O Deus que intervém na história – Ev. Isaías de Jesus


por Ev. Isaías de Jesus

INTRODUÇÃO

 

Há mudanças que são inevitáveis na vida das nossas igrejas. O desafio que se nos apresenta é sabermos quando elas vem de Deus e a maneira como elas nos são comunicadas pelo Senhor.
O texto de hoje nos ajudará a entender como Deus age, quando ele intervem e porque ele intervem na igreja. Atos 16: 6 – 10
Paulo estava em sua segunda viagem missionária. Tinha como seu companheiro o jovem Timóteo, pois Barnabé o companheiro da primeira viagem havia seguido para Chipre com o seu sobrinho João Marcos.
Paulo tinha um objetivo em mente: evangelizar. Ele está demonstrando aqui que o trabalho do Senhor não é feito por acaso ou relaxadamente.

Com este objetivo em mente, o Apóstolo: Desejou ir entrar na Asia Menor para atingir as regiões mais populosas como Éfeso, Esmirna e Laodicéia. Fez, portanto, todos os planos para pregar naquela região, no que foi impedido pelo Espírito Santo.

Deus age em nós e através de nós quando nós nos dispomos a colocar as mãos no arado.
Deus age em nós e através de nós quando nós colocamos os nossos recursos à disposição do reino de Deus.

Deus intervem quando os nossos planos não estão de acordo com os seus planos, ainda que aparentemente os nossos planos sejam bons.
Deus intervem para o nosso benefício, porque ele tem algo melhor e maior para nos mostrar e não quer que nós gastemos o nosso tempo com o que é menor.
Quando Deus intervem na vida da igreja, não existem dúvidas de que é ele quem está dirigindo a vida da igreja:
Paulo obedeceu e, Paulo entendeu que era de Deus aquele ordem.
A intervenção miraculosa não contraria a vontade de Deus.

I – QUANDO DEUS NÃO INTERVÉM

Nós olhamos para a nossa crise pessoal na expectativa em ver o sobrenatural acontecer, em ver uma intervenção de Deus na qual o desejo do nosso coração é realizado. Nós só conseguimos ver o nosso desafio pessoal: nossa vida, nossos bens, nossa família, nossa saúde, nossa igreja e nosso ministério; é ai que esperamos ver a intervenção de Deus! Entretanto, precisamos entender que Deus é maior do que nós, que o projeto de Deus é maior que o nosso projeto pessoal e que a glória de Deus é maior do que a glória do homem.
Alguns teólogos do Século XIX olhavam para a vida de Jesus e pensavam: “Ele fracassou”. George Strauss, no fim do Século XIX, zomba dizendo: “Ele não tinha poder. Seus amigos morreram sós, abandonados, traídos e em sofrimento. Morreram sem glória”. Strauss, apesar de irônico e crítico, acertou em sua afirmação: “Morreram sem glória”. A minha e a sua vida possuem um propósito maior debaixo dos céus: É a glória do nosso Deus. E mesmo a nossa aparente glória humana deve visar uma só coisa em nossa existência: Ser lançada aos pés de Cristo.

Gostamos de lembrar em nossos sermões, em nossas reuniões, de episódios nos quais Deus interveio; e interveio sobrenaturalmente.

– Fechou a boca de leões; esfriou o fogo de uma fornalha; partiu o mar ao meio; derrubou fortes muros de grandes cidades; derrubou gigantes; esmagou reis e reinos; fez o sol parar; enviou anjos para fortalecer um exército enfraquecido; deu vista a cegos; limpou a pele de leprosos; fez até mortos ressuscitarem. Deus interveio! E quando Deus intervém, o Seu nome é exaltado, é elevado, é louvado, tremendamente glorificado. Deus é Deus! Certamente gritava aquele guerreiro de Israel quando viu os muros de Jericó serem derribados pela Sua força: DEUS É DEUS.

