Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco
TEMA – Tempos trabalhosos: como enfrentar os desafios deste século
COMENTARISTA : Elinaldo Renovato de Lima
LIÇÃO Nº 5 – OS PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO
A teoria da evolução é tão somente uma teoria, que não foi nem será comprovada, visto que contraria a Palavra de Deus.
INTRODUÇÃO
- A teoria da evolução é apresentada pela “falsa ciência” como a maior demonstração de que a Bíblia é tão somente um livro de mitos e lendas, que não é a verdade nem a Palavra de Deus.
- No entanto, a teoria da evolução ainda não foi comprovada, apesar de todos os esforços científicos e de toda a propaganda da mídia e nem o será, pois contraria a Palavra de Deus, que é a Verdade (Jo.17:17).
I – O QUE É A TEORIA DA EVOLUÇÃO
- Costuma-se chamar de “teoria da evolução” à crença de que toda a vida na Terra descende de um ancestral comum, chamado de LUCA, sigla para a expressão em língua inglesa “Last Universal Common Ancestor”, que significa “Último Antepassado Comum Universal”. É interessante, desde já, mostrar que se trata de uma “crença” dos cientistas, como admite a própria Wikipédia, quando afirma que “…a maioria dos biólogos evolucionistas acredita que toda a vida na Terra descende de um ancestral comum…” (WIKIPEDIA. Evolução. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o Acesso em 15 mar. 2007). É meramente uma crença, visto que nenhum cientista até hoje mostrou qualquer exemplar deste “LUCA”, o que é absolutamente necessário para que se tenha um fato científico e não somente uma teoria.
- A “teoria da evolução” está associada à figura de Charles Darwin (1802-1889), naturalista inglês, que, ainda segundo o Wikipédia, “…alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual…”. Esta sua proposta (observe-se, bem, trata-se de uma proposta, de uma teoria, que deveria ser posteriormente comprovada), no entanto, não era original na sua formulação, pois, cerca de dez anos antes de Darwin apresentá-la à comunidade científica, já havia sido sugerida pelo também inglês Herbert Spencer (1820-1903), um filósofo autodidata, cujo pai tinha verdadeira aversão à religião e que procurou instruir o filho sem qualquer “preconceito religioso”.
OBS: “…Antes de Darwin, Spencer já havia defendido em termos estritamente biológicos e da maneira mais plena possível a hipótese da evolução orgânica. Tal como Darwin, Spencer fez escavações, examinou fósseis e confrontou os dados existentes com as hipóteses sugeridas pela leitura de Malthus e Lamarck. Escreve ele em sua Autobiografia: ‘Até o momento em que tive conhecimento das comunicações dos srs. Darwin e Wallace à Linniæan Society, eu considerava que a causa única da evolução orgânica fosse a hereditariedade das modificações produzidas pelo exercício das funções. A Origem das Espécies provou que eu estava enganado, que a maior parte dos fatos não podia ser devida a semelhante causa, (…) que aquilo que eu supunha ser a causa única podia no máximo ser uma causa parcial. (…) Não recordo se [diante disso] me senti vexado de não ter levado mais longe a idéia que exprimira em 1852, isto é, que entre os seres vivos a sobrevivência daqueles que são objetos de uma seleção é uma causa de desenvolvimento [da espécie]. Mas estou seguro de que, se experimentei tal sentimento, ele desapareceu logo diante do prazer que senti ao ver confirmada a teoria da evolução orgânica.’[ Herbert Spencer, Autobiographie. Naissance de l’évolutionnisme libéral, 1889, traduction de l’Anglais et résumés par Henry de Varigny, Paris, Félix Alcan, 1907, Chap. XXI]…” (CARVALHO, Olavo de. Resposta a um vigarista de Boston (2). 4. out. 2004. Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=2562 Acesso em 15 mar. 2007).
- Bem se vê, portanto, que a “teoria da evolução” está diretamente relacionada com uma tentativa de contrariar as Sagradas Escrituras, de a elas se opor, que é este é seu móvel, é sua intenção deliberada, ainda que remota, o que a qualifica, desde já, como a “falsamente chamada ciência”, de que já falamos na lição anterior. De qualquer modo, não podemos deixar de observar que a “teoria da evolução” parte da premissa de que todas as formas de vida da Terra tiveram uma origem comum.
OBS: “…Para Spencer, a filosofia é o saber totalmente unificado, e na evolução deve buscar-se a lei fundamental do Universo. O primeiro estado universal é a massa homogênea, informe e confusa. É a fase nebulosa, que se diferencia pela condensação, que dá origem ao sistema planetário em que a Terra se integra, inicialmente em estado ígneo. Pelo esfriamento gradual, aparece a primeira camada terrestre — a crosta —, os continentes, os mares, etc. A vida, na sua forma rudimentar — o protoplasma — produz-se no mundo universal, por combinações químicas indefinidameute complexas. Pela ininterrupta diferenciação e concentração, o protoplasma desenvolve-se e dá lugar à vida orgânica, — vegetal e animal. Pela marcha contínua do homogêneo para o heterogêneo, os seres tornam-se cada vez mais diferenciados e complexos. A sua existência, relacionada com os meios de conservação, desenvolve-se submetida a permanente luta, em que triunfam os mais aptos. O aparecimento do sistema nervoso nos organismos assinala o ponto culminante da evolução animal, donde o homem procede.…” (E.S. Nota. In: SPENCER, Herbert. Do progresso – sua lei e sua causa. Trad. de Eduardo Salgueiro. Disponível em: http://acoruja.haaan.com/book/print/150 Acesso em 15 mar. 2007). É interessante observar que o artigo foi publicado num site ateísta, a demonstrar como os ateus ficam apavorados com as cada vez maiores evidências do “furo” do evolucionismo.
