares» (Aetatis novae, 19), que por vezes vêem a concorrência comercial pressionar os comunicadores para níveis mais baixos. Qualquer tendência a produzir programas – inclusive desenhos animados e videojogos – que, em nome do entretenimento, exaltam a violência e apresentam comportamentos anti-sociais ou a banalização da sexualidade humana, constitui uma perversão, e é ainda mais repugnante quando tais programas são destinados às crianças e aos adolescentes. Como é que se poderia explicar este «entretenimento» aos numerosos jovens inocentes que na realidade são vítimas da violência, da exploração e do abuso? A este propósito, todos deveriam refletir sobre o contraste entre Cristo, que «as tomou [as crianças] nos braços e as abençoou, impondo-lhes as mãos» (Mc 10, 16) e aquele que «escandaliza… estes pequeninos», a quem «seria melhor… que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho» (Lc 17, 2). Uma vez mais, exorto os responsáveis da indústria dos meios de comunicação social a salvaguardarem o bem comum, a promoverem a verdade, a protegerem a dignidade humana de cada indivíduo e a fomentarem o respeito pelas necessidades da família.

4. A própria Igreja, à luz da mensagem de salvação que lhe foi confiada, é também uma mestra de humanidade e valoriza a oportunidade de oferecer assistência aos pais, aos educadores, aos comunicadores e aos jovens. Os seus programas paroquiais e escolares deveriam ocupar um lugar de vanguarda na educação aos mass media nos dias de hoje. Sobretudo, a Igreja deseja partilhar uma visão da dignidade humana que é central para toda a comunicação  digna. «Eu vejo com os olhos de Cristo e posso dar ao outro muito mais do que as coisas externamente necessárias: posso dar-lhe o olhar de amor de que ele precisa» (Deus caritas est, 18).

Vaticano, 24 de janeiro de 2007, festa de São Francisco de Sales

Bento XVI.

Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.


Educação a Distância
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5 Responses to “A tecnologia a serviço do mal – 1”

  1. Oseias says:
    Gostaria de Parabenizar este site. Mensages como estas precisam cada vez mais serem espalhadas na Internet. É a tecnologia a serviço do BEM.

    Deus vos abençoe.

  2. Edite says:
    Boa Tarde!
    Muito bom esse site. Quanto mais usarmos os meios desponíveis para divulgar e esclarecer a respeito do reino de Deus melhor.
    Deus vos abençoe
  3. Graça e paz;
    Seu membro da Igreja Ev. Ass. Deus Moriá em São Mateus – ES, onde tenho a função de presbítero.
    Como professor da EBD, este portal tem sido de extrema importância para o meu trabalho e desempenho em classe. Dou graças a Deus por ter levantado pessoas como Vc’s nesta atividade de tão relevancia. Muito obrigado e parabéns pelo brilhante trabalho.
    A paz
    sds
    Samuel.
  4. luci says:
    a paz do senhor. gostaria de esta recebendo esses subsidios durante a semana para me auxiliar no planejamento para a aula da descola dominical.
  5. [...] A tecnologia a serviço do mal – 1 [image] [...]

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