Entretanto, há momentos em que Deus não intervém milagrosamente! Mesmo presente, Senhor da história, dono da situação, o Pai amoroso não intervém! O livro de Hebreus fala de um grupo de homens que chamamos, “galeria dos heróis da fé”. O que temos ali, senão: homens morrendo, cortados pelo meio, lançados em covas de leões, torturados, maltratados sem libertação; vemos ali mulheres que perderam repentinamente e tragicamente os seus maridos e pais de seus filhos.

Quando Deus não intervém; quando a cura não vem; quando a bênção não chega! Irmãos contaminados pelo HIV que, após anos de oração, fazem o teste e continuam soro-positivos; queridos que estão no leito de morte nos hospitais; a igreja ora e mesmo assim eles se vão; filhos que são retirados de nós tragicamente no acidente em uma estrada; amigos que são colhidos do nosso meio por um repentino e fulminante ataque do coração; pastores, presbíteros e líderes da igreja que se vêm limitados pelo diabetes, pelo câncer, pela paralisia, pelo derrame, cegueira ou surdez, pelo tiro desferido por um assaltante em fuga.

E DEUS NÃO INTERVÉM. A cura que não acontece! A bênção não vem! Que Deus é este que vê seus filhos sofrerem sem lhes retirar a dor, a doença, o espinho, o choro? Alguém disse certa vez que, “nos voltamos para Deus procurando ajuda quando os nossos alicerces estão estremecendo para então descobrirmos que é Deus quem os faz estremecer”.
Deus está no controle dos incontáveis momentos da sua vida. Está no controle do alicerce, da fundação da sua existência. Se o sofrimento vier, se a provação chegar, se a cura não acontecer, se um acidente lhe tirar aquilo que você tem de mais precioso na vida, saiba que no projeto do Reino, além do horizonte, além da sua e da minha visão, além da nossa limitada realidade do momento, o nome do nosso Deus será glorificado. E glorificar o nome de Deus deve ser a prioridade da Igreja.Nós não chamamos isso de fatalidade, de destino, de acaso, de sorte ou de coisas da vida. Nós chamamos isso de Soberania de Deus.

II – DEUS INTERVÉM QUANDO SOMOS FIEIS

Sabe, ó Rei, que é uma lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou ordenança, que o Rei determine, se pode mudar. Daniel 6: 15
A história de Dário, o medo, relatada na Bíblia, é típica dos grandes legisladores da antiguidade. Dário sucumbiu à recomendação de seus conselheiros para estabelecer um decreto que, enquanto alimentava seu ego e sua sede de poder, iria colocá-lo em terrível conflito moral. A ruína de Daniel, um dos seus administradores mais confiáveis estava sendo tramado.

A posição de Daniel incomodava profundamente os outros administradores: em geral, pessoas fiéis em qualquer área da vida (trabalho, estudo, amizades, etc…) estabelecem um alto padrão para os menos comprometidos.
Eles não tiveram alternativa, senão armar uma cilada para que Daniel desobedecesse o rei por meio de um decreto que o proibia de orar a seu Deus. Eles logo acharam um ouvinte na pessoa do monarca, que nada suspeitava, pronto a fazer qualquer coisa para engrandecer a sua reputação: o rei Dário.
Tudo parecia se encaixar: Daniel era um candidato ideal para a cova dos leões. Só que o plano falhou, porque Deus domou a natureza selvagem dos leões por amor a Daniel. O rei teve outra oportunidade para corrigir seu erro público e dar a Deus a honra devida.
Não era somente os reis da Média e da Pérsia que tinham problemas em não assumir a responsabilidade de seus atos errados. Todos nós já passamos por esta situação. Às vezes, é impossível corrigir as conseqüências de nossas falhas. Mas há uma porta de escape aberta para nós: podemos confessar nossos fracassos a Deus. Ele nos perdoa por amor a Jesus Cristo. Seu perdão é mais precioso que qualquer coisa no mundo. Deus nos dá várias chances de recomeçar e jamais nos rejeita por termos errado.

