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A relevância da Escola Dominical para a Igreja na pós-modernidade

A relevância da Escola Dominical para a Igreja na pós-modernidade
 
O texto abaixo foi produzido para um Seminário de Obreiros, ocorrido nos dias 9 e 10 de novembro de 2002, na cidade de Campo Mourão (PR). O evento foi promovido pela Quinta Região Eclesiástica da CIEADEP  (Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Paraná), e não está de acordo com a Nova Ortografia e nem sofreu nenhuma revisão, mantendo até mesmo o contato que possuía no Estado do Paraná. Sua finalidade é instrumentalizar os internautas amantes da Escola Dominical que por aqui passam. 

 

INTRODUÇÃO
 
A fusão dos “mundos” contemporâneo e moderno, deu origem ao que os sociólogos chamam de pós-modernidade. Apesar do título dessa nossa reflexão ser uma obviedade, as tendências mundiais “valorativas” da pós-modernidade têm nos surpreendido, e muitas vezes, não temos fundamentação teórico-bíblica para refutarmos os modismos e separarmos o “joio do trigo”, ou seja, nos tornamos extremamente “modernos” para algumas áreas minimalistas e periféricas, e nos esquecemos de questões arteriais de primeira grandeza.
Em todas as épocas e em qualquer organização ou civilização, o ensino jamais foi desprezado e esquecido, essa regra se deve ao fato de que, o sucesso ou insucesso de qualquer uma delas, depende diretamente da educação dos seus membros ou povos.
A educação para os judeus era uma das questões basilares, mesmo porque ela foi instituída por Deus: “Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos esses estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt 4.6).
No versículo supra, observa-se a “preocupação” de Deus em atrair outras nações através dos princípios educacionais que visavam regimentar e comportamentalizar a vida do seu povo, nas esferas: espiritual, religiosa, social, moral, afetiva etc.
É importante frisar que a educação desde aquela época se dividia em dois principais momentos: Informal (Dt 6.6-9, 20-25) e formal (Dt 1.5; 30.10; 31. 11-13).
  • Educação informal ? Surgiu primeiro, ocorre espontaneamente, é a que mais nos ensina, pois é “onipresente”. Aqui entra a nossa preocupação, ou seja, informalmente nós, nossa família e a igreja, somos “educados” nas conversas, no colégio, na faculdade, nos relacionamentos diários (com crentes e “não crentes”), através do rádio, televisão e internet, nas leituras de jornais, revistas, livros etc. Enfim, o meio ambiente nos é apresentado com uma grande “sala de aula”, e se não soubermos (permita-me a repetição) separar o “joio do trigo”, com certeza os nossos padrões religiosos e familiares serão (se é que já não estão) degenerados.
  • Educação formal ? Compreende o ensino laico e o religioso. No nosso caso, estamos nos referindo a Educação Cristã e seus principais locais de difusão: Seminários, faculdades teológicas e a Escola Dominical. Sendo esta última o objeto do nosso estudo, visto que é o local onde todos ? crentes e “não crentes” ?, sem distinção de idade ou nível escolar, encontram o ensino da Palavra de Deus acessível ao seu entendimento.
Nessa oportunidade enfocaremos somente (possui muito mais) oito relevantes dimensões de atuação da Escola Dominical dentro do contexto de algumas das principais tendências mundiais da pós-modernidade.1
I – RELEVANTE PORQUE É UM DECRETO DE DEUS
Relevante é tudo aquilo que se destaca dentro de um mesmo as, ou seja, um tema é importante mas existe uma de suas partes que se sobressai, que é “saliente”, dizemos então que esta parte é relevante.
Dentro da Educação Cristã, segundo a nossa visão, a Escola Dominical é relevante porque cumpre cabalmente o decreto do Senhor e seu principal ideal, conjugando as duas maiores ordenanças dadas por Jesus Cristo, as quais são: evangelizar e ensinar (cf. Mt 28.19,20; Mc 15.15,16). E nesse aspecto, nenhuma instituição de ensino religioso da face da terra está mais habilitada do que a Escola Dominical, ela é a principal agência de Educação Cristã que a Igreja dispõe, contemplando todas as pessoas indistintamente.
 Alguém poderá dizer: “Mas a Escola Dominical não possui mais de 224 anos, e como pode ser um decreto de Deus?”
A resposta é simples. Pastor Antonio Gilberto diz que a Escola Dominical, como a temos atualmente, é uma instituição moderna, mas tem suas raízes aprofundadas na antiguidade do Antigo Testamento, nas prescrições dadas por Deus aos patriarcas e ao povo de Israel. Portanto, a Escola Dominical nos moldes que a possuímos hoje não havia mesmo, mas havia o princípio fundamental ? o do ensino bíblico determinado por Deus aos fiéis e aos povos ao seu redor. “Sempre pesou sobre o povo de Deus a responsabilidade de ensinar a lei divina”.
Dessa forma, a Escola Dominical é simplesmente a “fase atual da instrução bíblica milenar que sempre caracterizou o povo de Deus” (Antonio Gilberto, 1999).
A ordem de Jesus Cristo foi obedecida e praticada pela Igreja primitiva: “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (At 5.42, grifo meu).
Todo o sucesso da Igreja primitiva estava consignado na obediência a ordem do Senhor, pois nada é melhor do que seguir “a risca” o plano do Mestre.
No último trimestre do ano 2000, abordamos esse assunto em um artigo publicado na revista Ensinador Cristão (CPAD) Nº4, e transcrevemos um trecho para a nossa reflexão:
Depois do mandato do nosso Senhor Jesus Cristo à Grande Comissão (da qual eu e você fazemos parte): “Portanto, ide ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém!” Mt 28.19,20, ficou subentendido que os discípulos são ensinadores.
Independentemente dos diferentes dons concedidos pelo Supremo Mestre (Ef 4.11), a Grande Comissão deve ser homogênea na tríplice tarefa de evangelizar, discipular (ensinar) e batizar. Este tripé não é para a Igreja algo opcional, é uma ordem imperativa e compulsória.
(…) A parte “a” do versículo 20 diz “ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado…” As “coisas” às quais o Senhor Jesus se refere, tratam de Doutrinas da Salvação, que são as mais fáceis de se entender (Glória a Deus por isso).
Porém, há algumas coisas que merecem ser analisadas antes de sairmos a discipular. Dentro dessa linha de doutrina, existem outras ramificações que formam a Soteriologia (estudo sistemático das verdades bíblicas que tratam da salvação, regeneração, justificação, adoção e santificação do ser humano com base na obra vicária de Cristo). Na atual realidade, é inviável o comissionado sair para sua missão, sem antes se preparar e obter o devido conhecimento do plano de salvação estipulado por Deus desde a queda do homem (2000, p.12).
II – RELEVANTE PORQUE PROMOVE A COESÃO DOUTRINÁRIA

 

Este é um assunto de quinta-essência, pois dele depende não só a subsistência da comunidade evangélica, mas também a sua própria salvação.
A igreja de Corinto vivia dissensões de níveis e proporções diferentes, no entanto, a de maior intensidade estava relacionada a questões doutrinárias, ou seja, cada um via as coisas de seu jeito (1 Co 1.17-31; 2.1-16; 3.18-20 e 4.5).
O mesmo assunto é inferido em outros dois versículos que se encontram na segunda epístola aos Coríntios. O curioso é que a mesma palavra de recomendação que o apóstolo dá no início da primeira epístola, é reiterado no antepenúltimo versículo da segunda carta, isso indica a importância do assunto: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Co 1.10, grifo meu).
“Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco” (2 Co 13.11, grifo meu).
Ninguém aqui está sugerindo que todos devam ser iguais, o próprio apóstolo Paulo reconhecia que deveria haver diversidade entre os irmãos (1 Co 12.12-27), não obstante, após exemplificar o valor dos membros do “corpo místico”, assevera; “para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros” (1 Co 12.25).
 
A única forma de sermos todos de um mesmo parecer é nos reunir e aplanarmos as arestas das nossas diferenças doutrinárias, e isso só se consegue quando estudamos a Bíblia paulatinamente, isto é, toda a igreja discutindo concomitantemente na mesma hora o mesmo assunto.

 

Um dos grandes problemas enfrentado atualmente, refere-se aos mega-eventos. Pregadores que na empolgação, emitem determinada palavra no afã de ver o povo vibrar, e após receberem seus vultuosos “cachês”, vão embora deixando o rastro de seus aleijões doutrinários. A posição de liderança ocupada por um pregador é de extrema importância, e como tal, ele passa a ser um formador de opiniões que nortearão a vida de muitas pessoas.
 
Desnecessário seria dizer, que nem sempre o pregador avivalista deixa de conjecturar, o que para o membro menos avisado (principalmente se ele admira o pregador) pode soar como verdade bíblica, causando não poucos prejuízos a sã doutrina.
 
Com esse exemplo, queremos dizer que a questão em apreço só pode ser resolvida com muito amor e paciência, mas, ao mesmo tempo, com determinação e rigorosidade (Ef 4.14).
 
No plano bíblico jamais devemos aceitar pluralidade doutrinária acerca de um mesmo assunto. Se abrirmos mão dessa peculiaridade especial, logo nos descaracterizaremos, transformando-se em “Babel” indecifrável, onde ninguém mais se entenderá.
 
Em nota explicativa da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), Donald Stamps comenta sobre o seguinte texto: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3); escreve o teólogo: “Nenhuma comunhão genuína pode existir entre duas pessoas, no terreno espiritual, a não ser que ambas concordem entre si quanto as verdades fundamentais. Não podemos, portanto, ter qualquer relacionamento autêntico com Deus, senão aceitarmos a sua palavra, e concordarmos com ela. É impossível alguém se dizer crente, e ao mesmo tempo, não crer na Palavra de Deus” (1999, p.1300).
 
III – RELEVANTE PORQUE HABILITA O CRENTE PARA O SERVIÇO CRISTÃO
 
A Escola Dominical, ao contrário do que muita gente pensa, é uma instituição dinâmica, onde o crente é incentivado a fazer missões.
Quando o apóstolo Paulo fala de cinco ministérios dados por Deus à Igreja (Ef 4.11), ele nos esclarece que esses são necessários não apenas para servir, mas principalmente para formar o povo de Deus para um propósito especial (Ef 4.12). O último ministério (doutores ou mestres) está diretamente relacionado com a Escola Dominical e têm em vista um objetivo nobre que é o “aperfeiçoamento dos santos”. Para quê? Só para sermos perfeitos? Não, mas “para [efetuarmos] a obra do ministério”; e “para edificação do corpo [Igreja] de Cristo”, pois “crente que não trabalha só dá trabalho!”

 

Através da Escola Dominical podemos fazer um amplo trabalho de missões, para isto, basta obedecermos a ordem expressa do Senhor Jesus (Mt 28.19,20). Ele mesmo nos deu exemplo e foi o primeiro a acreditar na idéia de um ensino universal que abarcasse todas as nações. É de bom alvitre, ressaltar que o texto sugerido para leitura, deixa implícita uma “grade curricular” extensa e continuada tal qual possuímos na Escola Dominical, pois afinal de contas, devemos ensinar não apenas algumas partes da Bíblia, mas “todas as coisas”.
Não seria exagero afirmar que o segredo do crescimento exponencial experimentado pela Igreja primitiva, se deu pelo fato dos primeiros crentes serem não só amantes, mas estudiosos e professores da Palavra de Deus (At 5.42), vemos claramente isso em textos como o de Atos 6.7: “E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande partes dos sacerdotes obedecia a fé” (grifos meus).
Observamos nesse texto sagrado que “crescia a Palavra de Deus”, ou seja, a cada dia Ela tinha mais prioridade na didática vivencial dos apóstolos. Outro fator importante que destacamos, é que diferentemente do “valor” que atualmente atribuímos ao ensino, os cristãos primitivos sabiam que o ministério do ensino, não é um ministério da mediocridade e nem da simples adição, mas de transformação e multiplicação (cf. At 12.24 e 19.20).
Isso significa que se a Escola Dominical tiver primazia para trabalhar a Palavra de Deus com os alunos, com certeza a conscientização acerca da obra missionária se dará naturalmente, e como em qualquer outra escola que forma pessoas, não será diferente, pois esse é o grande objetivo do ensino.
O apóstolo Paulo sabia que o ensino é um ministério da multiplicação, tanto que ao enviar sua segunda carta a Timóteo, uma de suas recomendações foi que, o conhecimento que o jovem pastor havia adquirido do apóstolo, fosse então ensinado a outros, que por sua vez deveriam ser fiéis, ou seja, não retentores, para também ensinar a outros, e assim sucessivamente num interminável “efeito dominó” (2 Tm 2.2).
No livro Manual de Ensino para o Educador Cristão (CPAD), o grande professor e catedrático, Howard Hendricks, diz: “Nenhum ser humano está completamente cônscio do poder residente no ensino. Toda a vez que alguém ensina, desencadeia um processo que, idealmente, nunca acaba” (1999, p.6).
IV – RELEVANTE PORQUE A MULTIPLICIDADE RELIGIOSA NÃO É MAIS UM DADO2
 
A afirmação de que a multiplicidade religiosa não é mais dado, e sim um fato, é comprovada pelas estatísticas que neste ano3 indicaram os cristãos evangélicos como o segundo maior grupo religioso do país, com mais de 26 milhões de adeptos, e o que mais cresce. A informação é do IBGE, e foi divulgada em 8 de maio de 2002, por ocasião da publicação da Tabulação Avançada do Censo Demográfico 2000.
Isso muito nos agradou, tanto que nos mobilizamos no intuito de eleger o presidente da República que pertence ao nosso grupo. Apesar da boa vontade, nosso intento foi frustrado e despertou-nos para novamente lembrar que essa cifra considerável de “evangélicos” está dividida entre pentecostais, tradicionais e até seitas que agem dissimuladamente sob o manto do evangelicalismo. Todas essas estão arroladas no levantamento, até porque as pessoas que fazem o censo, em sua maioria não são evangélicas e entendem do assunto tanto quanto “sabem de física nuclear” ? em outras palavras não entendem nada! Para eles quem usa terno é pastor e quem não é católico ou espírita, e carrega um livro preto é evangélico. Lembre-se que os mórmons e as testemunhas de Jeová andam com um livro preto, e estão entre os 26 milhões.
 Outro fator que confirma a multiplicidade religiosa, é a realidade que hoje presenciamos e que era totalmente diferente há apenas uma década. Cidades de 25 mil habitantes possuía cerca de uma igreja para cada 5 mil. Atualmente, existem, para cidades desse porte, cerca de 20 igrejas, ou seja, uma para cada 1.250 habitantes.4
O que é isso? A descoberta de um mercado alternativo? Falta de conhecimento bíblico? Obsessão por liderar? Megalomania?
De fato podemos dizer que todas essas questões e mais algumas que fogem do nosso conhecimento.
Muitos cristãos estão sendo apanhados por chavões do tipo: “Todos os caminhos levam a Deus”; “Placa de igreja não salva ninguém”, e com isso cresce a cada dia mais a “cachoeira de igrejolas” desprovidas de compromissos com a Palavra de Deus.
A idéia de que “igreja não importa, o que importa é o coração”, está fazendo diferença na hora das pessoas optar por membrar em alguma (O termo “membrar”, substituiu o correto que é conversão, palavra esta que está relacionada a renúncia). Por exemplo, a pessoa que quer sair do catolicismo, mas não quer deixar algumas práticas ritualísticas, encontrará, sem problemas, igrejas que possuem liturgias sincréticas. Outra pessoa gosta de igreja onde o cântico tenha prioridade, com certeza não só encontrará igrejas assim, como poderá, até pelo seu gosto musical, optar pelo ritmo que mais lhe agrada!
Estamos vivendo uma verdadeira confusão, onde o principal critério para se fundar uma igreja, é atender o gosto de determinado grupo e com isso “cultuarem” à sua maneira.
Um certo pastor, pioneiro da obra no estado dizia: “O que segura ovelha não é a cerca, mas o pasto!”
Dessa afirmação depreendemos que a maneira mais correta e segura de defendermos os nossos membros do fator opcional, é assegurar o estudo metódico da Palavra de Deus através da maior agência de Educação Cristã que a Igreja possui: A Escola Dominical.
V – RELEVANTE PORQUE O RELATIVISMO E A BANALIZAÇÃO DA SALVAÇÃO E DO PECADO AMEAÇAM NOSSOS PADRÕES
 
O relativismo e a banalização do pecado e da salvação são tendências seculares que na pós-modernidade encontraram terreno fértil para crescer e se propagar.
O mais nocivo de toda essa problemática é a questão da descaracterização do povo de Deus. Estamos perdendo nossos padrões porque existe uma cultura altamente relativista que apregoa que não existem verdades absolutas, e enfatiza somente assuntos de interesses fechados.
Na cultura relativista cada um é “dono do seu nariz”, e mais ninguém tem obrigação de prestar contas à outrem.
Com essa atitude procura-se ridicularizar o que determina a Igreja, bem como as orientações das lideranças.
As pessoas dizem que ninguém manda em suas vidas, e alegam que “pagam” o dízimo e isso deve ser o bastante para a Igreja. Mas, vejam que “devolver” o dízimo não é nenhuma virtude, e sim obrigação do crente (Mt 23.23 e Lc 11.42)!
Uma das tendências mundiais que contribui para o aumento do relativismo e para a banalização do pecado e da salvação, é o secularismo.
O secularismo é o que em linguagem acadêmica conhecemos por humanismo, isto é, a valorização do homem como a “medida de todas as coisas”, como centro de todo o Universo. Secularismo também seria tudo que se refere ao plano material, ao mundanismo.
Diante dos perigos desses discursos secularistas, é fato que não mudaremos essa realidade, mas temos que, ao menos, advertir a comunidade cristã que está sob a nossa responsabilidade.
É bom lembrar, que a maneira dissimulada como essas idéias valorativas nos chegam aos sentidos, não são facilmente perceptíveis, por isso, temos que nos cuidar para não começar a achar “comum” o pecado, e acabar aceitando-o não mais como uma atitude de rebeldia, mas como uma “oportunidade de aprender” (essa é atualmente a desculpa para quem peca).
Os conceitos doutrinários, e demais preceitos, tradições e autoridade, foram banidos da visão cultural pós-moderna, as pessoas adquiriram uma postura autônoma, ou seja, tornaram-se autodeterminadas e acham que possuem poder para dar a si mesmas, as normas, regras etc. Tudo em contraposição a postura cristã heterônoma, que recebe de Deus os princípios, normas, regras e leis.
Dessa forma, fica fácil entender porque cristãos ao serem contestados por qualquer conduta ou postura não-recomendável, respondem com argumentações “privativas” do tipo: “Cada um tem seu jeito”; “a minha fé não alcança”; “isso é coisa do passado”; “hoje as coisas mudaram, os tempos são outros”.
Outra característica do secularismo pós-moderno, é a banalização do pecado. Só para se ter uma idéia, dia desses, diversas revistas estampavam como manchete central: “Como tirar proveito do pecado”; “O sucesso está em pecar”.
Não é difícil encontrarmos crentes que vivem a questionar (evidentemente influenciado): “Se Deus sabia que o homem iria pecar, então porque o criou?” Esse tipo de interrogação é uma tentativa de justificar seu pecado, pois tudo que é proibido é “desejado”.
A banalização da salvação, ou em outras palavras, o minimalismo que a reduz à trivialidade, a barateação e sucateação as custas do sacrifício alheio. Isso pode ser visto em mensagens positivistas, que dizem sem o menor ressentimento, que nós não precisamos fazer mais nada, que “Jesus já fez tudo”, e que quem estiver nos planos de Deus para ser salvo será, pois o profeta Jonas gritou do inferno (Jn 2.2), e Deus ainda o salvou não é mesmo?
VI – RELEVANTE PORQUE NOS ADVERTE SOBRE OS MALEFÍCIOS DO EXTREMISMO
 
Uma outra tendência que tem atingido o evangelicalismo, não só no Brasil, mas também em escala mundial, é o extremismo exacerbado, o que fatalmente tem provocado uma polarização. Em outras palavras, os cristãos dividiram-se em dois grupos causando rupturas, julgamentos prematuros e acusações entre si, que não se justificam por nada.
Um dos dons que precisamos pedir ao Senhor com veemência é o de discernimento, pois ouvimos muitas vozes e mensagens de todas as formas, e é claro que não podemos seguir todas elas. Não obstante, na era pós-moderna em que vivemos, as mudanças acontecem em uma velocidade sem igual. Você deve se lembrar de obreiros que pregavam contra determinadas coisas, chegando a excluir pessoas que se foram da Igreja, e nesse ínterim passaram para a eternidade sem Deus. No entanto, hoje esses “zelosos” incidem naquilo que tanto condenavam. E agora? E as pessoas que foram excluídas e partiram sem Cristo?
Por essa causa, o dom de discernimento ? que é a capacidade de julgar as coisas corretamente ? deve ser buscado com fervor, só assim saberemos quando as mudanças são determinadas por Deus (Hb 8.7,13), e quando são levadas a efeito pelos homens afim de benefício próprio (Rm 1.25).
Sabemos que existem pessoas simpatizantes de ambos os grupos extremistas, os quais são: “Fanáticos legalistas” e “Liberais inconseqüentes”.
Logicamente que haverá pessoas interessadas em “abrir” uma igreja para atender a demanda e os gostos dos dois grupos, porém o que deve prevalecer é o que a Palavra de Deus institui como Ética Cristã.
A Ética Cristã são valores absolutos que valem “para todas as pessoas, em todas as épocas e em todos os lugares”, e como as duas formas de extremismo traz em seu bojo uma lista de “pecadinhos” e “pecadões” , devemos ficar atentos e com nossas lentes cristãs de observação (cosmovisão) para não confundirmos verdades bíblicas com verdades culturais e/ou específicas.
Gosto muito de um epigrama citado por Jonh Stott5: “Em coisas essenciais, unidade; nas não essenciais, liberdade; em todas as coisas, caridade”.
Finalizo dizendo que precisamos do Dom de discernimento para identificar os males do extremismo, e uma das maneiras é o estudo da Palavra de Deus, na principal agência de Educação Cristã que a Igreja possui:
Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes negligentes para ouvir.
Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino.
Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal (Hb 5.11-14, grifos meus).

 

VII – RELEVANTE PORQUE FUNCIONA COMO “APARELHO IDEOLÓGICO DA IGREJA”6
 
Em tempos controvertidos como esse da pós-modernidade, um dos principais benefícios da Escola Dominical, é que ela pode funcionar como “Aparelho Ideológico” , e assim, estar alinhavando a Igreja para toda e qualquer eventualidade.
 
No meio educacional do ensino laico, a escola é pejorativamente chamada de “Aparelho Ideológico do Estado”. Com isso, os cientistas da Educação estão dizendo, que a escola serve para a preservação do status quo, e para manter os políticos capitalistas no poder.
 
Entretanto, para nós, a Escola Dominical deve ser usada como um aparelho ideológico a fim de manter os bons princípios bíblicos, coesão doutrinária, a manutenção da koiononia, para equacionamento dos muitos problemas que surgem e que venham a surgir etc.
 
E isso não é para nós algo ruim, pois a Igreja primitiva vivia sob a orientação ideológica dos apóstolos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos” (At 2.42).7
 
O Dicionário Teológico (CPAD), de autoria do pastor Claudionor de Andrade, diz, que doutrina vem “do latim doctrina, do verbo docio, ensinar, instruir, educar” (1998, p.128).
 
A Igreja primitiva “perseverava” no conteúdo ensinado pelos apóstolos, que é fator primordial para o bom funcionamento da obra.
 
Evidente que nesse ensino pode ser repassado bons costumes que devemos preservar, isso é bíblico (Ef 2.10), e devemos até ter cuidado em achar que os costumes são conceitos adiáforos, isto é, assuntos não essenciais à fé cristã, pois, no cômputo geral o acúmulo pode resultar em muita coisa. Inicia-se com “um pouquinho disso não faz mal”, “um pouquinho daquilo outro também não”, e quando nos dermos conta ? em sua totalidade ? essas “coisinhas” já atingiram o núcleo doutrinal do Cristianismo.
 
Por isso, não esqueçamos que “não havendo sábia direção, o povo cai, mas, na multidão de conselheiros, há segurança” (Pv 11.14).
 
VIII – RELEVANTE PORQUE PROPICIA O AUTÊNTICO E GENUÍNO AVIVAMENTO8
 
Todos os grandes avivamentos, ou reavivamentos, registrados na Bíblia e até mesmo na História, são resultado direto de uma renovada proclamação da Palavra de Deus e da obediência a Ela.
 
Basta uma “olhadela” na Bíblia e na História, e constataremos que “barulho” sempre foi efeito e não causa.
 
Leia Neemias, capítulo 8, versículos 1 a 12.
 
