por Osiel Varela
Lição 07 – CPAD Autor: OsvarelaTexto Áureo: Venerado seja entre todos o matrimonio e o leito sem mácula, porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará. Hb. 13.4.
Leitura Bíblica em Classe:
I Co. 7.1-5,7,10,11
1 ORA, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;
2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.
4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.
5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
6 Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.
7 Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.
8 Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.
9 Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.
10 Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
12 Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
Fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.
INTRODUÇÃO:
Eis uma lição importante extraída da I Epístola do Apóstolo São Paulo aos Corintíos.
T
rata-se de um assunto ou discurso intenso e com colocações que causam estremecimento entre os que o lêem sob uma ótica única, sem consultar o Ensino Geral da Palavra de Deus e suas demais Revelações desde o Gênesis sobre o casamento, ou sobre a relação conjugal.I – a Re-engenharia do casamento nos tempos modernos:
a- Desmistificando o casamento:
O Casamento tem sido questionado nas últimas décadas do século XX e neste princípio do século XXI, como uma formalidade ultrapassada, perdendo a dignidade de coisa sagrada e pilar da sociedade, através de campanhas feministas, mas não femininas; de campanhas de face liberal, mas libertina, levando a dúvida aos corações dos que buscam uma relação duradoura com outra pessoa sob a benção divina, do casamento feliz e abrigador da família.
Novas formas de Casamento:
Casamento descartável;
Casamento com contrato financeiro;
Casamento misto;
Casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Casamento de fachada;
Casamento por problemas diplomáticos: quando um cônjuge precisa casar, com alguém nascido em um país, no qual esta de maneira irregular, através do casamento ele consegue a cidadania.
Qual a fórmula desta re-engenharia de constituir uma família em tempos modernos?
A- Buscando facilitar o relacionamento sem que este seja obrigação, mas seja visto como uma relação aberta, onde os dois lados podem descartar o relacionamento a qualquer momento, sem maiores formalidades ou motivos.
B- Criou-se fórmulas da produção independente de filhos: 1ª- sem que a mulher ou o homem tenham um relacionamento formal, mas apenas como “reprodutores”, conhecidos ou desconhecidos, através do ato entre os interessados; 2ª – quando se busca em bancos de óvulos ou do elemento masculino [espermatozóide], como algo que se compra em super-mercado, sem que o que vai usar o “produto” saiba quem é o doador [gravidez in-vitro ou inseminação artificial]. Não iremos discutir neste ponto, a questão dos casais com problema de fertilidade, pois vemos duas vertentes, uma física ou da área da saúde pública e programas de controle de natalidade, e outra de cunho espiritual a ser discutida. A engenharia genética tem conseguido notáveis avanços na área da reprodução humana.
C- As leis foram modificadas permitindo que a situação de casais agregados após três anos seja considerada uma união estável. Os documentos do governo já reconhecem estes casos, vide a Receita Federal e INSS. Quantos de nós encontramos em nossas igrejas casais que aceitam a Cristo nesta situação e nós os orientamos a regularizar a situação da família, pelos mais variados motivos, seja por que muitos filhos são registrados sem os nomes dos progenitores e não tem estabilidade de um lar consolidado, seja porque em muitos casos, as mulheres, mormente são ameaçadas, a qualquer rusga de serem largadas sem nenhum apoio, pode-se dizer que a lei da direitos a elas, mas na maioria dos casos, as mesmas são pessoas sem conhecimento, ou orientação jurídica para buscar seus direitos e ficam, por vezes, com os filhos sob sua guarda e encargo de toda ordem, estudo, alimentação e carinho.
D- Temos notado e escrito em nossos comentários, sobre a questão da educação sexual para adolescentes, e está comprovado que há um índice elevado de relacionamentos entre jovens adolescentes, que resultam em filhos, mas não na formação de uma família, o que vai pouco a pouco criando uma geração de filhos sem pais, e sem lar desconhecendo o sagrado lado do casamento, pois são poucos os casais que continuam com o relacionamento, transformando-o em um casamento.
II – O ordenamento bíblico do Casamento:
A Bíblia Sagrada ordena segundo as suas Palavras que o Casamento seja indissolúvel, e considera-o entre duas pessoas do mesmo sexo.
Pelo Pai:
Gn. 2. 24. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
I Pe.3.7. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.
Há neste versículo uma revelação espiritual que transcende a questão deste mundo físico remetendo-a ao *mundo espiritual. Leia mais abaixo.
Pelo Filho:
Mt. 19.4. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,
5 E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
6 Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Pelo escritor, Apóstolo Paulo:
I Co. 7.10. Todavia, aos casados mando, *não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.
1Co 7:39 - A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.
Esta indissolubilidade deve ser mantida mesmo quando o casal é formado por partes não pertencentes a mesma fé cristã, uma vez, que uma das partes aceite o Evangelho como viver cristão crendo na Obra da Salvação.
III – Discutindo a tese de Paulo:
I Co. 7.2. Mas…cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
I Co. 7.12. Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
A – Estudando a posição paulina na questão sobre o casamento:
I Co.9.5.Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?
Este versículo utilizado por Paulo na defesa de seu apostolado em I Co.9, permite-nos fazer a seguinte pergunta:
Seria o Apóstolo Paulo casado?
Esta é uma pergunta que tem consumido muitas horas de estudos e muitos cérebros de teólogos de boa capacidade, principalmente sob a luz do texto: “bom seria que o homem não tocasse em mulher”; “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo”.
Esta é uma questão que pode ser utilizada para entender o posicionamento de Paulo acerca do casamento.
Mas, não acho que seja esta a questão básica que Paulo se utilizou para disciplinar o assunto – Casamento – e o ordenamento aos Corintíos pelo Apóstolo em sua Primeira Epístola.
A grande lógica de Paulo aos escrever aos corintíos sobre o casamento era a questão, do desordenamento espiritual que levava de roldão, a doutrina ensinada por Paulo à Igreja localizada na Acaia, de tal forma, que excessos se pronunciavam entre aqueles crentes:
-A prostituição era usual, advinda da prostituição cultual. Vide comentário da lição anterior.
-A desobrigação e a desvalorização da mulher pelos homens, devido as suas práticas da prostituição. O Evangelho valorizou a posição da mulher, contrariamente ao que se dz.
-Mulheres que se tornavam crentes em Cristo queriam desfazer seus matrimônios;
As mesmas queriam deixar as suas obrigações maritais, pela visão que tinham sobre a prostituição e pela ignorância da espiritualização do casamento legal, que só é demonstrada nos Evangelhos;
As mulheres queriam saber de Paulo como se manter santas, se seus maridos eram impuros, perante Deus e elas viviam em novidade de vida, certamente isto estava trazendo problemas nos lares mistos, mulher cristã e marido pagão.
Deixar o lar: observe que Paulo fala em “consente em habitar com ela”, o que denota compartilhar a mesma moradia ou casa, sendo diferente da palavra que a Bíblia utiliza para a conjunção carnal entre marido e mulher, que é em geral utilizada na Bíblia: co-habitar, ou coabitar.
I Pe.3.7. Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento…
Dt. 22.13. Quando um homem tomar mulher e, depois de coabitar com ela…
Pedro corrobora a posição de Paulo:
I Pe.3.1.SEMELHANTEMENTE, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;
IV- A questão da Prostituição:
I Co. 7. 1 ORA, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; 2 Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
A explicação destes dois versículos é outra demanda teológica de grande impacto.
Paulo estaria contra a ordem de Deus, para que o homem tivesse uma mulher: “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só…”, ora, seria uma contradição e a Bíblia não é contraditória.
A expressão de Paulo apenas retrata um instante fotográfico momentâneo da situação de Corinto e da própria condição do Apóstolo que havia [vide abaixo] assumido seu Apostolado, sobre todas as coisas, o seu único assunto era pregar o Evangelho, como uma loucura para gregos e judeus, de tal forma que ele é sofredor, por ter esta visão, sendo não aceito por alguns, injuriado por outros, quase como um escândalo.
“Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.”
Se Paulo fosse contrário ao casamento e desconhecesse as virtudes do mesmo, ele não teria podido ensinar a Timóteo a Tito, à respeito da necessidade do Bispo ser marido de uma só mulher, e no mesmo texto desta lição doutrinar a Igreja de Corinto [O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.] e mais: reconhecer que nem todos podem ter o que ele chama deste “dom” [ mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.], aqui como algo interno e particular, como aqueles que possui habilidades diferentes, uns dos outros em certas áreas da vida. Diz certo arcebispo: “a castidade é um dom, um presente”.
Paulo defendendo seu apostolado [I Co.9. 1 NÃO sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?2 Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos o sou para vós; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.3 Esta é minha defesa para com os que me condenam...Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.] explica a forma de defesa que ele se utilizava para cumprir alguns mandamentos impostos à ele e aos quais ele doutrinava, assim Paulo demonstra as armas que utilizava para abster-se de algumas situações próprias aos homens em relação as questões normais existentes no ser humano como um homem que é um ser completo, com desejos e sentimentos que tentam aflorar na carne.
Logicamente não estamos inserindo neste contexto da vida de Paulo, a questão da prostituição, que a mesma viesse a atacar ao Apóstolo, mas sobre a questão da ação das vontades do corpo humano, no caso de um homem.
A – Paulo deixa claro, em seguida, nos versículos abaixo, que ele:
a-Mantinha uma abstinência;
b-Um celibato;
c-A possibilidade de se tornar um eunuco, não emasculado, mas um homem completo em todos os seus órgãos, porém celibatário na questão da vida em comum com uma mulher.
d-Regrava seu corpo dos desejos, sob uma intensa luta interna, talvez sob o poder da oração, mas sobre tudo sob o poder da graça.
I Co.7.7. Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo;
II CO.12.7. E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar.8 Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim.9 E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.10 Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
e-O Evangelho era a sua mola mestra:
I Co.9. 23. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.24 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.25 E todo aquele que luta de tudo se abstém; 27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.
B – No entanto Paulo reconhecia que a maioria não conseguiria viver como ele e então se tornava necessário:
Primeiro:
Casar em vez de abrasar-se;
Segundo:
Ser marido e mulher de um só;
Ter uma vida sem prostituição, seja ela adultério ou fornicação;
Terceiro:
Dar a devida paga ao parceiro, tanto a esposa como o esposo.
V- A manutenção do estado do casamento:
A vida moderna impingiu várias situações aos homens e mulheres casados.
Várias e novas situações têm trazido aos lares, a dificuldade, que é o rarear do coabitar, ou seja, a privação da vida conjugal íntima, entre o casal, isto tem transtornado relacionamentos antes amáveis e que ao longo dos anos se tornam turbulentos, principalmente quando os pares não entendem a situação uns dos outros, e se atacam mutuamente ou deixam de ter o prazer da companhia um do outro.
Em Corinto e a própria introdução no mundo dos gentios trouxe situações que eram totalmente novas para a Igreja primitiva, e que se perpetuam na Igreja contemporânea, como a mulher cristã e o marido descrente ou vice-versa.
Hoje temos novas situações que aparecem, pois há ocasiões inesperadas, como, quando algum do par se aventura em atividades extra-casamento, trazendo a conscurpação ao leito conjugal, isto quando não trazem em seus corpos atingidos pela concupiscência, as doenças do presente séculos as chamadas DST’s.
Esta é uma realidade de dentro e fora da Igreja moderna como o era na Igreja do Corinto.
Conheçam algumas destas justificativas ou fatos que colaboram para certas situações:
Stress – mal da modernidade;
Trabalho:
Marido e mulher trabalham;
Afastamento por atividades dentro do próprio lar:
Televisão
Internet – um novo e bom instrumento de mídia, de ensino e cultural, mas que também pode separar lares e levar para dentro do lar o adultério ou prostituição virtual.
Serviços do lar: passar, cozinhar, arrumar, filhos, cuidados familiares; alguns de nós, maridos esquecemos que nossas esposas não são nossas empregadas domésticas e desprezamos seus serviços, ou os utilizamos como algo sem valor algum, os considerando “obrigação” da esposa.
Interferências externas:
Parentes;
Visitas;
Sogros
Irmãos;
Despesas
Finanças;
Dívidas.
Fatores ligados à saúde:
Falta de libido;
Fatores hormonais;
Falta de higiene de um dos cônjuges;
Idade diferenciada entre o casal.
Fatores religiosos:
Espiritualidade exarcebada [Jejuns demorados e sem regras; orações sem limites...];
Entendimento errado das Doutrinas sobre a vida conjugal;
Detrimento do casamento em razão da vida espiritual;
Detrimento em razão de muita atividade na Igreja.
Irmãs e irmãos que se dedicam de tal forma as atividades em departamentos da Igreja, que esquecem que devem atender as carências conjugais, seja, do esposo ou da esposa;
Obreiros que viajam muito ou que se dispõem inteiramente ao ministério;
Fatores pessoais:
Muitos usam o casamento como ponto de fuga da autoridade [muitas vezes, tacão dos pais] para sentirem-se livres;
Outros se apaixonam por uma característica particular do futuro cônjuge e quando esta se esvai, leva junto a felicidade conjugal;
Outros vêm no dinheiro do cônjuge ou da família uma condição de uma vida futura, melhor; o que pode ser um engano, como já vi, em muitos casos, e quando descobre a realidade ou se surge uma dificuldade tudo acaba.