III – QUANDO DEUS INTERVÉM NA HISTÓRIA – ESTER 4: 13 – 14

Então Mardoqueu mandou que respondessem a Ester: Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus.
Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?
Ester não enxergava que ela chegou a tornar-se Rainha do reino persa por uma determinação do Deus Todo-Poderoso que governa a história segundo sua vontade e propósitos, mas seu tio Mardoqueu tinha consciência disso e lembrou-a desse fato.

Ele a alertou para o fato de que, caso ela não quisesse usar da posição e influência que Deus lhe dera para promover a salvação do povo judeu, que estava sendo ameaçado por seu arqui-inimigo Hamã, o Todo-Poderoso levantaria outra pessoa para essa gigantesca tarefa.
Ester então propôs-se a isolar-se com suas criadas e jejuar juntamente com elas durante três dias e três noites, para então entrar na presença do Rei Assuero e pedir-lhe pela vida dos judeus que viviam nos domínios do reino persa.
Quantas ocasiões há em que Deus usa pessoas, próximas ou não, parentes ou não, para alertar-nos de perigos que estão por vir e, então, somos colocados diante de uma séria decisão que terá conseqüências, muitas vezes, não apenas sobre nossa vida, mas também sobre a vida de muitas outras pessoas.
Do nosso silêncio, da nossa acuidade auditiva “espiritual” e da nossa subseqüente obediência pode depender o destino de outras vidas, a salvação ou a perdição, o perigo ou o livramento.

Após três dias e três noites em oração e jejum, Ester teve não só as palavras certas para dirigir-se ao Rei Assuero, mas também teve a estratégia para fazê-lo: solicitou ao Rei que comparecesse a três jantares consecutivos, nos quais fez tudo o que pôde para agradá-lo e honrá-lo diante de seus principais auxiliares e, entre estes, o arqui-inimigo do povo judeu, Hamã.
Durante o terceiro jantar que ela ofereceu ao Rei, despertada a curiosidade dele, já totalmente inclinado a atender aos pedidos de Ester, fossem quais fossem e prometendo-lhe até metade de seu Reino (Ester 5:3), ela, com sabedoria, revelou ao Rei sua nacionalidade judia – ela, a Rainha, judia, estava ameaçada de morte pelo edito promulgado pelo Rei sob sugestão de Hamã -, contou a ele que Hamã estava por trás dessa ameaça e pediu que ao menos fosse dada ao povo judeu a possibilidade de armar-se e defender-se no dia que estava determinado para a sua matança.

Deus sabia perfeitamente, desde o nascimento de Ester e sua adoção por parte de seu tio Mardoqueu, que seria necessária a presença dela, na condição de Rainha, na corte do Rei Assuero, para que ele se inclinasse em favor do povo escolhido de Deus.
Ester precisou ser corajosa, arriscando sua vida, pois o Rei poderia não aceitar que ela tivesse entrado em sua presença sem ser solicitada e poderia recusar seu pedido e mandar matá-la.
Concorreram a providência de Deus, Sua intervenção na História e a coragem de Ester para que os acontecimentos tivessem o desenrolar que tiveram.

É bom lembrar também da história de José, do Egito, que, no tempo de fome, estava na posição de príncipe no Egito e pôde ser o “salvador” do povo judeu, o povo com quem Deus fizera aliança.
Como podemos ficar ansiosos e preocupados com nosso futuro, se podemos confiar em um Deus tão grande, poderoso, sábio e amoroso?

Se a sua vida está nas mãos do Deus Todo-Poderoso de Israel e se você está passando por situações de ameaça, de perigos, de serríssimas decisões, lembre-se de que, como na história de Ester, Ele já providenciou antes mesmo do seu nascimento, as pessoas que ele colocará no seu caminho para ajudá-lo (a).
Não desanime, não desista não se entregue à derrota. Deus é com você, Ele está olhando para você e providenciará o seu livramento na hora certa, usando as pessoas certas, na hora certa, no lugar certo.