CONCLUSÃO
 
Para fazer valer a relevância da Escola Dominical na Igreja, precisamos ter, pelo menos, três requisitos:
 
  • Professores qualificados;
  • Ensino de qualidade;
  • Lugar apropriado para estudar.
E sobre tudo isso dedicação, é o que nos diz a Palavra de Deus, “(…) se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b, grifo meu), que inclui estudo, oração, zelo etc. De outra forma jamais os membros sentirão vontade de ir a Escola Dominical, e o prejuízo com certeza será coletivo.
NOTAS
 
1. Esse texto parte do pressuposto de que a sua Escola Dominical possui qualidade, ele visa somente o despertamento de todos sobre a importância da ED. Para outros assuntos temos palestras específicas em nosso curso intitulado SEED (Seminário de Escola Dominical). Contatos (44) 9105 – 0690.
2. Estamos falando de “Multiplicidade Religiosa” sem a abrangência heterogênea que contempla as seitas. Restringimo-nos a abordar somente o Evangelicalismo e grupos dissidentes.

3. Novembro de 2002.

4. Dados estatísticos do município de Goioerê (550 quilômetros de Curitiba), cidade interiorana que possui um perfil bem ameno em comparação com pequenas cidades de Estados como São Paulo e Rio de Janeiro onde a realidade é bem pior.

5. Rupert Meldenius, citado por Richard Baxter e reproduzido por Jonh R. W. Stott in Cristianismo Equilibrado, CPAD. Rio de Janeiro, 1.ed., 1982, p.15.
6. O texto integral desse aspecto da Escola Dominical, está em nosso livro Marketing para a Escola Dominical, a ser lançado pela CPAD.
7. Aqui cabe uma breve explicação da diferença entre “doutrina” e “costume”: “Doutrina bíblica é o “conteúdo da fé cristã”. Ao contrário dos costumes, concebidos ao gosto de cada povo de acordo com sua etnia, a doutrina é uniforme, a mesma em todos os lugares, para todas as pessoas, em todos os tempos. É o ensino bíblico normativo, terminante, final, derivado das Sagradas Escrituras, como regra de fé e prática de vida, para a Igreja através de seus membros. É o ensino sistematizado de um assunto bíblico, de fé e prática. A sistematização de uma doutrina bíblica inclui a devida referenciação bíblica e conceituação continuada do ensino em vista” (Obreiro, 1995).
8. Para maiores esclarecimentos sobre esse assunto leia na Revista Ensinador Cristão (nº 9, jan/março 2002; pp. 44 a 47) o nosso artigo Conhecimento precede avivamento.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD,.1998.

AYRES, Antônio Tadeu. Reflexos da Globalização sobre a Igreja. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

CARVALHO, César Moisés. Revista Ensinador Cristão. Artigo: Ensino/Aprendizagem – Responsabilidade Recíproca. Ano 1. Nº 4. Rio de Janeiro: CPAD, Out/Nov/Dez, 2000.
BUENO, Francisco da Silveira. Minidicionário da Língua Portuguesa. Editora FTD S. A., São Paulo, 1996.
GILBERTO, Antonio. Manual da Escola Dominical. CPAD, Rio de Janeiro. Edição Atualizada e Ampliada, 1999.
Revista Obreiro. Artigo: O que é doutrina?, ano 16, nº 65, Rio de Janeiro: CPAD, Abril/Maio de 1995.
STOTT, Jonh R. W. Cristianismo Equilibrado. CPAD, Rio de Janeiro. 1ª ed., 1982.
__________________, Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Revista e Corrigida. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
__________________, Apostila da 3ª Conferência de Escola Dominical da CPAD. 06 a 08 de Setembro de 2001, Curitiba – PR.
__________________, Apostila do 1º Seminário de Escritores Evangélicos. Rio de Janeiro: CPAD, 30 de Junho a 02 de Julho de 1999.

A Escola Dominical dos ateus

A Escola Dominical dos ateus

por Valmir Nascimento Milomem Santos

Artigo publicado na Revista Ensinador Cristão – Ano 11 n.º 41

Por que até os ateus também estão adotando escolas dominicais?

Nas manhãs de domingo, a maioria dos pais que não acreditam no Deus dos cristãos, ou em qualquer deus, provavelmente estarão tomando café da manhã ou numa divertida partida de futebol com as crianças, ou fazendo alguma tarefa doméstica ou, com sorte, dormindo. Sem religião, não há nenhuma necessidade por igreja, certo? Talvez. Mas alguns não crentes estão começando a achar que necessitam  de algo para os seu filhos. Quando você tem crianças,  diz Julie Willey, uma engenheira de design, você começa a notar que seus colegas de trabalho ou amigos têm uma igreja  e se reunem para ajudar a ensinar os valores às crianças. Assim todas as semanas, Willey que é budista e nunca acreditou em Deus, e o marido dela colocam suas quatro crianças em uma minivan azul e vão ao Centro da Comunidade Humanista em Palo Alto, Califórnia, para a escola dominical ateísta[i].

Assim inicia a matéria intitulada “Sunday School for Atheist” (Escola Dominical Ateísta), publicada na revista americana, Time, em que traz à evidência uma prática relativamente recente entre ateus norte-americanos, que é a escola dominical para os filhos de não crentes. O programa pioneiro ocorreu em Palo Alto, Califórnia, com expectativas de abertura de novos trabalhos em Phoenix, Albuquerque, Portland e outras localidades dos Estados Unidos. Segundo a revista, o movimento crescente de instituições para crianças de famílias de ateus também incluia acampamentos de verão em cinco estados mais Ontario, e a Academia Carl Sagan, na Flórida, a primeira escola pública Humanista do país que abriu com 55 crianças no outono de 2005.

O Programa Palo Alto Family, registra a revista, usa música, arte e discussão para encorajar expressão pessoal, curiosidade intelectual e colaboração. Em um domingo de outono, anotam, pode-se encontrar até uma dúzia de crianças de até 6 anos de idade e vários pais que tocam instrumentos de percussão e cantam hinos como “Ten Little Indians”, em vez de canções como “Jesus me ama”. Em vez de ouvirem história da Bíblia, a classe lê parábolas seculares.

Algumas reflexões

Como se percebe, vários pais não crentes entenderam a importância de levarem seus filhos a escolas dominicais localizadas em centros humanistas onde possam, segundo eles, aprender a refutar os argumentos religiosos dos cristãos. Assim, a ED ateísta nasceu com o principal propósito de ensinar as crianças como responder à maioria dos cristãos, segundo princípios humanistas e seculares.

Ao tomarmos conhecimento desse fato, nós, cristãos, somos inundados por um sentimento de estranheza e perplexidade, é claro. Isso porque, bem sabemos, a essência dessa instituição está intimamente relacionada ao cristianismo, ao ensino bíblico e à crença inabalável em um Deus que criou todas as coisas.

Apesar disso, tal acontecimento deve ser observado de modo reflexivo, a fim de tirarmos algumas conclusões, tendo por base a indagação: Por que até os ateus também estão adotando escolas dominicais?

A nova perspectiva ateísta

Em um primeiro enfoque, é preciso assentar que a ED ateísta é decorrência de uma nova perspectiva por parte dos antiteístas (incrédulos, ateus, agnósticos, céticos etc) da atualidade. O ateísmo (pós) moderno difere-se em muito do ateísmo de um passado não muito distante. Se outrora eles não faziam questão de expor abertamente suas idéias, hoje estão a defendê-las de maneira ostensiva, baseados em uma visão de mundo eminentemente secularizada.

Com efeito, vislumbra-se no atual contexto uma espécie de ativismo ateu. Nesse sentido, podemos citar um dos seus principais precursores, o ateu Richard Dawkins, o qual, por exemplo, encabeçou recentemente uma campanha publicitária em que a frase “Provavelmente Deus não existe; então, pare de se preocupar e aproveite sua vida” foi estampada em centenas de ônibus no Reino Unido. Dawkins, inclusive, em seu livro “Deus, um delírio”, não satisfeito em simplesmente defender suas idéias, faz questão ainda de tecer duras críticas direcionadas aos cristãos, chegando ao ponto de escrever que Deus é um delinquente psicótico, inventando por pessoas loucas, iludidas”. 

Nesse foco, uma ala mais fanática dos ateus estão a defender sua descrença com contornos de verdadeira religiosidade, tanto é assim que Alister McGrath no livro “O delírio de Dawkins”, escreve que “tal como um evangelista, Dawkins prega a seus devotos do ódio a Deus, os quais se deliciam com o bombardeio retórico e erguem as mãos, prazenteiros”… “os verdadeiros cientistas rejeitam a fé em Deus! Aleluia![ii].

Como anotou Ravi Zacharias[iii], infelizmente o ateísmo está vivo e é mortal. Mais perigoso ainda agora com nuanças de religiosidade materialista para quem o homem é o seu próprio Deus e a lógica científica a única forma de revelação. E assim como uma igreja que possui escola para a instrução, ensino, e fortalecimento da fé de todos os seus membros, o ateísmo da atualidade tem buscado também formas de educar as crianças segundo a visão ateísta

Ora, se o ateísmo contemporâneo adquiriu características de religião, a criação de ED para o ensino do pensamento ateu é realmente uma decorrência lógica (apesar de triste) dessa nova onda de incredulidade. É a educação para a descrença!

Escola Dominical: modelo para ser copiado

Sob um outro enfoque, porém, a utilização do modelo de ensino cristão por parte dos ateus revela algo positivo: a importância da escola dominical. A sua existência histórica tem se mostrado tão válida e necessária que até mesmo os ateus copiaram o padrão educacional cristão a fim de instruirem seus próprios filhos. Idealizada por Robert Raikes, a ED cresceu, multiplicou e deu tantos frutos que é impossível não tê-la como um padrão de sucesso educacional e digna de ser seguida. Como escreveu a missionária Ruth Doris Lemos:

“No mundo, há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem, sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres, analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo”.[iv]

Mas, é importante ressalvar  com o Pastor Antônio Gilberto em seu livro A Escola Dominical (citado por César Moisés), que a ED é uma instituição moderna da maneira como a conhecemos, mas que o seu princípio fundamental, ou seja, o do ensino bíblico determinado por Deus ao povo de Israel como aos gentios, remonta a alguns milênios. Segundo o Pastor Antônio Gilberto: “A Escola Dominical é a fase presente da instrução bíblica milenar que sempre caracterizou o povo de Deus”.[v]

Esse fato, por si só, é um excelente ponto de análise para aqueles que sempre olharam a ED com desconfiança ou a têm como desnecessária. A sua importância, vale dizer, não é somente história, mas, sobretudo, prática. Ken Hemphil, no livro Redescobrindo a alegria das manhãs de domingos, lembra que “a Escola Dominical não é um dinossauro”[vi], o que existe é uma compreensão equivocada sobre  a forma como ela deve ser mantida, de modo que nossa intenção não deve ser preservá-la por simples nostalgia; temos de descobrir ferramentas e organizações que nos capacitem a cumprir a Grande Comissão da maneira mais eficiente possível”.

Em outros termos, a Escola Dominical deve ser mantida não somente por se tratar de algo histórico e que vem sendo utilizado ao longo dos anos; mas sim em razão da enorme e crescente necessidade de genuíno e sadio alimento espiritual que só pode ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus.

A valorização dos cristãos à ED

Outro ponto que deve ser considerado acerca da matéria da Time, diz respeito à importância que os pais ateus dão à educação de seus filhos. Essa observação faz-nos refletir acerca de como os cristãos, principalmente os pais, tem valorizado a educação de seus filhos, a ED e até que ponto existe verdadeiro investimento nela. Afinal, se os ateus começaram agora a valorizar o modelo educacional da ED, mais ainda devem fazê-lo os cristãos, que conhecem de perto o seu valor.

Essa conscientização torna-se necessária porque, não poucas vezes, percebemos um visão equivocada acerca dessa agência de ensino dentro mesmo das igrejas cristãs. Como bem anota Renato Vargens, “154 anos se passaram desde que os Kalley organizaram a EBD no Brasil, e de lá para cá muita água passou debaixo da ponte. Sem titubeios afirmo que inúmeras gerações foram impactadas pelo ensino das doutrinas bíblicas nas salas de aula das escolas dominicais esparramadas pelo nosso imenso território nacional”. Entretanto, escreve ele: “Hoje, em detrimento a pós-modernidade, o que era absoluto foi relativizado. Os que outrora pregavam sobre a importância da EBD, não o fazem mais. Para piorar a situação, os crentes optaram por fazer do domingo o seu dia de lazer deixando em segundo plano o estudo da Palavra de Deus”.[vii]

Portanto, além de outros elementos, a evidenciação da ED ateísta remete-nos a uma reflexão sobre o valor que temos dado à nossa escola dominical, afinal é nela que o cristão recebe alimento substancial para a sua caminhada cristã. Como arremata Antônio Gilberto:

“É evidente que se a igreja de hoje cuidasse devidamente do ensino bíblico junto à crianças e aos novos convertidos, teríamos uma igreja muito maior. Pecadores se convertem aos milhares, mas poucos permanecem porque lhes falta o apropriado ensino bíblico que lhes cimente a fé. Falta-lhes a raiz ou base sólida e profunda. A planta da parábola morreu, não porque o sol crestou-a, mas, sim principalmente, porque não tinha raiz” (MT. 13.6).”[viii]

Valmir Nascimento Milomem Santos, é graduado e pós-graduado em Direito. Presbítero da AD. em Cuiabá/MT. Editor dos blogs www.comoviveremos.com e www.ensinodominical.com.br

Notas:

 


[i] JENINNE LEE-ST, John. Sunday School for Atheist. Time. Disponível em http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1686828,00.html. Acesso em 06/10/2009. (Tradução livre).

[ii] MCGRATH, Alister. O delírio de Dawkins. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p.23.

[iii] ZACHARIAS, Ravi. Pode o homem viver sem Deus? São Paulo: Mundo Cristão, 1997, p. 21.

[iv] LEMOS, Ruth Doris. A minúscula semente de mostarda que se transformou numa grande árvore. Disponível em http://www.cpad.com.br/artigos/artigo_1.htm. Acesso em 06/10/2009.

[v] GILBERTO, Antônio, citado por CARVALHO, César Moisés. Marketing para a Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.101.

 [vi] HEMPHILL, Ken. Redescobrindo a alegria das manhãs de domingo. São Paulo: Eclesia, 1997, p.10.

[vii] VARGENS, Renato. Escola Dominical uma estrutura em extinção?. Disponível em http://renatovargens.blogspot.com/2009/09/escola-dominical-uma-estrutura-em_08.html. Acesso em 08/10/2009.

[viii] CARVALHO, César Moisés; op. cit.

Revista Ensinador Cristão: Leitores funcionais

Revista Ensinador Cristão: Leitores funcionais

Com a correria do dia-a-dia, muitos de nós acabamos adquirindo o hábito de fazermos nossas atividades às pressas, sem dedicar-lhes um tempo adequado, ou mesmo um momento de maior concentração. É o caso da leitura. Com a “desculpa” da falta de tempo, muitos têm abdicado dessa preciosa ferramenta na aquisição de conhecimento. Alguns, até folheiam páginas, mas não refletem sobre o que as palavras diante de seus olhos tentam lhe dizer.

Esse problema é vivenciado em todas as esferas da sociedade e atinge também os alunos da Escola Dominical. Ciente de seu papel, que ultrapassa a esfera das aulas dominicais, o professor de ED pode e deve auxiliar sua classe e trabalhar para tornar seus alunos leitores funcionais.

Leitor funcional, como explica o autor do artigo de capa desta edição, é aquele que, ultrapassando as fases primárias e mecânicas da leitura, é capaz de extrair o máximo proveito de um livro e de dialogar com o texto.

Em resumo, é aquele leitor que ama a literatura de qualidade, que investe momentos precisos do dia para se dedicar ao hábito, que tem interesse e curiosidade em expandir conhecimento e, que, acima de tudo reconhece o valor que a leitura pode proporcionar em sua vida.

Citando Edmund Burke, em um dos momentos do artigo, o autor do texto destaca que “ler sem refletir assemelha-se a comer sem digerir”. Se você tem agido assim, aproveite o início do ano para refletir sobre essa postura e mudar procedimentos. Que tal começar já? Acomode-se em sua poltrona e desfrute desta edição.

Professora do Ano

A ganhadora do Prêmio Professor de ED do Ano é licenciada em História, pela Universidade Federal do Acre, e Pedagogia, pela Universidade Federal de Brasília (UNB), e também pós-graduada em Psicopedagogia. Ângela Maria Alves de Paula, trabalha na rede regular de ensino com as disciplinas de Língua Estrangeira e, na obra de Deus, como coordenadora e professora do Departamento Infantil da Assembleia de Deus, de Capixaba (AC), liderada pelo pastor Odemilson Pereira. 

Em entrevista exclusiva, Ângela fala sobre o trabalho que desenvolve e conta a alegria de sair vitoriosa da premiação e a satisfação que tem em ensinar a Palavra de Deus a crianças e adolescentes. Pág. 11

 
Reportagem

Os blogs e a ED

Ferramenta bastante utilizada por internautas de todo o mundo, os blogs invadiram também o universo da Escola Dominical. Não demorou para professores de todo país descobrirem os benefícios de utilizar uma página na internet para atrair e motivar os alunos. Hoje, já existem dezenas de blogs com conteúdo bíblico, que fornecem subsídios para as professores e superintendentes. 

Na reportagem desta edição, você saberá mais sobre esse tema, conhecerá alguns dos blogs da área e poderá se inspirar para, quem sabe, criar um blog também para sua ED. Como destaca o autor da matéria: “Os blogs podem ser utilizados de muitas formas, já que o limite é a imaginação, mas é necessário cautela. Para quem sabe usá-los, eles têm sido um poderoso instrumento pedagógico para o ensino”. Pág. 22

Artigo

Planejar é preciso

O início do ano é o período ideal para fazer um balanço e traçar metas para os próximos meses. Como destaca a autora do artigo, “a palavra-chave, que sintetiza o fim do ano de todo o professor dedicado à maior agência de ensino da igreja, é ‘planejamento’. Por isso, a professora Miriam Reiche apresenta algumas ideias a respeito do que é um planejamento e como ele deve ser feito em termos de Escola Dominical. Uma excelente oportunidade de aprender com quem sabe e colocar em ação desde já seus objetivos. Não deixe de ler! Págs. 48

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Boa leitura

O princícpio bíblico da generosidade – 1

O princícpio bíblico da generosidade – 1

Pr. Altair Germano

A Lição 9, do 1º trimestre de 2010, tratará de temas já bastante discutidos em sala de aula, como é o caso do dízimo, das contribuições financeiras e do socorro ou ajuda aos necessitados.

Sempre que estas questões se levantam, dois grupos se colocam nos extremos da discussão.

O primeiro grupo não consideram o dízimo como um princípio bíblico fundamentado na liberalidade, anterior à própria Lei, e por isso uma prática que pode ser mantida na igreja, enquanto o segundo grupo ameaça com as maldições da Lei os irmãos que por alguma razão não contribuem com os dízimos.

O fato é que tanto um grupo como o outro se fundamentam na Bíblia para sustentar as suas posições.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-Conscientizar-se de que o princípio da generosidade está fundamentado na idéia de doar e não de ter.
-Compreender que atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico .

-Saber que a graça de contribuir está fundamentada no princípio de que mais “bem-aventurada coisa é dar do que receber.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 8.1-5; 9.6,7,10,11

O conteúdo para subsídio desta lição já foi abordado em outras ocasiões neste blog. Desta formar, sugiro que consultem os textos e comentários dos links abaixo, onde uma ampla discussão sobre o assunto será encontrada:

- MALAQUIAS E O DÍZIMO
- AJUDA AOS NECESSITADOS
- COMUNHÃO DOS SANTOS E COMUNIDADE DOS BENS

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Três perguntas chaves podem desencadear uma boa aula discussiva. São elas:

- O dízimo é uma prática bíblica restrita ao Antigo Testamento?
- A igreja tem cumprido o seu papel no socorro aos necessitados como deveria?
- Você participa de campanhas de ofertas voluntárias para o socorro aos necessitados?

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada: como interpretar a Bíblia de maneira prática e eficaz. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1

JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2004.

LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

PFEIFFER; Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: os evangelhos e atos. São Paulo: IBR, 1997. v. 4

______; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

SCHOLZ, Vilson. Princípios de interpretação Bíblica: introdução à hermenêutica com ênfase em gêneros literários. Canoas-RS: Ulbra, 2006.

STUART, Douglas; FEE, Gordon D. Manual de exegese bíblica: Antigo e novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2008.

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

Boa aula!

Davi e sua equipe de liderados – Esli de Souza

Clique aqui – lição5

Davi e sua equipe de liderados – Luciano Lourenço

liçãoDAvi

“E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens” (1 Sm 22.2).

INTRODUÇÃO

“E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens”(1Sm 22:2). Davi, quando no deserto, humilhado, rejeitado e perseguido, fez com que um grande grupo de seguidores se achegasse a ele. Os primeiros eram em sua maioria estrangeiros em dificuldades, homens rudes e problemáticos, no entanto, Davi recebeu, acolheu, ensinou e preparou-os. Também se chegaram a Davi muitos de seus irmãos de Israel (1 Sm 22.1-5; 23.13); a princípio, eram 400 homens “em aperto”, mas logo o número chegou a 600 (1 Sm 22.2; 25.13). Esses eram os homens que Deus deu a Davi para liderar. E Davi o fez com maestria. Ele fez com que esses homens tivessem um senso de companheirismo e devoção a Deus.

Quando estavam na caverna de Adulão, Davi teve a oportunidade de se livrar de seu maior inimigo, mas não o fez. O melhor disso é que Davi inspirou tanta confiança em seus liderados que os convenceu a não matarem Saul. Apenas um líder influente modifica o comportamento de seus companheiros no calor de uma suposta oportunidade de benefício e finalização de problemas. A atitude de Davi não apenas preservou a vida de um homem afastado de Deus, mas ensinou aos homens que estavam com ele que Deus se encarrega de fazer o julgamento adequado para quem está no poder e o utiliza de forma incorreta. O líder deve saber exercer o controle sobre aqueles que estão sob o seu comando, ou não será verdadeiramente um líder. Como bem disse o pr. José Gonçalves, equipes sadias, eficientes e fortes são reflexos de uma liderança competente e idônea, assim como um corpo saudável reflete a harmonia de seus membros.

I. LIDERANÇA BÍBLICA E LIDERANÇA SECULAR

Liderança cristã é diferente de liderança secular. Nesta valem talentos, habilidades e capacidade de trabalho e decisão; que não perdem valor na liderança cristã. Mas, na liderança cristã deve sobressair a consciência de que é uma obra para Deus, envolvendo o povo de Deus, e que deve ser feita na dependência de Deus.

1. Líder, liderança e equipe. O líder é uma pessoa que está consciente do seu papel na liderança, sabe que está no comando e que este comando foi-lhe outorgado por Deus. Também está consciente que exerce um forte impacto e uma grande influência na vida dos liderados. Agora, ele não deve de forma alguma incidir uma influência forçada. Isso deve ser natural. Ele é alguém que vê as necessidades das outras pessoas. Está sensível para com elas. Com isso, procura, na maneira do possível, ajudá-las a superar os seus obstáculos. Deve demonstrar um amor genuíno, como um amor de pai para filho. Afinal de contas, eles são o rebanho que Deus lhe confiou nas mãos e um dia prestará contas disso.

“Para que um homem seja líder ele tem de ter seguidores. E para que tenha seguidores ele tem de ter a confiança deles. Assim sendo, a primeira qualidade do líder tem de ser integridade inquestionável. Sem ela, não é possível o verdadeiro sucesso, não importam se estejam trabalhando em turma de fábrica, campo de futebol, no exército ou num escritório. Se os colegas de um homem descobrem nele falsidade, se percebem que nele falta integridade direta, este homem fracassará. Seus ensinos e seus atos devem ser congruentes. Assim, a maior necessidade é integridade e propósito elevado”  - BARBER, Cyril J. Neemias e a Dinâmica da Liderança Eficaz. São Paulo, SP.: Editora Vida, 1999, p.79.

O líder não é um ditador. Aquele que chega com a palavra e diz tudo o que se deve fazer. Ele deve procurar incutir nas mentes das pessoas que elas devem participar na elaboração dos projetos, dos planos, etc. Assim, ele não irá exercer uma função autoritária e poderá com isso estar desenvolvendo novos líderes dentro do grupo. O líder deve, no entanto, ter a consciência que deve sempre estabelecer metas, bem como os meios necessários para atingi-las. Para isso, uma boa comunicação é fundamental. O líder deve ser alguém que saiba se comunicar. Deve saber dizer exatamente o que pretende e como pretende. Boa comunicação é imprescindível para a realização das metas, conseqüentemente os liderados não terão problemas em seguí-lo.

Liderança não é apenas ter o poder de repartir tarefas ou dar ordens. É conduzir pessoas dentro dos propósitos de Deus. Liderar é exercer uma influência que inspire e mova as pessoas à ação, obtendo delas o máximo de cooperação e o mínimo de oposição. Quem lidera influencia pessoas à sua volta. A capacidade de envolver as pessoas em projetos, trabalhos e fazer com que elas cheguem ao fim desejado é uma forma adequada de influenciar. Liderar e influenciar não é como gerenciar, pois liderança e gerenciamento tem sido considerados como atitudes distantes em suas definições. Um gerente pode muito bem organizar os trabalhos e dividi-los entre o grupo, mas isso não significa necessariamente que ele esteja realmente influenciando pessoas. Gerenciar diz respeito ao cumprimento de objetivos e ao controle de processos administrativos.  Quem gerencia planeja e executa, mas quem dá as direções, orienta e inspira as pessoas é o líder. “O gerente está mais voltado a administrar processos e recursos para concretizar certos objetivos, e os líderes mais voltados a convergir pessoas em torno de relacionamentos e compromissos”(MACUCCI, José Valério – Liderança para novos gestores – São Paulo:IBMEC, 2007,p. 24).