Muitos obreiros e membros já me perguntaram qual era o tempo que podiam se aproximar de suas esposas após um período de consagração.
VI – Síndrome das mulheres de Atenas:
Como cantou o poeta popular:
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
A façanha das mulheres de Atenas que, para acabar com um conflito [Guerra do Peloponeso] entre Esparta e Atenas, que poderia exterminar seus maridos, os quais estavam insensíveis aos seus pedidos. Estas mulheres levaram a termo uma greve conjugal.
A peça de Aristófanes foi uma tentativa real de acabar com uma guerra de verdade.
Na verdade trazida, esta situação para dentro do casamento tem efeito oposto, ela trás a guerra, para dentro do casamento, ao invés da paz.
Na época em que foi representada a peça (411 a.C.), Atenas atravessava um período dificílimo da sua história, ainda não refeita do desastre da expedição malograda à Sicília (413 a.C.). Abandonados pelos seus aliados, os atenienses tinham a 24 quilômetros das suas cidades as tropas espartanas. Essa luta fratricida enfraquecia a Grécia toda, pondo-a à mercê dos bárbaros.
Inspirado por um profundo sentimento de patriotismo e humanidade, Aristófanes fez-se porta-voz de todas as esposas e mães gregas e, por intermédio de Lisístrata.
Cansadas duma guerra que já durava 20 anos, as mulheres de Atenas, de Esparta, de Beócia e de Corinto chefiadas pela ateniense Lisístrata, decidiram pôr fim às hostilidades usando de uma táctica pouco ortodoxa: uma greve de sexo. Para melhor conseguir seu objetivo ocuparam a cidade de Atenas – a Acrópole, e tomaram conta do Tesouro. Os maridos não resistirão à greve…
a-A orientação apostólica é clara e cristalina sobre o assunto:
Muitos casais, principalmente noviços, vêm nesta forma de ação, uma arma para poder conquistar, algo que quer do conjuge, e isto acaba sendo uma forma cruel de ultrapassar os limites dados pela Palavra de Deus. I Co. 7.4. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 5 Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
1Co 11: 11 - Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor.
A incontinência deve ser vista como uma ação que, não sendo como a Bíblia ensina ou pelos motivos superiores, como algo danoso que, vai pouco a pouco, minando as colunas e alicerces do casamento, figurativamente é como uma construção sendo deteriorada de fora para dentro, até atingir os rudimentos da relação conjugal, não deixe isto acontecer, é o que Paulo está alertando!
b-Meu conselho depois de décadas de casado:
Assuntos rixosos ou brigas, ou mesmo o que se quer, ou se pode obter do cônjuge, não se resolvem só com base, no leito conjugal, mas na conversa franca e na oração em comum: “não deixe o sol se por sobre a sua ira”.
CONCLUSÃO:
Se nós quisermos manter entre nós, um leito venerado e sem mácula, um casamento feliz e duradouro, ou se alguém desejar ser como Paulo deverá buscar em Deus e pela sua Palavra, sobre todas as condições que deverá cumprir.
Porém, saiba que o casamento é algo instituído por Deus e que nos cremos no casamento como uma instituição legal divina, que só vem para abençoar a vida daqueles que dele se apodera, como benção.
Que não se espere encontrar no casamento nenhum tipo de rusga, ou situação conflituosa, pois o casamento é o encontro, no nível pessoal e espiritual, de vidas com mentes, educação e genes diferentes, e que a conciliação destes fatores será dolorosa ou menos dolorosa ou menos traumática ou sem traumas, dependendo da busca permanente de Deus no seio do casamento.
Ec. 4.9. Melhor é serem dois do que um….Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante…Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.
Fonte:
Lição CPAD – 2º trimestre
Cardeal Juan Luis Cipriani Thorne
A página – ARTIGO 1669
Apontamentos do autor
Bíblia Chamada
Bíblia Plenitude
SÁBADO, MAIO 9
DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE IRMÃOS. – LIÇÃO 06 – CPAD
DEMANDAS JUDICIAIS ENTRE IRMÃOS.
LIÇÃO 06 – CPAD Autor: Osvarela
TEXTO ÁUREO: Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo?Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas. I Co. 6.2
Leitura Bíblica em Classe: I Co. 6.1-9.
I Co. 6.1. OUSA algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?
2 Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?
3 Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
4 Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julga-los os que são de menos estima na igreja?
5 Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?
6 Mas o irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis.
7 Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano?
8 Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos.
9 Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
Verbetes:
Coisas mínimas – comezinhas.
Indignos – sem dignidade ; incapazes.
Meirinho – oficial da corte; oficial de justiça.
Relevar na apresentação da aula:
Pontos a serem considerados no discurso:
Regiões celestiais com Cristo –
EKKLÉSIA – Uma assembléia – tirados para fora com um propósito.
Envergonhar – escândalo
Justiça e injustiça -
Cidadania: terrestre e celestial.
Justiça terrestre -
Justiça divina.
Separação -
Texto devocional: Ef. 2.6: E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
I – Introdução:
A lição em tela tem a finalidade de dispor uma posição ideal sobre eventos entre crentes no seio da Igreja de maneira que os acontecimentos ou dissensões ou entreveros entre a membresia ou mesmo entre o ministério, não seja motivo de escândalo, ou até mesmo motivo de disputa no campo judicial do mundo.
Sob a ótica de Paulo, as pendências no seio da Igreja, deve ser uma demonstração, da soberania alcançada pela Igreja, de tal forma, que os irmãos de Corinto deveriam entender que a Igreja, tem autoridade para resolução destas pendências entre os seus membros.
O discurso de Pulo é antecedido de uma preparação sobre a associação com os ímpios e sobre a questão de julgamento interno.
I Co. 5.12. Porque, que tenho eu em julgar também os que estão fora? Não julgais vós os que estão dentro? 13. Mas Deus julga os que estão de fora.
Assim o Apóstolo Paulo faz a transição para o assunto do litígio entre irmãos.
O contexto da Igreja, à época, era entendido, como um contexto de uma comunidade autônoma, da mesma maneira que a comunidade de Israel, ou seja, Paulo dá a entender, que na Comunidade do Caminho, o sistema interno deveria resolver as questões ou pendências entre irmãos com decisão acatável pelos envolvidos.
Pelo contexto contemporâneo, a situação da Acaia era idêntica aos povos sob o regime romano, submetida ao código romano que julgava as questões de nível penal, em relação a vida dos seus cidadãos, ou seja, as questões comezinhas deveria ser julgada pelos juízes da cidade.
II – Conforme o costume da Lei Mosaica e conforme as Palavras de ordem de Cristo:
Os litigantes de Corinto desprezaram o conhecimento do que a Palavra de Deus orientava.
Considerando-se uma comunidade mista, os de Corinto conheciam os dois lados:
As Escrituras do Antigo Testamento e os ensinos de Jesus Cristo pela boca dos Apóstolos.
Em ambos havia a orientação quanto a decidirem-se as causas internas no interior da comunidade.
Duas testemunhas - Dt. 17.6: Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá.
A- Testemunho Para:
1-Igreja – pelo conjunto de seus membros.
Antes da existência formal da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo aIgreja já era considerada como centro de decisão de disputas entre os seus membros, segundo o próprio pronunciamento de Jesus Cristo.
B- A autoridade eclesial:
A Igreja é um organismo vivo, com poderes dados por Jesus para correção, disciplina de seus membros:
Mt.18.15: Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;16 Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada.17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.
2Co 13:1 - É ESTA a terceira vez que vou ter convosco. Por boca deduas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra.
2-Para o ministério – tendo cuidado com a questão da unção pela imposição das mãos do presbitério [ministério], para acusações de qualquer membro deste corpo hierárquico da Igreja.
Este aspecto foi considerado em muitas ocasiões no AT e no NT “ninguém despreze o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.”;
I Tm.4.9.ss: Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação; Manda estas coisas e ensina-as. Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza. Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.
Até mesmo, para as questões ministeriais, a Igreja deveria ter uma forma justa e diferenciada para a solução de dissensões ou acusações contra os ministros e presbíteros:
1Ti 5: 19 - Não aceites acusação contra o presbítero, senão comduas ou três testemunhas.
III – Compreendendo a existência da Família de DEUS:
Ef. 2:19 - Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, masconcidadãos dos santos, e da família de Deus;
A cidadania da Família da Igreja deveria consolidar as relações sociais e até mesmo cíveis, entre os seus membros.
Era esta a ótica de Paulo ao escrever I Co. 6.1. OUSA algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos, e não perante os santos?
a-O exercício da Piedade:
Os de Corinto desprezaram o ensino exercício da piedade, entre os membros do Corpo de Cristo e isto os levou a exercer o princípio da constituição natural, ou seja, do juízo do mundo.
1Tm. 4.8 - Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
Na lição 05 ministramos sobre a piedade, era isto o que Paulo esperava dos irmãos de Corinto: PIEDADE, UNS PARA COM OS OUTROS.
A Igreja de Corinto estava dividida demais, “espiritualizada” demais para poder ouvir e realizar o culto racional, ou seja, o culto inteligente, quando todos espiritualizam tudo, todas as coisas se tornam difícil de resolver, pois falta o raciocínio lógico.
1Tm 5:8 - Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.
b-A falta da inteligência no culto:
Utilizo o vocábulo culto, como algo superior a uma reunião de adoração, louvor e com liturgia própria, Culto aqui tem o significado do servir a Deus integralmente, não só nas casas ou, templo, é uma forma de vida do crente.
Rm. 12.1,2. Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo…
O que ocorre aqui neste texto, nada é do que a demasiada “espiritualização” de segmentos da Igreja, que parecem extremamente espirituais, mas quando há algum prejuízo para si, numa relação entre irmãos, ele esquece que faz parte do corpo de Cristo e já parte para os usos e costumes, de quando eram cidadãos só do mundo, as quais ele tem conhecimento e à mão, seja a justiça dos homens, seja a própria ação física, seja o uso da malícia, da difamação, sobre aquele que lhe prejudicou.
Este texto escrito pelo Apóstolo Paulo tem, no grego, o significado advindo de esquema:
suschematizo – conformar-se com o estilo do mundo; usar o esquema do mundo.
Foi o que ocorreu em Corinto, a “espiritualização demasiada” tirou o tirocínio dos seus membros e eles usaram o esquema do mundo, que é inferior ao modo de agir da Igreja.
Conformaram-se, ou seja, entraram e usaram do esquema do mundo para resolver os litígios entre si.
Já vi casos em que crentes se envolveram em escândalos entre si, por problemas familiares, ocorridos após o casamento dos filhos e as famílias entraram em tal desavença, que ficaram e estão irreconciliáveis até aos dias de hoje [espero, que ao escrever estas linhas, o litígio já tenha acabado, Jesus vem...].
IV – Situando o problema e sua solução:
a – Primeiro ponto:
Vs.4 Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida…
O assunto – Negócios – a ser tratado deveria estar situado na esfera da:
Igreja – ekklésia
b – Segundo ponto:
Deveria ser resolvido internamente, sob a ótica do ensino paulino.
c- Terceiro ponto:
Era uma falta que demonstrava desconhecimento, desunião, intriga e falta de desapego e desunião.
vs.7 Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros.
Era uma falta a ocorrência de demandas entre irmãos.
d-Quarto ponto:
Era uma denotação da falta do conhecimento do espírito de comunhão e desconhecimento quanto ao discernir o Corpo de Cristo.
A primazia alcançada pelos membros do corpo da Igreja em poderio sobre as questões deste mundo, baseado na importância alcançado numa esfera além da física, mas agora na esfera mística superior em Cristo.
e-Quinto ponto:
Os assuntos inerentes a membresia não deveria ser assunto à ser julgado, por aqueles, que não possuíam espiritualmente, a mesma revelação da Igreja, portanto, a sabedoria ser utilizada deveria ser a verdadeira sabedoria e não a sabedoria humana, além de exteriorizar os problemas internos, dos santos, causando escândalo, para aqueles que deveriam ser alcançados pela Obra da salvação.
Vs.9 Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
V – Havia falta de homens sábios entre os membros da Igreja de Corinto?
I Co. 6. 5. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?
As demandas internas da Igreja devem ser expostas e julgadas pelo mundo?
Tipos de demandas:
Assuntos pessoais;
Difamações;
Calúnia;
Brigas;
Porfias por cargos;
Dívidas entre irmãos.
1-Por que os membros de Corinto estavam agindo desta maneira?
Voltamos à questão da divisão da Igreja de Corinto. A divisão interna, em lideranças aceita por uma parte e não por outras, criou uma dificuldade sobre o julgamento das causas internas, não havia isenção, pelo menos na mente dos corintíos, de tal forma, que não viam à quem pudessem entregar suas causas, mesmo que fosse aos líderes da Igreja, para poder julgá-las internamente. Os de Corinto não possuíam discernimento, ou este estava ampanado pela divisão que grassava no Igreja.
I Co. 10.17. porque sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participam do mesmo pão.