IV – POR QUE DEUS INTERVEM NA VIDA DA IGREJA?

Porque Deus sabe que se nós fizermos as nossas vontades nós erraremos e o fracasso será total.
Porque Deus quer ver uma igreja obediente a ele e ao seu reino.
Porque ele é o autor do plano da salvação da humanidade e ele sabe melhor do que qualquer um de nós o que é que precisa ser feito para que o seu plano seja concluído ou efetuado.

V – RELACIONAMENTO DO CRENTE COM A INTERVERSÃO (PROVIDÊNCIA )DIVINA.

O crente para usufruir os cuidados providenciais de Deus em sua vida, tem responsabilidades a cumprir, conforme a Bíblia revela.

5.1) Ele deve obedecer a Deus e à sua vontade revelada. No caso de José, por exemplo, fica claro que por ele honrar a Deus, mediante sua vida de obediência, Deus o honrou ao estar com ele (39.2, 3, 21, 23).Semelhantemente, para o próprio Jesus desfrutar do cuidado divino protetor ante as intenções assassinas do rei Herodes, seus pais terrenos tiveram de obedecer a Deus e fugir para o Egito (ver Mt 2.13). Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus endireitará as suas veredas (Pv 3.5-7).

5.2) Na sua providência, Deus dirige os assuntos da igreja e de cada um de nós como seus servos. O crente deve estar em constante harmonia com a vontade de Deus para a sua vida, servindo-o e ajudando outras pessoas em nome dEle =(At 18.9,10; = 23.11; 26.15-18; = 27.22-24).

5.3) Devemos amar a Deus e submeter-nos a Ele pela fé em Cristo, se quisermos que Ele opere para o nosso bem em todas as coisas (ver Rm 8.28).
Para termos sobre nós o cuidado de Deus quando em aflição, devemos clamar a Ele em oração e fé perseverante. Pela oração e confiança em Deus, experimentamos a sua paz (Fp 4.6,7), recebemos a sua força (Ef 3.16; Fp 4.13), a misericórdia, a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16; ver Fp 4.6). Tal oração de fé, pode ser em nosso próprio favor ou em favor do próximo = (Rm 15.30-32; = ver Cl 4.3.

VI – ELEITOS PARA ANUNCIAR A INTERVENÇÃO SALVADPRA DE

Este Deus é Aquele que se manifesta em Jesus Cristo e que, através de uma nova aliança, pelo seu sangue, entra no curso da História para libertar os seus intervenientes, isto é, todo o ser humano, e dar assim origem a um novo povo – supremamente caracterizado nas palavras de
I Pedro 2, 9:
“ Vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”
Nós, Igreja de Cristo, pertencemos a este povo que, libertado do exílio que representa o afastamento de Deus é agora sua pertença particular.
Porém, tal como o povo de Israel no passado, nós fomos eleitos com uma finalidade: para anunciar “as excelências” daquele que nos chamou.
Por outras palavras, Deus nos elegeu para sermos testemunhas do seu poder e do seu amor em Jesus Cristo; para nos transformarmos em profetas que proclamam as boas novas da salvação: o “exílio” é passado, vivamos o presente e o futuro à luz da libertação de Deus!
Só quando respondemos positivamente a esta comissão, quer individualmente quer em Comunidade, nos podemos tornar verdadeiros instrumentos de Deus na sua intervenção transformadora, na nossa própria história e na história da humanidade.