2. A atualidade da liderança davídica. Os princípios de liderança são universais e, portanto, podem ser aplicados a todas as épocas, a todos os povos e em todos os lugares. Eles são atemporais.  Portanto, os mesmos princípios aplicados por Davi, foram os mesmos aplicados há centenas de anos atrás por Jetro, sogro de Moisés (Êx 18.21), cujo modelo de trabalho em equipe é seguido ainda hoje tanto por cristãos como por não-cristãos em qualquer atividade.

Portanto, os princípios que regem uma liderança eficaz são ainda os mesmos, quer tenham sido vividos nos primeiros estágios da civilização, quer sejam praticados hoje. Com efeito, a liderança eficaz é baseada nos bons relacionamentos e na autoridade, que é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.

A liderança Bíblica atual, como na época da liderança davídica deve ressaltar as mesmas características que existiam em Davi, as quais o destacavam como líder, a saber:

a) O líder deve ser escolhido por Deus(ler 1Sm 16:11-13). Há líderes chamados e chamados lideres. Líderes segundo o coração de Deus não escolhem a si mesmo. São escolhidos por Deus. Não podem ser usados por Deus aqueles que se autoproclamam escolhidos por Deus sem que Deus os tenha escolhido. Davi não buscou ser ungido de forma forçosa ou por meios políticos. Nem poderia. Ele era um pastor de ovelhas, sem conhecimento de ninguém na Corte. Ele estava no campo, longe de pessoas de influência e perto de animais. Acima de tudo, Davi estava muito perto de Deus. Mesmo sem ser conhecido por ninguém de influencia, foi escolhido por Deus.

É Deus quem escolhe entre os seus servos um que vai liderar. Infelizmente, há pessoas que se acham escolhidos por Deus e se autoproclamam líderes. Devemos lembrar que quem arroga para si a liderança provavelmente não está apto para ela.

O verdadeiro líder não terá desejo algum de dominar sobre a herança de Deus, mas será humilde, brando, dedicado e inteiramente pronto a ser liderado da mesma forma que lideraria, quando o Espírito deixar claro que apareceu um homem mais sábio e mais talentoso que ele.

b) O líder deve ser temente a Deus(ler 1Sm 17:26). Comparando a história de Saul e a de Davi podemos observar que ambos começaram suas carreiras debaixo da bênção de Deus. A diferença entre ambos reside no fato de que Saul perdeu o temor ao Senhor em pouco tempo. Saul deu mostras de que Deus, com o passar do tempo, tornou-se uma pessoa secundária dentro dos planos do reino, e isso causou a sua derrocada. Porém, Davi manteve seu temor ao Senhor. Quando perseguido, fugitivo e em aperto, manteve sua confiança em Deus e teve temor dEle. Mesmo quando pecou no caso de Bate-Seba e foi confrontado por Natã, encontrou o caminho de volta para o coração de Deus e a sua restauração. Isso nos mostra que o temor ao Senhor deve acompanhar nossa carreira em todo o tempo, e não apenas no início de nossa chamada.

c) O líder deve ser prudente(ler 1Sm 18:12-16). A prudência deve ser uma característica constante para os que estão na liderança. Davi tinha êxito em tudo o que fazia, e se conduzia com prudência. Não era afoito em suas decisões. Avaliava tudo cautelosamente, procurando sempre o melhor caminho. Ele esperava que Deus o orientasse sempre. Ser prudente foi tão importante para Davi que em todas as ocasiões em que Saul buscou elimina-lo, Deus o livrou.

Davi ganhou respeito de seus inimigos e de seus liderados porque não agia por impulso, mas avaliava as situações até chegar à melhor decisão. O mesmo pode acontecer conosco se, em vez de agirmos no calor da situação, analisarmos tudo de forma clara e agirmos com sabedoria. Quando somos prudentes, temos, como Davi, a companhia do Senhor.

d) O líder deve saber ouvir(ler 1Sm 25:23-30). Saber ouvir é uma arte que o líder deve desenvolver. O 4º dos 10 mandamentos da liderança, descrito no Manual de Liderança da Marinha do Brasil é: “Saiba falar, calar e, especialmente, ouvir”. Saber ouvir evita que o líder tome decisões erradas e aja de forma precipitada.

Deus espera que sejamos aptos para ouvir, e por mais que essa declaração soe engraçada é verdadeira: Ele nos fez com dois ouvidos e uma boca, para que possamos ouvir mais e falar menos. “Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus”(Sl 62:11). E Tiago recomenda o uso moderado da língua, e ouvir antes de falar: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardia para se irar”(Tg 1:19). A nossa prontidão maior deve ser sempre a de ouvir. Se tivermos de usar a fala, que seja depois de muita meditação (tardio), e se a ira envolver o nosso coração, que seja em último caso também. Davi foi beneficiado por ouvir Abigail? Com certeza, leia 1Sm 25:32-34.

e) O líder valoriza cada membro de sua equipe(ler 2Sm 23:14-17 e 1Cr 11:16-19). Na autêntica liderança, cada membro da equipe é de alto valor para o seu líder. Em 2 Samuel 23.14-17 e 1 Crônicas 11.16-19, fica evidente que isso era uma realidade na vida de Davi. Nessa ocasião, ele teve sede e desejou beber da boa água da cisterna de Belém, que estava em poder dos inimigos filisteus. Davi, ao saber que os seus homens haviam se arriscado para obtê-la, rejeitou a água e ficou com sede. Isso é que é empatia! Tal atitude só pode vir de quem não trata os membros de sua equipe como máquinas, objetos, mas como gente de carne e osso e, portanto, digna de amor, respeito e apreciação. É uma obrigação cristã reconhecer o valor das pessoas e não tratá-las como objetos descartáveis, a serviço de nossos interesses.

f) O líder deve ter o controle de seus liderados(ler 1Sm 24:5-7). Manter sob controle um grupo de pessoas de bem não é muito complicado. Contamos com a boa vontade e o respeito de todos para uma convivência cordial e amável. Mas o que dizer de liderar um grupo de pessoas atribuladas? Junte em um ambiente hostil, dentro de uma caverna, 400 homens desgostosos da vida, que fugiram de sua terra por dívidas contraídas e não quitadas e outros assuntos não resolvidos. Esses eram homens que não pensariam duas vezes em puxar uma arma para se defender e matar alguém. Mas, Davi fez com que os seus liderados tivessem um senso de companheirismo e devoção a Deus. Ele os ensinou o que significa esperar o tempo de Deus.

f) O líder deve esperar o tempo de Deus(ler 1Sm 24:1-6). Estudamos este tema, exaustivamente, na aula nº 04. Perseguido por Saul, Davi estava escondido em uma caverna, a mesma caverna onde Saul fora aliviar sua dor de barriga. Enquanto o rei realizava suas necessidades, Davi se aproximou e cortou um pedaço da veste real. Deus certamente estava provando Davi. O mais complicado não foi dominar a si mesmo naquela ocasião, e sim dominar a equipe que estava com ele. Por que Davi não acabava de vez com Saul? Será que ele não percebeu que aquele era o dia em que Deus dera o seu grande inimigo em sua mão? Sim, Davi percebia. Mas ele sabia também que Deus daria a paga a Saul sobre as maldades que estava fazendo. Não cabia a Davi estender a sua mão e tomar o lugar de Deus para punir Saul.

II. A LIDERANÇA FUNDAMENTADA NO CARÁTER CRISTÃO

1. É uma liderança que agrada a Deus. O modelo bíblico de liderança é aquele centralizado no caráter. As técnicas mudam, mas os princípios do caráter não, afirma o pr. José Gonçalves. Um caráter moldado pela Bíblia é a maior necessidade de um cristão, principalmente os que lideram, na casa do Senhor. Como disse o general que comandou a operação “Tempestade no Deserto”: “Liderança é uma combinação de estratégia e caráter. Se você precisa ficar sem um, que seja a estratégia“(Gen. Norman Schwarzkopf). As pessoas podem até achar que você não tem grandes habilidades administrativas, técnicas, ou pedagógicas, mas elas precisam ver que você é um homem ou uma mulher temente a Deus.

Nosso caráter está relacionado com quem somos quando ninguém está olhando. Nossa reputação, por outro lado, diz respeito à nossa conduta como é vista ou percebida por outros. “Boa” conduta sem caráter se torna hipocrisia. Isto foi revelado à igreja em Sardo: “Ao anjo da Igreja que está em Sardo escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus, e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto!” (Apocalipse 3:1). A mensagem de Deus para os de Sardo era que eles tinham um nome – uma boa reputação – porém estavam mortos. Eles estavam vivendo em hipocrisia. Um bom nome é importante e nós queremos tê-lo. A base da nossa reputação, no entanto, deve ser a de um Caráter Cristão. Isso é o que nos ajudará a resistir a qualquer perseguição que nós tenhamos que enfrentar.

Quando nós temos Caráter Cristão, a evidência está em nossa conduta. Quando uma pessoa é salva existem evidências da sua salvação. Se alguém diz, “Eu sou salvo”, mas continua a mentir, roubar e viver imoralmente, é muito claro que não está salvo. Se você é salvo, sua conduta muda como evidência de que alguma coisa mudou dentro – no coração. Em 2Corintios 5:17 está escrito: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Se não há uma mudança de conduta, então o coração não mudou. Mas, se há mudança no coração, então há mudança de conduta. Desta feita, os elementos do caráter cristão como o temor de Deus, a coragem, a virtude, o altruísmo, a honestidade, etc., são postos em destaque. São virtudes indispensáveis para quem exercem liderança de equipe, quer na igreja ou na vida secular.

Segundo o pr. José Gonçalves, o sucesso de Davi sobre os seus liderados veio dos princípios bíblicos observados por ele. Observe, como exemplo, o senso de justiça de Davi quando estipulou a lei da partilha (1 Sm 30.24). Somente um homem com uma noção exata de valores aprovados por Deus podia tomar uma atitude assim.

2. Não é uma liderança à parte de Deus. O antecessor de Davi exerceu uma liderança à parte de Deus. Em vez de esperar com “paciência no Senhor” (Sl 40.1), assim como Davi, Saul era demasiadamente precipitado. Saul foi ungido rei em Gilgal e lá perdeu o reinado (1Sm 15.26-28; 28.17). Seu maior pecado fora o de oferecer sacrifícios, coisa essa que somente os sacerdotes podiam realizar (Lv 16). Se ele não tivesse se precipitado, o reino seria dele para sempre. Desobedeceu e perdeu.

Antes de ser um líder, é necessário aprender o valor da obediência. Davi obedeceu seu pai ao tomar conta das ovelhas – o que deveria ser um trabalho monótono para um adolescente. Obedeceu ao convite de Saul para tocar harpa no palácio, e teve de prestar contas dos homens de combate sob seus cuidados. Respeitou a unção de Deus sobre Saul, mesmo quando este o perseguia, e diferente de Saul, dependeu de Deus em momentos de solidão e angústia, mesmo quando o Senhor parecia estar distante.

Nosso Mestre, o Senhor Jesus Cristo, ensinou que obedecer a Deus é muito mais importante do que qualquer outra coisa, mais importante até mesmo que o alimento físico (Mt 4.1-4). Os maiores erros que cometemos nesta vida são geralmente devidos à nossa impaciência em aguardar o tempo de Deus.

O maior perigo para um líder é querer racionalizar os seus próprios erros, buscar desculpa-los ou justifica-los, convencendo-se a si mesmo de que seus erros na realidade são acertos. As atitudes negativas são as maiores causas de fracasso do líder junto ao seu grupo ou equipe. Conhecer essas atitudes negativas e superá-las é de fundamental importância para o sucesso da sua liderança.

III. DAVI E SUA EQUIPE

A expressão “Davi e seu homens” aparece por diversas vezes nos livros de Samuel (1 Sm 18.27; 24.2; 25.13; 2 Sm 5.6,21; 15.14; 16.13). Todas estas passagens mostram que tal expressão pode perfeitamente ser lida como “Davi e sua equipe”. De fato, Davi possuía mais do que um grupo, ele tinha uma equipe coesa, harmônica, íntegra e submissa

1. Distinguindo uma equipe de um grupo. Equipe é um grupo de pessoa que formam uma unidade. Tem um objetivo comum. Só há uma equipe quando existe um devido relacionamento entre seus membros. Se um dos elementos faltar, o outro substitui e o trabalho não fica em defasagem. Muitos não valorizam o trabalho em equipe por falta de conhecimento, pois desconhecem a importância e os benefícios deste. Veja o caso de Paulo e Apolo, eles são um exemplo de como trabalhar em equipe. Ele disse: “ Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento”(1Co 3:6). No trabalho de Deus, Ele tem que fazer parte da equipe, senão o trabalho será vão e os objetivos inócuos. Paulo só teve o que plantar, porque alguém lhe deu a semente; Apolo só teve o que regar, porque Paulo plantou; e Deus só deu o crescimento porque os dois plantaram. Paulo e Apolo trabalharam em equipe. Trabalhar em equipe é um princípio bíblico que deve ser observado por todos que querem realizar a obra do Senhor.

O pr. José Gonçalves disse que a equipe de Davi era unânime, irmanada, vinculada, integrada e ainda contava com heróis individuais, os chamados “valentes de Davi” (2 Sm 23.8). De acordo com a Escritura, nessa equipe bem treinada “o menor valia por cem homens, e o maior, por mil” (1Cr 12.14 – ARA). Era uma equipe em ação com um objetivo comum, dado por Deus, e não um aglomerado de homens sem um alvo específico na vida. Na autêntica liderança, cada membro da equipe é de alto valor para o seu líder.

Todo líder, qualquer que seja a sua área de atuação, corre o risco de desgastar-se no exercício da liderança, quando não sabe delegar responsabilidades. Alguns pensam que podem fazer tudo sozinhos. Puro engano! Todos precisam de cooperadores (Rm 16.3). Você tem seus cooperadores? Sua equipe trabalha em harmonia? Se a sua resposta for afirmativa, você com certeza terá uma liderança bem-sucedida.

Grupo: cada um por si. Se um faltar, a parte dele ficará sem ser realizada porque o lugar dele ninguém o substitui. Trabalhar em grupo determina individualismo e desorganização. O que mais impede um grupo de funcionar eficazmente e com eficiência é o individualismo e partidarismo. O correto é trabalhar em equipe, pois um assume o lugar do outro em sua ausência. Saber trabalhar em equipe é uma virtude que poucos têm.

2. A força do exemplo do líder. Liderança se faz com exemplo. Queira você ou não, os olhos de todos estarão sempre voltados para você, que é o líder da equipe. Você não pode separar a sua função como líder espiritual da sua vida pessoal. “Ser-me-eis testemunhas”, disse Jesus. Davi liderava pelo seu exemplo vinculado ao amor e ao altruísmo. Davi, além de ser um líder talentoso, amava a Deus e cuidava do seu caráter. Ele, em suas fraquezas, descuidos e tentações, cometeu pecados, como é claramente mostrado nas Escrituras, mas venceu pela sua fé e devoção a Deus. Ele era um servo do Senhor disposto a se retratar, a valorizar o outro e a liderar pelo seu exemplo.

CONCLUSÃO

Pela providência divina e por seus princípios de liderança fundamentados no caráter íntegro, Davi formou uma equipe de trabalho vitoriosa. Os liderados de Davi o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração. A lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas.  Davi nunca procurou a fidelidade destes homens. Todavia extraiu deles lealdade e serviço por meio da sua devoção para com eles. Davi publicamente honrou o sacrifício dos valentes presenteando a Deus com a água que eles trouxeram em oferta a Davi(2Sm 23:17). Como líder, Davi tinha admiração e respeito pela vida e serviço fiel dos seus liderados.  Os valentes ouvem o suspiro por água do seu líder e agem imediatamente em missão.   Não era uma ordem de Davi, nem um pedido, era apenas um desejo pela água da fonte de Belém. Todavia, estes homens romperam as barreiras e obstáculos por causa do desejo de servir ao ungido do Senhor. Será que em nossos dias ainda existem homens valentes, a ponto de arriscarem suas vidas, rompendo limites e obstáculos em favor do seu líder? Será que ainda existem homens como Davi (devotado aos seus liderados)? Homens cuja sua atitude de amor, zelo e admiração pelos seus liderados falam mais alto que suas palavras?

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. E-Mail: luloure@yahoo.com.br. Disponível no site: www.adbelavista.com.br

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Fonte de Pesquisa: Bíblia de Estudo-Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Pentecostal. O novo dicionário da Bíblia. Revista o Ensinador Cristão. Guia do leitor da bíblia – 1º Samuel. Davi – vitórias e as derrotas de um homem de Deus – CPAD/2009. Liderança Cristã: Lições Baseadas na Vida de Davi – Pastor George Emanuel. Princípios para uma boa liderança – pr. Cleverson de Abreu Faria, disponível no site: www.letrassantas.hpg.com.br

Davi e sua equipe de liderados – Francisco Barbosa

Franscisco A. Barbosa

TEXTO ÁUREO
“E ajuntou-se a ele todo homem que se achava em aperto, e todo homem endividado, e todo homem de espírito desgostoso, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens” (1 Sm 22.2). [Foi nessa ocasião que Davi compôs o salmo 57]

VERDADE PRÁTICA
O trabalho em equipe é um princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor. Se quisermos ser bem-sucedidos na obra de Deus não devemos esquecer esse princípio. – a cooperação, em lugar da contenda arraigada na inveja, produz o sucesso e provê proteção contra os cobiçosos – “se alguém quiser prevalecer contra um,os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” Ec 4.12

OBJETIVOS
- Compreender que o trabalho em equipe é o princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor.
- Conscientizar-se de que equipes eficientes e fortes são reflexos de uma liderança competente e idônea.
- Reconhecer que o modelo bíblico de liderança agradável a Deus é aquele centralizado no caráter.

Palavra Chave: Líder:- Indivíduo que, devido à sua própria personalidade empreendedora, dirige um grupo social, com a participação espontânea dos seus membros.

INTRODUÇÃO

Os liderados, à semelhança dos reflexos de um espelho, refletem a qualidade da liderança de seus líderes ou dirigentes. Equipes sadias, eficientes e fortes são reflexos de uma liderança competente e idônea, assim como um corpo saudável reflete a harmonia de seus membros.
Não se pode minimizar a importância do trabalho em equipe, pois desde os primórdios da história bíblica vemos líderes, juntamente com seus liderados, realizando os propósitos de Deus (Ex 18.13-27). Davi demonstra ser um homem de grande capacidade para liderar Israel. Sendo povo de Deus, devemos aprender com ele esses princípios para bem nos conduzirmos na vida e na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

I. LIDERANÇA BÍBLICA E LIDERANÇA SECULAR
1. Líder, liderança e equipe, Poder e Autoridade.
Os especialistas no assunto definem o líder natural como alguém que, devido à sua própria personalidade empreendedora, dirige um grupo social, com a participação espontânea dos seus membros. Como bem declarou o Pregador em Eclesiastes 1.9: “nada há novo debaixo do sol”. E em relação a Davi, esta verdade não poderia ser mais bem aplicada, pois na liderança de seus homens no deserto de Judá, os mesmos princípios básicos do trabalho em equipe adotados hoje pelos modernos administradores, já eram praticados naqueles tempos pelo segundo rei de Israel. Liderança é a habilidade (capacidade adquirida) de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo o bem comum.
Liderança (capacidade de influenciar os outros) é uma habilidade que pode ser aprendida e desenvolvida; se liderar é influenciar os outros, como desenvolver essa influencia? Como levar as pessoas a fazer o que desejamos? Como receber suas idéias, confiança, criatividade e excelência, que são por definição, dons voluntários?
O sociólogo Max Weber afirma que há uma diferença entre poder e autoridade. Em seu livro The Theory of Social and Economic Organization, ele define poder como a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer; Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influencia pessoal.
Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipe que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipe. Assim, o líder diferencia-se do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou atividade de uma organização e que, para tal, comanda um grupo de pessoas, tendo autoridade de mandar e exigir obediência.
Julgamos que Davi tenha nascido com a habilidade de liderar (1Sm 16.18) e com o passar dos anos, aperfeiçoou essa capacidade, para ele era fácil levar as pessoas a fazerem de boa vontade os trabalhos necessários. O líder escolhido por Deus, apesar de humilhado, rejeitado e perseguido no deserto, fez com que um grande grupo de seguidores se achegasse a ele. Quais características essas pessoas viram em Davi?
… conheço um… sabe tocar, é forte, valente, homem de guerra, sisudo em palavras, de boa aparência; e o Senhor é com ele… – Honestidade, confiabilidade, bom exemplo, cuidado, compromisso, bom ouvinte, respeito, encorajador, entusiasta e amável. Quantas dessas virtudes temos evidenciado em nossa vida cristã? Tudo na vida gira em torno dos relacionamentos – com Deus, conosco, com os outros; liderar é construir relacionamentos em quanto desempenha uma função.
É incrível a nossa capacidade de deixar passar despercebido aquilo que é o útil e nos atermos ao supérfluo, quantas vezes nós temos observado a Cristo como modelo de liderança? “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. MT 20.28 – Quem quiser ser líder, deve primeiro ser servidor. Se eu desejo liderar, a exemplo de Cristo, devo primeiro servir. Entenda o que quer dizer “O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.(Reflexão:- esxercer influencia sobre os outros, que é a verdadeira liderança, requer doação pessoal).

2. A atualidade da liderança davídica. É evidente que as circunstâncias na qual Davi desenvolveu sua liderança eram muito diferentes da nossa. Todavia, o modelo utilizado por ele em nada fica a desejar se comparado às modernas tendências em liderança da nossa sociedade globalizada. Davi tinha sido um homem talentoso, carismático, criativo e com um alto poder de decisão (1 Sm 16.18), não obstante isso, foi perseguido e refugiou-se na caverna de Adulão; quando ouviram isso seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens. (1 Sm 22: 1-3)
Davi encontrou um esconderijo isolado e seguro, longe o suficiente de Gate e não muito perto de Saul. Essa caverna foi transformada no Quartel General de Davi. Nesse QG há vagas o suficiente para todos os que, como Davi, são perseguidos, aqueles que estão em perigo, em dívida, ou não são a favor de Saul, sua própria família agora é desterrada e se abriga nesse QG, uma vez que Davi é visto como inimigo de Saul, eles também não estão seguros.
Como líder, Davi nunca menosprezou aqueles que o Senhor lhe enviava.
Como líder, Davi tinha a habilidade necessária para treinar homens que não possuíam nenhuma capacidade. Transformado estes rejeitados numa tropa de elite apta ao combate.
De covardes, Davi os fez valentes e poderosos (2Sm 23.8).
De aflitos, Davi os fez soldados valorosos. Um Exercito de Deus (1Cr 12.22).
De endividados, Davi os fez mais valiosos do que ouro. O menor valia por 10 homens e o maior por 1ooo. (1Cr 12.14).
Como líder, Davi não tinha medo ou receio de colocar ao seu lado homens que teriam seus potenciais maximizados no decorrer do treinamento. Muitos destes Valentes seriam melhores do que Davi na arte da guerra (1Sm 23.8-17).
Como líder, Davi tinha admiração e respeito pela vida e serviço fiel dos seus liderados. (2Sm 23.17).
Os valentes ouvem o suspiro por água do seu líder e agem imediatamente numa missão arriscada.
Não era uma ordem de Davi, nem um pedido, era apenas um desejo pela água da fonte de Belém. Todavia, estes homens antes desencorajados, agora desafiam a morte e rompem as barreiras e obstáculos por causa do desejo de servir ao ungido do Senhor.
Seus liderados o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração.
A busca do ideal do líder também está presente no campo da filosofia. Platão, por exemplo, argumenta em sua obra A República que o regente precisa ser educado com a razão, descrevendo o seu ideal de “rei filósofo”. Outros exemplos de filósofos que abordaram o tema são Confúcio e seu “rei sábio”, bem como Tao e seu “líder servo”.
Liderar não é uma tarefa simples. Pelo contrário. Liderança exige paciência, disciplina, humildade, respeito e compromisso, pois a organização é um ser vivo, dotado de colaboradores dos mais diferentes tipos (veja a lista dos valentes de Davi em 1Cr 11.10-47).
A liderança envolve outras pessoas, o que contribuirá na definição do status do líder, envolve uma distribuição desigual de poder entre os líderes e os demais membros do grupo, é a capacidade de usar diferentes formas de poder para influenciar de vários modos os seguidores.
No caso de Davi e sua legião de rejeitados, a lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas, Davi nunca procurou a fidelidade destes homens, todavia extraiu deles lealdade e serviço por meio da sua devoção para com eles.
Sua liderança evidenciava-se em atos como quando publicamente honrou o sacrifício dos valentes presenteando a Deus com a água que eles trouxeram em oferta a Davi.
Como líder, Davi era a inspiração de seus liderados. Ele era alguém que resplandecia a luz do Senhor. Ele era a lâmpada de Israel (2 Sm 21.17).
Como líder, Davi sabia que o ministério exige a excelência daqueles que são vocacionados. E que passar pelos desertos das provações lapidaria seu caráter e forjaria sua alma no fogo do Espírito do Senhor. (1 Sm 23-24). Davi passa a ter consciência do sagrado.
Todo servo dedicado à obra do Mestre, que deseja ter um profundo relacionamento com seu Senhor, passa pelo deserto e refugia-se na caverna de Adulão.
Foi assim com Moises, Elias, Paulo e com o próprio Jesus, passaram pelo deserto. Davi não escolheu o deserto, mas foi forçado a se refugiar dos ataques de Saul na região do Negueve por aproximadamente 10 anos de sua vida. Passou por Zife; Maom; En-Gedi e Parã. Os anos de provações no deserto levaram Davi a ter uma percepção mais clara do sagrado e do profano, da santidade e da impureza, da beleza e do desespero, da obediência e do pecado; Davi foi capaz de ver a gloria de Deus onde ninguém mais podia ver, isto é, na vida de Saul, o ungido de Deus. (I Sm 24:10).
Adulão é refugio. Foi na caverna que Davi escondeu-se de Saul. É lugar de sair da superficialidade e buscar profundidade insondável. Precisamos nos refugiar em Adulão para conhecermos ao Senhor com intimidade. Adulão é lugar de transformar a exaltação em humilhação.
Davi fez de homens perdedores grandes campeões; de amargurados em cheios de graça e virtude; de endividados em pedras preciosas; de espírito abatidos em Valentes de Deus. O matador de gigantes era espelho para aqueles homens (Abisai, Sibecai, El-Hanã, Jônatas, todos estes mataram gigantes nas guerras pelo Rei e pelo Reino), ele sabia compartilhar com os que estavam ao seu lado as glorias recebidas em batalha: “Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi fazia direito e justiça a todo o seu povo.” (2 Sm 8.15).

