Jesus, a Luz do Crente Texto Áureo: “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo. 8.12). por Joseph Bruno dos Santos Silva I – Considerações iniciais. Saúdo os amados leitores e irmãos com a doce paz do Senhor. Este trimestre nos reserva um grande e revigorante crescimento espiritual, embasado nas doutrinas de Cristo explicitadas no primeiro Livro do Apóstolo João. Tratam-se de ensinos e considerações de fundamental importância para a construção de um pleno caráter Cristão, sem o qual não veremos nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Assim, trabalharemos neste singelo comentário, como temática principal, a figuração de nosso Senhor Jesus como a luz do Crente, assim como o fato do servo de Cristo também possuir a responsabilidade de ser luz diante dos homens. Procuraremos abordar, com maior enfoque, algumas características da “luz” que podem ser aplicadas, figurativamente, em nossas vidas espirituais. Que esta lição nos sirva de crescimento espiritual e alimento para nossas almas. Deus abençoe a cada professor da Escola Dominical que buscar transmitir, com afinco, essa rica lição. II – Pressuposto Básico: Cristo é a luz do mundo. O nosso texto áureo nos traz a primeira verdade a ser trabalhada na presente lição: “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo. 8.12). O nosso senhor é Luz, e por isso, nós, seus servos, também devemos buscar, com todas as nossas forças, sermos luz. Quatro aspectos principais refletem nosso Senhor Jesus como Luz: Santidade, Perfeição, Justiça e Sabedoria. O nosso Senhor Jesus é Santo, e sua santidade lhe foi inerente mesmo quando caminhou com os homens neste mundo de pecado e horrores. Fez-se homem, viveu neste mundo, cumpriu Seu misericordioso propósito de ensinar o caminho da Salvação aos homens, permanecendo,sempre, Puro e Santo, sem pecados de qualquer sorte. Em Mateus 27.24, quando Jesus estava perante o governador Pilatos, este, frente às acusações dos Judeus, e vendo que era iminente a condenação de Cristo declara: “(…) Estou inocente do sangue deste justo; considerai isso”. Mesmo aqueles que, à época, não acreditavam no poder de Jesus, inegavelmente, observavam a sua santidade, a qual não se viu, e jamais se verá, dentre os homens. Santidade esta que refletia-se em toda sua conduta, misericórdia e amor. Basta observarmos que Cristo, sendo Santo, estendeu sua mão para aqueles que, sendo pecadores, entregavam-se de todo coração. Vejam-se os exemplos de Zaqueu (Lc 19.1-10), da mulher adúltera (Jo 8.1-11), entre muitos outros. Jesus, em toda sua Santidade, é misericordioso para nos perdoar enquanto homens imperfeitos que somos. No evangelho de João, capítulo 1 e versículo 9, a Bíblia nos diz: “Ali estava a Luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo”. A luz de Cristo, pela sua imensa misericórdia, estende-se a todos os homens. Entretanto, nem todos julgam-se necessitados desta luz. Em comentário a este versículo, de forma muito pertinente, nos traz a Bíblia de Estudo Pentecostal: “Cristo ilumina toda pessoa que ouve o seu evangelho, concedendo-lhe certa medida de compreensão e graça para que essa pessoa possa livremente escolher, aceitar ou rejeitar a mensagem. Além da luz de Cristo, não há outra mediante a qual possamos conhecer a verdade e sermos salvos”. Devemos também nós, buscarmos a santidade, porque nosso Senhor foi, e sempre será Santo. O nosso Senhor Jesus é Perfeito. Tal perfeição deve ser entendida em seu sentido mais amplo. Jesus foi perfeito em seu agir, em suas palavras, em sua glória, em sua misericórdia, em seu esplendor, em seu amor, etc. O atributo da perfeição tem um papel fundamental, qual seja, o de diferenciar a natureza de Cristo da natureza dos Homens. Mesmo nesta terra, sendo homem de carne e osso tal qual somos todos nós, Cristo evidenciou sua perfeição, não podendo ser comparado com qualquer homem, pretérito ou futuro. Em Jo 1.5, nos diz a Santa Palavra: “e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. Devemos entender que Cristo, enquanto homem, foi sobremaneira diferente dos demais homens, porque a sua natureza era também divina, resplandecendo nas trevas em que vivem os homens. Em um mundo de homens iníquos, a luz da perfeição de Cristo sobressaiu-se sobre as trevas da humanidade. Em comentário a Jo 1.5, a Bíblia de Estudo Pentecostal assevera: “A luz de Cristo Brilha num mundo mau e pecaminoso controlado por Satanás. A maior parte do mundo não aceita sua vida, nem sua luz; mesmo assim ‘as trevas não a compreenderam’, i.e., não prevaleceram contra ela”. Observa-se também o atributo da perfeição quando Jesus transfigurou-se perante Pedro, João e Tiago (Lc 9.28-36). A Bíblia nos relata que as vestes de Cristo ficaram brancas e mui resplandecentes. Patente o relato bíblico acerca do esplendor da glória de nosso Senhor. O nosso senhor é justo, e a sua justiça estará presente na consumação dos séculos. Em Mateus 5.6, nas