VII – A INTERVENÇÃO DIVINA NOS ÚLTIMOS DIAS

A segunda vinda de Cristo a este mundo é mais uma intervenção divina na história da humanidade. Ela acontecerá em duas fases distintas. Na primeira, o Senhor virá para ressuscitar os mortos redimidos por seu sangue, e arrebatar os crentes vivos, afim de estarem sempre em sua presença (I Ts 4 – 15 a 17).Na segunda, se manifestará com sua Igreja. Isto é, primeiro Jesus virá “para” os salvos e depois, “com” os salvos. Após os eventos que acontecerão nos céus (o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro), o Senhor, juntamente com sua Igreja, voltará com poder e grande glória para derrotar o Anticristo, julgar as nações e implantar seu Reino Milenar na terra. No final do Milênio, após sua última insurgência contra os desígnios de Deus , Satanás será definitivamente derrotado; haverá, no céu, o julgamento dos ímpios diante do Grande Trono Branco e, por fim, a implantação do Perfeito Estado Eterno do homem de deus, a partir de então, inaugurará novos céus e nova terra, onde habitarão a justiça e a paz (2 Pe 3.13)

VIII – A INTERVENÇÃO DIVINA EM UMA FAMÍLIA:

nome ISMAEL significa DEUS OUVE. Isto indica que Deus viu o modo injusto de Abrão e Sarai tentarem Agar, e que também agiu a respeito disso. Deus abomina toda e qualquer injustiça entre os seus. Ele castigará quem cometer injustiça contra os fiéis da Igreja
(Cl 3: 25). Gn 16:4-15; = 21: 14-20

Hagar e Ismael são expulsos. Ela pensava que havia dado a Abraão um herdeiro, mas agora, via-se expulsa para a vastidão do deserto com seu filho. A água logo se acabou e ela nem imaginava que houvesse uma fonte ali bem perto, aberta pelo poder do Anjo do Senhor.
Clamemos a Deus, Ele intervirá e abrirá fontes no meio de nossos desertos.

IX – A INTERVENÇÃO DIVINA TRAZ LIBERTAÇÃO:

Deus não se limita apenas a mandar um profeta para condenar nossos pecados; Ele comissiona um anjo para trazer-nos socorro. Jz 6: 11-14 -
Gideão era o filho mais novo de uma família pobre, que tinha sofrido bastante nas mãos de Midiã (Jz 8:18). Ele era obrigado a malhar o trigo no lagar, abaixo da superfície do solo, porque os midianitas poderiam atacá-lo e roubar tudo.
Ele parecia o menos indicado para ser escolhido como libertador. Mas existe uma força que o homem não adquire através da coragem; é a força que nos é transmitida diretamente de Cristo: Jz 6:14 cf I Cor 1:26; = Fp 4:13.

X – A INTERVENÇÃO DIVINA NA HISTÓRIA POLÍTICA:

Os generais assírios procuraram intimidar Ezequias e toda Jerusalém, menosprezando o Senhor Deus e zombando da confiança que o povo tinha nEle. (Is 50:10)- II Rs 18:28-37; = 19:1-37
Ezequias tinha grande confiança em Deus. Enfrentando a ameaça dos assírios e indignado com a zombaria do rei assírio contra o Senhor, buscou a Deus e rogou a Isaías que orasse por Jerusalém e pelo remanescente do povo de Deus.
Ezequias tomou a carta atrevida de Senaqueribe exigindo a rendição de Jerusalém, abriu-a diante do Senhor e orou fervorosamente. Ele orou para que prevalecesse a glória de Deus e que Seus caminhos e propósitos na história fossem preservados
(Ex 32:12; = Nm 14:13-16; = Dt 9:26-29).

- A oração feita a Deus pelo rei Ezequias redundou em libertação total do perigo:
O Anjo de Deus resgatou Jerusalém dos assírios, matando 185 mil pessoas (II Rs 19:35). Os historiadores da época têm atribuído as perdas terríveis a uma praga de ratos que roeu, numa noite, todo o equipamento bélico dos assírios, e outros dizem que os ratos teriam trazido a peste bubônica que destruiu o exército, de um dia para o outro (cf Apc 15:1)
Por causa da paz reinante, o povo da terra e o das nações ao derredor, trouxeram presentes em gratidão pela salvação de Deus, cujo poder foi demonstrado ao salvar Judá, como testemunho às demais nações. - II Cr 32: 23