I Co. 11.29. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.
2-Faltos de misericórdia:
A Igreja em Corinto, não só os litigantes demonstraram que não possuíam misericórdia ou não a exercitaram. Deixaram o problema transcender, ao perdão, ao discernimento, até mesmo aos membros do ministério local, demonstrando total falta de compaixão, com a Igreja de Cristo.
Ef. 4:32 - Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
VI – Paulo e os ensinos de Cristo sobre demandas entre aos que compõe a Igreja:
Perder em Cristo é ganhar!
Cristo está sempre presente em todos os atos de relacionamento, independente do que for, desde que seja reunidos em Seu Nome, entre os que formam a SUA Igreja.
Mt.18.5.ss: E qualquer que receber em meu nome…a mim me recebe….qualquer que escandalizar um destes pequeninos…é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno. Vede, não desprezeis algum destes pequeninos…Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
1- A dignidade da Igreja:
Paulo se mostra estupefato com o ocorrido no seio da Igreja de Corinto, pois eles desprezaram e diminuíram a posição da Igreja de Cristo, que tem a sabedoria do Espírito e vai julgar o mundo e os anjos, como não poderiam julgar uma simples questão secular de negócio entre irmãos.
Veja como as questões simples ou negociações em nosso meio podem levar a Igreja a passar situações de vergonha e escândalo entre os infiéis, por causa, de uma disputa interna, temos visto isto ocorrer.
Queira Deus que isto seja extirpado de nosso meio urgentemente, quem acha que perdeu, ou sofreu dano, se contente com as perdas em detrimento pessoal, mas nunca em detrimento da imagem da Igreja, e que o tal peça graças a Deus, para lhe dar outra oportunidade, aguardando o tempo do Senhor.
I Co. 6.2 Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?
3 Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?
4 Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julga-los os que são de menos estima na igreja?
EKKLÉSIA – Uma assembléia – tirados para fora com um propósito.
A própria definição do conceito eclesiástico, ou da Igreja é de um grupo tirado pra fora de uma cidade[o mundo], para formarem a assembléia – A Assembléia dos Santos, e isto foi esquecido, neste evento entre irmãos, PELOS DE Corinto.
A existência de litígio entre irmãos seria até aceitável, desde que um estivesse disposto a perdoar o outro.
O que assusta o Apóstolo Paulo foi a condução dada para resolução do problema, levando-o para fora do contexto da Igreja.
2- Isto, para Paulo maculava a Igreja como Corpo de Cristo:
2Co 11:3 - Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva coma sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.
Porque significava uma derrota flagrante da Igreja para o mundo dominado por satanás, pelo mundo dominado pelo império parasita do mal.
O mundo parasita do mal conseguia colocar no seio da Igreja, seus tentáculos e retirar forças da Igreja que se alimenta da:
a – Comunhão dos Santos, como Paulo abre a I Epístola aos Coríntios: 1.9. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor.
b – Da União dos seus membros;
c – Da força do conjunto da Igreja, como Corpo:
I Co.12. 14.ss. Porque também o corpo não é um membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo. E se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixará de ser do corpo. Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.
d-Da Aliança da Igreja com Cristo como corpo: este estava separado e um corpo que tem um dos membros separados tem deficiências para realizar suas atividades mais rotineiras e simples.
A posição de Paulo sobre levar o assunto para juízes ímpios:
Creio que os litigantes levaram como costume da época, as suas diferenças ou demandas aos juízes da cidade ou conselho de juízes da cidade [não quero me alongar sobre isto], que eram homens ímpios, conforme depreendemos, nas Escrituras paulinas.
Ora, a busca da justiça seria um erro?
Seria desaconselhável buscarmos a justiça em casos parecidos, nos dias de hoje?
Fica aqui a pergunta.
VII – Prossigamos:
O que Paulo quer ensinar é que a Igreja é um lugar de convivência pacífica e que todos que nela estão participando deveriam:
1-Ter uma vida honesta:
Fp. 4. 8. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
2-Ter uma convivência em união:
Eles eram considerados por Paulo santos, não só considerados mais santificados pela Palavra pregada.
Procurei usar um versículo da própria Epístola para demonstrar o conhecimento dos coríntios sobre a questão da comunhão dos santos.
I Co.1. 2, 9, 10. à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso… pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.
3-Serem participantes do Corpo de Cristo:
I Co. 10.17. porque sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participam do mesmo pão.
Por isto o julgamento interno dos crentes em Cristo era uma expressão da comunhão com Deus e só a Igreja deveria julgar os seus problemas, os problemas com os ímpios Deus os julgaria, leia o que Paulo diz no capítulo imediatamente anterior, ou seja, no contexto próximo do assunto.
I Co. 5. 9.ss. Já por carta vos escrevi que não vos comunicásseis com os que se prostituem; com isso não me referia à comunicação em geral com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais. Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro? Mas Deus julga os que estão de fora.
Há uma alusão de um ensino anterior sobre o julgamento das causas internas da Igreja:
Paulo parece querer dizer: “Ora, vocês já sabem como se deve julgar os que são da Igreja”.
“Não julgais vós os que estão de dentro?”.
VIII – A questão e posição de cada irmão litigante:
I Co. 10. 11. Ninguém busque o seu próprio proveito, antes cada um o que é de outrem.
1- O que foi ou se sentiu prejudicado:
Levou o assunto aos juízes ímpios, desprezando o ensino existente, por pressuposto do versículo 12, acima.
Mas, isto parece não ser a maior preocupação de Paulo.
A grande preocupação é que eles demonstraram uma falta do conhecimento, da sua condição superior, como Igreja, em relação aos ímpios juízes a quem levaram suas causas.
Eles que conheciam as palavras de Jesus Cristo, antes mesmo da instituição da Igreja, como vemos em Atos dos Apóstolos, Jesus Cristo já antevia estas questões, que a Igreja fundada sobre o seu nome encontraria, pois ela continuaria na Terra, como Paulo, aprendiz excelente de Cristo, também confirma com suas palavras [vide texto acima]: “com isso não me referia à comunicação em geral com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo”.
Mt. 18. 15. Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; 16 Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. 17 E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. 18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
João 20. 23. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.
Nestas palavras de Jesus Cristo percebemos que há instancias a serem cumpridas até o cristão levar o irmão, aos juízes deste mundo.
No foco do Senhor Jesus até chegar ao juiz ainda há tempo para se acertar qualquer litígio:
A – O litígio impede o culto ou oferta oferecida a Deus.
Mt. 5. 23. Portanto, se estiveres apresentando a tua oferta no altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai conciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem apresentar a tua oferta. Concilia-te depressa com o teu adversário
Lc.12. 58. Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado,procura fazer as pazes com ele no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te lance na prisão…
1-Primeira instancia:
Relação inter pessoal – o prejudicado e o que o lhe prejudicou.
No nível de relacionamento pessoal e civilizado e com educação:
Vs.15. Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão.
Neste nível tratamos o assunto do litígio, somente entre as partes interessadas, sem envolvimento de terceiros ou da membresia da Igreja, uma vez acertado, os dois lados se perdoam e se dá o assunto por encerrado.
2-Segunda instancia:
O uso de testemunhas.
Uma vez esgotada a tentativa de conciliação [este é um assunto para o amigo Pr. Dr. Caramuru] passasse, à estância de um conselho entre irmãos.
O assunto está ainda sob controle dos envolvidos e dos conselheiros, que devem ser gente de qualificação moral, e espiritual dentro do seio da Igreja.
Vs.16 Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada.
Isto é o assunto será confirmado entre um grupo pequeno e se for acertado a comunidade não será atingida pelo problema.
3-Terceira instancia:
A Igreja como Corpo de Cristo tem autoridade suficiente para resolução de problemas entre os seus membros, em qualquer esfera.
Aguarde para entender esta frase, continue lendo.
Jesus Cristo deu do seu Poder à Sua Igreja:
Atos dos Apóstolos 1.8. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.
a – Em primeiro lugar:
Este poder pode ser entendido como o poder do Espírito Santo.
b – Em segundo lugar:
Como Igreja, em consonância com o texto de Mt.18, Ela tem o poder e autoridade de decidir o que deve fazer sobre qualquer assunto interno, com a anuência do próprio Jesus Cristo: “vs.18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordaremacerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.20 Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”.
4-Quarta instancia:
Fico feliz em poder compartilhar com os leitores sobre a beleza da Bíblia Sagrada que não deixa dúvida alguma sobre seus textos, e a regra áurea é atendida: “a Bíblia explica a própria Bíblia”, nunca há contradição entre seus textos.
Veja o que Jesus Cristo diz sobre a quarta estância de julgamento de um litígio entre irmãos.
Jesus Cristo: Vs. 17 E, se não as escutar…se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.
5- Apóstolo Paulo: I Co.5.11. Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador…12 Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro?13 Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai esse iníquo do meio de vós.
Esta é a última estância de resolução de uma pendência entre irmãos no seio da Igreja.
A partir deste instante o caso vai mudar da esfera espiritual para a esfera cível ou humana, pois alguém entre os litigantes, já não faz mais parte do corpo de Cristo, isto é, não faz mais parte da Sua Igreja!
IX – Solução bíblica:
Jesus ensinado os seus discípulos a orar deu a solução quanto a prática do perdão:
Mt.6. 12.ss. e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nóstambém temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal….Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampoucovosso Pai perdoará vossas ofensas.
Lc.17.3. Tende cuidado de vós mesmos; se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe.
A – A questão e posição de cada irmão litigante:
Nota: Quando colocamos, prejudicado ou o que prejudicou, estamos realizando um exercício, para poder dar maior ênfase ao assunto.
Rom 15:5 - Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.
1- O que foi ou se sentiu prejudicado:
II- O que prejudicou:
O que prejudicou, na realidade deve ser entendido como parte do problema e solução; e dele deveria partir a solução do problema, pelas condições, de:
1-A lição do arrependimento:
Lc.17.4. Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me…
Rom 6:4 - De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
Se ele tivesse demonstrado arrependimento seria e deveria ser perdoado, mas a Igreja de Corinto estava na situação descrita acima, carnalizada em ações entre irmãos, sem comunhão, por deixar se estabelecer em seu seio a Divisão, mal que tem atingido muitas Igrejas e Ministérios causando males terríveis ao Povo de Deus.
Devemos nos colocar sempre na posição de que a resolução de qualquer litígio está ao nosso alcance, conforme nos orienta a Palavra de Deus.
Conclusão:
O assunto é extenso, mas nos fica a lição sobre o proceder como membros do Corpo de Cristo.
Como proceder sob a ótica espiritual que é superior a ótica carnal.
Como proceder sob a ótica da Revelação superior da Igreja sobre os assuntos deste mundo.
Devemos valorizar a Igreja como algo divino, situado no mundo, por um pouco de tempo, superior a tudo desta Terra, em todas as instancias desta vida, Ela é [ou deve ser] o paradigma das relações humanas para o mundo, por isto nos chamamos de IRMÃOS, o próprio Cristo nos fez irmãos, não só D’Ele, mas de toda a Igreja Universal.
E que devemos sempre procurar a conciliação por comermos do mesmo PÃO – Jesus Cristo.
Mt. 16.18. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado nos céus.
Fonte:
Bíblia Plenitude
Bíblia Chamada
Bíblia digital cortesia Tio Sam.
Dicionário Aurélio
Apontamentos do autor
Lição 06 – CPAD.
SEXTA-FEIRA, MAIO 1
A IMORALIDADE EM CORINTO – LIÇÃO 05 – CPAD
A IMORALIDADE EM CORINTO
Lição 05 – CPAD Autor: Osvarela
Texto Áureo: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”. I Co. 6.20
Leitura bíblica em classe:I Co. 5.1-6;9-11.
Verdade Prática:O repúdio ao pecado é uma reação natural da Igreja como Corpo de Cristo, assim como o livrar-se de um vírus o é para o corpo físico.
“A questão da moralidade de um povo passa necessariamente, pela questão religiosa, pela teogonia ou pelas crenças deste povo”.Osvarela.
Fundamentos e referencias na Primeira epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios:
O dever de purificar a igreja – 5.1 a 6.20.
o Da imoralidade – 5.1-13; 6.9-20.
o A liberdade e o amor (liberdade com responsabilidade – nos cultos pagãos havia e a imoralidade, sem regras) – 8.1-13.
o Os alimentos sacrificados aos ídolos. – 2.1-16.
o Sabedoria humana x sabedoria divina.
o Imoralidade e a Divisão: imaturidade e carnalidade – 3.1-4.
Verbetes:
Argumento ontológico:- extraído do próprio ser do homem.
Teontologia – é o estudo do ser de Deus, a partir da revelação que ele faz de si mesmo.
Teogonia - em grego, ???????? [theos, deus + genea, origem;doutrina sobre a origem dos deuses e, quase sempre, a origem do mundo. É um conjunto de DEIDADES que formam a mitologia de um povo;
Imiscuir - intrometer
Ontologia – filosofia que trata do ser, como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Adj.Ontológico.
Cosmogonia – narrativa ou doutrina da origem ou formação do universo conhecido, que cada povo, ou cultura, tem em sua cultura.
