Dinâmicas


01 – Debate ou livre discussão

É a Reunião informal de pequeno grupo com livre apresentação de idéias, que possibilita o máximo de criatividade.

A técnica é utilizada para:
a. Aprofundamento do estudo de um tema. 
b. Discussão de problemas e identificação de soluções. 
c. Exploração de novas idéias e esclarecimento das mesmas. 

A técnica pode ser utilizada quando:
a. A turma não possuir mais de 15 membros. 
b. Os membros se conhecerem o suficiente. 
c. Houver uma atmosfera de liberdade de expressão. 
d. Houver tempo suficiente para abordar-se o problema com calma e método. 

Como usar a técnica
a. Conhecer bem o assunto a ser debatido e administrar o tempo disponível. 
b. Estabelecer um ambiente informal que facilite a comunicação.

02 – Phillips 66

Consiste no fracionamento de um grupo numeroso em pequenos grupos a fim de facilitar a discussão. A denominação provém do fato de haver sido o método difundido por J.D. Phillips, e por serem os pequenos grupos formados por 6 pessoas que discutem o assunto durante 6 minutos. Entretanto, essa característica não é rígida, podendo o grupo alterar tanto o número como o tempo, de acordo com a conveniência. A técnica permite a participação de todos os presentes numa atmosfera informal; estimula a troca de idéias, encoraja a divisão de trabalho e a responsabilidade; ajuda os membros a se libertarem de suas inibições e participação num debate.

A técnica é útil para:
a. Obter informações do grupo sobre seus interesses, problemas, etc. 
b. Levantar dados e sugestões dos participantes para aproveitamento no planejamento de atividades, programas, diretrizes. 
c. Criar um clima de receptividade que facilite o aprendizado. 
d. Maior participação operativa e efetiva de todos os membros do grupo. 

Use a técnica quando:
a. For necessário reunirmos rapidamente as idéias, sugestões ou opiniões de um grupo. 
b. Desejarmos obter ou verificar se existe consenso. 
c. Desejarmos verificar cada membro com o grupo. 
d. Desejarmos estimular a discussão e o raciocínio. 
e. A natureza do assunto exigir sua discussão em grupos pequenos. 
f. As condições físicas do ambiente permitirem o deslocamento de cadeiras e sua arrumação em círculos. 

Como usar a técnica
a. Planejar, com antecedência, as perguntas ou o roteiro de discussão. 
b. Explicar ao grupo o funcionamento da técnica, sua finalidade, o papel e as atitudes esperadas de cada membro e o tempo disponível para a discussão. 
c. Dividir o grupo em subgrupos, aproveitando para colocar juntos os membros que ainda não se conheçam e evitar as “panelinhas”. 
d. Solicitar aos membros dos pequenos grupos que se apresentem, escolham um coordenador para os debates e um relator ou secretário para fazer as anotações. 
e. Esclarecer qual o tempo disponível. O tempo pode ser prorrogado, se conveniente. 
f. Terminado o tempo, cada elemento de cada subgrupo receberá um número. 
g. Agora os subgrupos tornam a se reunir, mas todos os “1″ num grupo; todos os “2″ noutros; e assim por diante. 
h. Cada um apresentará para o subgrupo as conclusões do seu antigo subgrupo. 
i. Os relatores dos subgrupos (os dois) reunir-se-ão para elaborar um único relatório, que poderá ser oral ou escrito, para apresentá-lo ao grupão. 

03 – Dramatização ou Role Playing

É a encenação, por duas ou mais pessoas, numa situação hipotética em que os papéis são vividos tal como na realidade. A síntese desses papéis é um dos aspectos mais importantes do método.
2. A técnica é útil para:
a. Desenvolver a capacidade de relacionamento com outras pessoas. 
b. Facilitar a comunicação, “mostrando” e não “falando”. 
c. Criar no grupo uma atmosfera de experimentação e de possível criatividade. 
3. Use a técnica quando:
a. Sentir-se como coordenador ou instrutor, bastante seguro dos objetivos que pretende atingir ao usar a técnica. 
b. O alvo for mudar a aprendizagem de comportamentos. 
c. Se deseja preparar um ambiente dinâmico e criativo. 
4. Como usar a técnica
a. Apresentar o que será dramatizado. 
b. Fixar a simulação ou os aspectos específicos a serem enfatizados na dramatização. 
c. Definir ou apresentar quais os papéis necessários à encenação. 
d. Escolher os atores para a encenação. 
e. Os próprios “atores” poderão armar o “palco” que dispensará excessivo mobiliário e roupagem, dando ênfase à descrição verbal da situação. 
f. Determinar ou definir o papel de grupo a ser desempenhado durante e após a dramatização, o que conclui a escolha do tipo de debates que se seguirá, bem como a determinação dos aspectos que deverão ser avaliados. 
g. Realizar a dramatização em tempo suficiente para permitir a apresentação dos dados, evitando-se a demora excessiva. 


