Revista on line da Escola Dominical | IBSN 14-19-05-2010
Friday September 3rd 2010

Os perigos da Teoria da Evolução – 1


OS PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO
Texto Áureo: Gn. 2.7 – Leitura Bíblica em Classe: Gn. 1.11,12,20,21,24,27.

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Refletir a respeito dos perigos de ver o homem como mero produto de uma evolução casual, sem que sido criado por uma intervenção divina.

INTRODUÇÃO

Conforme vimos no estudo anterior, o materialismo tem sido a filosofia que tem determinado os currículos escolares. Por conseguinte, os estudos antropológicos apontam para a crença de que o homem seja produto de uma sucessão evolutiva, sem qualquer intervenção divina.

1. DEFININDO EVOLUCIONISMO


O evolucionismo é uma teoria sobre a o surgimento da vida biológica elaborado por Charles Darwin (1809-1882), cuja premissa é a de que o mecanismo de desenvolvimento evolutivo é o resultado de variações aleatórias e da seleção natural por meio da competição para a sobrevivência e reprodução. A teoria da evolução reduziu dramaticamente a popularidade do criacionismo, principalmente, nas instituições escolares. Alguns pensadores religiosos consideram que seja possível conciliar essa teoria com o conceito de Deus, como criador do universo, partindo do pressuposto de a seleção natural teria sido o meio que Deus teria usado para criar o universo e o ser humano, é o que se costuma denominar de Evolucionismo Teísta. No geral, a teoria da evolução é aceita, em alguns contextos acadêmicos, como se fosse uma assertiva definitivamente comprovada, sem que se dê margem a qualquer questionamento, muito embora, o próprio nome denuncie que se trata não de uma verdade definitiva, antes de uma “teoria”, isto é, uma cosmovisão, um ponto de vista sem a devida constatação da ciência.

2. PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO
2.1 Não se relacionar com o Criador por não acreditar que Ele exista
Como o evolucionismo está geralmente atrelado ao materialismo, um dos perigos é o da negação da existência de um Deus, pessoal e inteligente, que tenha projetado a criação do universo e do homem que conduz ao ateísmo. Por se tratar de um fenômeno isolado, e que trás sérias conseqüências ao ser humano, algumas passagens bíblicas se referem ao ateu como néscio (Sl. 14.1; 53.1). O principal problema do ateísmo é que o homem é obrigado a se encontrar só no mundo, enfrentar a vida como algo absurdo, sem sentido, restando-lhe apenas a incerteza e o desespero diante da morte. Em oposição ao ateísmo, cremos que há um Deus que nos ama, que, na verdade é amor (I Jo. 4.8). Que demonstrou esse amor enviando o Seu único filho, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar (Jo. 3.6; Rm. 5.8). Portanto, para o cristão, Cristo é o fundamento tanto da vida presente (I Co. 3.11,12) quanto futura (I Tm. 6.19). Isso nos leva a descansar na convicção de que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9).

2.2 Não mais perceber o valor da criação divina
A teoria da evolução, ao negar a existência de Deus, percebe a vida humana, e todo o universo, como uma cadeia de ações e reações físicas que funcionam sem os cuidados de Deus. O perigo dessa crença é que o ser humano acaba sendo visto como uma peça, na verdade, uma das menos significativas nessa grande engrenagem denominada universo. Por isso, é comum os adeptos do evolucionismo se referirem ao corpo humano como um amontoado de células que nascem, crescem, se reproduzem e morrem. É válido destacar que essa abordagem científica contribuiu bastante para a defesa da superioridade ariana por Hitler, na Segunda Guerra Mundial. As raças “inferiores” foram levadas às câmaras de gás. Há o perigo do ser humano ser objetificado, sendo percebido como uma coisa que pode ser dissecada em laboratório. A perspectiva cristã se difere dessas visões por ver a vida em sua grandeza e beleza, proveniente de um Deus Onipotente, criador dos céus e da terra (Sl. 8.1-5; 19.1-4) e que a mantêm (At. 17.28).