XI – A INTERVENÇÃO DIVINA NA CRIAÇÃO

No princípio criou Deus o céu e a terra, assim inicia o relato bíblico do Gênesis (1.1). Deus, nesse sentido, não seria uma invenção humana, sua existência é tomada como pressuposto. Por conseguinte, a matéria não seria eterna, ela teria sido criada num momento dado do tempo. O que é criado não surgiu aleatoriamente, Deus, o Criador, planejou a existência de todas as coisas, de modo que o mundo visível veio do que não é visível (Hb. 11.3). O homem, diferentemente do que defendem os materialistas, não é o resultado de uma evolução casual, não veio de uma ameba, antes é resultado do propósito de Deus (Gn. 1.3-14,27). Deus tem liberdade plena e poderia, de fato, não ter criado o céu e a terra, nem mesmo os seres humanos, mas Ele interviu, e, como resultado dessa intervenção, podemos ver, hoje, a criação, contemplá-la em sua beleza, e testemunhar a sabedoria, grandeza e providência de Deus (Sl. 8; 19).

XII – A INTERVENÇÃO DIVINA NA QUEDA

O homem foi criado para glorificar a Deus, ele não se realizada em nenhum outro a não ser nEle (Is. 43.7). Deus não, no entanto, não o criou como uma máquina, para obedecer cegamente, sem que tivesse livre-arbítrio. Adão e Eva, ao invés de usarem a dádiva da escolha para a glória de Deus, optaram por satisfazerem a eles mesmos. Sonharam em ser deuses, ambicionaram a árvore do conhecimento do bem e do mal, ficaram com o mal, como resultado, cairam, desobedeceram, tornaram-se rebeldes pecadores diante de Deus.

Naqueles tempos, como também hoje, o pecado traz conseqüências angustiantes para a humanidade (Gn. 3.15). O Senhor, contudo, não desprezou a humanidade a qual havia criado com tanto amor. Ainda que o pecado tenha se espalhado avassaladoramente, a violência e a corrupção (Gn. 4.8-16; 6.1; 5-7). Deus encontrou graça em um homem chamado Noé, e, como também é justiça, enviou o dilúvio sobre a humana, mas antes revelou seu plano ao patriarca, e esse, por fé, foi preservado com a sua família (Gn. 7.7).

XIII – A INTERVENÇÃO DIVINA NA ESCOLHA DE ISRAEL

Depois do dilúvio, Deus chamou um homem, chamado Abraão, e prometeu que dele faria uma grande nação (Gn. 12.1,2). Mesmo em sua velhice, esse patriarca gerou um filho, cujo nome dado fora Isaque (Gn. 17.19). Isaque gerou Jacó e a partir dele as doze tribos de Israel
(Gn. 25.26-34).
Após um período de escravidão no Egito, Deus levantou Moisés, como Libertador, para ir àquela terra, retirar o povo que Ele havia escolhido da servidão (Ex. 3.2-4). Nesse evento, o Senhor se revelou a Moisés como o EU SOU.

A retirada e a caminhada de Israel, desde o Egito e ao longo do deserto, são marcadas pela atuação sobrenatural de Deus (Ex. 12.37-51). O Senhor fez grandes proezas para libertar o Seu povo, a morte dos primogênitos, a abertura do Mar, o Maná do céu, a água da rocha. Na religiosidade judaica, Deus manifestação sua redenção ao povo através do derramamento do sangue dos cordeiros que eram imolados como sacrifício pelo perdão do pecado (Lv. 9.3). Essa revelação divina apontava para Aquele que seria, definitivamente, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo. 1.29).