04 – Grupo de Cochico

É a divisão do grupo em subgrupos de dois membros que dialogam, em voz baixa, para discutir um tema ou responder uma pergunta, sem requerer movimento de pessoas. Após, é feita a apresentação dos resultados ao grupão. É um método extremamente informal que garante a participação quase total, sendo de fácil organização.
2. A técnica é útil para:
a. Comentar, apreciar e avaliar, rapidamente, um tema exposto. 
b. Sondar a reação do grupo, saber o que ele quer. 
c. A consideração de muitos aspectos distintos do assunto. 
3. Use a técnica quando:
a. O grupo tiver, no máximo, 20 participantes.
b. Desejar obter maior integração do grupo. 
c. Quiser criar o máximo de oportunidades para a participação individual. 
d. For necessário “quebrar o gelo” dos participantes. 
4. Como usar a técnica
a. Dividir o grupão em subgrupos de dois membros, dispostos um junto do outro (lado ou frente). 
b. Explicar que os grupos de cochicho dispõem de tantos minutos para discutir o assunto, após o que um dos membros exporá o resultado ao grupão, na ordem que for convencionada. 
c. Apresentar a questão e conduzir as exposições, que serão feitas, após o cochicho, de forma objetiva e concisa. 

05 – GV-GO

É a divisão do grupo em dois subgrupos (GV = grupo de verbalização; GO = grupo de observação). O primeiro grupo é o que irá discutir o tema na primeira fase, e o segundo observa e se prepara para substituí-lo. Na segunda fase, o primeiro grupo observa e o segundo discute. É uma técnica bastante fácil e informal.
2. A técnica é útil para:
a. Análise de conteúdo. 
b. introdução de um novo conteúdo. 
c. Conclusão de estudo de um tema. 
d. Estimular a participação geral do grupo. 
e. Estimular a capacidade de observação e julgamento de todos os participantes.
f. Levar o grupo a um consenso geral. 
3. Use a técnica quando:
a. O número de participantes for relativamente pequeno. 
b. Já houver um bom nível de relacionamento e de comunicação entre os membros do grupo. 
c. Desejarmos estimular a discussão e o raciocínio. 
4. Como usar a técnica
a. O professor propõe o tema e explica o qual o objetivo que pretende atingir com o grupo. 
b. Explica como se processará a discussão e fixa o tempo disponível. 
c. O grupo é dividido em dois. 
d. Um grupo formará um círculo interno (GV) e o outro um círculo externo (GO). 
e. Apenas o GV debate o tema. O GO observa e anota. 
f. Após o tempo determinado, o coordenador manda fazer a inversão, passando o grupo interno para o exterior e o exterior para o interior. 
g. Após as discussões, o coordenador poderá apresentar uma síntese do assunto debatido. Poderá ser, inicialmente, marcado um “sintetizador”. 

06 – Leitura Dirigida

É o acompanhamento pelo grupo da leitura de um texto. O professor fornece, previamente, ao grupo uma idéia da passagem a ser lida. A leitura é feita individualmente pelos participantes, e comentada a cada passo, com supervisão do professor.
Finalmente o professor dá um resumo, ressaltando os pontos chaves a serem observados.
2. A técnica é útil para:
a. Apresentar mais informações sobre a passagem para o grupo. 
b. Introduzir uma tema novo dentro do programa. 
c. A interpretação minuciosa de determinada passagem. 
3. Use a técnica quando:
a. O tema puder ser apresentado por escrito, com número de cópias ou exemplares suficientes para todos os membros do grupo. 
b. Há interesse do grupo em aprofundar o estudo de um tema. 
c. A participação geral não for o objetivo principal. 
4. Como usar a técnica
a. Providenciar número de exemplares ou cópias igual ao número de participantes. 
b. O círculo continua sendo a melhor maneira de dispor o grupo. 
c. Oferecer inicialmente ao grupo uma idéia geral do assunto a ser explorado. 
d. Comentar os aspectos relevantes do tema. 
e. Se houver tempo, primeiro fazer uma leitura geral, e só então fazer a leitura ou parágrafo a parágrafo. 

