Por Pb. José Roberto A. Barbosa
Texto Áureo: Em. 12.16 – Leitura Bíblica em Classe: Sl. 131.1-3; I Tm. 6.7-12
Objetivo: Mostrar que a ambição e a cobiça pelas coisas materiais são alguns dos motivos pelos quais muitos cristãos estão naufragando na fé.
INTRODUÇÃO
A sociedade moderna promove a ambição, a revolução industrial, conforme vimos na lição anterior, estimula o consumo desordenado de bens. Para tanto, as pessoas precisam desejar aquilo que os outros têm, ou, até mesmo, aquilo que os outros gostariam de ter. Na lição de hoje, definiremos, biblicamente, o que é a ambição. Em seguida, mostraremos que o dinheiro, o sexo e o poder são os principais objetos de desejo dessa sociedade. E finalmente, mostraremos que o contentamento é a solução bíblica para não naufragarmos nas águas turbulentas da ambição.
1. DEFINIÇÃO BÍBLICA DE AMBIÇÃO
A palavra “erutheia”, no grego do Novo Testamento, significa “ambição egoísta”. Esse termo é alguma vezes incluído na lista dos vícios humanos (II Co. 12.20; Gl. 5.20; Rm. 2.8). Por esse motivo, Paulo orienta aos crentes de Filipos, e a nós também, a não fazer coisa alguma por ambição” (Fp. 2.3). Tiago também adverte os crentes quanto ao perigo desse tipo de doença, que, infelizmente, acomete os evangélicos. Isso acontece porque não estamos isentos das influências dessa sociedade materialista que julga as pessoas não pelo que são, mas pelo que têm. Não são poucos os que, desejando coisas elevadas demais (Sl. 131.1; Hc. 2.9), trazem para si sofrimentos que poderiam ser evitados se tão somente não nos deixássemos levar pela ambição. Essa doença destrói o ser humano porque o leva a idolatrar coisas e, em muitos casos, a coisificar as pessoas a fim de se chegar a determinados fins. É digno de destaque, que, entre os mandamentos, encontra-se um que diz: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Ex. 20.17). A palavra hebraica, aqui, é “chamad” e diz respeito ao ato de desejar algo que não nos pertence, que é do outro. Ainda que esse tenha sido um mandamento específico para o povo de Israel, seu princípio permanece para a igreja, haja vista que, quando focamos as coisas que as pessoas têm, deixamos de vê-las, e, em decorrência disso, de amá-las, e esse é um mandamento do Senhor (Mt. 22.39).
2. AMBIÇÃO POR DINHEIRO, SEXO E PODER
A humanidade distanciada de Deus e entregue ao pecado (Rm. 3.23) fez opção pelo hedonismo. De modo que a concupiscência foi posta no altar da idolatria moderna. Por isso, as pessoas não falam ou buscam outra coisa a não ser a satisfação nos prazeres carnais (Gl. 5.16; Cl. 3.5). E, a fim de cumprir os desejos desordenados, ou de substituir o vazio que somente pode ser preenchido pelo Espírito Santo, busca conforto vão no dinheiro, sexo e poder. O dinheiro domina os ditames da sociedade moderna. Cada vez mais as pessoas busca acumular riquezas, os bens materiais nunca lhes são suficientes (Sl. 62.10; Pv. 30.15). É preciso ter cuidado para não sacralizar o dinheiro, pois Jesus se expressou de modo bastante realista a seu respeito (Mt. 6.19-21) e Paulo, ressaltou que o amor a ele é a raiz de toda espécie de males (I Tm. 6.10). O sexo também está no pedestal dessa idolatria. A beleza do sexo, em seu propósito divino, dentro do relacionamento conjugal (Hb. 13.4) fora banalizada pela corrupção humana. Associado ao dinheiro, o sexo se transformou em um objeto de consumo, através do erotismo, nas revistas e propagandas para vender mercadorias, da pornografia e da prostituição (Rm. 1.21-27). Os seres humanos, tomados por esse tipo de sexualidade, não se relacionam mais entre pessoas, apenas com órgãos sexuais. A Palavra de Deus, diferentemente do que é apregoado pelos adeptos do sexo “livre”, que na verdade aprisiona, estão distantes dos saudáveis padrões