II. A LIDERANÇA FUNDAMENTADA NO CARÁTER CRISTÃO

1. É uma liderança que agrada a Deus. O modelo bíblico de liderança é aquele centralizado no caráter, ao contrario do que ensinava Maquiavel que era preferível ao rei ser temido do que ser amado. Elementos do caráter cristão como o temor de Deus, a coragem, a virtude, o altruísmo, a honestidade, etc., são postos em relevo. As técnicas mudam, mas os princípios do caráter não. Uma equipe de trabalho com esses fundamentos será bem-sucedida. A sabedoria é um fator de sucesso na liderança, pois o “temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Sl 111.10).
O sucesso da admirável liderança de Davi veio dos princípios bíblicos observados por ele. Basta, por exemplo, lermos algumas passagens bíblicas para chegarmos a essa conclusão. Como não nos dobrarmos diante do senso de justiça de Davi quando estipulou a lei da partilha (1 Sm 30.24)? Somente um homem com uma noção exata de valores aprovados por Deus podia tomar uma atitude assim.
2. Não é uma liderança à parte de Deus. O antecessor de Davi exerceu uma liderança à parte de Deus. Em vez de esperar com “paciência no Senhor” (Sl 40.1), assim como Davi, Saul era demasiadamente precipitado. Na realidade, a liderança de Saul refletia simplesmente o seu caráter (1 Sm 15.1-35), pois ele não conseguia enxergar-se como dependente da direção divina.
Um dos primeiros passos para que possamos entender a questão da liderança cristã é adotarmos a perspectiva correta sobre Deus, Sua Palavra e Sua Obra.
Davi se dispôs a lutar porque entendeu que Golias havia ofendido a Deus e isso ele não poderia tolerar… Davi tinha zelo por Deus e pelos ungidos de Deus, por isso nunca levantou-se contra o rei Saul. Davi esperou pela providencia de Deus para ascender ao trono de Israel e com muita resignação e paciência, esperou com paciência no Senhor. Os valentes de Davi outrora eram covardes, tímidos, espiritualmente fracos, mas como muita sabedoria, graça, unção e dedicação, Davi investiu todos os seus recursos nestes “desqualificados” aos olhos humanos, pois Davi tinha experiência pessoal de que Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele. 1 Co 1.27-29.

CONCLUSÃO

Sem dúvida Davi foi um líder talentoso, no entanto, muito mais do que talento, Davi amava a Deus e cuidava do seu caráter. Ele, em suas fraquezas, descuidos e tentações, cometeu pecados, como é claramente mostrado nas Escrituras, mas venceu pela sua fé e devoção a Deus. Ele era um servo do Senhor disposto a se retratar, a valorizar o outro e a liderar pelo seu exemplo. Pela providência divina e por seus princípios de liderança fundamentados no caráter íntegro, Davi formou uma equipe de trabalho vitoriosa

REFLEXÃO
“A excelência da Escola Dominical, só será uma realidade para os alunos quando a equipe que a administra se importar com a contínua melhoria da qualidade dos seus serviços, visando se adequar à gestão da qualidade total (o TQM, na sigla em inglês), dentro da realidade bíblica, ética e cultural”.
Para refletir um pouco mais: O que fazer para tirar as pessoas de casa no único dia da semana que têm para descansar e estar com a família, e trazer essas pessoas para a EBD? A qualidade total da EBD é reflexo de professores comprometidos com o ensino, que se aperfeiçoam, que buscam a excelência, que têm algo a acrescentar à vida de seus alunos. Não vou deixar o conforto do meu lar para ouvir blá blá blá, contos e estórias, quero algo que motive, me transforme, que me leve a alçar vôos mais altos… é preciso uma liderança a exemplo de Davi, que influencie. A palavra convence; o exemplo arrasta! Aquele que estiver disposto a lecionar, tem que ter em mente que serve de paradigma àqueles que pretende ensinar. Na EBD não existe espaço para o jargão “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, i. é., precisamos melhorar cada dia mais, buscar mais conhecimento, aprimorar os métodos, incentivar, ser exemplo. Há uma frase da Margaret Thatcher, ex-Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, que diz: ‘Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.’ Medite nisso.

APLICAÇÃO PESSOAL

Para compreendermos o pensamento de Jesus quando intercedia em sua oração sacerdotal que os discípulos fossem um (Jo 17.11), teremos que enxergar o trabalho em equipe. O que mais impede uma equipe de funcionar eficazmente e com eficiência é o individualismo e partidarismo, quando todos encararmos essa realidade, nossa vida cristã dará um salto em qualidade e produtividade.
Para que uma equipe obtenha êxitos, é preciso um líder motivador – liderar é motivar, é transformar pelo exemplo. Os endividados e descontentes uniram-se a Davi, que na verdade era um fugitivo. Rejeitados, sua sorte só melhoraria se ajudassem o filho de Jessé a tornar-se rei. O controle dele sobre esse grupo novamente demonstra a sua desenvoltura e habilidade para liderar, motivar e transformar os outros. É difícil construir um exército com bons soldados, mas é preciso ainda maior liderança para formar um batalhão com o tipo de homens que seguiam o futuro rei de Israel. Este grupo veio a ser o embrião de uma tropa de elite conhecido como “valentes de Davi” (2Sm 23.8); de homens em aperto, endividados, desesperançados, rejeitados, à valentes soldados componentes de um batalhão especial… Somente um homem vocacionado à liderança pode trabalhar dessa forma, influenciando, motivando e transformando vidas.
Deus age através da História e nós, somos os instrumentos de Deus. Muitas vezes os grandes desafios de Deus começam nas coisas mais simples de nossa vida: Todo o processo de luta de Davi com Golias e a sua vitória começou com a sua simples e justa obediência ao seu pai Jessé, indo levar alimento para os seus irmãos no campo de batalha.
Deus no seu processo revelador e salvador sempre se valeu de homens e mulheres. Há muitas coisas a serem feitas na Seara do Senhor; então, por que não podem ser realizadas através de mim?
Devemos ser obedientes a Deus, fazendo o que nos compete, usando dos recursos que Ele mesmo nos forneceu em nossa caminhada. Deus sempre conduz o Seu povo em triunfo, mesmo em meios aos mais escaldantes desertos da vida. Os cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado do Senhor localiza-se no deserto, na caverna de Adulão! Os maiores Phds em Divindade sairam dessa escola. Matricule-se já!
N’Ele, Líder por excelencia,
Francisco A Barbosa [ton frère dans le sauveteur Jèsus Christ].
Professor de EBD na IEAD Ministério Belém, em São Caetano do Sul, SP

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA
- FINNEY, C. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2001.
- Bíblia de Estudo DAKE, CPAD-Ed Atos
- Bíblia de Estudo Genebra, Ed Cultura Cristã – SBB

Fonte: http://auxilioebd.blogspot.com/

Davi e sua equipe de liderados – Geraldo Carneiro

Pr. Geraldo Carneiro Filho

e.mail: geluew@yahoo.com.br

I – INTRODUÇÃO:

• I Sm 22:1-2 – Davi atraiu estes homens sem procurá-los! Ele parecia estar sozinho. Mas, quando se escondeu na caverna de Adulão, uma porção de gente começa a chegar esperando juntar-se a ele. O Espírito de Deus, sob a liderança de Davi, capacitou estes fracos instrumentos para que ajudassem o seu líder, um homem segundo o coração de Deus. Leiamos I Cr 12:1-2, 8, 16-18.

II – O LÍDER PREPARA E CONDUZ OS SEUS LIDERADOS:

• No mínimo, os líderes devem ter uma visão clara do futuro para onde conduzir os seus liderados. Vejamos o ministério de Davi na liderança:

• (1) – COMO LÍDER, DAVI NUNCA MENOSPREZOU AQUELES QUE O SENHOR LHE ENVIOU.

• (2) – COMO LÍDER, DAVI TINHA A HABILIDADE NECESSÁRIA PARA TREINAR HOMENS QUE NÃO POSSUÍAM NENHUMA CAPACIDADE – Ele transformou estes homens na Elite Militar da sua época. Um verdadeiro exército de Deus! Vejamos:

• (A) – De covardes, Davi os fez valentes e poderosos (II Sm 23:8).

• (B) – De aflitos, Davi os fez soldados valorosos (I Cr 12:22).

• (C) – De endividados, Davi os fez mais valiosos do que ouro: O menor valia por 10 homens e o maior por 1OOO (I Cr 12:14).

• (3) – COMO LÍDER, DAVI NÃO TINHA MEDO OU RECEIO DE COLOCAR AO SEU LADO HOMENS QUE TERIAM SEUS POTENCIAIS AUMENTADOS E OBSERVADOS POR TODOS NO DECORRER DO TREINAMENTO – Muitos destes Valentes seriam melhores do que Davi na arte da guerra. (I Sm 23:8-17).

• (A) – Josebe matou 800 com uma lança.

• (B) – Eleazar, com sua mão pegada à espada, atacou os filisteus e os feriu.

• (C) – Samá defendeu seu campo de lentilhas, efetuando grande combate.

• (4) – COMO LÍDER, DAVI TINHA ADMIRAÇÃO E RESPEITO PELA VIDA E SERVIÇO FIEL DOS SEUS LIDERADOS – II Sm 23:17.

• (A) – Os valentes ouvem o suspiro por água do seu líder e agem imediatamente em missão.

• (B) – Não era uma ordem de Davi, nem um pedido, era apenas um desejo pela água da fonte de Belém. Todavia, estes homens romperam as barreiras e obstáculos por causa do desejo de servir ao ungido do Senhor.

• (C) – Davi nunca procurou a fidelidade destes homens. Todavia extraiu deles lealdade e serviço por meio da sua devoção para com eles.

• (D) – Davi publicamente honrou o sacrifício dos valentes presenteando a Deus com a água que eles lhe trouxeram em oferta.

• (5) – COMO LÍDER, DAVI ERA A INSPIRAÇÃO DE SEUS LIDERADOS – Ele era alguém que resplandecia a luz do Senhor. Ele era a lâmpada de Israel (II Sm 21:17).

• (A) – Davi já estava velho; não é mais o garoto que matava leões e ursos que ameaçavam rebanhos. Também não é mais o jovem destemido que, com uma funda e cinco pedrinhas, derrubara o gigante Golias. Mas ainda acha que pode guerrear!

• (B) – Acaba de enfrentar outro gigante, Isbi-Benobe, mas quase morre desta vez, não fosse pela intervenção de Abisai. Por isso, seus próprios soldados lhe aconselharam: “Por favor, rei, fica em casa, para que não apagues a lâmpada de Israel”. Como a luz flui da lâmpada, o calor do fogo, e os pensamentos da mente, assim Davi era o símbolo da Providência e Promessas de Deus para Israel.

• (C) – Os liderados de Davi o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração. A lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas.

• (D) – Nesta altura dos acontecimentos Davi compõe um cântico a Deus, que corresponde ao Salmo 18, e que expressa agradecimentos por livrá-lo “da palma da mão de todos os seus inimigos e Saul”.

• (6) – COMO LÍDER, DAVI SABIA QUE O MINISTÉRIO EXIGE A EXCELÊNCIA DAQUELES QUE SÃO VOCACIONADOS – Passar pelos desertos das provações lapidaria seu caráter e forjaria sua alma no fogo do Espírito do Senhor. Davi passa a ter consciência do sagrado (I Sm 23; 24).

• (7) – COMO LÍDER, DAVI FEZ NO DESERTO DA ADVERSIDADE O QUE NÃO CONSEGUIMOS NOS OÁSIS DAS IGREJAS -

• (A) – Davi fez de homens perdedores, campeões;

• (B) – de amargurados, em cheios de graça;

• (C) – de endividados, em pedras preciosas;

• (D) – de espíritos abatidos, em Valentes de Deus.

III – O CRESCIMENTO DO MINISTÉRIO DE LIDERANÇA DE DAVI:

• Assim, vemos a liderança de Davi crescer cada vez mais:

• (A) – I Sm 16:11-13 – Ungido no meio de seus irmãos. O Espírito do Senhor se apossou de Davi.

• (B) – Três anos mais tarde… – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “…UNS QUATROCENTOS HOMENS…” – (I Sm 22:1-2)

• (C) – Quatro anos mais tarde… – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “…SEISCENTOS HOMENS…” – (I Sm 27:2)

• (D) – O tempo foi passando…. – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “…UM GRANDE EXÉRCITO, COMO EXÉRCITO DE DEUS”. (I Cr 12:21-22)

• (E) – O tempo passou… – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “…OS HOMENS DE JUDÁ (uma tribo)…” – II Sm 2:3-4

• (F) – Passando mais um pouco de tempo… – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “…TODAS AS TRIBOS DE ISRAEL…” (II Sm 5:1)

• Não nos esqueçamos: Isto tudo porque – “…O SENHOR É COM ELE” – I Sm 16:18.

O CRESCIMENTO DO LÍDER:

• Observamos que o número de liderados cresceu!

• O líder também deve crescer, mas é um crescimento que ocorre “para baixo”;

• “as raízes da sua liderança” se aprofundam para que fiquem escondidas dos olhos do homem, porém, cada vez mais, sejam observadas por Deus e fiquem firmadas no Senhor (Sl 1:3).

• Meditemos, pois, no “crescimento para baixo” que o apóstolo Paulo adquiriu com o passar do seu ministério:

• (A) – No início de seu ministério, disse o apóstolo Paulo: – “QUEM É APOLO? E QUEM É PAULO? SERVOS…”; – I Cor 3:5-8

• (B) – O tempo na vida ministerial do apóstolo foi passando… e ele declarou: – “PORQUE EU SOU O MENOR DOS APÓSTOLO…”; – I Cor 15:9

• (C) – O tempo foi passando… e o apóstolo Paulo falou: – “A MIM, O MENOR DE TODOS OS SANTOS…”; – Ef 3:8

• (D) – Passado mais um tempo… declarou aquele apóstolo: – “… Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, DOS QUAIS EU SOU O PRINCIPAL , isto é, “EU SOU O MAIOR DOS PECADORES – I Tm 1:15.

• Por isso, o conselho de João Batista para todos nós…: “É NECESSÁRIO QUE ELE CRESÇA E QUE EU DIMINUA” – Jo 3:30

• Aí está o verdadeiro “crescimento” de um vocacionado pelo Senhor e líder do povo de Deus.

IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

• É um grande alento e mui agradável bálsamo para as almas dos líderes quando sabem que podem contar com a ajuda de Deus e seus liderados nos momentos mais difíceis da caminhada cristã. É com esta ajuda que suas almas exaustas e afadigadas encontram descanso em meio ao combate cristão. Por isso, o líder não desiste; permanece inabalável na presença do Senhor. Meditemos em I Cor 15:58.

FONTES DE CONSULTA:

1) Bíblia Vida Nova

2) O Homem de Deus, Suas Características e Suas Responsabilidades – Apostila do Pastor Cleberson Horsth

3) Estudo Bíblico: “Liderança não é para qualquer um” – de Ed René Kivitz

4) Estudo Bíblico: “Lições de liderança baseadas na vida de Davi” – do Pastor George Emanuel

5) Estudo Bíblico: “O que é liderança” – do Pastor Nemuel Kessler

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI – RJ

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

LIÇÃO 05 – DIA 01/11/2009

TÍTULO: “DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS”

TEXTO ÁUREO – I Sm 22:2

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 11:10-12, 20, 22, 24, 25

Fonte: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

Davi e sua equipe de liderados – José Roberto

Texto Áureo: I Sm. 22.2 – Leitura Bíblica em Classe: I Cr. 1.10-12,20,22,24,25.

Objetivo: Mostrar que o trabalho em equipe é um princípio básico da liderança eficaz, inclusive na causa do Senhor.

INTRODUÇÃO
Em alguns contextos a liderança tem sido amplamente questionada. Na lição de hoje veremos que esse é um princípio bíblico. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento Deus levantou homens e mulheres para liderar e guiar Seu povo. Davi é um dos mais contundentes exemplos de liderança. Por esse motivo, analisaremos, na aula de hoje, aspectos da sua atuação perante a equipe de liderados. Ao final, atentaremos para alguns princípios gerais da liderança cristã.

1. O PRINCÍPIO BÍBLICO DA LIDERANÇA
A fim de cumprir seus propósitos Deus estabeleceu o princípio da liderança. Quando passeamos pelas páginas da Bíblia, constatamos essa veracidade. Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, lemos a respeito de José, o homem que Deus escolheu como líder no Egito (Gn. 37-45). Durante o cativeiro egípcio, Deus separou Moisés para retirar o povo daquela condição e guia-los pelo deserto (Ex. 2-17). Para a consolidação da conquista da Terra Prometida, Josué desempenhou um papel fundamental (Js. 2-8). Durante o cativeiro babilônico, Ester, uma mulher de coragem, cumpriu os desígnios de Deus para a preservação do povo israelita (Et. 4). Após o cativeiro de Judá, Neemias, mais um líder guiado por Deus, cumpriu a missão de restaurar a cidade destruída (Nm. 1-6). No Novo Testamento, Paulo e Pedro foram colunas fundamentais na liderança da igreja primitiva, tanto na plantação quanto na consolidação de igrejas (At. 14-21; J. 21).

2. O ESTILO DE LIDERANÇA DE DAVI
Davi é um exemplo bíblico de liderança competente. A competência de Davi estava respaldada na diligência de buscar fazer sempre a vontade de Deus, na sua lealdade tanto aos seus líderes quanto aos liderados e na disposição de atribuir toda glória a Deus. Quando decidiu construir um templo para o Senhor, Davi preparou o material que seria necessário (I Cr. 22.14). Mas como não coube a ele essa construção, e sim ao seu filho Salomão, tratou de lhe dar as devidas instruções para que tudo fosse feito com prudência e entendimento e de forma organizada (I Cr. 22.12-15). O estilo de liderança de Davi pautava-se no planejamento, no prognóstico do que deveria ser feito. Com Davi aprendemos a evitar as improvisações desnecessárias que possam comprometer o andamento do trabalho. O planejamento é um dos princípios basilares da condução das atividades, para tanto, faz-se necessário planejar a curto e longo prazo, sem deixar de confiar, primeiramente, no Senhor. Planejar somente não é suficiente, é preciso também coordenar a execução do projeto, identificar os objetivos, o tempo, o lugar, as pessoas envolvidas, os métodos a serem utilizados e o material disponível. Mesmo assim, é provável que existam obstáculos, e, quando eles vierem, como Davi, é recomendável que se confie na direção do Espírito Santo. Manter uma atitude de flexibilidade em relação ao planejado também evita os “engessamentos” que desgastam a liderança do projeto. Em linhas gerais, o estilo de liderança de Davi, bastante aplicável nos dias atuais, preza pela dependência em Deus, e principalmente, por atitudes de humildade, que não busca a glória própria, antes tributa todo louvor a Deus.

3. PRINCÍPIOS PARA A LIDERANÇA CRISTÃ
A liderança, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, é exercitada a partir dos planos que Deus definiu. Por isso, para ser líder, é preciso confiar e depender de Deus e não nos méritos pessoais, ainda que esses não sejam descartados. Todos os líderes escolhidos por Deus estiverem no centro dos seus planos e apresentaram as seguintes características: 1) empatia – capacidade de ver as coisas do ponto de vista dos outros (Lc. 6.31; I Pe. 3.8; Gl. 6.2); 2) alvos – estabelece metas e se esforça para alcançá-los (Fp. 3.14; Ef. 3.1) 3) competência – faz bem o seu trabalho (Pv. 12.27; 22.29); 4) atuação em equipe – senso de grupo, capacidade de trabalhar com as pessoas (I Co. 12; Ef. 4); 5) estabilidade emocional – confia em Deus em todas as circunstâncias e não se deixa abalar pelas adversidades (Ef. 4.31; II Tm. 4.5); 6) partilha a liderança – não é centralizador, divide as atribuições com outros (Ef. 5.21; Fp. 4.1-3); e 7) confiável – as pessoas podem depender dele (Lc. 9.62; I co. 15.58).

CONCLUSÃO
O exercício da liderança bíblica não é centralizado no homem, mas em Deus. Os que quiserem ser líderes segundo o coração de Deus precisam atentar para a Sua palavra. Para tanto, enquanto líderes, é preciso ter cuidado para não seguir o caminho de Saul: vaidade, inveja, perseguição, auto-glorificação, populismo, desobediência, espiritualidade aparente e ganância pelo poder. O estilo de liderança de Davi, deferentemente daquele, glorifica a Deus: obediência, temor a Deus, respeito, temor, fidelidade, espiritualidade, sinceridade e misericórdia. Davi é um bom exemplo de liderança, mas se quisermos um modelo perfeito, é só atentar para Jesus, pois nEle encontramos o fundamento maior da liderança cristã: O AMOR.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

Fonte: http://subsidioebd.blogspot.com/

Davi e o tempo de Deus em sua vida – Esli de Souza

Apresentação em Power Point

por Esli de Souza

Clique aqui: lição 4

Davi e o tempo de Deus em sua vida – Isaías de Jesus

Isaías de Jesus

INTRODUÇÃO

liçãoDAviDeus desenvolveu o seu plano de redimir o homem por meio de uma série de promessas. Deus fez a primeira promessa de redenção no Éden, quando afirmou que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Mais tarde, as promessas feitas a Abraão, a Isaque e a Jacó revelaram mais pormenores acerca de seu plano.

Com o tempo, foi feita a Davi, o rei de Israel, uma grande promessa (2 Samuel 7; 1 Crônicas 17). Ele tinha decidido construir uma casa para Deus que substituísse a tenda que durante gerações tinha sido a morada de Deus na terra. Mas Deus disse a Davi:

Tu não edificarás casa para minha habitação . . . o Senhor te edificaria uma casa. Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. . . . O confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre(1 Crônicas 17:4-14). Essa promessa começou a se cumprir em Salomão, o filho legítimo de Davi (1 Crônicas 22:6-10; 28:2-8). Mas a sua intenção final esperava um Filho de Davi maior, o qual se tornaria rei eterno. O plano de redenção de Deus estava vindo à tona.

Os profetas de Deus explicaram mais detalhes sobre a promessa dele. Isaías falou da deidade e do caráter do rei vindouro e da natureza pacífica e justa de seu reinado (Isaías 9:6-7; 11:1-16). Jeremias escreveu sobre sua integridade (Jeremias 23:5; 30:9; 33:14-16). Ezequiel descreveu esse “Davi” como um pastor que apascentaria seu povo (Ezequiel 34:23-24; 37:24-25).

Mas desde a promessa até o seu cumprimento foi um período muito tempestuoso. Deus tinha alertado a Davi: “Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade(Salmo 89:30-32). Mas mesmo com a disciplina, Deus prometeu não violar o seu concerto nem deixar de cumprir a sua promessa (Salmo 89:33-34).

No reino do neto de Davi, Roboão, Deus tirou dez tribos da casa de Davi por causa da idolatria, mas preservou uma tribo por amor a Davi (1 Reis 11:32-39). O filho perverso de Roboão, Abias, também foi poupado por causa da promessa que Deus tinha feito a Davi (1 Reis 15:3-5). Três gerações depois, Judá sofreu durante todo o reinado de Jorão, o genro de Acabe, um dos reis mais perversos que existiram. Ainda assim, “o Senhor não quis destruir a casa de Davi por causa da aliança que com ele fizera, segundo a promessa que lhe havia feito de dar a ele, sempre, uma lâmpada e a seus filhos(2 Crônicas 21:7).