beatitudes explanadas no Sermão da Montanha, assim disse Jesus: “bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. Cristo ensinava aos homens algo que era patente a sua natureza divina: A Justiça. Justiça esta que muitos hoje confundem com complacência. Explico. A justiça de nosso Senhor se expressa em estender o perdão aqueles que arrependem-se de seus pecados, tomam a cruz de Cristo, e seguem os passos do Mestre. Esta justiça não confunde-se com a idéia moderna de que Jesus salvará a todos, independente da entrega, fé e obras de cada um. Jesus é justo para todos os homens, e esta justiça expressa-se em Mt. 25.46, quando Jesus diz: “E irão estes [os iníquos] para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna”. Pela justiça eterna de Cristo, seremos galardoados pelas nossas boas obras. Cristo diz, em Mateus 24.35: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. As palavras de justiça de nosso Senhor são eternas, e perdurarão até a consumação dos séculos. O Senhor Jesus é sábio. Tamanha sabedoria jamais se viu sobre a face da terra. Um conhecimento que excedia o próprio conhecimento do homem. Grandes exemplos de sabedoria de Cristo temos na Bíblia. Inicialmente, o ensino de Cristo pelo intermédio de parábolas, que tornavam o evangelho do reino acessível a todos os homens, do mais humilde aos doutos e escribas. Veja-se Mt 18.23-35, Mt 21.33-46, Jo 10.1-18, etc. A sabedoria de Cristo fez com que seu propósito na terra fosse plenamente cumprido. Jesus soube livrar-se das tentações do inimigo, dos judeus e fariseus, para que todo o propósito fosse cumprido. Observe-se, pois, a passagem de Lc 20.19-26. Os sacerdotes e escribas buscavam, de toda maneira, motivos para aprisionar a Jesus. Perguntaram então a Cristo a quem deveriam ser pagos os tributos, sabendo eles que o levante contra os tributos do império era um ato que ensejaria sua prisão. Entretanto, a sabedoria suprema de Jesus fez com que desse a resposta certa, para que não negasse o dízimo, nem afrontasse o império; “Disse-lhes, então: Daí, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus” (verso 25). III – Os servos de Cristo também devem ser luz no mundo. Em Mateus 5.13-16, Jesus nos mostra que, como Ele é luz, nós, seus servos também devemos ser Luz. Somos luz quando prezamos pela santidade em mundo que a cada dia dedica-se mais ao pecado. Em Gl 5.16, o apóstolo Paulo diz: “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”. Nós, enquanto luz do mundo, devemos ser seres espirituais, que prezam pelo que é santo, e abominam o pecado e a iniqüidade. Somos luz quando não nos conformamos com o mundode pecado em que vivemos. Rm 12.2 diz: “ E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Se nos conformarmos com o mundo, não seremos mais luz, mas nos misturaremos em meio as trevas. A partir do momento que abominamos os horrores do mundo, nos insurgimos contra o pecado e a iniqüidade, nos tornamos luz, destacada e apartada das trevas, e que com esta não se mistura. Somos luz quando a nossa vida se pauta em boas obras. Não basta acreditarmos em Jesus, mas trabalhar em favor do reino de Deus. Devemos atender a ordem de Cristo expressa em Mc 16.15-18, e levarmos o evangelho ao mundo, fazendo com que a luz se espalhe e cresça em meio às trevas. A fé não se aproveita sem obras. Somos luz quando praticamos a Justiça. Como já citado, em Mateus 5.6 Jesus nos ensina a sermos justos em todo nosso viver. Ser justo não somente na igreja, mas no nosso trabalho, escola, faculdade, lar, etc. Praticar a justiça nos difere do mundo, que sempre preza a “esperteza” e o engano. Somos justos quando somos honestos, quando tomamos as escolhas certas, quando repreendemos sem nos irarmos, etc. Somos luz quando nos entregamos a Cristo de corpo e alma. Jo 10.9: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens”. Quando nos entregamos a Cristo, a nossa vida sai da escuridão e torna-se luz. A luz de pessoas que têm consigo a salvação, e que sabem que esta terra, com as suas glórias e riquezas, é passageira. A nossa vida, e o nosso lar, é o céu. VI – Conclusão. Somos Luz como o nosso Senhor é luz. Devemos resplandecer neste mundo de pecado, e levar aos homens as boas novas de salvação. Deus te abençoe, e que a luz de Cristo resplandeça em sua vida! Amém. Comentários: Joseph Bruno dos Santos Silva, professor da Escola Dominical na Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS. ![]()
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Uso o seus ensino e pensamento para dar aula para os jovens da minha igreja. Depois que comecei a dar aula com ajuda de seus ensinhos, comecei a perder o medo de ensinar. Que Deus vos abençoando. A paz do nosso Senhor.
Uso o seus ensino e pensamento para dar aula para os jovens da minha igreja. Depois que comecei a dar aula com ajuda de seus ensinos, comecei a perder o medo de ensinar. Que Deus vos abençoando. A paz do nosso Senhor.