07 – Painel com Interrogatório

Um pequeno grupo de especialistas em determinado assunto discute e é interrogado por uma ou mais pessoas, geralmente sob a coordenação de um moderador. Trata-se de uma variação de técnica de discussão em painel. Dele participam três a cinco pessoas, o moderador e os interrogadores. A discussão é informal, mas as respostas devem ser dadas com a máxima precisão. O desenvolvimento do assunto baseia-se na interação entre o interrogador e o painel. As perguntas devem ser objetivas.
2. A técnica é útil para:
a. Despertar o interesse do grupo para um tema. 
b. Discutir um grande número de questões, num curto espaço de tempo 
c. Apresentar diferentes aspectos de um assunto complexo. 
d. Aproveitar a experiência de alguns membros do grupo. 
e. Conseguir detalhes de algum assunto ou problema. 
3. Use a técnica quando:
a. O número de participantes é muito grande. 
b. Os integrantes do painel (moderadores e interrogadores) puderem ser escolhidos entre os membros do próprio grupo. 
c. O grupo estiver interessado em aprofundar o tema. 
4. Como usar a técnica
a. Selecionar com antecedência o moderador, os interrogadores e o painel. 
b. O moderador deve reunir-se com os interrogadores para fixar a orientação. 
c. Na reunião, o moderador apresenta ao grupo os integrantes do painel. 
d. A seguir apresenta sucintamente o assunto e explica a técnica. 
e. Os interrogadores devem iniciar o interrogatório, expressando as perguntas de maneira clara e concisa. O êxito das discussões depende dos interrogadores, que têm grande responsabilidade na condução dos debates, tanto do ponto do encadeamento da idéia, como do nível de detalhe a que se deve chegar. 
f. O moderador intervirá quando houver necessidade de aprofundar um aspecto abordado, esclarecer um ponto obscuro, pedir a repetição de uma pergunta ou de uma resposta não compreendida, interpelar algum membro do painel que estiver sendo prolixo, fugindo do tema central ou interpretando mal seu papel. 
g. Ao final do interrogatório, o moderador apresenta uma síntese ou simula geral. 

08 – Painel Integrado

Constitui uma variação da técnica de fracionamento. O grande grupo é dividido em subgrupos que são totalmente reformulados após determinado tempo de discussão, de tal forma que cada subgrupo é composto por integrantes de cada subgrupo anterior. Cada participante leva para o novo subgrupo as conclusões e/ou idéias do grupo anterior, havendo assim possibilidades de cada grupo conhecer as idéias levantadas pelos demais. A técnica permite a integração de conceitos, idéias, conclusões, integrando-os.
2. A técnica é útil para:
a. Introduzir assunto novo. 
b. Integrar o grupo. 
c. Obter a participação de todos. 
d. Familiarizar os participantes com determinado assunto. 
e. Continuar um debate sobre tema apresentado anteriormente sob a forma de preleção, simpósio, projeção de slides ou filmes, dramatização, etc …. 
f. Aprofundar o estudo de um tema. 
3. Use a técnica quando:
a. Trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mínimo. 
b. Desejar proporcionar contato pessoal entre os membros do grupão. 
c. Quiser diluir o formalismo do grupo. 
d. Houver um interesse em elevar os níveis de participação e comunicação. 
e. Desejar obter uma visão do assunto sob vários ângulos. 
f. O tempo for limitado. 
g. Houver possibilidade de deslocamento de cadeiras e de sua arrumação em círculos. 
4. Como usar a técnica
a. Planeje com antecedência o tema e a aplicação da técnica em função do número de participantes, natureza do assunto, tempo disponível, espaço existente, etc…. 
b. Explique ao grupo o funcionamento da técnica, o papel e as atitudes esperadas de cada membro e o tempo disponível. 
c. Divida o grupo em subgrupos. Apresenta as questões ou o tema para discussão. Esclareça que todos devem anotar as idéias e conclusões do grupo para transmita-las aos demais grupos. 
d. Forme novos grupos integrados por elementos de cada um dos grupos anteriores, elegendo um relator para cada um, com o fim de apresentar as conclusões ao grupão. 
e. Faça um sumário das conclusões dos grupos e permita que estas sejam discutidas para se chegar ao consenso. 