A viúva de Jorão, Atalia, “destruiu toda a descendência real(2 Reis 11), mas deixou um nenê que estava escondido no templo. Mais tarde, Deus redimiu o seu povo das mãos do poderoso exército assírio de modo espetacular (2 Reis 19:33-35). Embora do ponto de vista humano a promessa de Deus sempre parecesse estar por um fio, Deus jamais deixou de mantê-la segura.

Depois de algum tempo, a perversidade obrigou Deus a retirar os descendentes de Davi do trono. Ele disse: “Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde e abatido o soberbo. Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei(Ezequiel 21:26-27).

Deus usou a Babilônia para destruir a sua nação. A perspectiva de um reino eterno por meio da linhagem de Davi parecia pouco promissora. Certo escritor lamentou: “Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?(Salmo 89:49). Num momento especialmente obscuro, emitiu-se um decreto “para que se destruíssem, matassem e aniquilassem de vez a todos os judeus, moços e velhos, crianças e mulheres, em um só dia(Ester 3:13). Mas Deus interveio; sua promessa se manteve firme.

Deus havia prometido que da árvore cortada brotaria um renovo (Isaías 11:1). Tinha prometido reconstruir o tabernáculo caído de Davi (Amós 9:11-15). Havia predito que o reino não existiria mais até que chegasse aquele a quem pertencia (Ezequiel 21:27). Embora a perspectiva de cumprimento parecesse pouco promissora, homens corajosos, de fé, confiantes na promessa de Deus, esperaram a chegada do reino eterno do filho de Davi (Lucas 2:25, 38; 23:51).

Por fim, terminou o tempo de espera. Gabriel anunciou a Jesus: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim(Lucas 1:32-33). Jesus Cristo, descendente de Davi, reina (veja Marcos 11:9-10; – Lucas 1:68-71; – Atos 2:25-36; – 13:32-37; -Romanos 1:3; 2 Timóteo 2:8; – Apocalipse 3:7; – 5:5; * 22:16). Em Cristo, o tabernáculo caído de Davi foi reconstruído (Atos 15:14-18). Que privilégio maravilhoso compartilhar como cristãos do reino eterno do Filho de Davi, Jesus Cristo (Apocalipse 1:9).

I – A fuga de Davi – A Conspiração de Saul

A ascensão de Davi ao poder promovida por Saul foi uma atitude política astuta, embora provasse mais a fragilidade psicológica do rei conturbado. Com grande coragem temperada pela circunspeção e humildade, Davi saía às guerras, e voltava tão bem-sucedido que não demorou para a multidão passar a cantar a respeito de seus feitos, quase de forma lendária.

O rei Saul achou-se eclipsado e, a partir daquele momento, traçou algumas estratégias para livrar-se de seu rival.

Em primeiro lugar, sob influência demoníaca, Saul tentou encravar Davi com uma lança na parede, pelo menos por duas vezes (1 Sm 18.11; 19.10), mas Yahweh o livrou de suas mãos. Bastante frustrado, Saul dispensou Davi da corte, deixando-o apenas dedicado ao serviço militar. Depois, o rei maquinou um plano pelo qual se veria livre de Davi: obrigou-o a pagar o preço (mõhar) de cem filisteus mortos, em troca da mão de sua filha Mical.

Isto seria o equivalente a uma alta quantia em prata e ouro (1 Sm 18.25). Davi não se intimidou e buscou a ocasião, ferindo duzentos filisteus. Quando Saul recebeu os relatórios constatando que a tarefa havia sido cumprida, tratou imediatamente de fazer os preparativos para o casamento. Saul passou a ter como genro o inimigo que tentava destruir.

A partir de então Saul passou a manifestar abertamente a intenção de destruir Davi, fazendo com que o próprio Jônatas soubesse de seus planos. Este, consciente sobre a eleição divina de Davi, buscou fazer seu pai entender que seria tolice derramar sangue inocente (1 Sm 19.4,5). Tais palavras até ocasionaram uma reconciliação momentânea, mas Saul logo estava à procura de Davi para o matar; desta vez, enviou alguns assassinos para o atacar enquanto estivesse dormindo. Porém Mical, ao tomar conhecimento do plano, avisou o marido, dando-lhe tempo para escapar e refugiar-se em Ramá junto ao profeta Samuel (1 Sm 19.18).

Permanecendo lá por pouco tempo, Davi procurou Jônatas mais uma vez, e juntos planejaram um meio de Davi saber se teria ou não um futuro na corte de Saul. Na ocasião, a intercessão de Jônatas por Davi era totalmente em vão, porque Saul havia posto no coração que Davi precisava ser eliminado. Saul percebeu que Jônatas havia reconhecido a legitimação do reino de Davi, e que expressava lealdade ao homem que era segundo o coração de Deus (1 Sm 20.30,31). Então, não havia outro caminho para Davi senão fugir, tornar-se um exilado de seu país e de sua família, caso ainda esperasse sobreviver para reivindicar seu lugar ao trono.

II – Davi Aguardando o Tempo de Deus

Davi foi primeiramente para Nobe, uma vila no monte das Oliveiras, onde o sumo sacerdote presidia sobre o tabernáculo. Visto que Aimeleque (em outra passagem conhecido como Aías; cf. 1 Sm 14.3; 22.9) era bisneto de Eh, é razoável admitir que ele ou seu pai Aitube removeram o tabernáculo de Siló e o instalaram em Nobe. Alguns até hoje questionam o porquê de tal lugar haver sido escolhido. A arca, é claro, ainda estava em Quireate-Jearim, sob a custódia da família de Abinadabe.

Tendo escapado de Saul apenas com as roupas do corpo, Davi e seus companheiros estavam famintos e pediram alimento ao sacerdote. Aimeleque não sabia acerca do desentendimento entre Saul e Davi, de sorte que lhes providenciou o único alimento disponível: os pães da proposição do tabernáculo. Tomando a espada de Golias que tinha sido guardada debaixo do éfode, talvez como símbolo da superioridade de Yahweh sobre os filisteus — Davi partiu em direção a Cate, a terra natal de Golias.

Este ato de loucura, acentuado pelas representações teatrais de Davi, acabou convencendo Áquis, rei de Gate, de que Davi estava de fato insano. Os profetas extáticos do mundo pagão agiam da mesma maneira e, tidos como homens santos, eram isentos de punição, como foi Davi. O herói hebreu que ferira de morte Golias, obteve o direito de aguardar em Cate. De fato, Davi procurava um refúgio em Gate, mas o rei Áquis, por alguma razão, não achou por bem que Davi permanecesse em seu meio.

Pelos próximos dez anos, Davi viveu uma vida de fugitivo, movendo- se de um lado para outro, sem nenhuma ajuda visível. Encontrou refúgio na caverna de Adulão, uma cidade situada na Sefelá de Judá, cerca de 24 quilômetros a sudoeste de Belém. Na ocasião, sua família tomou ciência da situação, e juntou-se a outros sob o comando de Davi. Isto sugere que emergia um consenso a respeito de que Davi, tendo recebido a unção como rei, estava prestes a liderar um movimento que resultaria em uma grande revolução e na deposição de Saul. Até mesmo os filisteus perceberam isto (1 Sm 21.11). É provável que tivessem poupado Davi em Gate precisamente porque poderiam usá-lo para minar o governo de Saul.

Davi, entretanto, preocupava-se mais com sua sobrevivência, embora fique claro que no curso do exílio estivesse cultivando boas relações com seu clã judaico, a fim de ganhar apoio quando chegasse o tempo de sua monarquia. Estrategicamente, fez uma viagem a Mispa em Moabe (local desconhecido), onde requisitou e recebeu permissão para deixar a família ali, visando protegê-la. É clara a razão de Davi ter escolhido esse local, visto que sua bisavó Rute era moabita.

Também pode ter havido a intenção de conseguir o favor de Moabe, pois Davi sabia bem que viria o tempo em que disputaria com Saul o apoio dos remos vizinhos. Israel já havia guerreado com Moabe sob o governo de Saul (1 Sm 14.47), então há razão para supor que o rei de Moabe, como os filisteus, aproveitasse o conflito entre Saul e Davi para adquirir vantagens. Qualquer acordo que Davi tenha feito com a Filístia ou Moabe não durou muito tempo, pois já no início de seu reinado ele reduziu ambas as nações a estados tributários de Israel (2 Sm 8.1,2).

Nesse período, o profeta Gade juntou-se a Davi, e o aconselhou durante o restante de seu exílio. Gade recomendou-lhe que deixasse Adulão, e se deslocasse para a floresta de Frete (localização desconhecida).

Enquanto isso, Saul, dominado por sua paranóia, acusou os companheiros benjamitas de deslealdade por não terem confessado que Jônatas, seu filho, havia desertado e manifestado solidariedade para com Davi. Para apaziguar Saul, Doegue, que havia observado como o sacerdote Aimeleque favorecera Davi em Nobe, decidiu contar ao rei tudo o que lá tinha ocorrido.

Furioso, Saul reuniu os sacerdotes de Nobe e, acusando-os de traição, matou sumariamente a todos. Ele mesmo colocou a cidade de Nobe sob herem, apagando-a definitivamente da terra. Porém, Abiatar, filho de Aimeleque, conseguiu escapar para junto de Davi, e o serviu durante todos os anos que este esteve no deserto. Mais tarde, tornou-se o sumo sacerdote de Israel juntamente com Zadoque, mantendo esta posição até que Davi veio a falecer, quando então conspirou com Adonias, filho de Davi, para que Salomão não se tornasse rei. Tal atitude removeu Abitar do ofício de sumo sacerdote, e ocasionou seu exílio em Anatote quando Salomão assumiu o poder.

Davi podia estar fugindo de Saul, mas permanecia sempre bem informado das necessidades de sua parentela. Os filisteus, talvez testando as intenções de Davi, fizeram uma incursão na cidade de Queila (Khirbet Qilã), um vilarejo de Judá ao sul de Adulão. Buscando cuidadosamente o Senhor através do éfode que Abiatar havia trazido de Nobe (1 Sm 23.6), Davi convenceu-se da vitória e partiu para Queila a fim de libertar seus conterrâneos.

Ciente, Saul marchou rapidamente para o sul com intenção de emboscar Davi e seus homens dentro da cidade. Davi soube da chegada de Saul a tempo de escapar, buscando refúgio no deserto de Zife que ficava pouca coisa ao sul de Hebrom. Ele estava certo de que o povo de Queila, que ele acabara de salvar dos filisteus, não o defenderia contra Saul. Uma evidência de que Davi não desfrutava de apoio total nem mesmo em Judá.

Também os habitantes de Zife provaram ser traiçoeiros, pois não perderam tempo em informar ao rei de que Davi escondia-se no meio deles. Sempre um passo à frente, Davi partiu depressa para o deserto de Maom. Saul também chegou ao local, e por pouco não capturou o exército de Davi. Mas antes de prosseguir, teve de voltar para o norte, a fim de impedir uma invasão dos filisteus em seu território. Davi partiu para o oriente, até EnGedi (Tel ej-Jurn), às margens do mar Morto.

Incansavelmente, depois de resolver o problema filisteu, Saul voltou à perseguição. Seguiu Davi até En-Gedi, mas desta vez quase perdeu sua própria vida, pois Davi estava em uma posição que poderia matá-lo, caso realmente o quisesse. Sem dúvida o instinto humano requeria que Davi se livrasse do rei e buscasse o trono. Porém, a percepção divina prevaleceu, porque Davi sabia que até que o próprio Jeová o removesse, Saul permaneceria o ungido do Senhor. Ele também reconhecia sua unção divina, mas isso não significava muito no momento. Tudo o que ele sabia era que Deus, que o tinha escolhido, o colocaria na posição de poder no tempo dEle.

Temporariamente atraído pela bondade e respeito manifestos por Davi, Saul decidiu retornar para casa. Davi também partiu de En-Gedi e foi para o deserto de Parã até o Carmelo (Kirmil), dois ou três quilômetros de Maom (Khirbet Ma’in).

Davi ouvira falar de um homem muito rico chamado Nabal, que vivia em Maom e era dono de muito gado e vastos territórios no Carmelo. De novo à beira da fome, Davi pediu àquele homem alimento para si e para seus homens, o que não era um pedido injusto se considerado o hábito da apropriação indevida comum aos indivíduos fora-da-lei. Além disso, com consentimento dos homens de Nabal, Davi protegeu os rebanhos deste sem qualquer remuneração (1 Sm 25.15). Apesar disso, Nabal não concedeu o pedido e, não fosse pela intercessão da sábia e bela Abigail, mulher de Nabal, aquele homem rapidamente teria experimentado a ira de Davi.

 

Abigail providenciou os suprimentos necessários, Quando Nabal ficou sabendo do que lhe iria acontecer, ficou tão chocado que teve um ataque do coração e morreu. Davi, agradecido a Abigail e ao mesmo tempo envolvido por sua sabedoria e beleza, providenciou para que ela se tornasse sua esposa. Ele também se casou com Ainoã, de Jezreel (Khirbet Terrama?), uma cidade a sudoeste de Hebrom. A primeira mulher, Mical, tinha nesse tempo sido tomada de Davi e entregue a outro marido, Paltiel. Depois de Davi se tornar rei em Hebrom, Ainoã deu à luz seu primogênito, Amnon, e Abigail deu à luz seu segundo filho, Quileabe (2 Sm 3.2,3).

Mais uma vez os zifitas, que pareciam ter um incontrolável ódio de Davi, notificaram a Saul que seu inimigo estava entre eles, em Aquilá (local desconhecido). Quando Saul chegou ao local, Davi e seu sobrinho Absai (ver 1 Cr 2.13-16) penetraram furtivamente no acampamento do rei, durante a noite, e facilmente poderiam tê-lo matado juntamente com seu general de exército, Abner. Novamente Davi reconheceu a santidade do reinado em Israel e deixou que o destino de Saul fosse consumado pelas mãos de Yahweh (1 Sm 26.10).

Quando Saul despertou e soube que ainda estava vivo pela misericórdia de Yahweh e seu servo Davi, confessou outra vez seu pecado contra Davi e prometeu nunca mais buscar tirar a vida de Davi. Mas Davi sabia que estes eram apenas surtos de paranóia, e que em momento oportuno voltaria a caçá-lo.

III – O exílio de Davi na Filístia

Estava claro para Davi que seria apenas uma questão de tempo para que Saul o alcançasse, de forma que decidiu uma medida drástica buscou asilo junto a Áquis, rei de Gate. Decerto alguns fatores contribuíram para um clima de mútua confiança entre Davi e o rei dos filisteus.

Primeiro, não havia coisa melhor para Áquis do que a brecha irreparável entre Davi e Saul. Sem a presença de Davi, Saul ficava sem um comando militar forte o suficiente para eliminar os filisteus; sem Saul, Davi ficava sem uma base local para operar.

Segundo, Davi se conduziu entre os filisteus de modo que mostrava não haver qualquer interesse em prejudicá-los. Somente uma vez em seus anos de exílio, em Queila, lutou contra os filisteus, e assim mesmo foi uma medida defensiva. Terceiro, Davi deve ter comunicado a Áquis sua disposição para submeter-se ao comando dos filisteus em troca de proteção. Pode ser que tivesse prometido ao rei filisteu tornar o território de Judá um estado vassalo da Filístia depois que tomasse Hebrom. Existem fatos subseqüentes que parecem apontar para essa direção.

De qualquer maneira, Áquis recebeu Davi e seus homens com alegria, garantindo-lhe inclusive liberdade em Ziclague (Tel esh-Shari’ah). Davi morou nessa cidade por mais de um ano (ca. 1012-1011), deixando-a somente após a morte de Saul e sua ascensão ao trono de Judá. Durante esse tempo, combateu os gesuritas, girzitas e amalequitas no deserto. Mediante estratégias diplomáticas, trouxe os despojos das guerras para o rei Áquis, dizendo que vinham de Judá (1 Sm 27.10)! Não é de espantar que Áquis tenha visto em Davi um renegado de seu povo e um forte aliado dos filisteus. Davi estava provando ser um servo bastante devotado.

O disfarce rapidamente assombrou Davi, que se viu lutando do lado errado no conflito, talvez o mais decisivo dentre as várias guerras travadas entre filisteus e israelitas, Os filisteus tinham se reunido em Afeque para desferir o golpe mortal contra Israel. Áquis, é claro, insistiu para que Davi se juntasse a ele a aos demais reis em coup de grâce.

Os outros quatro reis não estavam convencidos da lealdade de Davi e, de fato, achavam que ele mudaria de lado na hora mais renhida da guerra, unindo-se novamente a Saul. Com muita relutância, Áquis teve de comunicar a Davi a decisão tomada pelos reis. Embora Davi tenha expressado com muita sabedoria seu protesto, voltou para Ziclague bastante aliviado.

Enquanto isso, Israel já tinha se reunido em Gilboa (Jebel Fuqa’ah), uma montanha situada cerca de 11 ou 12 quilômetros ao sul de Suném (Sôlem).

Aterrorizado pelo grande número de filisteus que vinham ao seu encontro, Saul recorreu a uma médium próximo a Endor, ao norte do monte Moriá. Tentou disfarçar-se, pois ele mesmo havia proibido tal prática (1 Sm 28.9), mas quando insistiu para que a mulher lhe chamasse Samuel dentre os mortos, ela imediatamente reconheceu que se tratava do rei.

Apesar disso, ela continuou na descrição da aparição que Saul reconheceu ser o profeta Samuel.

Pacientemente Samuel explicou mais uma vez que Saul, por causa da desobediência, perdera o direito de reinar, e que Davi reinaria em seu lugar. Além disso, Samuel afirmou que Saul e seus filhos morreriam naquele mesmo dia enquanto Israel cairia em desastrosa derrota diante dos filisteus.

 

IV – A Justiça do Senhor

Adulão ficava cerca de dezenove quilômetros a Sudoeste de Belém.

Fica no vale de Elá, e até hoje existem fileiras de enormes cavernas, que realmente poderiam abrigar todos os homens de Davi.

A palavra Adulão tem como tradução: “Justiça do povo, refúgio ou esconderijo.”

Vivemos em um mundo repleto de injustiças, pois a malignidade impera em muitos corações. No nosso dia-a-dia passamos por muitas aflições por causa dessas injustiças, mas com Jesus temos sempre bom ânimo, pois Ele sempre nos justifica.

1 – Ser justificado por Jesus é refugiar-se Nele, em Adulão:

a) Adulão ® Lugar de significado profético (v.1)

Davi tinha acabado de passar por uma situação de vergonha em Gate, onde teve que se passar por louco com medo de Aquis. Hoje você pode estar procurando lugar de refúgio, pois não agüenta mais ser injustiçado, envergonhado diante de situações.

Davi, quando estava em Adulão, ainda não havia sido valorizado, justificado.
Assim como Davi, muitas pessoas ainda não deram a Jesus o devido valor, mas a Palavra diz que um dia todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor. Invoque o nome de Jesus e Ele será a Sua justiça, o Seu lugar de Refúgio; onde você não estará sozinho, “seus irmãos e toda casa de seu pai desceram ali para ter com ele”. Em Jesus você sempre terá pessoas ao seu lado, lutando as suas guerras, lhe erguendo em todas as situações.

b) Adulão ® Lugar de sair da superficialidade e buscar profundidade insondável.

Na caverna de Adulão há locais onde não se consegue medir sua profundidade.
Davi tinha profundidade em seu relacionamento com Deus. Ele conhecia o bom pastor (Sl 2:3), Deus havia livrado do urso e do leão. Para sermos justificados temos que ter um relacionamento profundo com o justificador. Para viver o que Deus tem para nossas vidas, temos que nos aprofundar cada vez mais na palavra, na comunhão com o Senhor, na santidade e assim, vivemos buscando não mais a justiça de homens, mas buscaremos o Reino de Deus e a sua justiça e todo o resto nos será acrescentado.

Pv 29:26 – “Muitos buscam o favor daquele que governa, mas para o homem a justiça vem do Senhor”.

c) Adulão ® Lugar de transformar a humilhação em honra.

Só vieram a Adulão quem realmente precisava de Davi. Apesar dele já ter sido ungido anteriormente para reinar, ali passaria por dificuldades e situações constrangedoras como nos descrevem os filhos de Coré no Sl 42 em que ouviam constantemente a frase: “Onde está o teu Deus?”. Hoje você pode até encontrar-se na situação de Davi e das pessoas que o rodeavam e pede ao Senhor que lhe justifique; você não suporta mais ouvir as pessoas lhe perguntando: “Onde está o teu Deus?”.
Deus não precisa de advogados para justificá-lo, Ele necessita de corações que o busquem, que se humilhem para que no devido tempo Ele os posso exaltar.

Viva o tempo de Deus; hoje pode ser a dívida, mas amanhã o pagamento, hoje pode ser a doença, mas amanhã a cura.
Ef 4:24 “… e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.”

d) Adulão ® Lugar de descobrir o verdadeiro rei.

Quem diria que aquele que estava escondido em Adulão com muitos marginalizados pela sociedade seria o homem segundo o coração de Deus?! Quem diria e quem poderia crer que o Rei dos reis nasceria em uma estrebaria e seria colocado em uma manjedoura?!

Manjedoura – local destinado para alimento de animais. Jesus é o alimento deste mundo, Ele é o pão da vida. Hoje você pode querer estar se justificando em tantas situações, querendo encontrar respostar para suas situações; entrega o seu caminho ao Rei dos reis e Ele lhe justificará.

II Tm 4:8 “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia, não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”.

e) Adulão ® Lugar que aceita os injustiçados e os redime (v.2)

Que analogia maravilhosa existe entre a reunião dos que se achavam em aperto, dos homens endividados, dos amargurados de espírito, com Davi, e a atração dos publicanos e pecadores com Cristo. Jesus recebe todos de braços abertos. O filho pródigo voltou para o pai sem dinheiro e vivendo como um escravo; o pai o justificou diante dos empregados e diante do irmão, dando-lhe sandália, roupa nova, anel no dedo e fazendo uma festa.

Hoje é dia de você ser recebido por Aquele que é a justiça, com festa.

Rejeitados por todos, aqueles homens encontraram abrigo em Adulão; hoje você pode refugiar-se em Jesus Cristo, Ele fundou um reino duradouro, e está formando um exército que destruirá para sempre o poder do mal.
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”.

f) Adulão ® Lugar de trocar de liderança.

Todos aqueles quatrocentos homens serviam antes ao rei Saul, mas decepcionaram-se porque ele não fazia nada por eles e não se compadecia de suas necessidades.

Em Lc 10:30-35 encontramos um sacerdote e um levita que representavam a religiosidade passarem longe de um homem semimorto. A religião não justifica ninguém. Enquanto que o bom samaritano hoje veio para lhe tratar as feridas das injustiças deste mundo e lhe conduzir à hospedaria, onde Ele paga a conta e as demais necessidades futuras. A hospedaria é o Reino de Deus que não é comida nem bebida, mas justiça, paz, alegria e poder! Jesus já pagou a conta, tome posse da justificação pela fé!

V – Aprendendo a Agir no Tempo de Deus = Salmos 102:12-13

“Tu, porém, Senhor, no trono reinarás para sempre; o teu nome será lembrado de geração em geração. Tu te levantarás e terás misericórdia de Sião, pois é hora de lhe mostrares compaixão; o tempo certo é chegado.”

Estamos vivendo dias de agitação. O mundo não para, a cada dia surge novas cosias, e nós corremos para acompanhar a modernidade. Já não temos tempo para comer, sentar à mesa com a família é coisa do passado. Tem muita gente vivendo debaixo do mesmo tempo e levam dias sem se encontrar, sem falar.
As coisas acontecem numa velocidade, e por isso as pessoas não conhecem mais a palavra ESPERAR.

Mas a Bíblia diz que há tempo para tudo embaixo do sol. E este versículo 13 de Salmos diz que tem um tempo certo para Deus agir. É importante esperar no Senhor, ser sensível à sua orientação e agir no tempo dele. Quando você dá um passo é importante verificar se está sendo guiado por Deus ou se está ouvindo a voz do eu.

VI – O que é preciso fazer para agir no tempo de Deus?

1- Ouça Deus falar com você – A ansiedade nos leva a ouvir a voz do eu. Muitas pessoas oram a Deus, mas não param para ouvir a resposta. Interpretam a Palavra de Deus de acordo as suas vontades e desejos e por isso agem fora da vontade de Deus. Poré é necessário que você depois de ouvir a voz de Deus com relação ao que Ele quer que você faça, aguarde em oração o tempo dele.

2- Espere em Deus – Salmo 40:1-2 - Se você souber esperar no Senhor, terá a recompensa de ver Deus se inclinar para lhe ouvir. O Rei Davi passou por muitas lutas e tribulações, mas aprendeu a esperar o tempo de Deus para agir. A nossa alma está constantemente nos seduzindo a agir pela vontade, pelas paixões da carne, mas no Salmo 42: 5, Davi nos ensina a lidar com a alma. Ele pergunta para a sua alma: “Por que estás abatida ó minha alma, por que te perturbas dentro de mim? Mas antes que ele ouça a voz da alma, do eu, ele responde: “Espera em Deus!” saber esperar em Deus é caminho para agirmos no tempo certo.