Cosmologia – doutrina a respeito dos princípios que governam o universo., conforme o entendimento de cada povo ou cultura
Era – ponto determinado do tempo, que se toma por base para contagem dos anos; Época.
Érebo - Erebus era a personificação da escuridão; precisamente o criador das Trevas; ou Érebo nasceu com a Noite, e era o pai de Éter (a mais pura atmosfera) e Hêmera (Dia). A mitologia também descreve Érebo como a Região Infernal abaixo da terra.
Gnose – conhecimento esotérico da divindade.
Gnosticismo – ecletismo que visa conciliar todas as religiões por meio da gnose.
Sarx – carne, no sentido da substancia do corpo do ser humano; espiritualizando: a natureza mais baixa de uma pessoa, o lugar, [ou sede de onde provem], de desejos pecaminosos.
Pornéia – uso literal: relação íntima ilícita, incluindo prostituição, devassidão, incesto, libertinagem, adultério, imoralidade habitual. A palavra descreve tanto, a imoralidade física, quanto a espiritual [uso no sentido metafórico], significando a idolatria.
I – Introdução:
Ao ler a Lição deste domingo, sobre a imoralidade em Corinto, despertou-me a atenção a questão do contexto histórico e cosmopolita que cercava a Igreja de Corinto.
Este contexto que o Apóstolo Paulo, bem conhecia era voltado para as práticas cultuais e religiosas sob a filosofia helênica, aqui filosofia como um conteúdo, ou caldo cultural, que o próprio Paulo experimentara no Areópago.
ATOS DOS Apóstolos 17.21.ss: Ora, todos os atenienses, como também os estrangeiros que ali residiam, de nenhuma outra coisa se ocupavam senão de contar ou de ouvir a última novidade. Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos;
Veja que Paulo consegue distinguir, seja por sua própria origem cultural, aos pés de Gamaliel, seja pela oportunidade que se lhe apresentava para falar de Deus aos atenienses, o que era característica de seu ministério, ou seja, falar de Cristo, a tempo ou fora de tempo.
Com a frase final do versículo 22 Paulo nos dá a medida exata do que queremos ensinar através deste comentário.
a- A religiosidade helênica era embasada: sobre mitos, e elementos místicos superiores.
Ou seja, na formação do Panteão de deuses gregos, a interação entre os deuses era de toda a ordem:
Vingativa;
Criativa;
Destrutiva;
Permissiva;
Traições;
Concessão ou retirada de poderes.
b- A religiosidade helênica e os padrões morais de Corinto.
Somos seres morais bem como sociais.
I Co.15. 33. Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.
“As circunstâncias conforme as quais ingressamos neste mundo e as inclinações que já trazemos desde o berço, conjugam-se de tal maneira que o estabelecimento da sociedade humana torna-se uma necessidade”.
“As aves ajuntam-se em revoadas, as abelhas em enxames; os instintos foram adaptados às relações sociais que as espécies estabelecem”.
“Para os seres humanos, que vivem em sociedade, os princípios morais são indispensáveis. Se cada membro da sociedade dos homens visse banidas as restrições que a sua própria consciência e o senso moral da comunidade lhe impõem, a terra ficaria desolada, ou tornar-se-ia um inferno”.
Isto é fundamental na doutrina paulina, como encontrado na Epístola aos Romanos.
c- Argumento ontológico:- extraído do próprio ser do homem. Todo homem tem em si aquilo que os teólogos chamam de “senso de Deus” (sensus divinitatis), isto é, a consciência de que deve existir alguém maior do que ele e do que todas as coisas.
Rm. 2. 14.ss. (porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os), no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho.
Judas ainda fala, corroborando Paulo, ao escrever sua Epístola Universal: 10. Estes, porém, blasfemam de tudo o que não entendem;e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais, mesmo nisso se corrompem.
d- A Educação, ensino e libertinagem que permeava a sociedade de Corinto:
Além de serem educadas através dos mitos, as famílias aristocráticas da Grécia, assim como os reis, e outras categorias profissionais, como os médicos, possuíam a tradição de se ligarem genealógicamente a antepassados míticos, geralmente divinos, ou até mesmo heróicos.
Leia o texto bíblico:
I Co.15.29. De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?
Atos 19. 35.ss. Havendo o escrivão conseguido apaziguar a turba, disse: Varões efésios, que homem há que não saiba que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu de Júpiter?
e- Os cultos individuais e das classes:
A liturgia dos “cultos aos deuses”, pela permissividade, que em Corinto se realizavam no templo de Afrodite, ou seja, mulheres estabelecidas no templo faziam parte do ritual, com práticas carnais.
Os comerciantes, em outras regiões helênicas, também cultuavam deuses, como Hermes, numa tentativa de deixá-lo satisfeito, e assim conseguir bons resultados em suas vendas ou como no texto acima – Atos 19.35.
Além de serem habituados aos sacrifícios de animais e às orações, os gregos antigos adotavam um deus particular ou um grupo deles para sua cidade, e os cidadãos construíam templos e o(s) venerava(m).
Essas cidades não possuíam qualquer organização religiosa oficial, mas honravam os deuses em lugares determinados, como Apolo exclusivamente em Delfos.
II – Concepções greco-romanas:
O mito era o coração da sociedade grega antiga;
Os gregos, crentes nas histórias e nas narrativas dos poetas, estabeleceram rituais, processos, sistemas, cultos e práticas cada vez mais fundamentadas nessas lendas heróicas, para eles, divinas e humanas.
A história mitológica do mundo pode ser dividida em 3 ou 4 grandes períodos:
1. Mito da origem ou da era dos deuses: é a teogonia, o nascimento dos deuses, o mito sobre a origem do planeta, dos deuses e da raça humana.
2. Era em que os homens e os deuses se mesclam livremente: histórias das primeiras interações entre deuses, semi-deuses e mortais juntos.
3. Era dos heróis (era heróica), onde a atividade divina ficou mais limitada. As últimas e maiores lendas heróicas são da Guerra de Tróia e suas consequências (consideradas por alguns investigadores como um quarto período separado).
Em Antiquitates Rerum Divinarum o escritor Varrão (mas, tem inferência na obra De Civitate Dei, de Agostinho, conserva seu foco), argumenta que, o homem supersticioso teme os deuses.
Em sua obra, ele admitia três tipos de deuses:
- Os deuses da natureza: personificações de fenômenos como a chuva e o fogo;
- Os deuses dos poetas: inventados pelos bardos sem escrúpulos para incitar as paixões;
- Os deuses da cidade: inventados pelos sábios legisladores para iluminar e acalmar a população.
Através dos mitos, e de outros aspectos de sua cultura, aos gregos antigos são creditadas muitas contribuições ao mundo Ocidental de hoje, dentre as quais:
• o desenvolvimento harmonioso do corpo e da mente humana; “mens sana in corpore sano”
• a cidade autônoma [a Urbis];
• a concepção da arte [o belo];
• a especulação filosófica [a atividade científica, iniciada no pensamento filosófico].
Teologia: Nos termos modernos, os antigos gregos não tinham nada que se pudesse chamar de teologia sistematizada.A arte, a literatura e até a arquitetura desse tempo abundava de imagens e descrições de deuses e heróis gregos.
Concepção de um templo grego, onde se reverenciava os deuses: muitas dessas obras arquitetônicas da Grécia ainda estão preservadas no território do país.
Embora muitas vezes confundida com a religião, a mitologia grega é um conjunto de crenças enraizadas em relatos fictícios e imaginários, enquanto que essa outra envolve rituais dentro de procedimentos com a finalidade de estabelecer vínculos com a espiritualidade. Enquanto que, na mitologia os gregos acreditavam que todas as coisas aparentemente inexplicáveis eram fruto das ações divinas de seres que ninguém era capaz de ver, ou então obra de heróis do passado, a religião, para o homem da Grécia antiga, consistia em cultos aos deuses do Olimpo, realizados em templos, é possível concluir que a mitologia dos gregos antigos é o conjunto das histórias fabulosas dos heróis e dos deuses (constituindo toda uma literatura da Grécia), enquanto que a sua religião é, basicamente, os cultos e rituais que a constituem, sob a finalidade de estabelecer vínculos com as divindades da mitologia.
Era esta parafernália cultural-filosófica que atingiu a Igreja de Corinto.
A obra Teogonia de Hesíodo providencia-nos um mito da criação politeísta e uma ampla genealogia dos deuses gregos.
Na tardia história da religião clássica, os neoplatonistas inclusive o imperador romano Juliano, o Apóstata, tentaram organizar as religiões clássicas num sistema de crença uniforme ao qual deram o nome de Hellênismos.
Juliano também tentou organizar os cultos helenistas e gregos numa hierarquia que se assemelhasse à do cristianismo. Estes esforços não tiveram grande resultado.
Finalmente, o culto público da religião grega foi considerado ilegal pelo imperador Teodósio I sendo também reforçado pelos seus sucessores.
A religião grega, estigmatizada como paganismo, a religião do povo rural (pagani), sobreviveu somente nas zonas rurais e tendo sido absorvida em ritos e rituais cristianizados.
A – A falácia que queria engodar aos Corintos:
Os gregos representavam a alma humana como uma borboleta, como meio de dar-lhe o significado simbólico de transformação, e da passagem da vida corpórea para a vida espiritual.
Assim, como o cristianismo utilizou-se das figuras do pavão, do pelicano, do peixe, para identificação entre seus membros açoitados pela perseguição.
Eram estas coisas da aparente Sabedoria carnal, que permeava a Igreja de Corinto e traziam em seu bojo a porta aberta à imoralidade, claro que não a todas as famílias, mas a grande parte da Igreja.
A – a -Todo homem tem em si aquilo que os teólogos chamam de “senso de Deus” (sensus divinitatis), isto é, a consciência de que deve existir alguém maior do que ele e do que todas as coisas.
Rm.1. 19,20. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis;
B-A compreensão da vida dos deuses do panteão grego:
Era uma compreensão Teogonica eivada, de um mundo vicioso e imoral, sob o ponto de vista bíblico, e pernicioso, com um viés de concupiscência, que era aceita pelo paganismo grego.
a- Leia o trecho sobre o comportamento dos deuses gregos e respectivo modelo contemporâneo no nosso meio cristão-evangélico:
Além de provocar uma identificação cosmogonica, com pontos de certa similar, com a dos cristãos, dela provinha o vínculo cultural dos gregos cristãos.
Como hoje muitos crentes se expressam com ditos, como:
“vixe” – de virgem nossa
“nossa” – de nossa senhora
“credo” – de cruz credo
Quando chove muitos dizem: “São Pedro abriu as torneiras dos céus”.
Vícios da cultura impingida aos brasileiros, sejam índios, afros-descendentes ou descendentes de europeus, que estão inculcados no sub-consciente do homem brasileiro, mesmo dos cristãos evangélicos.
C-Entenda os pontos pelos quais a Igreja de Corinto sofria pesados ataques em suas convicções, através do pensamento e cultos helenistas:
C-a-Voltando a questão filosófica helênica encontramos:
O pensamento antigo grego considerava a teogonia que engloba a cosmogonia e a cosmologia, como o protótipo do gênero poético e lhe atribuía poderes quase mágicos.
Alguns estudiosos, como Gregory Nagy, consideram que os hinos homéricos são simples prelúdios, se comparado com a Teogonia, onde cada hino invoca um deus.
Além de a religião ter sido praticada através de festivais, nela se acreditava que os deuses interferiam diretamente nos assuntos humanos e que era necessário acalmá-los por meio de sacrifícios.
C – b – Os gregos, frequentemente, encontravam desígnios dos deuses em muitas características da natureza.
Os advinhos, por exemplo, acreditavam haver mensagens divinascontidas no vôo das aves e nos sonhos.
I Co.14. 23. Se, pois, toda a igreja se reunir num mesmo lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão porventura que estais loucos? 33 porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. 37 Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.
38 Mas, se alguém ignora isto, ele é ignorado.
39 Portanto, irmãos, procurai com zelo o profetizar, e não proibais o falar em línguas.
40 Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.
Nas cidades, os oráculos — locais sagrados — eram usados por um sacerdote que, tomado por êxtase ou loucura divina, servia de intermédio entre o diálogo de um fiel e seu deus de adoração.
Portanto, é possível concluir que a mitologia dos gregos antigos é o conjunto das histórias fabulosas dos heróis e dos deuses (constituindo toda uma literatura da Grécia), enquanto que a sua religião é, basicamente, os culto e rituais que a constituem, sob a finalidade de estabelecer vínculos com as divindades da mitologia.
Veja como a doutrina cosmogonica helênica tenta em alguns pontos ser próxima da Verdadeira Criação do Universo, conforme cremos sob a Luz da Palavra de Deus:
Leia o texto, abaixo, compilado:
Era isto que de certo modo ainda pairava no sub-consciente de alguns membros da Igreja de Corinto.
“A Teogonia de Hesíodo, onde tudo se inicia com o Caos: o vazio primitivo e escuro que precede toda a existência.