09 – Painel Progressivo

Consiste no trabalho individual que progride para o grande grupo através da formação sucessiva de grupos que se constituem pela junção de grupos formados na etapa anterior, que vão aumentando até se fundirem num só (plenária). Em cada etapa sucessiva os grupos devem retomar as conclusões da etapa anterior a fim de desenvolvê-las, harmonizando-as.
2. A técnica é útil para:
a. Aprofundar o conhecimento de um tema pelas diferentes visões e maneiras de abordá-lo e tratá-lo. 
b. Fazer com que os participantes entendam o tema. 
c. Integrar o grupo. 
d. Introduzir um conteúdo novo. 
e. Obter a participação de todos os membros do grupo. 
f. Obter conclusões do grupo. 
g. Prosseguir o aprofundamento de um assunto anteriormente apresentado sob a forma de audiovisual, dramatização, palestra, etc. 
3. Use a técnica quando:
a. Trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mínimo. 
b. For conveniente quebrar o formalismo do grupo. 
c. Desejar obter o consenso grupal acerca do tema quer esteja sendo estudado. 
d. Desejar incrementar a discussão, possibilitando a todos darem a sua contribuição. 
e. As condições físicas do ambiente permitirem o deslocamento de cadeiras e sua disposição em círculo. 
f. Pretender valorizar a contribuição pessoal de cada membro e a troca de experiências. 
4. Como usar a técnica
a. Planeje com antecedência a reunião em que aplicará a técnica, em função do tema, do número de participantes, do tempo, etc. 
b. Após a apresentação do problema ou distribuição das cópias do assunto a ser discutido a todos os participantes, explique o funcionamento da técnica em suas várias etapas, como por exemplo: 
1. Leitura individual do texto ou resposta por escrito a uma questão feita. 
2. Grupamento de dois ou mais membros que analisam, discutem e elaboram uma conclusão com base nas contribuições individuais. 
3. Grupamento cujo número de membros seja múltiplo do número de integrantes dos grupos anteriores, trabalhando as conclusões anteriores, listando-as e aglutinando-as. 
4. Conclusões gerais do grupão (plenária). 
c. O número de etapas e o tempo de duração de cada é limitado pelo número de participantes e pelo assunto a ser debatido. 
11 – Seminário
Grupo reduzido investiga ou estuda intensamente um tema em uma ou mais sessões planificadas, recorrendo a diversas fontes originais de informação. É uma forma de discussão em grupo de idéias, sugestões, opiniões. Os membros não recebem informações já elaboradas, mas investigam com seus próprios meios em um clima de colaboração recíproca. Os resultados ou conclusões são de responsabilidade de todo o grupo e o seminário se conclui com uma sessão de resumo e avaliação. O seminário é semelhante ao congresso, porém tem uma organização mais simples e um número mais limitado de participantes, sendo, porém, este grupo mais homogêneo.
2. A técnica é útil para:
a. Levantar problemas. 
b. Estimular a discussão em torno de um tema. 
c. Conduzir a conclusões pessoais, não levando necessariamente a conclusões gerais e recomendações. 
d. Estudar em grupo idéias, opiniões e sugestões de interesse de um determinado grupo. 
e. Propiciar a troca de experiências entre grupos com um mesmo interesse ou conhecimento. 
3. Use a técnica quando:
a. O grupo for pequeno e apresentar certa homogeneidade. 
b. Os membros do grupo tiverem interesses e objetivos comuns. 
c. O coordenador tiver bastante habilidade para conduzir o debate. 
d. Não existir marcantes diferenças de conhecimento entre os membros do grupo. 
e. Se pretender dar ênfase ao conteúdo a ser debatido e a troca de experiências entre os membros. 
f. Se desejar formar um consenso geral sobre determinado assunto. 
4. Como usar a técnica
a. Planejar o desenvolvimento dos temas, fixando os objetivos da discussão antes de iniciá-la. 
b. Não são fornecidos aos participantes informações já elaboradas. 
c. Podem ser realizadas várias sessões para o exame do assunto. 
d. Concluir com uma sessão de resumo e avaliação. 