2.3 Não mais fazer a distinção entre o que seja certo e errado
A teoria da evolução, por negar Deus, nega também uma ética maior, mais ou menos como afirma um dos personagens do escritor russo Fiodor Dostoieviski, em seu romance Irmãos Karamazov: “se Deus não existe, tudo é permitido”. As pessoas fazem o que acreditam, em comum acordo, que seja o certo e o errado. Vivem como nos tempos dos juizes, nos quais cada um faz o que parece reto aos seus próprios olhos (Jz. 21.25). Como naqueles mesmos tempos, o perigo é que sejamos entregues à devassidão, por negar a Deus e suas verdades absolutas (Rm. 1.21-32). E fazer conforme está escrito em Is. 5.20, chamando as trevas de luz e a luz de trevas, o doce de amargo e o amargo de doce. Para não correr o risco de sermos destruídos pelo relativismo, precisamos ouvir a voz do evangelho de Cristo, certo de que sua palavra é absoluta, imutável e universal.

CONCLUSÃO
A teoria da evolução, sob a égide da ciência, se constitui em um perigo para o indivíduo moderno. O primeiro deles é que afasta o ser humano do seu Criador, impossibilitando um relacionamento necessário com Ele, para o qual fomos criados. Em segundo lugar, podemos acabar tratando a criação, o ser humano e o meio ambiente em geral, como objetos. E por último, a ausência de critérios do que seja certo e errado resulta na destruição de princípios fundamentais para a sobrevivência humana na terra.

REFERÊNCIA
COLSON, C. PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006
COLSON, C. PEARCEY, N. Verdade Absoluta. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Fonte: http://subsidioebd.blogspot.com/


Educação a Distância
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6 Responses to “Os perigos da Teoria da Evolução – 1”

  1. Cesar Grossmann says:
    Por quê a defesa do criacionismo sempre é feita usando-se de falácias e mentiras?

    A primeira mentira é dizer que uma “teoria” é “apenas uma teoria”. Em ciência, não existem verdades absolutas, ou certezas absolutas. O que se tem são teorias, e toda teoria tem acompanhada dela uma coisa chamada grau de certeza. A teoria gravitacional de Newton é “apenas uma teoria”, mas com esta teoria mandamos sondas para a Lua, Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter, Saturno e agora para Plutão. A “teoria da relatividade” é “apenas uma teoria”, mas ela explica, e muito bem, distorções na órbita de Mercúrio, o curvamento da luz na proximidade de estrelas, e outros efeitos, além de servir de base para a “teoria do big bang”, também “apenas uma teoria”, mas que explica muito bem a radiação de fundo, o desvio para o vermelho no espectro luminoso, e outros efeitos. Nenhuma destas teorias tem o peso de uma ‘verdade absoluta’, mas qualquer outra teoria, para substituí-las, terá de explicar o que a teoria explica, e o que ela não explica.

    Voltando à “teoria da evolução”, ela é “apenas uma teoria”, mas ela já foi observada – quem nunca ouviu falar de insetos resistentes à pesticidas, e bactérias resistentes a antibióticos? É a seleção natural, e a herança de caracteres em ação. Para quem se propõe a atacar a “teoria da evolução”, eu sugiro primeiro entender direitinho do que se trata, ver quais são os ataques que já foram tentados e que se provaram falhos:

    Agora a falácia. Quem disse que admitir a evolução vai desumanizar o ser humano? Hitler fez o que fez abençoado pela Igreja, os racistas dos Estados Unidos tem certeza que os negros, índios e hispanos surgiram depois que Adão e Eva foram expulsos do paraíso, e passaram a coabitar com animais. Podem argumentar que é má religião, mas é a religião deles.

    Se a Igreja se propõe a ser o Sal da Terra, vai ter que desistir do fundamentalismo religioso, para começar. A Bíblia não fala da origem e evolução do sistema solar, não explica por quê o dia em Vênus dura mais que o ano venusiano, não explica por quê existem fósseis, ou do que se trata, jamais explicou o que é eletricidade, hereditariedade, código genético, DNA, ou por quê temos um apêndice que é completamente inútil, um órgão vestigial sem função alguma (e não é o único órgão vestigial que temos no nosso corpo, a assinatura indelével da evolução). A Bíblia inclusive erra, e muito, em termos de ciência, chama de lepra não só a lepra, o mofo das casas, a tinha, a micose, e um monte de afecções da pele. Dá o valor de 3 para a relação entre o diâmetro e a circunferência do círculo (tudo bem, é só o velho PI), não ensina sobre motores a combustão e os perigos da poluição, jamais toca no assunto de preservação do ambiente, trata doentes mentais como endemoninhados, e outros absurdos. A Bíblia não é um livro de ciências, e insistir no contrário é vilipendiar o Livro Sagrado, e fechar os olhos à realidade: a natureza é muito maior e mais complexa que nossos sentidos e intelecto podem alcançar, e a ciência é a varinha que usamos para percorrer este caminho, em direção ao conhecimento da natureza. As descobertas científicas poderiam servir de fonte de maravilha religiosa, o sentimento que muitos cientistas tem em frente à natureza é místico, é quase religioso, mas é dissociado da religião por que alguém disse que Deus não está na ciência, que a ciência é contrária a Deus, que usar o cérebro que este mesmo Deus teria dado é um crime contra este Deus, que investigar a natureza, segundo os religosos a criação deste Deus, encontrar suas leis, descobrir seu funcionamento, diminui e anula Deus. Como pode ser isto? A Ciência só afasta o homem de Deus por que alguém decidiu assim.