Se você depois de Ouvir a voz de Deus e esperar o Tempo dele, continuar inquieto, ansioso, não desanime, busque a Deus novamente em oração. Depois creia que Ele te dará força e não lhe deixará só. Lembre-se que Jesus prometeu que estria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. O Senhor lhe conduzirá passo a passo e no tempo determinado Ele irá a sua frente, assim na hora em que você agir não estará só.

Renda-se e seja sensível a voz do Senhor, obedeça à liderança do Espírito Santo e você terá vitória. O Senhor está dizendo a você o tempo certo é chegado. Saiba que é Deus quem age, a nossa responsabilidade é obedecer a sua liderança e agir no tempo determinado por Ele.

VII – TUDO É BOM E BELO NO TEMPO DE DEUS = ECLESIASTES 3:11


“E TUDO FEZ DEUS FORMOSO NO SEU TEMPO DETERMINADO”

Em Eclesiastes diz que tudo fez Deus formoso no seu devido tempo ou no seu tempo determinado, para que a beleza venha a existir ela tem que estar o devido tempo preparado por Deus .

A flor é linda mais no seu devido tempo, existe Beleza em uma semente, ela precisa estar no tempo determinado por Deus ela precisa ser plantada na terra no tempo certo vai germinar e crescer, se tornando uma flor bela, a beleza a do Senhor vai se manifestar quando estamos no tempo de Deus, existe algo Belo para sua vida saiba estar no tempo de Deus .

Deus é o único que antecede o tempo, pois vai regredindo isto não existia, isto também não existia, o mar não existia, as plantas não existia, o homem não existia , quando você chegar ao fim onde nada existia Deus já existia, mesmo quando você chega ao fim de um tempo Deus continua existindo, é muito importante você estar no tempo de Deus pois assim a beleza se manifesta.

Uma semente quando começa a germinar se arrancada não atingirá a formosura, pois para tudo existe um tempo pré determinado por Deus para que as coisas criadas por Deus atinjam a formosura.

Algo interessante que Deus criou as estações do ano para marcar o fim e o começo de um tempo, e dar inicio a uma nova estação, o fim da primavera dá inicio a uma nova estação o verão, o fim do verão dá início a uma nova estação o Outono, o fim do Outono dá início a uma nova estação o Inverno, assim Deus criou em nossas vidas estações para o fim de um tempo e o início de uma novo tempo, tem pessoas que não conseguem viver no tempo de Deus nunca atingem a beleza a formosura que sempre completara uma estação em nossas vidas.

Veja a estação da primavera é marcada com um tempo onde a natureza atinge sua beleza natural, uma estação conhecida como a estação das flores e de alguns frutos, é a estação que é marcada pela beleza e formosura da natureza

Veja a estação do verão que é marcada pelo forte calor, onde vivenciamos um período de muitas chuvas, e muito sol.

Veja a estação do outono que é marcada pela queda das folhas um período de dormência das arvores.

Veja a estação do inverno que é marcada pelo forte frio, uma paisagem de brandura, mais todas as estações atingem sua beleza no tempo de Deus, a primavera é uma estação linda, o verão uma estação bela com fortes calor, o outono uma estação que atingem uma beleza onde muitas plantas entram no estado de dormência perdem sua folhas , mais é uma estação que atinge também uma beleza transcendental, e o inverno é tão belo, lembre-se das nevasca, os montes coberto de gelo, o clima frio nos dá um privilégio comermos mais. Em resumo tudo é belo e atinge sua beleza quando estamos no tempo de Deus.

Veja como é feio uma pessoa em pleno verão com um casaco de pele, ela esta fora do tempo, veja como é feio uma pessoa de shorte sem camisa em pleno inverno é horroroso, ele esta fora do tempo, assim tudo que sai fora do tempo pré-determinado por Deus não atinge sua beleza ou sua formosura , assim sobre este tema quero começar a pregar, sobre tudo no tempo de Deus é belo, e atinge sua formosura. Deus tem na sua vida estações tempo pré-determinado para que as coisas aconteçam e você conheça a beleza de Deus na sua vida.

Você nunca parou para pensar que em época que você está dando tantos frutos, as coisas parecem estar florindo, você esta tão entusiasmado para fazer e acontecer, depois você nota que sua vida esta no apse do calor espiritual, o fogo de Deus acesso em sua vida de oração e jejum de dar inveja, mais parece que esta estação passou já não oro tanto parece que estou tão improdutivo, acho que não tenho feito nada para o senhor, assim vem então um frio um inverno na vida do crente que ele acha que não vai suportar tanto frio na sua vida o inverno, mais será que não existe beleza de Deus em fazes ou estações em nossas vida, eu te digo é claro que sim , saiba Deus fez tudo com seu tempo pré determinado para atingir a formosura a beleza que Deus tem para nossas vidas.
Foi pensando assim que o Espírito Santo começou a me revelar esta palavra nós devemos saber quem em nossa vida existe estações, TEMPOS PRÉ-DETERMINADOS PARA QUE A BELEZA VENHA A APARECER que devemos compreender, pois existe uma beleza de Deus reservado para cada tempo em nossa vida .

Pois assim entenderemos quando o salmista Davi você não sabia mais tem salmos que levaram meses para ser escrito, eles marcam algumas estações na vida do salmista Davi veja o que ele diz em salmo 42, como terra Árida exausta e sem água assim por ti ó Deus suspira a minha alma, a minha alma tem sede de Deus, ele está aqui demonstrando uma estação da sua vida quando a sêde de Deus ultrapassa nossos entendimentos é tanto prazer e alegria em fazer a obra do Senhor, ele declara quando irei e verei sua face, Davi está em uma estação que eu e você poderíamos dizer, ele está na estação do verão calor, fogo, a vontade de buscar Deus é explicita na vida de Davi.

Assim nos versículos 3 e4 vemos mais uma estação na vida de Davi, já agora ouça o que diz nos versículos 3 e 4, as minhas lágrimas tem sido meu alimento Dia e Noite , enquanto me dizem continuamente o teu Deus onde está, já agora Davi está em prantos e sendo questionado por ele mesmo aonde estará o seu Deus que não lhe responde, diz ele lembro-me destas coisas, já está vivendo de lembranças quando estamos passando um momento difícil e que as lembrança mais nos ataca, já está em uma outra fase de sua vida.

Veja agora os versículos 5 e 6, porque estás abatida minha alma, porque te perturbas dentro de mim, o que é que está acontecendo com você porque esta tristeza tão grande, pois eu ainda o louvarei ele é meu auxilio o meu Deus, fazes estações que passamos para atingirmos a beleza a formosura do Senhor, então ele diz contudo o Senhor durante o dia me concede a sua misericórdia, e durante a noite comigo estás.

Assim eu quero que você entenda que há um tempo determinado para cada estação da sua vida não tente adiantar nem abreviar o tempo de Deus, pois assim não atingiremos a beleza e formosura de Deus para nossa vida, veja alguns exemplos de homens e mulheres que erraram não conhecendo o tempo de Deus.

ADÃO quando ele come do fruto enganado pelo diabo que ele então seria conhecedor do bem e do mal, porém ele tenta abreviar o tempo querendo conhecer algo fora do tempo de Deus, não ouve beleza nisto, não tente saber tudo você tem que respeitar o tempo de Deus para o conhecimento, crentes que se acham sabedores de tudo saem fora do tempo de Deus não haverá beleza nisto.

ABRAÃO, Deus havia dito para ele Abraão de ti farei uma grande nação, você será pai, vai sair de você nações,

Mais Abraão querendo abreviar o tempo, teve um filho com sua empregada Agar, que Beleza houve nisto irmão, a não ser entriga e brigas, se Deus te fez uma promessa não tente ajuda-lo pois ele tem um tempo pré determinado para que a beleza a formosura apareça em sua vida.

A NAÇÃO DE ISRAEL achando que Moisés estava demorando, obrigaram a Arão a fazer um bezerro de ouro para eles adorarem, houve beleza nisto não, o que ouve foi um grande morticínio, pois todos que adorarão morreram.

O REI SAUL achando que o profeta estava demorando de mais resolve ele mesmo sacrificar no lugar do profeta, tudo porque tinha pressa, irmão houve alguma beleza nisto, não queira fazer o que é da alçada do Pastor, não queira fazer algo que não é do seu bico, nunca haverá Beleza nisto.

Veja irmão tudo tem um tempo determinado por Deus para que a Beleza venha a aparecer, a algo belo de Deus para sua vida em todas as estações que você esta atravessando, quando você estiver na luta no tempo de Deus Golias caira e sua beleza aparecerá. Se você está na Benção mesmo assim as janelas do Céu continuaram abertas sobre sua vida, se você está na prova mesmo dentro da cova dos leões a beleza aparecera.

Talvez não foi visto beleza nenhuma na vida de José quando ele estava na cisterna, não foi visto beleza nenhuma quando ele estava sendo vendido como escravo, não houve beleza nenhuma quando foi lançado na prisão inocentemente, mais a formosura sempre aparecerá no tempo determinado por Deus pois foi de uma beleza incomum quando faraó diante do Egito tira seu anel e coloca no dedo de José, declarando que ninguém seria maior que José no Egito a não ser faraó, houve beleza nisto meu irmão.

Talvez não houve beleza quando o caluniaram, perseguiram, maltrataram, prenderão, chicotearam, obrigaram a carregar a cruz , pregaram vivo na cruz , ele morre na cruz e diz pai esta consumado, a beleza sobrenatural de Deus aparece quando ele ressuscita e os anjos dizem ele não está aqui ele já ressuscitou, a beleza de Deus aparece na ressurreição de Jesus.

VIII – O tempo da espera

A ansiedade é uma angústia, um mal que nos destrói pouco a pouco!

“Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.” (1Sm. 16.13.)

A ansiedade é uma angústia, uma incerteza aflitiva, um mal que nos destrói pouco a pouco, dia após dia. Vemos no livro de primeiro Samuel o episódio da unção do jovem Davi a rei de Israel.

Davi não alcançou o reinado de sua nação logo após sua unção, houve um tempo de espera, tempo este que não foi pequeno, muitos anos se passaram, muitas situações aconteceram na vida daquele jovem, até que ele chegasse ao lugar para o qual Deus o havia ungido.

Deus, em sua eterna sabedoria e grandeza, projetou um propósito definido para cada um de nós. Não nascemos sem que já de antemão Deus tivesse em sua mente infinita um caminho perfeito para nós.

Os anos passam, nossa vida se desenvolve e nós conhecemos ao Senhor. Muitos em sua adolescência, como Davi, são ungidos para serem ministros de Deus. Recebem palavras proféticas e naquela direção sua vida começa a seguir. Começam a liderar trabalhos na casa do Senhor com os adolescentes, jovens, ministérios de música etc… Muitos quando terminam os seus estudos no ensino médio, rapidamente se matriculam nas escolas teológicas e acham estar fazendo tudo certinho, que será apenas uma questão de cronômetro humano a conclusão do curso, que o levará ao lugar que Deus preparou para cada um.

Mas nos enganamos, o tempo de Deus para nossa vida não é medido pela mente humana ou pelas circunstâncias preparatórias para o ministério. Todo preparo e estudo são válidos, mas não são eles que vão determinar o cumprimento do plano de Deus em nossa vida.

Como vimos no texto de primeiro Samuel, Davi foi ungido na casa de seu pai Jessé. Após sua unção, situações começaram a acontecer, mas Davi guardou em seu coração a palavra de Deus que lhe fora dada através do profeta.

Teve uma postura de esperança guardada em paz, e foi esta esperança em paz que o capacitou a esperar todos aqueles anos para que chegasse ao reinado de Israel.

Quantas vezes nós recebemos palavras claras de Deus, e após isso começamos a mexer “nossos pauzinhos” para que a profecia se cumpra em nossa vida.

Amados, o tempo da espera é um tempo maravilhoso. É tempo de deixarmos Deus agir endireitando nossa vereda. Não devemos estar ansiosos, procurarmos lugares ou situações nas quais possamos dar uma “forcinha” para Deus. Ele não precisa da nossa mão para estabelecer em nossa vida aquilo que ele preparou para nós em sua eternidade. Deus precisa apenas do nosso coração contrito em sua presença, esperando em fé.

Conclusão

O que Deus prometeu para sua vida isso ele cumprirá. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo.” (Fl. 1.6.)

Não desprezemos o tempo da espera. Se hoje você está apenas sentado no banco de sua igreja… esperando, não desanime. Analise todas as situações de sua vida, pois em cada uma delas Deus o está ensinando para algo que vai chegar em suas mãos, e nunca mais será tirado. Pois ele não quer dar a você uma circunstância, mas sim algo que não depende de lugar ou momento. Lembre-se: o sonho, antes de ser seu, é dele. Sábio você será se discernir o tempo e o modo de tudo acontecer.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

 Historia de Israel do AT. De Eugene H. Nerrill – CPAD

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Matriculas sempre abertas

Escola Bíblica Dominical enfrenta crise, mas ainda é vista como elemento fundamental da Igreja Evangélica.

dominical

Domingo é dia de escola! Pelo menos, para milhões de crentes que saem de suas casas no chamado dia de descanso a fim de aprender a Palavra de Deus.

A Escola Bíblica Dominical (EBD) é a maior e mais democrática instituição de ensino do mundo. Ela abre suas portas a qualquer pessoa, independentemente de idade, classe social ou nível de instrução. Gratuita, oferece a todos a oportunidade de ampliar seus horizontes de conhecimento e espiritualidade. É ali que muita gente senta-se pela primeira vez em um banco escolar, e é nela que pessoas sem qualquer instrução formal podem tornar-se mestres. Além disso, a EBD está diretamente ligada à história das igrejas evangélicas no Brasil, já que foi implantada ainda em meados do século 19, época em que as primeiras denominações protestantes de missão chegaram ao país. Pode-se dizer que a Igreja Evangélica, por aqui, nasceu de mãos dadas com a Escola Dominical.

Até o início da década de 1980, quando a liturgia das igrejas históricas ainda predominava, a EBD era tão fundamental ao domingo quanto o próprio culto público, a ponto de se apropriar naturalmente da nomenclatura “dominical”. Em inúmeras congregações, as atividades matinais concentram-se no estudo bíblico, conferindo à Palavra de Deus um papel de centralidade na vida dos crentes. Sempre houve discussões quanto à pedagogia e ao conteúdo, é verdade; mas, apesar do formato e das metodologias aplicadas, matricular-se em uma das classes era o que se esperava de todo e qualquer membro da congregação, fosse veterano ou novo convertido.

Todavia, por volta de trinta anos atrás, teve início uma espécie de crise. Algumas denominações mais novas, notadamente as de linha neopentecostal, acharam por bem substituir a boa e velha Escola Dominical por outras atividades, ou simplesmente aboli-la. A justificativa, correta em parte, era de que o modelo estava desgastado. Em muitas igrejas, de fato, as manhãs de domingo transformaram-se em enfadonhos encontros, onde temas com pouca conexão com a realidade e a vida dos crentes eram abordados. Mas a pergunta é: por mais que a EBD precise de renovação e dinamismo, alguém conseguiu inventar coisa melhor? Se depender das igrejas mais tradicionais, a resposta é a mesma – ou seja, um retumbante “não”. Muitas denominações continuam adeptas do modelo tradicional de Escola Dominical e reiteram que seus frutos são benéficos aos cristãos, mesmo em pleno século 21, época de tantas modernidades. “Acredito que ela é a mais importante agência de aprendizado bíblico e de evangelização da Igreja”, afirma Rute Bertoldo Vieira Moraes, pastora, redatora e coordenadora do Departamento Nacional de Escola Dominical da Igreja Metodista. “Muitas igrejas surgiram a partir da EBD, especialmente através do trabalho com crianças”, confirma.

Material abundante – Não existem estatísticas oficiais, nem mesmo denominacionais, para indicar se a frequência à Escola Dominical está mesmo em queda, como se queixam tantos pastores e educadores cristãos. Mas ninguém tem dúvidas de que a instituição está longe da extinção. E, mesmo não sendo uma unanimidade, ela continua contando com forte apoio entre os evangélicos. Segundo a teóloga Lilia Dias Marianno, mestre em ciências da religião e assessora do Departamento de Educação da Convenção Batista Brasileira (CBB), as pessoas podem estar desacreditadas da igreja, mas não das Escrituras. “O amor pela Bíblia está aumentando nesses últimos dias”, entusiasma-se. “Mas há muitas igrejas que não estão vivendo a Palavra de Deus e, por isso, também não conseguem suprir a necessidade das pessoas”, opina. Por essa razão, variados ministérios seguem investindo na EBD como principal ferramenta de discipulado. Uma das maneiras encontradas para se fazer isso tem sido através das editoras das próprias denominações, as quais têm colaborado com a publicação de materiais e organização de eventos para formação de professores.

dominical2A Assembleia de Deus, maior confissão evangélica do país, constitui o melhor exemplo. A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), sediada no Rio de Janeiro, não apenas produz vasto material para alunos e professores das mais diferentes classes, como também promove encontros nacionais para educadores. Esses congressos, de grande porte, atraem professores e dirigentes de ensino bíblico de diversas denominações, interessados no know-how de uma igreja que já caminha para 100 anos de fidelidade às Escrituras. Outras instituições eclesiásticas fazem o mesmo, elaborando e publicando o próprio material educativo. As igrejas batistas contam com a Junta de Educação Religiosa e Publicações (Juerp); já a Editora Cultura Cristã é responsável pelas lições dos presbiterianos; e as igrejas metodistas e congregacionais também dispõem de material próprio de EBD. Em todos os casos, os currículos são elaborados de acordo com a ortodoxia da doutrina cristã e as particularidades teológicas de cada grupo.

“Preparamos uma matriz que apresenta a divisão dos temas, sua distribuição e seu detalhamento ao longo dos anos”, explica Cláudio Antônio Batista Marra, teólogo, jornalista e editor da Editora Cultura Cristã, de São Paulo. A casa edita e distribui material eclesiástico, respeitando cada fase do desenvolvimento etário e espiritual de seus fiéis, de modo que os alunos possam aprender e aplicar os ensinamentos na vida prática. “As idades são agrupadas em faixas para viabilizar a criação do material, sua comercialização e uso”, diz o editor. Hoje em dia, a diversidade de bons materiais é tanta que, mesmo entre as igrejas históricas, congregações locais muitas vezes optam por trocar o material da casa publicadora denominacional por lições de outras editoras, por entender que é mais adequado àquele momento – isso, quando não o produzem internamente.

Quem oferece essas lições sem traços teológicos ou eclesiológicos específicos de uma denominação precisa manter duas preocupações: com o preço final – as publicadoras independentes não contam com subsídios de igrejas, e por isso precisam produzir lucro para continuar funcionando – e com a qualidade do conteúdo. “Isso exige uma postura de vida tanto corporativa quanto individual orientada pelo paradigma da grande missão da Igreja”, afirma André de Souza Lima, editor assistente da Editora Cristã Evangélica. “Ou seja, existimos para ensinar os discípulos de Cristo a guardar todas as coisas.”

 

“Alimento nutritivo” – “Se a Escola Dominical fosse mais promovida, teríamos uma Igre­­­ja quatro vezes maior”, pontifica o pastor e professor Antônio Gilberto, da Assembleia de Deus, um dos mais respeitados educadores cristãos do país. Formado em psicologia, teologia, pedagogia e letras, Gilberto tem 56 anos de experiência na área e é autor de sete livros, entre eles o Manual de Escola Dominical (CPAD), considerada obra de referência. No entender de Gilberto, muitas igrejas têm sofrido com problemas devido à pouca importância que dão ao estudo da Palavra. Defensor intransigente da EBD clássica – aquela que se realiza ao menos uma vez por semana, envolvendo toda a igreja, com métodos de ensino e conteúdo –, o veterano mestre anda preocupado com o que vê no cenário evangélico brasileiro. “As igrejas precisam se conscientizar de que a educação bíblica é um investimento que merece lugar entre as prioridades da igreja”, sentencia.

Algumas denominações de surgimento mais recente, no entanto, parecem dispostas a quebrar o modelo clássico e oferecer a seus fiéis algo que entendem mais contextualizado como prática educacional e de discipulado. É o caso da Igreja Renascer em Cristo, com a sua Escola de Profetas, mais voltada para a formação de liderança. Já a Igreja Bola de Neve – denominação criada por surfistas evangélicos e que tem membresia predominantemente jovem –, por sua vez, mantém um ministério voltado para o estudo da Bíblia chamado Mergulhando na Palavra, de natureza mais informal.

De maneira geral, são duas as principais críticas às iniciativas que diferem da EBD convencional: a primeira diz respeito à confiabilidade do conteúdo ministrado; e a outra se concentra na falta de uma estrutura que contemple as necessidades específicas de cada grupo dentro da igreja. O modelo em células, por exemplo, é rejeitado por muitos especialistas religiosos no que se refere ao discipulado. Para Lilia Dias Marianno, esse modelo muitas vezes se limita a reproduzir aquilo que é dito pelo pastor nos cultos durante as reuniões na semana. “O modelo de células não produz conhecimento bíblico. Nele não há estudos consistentes das Escrituras”, critica.

Há ainda as denominações que nem mesmo possuem algo que substitua a EBD, limitando a transmissão do conhecimento bíblico às pregações nos cultos. É o caso, por exemplo, das igrejas de linha neopentecostal, como Universal do Reino de Deus, Mundial do Poder de Deus e a Internacional da Graça. Procuradas pela reportagem de CRISTIANISMO HOJE para dar informações a respeito do assunto, seus representantes não haviam se pronunciado até o fechamento desta edição. Como investem fortemente em mídia, principalmente em rádio e televisão, igrejas dessa linha atraem milhares de pessoas a seus templos, promovendo cultos todos os dias da semana. Mas muita gente discorda que tais ajuntamentos constituam uma forma de discipulado. “O culto é celebração, não ensinamento. O espaço de ensino bíblico é outro momento. Na Escola Bíblica Dominical, são formados discípulos; é o momento de o povo leigo sentar, estudar e buscar conhecimento”, opina Lilia.

A questão não se resume à consistência do alimento espiritual; ela passa também pela maneira como esse conteúdo é apresentado. A concorrência pela atenção do membro da igreja é forte. “Hoje em dia, as igrejas sofrem com a falta de interesse dos membros pelo estudo da Bíblia, pois existem outros atrativos mais interessantes, como louvor, festas e confraternização, sem falar na ênfase nos milagres e na solução rápida de problemas, elementos com alto apelo sensorial”, afirma Silas Davi Santos, professor de EBD dos jovens da Igreja Metodista em Itaberaba (SP). No seu entender, o verdadeiro estudo da Palavra segue na contramão disso, pois exige tempo, disciplina e dedicação. “A Escola Dominical pode e deve ajudar o cristão e aluno a manter o foco na Palavra, fomentando os ensinamentos de Jesus para que não se desvie por caminhos errados.”

Escola para a vida

A Escola Bíblica Dominical tem certidão de nascimento. Ela surgiu em 1780, na cidade inglesa de Gloucester. O jornalista evangélico Robert Raikes percebeu que muitas crianças da cidade estavam envolvidas com furtos, vícios e outros delitos. Resolvido a tentar mudar aquele quadro de perigo social, saiu pelas ruas e convidou os pequenos que encontrou a participar de uma reunião aos domingos, na qual seriam oferecidas aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática e religião. As crianças ficaram muito empolgadas e a participação foi crescendo. Em pouco tempo, os alunos não aprenderam lições apenas sobre a Bíblia, mas também acerca de moral e ética com princípios cristãos. O próprio Robert Raikes jamais poderia imaginar que aquela pequena semente se tornaria um ministério importante e estratégico para a Igreja de Cristo, oferecendo a cada crente a oportunidade de – como recomenda a própria Bíblia – conhecer e prosseguir em conhecer as Sagradas Escrituras.

Nos Estados Unidos, um dos maiores entusiastas do ensino bíblico era o editor e evangelista Dwight L.Moody. A escola dominical que montou em Chicago foi a maior de sua época, com frequência média de 650 pessoas e sessenta professores. Assim como Raikes, Moody deu especial atenção à formação cristã das crianças. Sua EBD infantil atendia a quase mil meninos e meninas, além de suas famílias. Como sinal do prestígio de seu trabalho, até o presidente americano Abraham Lincoln visitou suas instalações e falou aos alunos. O trabalho do evangelista deu origem a respeitados estabelecimentos de ensino de orientação cristã, como o Instituto Bíblico Moody e Escola Monte Hermon.

dominical

Já no Brasil, a Escola Dominical surgiu em meados do século 19. O casal de missionários congregacionais escoceses Robert e Sarah Kalley instalou-se em Petrópolis, na Região Serrana fluminense, buscando ali um clima mais parecido com o deixado para trás na Europa. Erudito e bem articulado, o médico Kalley logo tornou-se interlocutor do imperador D.Pedro II. Graças às suas boas relações com o monarca, o missionário conseguiu que, pouco a pouco, as restrições à fé protestante no Império fossem abrandadas. Uma delas impedia que os grupos evangélicos se reunissem em construções com aspecto de templo, a fim de que não fossem confundidos com as igrejas católicas. Outra discriminação – a que proibia o sepultamento de protestantes em cemitérios gerais – também foi abolida. No dia 19 de agosto de 1855, a casa dos Kalley abriu-se para cinco crianças da região. Naquele dia, Sarah, que já dominava o português, deu uma aula baseada na história do profeta Jonas – aquele que fugiu de Deus e foi engolido por um peixe –, enfatizando a necessidade da obediência ao Senhor. Nascia ali a EBD em território nacional.