10 – Simpósio

É a exposição sucessiva sobre diferentes aspectos ou fases de um só assunto, feita por uma equipe selecionada (3 a 5 pessoas) perante um auditório, sob a direção de um moderador. O expositor não deve ultrapassar a 20 minutos na sua preleção e o simpósio não deve ir além de hora e meia de duração. Ao final do simpósio, o auditório poderá participar em forma de perguntas diretas.
2. A técnica é útil para:
a. Obter informações abalizadas e ordenadas sobre os diferentes aspectos de um tema. 
b. Apresentar fatos, informações, opiniões, etc., sobre um mesmo tema. 
c. Permitir a exposição sistemática e contínua acerca de um tema. 
d. Discussões em que os objetivos são muito mais a aquisição de elucidações do que propriamente a tomada de decisões. 
e. O exame de problemas complexos que devam ser desenvolvidos de forma a promover a compreensão geral do assunto. 
3. Use a técnica quando:
a. Não houver exigência de interação entre os participantes. 
b. Os padrões do grupo e a identidade entre seus membros forem de tal ordem que tornem aceitável uma técnica de exposição formal. 
c. A formalidade das exposições não prejudicarem a compreensão do conteúdo do tema. 
d. Os membros do grupo forem capazes de integrar, num todo homogêneo, as idéias apresentadas por diferentes pessoas nas diversas partes da exposição. 
e. O grupo não for julgado bastante maduro para superar possíveis conflitos gerados numa discussão livre sobre um assunto relativamente complexo. 
f. Houver interesse em se colocar diferentes pontos de vista sobre um assunto. 
g. O número de participantes é muito grande para permitir o interesse total do grupo. 
4. Como usar a técnica
a. Selecionar e convidar os expositores do simpósio. Estes não devem ter idéias preconcebidas e devem apresentá-las sem paixão. 
b. O moderador deve reunir-se previamente com os oradores para garantir o acordo sobre o fracionamento lógico do assunto, identificar as áreas principais e estabelecer os horários. 
c. Na reunião, o moderador deve apresentar os integrantes do simpósio, expor a situação geral do assunto e quais as partes que serão enfatizadas por cada expositor, criar atmosfera receptiva e motivar o grupo para as exposições. 
d. Os integrantes do simpósio devem fazer apresentações concisas e bem organizadas dentro do tempo estabelecido. 
e. O moderador poderá, quando oportuno, conceder a cada integrante do simpósio, um certo tempo para esclarecimentos e permitir que um participante possa formular uma ou duas perguntas a outro expositor. 

11 – Encadeamento de Idéias

Discussão com grupos entre 12 e 30 participantes, sobre assunto já trabalhado com todo o grupo. Possibilita recordação agradável e estimulante exercício mental.
2. A técnica é útil para:
a. Aprofundar o estudo de um tema. 
b. Obter dados sobre o nível de informação e compreensão individual do assunto. 
c. Agilização do raciocínio. 
d. Estimular o interesse do grupo sobre o tema. 
e. Estimular a participação geral do grupo. 
f. Discutir grande número de questões em pouco tempo. 
3. Use a técnica quando:
a. O grupo possuir entre 12 e 30 membros. 
b. O grupo já domine o assunto e houver interesse em revisão. 
c. Desejarmos a participação de todos os membros do grupo. 
d. Desejarmos identificar cada membro do grupo. 
e. Desejarmos estimular e agilizar o raciocínio. 
4. Como usar a técnica
a. Organizar duas fileiras de cadeiras, voltadas face a face. 
b. A dinâmica se inicia com o primeiro da fileira direita fazendo uma pergunta ao primeiro da esquerda. 
c. Respondida a questão, o segundo da direita usará a resposta dada para formular a sua pergunta ao segundo da esquerda, mantendo o encadeamento da idéia. E assim sucessivamente. 
d. Terminado, volta-se ao início, mas agora invertendo as posições. 
e. Tanto as perguntas como as respostas devem ser feitas e dadas rapidamente, de forma concisa, não havendo intervalo entre pergunta-resposta-pergunta-resposta-…. 