Dele, surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais:
Eros (atração amorosa);
Tártaro (escuridão primeva)
Érebo - Erebus era a personificação da escuridão
Da união entre Gaia e Urano, nasceram primeiramente os Titãs: seis homens e seis mulheres (Oceano, Céos, Créos, Hiperião, Jápeto, Téia e Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos); e logo os Ciclopes de um só olho e os Hecatônquiros (ou Centimanos).
Cronos, “o mais jovem, de pensamentos tortuosos e o mais terrível dos filhos”, mutilou o seu pai com uma foice produzida das entranhas da mãe Gaia e lançou seu órgão reprodutor no mar.
Sem a interferência do pai, Cronos tornou-se o rei dos deuses com sua irmã e esposa Reia como cônjuge e os outros Titãs como sua corte”.
O que queremos demonstrar é:
Na formação do Panteão de deuses gregos, a interação entre os deuses era de toda a ordem:
Os deuses gregos, embora “poderosos” e “dignos” de homenagens como as que seus adoradores e pensadores os presenteavam, eram essencialmente humanos (praticavam violência, possuíam ciúme, cólera, ódio e inveja, tinham grandezas e fraquezas humanas).
Vingativa;
Criativa;
Destrutiva;
Permissiva;
Traições;
Concessão ou retirada de poderes.
A relação entre estes deuses era altamente permissiva.
III – A cidade de Corinto era corrompida por algumas razões:
Os motivos da vida desregrada em Corinto são mostrados, elencados, abaixo:
a- Pela sua abertura a novas idéias
A Razão Moral
Embora Corinto fosse uma cidade acentuadamente intelectual, era ao mesmo tempo profundamente depravada moralmente.Talvez, Corinto tenha ganhado a fama de ser uma das cidades mais depravadas da história antiga. A palavra “korinthiazesthai”, viver como um coríntio, chegou a ser parte do idioma grego, e significava viver bêbado e na corrupção moral.
O fato de ser cidade portuária contribuía para que uma série de problemas se estabelecesse.
Muitos viajantes que por ali passavam se entregavam à prostituição e à prática de outros delitos.
O fato de estarem de passagem criava uma sensação de impunidade, o que de fato se concretizava normalmente. Estes e outros fatores contribuíam para uma corrupção generalizada na cidade.
b- A cultura da cidade de Corinto misturava religião e imoralidade.
A liturgia dos “cultos” pagãos, e suas oferendas passava, pelas permissividades nos seus templos, sendo que em Corinto, o templo de Afrodite, chegava a ter cerca de mil prostitutas cultuais, ou seja, estas mulheres estabelecidas no templo faziam parte com suas práticas sensuais e carnais, dos cultos aos deuses.
E essa forma de vida adentrou na Igreja.
Além disso, a vida passada (6.9-11) de muitos daqueles irmãos constituía um ponto fraco, motivo pelo qual alguns (ou muitos?) se deixaram levar pelos pecados sexuais.
I Co.6.9.ss. Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.
Paulo deixa bem claro que essa mistura não poderia existir dentro da igreja.
A verdade da Epístola Paulina continua vigindo em nossos dias, mas muitos querem ser ensinadores de novas “revelações”, de novos modos de entender a santificação do homem, excetuando algumas práticas permissivas ou as ignorando ou as permitindo acessar o arraial do povo de Deus.
c- O padrão de religiosidade da cidade não servia para os cristãos.
O caso mais grave está relatado nos capítulos de I Cor.5.1:Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade, imoralidade que nem mesmo entre os gentios se vê, a ponto de haver quem vive com a mulher de seu pai.
A carnalidade que Paulo destaca era o ponto de fraqueza na Igreja de Corinto.
Além disso, freqüentar uma reunião cristã lá, havia se tornado algo insuportável até para Paulo, posto que os cultos estavam carregados das espiritualidades pagãs que os cercavam.
Também leiamos:
Paulo defende a Família:
Em contraposição aos fatos que vemos hoje, entre nós evangélicos, como em alguns casos, Paulo doutrina a Igreja de Corinto sobre a monogamia, como antevendo os nossos dias em que já há encontra certa facilidade para se trocar de mulher ou de marido, sem que isto traga constrangimento algum e impedimento ministerial, aos que assim procedem.
Logicamente com as devidas proporções de casos e dos números ainda relativamente pequenos, mas que já querem criar uma doutrina própria para estas eventuais práticas.
Eis aí uma porta aberta para a Imoralidade no seio da Igreja.
I Co. 6.15-18; [7. 1, 2. Ora...que o homem não tocasse em mulher; mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido].
A Imoralidade é contrária, a relação sadia entre marido e mulher, entre homens e mulheres:
A imoralidade de Corinto acabava por desvalorizar o casamento.
Por isso, Paulo lhes dá diversas orientações no sentido de que o casamento fosse visto como uma instituição divina. Embora o apóstolo afirme que é melhor estar solteiro para servir a Deus, ele também deixa claro seu conselho no sentido de que os casados não se separem. O casamento é colocado na doutrina paulina, como um importante antídoto contra a imoralidade, contra a fornicação.
d- O problema sexual deturpava também o conceito de amor.
Afrodite era considerada a deusa do amor e este possuía uma conotação principalmente sexual.
Desse contexto grego vem a palavra “erotismo” [vide contexto do comentário], que é derivada do nome “Eros”, um deus da mitologia.
Paulo ensina a verdadeira relação de amor, formando um conceito cristão a respeito do amor, mostrando o que ele é e o que ele não é, seja entre irmãos ou entre casais.
Paulo parece preocupado com essa questão quando dedica o capítulo 13 ao amor, muito embora neste hino seja sempre e corretamente entendido como o Ágape, no entretanto nos abre caminho para entender as formas de amor sob as óticas bíblicas, inclusive o amor conjugal.
IV- A idolatria de Corinto e a Imoralidade cultual:
A idolatria fazia parte da cultura grega com seus inúmeros deuses mitológicos.
Ao sul de Corinto havia uma colina chamada Acrocorinto, que se elevava a 152 metros acima da cidade.Ali estava o templo de Afrodite, também chamada Astarte, Vênus ou Vésper, – deusa do amor e da fertilidade. O culto a Afrodite era de uma atividade desregrada sob a bebida e práticas imorais, deduzimos que ali não se encontravam ideais de reverência, ordem, decência e organização para parametrar os crentes, que induzidos pelos maus costumes e pela divisão, acabaram como presa fácil dos ardis de satanás.
Mt. 12. 25. Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.
Entenda casa dividida não prospera e se torna um lugar em se perde as regras, as regras eram os ensinamentos divinos, ensinados por Paulo e não regras de homens ou líderes.
A prostituição.
Afrodite era considerada a deusa do amor. “Milhares de coríntios adoravam seus deuses ‘visitando” essas sacerdotisas”.
O homossexualismo.
Corinto era uma cidade onde ficavam os principais monumentos de Apolo. O culto a Apolo também tinha um caráter promíscuo e imoral.
A adoração a Apolo induzia a juventude de Corinto, bem como, a juventude grega em geral a se entregar ao homossexualismo. Talvez Corinto fosse o centro homossexual do mundo na época.
Esta prática era ensinada aos discípulos dos filósofos gregos, quando os iniciavam nos seus estudos filosóficos.
Muitos membros da igreja de Corinto, antes da sua conversão, tinham vivido na prática do homossexualismo (I Co 6.9-11 – leia acima).
A Carnalidade.
A carnalidade daqueles cristãos era a porta aberta para os males externos. Assim, surgiam diversos problemas na vida da igreja.
Ora, no meio desta tão grande carnalidade, como demonstramos acima, na questão do vínculo cultural, a Igreja de Corinto, com suas divisões, foi presa fácil para a entrada destas práticas desregradas.
Moralidade:
Além disto, a questão da moralidade estava fundamentada na filosofia:
Corpo, como carne:
A matéria é má; A matéria era vista pelos gnósticos como sede natural do mal.
Usado para os prazeres carnais;
Espírito:
Sede do bem;
Contato com o mundo dos deuses.
V –1- O avanço de novos conceitos morais, sobre a Igreja de nossos dias:
Se compararmos, aos nossos dias, veremos que esta triste situação está ocorrendo gradativamente em nossas Igrejas, de forma sorrateira, com o avanço de novos conceitos do pentecostalismo, do comportamento moral dos que formam as igrejas, da aceitação, sempre maior de novos costumes e hábitos advindos de mentes dirigentes do povo, pelas quais Deus não pode intervir de maneira geral na vida do homem.
As questões morais referentes a:
Aborto
Células tronco
Eutanásia
Divórcios
Separações de corpo – já anunciada nas Escrituras como em I Co 7. 5. Não vos negueis um ao outro, senão de comum acordo por algum tempo, a fim de vos aplicardes à oração e depois vos ajuntardes outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
Veja que há uma possibilidade de podermos relacionar, sob a ótica dos contemporâneos irmãos gregos de Paulo, as práticas helenistas com a verdadeira forma de vida cristã, se observado, unicamente o aspecto moral.
Esta dualidade adentrando na Igreja de Corinto imiscuiu-se naliturgia e doutrina cristã, sob a ação dos gnósticos, permitindo que os membros da Igreja de Cristo, em Corinto, fossem influenciados por estas práticas, sem a sensação ou discernimento do erro.
A igreja de Corinto era uma igreja infantil e carnal.
II Co. 5.16. ss. Por isso daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne; e, ainda que tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos desse modo. Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Era como alguém sem o controle do Espírito Santo, ou usando os dons de forma infantil e sem discernimento.
Sua vida se torna semelhante à do homem natural, onde o domínio do pecado é visto com naturalidade.
I Co. 3.1,2. E eu, irmãos não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Leite vos dei por alimento, e não comida sólida, porque não a podíeis suportar; nem ainda agora podeis;
I Co.14. 20. Irmãos, não sejais meninos no entendimento; na malícia, contudo, sede criancinhas, mas adultos no entendimento.
Esta forma de Paulo conduzir o seu texto usando paralelismo para, inculcar no entendimento dos corintos, o que era ser cristão, deve também ser ensinada em nossos dias:
Ser criança na malícia
E não ser criança no entendimento.
II Co. 2.10,11. …para que Satanás não leve vantagem sobre nós; porque não ignoramos as suas maquinações..
Temos notado, que infelizmente, no meio evangélico, em algumas reuniões, extra-igreja, grupos usam desta malícia, seja com piadas, seja com brincadeiras, o que constrange aquele, que não tem mais esta má forma de viver.
Como dirigente e ministro da palavra, já resolvi muitos problemas conjugais, oriundos destas aparentes “brincadeiras”.
V – A organização religiosa grega e a falta de regra levaram a Igreja de Corinto a imoralidade:
I Co. 16. 19. As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Aqüila e Prisca, com a igreja que está em sua casa.Rm. 16. 5. Saudai também a igreja que está na casa deles.
Atos 12. 12. Depois de assim refletir foi à casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam.
Fm. 1, 2. Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso companheiro de trabalho, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa:
Se voltarmos, à época, de Paulo e dos corintos veremos uma Igreja em formação, sem templos, com reuniões em casas de famílias e reunidos em torno de um novo pensamento, o pensamento cristão.
Você, talvez queira questionar esta afirmação, mas a estrutura da igreja primitiva era uma estrutura primária comunitária, o que levava a todos terem informações de todos, haja vista a carta que Paulo recebeu proporcionando ao mesmo escrever esta Epístola aos Coríntios sobre os eventos em ocorrência na Igreja, de onde ele estava distante em corpo:
I Co. 1. 11. Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós.
I Co. 5.1 Geralmente se ouve que há entre vós imoralidade, imoralidade que nem mesmo entre os gentios se vê, a ponto de haver quem vive com a mulher de seu pai.
I Co. 5.9.ss. Já por carta vos escrevi que não vos comunicásseis com os que se prostituem; com isso não me referia à comunicação em geral com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais.
A Sabedoria:
Para o povo grego, a sabedoria plena e completa pertencia aos deuses, mas os homens poderiam desejá-la e amá-la, tornando-se filósofos (philo= amizade, amor fraterno, respeito; sophia=sabedoria).
A filosofia clássica se caracteriza pela interpretação humana da realidade. Tal pensamento formou e ainda forma muitos conceitos que são geralmente aceitos como verdade.
As palavras de Paulo nos fazem entender que os coríntios possuíam conceitos distorcidos sobre o amor, a liberdade e a sabedoria.
VI – Muitas vezes, a filosofia é utilizada para montar justificativas para o pecado.
No texto de I Co, que vai de 1. 18. [Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus; até 2. 14. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido. Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.], Paulo confronta a sabedoria humana com a Sabedoria Divina. Leia todo este trecho bíblico.
Estava em alta o pensamento gnóstico, o qual supervalorizava o conhecimento, associando-o à salvação humana.
A ciência tomava ares de virtude espiritual.
Além de enfatizar a sabedoria divina contra a sabedoria humana, Paulo também afirma: “A ciência incha, mas o amor edifica” (I Cor.8.1).
Como bem descrevemos acima, esta questão era fundamental no pensamento grego.