    Se a Igreja pretende ser o Sal da Terra, terá que fazer melhor, muito melhor, que os ateus:

  2. webmaster says:
    Cesar, vc disse que em física não existem verdades absolutas e que as teorias tem um certo grau de certeza. Muito bem, vc poderia então me dizer qual a diferença entre lei da física e uma teoria? pois, se uma lei da física não demonstra uma verdade absoluta, então pq ela é chamada de lei?
    Por outra via, sobre teoria, vc mesmo argumentou, ela somente tem uma aparente grau de certeza, nào devidamente comprovada, o que então, não a eleva a categoria de lei, eis que, se devidamente comprovada e repetida em qualquer local e tempo, por meio de experiências, então seria uma verdade.
  3. Valmir says:
    É preciso entender somente um poucochinho de história para saber que a teoria da evolução é uma farsa, ou no mínimo, uma construção ideológica, e não científica.
    O grande divulgador da teoria da evolução não foi o próprio Darwin mas sim Thomas Huxley, agnóstico que defendeu com unhas e dentes a idéias de Charles. O interessante de toda a história é que Huxley era agnóstico, ou seja, não acreditava que o homem pudesse saber tudo sobre Deus, uma espécie de ateu, que não acreditava num Criador.
    Ocorre que com a chegada da teoria de Darwin a ideologia anti-Deus ficou bem mais fácil de ser difundida por Huxley, que inclusive foi quem o representou nos debates da época, ficando conhecido como o buldogue de Darwin.
    Então, o grande propulsor da idéia evolucionista não foram os fundamentos científicos, mais sim ideógicos, que caiu como uma luva nos pensamento agnóstico da época, e tem sido difundido desde então.
    Atualmente muitos desvirtuados falam contra a Igreja dizendo que ela deve se ater aos assuntos religiosos, porém, nada falam sobre o fato de que o nascimento e o núcleo da teoria darwiniana é basicamente ideológica, onde Deus é excluído, o que dá vazão ao materialismo e ateísmo.

    Então deve -se assentar: a briga é entre cosmovisões!

  4. timoteo says:
    bem na minha opinião DEUS é tudo e o tudo é sobrenatural não deveriamos tentar entender por meio de ciencia e sim por meio da fé. na biblia diz mais ou menos assim:”que crêr podendo ver é facil mais crêr sem ver é fé” entao acho melhor pararmos de tentar explicar o que aconteceu e crêrmos no que está escrito. beijos e que DEUS ilumine a sua vida e te de a paz.
  5. Robson Werneck says:
    Ao contrário do que vem sido pregado, a ciência não é contrária à religião, nem esta é contrária à ciência. Se acham contradições entre elas, é oirque não entenderam uma ou outra. Provavelmente não entenderam nem uma nem outra.
    Primeiro, quando Deus criou o primeiro homem, lhe concedeu consciência, este é o sopro divino e é isso é que chamou de vida. Lembre que todos os outros animais, apesar de tratarem-se de seres vivos, não haviam recebido o sopro divino, pelo que não tinham consciência e, por isso, não tinham vida no sentido mais profundo da palavra. Eram seres animado, mas não vivos.
    Eu sei que alguns vão dizer que o homem só passou a ter conhecimento depois que comeu o fruto da árvore do conhecimento do bem e domal. Ledo engano. Antes disso o homem andava com Deus e conversava com ele, demonstrando que tinha consciência. Deus não queria que o homem comesse dauela árvore, porque o amava e não desejava que este conhecesse o mal, pois o bem ele já conhecia, posto que andava no paraíso e acompanhado de Deus.
    Assim, a ciência não é fruto do conhecimento do mal, mas do conhecimento. Lembre-se que a sabedoria é o próprio Cristo (No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus). O “Verbo” ou a “Palabra” ou “Logos”, como está no grego, tem este também este sentido de sabedoria, de ciência. Se está assim escrito (e o que está escrito não pode ser mudado), também neste sentido as escrituras tem que ser verdadeiras. Se assim o é, a ciência também provém de Deus.
    Está escrito que chegará o dia que TUDO será revelado´. Ao que tudo vem demonstrando, Deus permitirá que o homem mesmo prove que tudo provém de Deus, e isto será feito, também, pela ciência. Aliás, já há cientistas advogando a comprovação da existência da alma, tudo baseado em provas científicas. E isto não vem de qualquer cientista, mas de cientistas reconhecidos pela comunidade científica, de PHD’s e doutores de universidades européias e americans, como Harvard e Yale.
    O fato de se descobrir parte do mecanismo , doprocesso, criado e utilizado por Deus para dar forma a sua criação não tem o condão de afastar a sua existência. Aliás, se alguém tem sua fé abalada por estes motivos, é provável que seja porque sua fé nunca esteve consolidada. Ainda estava como o Simão, que tinha uma fé exterior e sem entendimento. O que fazer? Persista na sua fé, não se preocupe com os avanços da ciência pois, como bem disse Paulo, tudo colobora para o bem daqueles que amam a Deus.
    Que Deus nos ilumine e conceda sabedoria.
  6. Ana Carolina says:
    Este é o conceito da palavra “lei”, de acordo com o novo Michaelis:

    sf (lat lege) 1 Preceito emanado da autoridade soberana. 2 Prescrição do poder legislativo. 3 Regra ou norma de vida. 4 Relação constante e necessária entre fenômenos ou entre causas e efeitos. 5 Obrigação imposta. 6 Preceito ou norma de direito, moral etc. 7 Religião fundada sobre um livro. 8 Boa qualidade

    A lei não é uma verdade absoluta. O fato de uma “lei da física” se chamar “lei da física” não implica que ela é um verdade absoluta, portanto leis podem ter e têm um grau de certeza. Uma “lei da física” tem esse nome porque implica que ela pode ser provada, mas isso não quer dizer que que ela possa ser explicada. Leis têm ressalvas, mas também explicam inúmeros fenômenos (exemplos citados pelo autor do primeiro comentário desse artigo).

    Conceito da palavra “teoria”, também pelo novo Michaelis:

    sf (gr theoría) 1 Princípios básicos e elementares de uma arte ou ciência. 2 Sistema ou doutrina que trata desses princípios. 3 Conhecimento especulativo considerado independente de qualquer aplicação. 4 Conhecimento que se limita à exposição, sem passar à ação, sendo, portanto, o contrário da prática. 5 Conjetura, hipótese. 6 Utopia. 7 Noções gerais, generalidades. 8 Opiniões sistematizadas. 9 Relação entre um fato geral e os fatos particulares que dependem dele.

    Portanto, uma “teoria” implica que ela não pode ser provada, que é apenas especulativa e portanto está sujeita a modificações de acordo com estudos científicos. Teorias são feitas porque as pessoas procuram respostas e explicações para o que se vê, para o que realmente acontece e é incontestável. Por exemplo, o fato de existirem emas nas Américas e avestruzes na África, que são aves tão parecidas, demonstra que elas têm o mesmo ancestral e que um dia os territórios da América do Sul e da África já foram ligados, e que essas aves sofreram mutações ao longo do tempo, tais mutações foram selecionadas e as aves mais aptas a viver em determinadas condições territoriais e climáticas permaneceram, ao passo que aquelas que eram mais fracas foram extintas.

    Existem vários outros exemplos que demonstram a Teoria da Evolução, mas ela ainda é chamada de teoria por uma convenção, porque já se tornou uma lei e pode ser provada. Darwin só não viveu tempo suficiente para retificar o nome do seu estudo para “Lei da Evolução” e portanto ainda a chamamos de teoria.

    Por ser uma lei, ela tem um grau de certeza, explica muitos fatos e pode ter ressalvas.

    Ainda mais fundo, a lei evolutiva NÃO NEGA a existência de um ser soberano, maior que todos nós, onipotente, onipresente e onisciente(comumente chamado de Deus); ela nega o fato desse ser ter criado tudo. Ela não nos pede para pararmos de ter fé, ou nos desumanizarmos e perdermos o conceito de ética; a lei evolutiva traz explicações para coisas naturais e nós, seres humanos, fazemos parte da natureza e por isso estamos sujeitos a tal lei.

    O que devemos fazer é conciliar a convivência entre ciência e crença, esperando que possamos evoluir cada vez mais, na fé de que seremos escolhidos pela natureza.

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