12 – Tempestade de Idéias

É uma técnica de produção de idéias em grupo. Possibilita o surgimento de aspectos ou idéias que não iriam ser, normalmente, levantadas.
2. A técnica é útil para:
a. Desenvolver a criatividade.
b. Compreender e discernir o tema sob diversos aspectos. 
c. Criar um clima de otimismo no grupo. 
d. Desenvolver a capacidade de iniciativa e liderança. 
3. Use a técnica quando:
a. Não estiver encontrando idéias para novas iniciativas. 
b. Não estiver encontrando solução para algum problema. 
c. Precisar que o grupo comprove sua capacidade de abrir caminhos e produzir soluções. 
d. Precisar romper bloqueios criados na personalidade do grupo ou de membro do grupo. 
4. Como usar a técnica
a. Disponha o pessoal como for possível, de preferência em círculo. 
b. Crie um clima informal e descontraído de esportividade e muita espontaneidade. 
c. Suspenda (proíba mesmo) críticas, julgamentos, explicações. Só vale colocar a idéia. 
d. Levar todos a romper com sua auto-censura, expondo o que lhe vier a cabeça, sem pré-julgar. 
e. Pedir que emitam idéias em frases breves e concisas. 
f. Todos devem falar alto, sem ordem preestabelecida, mas um de cada vez. 
g. Proibir cochichos, risinhos e conversas paralelas. 

13 – Discussão Circular

É um processo de encadeamento de aspectos dentro de uma mesma idéia. Oferece oportunidade ao raciocínio rápido e comprovação do entendimento do assunto.
2. A técnica é útil para:
a. Agilizar o raciocínio individual. 
b. Rápida revisão do assunto. 
c. Comprovação do entendimento e de alguns pontos importantes. 
d. Dar oportunidade a todos de expressarem seu entendimento ou dívida. 
3. Use a técnica quando:
a. O estudo de um assunto estiver completo. 
b. Desejar rever um assunto. 
c. Desejar reforçar o conteúdo de um assunto. 
d. Precisar estimular o raciocínio encadeado. 
4. Como usar a técnica
a. Apresente uma pergunta de forma clara e condensada. 
b. Verifique se todos entenderam a questão apresentada. 
c. Explique que cada um deve apresentar um aspecto novo sobre a pergunta feita, ou seja, não vale repetir coisas já faladas. 
d. Cada um tem um minuto, no máximo, para se expressar. 
e. Após apresentar a pergunta e fazer os esclarecimentos que se fizerem necessários, pedir a alguém que se apresente para iniciar a rodada. 
f. Após ele, o do seu lado é que deve continuar, não devendo ser permitido “saltar” para outro. 
g. Ninguém deve interromper ou responder a uma crítica enquanto não chegar a sua vez. 
h. A “discussão circular” continua até que todos achem que nada mais há a acrescentar, ou até esgotar o tempo previsto. 
i. Após a primeira rodada, em que todos devem participar, pode ser pedida a dispensa da palavra com um: “passo”. 

14 – Técnica de Ruminação

Possibilita fundir o esforço individual com o do grupo, no entendimento de um texto. Leva a uma leitura cuidadosa, minuciosa e profunda do texto, de forma individual.
2. A técnica é útil para:
a. Habituar a ler um texto com o máximo de atenção. 
b. Habituar a ler e compreender o texo. 
c. Exercitar a apreender detalhes de um texto. 
d. Exercitar a apreender os aspectos gerais de um texto. 
3. Use a técnica quando:
a. Não souber as condições do grupo em apreender um texto. 
b. Quiser treinar leitura e interpretação de texto. 
c. Quando grupo tiver um mínimo de condições de leitura. 
d. O assunto exigir aprofundamento. 
4. Como usar a técnica
a. Distribuir o texto entre os participantes, solicitando-se que o mesmo seja lido integralmente e de uma só vez, pelo que o referido texto não deve ser nem muito longo nem muito sintético. 
b. Após esta primeira leitura, os participantes são convidados a uma segunda leitura, devendo ser anotadas as partes não compreendidas, bem como aquelas compreendidas e consideradas significativas ou fundamentais do texto. 
c. Após esta segunda leitura, será levado a efeito um trabalho de esclarecimento quanto às partes não compreendidas, com a cooperação de todo o grupo e o coordenador. Cada participante expõe suas dúvidas, que o grupo procurará esclarecer, sendo que, quando a mesma não conseguir, o orientador o fará. 
d. Terminados os esclarecimentos, será feita uma terceira leitura em que cada participante fará um questionário a respeito do texto, indicando: 
1. dúvidas que o texto tenha sugerido; 
2. dúvidas paralelas que a leitura tenha suscitado; 
3. interpretação geral do texto e suas intenções; 
4. questões outras que o texto possa sugerir. 
e. Os participantes, a seguir, se reunirão em grupos de 3 a 5 pessoas e discutirão as suas dúvidas, reduzindo-as a uma só relação. 
f. A seguir, cada grupo apresentará as suas dúvidas ou questões que serão discutidas por todos. 
g. Finalmente, após o término do momento anterior, o orientador fará uma apreciação do trabalho desenvolvido, completando-o se necessário. 