Daí surgem várias heresias:
· Se a matéria é má, o casamento também, poderia ser não imaculado, com base em que a sarx pode executar sem limites a sua ação concupiscente. Paulo combate essa idéia em I Cor. 7. Leia texto acima sobre “Paulo defende a Família”
· A ressurreição do corpo era vista como “materialista”. Por isso Paulo expõe e defende a doutrina da ressurreição no capítulo 15. Ora, se não há ressurreição comamos pois amanhã morreremos, ou seja, a imoralidade praticada não seria cobrada no futuro eterno, pois este não existiria.
Enquanto que alguns gnósticos, diante da suposta malignidade da matéria, optavam pelo ascetismo, ou seja, pela negação dos desejos sexuais e a total abstinência, outros, combinando gnosticismo [ecletismo que visa conciliar todas as religiões por meio da gnose] e cristianismo, julgavam-se protegidos contra todos os males e, assim, podiam, supostamente, se entregar aos desejos sem restrições, mais uma vez a divisão leva a contrariar a doutrina sadia..
Neste último tópico vemos como a mistura ou uma meia verdade pode modificar um bom pensamento ou uma doutrina bíblica, o que temos visto ocorrer em nossos dias.
VII – Entenda a proximidade dos pensamentos helênicos, e cristão, a qual os heréticos queriam unificar e utilizá-los como uma só crença [gnosticismo]:
“Pois bem, no princípio nasceu Caos; depois, Gaia de amplo seio, a eterna base de tudo” Hesíodo, Teogonia.”
A relação da comunhão entre os membros:
Na religião pagã helenica, não existe nenhuma “ekklésia” central ou clero hierarquizado, isto talvez tenha permeado a noção do individualismo entre os membros de Corinto.
Os praticantes solitários geralmente realizam os seus próprios rituais, aprendem sobre a religião e os deuses através de fontes primárias e fontes secundárias sobre a antiga religião grega, e, através da experiência pessoal com os deuses.
As informações adquiridas através das experiências pessoais são muitas vezes referidas pelos grupos helênicos como gnosis pessoal não verificada (Unverified Personal Gonis ou UPG).
Na mesma linha de pensamento podemos inferir que:
A não existência de uma relação mútua de comunhão entre os que praticavam os cultos helenistas havia adentrado na Igreja de Corinto, motivo pelo qual Paulo se estende sobre a Revelação da unidade do Corpo, ou seja, agora em Cristo somos partes de um só Corpo cuja Cabeça é Cristo.
VIII – Valores do helenismo em contraposição e mistura com os Valores Verdadeiros e Santos do cristianismo:
“Eusebéia” é a palavra grega traduzida por piedade, ela ocorre quinze vezes … Contudo, pena ou dó revelam apenas um pequeno aspecto de piedade (eusebéia);
No NT a palavra piedade vem do latim “pietas”, “piedade filial”.
No grego o verbo é “eusebeo” que significa “realização de atos religiosos”.
O Novo Comentário da Bíblia ao se referir a eusebeia cristã, ou seja, após o encontro redentor de uma pessoa com Jesus, menciona a piedade como “o resultado natural e necessário de receber o evangelho”. O crente ao apresentar uma postura que “responde às exigências de Deus e se exibe corretamente o dom de renovação em Cristo”, pode ser chamado de piedoso (NCB, p. 1066).
O substantivo eusebeia aparece diversas vezes no NT principalmente nas cartas pastorais e especialmente em Timóteo. Neste sentido o termo é empregado para indicar a “prática da religião pessoal cristã, a adoração e o culto a Deus, e a obediência reverente prestada às suas leis” (NCB, p. 1066).
Isto implica um compromisso em relação à adoração dos deuses helênicos, e prática das crenças da religião.
Ou seja, na Igreja de Corinto faltava a eusebeia para que eles pudessem se livrar da Imoralidade que havia encontrado espaço entre seus membros.
O substantivo eusebeia aparece diversas vezes no Novo Testamento, principalmente nas cartas pastorais e especialmente em Timóteo.
Importante afirmar que, Paulo destaca o exemplo daquele que abusou da mulher de sue pai, como a mais alta imoralidade e permissividade encontrada no seio da Igreja de Corinto, mas Paulo usa este como exemplo, pois, era o destaque, havia outros fatos de imoralidade que inferimos pelas palavras do Apóstolo:
1Co 6:16 – Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
1Co 6:18 – Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
Assim o Apóstolo Paulo estava corrigindo os demais focos de imoralidade existentes na Igreja de Corinto.
Isto implica um compromisso em relação à adoração dos deuses helênicos, e prática das crenças da religião.
Tudo que escrevemos acima demonstra, como a cultura helênica, nos idos de Paulo, tentou e infiltrou-se na Igreja de Corinto.
O templo e o Templo:
Conhecimento, liberdade e amor eram elementos mal interpretados, mal colocados e mal valorizados em Corinto. Isso veio a causar uma série de problemas na igreja. Alguns julgavam que a liberdade cristã lhes dava direito de fazer tudo, quer seja a participação nas refeições dos templos pagãos ou mesmo a união carnal com as meretrizes.
I Co. 3.16.17. Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.
Enquanto para os helenistas o corpo, jamais, não poderia ser portador da partícula divina ou espiritual, na Teologia cristã e claramente descrita pelo Apóstolo São Paulo, o corpo é o Templo de Deus, local da habitação do Espírito Santo.
1Co 6:13 - Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
1Co 6:16.ss – Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.X – A correição pessoal e a correição da Igreja:
II Co. 9.10. Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal.
A verdade prática da Lição nos ensina que deve haver entre nós, Igreja um sentimento natural de rejeição a toda a imoralidade, este sentimento nada mais é que a ação do Espírito Santo de Deus agindo nos nossos corações, na forma de arrependimento, temor de Deus, consagração de alma coro e espírito a Deus, é pr isto que Paulo declara sob a necessidade de todo ser estar consagrado a Deus.
Devemos estar sempre executando o “examine-se o homem a si mesmo”.
I Ts. 5.23. E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
1Co 9.27 - Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado.
1Co 5:3 - Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou…
A exclusão precisava ser feita. Posteriormente, o irmão poderia ser re-admitido na congregação, como parece ter ocorrido (II Cor.2).
II Co. 2.1. Mas deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza.
2 Porque, se eu vos entristeço, quem é, pois, o que me alegra, senão aquele que por mim é entristecido?
3 E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós.
4 Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.
5 Ora, se alguém tem causado tristeza, não me tem contristado a mim, mas em parte (para não ser por demais severo) a todos vós.
6 Basta a esse tal esta repreensão feita pela maioria.
7 De maneira que, pelo contrário, deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja devorado por excessiva tristeza.
8 Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor.
9 É pois para isso também que escrevi, para, por esta prova, saber se sois obedientes em tudo.
10 E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; pois, o que eu também perdoei, se é que alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não leve vantagem sobre nós;
X – A Idolatria como ponto central da questão da imoralidade em Corinto:
Conforme vimos acima, podemos agora entender que:
A questão religiosa idólatra foi um ponto nevrálgico para que as tentações carnais abundassem em Corinto.
Desta forma, os irmãos de Corinto são orientados pelo Apóstolo Paulo, sobre as tentações que sobrevieram sobre os corintos, devido a questão dos ídolos de outrora e suas festas pagãs.
1Co 10.12.ss: Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe não caia. Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana [sugestão de leitura do editor: não vos sobreveio nenhuma tentação senão da vossa própria carne ]; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar. Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo. [O parâmetro bíblico, mais uma similaridade com a religiosidade helênica pagã] Vede a Israel segundo a carne;os que comem dos sacrifícios não são porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que eles sacrificam sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero quesejais participantes com os demônios. Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice de demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios. Não vos torneis causa de tropeçonem a judeus, nem a gregos, nem a igreja de Deus;
Conclusão:
Por tudo, que lemos devemos procurar evitar, que a cultura do mundo hodierno adentre a Igreja, e acabe sendo aceita de forma natural, como uma “sabedoria” dos últimos tempos, ou ainda devemos evitar a novas “revelações” ou ensinos que descaracterizam a doutrina bíblica da hamartiologia, sem que analisemos as suas conseqüências.
Novas “igrejas” têm surgido e com elas novas formas cultuais, como reuniões de enclausuramento de jovens, até mesmo, idas aos montes, tem sido foco da entrada da ação da promiscuidade entre irmãos, que sem vigiar se aproximam demasiadamente uns dos outros, digo isto, em relação à proximidade entre irmãos e irmãs, nestes movimentos.
Destaco: não tenho nada contra ir ao monte, até porque já editei matéria sobre o assunto, em nosso site http://estudandopalavra.blogspot.com
Não quero, contudo agir, como alguns, que vem malícia em tudo, seja em um simples e qualquer contato amistoso e até mesmo familiar, entre os irmãos, quando “ela” – a malícia, está em suas próprias mentes[mentes adulteradas, que se escondem atrás do Evangelho], eafetados e doentios, eles a vem, na relação pura e naturalmente dada por Deus, na Comunhão e amizade entre irmãos.
Cl. 2. 8. Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; 18 Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal… morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo… tais como: não toques, não proves, não manuseies…(as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens?… As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.
Os tais precisam ler a Palavra de Deus, com acuidade espiritual e ver que a comunhão espiritual é algo espiritual que aproxima homens e mulheres.
Gl. 3. 28. Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
Concluo com a Verdade Prática:
O repúdio ao pecado é uma reação natural da Igreja como Corpo de Cristo, assim como o livrar-se de um vírus o é para o corpo físico.
Fonte:
Eduardo Souza – blog ensinador cristão.
Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.
Caio Fábio – BATISMO EM FAVOR DOS MORTOS: uma doutrina Mórmon
Teontologia Básica – Welerson Alves Duarte e João Alves dos Santos
Wikipédia
Dicionário Aurélio
Bíblia Plenitude
Bíblia digital – cortesia Tio Sam
Lição CPAD
Apontamentos UPM – Universidade PresbiterianA Mackenzie
Apontamentos do autor
Pr. João Alves
SEGUNDA-FEIRA, ABRIL 27
NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS LEITORES DOS NOSSOS SUBSÍDIOS DA EBD PUBLICADOS EM OUTROS SITES.
Desta forma queremos informar, aos nossos leitores e seguidores, o motivo justo, conforme gentilmente o editor daquele site nos informou.
Recebemos o comunicado, abaixo, do editor do site: www.ensinodominical.com.br.
Participamos o mesmo aos queridos leitores que, além de nossa página, também acessam o referido site, aliás, muito bem dirigido e que conta com excelentes comentaristas, além de nossa singela colaboração .
“Prezados colaboradores,
SÁBADO, ABRIL 25
CGADB – CONHEÇA A NOVA COMPOSIÇÃO DA MESA E CONSELHOS, INCLUSIVE DA CPAD.ATUALIZAÇÃO EM 25/09-21.40hs
Realizada em Serra – Espírito Santo – SP Brasil, a
39ª AGO – Assembléia Geral Ordinária das Assembléias de Deus, SOB O TEMA; “O DEUS DOS CÉUS É O QUE NOS FARÁ PROSPERAR,” com o propósito de eleger sua nova diretoria, ao final das eleições tem uma nova Diretoria, Presidida pelo Pastor Presidente da Igreja do Belém – Belenzinho – São Paulo, reeleito com Mandato até 2013. Em 2011 as Assembléias de Deus no Brasil completam 100 anos e opastor José Wellington oficialmente é o Presidente que mais tempo ficou na CGADB e é o presidente do Centenário.
Irmã Vanda Costa é a dirigente dos Cultos de Oração na sede do Belenzinho, às quartas-feiras.
Total de eleitores aptos: 17.218
Total de eleitores ausentes: 4339
ELEITOS E O NÚMERO VOTOS:
Presidente:
Pr. José Wellington Bezerra da Costa – 6719
1º Vice-presidente:
Pr. Silas Malafaia – 5843
2º Vice-presidente:
Pr. Ubiratan Job – 6056
3º Vice-presidente:
Pr. Sebastião Rodrigues de Souza – 6212
4º Vice-presidente:
Pr. Gilberto Marques de Souza – 6263
5º Vice-presidente:
Pr. José Neco – 6315
1º Tesoureiro:
Pr. Antonio Santana – 6026
2º Tesoureiro:
Pr. Josias de Almeida Silva – 6027
1º Secretario:
Pr. Isaias Coimbra – 6442
2º Secretario:
Pr. Arcelino Melo – 6391
3º Secretario:
Pr. Antonio Dionizio – 6502
4º Secretario:
Pr. Isamar Ramalho – 6373
5º Secretario:
Pr. Roberto José dos Santos – 6313
Conselho Fiscal Norte:
Pr. Joel Holder – 6410
Conselho Fiscal Nordeste:
Pr. Israel Alves Ferreira – 6341
Conselho Fiscal Sudeste:
Pr. João Carlos Padilha – 5914
Conselho Fiscal Sul:
Pr. Perci Fontoura – 6338
Conselho Fiscal Centro Oeste:
Pr. Rinaldo Alves dos Santos – 6337
Novo CONSELHO ADMINISTRATIVO DA CPAD
Casa Publicadora das Assembléias de Deus:
Sudeste:
José Wellington Costa Junior (SP)
Kemuel Sotero Pinheiro (ES)
Lourival Machado (RJ)
Sul:
Daniel Accioli (PR)
Juvenil Santos Pereira (SC)
Centro-Oeste:
Orcival Xavier (DF)
Elienai Cabral (DF)
Nordeste:
Dermeval Lopes Cerqueira (BA)
Osires Teixeira Pessoa (CE)
Norte:
Lucifrancis Barbosa Tavares (AP)
Carlos Alberto (AC)
Nova diretoria da CPAD:
José Wellington Costa Junior, presidente;
Kemuel Sotero, vice;
Demerval Cerqueira, 2º vice;
Orcival Xavier, 1º secretário e
Lucifrancis Barbosa, 2º. vice.