ensinados por Deus (I Co. 6.18-20; I Ts. 4.3-7; 5.23). Atrelado ao sexo e ao dinheiro, vemos a busca desenfreada pelo poder. Em todos os lugares, ninguém mais quer ser o último, as pessoas não se contentam com menos do que serem os primeiros. E, para tanto, não medem esforços, não têm qualquer respeito pelos outros, agem sem considerar quaisquer princípios éticos. Não podemos esquecer de que todo o poder pertence a Deus (Sl. 62.11 66.7; 147.5; Mt. 6.13; I Tm. 6.16). Por isso, o poder não devar, maquiavelmente, ser um fim em si mesmo, servindo apenas para insuflar egos caídos. Quando Deus nos delega alguma autoridade, devemos atuar debaixo de Sua soberana Palavra (Mt. 28.18). O poder do homem é relativo, e deva submeter-se à vontade de Deus. Saibamos que quanto maior o poder, maior também será a responsabilidade, e que Deus pedirá contas de nossas ações. Na política, muitos investem no poder tão somente a fim de ter prestígio, status, e, principalmente, dinheiro, sem qualquer compromentimento social. Nós, os cristãos, devemos ter cuidado com a tentação pelo poder, mesmo Jesus passou por ela (Mt. 4.9). Tenhamos em mente o firme fundamento de que há um poder que transcende ao secularizado, é o poder do Espírito Santo (At. 1.8).
3. A VITÓRIA SOBRE A AMBIÇÃO
O cristão tem, à sua disposição, o remédio contra a doença da ambição. Em I Tm. 6.6-10, o apostolo Paulo, pelo Espírito, nos deixa preciosas lições a fim de que não sejamos dominados pela ambição. A palavra-chave, para vencer esse mal, que também se encontra em Hb. 13.5, é “contentamento”. No grego do Novo Testamento, esse termo é “arkeo”, cujo significado é “estar satisfeito”. O apóstolo dos gentios dá o seu testemunho pessoal, aos crentes de Filipos, que já havia aprendido a contentar-se com o que tinha (Fp. 4.11,12). E, nesse texto de I Tm. 6.6-10, sua preocupação imediata é com os obreiros, para que não se deixem levar pela torpe ganância. Os líderes eclesiásticos estão vulneráveis à ambição. Não são poucos que abandonam a missão que Deus lhe delegou com vistas a uma proposta com motivação financeira. O crente em Cristo precisa aprender a suportar os momentos de adversidade financeira (II Co. 4.16-18). Resistir a tentação de querer o que está além das nossas possibilidades, a obter, honestamente, os recursos necessários à manutenção familiar (At. 20.33-35; Rm. 12.11; Ef. 4.28). Não devemos jamais pensar que, pelo fato de servirmos ao Senhor, e mesmo por ser dizimistas, estaremos imunes aos momentos de privação (Rm. 8.18; II Tm. 3.12). E, em todos os momentos da vida, saibamos que Deus é o nosso provedor (Sl. 23.1; Fp. 4.19). Devemos ser fiel a Ele em todas as circunstâncias, seja na abundância ou na necessidade. Lembremos que, como aconteceu com Jó, podemos ser provados, e, por meio das tribulações, obtemos maturidade espiritual (Tg. 1.2-4; Rm. 8.28).
CONCLUSÃO
O cristão controlado pelo Espírito Santo não ambiciona aquilo que os outros têm. Nem toda riqueza é resultante da benção de Deus, os ímpios também podem prosperar. Por olhar para a prosperidade dos ímpios, Asafe, por pouco, não se desviou dos desígnios de Deus (Sl. 73). Certo pastor fora convidado a visitar um homem muito rico, depois da refeição, aquele homem começou a ostentar tudo aquilo que tinha, mostrou suas riquezas em todas as direções, apontou para o norte, o sul, o leste e oeste. O pastor reconheceu que aquele homem era rico, que tinha muitas coisas, mas quando perguntou se ele tinha alguma riqueza na direção de cima, como o jovem rico que encontrou Jesus, o homem entristeceu-se. Coloquemos, pois, os nossos olhos nas riquezas celestiais. As coisas materiais têm o seu devido espaço na vida cristã, mas nunca dentro do crente, apenas fora dele, dentro dEle, somente o Senhor deva reinar.