15 – Painel Duplo

Possibilita despertar aspectos sobre o tema que não foram trabalhados. Pode ser usada mesmo após uma palestra, leitura, filme, etc.
2. A técnica é útil para:
a. Desenvolver a capacidade de pensar e raciocinar logicamente. 
b. Procurar entender o ponto de vista de outra pessoa. 
c. Possibilitar a análise lógica de posições individuais. 
d. Desenvolver a capacidade de argumentação lógica. 
3. Use a técnica quando:
a. Os temas não forem aceitos uniformemente pelo grupo. 
4. Como usar a técnica
a. Pede-se a cooperação de sete pessoas que formam dois mini-grupos, um defendendo uma tese e o outro a contestando ou defendendo o contrário. 
b. Invertem-se os papéis. O ataque passa à defesa e a defesa passa ao ataque. 
c. O grande grupo pode manifestar-se, apoiando as teses que achar mais corretas. 
d. O tempo todo alguém funciona como moderador. 

16 – Fórum

A técnica é boa para garantir a participação de grande número de pessoas, sobre temas contraditórios, embora alguns participem como observadores do debate.
2. A técnica é útil para:
a. Dinamizar o grupo. 
b. Desenvolver a capacidade de raciocínio. 
c. Ensinar a saber vencer e a saber perder. 
d. Desenvolver a imparcialidade de julgamento. 
3. Use a técnica quando:
a. Quiser treinar o grupo a não se envolver emocionalmente na questão, desenvolvendo a racionalidade. 
b. Quiser despertar a participação da assembléia através de depoimentos. 
4. Como usar a técnica
a. Escolha três participantes: um defende, o outro contesta o tema, e o terceiro coordena. 
b. A assembléia deve participar, colocando-se de um lado ou de outro. 
c. No final, o moderador oferece uma conclusão. 
Obs.- Para aumentar a participação pode-se constituir um corpo de auxiliares da defesa e da acusação, e um júri.

17 – Mesa Redonda

Poucas pessoas dispondo de tempo para discutir um assunto, em igualdade de condições.

A técnica é útil para:
a. Discutir ou refletir sobre um tema. 
b. Obter a participação de todos (num grupo pequeno). 
c. Chegar a uma decisão participativa e, quando possível, unânime. 
d. Levar os participantes a assumir responsabilidades. Participação na decisão é garantia de colaboração. 

Use a técnica quando:
a. Procura sincera do diálogo. 
b. Igualdade entre os participantes. 
c. Universo comum de comunicação. 
d. Definição clara do tema e do objetivo a que se quer chegar. 
4. Como usar a técnica
a. Pequeno número de participantes, sentados em um círculo, em igualdade de condições. 
b. Discussão livre entre si sobre o tema proposto. 
c. Coordenação bem livre.

2 Comentários

  1. Flavio Adrenilson Costa disse:
    Fui selecionado para dar a lição (aula) da minha classe de senhores da EBD, e esta é minha primeira vez, logo peço uma ajuda para que mim der uma dinâmica em grupo, ou algo que possa estar interagindo com os irmãos na classe. O assunto é: O poder da interseção, (texto áureo 1 Samuel 12,23) Jeremias: 14.1,2,3,4…9,10; 15.1 . é para o dia 02/05/2010. Fico muito gato! Que a paz do nosso Senhor Jesus continue a vos abençoar!
  2. Maurílio Ferreira Rodrigues disse:
    Muito bom gostei muito, vai me ajudar bastante em minhas aulas.

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