Conheça a Chapa que foi formada sob o tema:
GCADB É VOCÊ.
Desta chapa só dois membros não conseguiram votos suficientes para serem eleitos.
O 1º Vice-Presidente eleito foi o Pastor Silas Malafaia. 
1º Tesoureiro eleito foi o Pastor Santana.
SEXTA-FEIRA, ABRIL 24
RESULTADOS DA 39.ª AGO – CGADB – PR. jOSÉ WELLINGTON VENCE.

CGADB : 39ª AGO – Pr José Wellington vence as eleições da CGADB mais uma vez
Enviado por Webmaster em 23/04/2009 20:09:53 (752 leituras)
Pastor José Wellington vence as eleições da CGADB
Conforme informação do site da IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS DE PORTO VELHO - RO – Brasil, mais uma vez pastor José Wellington Bezerra da Costa venceu as eleições durante a realização da 39ª. Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), realizada em Carapina, Serra (ES).
O resultado dos votos foram os seguintes:
Para Presidente:
Pastor José Wellington Bezerra da Costa, 6.719 votos;
Pastor Samuel Câmara, 5.963.
Diferença de 756 votos.
Veja os demais votos, da composição da nova Diretoria, abaixo.
Com número recorde de participantes (16,6 mil ministros inscritos), a Convenção foi exaustivamente disputada. O candidato da outra chapa, pastor Samuel Câmara, realizou uma campanha invejável em termos de investimento financeiro e secularização.
A disputa exigiu uma estrutura gigantesca e profissionalização do sistema de captação dos votos.
A CGADB contou com a participação e orientação do TRE do Espírito Santo e a votação foi realizada em urnas eletrônicas.
Pastor José Wellington deve permanecer na presidência até abril de 2013, quando terá nova eleição.
Em 2011 as Assembléias de Deus no Brasil completam 100 anos.
Conheça os novos membros da mesa diretora da CGADB
Presidente:
José Wellington Bezerra da Costa.
Vices-presidentes:
1º vice – Silas Malafaia (RJ);
2º vice – Ubiratan Job (RS);
3º vice – Sebastião Rodrigues (MT);
4º vice – Gilberto de Souza (PA);
5º vice – José Neco dos Santos (AL).
Tesoureiros
1º tesoureiro – Antônio Silva Santana (SP);
2º tesoureiro – Josias de Almeida (SP).
Secretários
1º secretário – Isaías Coimbra (RJ);
2º secretário – Arcelino Melo (SC);
3º secretário – Antonio Dionízio (MS);
4º secretário – Isamar Ramalho (RR);
5º secretário – Roberto José dos Santos (PE).
Confira os números oficiais da eleição da CGADB
Dos 17.218 inscritos e aptos para votar (incluindo 373 da Convenção Ciadseta, que foram incluídos por liminar, no dia 22, à noite), 4.339 não votaram. Além de a eleição constituir-se em um fato inédito, por sua grandeza e uso de urnas eletrônicas, não houve nenhum problema quanto ao uso das urnas. Segundo Alfredo Andrade, chefe da Seção de Voto Informatizado do TRE-ES, somente uma urna apresentou problema. Em função da falta de energia, registrou-se deu problema na bateria da urna. Porém, não influenciou em nada o andamento do sistema.
O resultado dos votos foram os seguintes:
Presidente
Pastor José Wellington Bezerra da Costa, 6.719 votos;
Pastor Samuel Câmara, 5.963.
Vices
1º vice – Silas Malafaia (RJ), 5.843;
Oscar Domingos Moura, 5.539;
Temóteo Ramos de Oliveira, 825.
2º vice – Ubiratan Batista Job (RS), 6.056;
Ival Teodoro, 5.643.
3º vice – Sebastião Rodrigues de Souza (MT), 6.212;
Sóstenes Apolo, 5.529.
4º vice – Gilberto Marques de Souza (PA), 6.263;
Pedro Lima, 5.594.
5º vice – José Neco dos Santos (AL), 6.315;
José Coutinho Guimarães, 5.420.
Secretários
1º secretário – Isaías Coimbra (RJ), 6.442;
Moisés Silvestre, 5.691.
2º secretário – Arcelino Brito de Melo (SC), 6.391;
Nilton dos Santos, 5.668.
3º secretário – Antonio Dionízio da Silva (MS), 6.502;
Domingos Junior, 5.525.
4º secretário – Isamar Ramalho (RR), 6.373;
Sebastião Fernandes, 5.590.
5º secretário – Roberto José dos Santos (PE), 6.313;
Valdomiro Pereira, 5.622.
Tesoureiros
1º tesoureiro – Antônio Silva Santana (SP), 6.026;
Jonas Francisco de Paula, 5.434.
2º tesoureiro – Josias de Almeida Silva (SP), 6.027;
Ivan Pereira Bastos, 5.629.
Conselho Fiscal
Joel Holder (RO), 6.410;
Israel Alves Ferreira, 6.341;
Perci Fontouro, 6.338;
Rinaldo Alves dos Santos, 6.337;
João Carlos Padilha de Siqueira, 5.914 (eleitos).
Samuel Lima dos Santos, 5.559;
Antônio José Azevedo Pereira, 5.467;
Jesus Vieira Vilandi, 5.402;
Moisés de Melo, 5.379;
Álvaro Além Santos, 5.220;
Samuel Rodrigues, 376;
Admar Vargas de Oliveira, 282.
(Fonte: Blog Fronteira Final)
QUINTA-FEIRA, ABRIL 23
DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DE DEUS. LIÇÃO 04 – CPAD
Leitura bíblica em classe:
I Co. 4.1-5; 14-16
1 QUE os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.
2 Além disso requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel.
3 Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo.
4 Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor.
5 Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor.
14 Não escrevo estas coisas para vos envergonhar; mas admoesto-vos como meus filhos amados.
15 Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo.
16 Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.
Texto bíblico auxiliar:
II Tm.2.8.ss: Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho; Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa. Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna. Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.
Verbetes:
Revelação. Do latim revelatio, de revelare (descobrir, desnudar, desvendar) entende-se a divulgação de fato ou coisa que se mantinha em segredo ou que era ignorada. Consiste na narração ou na informação de fato ou assunto de que não se tinha conhecimento ou notícia.
Ministério. Do latim ministerium, em amplo conceito, quer dizer todo ofício, cargo ou função que se exerce.
A palavra ministério vem do grego “Diakonia” que significa serviço, porém, revelando o indivíduo como alguém “preparado e vocacionado” para servir.
Vocábulos na língua grega que definem a palavra servo.
Oikonomos. É traduzido como despenseiros. Em relação aos escravos, um supervisor; em relação ao Senhor, um servo; em relação aos bens um mordomo ou administrador. Os bens são os “mistérios” (a Palavra) de Deus. I Co.4.1.
“oikonomos misterion Théos” = despenseiros dos mistérios de Deus;
-”diakonous Kainês diathekes” = ministros de uma nova aliança;
-”diakonous en Kurios” = ministro do Senhor.
- “huperetas Christós” = ministros de Cristo; alguém inteiramente submisso à vontade de outrem – I Co. 4.1.
Doulos. Possui em si um “duplo significado”, que claramente é revelado em Rm. 6.17,18,20,22. Os versos 17 e 20 revelam “doulos” no sentido mais específico da mais inferior, da mais baixa forma de escravidão (“doulos tes amartias” = escravos do pecado) que o ser humano pode ser submetido.
Já nos versos 18 e 22, “doulos” revela a idéia de TROCA DE SENHOR, isto é, traz a idéia de uma “escravidão espontânea”, a serviço de um NOVO SENHOR – Jesus Cristo (“edoulóthete te dikaiosune” = servos da justiça; e, “doulothentes de to théos” = servos de Deus);
As vezes a palavra ministério é exemplificada pela palavra grega “Doulos” que quer dizer escravos(servos).Independente da forma que a palavra ministério seja utilizada, ela sempre está associada a serviço.
Qualquer que seja o tipo de ministério (serviço) que se exerça, ele deve estar intimamente ligado a vocação(talento dado por Deus) para que se obtenha um melhor resultado na sua execução.
Todos os ministérios (serviços) são importantes, não existe um ministério (serviço) que seja completo e não precise do outro(I Co. 12:4-31).
Todo ministério (serviço) requer amor, compromisso, dedicação, preparação, santidade, esforço, constância, renúncia e caráter.
Ofício. Do latim officium, originariamente quer exprimir o dever, a obrigação ou tudo que se deve fazer por obrigação.
I – DESPENSEIRO:
Definição literal: O encarregado da despensa.
Despensa: local da casa onde se guardam os mantimentos para a subsistência da família. Definição adaptada do Dicionário Aurélio pelo editor e autor do texto.
“É preciso o sentimento de “doulos” para ser um bom despenseiro”.
Osvarela
O primeiro pensamento que me ocorreu sobre esta lição foi exatamente:
Descobrir o que é um despenseiro.
Pensei em ver, como procurei em meus apontamentos sobre a origem da palavra ministro ou mesmo sobre a palavra despenseiro.
Mas, pareceu-me mais profundo a visão do sentimento que deve dominar o despenseiro o sentimento de um doulos.
Mas que tipo de servo é este, que ministro é este, pela própria etmologia da palavra , derivado de “minus” ou menor, não de “magister”, de onde vem magistrado, que não se atem a seu cargo, mas está pronto a servir a todos, na Igreja de Cristo, em detrimento do próprio eu ou de sua vida pessoal, diuturnamente.
Quais exemplos se podem encontrar, na Bíblia, destes homens que se dispuseram a tal exercício, uns em detrimento de posição palaciana, outros a cargos de príncipes da sinagoga, outros em detrimento de seus comércios, posições de relevo na sociedade, outros perdendo a própria vida, mas nunca deixando de executar o serviço de despenseiros de Deus, com reconhecimento ou não dos homens, muito embora, este reconhecimento existisse, os homens aos quais eles falavam, preferiam deixa-lo fora do contexto destes despenseiros, a fim de darem vazão as suas próprias paixões e erros.
a-O pensamento dominante no coração do “doulos” deve ser:
Atender com fidelidade ao seu Senhor, para que possa cada vez mais alcançar maior proximidade da administração dos bens do seu Senhor, até a ponto de se tornar um damasceno, como Eliezer foi para Abraão.
Ser como José, de escravo a despenseiro [como tipo] de uma Nação ou de toda a Humanidade de sua época, ou seja, de todo o Mundo:
Gn.39.1.ss: E JOSÉ foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, homem egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que o tinham levado lá. E o Senhor estava com José, e foi homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.Vendo, pois, o seu senhor que o Senhor estava com ele, e tudo o que fazia o Senhor prosperava em sua mão.
Ser como José:
- de administrador da casa do capitão Potifar, sair da prisão, para administrar a despensa real e geral de toda uma Nação.
Não esperem os aspirantes e os que estão como despenseiros que, não deixarão de encontrar as mulheres de Potifar, os espinhos na carne de Paulo, as perseguições e prisões de Paulo, mas tudo como conseqüência de sermos despenseiros fiéis.
Ou seja, o despenseiro fiel dos mistérios de Deus, deve pensar que precisa cada vez estar mais próximo da fidelidade requerida pelo rei para ser mais graduado, até poder entrar no lugar mais valioso para retirar e servir o mais fino prato, com anuência do rei.
b-Despenseiros dos mistérios de Deus precisam de unção divina?
Como água ao sedento no deserto o despenseiro precisa cavar poços no deserto até achar água cristalina que jorre do trono de Deus.
c-Como ser um despenseiro que ministra de modo agradável ao Senhor sem unção?
Todos nós precisamos da unção divina.
Os apóstolos de Jesus Cristo, como ministros ungidos, andaram expelindo demônios e curando “inúmeros enfermos, ungindo-os com óleo”. (Mc. 6.13).
Ter sobre si a unção divina é ter o ministro, ou os ministros, o ungüento, o perfume da presença santa e deliciosa de Deus e a efetiva aplicação do poder consolador do Espírito Santo.
A unção tem seu início na regeneração e deve ser plena no ministério dos despenseiros dos mistérios do Senhor.
II- DESPENSEIRO DEVE SE CONSIDERAR SEMPRE COMO SERVO COM PENSAMENTO:
DE SERVO
SERVIR
SERVIR COM QUALIDADE
SERVIR A TODOS SEM PREFERENCIAS
SERVIR A NOIVA DO CORDEIRO
Um servo só faz o que o seu senhor lhe manda fazer!