Tatiana Piva

(Colaboração: Carlos Fernandes)

fonte: Cristianismo Hoje

Ps: Comentem a matéria

Davi e o tempo de Deus em sua vida – Osiel Varela

Davi e o tempo de Deus em sua vida – Osiel Varela

Osiel Varela

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Texto áureo:
I Sm. 24.6. “E disse aos seus homens: O Senhor me guarde, de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele;pois é o ungido do Senhor”.
Leitura Bíblica em Classe:
I Sm. 24.4-8.
Arquétipo David é encontrado na letra Tav – letra do alfabeto hebraico. Fé na onipresença de Deus na experiência da realidade.
Caverna de Adulão: Significa refúgio
Adulão – uma cidade mencionada na Bíblia.
Ela foi uma das cidades reais dos Cananeus (Josué 12:15; 15:35). Ela permaneceu próxima à estrada a qual posteriormente tornou-se a Estrada romana no Vale de Elá, a cena da vitória memorável de Davi sobre Golias (1 Samuel 17:2) e não distante de Gate.
Foi uma das cidades que Roboão fortificou contra o Egito (2 Crônicas 11:7). Miquéias a chamou de “a glória de Israel” (Miquéias 1:15).
Reflexão:
Compilação.
Compreendendo o tempo.
Ec.3.1. Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Pr. Ed René Kivitz
– Pastor da Igreja Batista de Água Branca – SP – Folha Cristã – 3/08/2008.
Os gregos usavam pelo menos três palavras para designar tempo:
Aion,
Kairós,
Kronos.
Aion indicava o tempo de longo prazo, na verdade, de longuíssimo prazo, que o apóstolo usa quando diz que Jesus é Senhor não apenas neste século, ou era, isto é, aion, como também no vindouro.
Kairós indicava um bloco de tempo, uma ocasião adequada ou uma oportunidade: o tempo das “águas de março que fecham o verão”, a estação da sua fruta predileta, o período da adolescência ou a hora certa de pedir a moça em casamento. Kronos é o tempo medido pelo relógio: segundos, minutos e horas.
1-O aion reclama nossa entrega e rendição, a admissão de nossa finitude. Diante do aion, a duração de nossas vidas é comparada a um vapor, a uma pequenina flor que pela manhã floresce e ao final da tarde voa no vento. O aion exige humildade: agradecer a Deus a oportunidade de entrar na existência
2-O kairós exige atenção e prontidão, pois tal é a oportunidade como um cometa que passa em velocidade atroz: quem piscou, perdeu o espetáculo. Não há espaço para protelação, procrastinação e displicência. O kairós exige sabedoria. O apóstolo Paulo recomenda remir o tempo, isto é, aproveitar a oportunidade para que não se ouça “não adianta mais, agora é tarde, passou o tempo, deixamos escapar o kairós”.
3-Kronos exige responsabilidade. O poeta bíblico recomenda a oração: pedir a Deus que ensine a contar os dias, isto é, ensine a viver, concedendo coração sábio para o bom uso da medida de kairós: usar bem, não desperdiçar, desfrutar. Kronos é o mais cruel. Kronos é tempo com medida, e cada pessoa terá a sua, no mistério da economia divina. O que não é inesgotável reclama cuidado, recursos finitos implicam boa administração. Cada um tem sua fatia de segundos, minutos e horas, e ninguém sabe ao certo sua porção, ninguém é capaz de saber quando será seu último dia, viverá seu último segundo, consumirá seu último fôlego. E como advertiu Jesus, ninguém pode acrescentar um passo sequer ao seu limite de existência. Mas pode abreviar.
Introdução:
Davi, aos 20 [vinte] anos de idade, um jovem, é um exemplo de como devemos preservar a nossa vocação, chamado, unção e benção ministerial, que nos foi imposta pelas mãos do Santo Ministério, para que não venhamos subverter a ordem cronológica espiritual, ordenada por Deus, na sua Sabedoria e presciência.
Quando temos certeza da chamada, devemos aguardar no tempo de Deus, sem pressa, não como já vimos acontecer, recentemente, com prejuízos inexoráveis, a imagem daquele que quer subverter uma Ordenação divina e seus propósitos.
I – Entendendo as causas:
Não entendendo a causa da perseguição:
Quando não entendemos a causa que se levanta contra nós, somos pegos pela apreensão e daí precisamos do conforto de uma palavra amiga.
Converse com amigos sinceros, como Davi fez com o seu amigo Jônatas.
I Sm.20.1-3.
Então fugiu Davi de Naiote, em Ramá, veio ter com Jônatas e lhe disse: Que fiz eu? qual é a minha iniqüidade? e qual é o meu pecado diante de teu pai, para que procure tirar-me a vida?… Respondeu-lhe Davi, com juramento: Teu pai bem sabe que achei graça aos teus olhos; pelo que disse: Não saiba isto Jônatas, para que não se magoe. Mas, na verdade, como vive o Senhor, e como vive a tua alma, há apenas um passo entre mim e a morte.
Se nós não entendermos isto, não nos resta tempo, para realizarmos o querer de Deus, até Mical entendeu isto. O vocacionado, tem o perfeito entendimento do tempo de realizar ações para atingir o querer de Deus.
II – Aguardar o tempo de Deus é uma lição davidiana especial.
Pois, mesmo com Saul ao alcance de sua espada ele não teve ousadia de atingir, com um golpe de sua espada, aquele que ele sabia e reconhecia ser o Ungido do Senhor.
Muitas vezes, achamos que poderemos mudar situações com a nossa particular chamada, mas enquanto Deus não tirar o seu Ungido do lugar,quem somos nós para fazê-lo, seja com:
Difamações
Ataques pessoais
Explorando a idade avançada
A família do alvo
A personalidade fraca do tal
As fraquezas
As alterações de humor
E até mesmo eventuais “erros” daquele que está à frente.

III – Uma Experiência familiar:
Sou filho de pastor-presidente e vi tudo isto acontecer.
Mas, diferentemente de Saul, papai era um homem de oração e de grande coração em amor.
Nós não entendíamos, quando ele mais amava ao seu opositor, e queríamos que ele agisse contra os tais, mas ele os amava cada vez mais, este foi o legado que ele me deixou.
Quando foi escolhido para ser Pastor-Presidente, em 1959, pelo saudoso Pastor Geral do Rio de Janeiro Alcebíades Pereira de Vasconcelos, ele teve que se calar [entrar na caverna]à ação de outros pretendentes, mas o Senhor foi com ele, e este ano, sob a liderança do Pastor-presidente Jaime Soares da Silva, a Igreja de Bonsucesso – Rio de Janeiro, comemorou o Jubileu e lá estava a foto de papai sendo honrado por toda a Igreja, juntamente com o seu saudoso fiel ex-vice-presidente e posteriormente Pastor-presidente Pastor Raimundo Lino da Silva, meu especial, saudoso amigo, e aluno, valeu a pena esperar no Tempo de Deus.
IV – O Tempo:
O tempo é de Deus.

Davi tinha um coração cheio de misericórdia:
Quando lemos o contexto bíblico da perseguição movida por Saul a Davi, entendemos o quanto o coração de Davi era cheio de Deus.
I Sm. 24.4,5.
Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o Senhor te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos; Sucedeu, porém, que depois doeu o coração de Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul.
Cheio de misericórdia
Cheio de zelo
Cheio de temor
Cheio de sabedoria
Cheio de conhecimento
Cheio de resistência ao medo.

Quando se espera o Tempo de Deus a perseguição aumenta:
Todos os homens de Deus tiveram momentos no deserto, por perseguição e no deserto Deus, lhes preparou, para voltarem mais fortes, para guiar o seu povo, portanto Davi não fugiu a regra e esteve no Neguebe, na caverna de Adulão e até entre seus inimigos.
Mas, ele esperava no senhor.
Não desanime.
Deus está apenas nos provando quando estamos no deserto, ele ainda está preparando a cada um de nós, para sermos à seu tempo úteis aos Seus divino propósitos, afinal Ele nos escolheu assim como Davi, pequeninos para derrotarmos gigantes, em seu Nome!
Todos aqueles que desejam ter um profundo relacionamento com Deus passam pelo deserto, devem se refugia em Adulão.
Moises, Elias, Paulo e nosso Senhor Jesus passaram pelos desertos. O deserto faz parte da pedagogia e mistagogia de Deus.
Davi não escolheu o deserto, mas foi forçado a se refugiar dos ataques de Saul na região do Neguebe por aproximadamente 10 anos de sua vida.
V- Na Caverna, esperando o Tempo de Deus:
A- Na Caverna encontrando o opositor e perseguidor, sem armas e indefeso.

Na narrativa bíblica, nos deparamos com uma situação peculiar.
I Sl. 24.1 Ora, quando Saul voltou de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi.
Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi em busca de Davi e dos seus homens, até sobre as penhas das cabras montesas. E chegou no caminho a uns currais de ovelhas, onde havia uma caverna; e Saul entrou nela para aliviar o ventre. Ora Davi e os seus homens estavam sentados na parte interior da caverna.
O Rei Saul, por problemas intestinais e por razões fisiológicas é levado a uma situação de insegurança.
Esta É a hora e assim que os grandes predadores agem para abocanhar as suas vítimas.
Davi como um leão se aproximou de Saul e cortou a sua capa, deixada de lado.
Tem horas que até o rei tem que entender que é humano, e é nestas horas que você tem que compreender, como Davi que pode se aproximar e destruí-lo, mas precisa se lembrar que ele é um ungido.
1- O propósito da dificuldade: “Depois Davi, retirando-se desse lugar, escapou para a caverna de Adulão”.
A caverna, não é lugar de fracassados e excluídos como aparentemente possa parecer.
É lugar de restauração porque é lugar de respostas divinas. Portanto, olhe sua situação atual do prisma correto. Se você está numa caverna, não desanime sua resposta vai chegar. Davi recebeu a sua, por preservar o ungido de Deus. Ele estava nas profundezas da Caverna, diz o texto bíblico, estava pior do que Elias. I Rs.19. 9-13. Ali entrou numa caverna, onde passou a noite. E eis que lhe veio a palavra do Senhor, dizendo: Que fazes aqui, Elias…; e eu, somente eu, fiquei, e buscam a minha vida para ma tirarem. Ao que Deus lhe disse: Vem cá fora…; e ainda depois do fogo uma voz mansa e delicada. E ao ouvi-la, Elias cobriu o rosto com a capa e, saindo, pôs-se à entrada da caverna.
Até os menores inimigos se arvoram em atacantes de você, eles se aproveitam da situação para desmerecer, lançar o teu opróbrio em rosto, desconsiderar as tuas vitórias, tudo isto é lançado por terra, porque você está aguardando o tempo de Deus.[Aquis...]
Esperei com paciência no Senhor e Ele ouviu o meu clamor – Davi
Caverna pode ser também o lugar onde o teu opositor estará à sua mercê.
E Deus verá qual a tua fé em aguardar o seu Tempo ou tua pressa em dar o golpe fatal em teu oponente.
Longanimidade – é esperar o tempo de Deus, sem ferir o seu opositor, mesmo tendo possibilidade de fazê-lo.
Você e eu vamos sair da caverna para nos assentarmos nos lugares que Deus nos chamou.
Caverna é lugar de esconderijo e também de louvar a Deus.
A caverna de Adulam, no vale da Elah, onde David se escondeu do rei Saul, e, lá também escreveu um dos seus lindos cânticos.
O cântico de Davi, o qual se encontra em 2 Samuel 22: 1-51 “Davi dirigiu ao Senhor as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul…Ele dá grande livramento a seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e a sua descendência para sempre”., que e quase idêntico ao Salmo 18.
Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão;…seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram como uns quatrocentos homens.” (1Sm 22:1,2; Sl.18.1,2ss. Eu te amo, ó Senhor, força minha.O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio;).
Há uma lição a ser aprendida, no Tempo de Deus, mesmo na prova ou tribulação, nós seremos, família de Deus e nos uniremos.
Os desesperados nos procuram para sermos seus líderes e vêem em nós alguém em quem pode obter ajuda, porque se refletem na situação amarga que passamos e junto podemos formar um grande exército, até a tribulação passar, mesmo na Caverna de adulão e sem ofender o Rei, com nosso exemplo, formaremos um verdadeiro exército, com respeito as coisas santas e divinas do Nosso Deus.
Davi dá uma prova porque ele era um homem segundo o coração de Deus, mesmo podendo matar o seu oponente e perseguidor ele se condoeu em seu coração, “apenas” por corta a orla da Capa de Saul, imagine, como era o coração de Davi.
Sl.51. 17. O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.
Observando este ato aprendemos muito da personalidade e caráter que Deus quer para seus escolhidos:
Não se deixar levar por quem não tem a unção e a tua vocação e não entendem os teus gestos de misericórdia.Davi poderia até passar por covarde junto aos seus homens, que eram a “fina flor” do pior de Israel, mas ele pesou os seus atos pelo seu próprio coração.
Mas, como já aprendemos neste trimestre, Davi era um homem com liderança inata e ele conteve os seus homens.
VI – Um exemplo para nós:
Não
nos deixemos levar por grupos que nos acompanham e nos são simpáticos.
Lc.9. 54. Vendo isto os discípulos Tiago e João, disseram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir….
Não sejamos guiados pela fala alheia.
Não sejamos líderes fracos, ou seremos reprovados pelo Senhor, aprendo isto com Davi e Cristo.
Davi como um tipo de Cristo manteve os seus homens sob a sua liderança.
Mt.2. 52.
Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.
Os que não tem chamada querem resolver tudo de imediato, mas o vocacionado aguarda no tempo de Deus, pois conhece o coração de Deus e Deus o mantém avisado, pois ele consulta ao Seu Deus sobre o que fazer.
I Sm.24.6,7. E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, que eu estenda a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor. E com essas palavras Davi conteve os seus homens e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; e Saul se levantou e prosseguiu o seu caminho.
Sl.40.1-4. Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor. Também me tirou duma cova de destruição, dum charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. Pôs na minha boca um cântico novo, um hino ao nosso Deus; muitos verão isso e temerão, e confiarão no Senhor. Bem-aventurado o homem que faz do Senhor a sua confiança, e que não atenta para os soberbos nem para os apóstatas mentirosos. 13-15. Digna-te, Senhor, livra-me; Senhor, apressa-te em meu auxílio. Sejam à uma envergonhados e confundidos os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me desejam o mal. Desolados sejam em razão da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!
Misericórdia
Humildade
Amor
Esperar N’Ele e não agir por suas próprias forças.

VII – O contexto no qual Davi agia:
I Sm.18.30.
Então saíram os chefes dos filisteus à campanha; e sempre que eles saíam, Davi era mais bem sucedido do que todos os servos de Saul, pelo que o seu nome era mui estimado.
Assim se alguém te desprezar neste período não se preocupe, Deus está te observando e aprovando a tua posição.
I Sm.18.28-29. Mas quando Saul viu e compreendeu que o Senhor era com Davi e que todo o Israel o amava, temeu muito mais a Davi; e Saul se tornava cada vez mais seu inimigo.
Sl.35. 1-4. Contende, Senhor, com aqueles que contendem comigo; combate contra os que me combatem. Pega do escudo e do pavês, e levanta-te em meu socorro. Tira da lança e do dardo contra os que me perseguem. Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação. Sejam envergonhados e confundidos os que buscam a minha vida; voltem atrás e se confudam os que contra mim intentam o mal.
Sob os olhos ardentes de ódio de Saul, opresso por um espírito maligno, Davi se houve com tal honradez, que nos ensina uma lição de que quando Deus é conosco não devemos avançar sem ordem de Deus.
Podemos continuar as lutas do nosso oponente e ajuda-lo mesmo que ele queira o nosso fim, Deus e o seu povo entenderão que você tem valor e até o teu oponente,usado por Deus para te preparar para a batalha, que no final será totalmente sua; você entende isto?
VIII – Mesmo perseguido, há vitória a alcançar:
Se você estiver na direção de Deus!

I Sm.23.1-5. Ora, foi anunciado a Davi: Eis que os filisteus pelejam contra Queila e saqueiam as eiras. Pelo que consultou Davi ao Senhor, dizendo: Irei eu, e ferirei a esses filisteus? Respondeu o Senhor a Davi: Vai, fere aos filisteus e salva a Queila. Mas os homens de Davi lhe disseram: Eis que tememos aqui em Judá, quanta mais se formos a Queila, contra o exército dos filisteus! Davi, pois, tornou a consultar ao Senhor, e o Senhor lhe respondeu: Levanta-te, desce a Queila, porque eu hei de entregar os filisteus na tua mão. Então Davi partiu com os seus homens para Queila, pelejou contra os filisteus, levou-lhes o gado, e fez grande matança entre eles; assim Davi salvou os moradores de Queila.
Na lição passada, falei da empatia de Davi, como um de suas colunas, esta empatia era na realidade dada por Deus, através da Unção, que ele tinha sobre sua vida.
Assim, mais uma vez, Davi é salvo pelas suas qualidades: Ser Amigo sempre.
Há um intercessor agindo para você: Jesus Cristo.
Nesta passagem, ele procura o amigo Jônatas para entender, porque o Rei queria matá-lo:
I Sm.19.1-6. Falou, pois, Saul a Jônatas, seu filho, e a todos os seus servos, para que matassem a Davi. Porém Jônatas, filho de Saul, estava muito afeiçoado a Davi. Pelo que Jônatas o anunciou a Davi…Saul, meu pai, procura matar-te; portanto, guarda-te amanhã pela manhã, fica num lugar oculto e esconde-te…to anunciarei. Então Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e disse-lhe: Não peque o rei contra seu servo Davi, porque ele não pecou contra ti, e porque os seus feitos para contigo têm sido muito bons…; por que, pois, pecarias contra o sangue inocente, matando sem causa a Davi? E Saul deu ouvidos à voz de Jônatas, e jurou:Como vive o Senhor, Davi não morrera.
1-Um aviso ainda ecoa:
Não espere o teu tempo para livrares tua alma, corra por tua vida, busque o tempo de Deus, ainda é tempo.
I Sm.19.9-11. Então o espírito maligno da parte do Senhor veio sobre Saul, estando ele sentado em sua casa, e tendo na mão a sua lança; e Davi estava tocando a harpa. E Saul procurou encravar a Davi na parede, porém ele se desviou de diante de Saul, que fincou a lança na parede. Então Davi fugiu, e escapou naquela mesma noite. Mas Saul mandou mensageiros à casa de Davi, para que o vigiassem, e o matassem pela manhã; porém Mical, mulher de Davi, o avisou, dizendo: Se não salvares a tua vida esta noite, amanhã te matarão.
I Sm.18.30. Então saíram os chefes dos filisteus à campanha; e sempre que eles saíam, Davi era mais bem sucedido do que todos os servos de Saul, pelo que o seu nome era mui estimado.
Assim se alguém te desprezar neste período não se preocupe, Deus está te observando e aprovando a tua posição.
I Sm 20.10-12.
Em algum momento teu animo pode decair, pois a carne muitas vezes não suporta certas afrontas, mas espere, nem que te achem, que ages como um louco ou um desmiolado, procura abrigar-te em algum lugar até passar a onda violenta e teu nome será preservado.
IX – Mesmo perseguido, honre o Rei:
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Depois também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou por detrás de Saul, dizendo: Ó rei, meu senhor! Quando Saul olhou para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra e lhe fez reverência.
Respeitar as autoridades é a orientação da Bíblia Sagrada.
Rm. 13. 1. Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus.
Tt.3. 1. Adverte-lhes que estejam sujeitos aos governadores e autoridades, que sejam obedientes, e estejam preparados para toda boa obra,
Assim, ainda que Davi fosse o ungido, Saul mesmo sem a presença de Deus que, “I Sm.16. 13-15. Então Samuel tomou o vaso de azeite, e o ungiu no meio de seus irmãos; e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi. Depois Samuel se levantou, e foi para Ramá. Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor. Então os criados de Saul lhe disseram: Eis que agora um espírito maligno da parte de Deus te atormenta”; ele sabia que devia respeitar a autoridade real de Saul, embora este espiritualmente estivesse sem autoridade.
Muitos têm desprezado isto.
Davi nos ensina exatamente isto.
Mesmo o próprio Rei sabendo que seria destronado, ou já estava fora da posição de Deus, Davi contudo, manteve a reverencia devida ao Rei.
Coisa que está faltando em nossos dias, destarte as últimas do “arraial assembleiano”, que Deus tenha misericórdia de nós.
X -Davi tinha autoridade sobre os espíritos imundos:
Mt.10. 1. E, chamando a si os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos, para expulsarem, e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades.
Para ser Rei tem que ser servo:
Mt.20. 25. Jesus, pois, chamou-os…lhes disse: Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.
A ação do tempo do homem, na Ação do Tempo de Deus:
A Bíblia está cheia destes exemplos.
Homens santos, que se adiantaram, para escrever seu próprio tempo, sem a anuência de Deus.
Abraão
Moisés
Davi
Saul
José
Conclusão:
Davi nos mostra que como Cristo esperou o momento de se apresentar como rei.
Padeceu um período de opróbrio
Foi desconsiderado
Foi dado como louco
Desprezado, não deixou de ajudar aos necessitados
Não teve por usurpação ser maior do que o rei, até a sua exaltação por Deus.
Demonstrou:
Coragem.
Nem sempre enfrentar o seu opositor é sinal de coragem, pode ser uma prova de Deus para ver se você sabe esperar o seu Tempo, e a sua paciência.
Misericórdia, com quem não lhe tinha misericórdia.
Viveu como servo sendo rei.
Viveu o seu tempo de servo sem reclamar.
No tempo de seu opróbrio ajudou os desvalidos, desconsiderados e deles fez um exército.
Tudo porque atendeu o Tempo de Deus.
FONTE:
Ronnie Littlejohn é professor de Filosofia, Universidade Belmont, Nashhville, Tennessee.
Bíblia Plenitude
Bíblia digital – cortesia Tio Sam
Apontamentos do autor
Wikipédia
Ed Kinitz
Folha cristã
Por rede jovem quadrangular em Janeiro 12, 2009.
Googlemaps
Lição –CPAD 4º trimestre.
ANEXO SOBRE O CONCEITO DE TEMPO – GREGO – OCIDENTAL – E O HEBREU.
Compilação de tradução de Internet de parte do texto: Tempo e Deus.
O Conceito de tempo entre o Ocidente [grego] e o s hebreus.
Os gregos podem dizer: “O tempo é o meio para a ação salvífica de Deus.”
Os hebreus poderiam dizer: “O tempo é a seqüência de atos salvadora de Deus.”
Para os hebreus, não havia tempo que existia como uma substância ou a força ou dimensão, como o período grego implica.
Houve apenas fatos reais que ocorreram, e os homens, medido e marcado a vida por suas relações com estes.
Ao contrário de um ocidental moderno, um hebraico não diria: “Eu não tenho tempo suficiente”, como se o tempo fosse como tantas moedas em um bolso ou muito líquido em um vidro.
Hebreus não se envolveriam em discussões sobre se o tempo realmente existiu, ou se eles poderiam “sentir” o tempo.
A razão é clara.
Época não era uma coisa ou objeto para os hebreus do Antigo Testamento.
O Antigo Testamento não tem uma palavra geral para “tempo” no sentido abstrato em tudo.
Também não têm condições especiais para o passado, presente e futuro.
A palavra mais comum para o “tempo” significa o momento ou ponto em que algo aconteceu ou vai acontecer, por exemplo, “Eis que, sobre este tempo amanhã, eu vou mandar uma chuva muito pesada” (Ex. 9:18, NVI) .
Aqui está outro exemplo.
Os hebreus não especulam sobre a duração – como: em quanto tempo é o presente?
Muitos filósofos ocidentais, sem conhecer o “modus vivendi” tradicional grego encontraram-se com esta questão preocupante.
Esta preocupação ocupou filósofos de Agostinho a Henri Bergson.
Mas os hebreus evitavam tais especulações infrutíferas, embora definitivamente utilizando conceitos temporais.
I Reis 11:4. se refere ao tempo, “quando Salomão era velho”, mas o escritor não pergunta sobre quando foi que Salomão começou a ficar velho, ou em que momento ele se tornou velho, como se ele não fosse ou era velho no dia anterior e de repente ele estava velho.
Os hebreus não estavam interessados em toda essa teorização.
Nós certamente não devemos pensar que a idéia hebraica do tempo, é necessariamente inferior ao grego, simplesmente porque o grego era mais concreto, neste pensamento.
Outra maneira de ver essa diferença é de notar que os hebreus desenvolveram nenhuma idéia de eternidade como intemporalidade.
Os hebreus comungavam com a idéia de que poderia haver vida e experiência, sem tempo.
No Antigo Testamento, a vida era a existência humana “(Jó 1:21; Sl. 90:3-12) e isto era o tempo.
Pode-se caracterizar a diferença entre a forma como os hebreus entendiam o tempo e como o fazemos por dizer que o tempo para nós é “cronológico” e tempo para eles “qualitativo”.
Para eles, a vida era tempo, ou melhor “viver o momento”. Não houve tempo em que não havia eventos de vida, e eventos de vida, onde não havia tempo.
No Antigo Testamento, os eventos e as pessoas eram diferenciados e organizados, não por sua posição na seqüência cronológica uns aos outros, mas de acordo com o impacto da sua ocorrência.
Um dos nossos grandes problemas no Mundo Ocidental moderno é que com o passar do tempo, estamos ocupados demais com coisas sem importância e eventos, e nos tornamos muito ocupados para as coisas verdadeiramente importantes, mas não necessariamente urgentes, e importantes na vida.
Por exemplo, enquanto conversamos com um ente querido, vamos rapidamente atender o telefone e passar alguns minutos atendendo a chamada, mesmo que a chamada possa ser totalmente sem importância.
A urgência percebida de um telefone tocando substitui a atividade mais importante que não tenha uma necessidade de urgência em anexo.
Quando nos envolvemos com esse tipo de comportamento, estamos mostrando o que achamos que realmente importa.
Poderíamos melhorar a vida se mudarmos o nosso paradigma de tempo.
Mas como podemos?
Tempo para os hebreus foi de cerca de esforço e conquista pessoas fizeram coisas. Deus também fez as coisas.
Pensamento hebreu: Eles escreveram, tocou, viajou, dormiu, sonhou, realizaram cerimônias, entrou em guerra, e orou.
Tempo consistiu na história desses eventos, e não tinha existência para além destas.
Para tirar o máximo do tempo provavelmente significava algo como tocar o seu pífano, tanto quanto os outros identificam com marcas, as suas vidas e contam suas histórias, em referência às suas ações.
“Na mente hebraica, a verdadeira questão não era: “Qual é o melhor uso do meu tempo agora?” mas sim, “Qual é o melhor uso de minha vida agora?”
Ronnie Littlejohn é professor de Filosofia, Universidade Belmont, Nashhville, Tennessee.
(pp. 53-56. Biblical Illustrator, Winter 1999-2000, Nashville)