BIBLIOGRAFIA
BENTON, J. Cristãos em uma sociedade de consumo. São Paulo: Cultura Cristã, 2005.
DORTCH, R. W. Orgulho fatal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
Veja-se o caso de um grande fazendeiro, que podendo ter inúmeros ACRES e posses, morrendo, somente o lugar que lhe está reservado com a certeza da mporte após a vida, será o que lhe couber como tamanho do seu caixão.
Muitos ambicionam por pura VAIDADE. Mas a Palavra fala claramente: TUDO NÃO PASSA DE VAIDADE.
Posso ganhar o mundo sem que eu possa passar em despercebido perder a salvação da MINHA ALMA. Parabés.
Mt 6.6 Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
Todos nós já nos deparamos com desafios, seja no campo dos negócios, na vida familiar, ou espiritual. A palavra desafio segundo o Aurélio significa, Incitação a uma luta, a uma competição, etc. Para nós isso começa quando nossa biogênese recebe ordens para criação de um novo ser. A disputada corrida dos mais de 300 milhões de espermatozóides que impelidos pelas leis da vida decididamente percorrem um longo e disputado destino que só tem lugar para um.(exceto gêmeos) E para nascermos já nos ameaça outros desafios, entre muitos o de rompermos o apertado mundo intra-uterino para dar inicio a um novo e mais emocionante de todos os fenômenos; o da Vida. Consciente dos grandes desafios da vida, o maior protagonista dos desafios nos convida, para, segundo ele, o maior desafio; Deixarmos o Senhor entrar no nosso Tameion. A palavra Tameion é um vocábulo grego que significa “ quarto” ou “aposento” um lugar na nossa casa que ocupamos na maioria com coisas sem muita importância, aquelas que descartamos mais não temos coragem de jogar fora, ai então levamos para o tameion (Quarto). Em Mateus 6.6 o Senhor nos ensina qual o melhor lugar para falarmos com Ele, Ele diz: …entra no teu aposento… Existem nesta passagem bíblica dois tameions: o primeiro é o da nossa casa, nosso quarto, e o outro é o nosso coração. No primeiro devemos entrar com intimidade com o Pai, em comunhão, sem obstáculos, vencendo os desafios e teremos um relacionamento contínuo com Ele. No segundo que é nosso coração, precisamos deixar Ele entrar Ap 3.20. e é aqui que está o maior desafio de que falei no início, pois nesse tameion (nosso coração) encontra-se muitas vezes coisas desnecessárias que não são úteis para nós, e não queremos nos livrar delas. O interessante é que o Senhor bate constantemente na porta deste tameion, …”Eis que estou a porta e bato…as condições para sermos abençoados são: ouvir sua voz, e abrir a porta. E é ai que está o grande desafio, pois nos fazemos de surdos quando Ele diz: meu filho pàra de andar desta forma, de ver isso ou aquilo, de praticar coisas desse tipo, de pensar mal sobre ele ou ela, de ignorar que está errado, de tomar um atalho, de achar que está certo, que ninguém te ver, que você não tem importância, Etc. Essas são as “coisas desnecessárias” do tameion. Representa aposento cheio. O interessante é que existem quartos tão cheios que não dar nem para abrir a porta. No primeiro tameion de Mateus 6.6 precisamos fechar a porta, …E fechando a tua porta.. isso fala de um momento a sós com Ele através da oração. No segundo tameion é preciso abrir a porta. … se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, Ap 3.20. Isso fala de entrega total, e significa que vencemos este grande desafio; esvaziamos nosso tameion (coração) de toda bagagem velha, para Ele encenar no palco e no centro de nossas vidas. Que Deus nos abençoe!!
Francimar Costa