Além disso…esta expressão torna o conteúdo do versículo primeiro muito mais forte e responsabiliza-nos, como ministros de Deus, pois a consideração dos homens para conosco é um fator necessário, para sermos ministros de Cristo.
II Rs.4.9 . E ela disse a seu marido: Tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.
Segundo os homens tem que achar em nós qualidades, não só de ministros, mas com capacidade de algo místico, não encontrado nos demais, algo sobrenatural que nos torna maiores do que ministros.
II Rs.4. 20. e o menino esteve sobre os joelhos dela até o meio-dia, e então morreu. Ela subiu, deitou-o sobre a cama do homem de Deuse, fechando sobre ele a porta, saiu. Então chamou a seu marido, e disse: Manda-me, peço-te, um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte. Disse ele: Por que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.
Eles devem achar qualidade superior que demonstre, de forma natural, que nós termos algo incomum que desperta nos que a nós se achegam.
Aquilo que eles necessitam e não conseguem obter, mesmo como crentes, ou homens comuns, que buscam algo das regiões celestiais em Cristo e vêem em nós, esta qualidade: de alguém que pode confortar, os aflitos, os feridos, os tristes, os desvalidos, os debilitados, os enfermos.
E no abrir de nossas bocas, ou em um simples gesto, é ressaltado a qualidade de despenseiros dos mistérios de Deus, a nós conferidos e a eles encobertos.
Você já viveu esta experiência?
Eu e você precisamos experimentar isto.
III- Fidelidade é a qualidade do despenseiro fiel:
Parece redundante, mas é fato incondicional.
“Requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel”. Note a colocação, que cada um, é um requisito individual.
Quesito fundamental na qualificação do despenseiro:
Fidelidade.
Porque Deus é fiel, seus ministros também devem manter esta qualidade comunicável do Espírito de Deus, em suas ações ministeriais.
Uma vez que mesmo sejamos infiéis Ele não pode negar esta inerente qualidade pessoal divina.
a-O pensamento nos remete a premissas importantes:
Fiel é aquele que tem fé.
Fé para ser fiel.
Paulo podia orientar a ser fiel despenseiro, pois ele mesmo havia sofrido todo tipo de duras penas para manter a fidelidade de “doulos” de Jesus Cristo.
II Tm. 2. 9,10: Por isso sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa. Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna.
b-O despenseiro deve estar apto para:
Sofrimentos
Lutas
Desprezo
Insatisfações
Lutas contra as suas ações
Desterro
Ficar sozinho Elias – I Rs.17.24. Então a mulher disse a Elias: Agora sei que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.
Prisões – Paulo – Cl .4. 3. orando ao mesmo tempo também por nós, para que Deus nos abra uma porta à palavra, a fim de falarmos o mistério de Cristo, pelo qual também estou preso,
Insultos –
Em Atenas existe um monumento em pedra, no qual está transcrito o texto de Atos 17, as palavras de Paulo ensinando aos epicureus a Revelação do Deus que ele servia, por esta fala Paulo foi chamado de “paroleiro”, ou seja, um tagarela.
Atos 17. 18. Ora, alguns filósofos epicureus e estóicos disputavam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece ser pregador de deuses estranhos; pois anunciava a boa nova de Jesus e a ressurreição.
c-O Apóstolo Paulo nos ensina que, há um caminho mais excelente, para obtenção dos mistérios de Deus, em toda a sua plenitude:
Amor
Comunhão
Ânimo –
Cl. 2. 2-2. para que os seus corações sejam animados, estando unidos [comunhão] em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus-Cristo, no qual estão escondidos [mistérios] todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
Perseverança e fé –
Cl. 1. 23. se é que permaneceis na fé, fundados e firmes, não vos deixando apartar da esperança do evangelho que ouvistes, e que foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro.
Idoneidade –
Cl. 1. 12. dando graças ao Pai que vos fez idôneos…
Paulo sempre diz que o único assunto de seu ministério de despenseiro é Cristo, e nos prova com estas excelentes e santas palavras o seu compromisso selado no Caminho de Damasco e na Arábia.
Ef. 3. 4, 9. pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou..
IV- Qualificação dos despenseiros dos Mistérios de Deus – Ministros:
a-Irrepreensíveis – este é um ponto que nos sensibiliza, mas em Cristo pelo mistério da Ação Do Espírito Santo pelo sangue de Jesus Cristo, nos torna irrepreensíveis, muito embora, o texto denote ação humana, cremos que esta ação se dá pela ação da nossa comunhão e envolvimento com o Santo Espírito, cada vez que, procuramos nos aproximar D’ele mais irrepreensível ficamos, pois nos tornamos mais sensíveis espiritualmente, pela proximidade com Deus.
Cl. 1. 22. … agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis…
b-Não ser:
Indolente:
O autor das Cartas aos Hebreus é claro, ao definir, quanto uma desqualificação não aceitável para os Despenseiros dos mistérios de Deus:
Hb. 6.12. para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas.
Estou inserindo um trecho que li e achei pertinente ao assunto:
c- Sinceridade do ministro – sem deterioração:
Uma palavra bíblica é traduzida por “sinceridade” no seguinte comentário de Paulo:
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus, antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus”. (II Co 2:17).
O termo grego aí empregado é gensios, que quer dizer “legítimo, genuíno”.
A palavra “sincero” provém do termo latino sincerus, formado pela aglutinação de dois outros:
sin, “sem”, e caries, “deterioração”. Portanto o significado básico de “sincero” é “sem deterioração”.No passado, os negociantes de metais preciosos costumavam promover sua mercadoria afirmando que ela era “sincera”, isto é, “sem cera ou enchimento”.
Era muito comum o artífice desonesto encobrir as falhas de um produto aplicando-lhe uma cera da mesma cor, que lhe dava a aparência de acabamento perfeito. Mas se alguém chegasse o artigo ao fogo, a cera derretia e escorria, e a falha era exposta. Quando algum negociante anunciava um produto “sincero” queira dizer que ele não fora retocado com cera.
V- Desconsiderações humanas:
Exemplos de despenseiros de Deus:
1-Jeremias –
Jr. 37. 4.ss. Ora, Jeremias entrava e saía entre o povo; pois ainda não o tinham encerrado na prisão. E…estava à porta de Benjamim, achava-se ali um capitão da guarda…o qual prendeu a Jeremias, o profeta, dizendo: Tu estás desertando para os caldeus. E Jeremias disse: Isso é falso…Mas ele não lhe deu ouvidos…prendeu a Jeremias…E os príncipes ficaram muito irados contra Jeremias, de sorte que o açoitaram e o meteram no cárcere…
2-Isaías –
Hb.11. 36-37. e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada;
3-Micaías –
I Rs. 22. 8.ss. Então disse o rei de Israel a Jeosafá: Ainda há um homem por quem podemos consultar ao Senhor-Micaías, filho de Inlá; porém eu o odeio, porque nunca profetiza o bem a meu respeito, mas somente o mal. Então disse ele: Vi todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor…Disse o rei de Israel a Jeosafá: Não te disse eu que ele não profetizaria o bem a meu respeito, mas somente o mal? Então Zedequias…chegando-se, feriu a Micaías na face…Então disse o rei de Israel: Tomai Micaías, …Assim diz o rei: Metei este homem no cárcere, e sustentai-o a pão e água, até que eu volte em paz. Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o senhor não tem falado por mim.
4-Moisés –
Hb. 3. 5. Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;
Fala-nos das revelações de Deus dadas a Moisés durante sua caminhada com Deus até Pisga.
Ex.16. 2. E TODA a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto. 17. 3,4. Mas o povo, tendo sede ali, murmurou contra Moisés…Pelo que Moisés, clamando ao Senhor, disse: Que hei de fazer a este povo? Daqui a pouco me apedrejará.
5-Paulo – sem dúvida o escritor da Epístola aos Coríntios foi um exemplo, a ser imitado por todos que se dispuserem a ser despenseiros.
I Co.11. 1. Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.
A ele foram entregues mistérios, ou revelações ocultas aos demais Apóstolos, e mesmo com o espinho na carne, quatro quarentenas de chicotadas, menos uma, não o limitaram a ser apenas um despenseiro, mas, O Exemplo do Despenseiro Fiel, ao qual foram revelados os mistérios de Deus com intensa profundidade, que aos homens não foi lícito que, ele descrevesse.
Hoje querem imitar a alguns famosos, com aparência, tipos, tiques de fala, expressões cunhadas para alvoroçar o povo, ternos elegantes, e outras coisas.
5.a-Sobre o mistério entre Cristo e a Igreja:
Ef.5.32. Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja.
5.b-Sobre o Arrebatamento:
I Co. 15.51. Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados,
Ele ensina a Timóteo como ser um despenseiro dos mistérios de Deus:
I Tm.3.9. guardando o mistério da fé numa consciência pura. 16 E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
6- João – o Apóstolo:
Para ter acesso ao mais profundo patamar dos maiores mistérios já revelados por Deus aos homens, e ainda indecifráveis na sua plenitude, A Revelação de Jesus Cristo, sobre os mistérios das últimas coisas, que viu, viriam e as que hão de vir, João – O Apóstolo, teve que ser isolado na Ilha de Patmos.
Ap.1. 1-9. Revelação de Jesus Cristo… Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. 20. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra…
Ap.10. 7. Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério…
Tiago -
7- João o Batista – Mc. 6. 27. O rei, pois, enviou logo um soldado da sua guarda com ordem de trazer a cabeça de João. Então ele foi e o [degolou] no cárcere…
A revelação do despenseiro do Arrependimento:
Lc.3.15.ss. Ora, estando o povo em expectativa e arrazoando todos em seus corações a respeito de João, se porventura seria ele o Cristo, respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, vos batizo em água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu, de quem não sou digno de desatar a correia das alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. A sua pá ele tem na mão para limpar bem a sua eira, e recolher o trigo ao seu celeiro; mas queimará a palha em fogo inextinguível.
a- A Grande revelação ao Mundo:
João. 1. 29.ss. No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um varão que passou adiante de mim, porque antes de mim ele já existia.
Confirmando a revelação, como tal, ou seja, algo desconhecido revelado por Deus:
Eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, é que vim batizando em água. Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.
VI- Uma demonstração da preparação para a futura ação ministerial dos Apóstolos, como despenseiros de Deus:
Mc. 4.34. mas em particular explicava tudo a seus discípulos..
Todos o grupo dos discípulos do círculo dos Apóstolos de Jesus – os discípulos de Jesus, os doze, quase todo os fins de dia se encontravam ao redor do mestre para entender e buscar ensinamentos sobre alguma parábola dita ao povo.
Neste instante Jesus mestre por excelência lhes revelava os mistérios ocultos nas parábolas, aliás uma demonstração de que ele era o Cristo que havia de vir [ Mt. 13. 34,35. Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábola nada lhes falava; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.].
Mc. 4.11. E ele lhes disse: A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz por parábolas;
Lc. 8. 10. Respondeu ele: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros se fala por parábolas; para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam.
VII- A sabedoria do despenseiro:
Paulo ao falar sobre a sabedoria do despenseiro está demonstrando uma qualidade sobrenatural dos verdadeiros despenseiros, estes recebem de Deus a SABEDORIA divina, como parte compreensível de que neles ela está fluindo, o que os torna capazes de serem identificados pelos homens, como algo peculiar de um despenseiro.
A estes pertencem os conhecimentos dos mistérios da sabedoria revelados pelo Espírito Santo:
I Co.2.7. mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória;
CONCLUSÃO:
Para sermos considerados despenseiros reais dos mistérios de Deus, só podemos exercer nossas atividades, sob a égide do Espírito Santo:
Sob a luz da Bíblia Sagrada;
Sob a direção de Deus;
Sob a Oração;
Sob a obediência dos nossos líderes;
Sob a necessidade da Igreja; lembre-se nos somos doulos.
Sobre os joelhos dobrados diante de Deus, às madrugadas;
Sobre o rudimento da Igreja, e firme fundamento que é Cristo.
Se agirmos assim, seremos considerados por nós mesmos, e pelos homens, verdadeiros Despenseiros dos Mistérios de Deus.
Porém atentemos para o versículos 3-6, do capítulo 4, não devemos julgar aos nossos companheiros ou como membros nossos irmãos que atuam na seara do Mestre, como também não nos devemos ensoberbecer como neófitos se pregamos bem, se ensinamos bem, se ministramos bem, porque após tendo feito tudo que nos foi mandado, devemos dizer e nos considerados servos inúteis, pois fizemos somente o devíamos fazer. Lc.17.10.
I Co.4.3.ss: Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor. Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro.
Fonte:
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal – CPAD
Bíblia Plenitude – SBB
Bíblia digital – cortesia tio Sam
Dicionário Aurélio
Min. Anunciai
DIGRESSÕES SOBRE A VIOLAÇÃO DO SEGREDO PROFISSIONAL
Alexandre Sturion de Paula
Igreja em vitória
22º Congresso da Associação dos Músicos Batistas do Brasil
Lição CPAD
IBVN
APONTAMENTOS DO EDITOR.