A Noção de Tempo na Antiguidade Judaica

A Noção de Tempo na Antiguidade Judaica

DAVI 3DPartindo do título deste capítulo [Davi e o Tempo de Deus em sua Vida], não há como não tratar do assunto “tempo” (hb. yôm; gr. a?n). Do ponto de vista teológico, toda discussão que envolve a questão “tempo” é muito importante, sobretudo quando se sabe que há abundantes menções da expressão em toda a Bíblia, principalmente relacionada ao cumprimento de determinadas profecias (Jr 31.1; 33.15; 46.21; 50.4,27,31, etc.). É o que se conhece como “tempo de Deus”, ou seja, o momento em que o Eterno realizará o cumprimento de determinada promessa. Em sentido pleno, todo o tempo pertence a Deus, pois Ele não apenas o precede (Is 43.13; Dn 7.9), transcende (Sl 90.4), mas também o criou (Gn 1) e domina (Sl 74.16), entretanto, quando se fala em “tempo de Deus, o que se quer assinalar é a sua intervenção direta em ocasiões específicas (principalmente as vaticinadas ou preditas), as quais demonstram de maneira explícita sua soberania. Poderia, com razão, se perguntar: “Há algum momento, por mais fortuito que seja, que escapa à sua soberania?” Evidentemente que não! Porém, existem situações em que sua ação é mais claramente demonstrada.1 Até porque, para o judeu, “o tempo e a história eram inseparavelmente vinculados”, em outras palavras, o “tempo tinha interesse para ele tão-somente à medida que era qualificado por um evento específico”.2 O judeu sabia, pelas lições da própria história, que o Eterno, no momento dEle, entraria com providência e agiria mudando a configuração de qualquer quadro (tanto no sentido positivo quanto negativo, humanamente falando).

Uma das características desse período que estamos atravessando é o desapego a tudo que diz respeito ao passado. A impressão é que o mundo começou com a existência individual de cada pessoa, de forma que “fazemos nosso próprio destino”, traçamos o nosso caminho e nada que aconteceu antes pode nos afetar. Além de presunçosa, tal postura é estúpida. Por isso, acredito que é preciso refletir que a noção de tempo ? com a linearidade que conhecemos atualmente ?, não é algo universal e nem mesmo comum. A despeito de a discussão acerca do tempo parecer banal, e a própria afirmação de que ele é linear soar como extremamente óbvia para nós, é preciso saber que tal herança histórica é o que o historiador Thomas Cahill chama de “dádiva dos judeus” para nós ocidentais:

Para os antigos, o futuro seria sempre uma reprise do passado, assim como o passado era simplesmente uma reprise terrena do drama celeste: “A história se repete” ? isto é, a falsa história que não é história, mas mito. Para os judeus, a história também está repleta de lições de moral. Mas a moral não é que a história se repete, e sim que há sempre algo novo: um processo que se desenrola ao longo do tempo, cuja direção e fim não podemos saber, a menos que Deus nos forneça uma dica do que acontecerá. O futuro não será o que aconteceu antes; na verdade, a única realidade do futuro é ainda não ter acontecido. É incognoscível; e o que será não pode ser descoberto por augúrios ? pela interpretação das estrelas ou exame de entranhas. [...] Por isso o conceito de futuro ? pela primeira vez ? oferece a promessa, em vez da mesma coisa de sempre. Não estamos condenados, não estamos presos a um destino predeterminado; somos livres. Se qualquer coisa pode acontecer, somos realmente liberados ? tão liberados quanto os escravos israelitas quando cruzaram o mar dos Caniços.3

A própria “invenção” mitológica no mundo antigo era uma forma de assimilação do fluxo do tempo e uma maneira de manter viva a ideia de ter o antepassado sempre presente ou de “volta” à família. Nada era histórico no sentido de se construir, mas místico, na pior acepção possível da palavra. Nesse contexto, os seres humanos eram meras marionetes no drama existencial, e os deuses, estes sim, responsáveis absolutos por todas as realizações. O tempo e o próprio universo não eram mais que uma imensa roda etérea, girando sem parar, tendo que acontecer novamente aquilo que já havia sido. O que ocorre é que a visão de mundo judaico-cristã tornou-se tão comum para nós, e achamos tão “impossível nos livrarmos dela ? até mesmo para um breve experimento ?, que é agora a visão cósmica de todos os outros povos que nos parece exótica e estranha”.4 A dissertação de Cahill não é simplesmente uma particularidade de sua pena ou seu modo arguto de interpretar o mundo antigo, mas o resultado de pesquisas históricas convergentes, as quais apontam para a mesma direção:

Os formuladores de mito no antigo Oriente Médio não concebiam o tempo em termos de uma sequência horizontal e linear de acontecimentos, que ia de um princípio histórico até uma consumação final de todas as coisas. Em vez disso, consideravam o tempo como cíclico, com a reestruturação e revitalização anuais do universo. Seus mitos da criação eram recitados em festas anuais de ano novo como palavras mágicas que deviam acompanhar um ritual de magia a fim de reconcretizar a cosmologia original, a saber, a passagem do caos para o cosmos. No pensamento mitopoéico o tempo não tem nenhuma significação nem a história tem sentido algum.5

Os historiadores destacam que “Gênesis 1 deixa perceber uma noção totalmente diferente de tempo”, isto é, distinta da dos demais povos, pois enquanto aqueles vivem em um “mundo repetitivo”, para os judeus “o tempo é concebido como linear, e os acontecimentos vão ocorrendo sucessivamente dentro dele”, em uma palavra, “do ponto de vista bíblico o comportamento do homem hoje determina sua condição no futuro”.6 Como todos sabemos, o primeiro livro da Bíblia é parte do Pentateuco, escrito por Moisés. Apesar de o material escrito ter aparecido muito tempo depois de acontecerem os fatos ali narrados, é imprescindível atentar para a verdade de que após a Queda e suas consequências, a humanidade perde-se em noções totalmente avessas e ilógicas acerca do tempo. O entendimento da noção linear de tempo será inserida no mundo antigo a partir da revelação ou epifania.7 Thomas Cahill chega a afirmar que esse rompimento do pensamento judaico acerca do tempo no mundo antigo (o que modernamente conhecemos como “recorrência eterna”) é tão significativo e inaugura uma forma tão diferente e nova de concepção “a ponto de se poder dizer com certa justiça que [...] foi a única idéia nova que os seres humanos já tiveram”.8 Mas o que mudou essa visão, e de tal maneira, que ela agora pareça completamente alienígena para nós? O mesmo Cahill responde:

Esse maravilhoso e novo sentido de tempo não se abateu sobre os israelitas de repente. O que começou na convocação de Avraão para abandonar sua terra e seu povo e partir para um destino ignorado germinou na vocação de Moshe para tirar seu povo escravizado da atmosfera assombrada por um deus do Egito cíclico, onde tudo que seria já tinha sido e todas as perguntas importantes tinham sido respondidas, já tinham sido transformadas em pedra, como as estátuas, imóveis e de olhar fixo, do faraó. Nessas duas viagens, fomos do pessoal (o destino de Avraão) ao coletivo (o destino do Povo de Israel). Fomos de um deus padroeiro, um deus doméstico que se carrega de sorte, a Yhwh, o Deus dos deuses, cujo poder é superior ao maior poder a que a Terra pode apelar. Juntas, essas duas grandes fugas nos oferecem um senso completamente novo do passado e do futuro ? o passado como constituindo o presente, o futuro como realmente não conhecido.9

Depreende-se da argumentação de Cahill que o tempo visto como possibilidade é uma dádiva dos judeus para o mundo ocidental. Tal concepção, por conseguinte, sugere que o tempo não é uma gigantesca roda etérea girando sem parar, mas teve início e caminha para um “fim”. Tal fim ? no sentido aqui argumentado ? não é o que comumente se designa como o “fim do mundo” ou como o fim da existência do indivíduo, e sim o “tempo de Deus”, o chegar ao ponto e estágio estipulados pelo Eterno. E onde tudo isso ocorre? No “tempo” e no decurso do fluxo chamado “história”. Como afirma Oscar Cullmann: “É sobre uma linha reta traçada no âmbito do tempo ordinário que Deus se revela e é de lá que Ele dirige não somente a história em sua totalidade, mas ainda todos os eventos da natureza: não há lugar aqui para as especulações sobre Deus que se coloquem como independentes do tempo e da história”. Tendo preliminarmente entendido essa verdade, o mesmo autor ainda defende que “os atos de Deus não se revelam ao homem em nenhuma outra parte mais concretamente do que na história que, do ponto de vista teológico, representa, em sua essência íntima, as relações que existem entre Deus e os homens”.10 A diferença é significativa e substancial, pois enquanto os outros povos antigos não atribuíam nenhum sentido à história e a noção de tempo era extremamente precária, o judeu a entende como a arena da revelação e intervenção divinas. Decorre desse raciocínio, que é preciso fazer distinção ? teológica e biblicamente falando ?, entre duas noções principais de tempo (ainda que a discussão migre agora do hebraico para o grego, ou seja, vá do Antigo Testamento para o Novo Testamento, ela é oportuna e pertinente à argumentação desenvolvida até aqui):

As duas noções que designam com o máximo de clareza essa concepção são aquelas que exprimem, em geral, os termos ?????? (kairos, kairoi) e ?ì?? (aiôn, aiôns). Não é fácil dar uma tradução adequada aos diversos termos que se referem ao tempo. Eles revestem em cada passagem um sentido teológico determinado pelo contexto. Por outro lado, os dicionários nos ensinam que eles podem ser igualmente utilizados no Novo Testamento sem significação teológica especial. O que caracteriza o emprego de kairos é que ele designa no tempo um momento determinado por seu conteúdo, enquanto que aiôn designa uma duração, um espaço de tempo, limitado ou não.11

É preciso considerar que Oscar Cullmann está tratando da história da salvação12 e sua análise se concentra especificamente no Novo Testamento. Entretanto, em virtude da utilização, muitas vezes indiscriminada, do termo kairos em mensagens motivacionais e de autoajuda, vale a pena destacar a exposição de Cullmann acerca do seu uso:

Kairos, no uso profano, significa a ocasião particularmente propícia para uma empreita, o momento do qual se fala há muito tempo sem conhecer sua época certa, a data que corresponde ao que se chama, por exemplo, na língua moderna “o dia D”. É geralmente em virtude de considerações humanas que um momento nos parece particularmente propício para a execução deste ou daquele projeto, tornando-se um kairos. É neste sentido profano que Félix diz ao apóstolo Paulo (At 24.25): “Quando o momento chegar, eu te chamarei”.
No Novo Testamento o uso deste termo, aplicado à história da salvação, permanece o mesmo, porém, com a seguinte reserva: este não se refere a estimativas humanas, é um decreto divino que faz desta ou daquela data um kairos, e isto em vista da realização do plano divino da salvação. Isto se dá porque este plano, em sua realização, está ligado aos kairoi, aos momentos escolhidos por Deus, que é uma história da salvação.
13

Outra coisa muito importante que se aprende da visão judaica acerca do tempo é que o “israelita preparava-se para um fim próximo do tempo presente, e esperava por uma nova era, concebida ? a não ser em exceções [...] ? em termos temporais”,14 em outras palavras, não havia simplesmente uma esperança futurística supratemporal, ou seja, além da região temporal ou do nosso espaço-tempo, mas a crença e confiança de que Deus interviria na realidade humana, na história dos homens, seres falíveis, finitos e criados. Um Deus que se dá ao luxo de vir em busca de seus servos não é algo comum na antiguidade. Entretanto, esse é o Deus do judaísmo e do cristianismo: um Ser Todo-poderoso que desde a revelação ou epifania da experiência de Abraão até a encarnação de Jesus Cristo, a revelação total do “mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesto aos seus santos” (Cl 1.26), alcança os homens através da história. Este Deus, seguramente, pode ser chamado de o “Deus das eleições soberanas”.

NOTAS

 

[1] Oscar Cullmann, por exemplo, diz que não “são todas as partes da linha contínua do tempo que formam a história da salvação propriamente dita, mas, antes, os kairoi, os pontos isolados na totalidade do curso do tempo” (Cristo e o tempo. Tempo e História no Cristianismo Primitivo. 2.ed. São Paulo: Custom, 2003, p. 78).
[2] BROW, Colin & COENEN, Lothar. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 2.467.
[3] CAHILL, Thomas. A dádiva dos judeus. Como uma tribo do deserto moldou nosso modo de pensar. 1.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999, p. 143.
[4] Ibid., p. 18.
[5] ARCHER, Gleason L.; HARRIS, R. Laird; WALTKE, Bruce K. Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento. 1.ed. São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 605.
[6] Ibid., p. 605.
[7] Giovanni Reale e Dario Antiseri, em sua História da Filosofia, afirmam que os próprios gregos (e também os estóicos) eram a-históricos e a ideia de progresso lhes era, no mínimo, estranha. Isso apenas reforça o fato de que o rompimento com a visão cíclica não é produto de reflexão humana, mas que a mudança veio através da revelação ou epifania. Os autores esclarecem que a “concepção de história expressa na mensagem bíblica, ao contrário, não é cíclica, mas retilínea: no transcorrer do tempo, verificam-se eventos decisivos e irrepetíveis, que são como que etapas que destacam o seu sentido. O fim dos tempos é também o fim para o qual eles foram criados: é o Juízo universal e o advento do Reino de Deus em sua plenitude. E assim a história, que vai da Criação à queda, da Aliança ao tempo de espera do Messias, da vinda de Cristo ao Juízo Final, adquire um sentido, tanto no seu conjunto como em suas diversas fases” (10.ed. São Paulo: Paulus, 2007, p. 393).
[8] CAHILL, Thomas. A dádiva dos judeus. Como uma tribo do deserto moldou nosso modo de pensar. 1.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999, p. 18.
[9] Ibid., p. 144.
[10] CULMANN, Oscar. Cristo e o tempo. Tempo e História no Cristianismo Primitivo. 2.ed. São Paulo: Custom, 2003, p. 62.
[11] Ibid., p. 77.
[12] No capítulo 12, esta questão será retomada, pois a Aliança Davídica, e consequentemente o seu reinado e sucessão, constituí-se em importante kairoi dentro de toda a economia divina e, especificamente, da história da salvação.
[13] Ibid., p. 77,78.
[14] BROW, Colin; COENEN, Lothar. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 2.462.

CARVALHO, César Moisés, et al. Davi. As vitórias e as derrotas de um homem de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.68-74.

Fonte: Blog Marketing para EBD

Davi e o tempo de Deus em sua vida – Geraldo Carneiro

 

liçãoDAviPr. Geraldo Carneiro

I – INTRODUÇÃO:

- Em geral…

- Ficamos felizes quando Deus, imediatamente, responde “SIM”;

- Ficamos muito aborrecidos quando Deus responde: “NÃO”; e

- Ficamos precipitados, ansiosos, impacientes e duvidamos da ação de Deus em nossas vidas, quando Ele determina: “ESPERE”!

II – DEVEMOS TER CUIDADO COM A PRECIPITAÇÃO E A IMPACIÊNCIA:

- Davi aguardou pacientemente o tempo de Deus para assumir o trono de Israel: Não houve atraso, nem precipitação.

- Antes de tomar posse como rei de Israel, Davi permaneceu na “escola de Deus”;

- O Senhor educa os seus servos no deserto, nos montes, nos vales, nas cavernas…

- A “escola de Deus” é totalmente diferente da “escola secular”. Nesta, os professores, de início, ministram as lições e, só depois, as provas.

- Na “escola de Deus”, o Mestre dos mestres ministra primeiro AS PROVAS e só depois NOS DÁ A LIÇÃO!

- Só depois das provas foi que Davi aprendeu a lição de que, sem Deus não somos nada, não somos ninguém!

- É como ensina o teólogo Moody:

- “Moisés passou 40 anos no Egito pensando que era alguém; passou mais 40 anos em Midiã aprendendo que não era ninguém; e passou mais 40 anos no deserto aprendendo e descobrindo o que Deus pode fazer por meio de um ninguém” – Hb 11:23-29

ALGUMAS PESSOAS QUE POR CAUSA DA PRECIPITAÇÃO, PREJUDICARAM SUAS VIDAS E AS DE OUTRAS:

- (A) Adão e Eva – Precipitaram-se, ao se deixarem levar pelo desejo descontrolado – Gn 3.6

- (B) Sara – Precipitou-se, porque gerenciou o problema do seu jeito – Gn 16:2

- (C) Moisés – Precipitou-se, resolvendo fazer justiça com as próprias mãos – Ex 2:11-14

- (D) Jonas – Precipitou-se, tomando a decisão da fuga – Jn 1:3

- (E) Pedro – Precipitou-se, deixando-se levar pelo seu ímpeto emocional – Jo 18:10.

- (F) Ananias e Safira – Precipitaram-se, ao se deixarem seduzir pelo amor ao dinheiro – At 5.1-5

- Leiamos Pv 14:29; 19:2; Ec 5.2

ALGUNS QUE FORAM IMPACIENTES:

- (A) Moisés, sob a murmuração de Israel (Nm 20:10)

- (B) Naamã, sob as condições impostas pelo profeta Eliseu (II Rs 5:11-12)

- (C) Jonas, ao morrer a aboboreira (Jn 4:8-9)

- (D) Os discípulos, ao clamor da mulher siro-fenícia (Mt 15:23)

- (E) João e Tiago, em vista da hospitalidade dos samaritanos (Lc 9:54)

- (F) Marta, com sua irmã Maria (Lc 10:40)

III – PACIÊNCIA E CONSTÂNCIA:

- PACIÊNCIA = Virtude que faz suportar os males ou ofensas com resignação. Qualidade daquele que espera com tranqüilidade.

- CONSTÂNCIA = Perseverança; persistência; coragem; firmeza.

CINCO GRANDES PERÍODOS DE ESPERA DISCIPLINADA, EM FÉ PERSEVERANTE:

- (A) O PERÍODO SEM FILHOS DE ABRAÃO (Rm 4:17-21);

- (B) A ESCRAVIDÃO NO EGITO (Ex 2:23-24);

- (C) O EXÍLIO NA BABILÔNIA (Sl 89);

- (D) O PERÍODO INTER-TESTAMENTÁRIO (Lc 2:25; At 26:7); e

- (E) A IGREJA A ESPERAR PELA VOLTA DE CRISTO (Hb 9:28; 6:19-20).

IV – POR QUE CONFIAR E ESPERAR EM DEUS?:

- Só a confiança em Deus é capaz de comunicar paz à alma e transformar as incertezas de hoje em segurança futura – Jr 17:7; Sl 34:6-9; 118:8-9; Pv 16:20.

- (1) DEUS É A VERDADE – (Nm 23:19; Jr 1:12; Tt 1:2) – Deus não volta atrás naquilo que Ele pronuncia. A mentira é incompatível com Sua natureza. Ele tem poder para cumprir totalmente tudo aquilo que na Sua Palavra promete. Devemos, pois, ter em mente que quando tratamos com Deus, estamos tratando com um ser verdadeiro e disposto a cumprir as Suas santas e boas palavras. Por isso, devemos depositar nEle toda a nossa confiança, na certeza de que Ele estabelecerá o nosso direito e nos conduzirá a toda verdade. A verdade é um aspecto inseparável do caráter de Deus.

- (2) DEUS É FIEL – Js 21:43-45 – Se nos faltar alguma coisa no cumprimento das promessas de Deus, a falha é nossa, e não do nosso Senhor. Deus nunca falha; nunca hesita; nunca muda. Por sua própria natureza Ele é fiel e leal às Suas promessas e alianças. Mesmo assim, este atributo de fidelidade de Deus não exclui a possibilidade de Ele alterar Seus planos ou intenções sob determinadas circunstâncias. Por exemplo, Deus muda os Seus planos, às vezes, no tocante a juízo, em resposta às orações intercessórias do Seu povo fiel (Ex 32:11, 14) ou como resultado do arrependimento de um povo iníquo (Jn 3:1-10; 4:2)

- (3) DEUS AGE SEGUNDO O SEU CONSELHO – Pv 19:21; Is 14:24, 27; 46:9-11 – O conselho de Deus é o Seu plano eterno em relação ao mundo material e espiritual, visível e invisível, abrangendo todos os Seus propósitos e decretos. Deus tem absoluto controle sobre tudo e sobre todos e esta certeza deve produzir em nós confiança na inteligência divina em conduzir todas as coisas. É tremendamente confortador que numa época em que a mentira se vangloria de triunfar sobre a verdade e a desonestidade é contada em verso e prosa, podemos confiar no Deus fiel e verdadeiro.

V – CONSIDERAÇÕES FINAIS:

- SE CONFIAMOS EM DEUS…

- (1) DEVEMOS ORAR – A oração nunca deve ser utilizada como um meio de se constranger Deus a fazer o que não é do Seu agrado. Pelo contrário, deve ser uma forma de expressão da nossa comunhão com a Pessoa de Deus, uma expressão da nossa dependência da Sua autoridade. Quando oramos com confiança, podemos estar certos de que as nossas orações moverão o coração do Deus cuja mão move o mundo. Por sua confiança em Deus:

- (A) Moisés orou e o Senhor abriu o mar Vermelho (Ex 14:15-26);

- (B) Josué orou e o sol se deteve até que obteve vitória sobre seus inimigos (Js 10:12-15); e

- (C) Jesus orou e foi ajudado no mento de tomar a decisão que mudaria o curso de nossas vidas (Lc 22:41-43).

- (2) DEVEMOS DESCANSAR – (Is 50:7-10; 54:10; Sl 37:3-7) – Descansar no Senhor é um privilégio exclusivo daqueles que confiam na veracidade, fidelidade e soberania do conselho de Deus. Não se pode descansar em Deus quando se põe em dúvida as Suas intenções e se questiona o Seu direito divino de fazer o que Lhe agrada

- (3) DEVEMOS ESPERAR – Jr 10:23; Mq 7:7-8; Sl 27:14.

FONTES DE CONSULTA:

1) Comentário Bíblico Broadman – volume 1 – JUERP – Clifton Allen

2) A Bíblia Vida Nova

3) Deixe Deus Guiá-lo Diariamente – Editora e Distribuidora Candeia – Wesley L. Duewel

4) Mil Esboços de Gênesis ao Apocalipse – Editora Evangélica Esperança – Georg Brinke

5) Lições Bíblicas Maturidade Cristã – CPAD – 1º Trimestre de 1992 – Comentarista: Severino Pedro da Silva

6) Chamado a Orar – Obra Missionária Chamada da Meia-Noite – Wim Malgo

7) Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor Corrêa de Andrade

8) Estudo bíblico: “Quando Deus Diz: Espere!” – Ely X. de Barros

9) Estudo Bíblico: “Arrumando a bagunça gerada pela precipitação” – Neuber Lourenço

LIÇÃO Nº 04 – 25/10/2009 – “DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA”

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI – RJ

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

LIÇÃO 04 – DIA 25/10/2009

TÍTULO: “DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA”

TEXTO ÁUREO – I Sm 24:6

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Sm 24:4-8

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e.mail: geluew@yahoo.com.br

Fonte: http://pastorgeraldocarneirofilho.blogspot.com/

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