XIV – A INTERVENÇÃO DIVINA NA ENCARNAÇÃO DO VERBO

Na abertura do Evangelho que trás o seu nome, João diz que “no princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”. Mais adiante, acrescenta que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo. 1.1,14). Há aproximadamente dois mil anos, Deus resolveu fazer morada no meio dos homens. Mais do que isso, decidiu se tornar um deles. Como disse um certo pregador, esse é o maior evento histórico de todos os tempos. Maior do que a ida do homem a lua em 1969.

O Emanuel, Deus conosco, colocou os seus pés aqui na terra, viveu entre nós, tornou-se um vizinho. Com essa atitude, Deus condescendeu plenamente em sua revelação, manifestando-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, afirmando que quem quisesse conhecer ao Pai deveria olhar para Ele (Jo. 14.1-10). Essa intervenção mudou significativamente o relacionamento dos homens com o Deus, podemos, agora, chamá-lo de Aba, pois somos seus filhos
(Rm. 8.15; Gl. 4.6). Isso porque fomos regenerados = (I Jo. 5.18; = Jo. 3.5-7; = II Pe. 1.4), justificados (Rm. 3.22-28; 4.3,16; 5.1), santificados (Hb. 12.14; I Pe. 1.15).

CONCLUSÃO

Quem criou e povoou de sóis e planetas esse grandioso Universo, cujo tamanho e distâncias estão infinitamente acima de nosso limitado entendimento?
Quem deu movimento a esses gigantescos corpos celestes? Quem lhes dotou de ordem e harmonia tais que palavras humanas não conseguem exprimir? Quem foi que lançou os alicerces invisíveis e inabaláveis dos astros, e quem mantém a Terra suspensa sobre o Nada? Quem somos nós diante dessas imensidões, ou onde estávamos quando tudo isto foi criado?
“Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” perguntou o Senhor a Jó, ao longo dos capítulos 38 e 39 do livro que nos relata a história do velho patriarca de Uz. “Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre o que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?” Sugerimos que o leitor leia diretamente em sua Bíblia esses dois capítulos, cuja beleza e profundidade têm, ao longo dos séculos, conquistado a admiração e a reverência dos maiores estudiosos das grandezas e fenômenos do Universo.

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
4° Trimestre 2008 – Tema: 3º Lição – O Deus que intervém na Hisória
Bibliografia:-
Bíblia de Estudo Pentecostal Edição 1995
Bíblia de estudo Genebra 2 Edição 1993
Bíblia de estudo Profecias 2001
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia 24 Edição por Myer Pearlman
Prova da Existência de Deus – Editora vida
http://www.geocities.com/ – Prof. Anísio Renato de Andrade
http://www.sermão.com.br
http://soberanagraça.wordpress.com
http://tribuna evangélica.blogspost.com
http://www.ibbetel.com.br
http://www.igreja-presbiteriana.org

http://cantorevangelicocarlospaulyno.blogspot.com

BEP

3 Comentários

  1. Maria Eduarda disse:
    estar assunto é maravilhoso!
    e pra minha Igreja estava precisando de um assunto desse “O Deus que intervém na historia” o este tema é nos chama muito atenção e o do Domindo passado sem palavra pra disser a impoortancia pra minha vida e de muito crentes da minha igreja! álias este trimentre os assuntos estão bençãos!
  2. TOME ROFINO MUNHAZA disse:
    nao existem palavras suficientes para comentar,apenas dizer que Deus esta acima de tudo e de todos,seja louvado o seu nome,e a sua palavra alcance a todos os homens de boa vontade,eu,creio no senhor de toads as coisas,agradeÇo por saber que sou seu filho e pertenÇo ao seu rebanho,louvado seja para sempre.
  3. Antonio Rodrigues Ventura disse:
    Como é que se pode afirmar que Deus dirige a Igreja? Quem sabe isso? Se dirige, como dirige tão mal?
    Dirigiu as Cruzadas?A Inquisição? As guerras santas? A pedofilia? Foi ele que quis um papa em Roma ao mesmo tempo chefe de estado? Se Deus tivesse alguma intervenção na Igreja, ela não estava como está.

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