
por Altair Germano
2. A concessão dos dons espirituais não está fundamentada nos méritos humanos (1 Co 12.11b, 18). É o Espírito que distribui os dons, a cada um, como bem quer (soberanamente). Cargos e funções na igreja podem ser concedidos pelos líderes por amizade, paternalismo, politicagem, interesses pessoais etc., mas o Espírito não age assim. Ele é santo e reto. Não se barganha com o Espírito, nem ninguém pode comprá-lo;
3. Os dons espirituais não nos tornam melhores do que ninguém (1 Co 12.10-27). O dons espirituais não são um atestado de boa conduta, nem transforma o caráter cristão. Apesar da manifestação dos dons na igreja de Corinto, uma série de problemas de ordem moral, familiar, eclesial etc. lá aconteciam. Os portadores dos dons espirituais não são crentes de primeira classe, nem devem se vangloriar pelos dons, pois são concedidos para a edificação pessoal e da igreja (1 Co 14.4) mediante a graça e a misericórdia de Jesus;
4. O dom de línguas (assim como os demais) não é concedido pelo Espírito a todos (1 Co 12.30). Resolvi enfatizar a concessão do dom de línguas, pela importância extremada que ele recebeu no meio pentecostal assembleiano. Temos pelo menos três maneiras de entender o que Paulo quiz dizer com: “Falam todos em outras linguas?”. A primeira, é afirmar que nem todos poderão ser batizados com o Espírito Santo e por isso não falarão em outras línguas. A segunda, é dizer que as pessoas que falaram em línguas por ocasião do batismo e não mais voltaram a falar, negligenciaram o dom (é a forma mais comum de interpretar o fato). A terceira, entende que todos poderão ser batizados com o Espírito Santo, evidenciando-se tal batismo pela manifestação de línguas (At 2.1-13, 37-39; 8.14-19; 10.44-48). Neste caso, muitos só falaram (ou falarão) em línguas por ocasião do batismo, mas por não terem simultaneamente ou posteriormente recebido o dom de “variedade de línguas”, nunca mais falarão. Particularmente, prefiro essa terceira hipótese por entender que se alinha melhor ao contexto da concessão dos dons.
5. O dom de profecia é mais útil e superior ao dom de línguas (1 Co 14.1-5). Deixemos que o próprio texto bíblico no fale: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.” É triste e lamentável ver na igreja irmãos serem tidos por “menos” espirituais por não falarem em línguas, ou não falarem em público. Haja ignorância e desconhecimento dos ensinamentos bíblicos! Por outro lado, há milhares de crentes que falam em línguas, ou manifestam algum outro dom do Espírito, que tratam mal a mulher e os filhos, são arrogantes, caloteiros, invejosos, maldizentes, com terríveis falhas de caráter e etc. Parecem ser espirituais, mais é somente “fachada”. Não se espante. Saul, mesmo reprovado por Deus ainda profetizou (1 Sm 15.22-28; 19.20-24). Muitos que aparentam ter algum nível de espiritualidade, não são, nem serão conhecidos do Senhor (Mt 7.22-23);
6. O batismo com o Espírito Santo não é prerrogativa para se receber todos os dons espirituais (1 Co 1.1-7). A não ser no caso do dom de variedade de línguas (por questões lógicas e óbvias da Teologia Pentecostal), os demais dons de manifestação do Espírito não necessitam do batismo com o Espírito Santo para atuarem na vida do crente salvo (alguns afirmam que para interpretar as línguas é necessário ser batizado com o Espírito Santo). Na vida de milhares de servos de Deus os dons de manifestação do Espírito estão presentes por se crer em sua atualidade, sem que todos estes sejam batizado com o Espírito Santo. O próprio comentarista da lição bíblica, pastor Antonio Gilberto, consultor doutrinário e teológico, afirma que Daniel tinha o dom da palavra da sabedoria (Dn 1.17; 5.11, 12; 10.1), em Eliseu operava o dom da palavra da ciência (2 Rs 5.25, 26) e em Aías (1 Rs 14.1-8), Moisés, Elias, Eliseu e inúmeros outros servos de Deus tinham o dom de operação de maravilhas (Jo 6; At 8.6, 13; 19.11; Js 10.12-14). Eram Moisés, Daniel, Elias, e Eliseu batizados com o Espírito Santo, para que estes fenômenos através de suas vidas se manifestassem? Certamente você conhece irmãos e irmãs, servos e servas de Deus (das mais variadas igrejas, inclusive tradicionais) que manifestam em suas vidas alguns dos dons de manifestação do Espírito, sem serem batizados com o Espírito Santo (revestimento de poder evidenciado pelo falar em outras línguas).
Nenhuma tradição, credo ou teologia está acima da verdade revelada nas Santas Escrituras. Nenhum ensino doutrinário e teológico dever ser recebido passivamente, sem a devida análise e investigação (At 17.11).
Nenhuma denominão evangélica é detentora dos direitos e privilégios exclusivos da manifestação do Espírito (1 Co 12.4-6).
Nenhum crente salvo deve se privar destas bençãos e de ser uma benção, antes, deve buscar com zelo os melhores dons (1 Co 13.31 e 14.1).






A lição que vc citou diz que a distribuição dos dons espirituais após o derramamento do Espírito, seriam mais intenso. Na verdade antes do dia de pentecostes os dons já estavam em evidência como enfatizou o pr Altair.
Claro que com menos intensidade, como o irmão mesmo citou,uma vez que os profetas, juizes, reis e sacerdotes é que recebiam esta atividade espiritual proveniente do Espírito.
sinto cheiro ou odores espirtual e as vezes tenho visão isso é um dom?