- O segundo aspecto da teoria da evolução é o aparecimento de novas características em uma linhagem, ou seja, a presença de “modificações nas descendências”, de alterações que façam com que uma espécie se transmude, se transforme em outra. Neste aspecto, até o presente momento, os cientistas somente têm conseguido provar haver diferenças entre espécimes, entre indivíduos, mas diferenças que não fazem com que alguém não seja considerado mais de uma espécie, ou pertença a uma espécie intermediária. Se são observadas diferenças profundas de seres, tem-se que não são da mesma espécie, são seres de outra espécie.
- O famoso “elo perdido” reaparece aqui. Ninguém jamais comprovou haver modificações de uma espécie para outra, a transformação de uma espécie em outra. Muito pelo contrário, notaram-se diferenciações, modificações, seja em virtude de mutações genéticas (mudanças nos genes, no DNA dos seres), seja em virtude de adaptação ao meio-ambiente, que não fizeram com que houvesse modificação de espécies. O limite estabelecido no texto bíblico, qual seja, a espécie, continua sendo rigorosamente observado pela natureza! No afã de provar sua teoria, os evolucionistas só estão a confirmar, mais e mais, o que a Bíblia nos diz.
- É interessante observar que a narrativa bíblica dá conta das modificações ao longo das gerações dentro de cada espécie, seja por questões genéticas, seja por questões de adaptação ao meio-ambiente e, até mesmo, por questões que superam a própria questão natural, em virtude de problemas sobrenaturais, de ordem espiritual.
- Quando o texto sagrado nos fala das conseqüências do pecado do homem sobre a natureza, afirma que a terra foi amaldiçoada por Deus e, em virtude desta maldição, a terra passaria a produzir espinhos e cardos (Gn.3:18). Tudo leva a crer que houve, então, uma alteração natural, uma modificação em alguns vegetais, que não mais serviriam, como antes, de alimento para o homem (Gn.1:29,30). Vê-se, pois, que o fato de os cientistas terem descoberto modificações, dentro da espécie, ao longo das gerações, não tem o condão de infirmar a Bíblia, que prevê esta possibilidade.
- A Bíblia, a propósito, afirma que, desde a maldição divina sobre a terra, por causa do pecado do homem, a natureza geme, aguardando a sua redenção (Rm.8:19-23). Existe, pois, uma instabilidade na ordem natural, ocasionada pelo pecado do homem, e que se traduz pela presença de mutações genéticas e alterações ambientais, geradoras de modificações, mas tudo dentro da espécie, conforme criado pelo Senhor.
- Estas modificações atingiram o próprio homem ao longo da história. O pecado fez com que o homem passasse a ter de disputar com a natureza para a sua própria sobrevivência, dando início a uma contínua interferência do homem junto a natureza, intervenção esta que se acirra cada vez mais e que, segundo alguns cientistas, comprometeu de forma irremediável a própria sobrevivência do homem.
OBS: As desordens causadas pela devastação da natureza são evidentes nos nossos dias. O documentário apresentado pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, ganhador do Oscar de 2007, “Uma verdade inconveniente”, bem como as declarações do cientista inglês James Lovelock, de que o aquecimento global já ultrapassou o ponto sem volta e de que, no final deste século, provavelmente 80% das pessoas terá morrido e os outros 20% estarão vivendo precariamente no Ártico e nas regiões de montanhas mais altas, mostram esta situação de forma inquestionável e que constam de seu livro “A Vingança de Gaia”.
- Dentro desta interferência, evidentemente que o equilíbrio estabelecido quando da criação se desfaz, gerando a necessidade de as espécies se adaptarem às modificações do meio-ambiente, o que, também, ocasiona modificações, mas, sempre, observe-se, na espécie. Quando os indivíduos de uma espécie não conseguem se adaptar às mudanças, elas se extinguem. Disto, não há a menor dúvida e a extinção de espécies, antes de infirmar, está a corroborar o que ensina o texto sagrado, que afirma, com todas as letras, que o salário do pecado é a morte (Rm.6:23). Tais modificações da natureza, provocadas direta, ou indiretamente, pelo homem, têm como origem o pecado do primeiro casal e, portanto, só podem, mesmo, gerar destruição e extinção.
- Estas modificações atingem o próprio homem. O texto sagrado mostra-nos que o homem, com o pecado, passou a sofrer a morte física, circunstância que representou uma mudança de sua estrutura, visto que fora criado para se manter indefinidamente vivo. Sem a presença de Deus, isto mudou, sendo sentenciado de que deveria tornar ao pó de onde viera (Gn.3:19). Isto já representou uma modificação orgânica ao homem, indubitavelmente.
- Como se isto não bastasse, as Escrituras mostram que, quando da mistura étnica entre as descendências de Caim e de Sete, surgiram os “gigantes” (Gn.6:4), numa modificação genética, seja por causa de mutações, seja por causa de adaptações ao meio-ambiente, que já era transformado pelos homens (Gn.4:21,22). O aumento do pecado, além do mais, fez com que o Senhor, uma vez mais, alterasse a estrutura dos seres humanos, não permitindo que eles vivessem mais do que cento e vinte anos (Gn.6:3).
- Com o dilúvio, então, isto seria grandemente alterado, pois o Senhor, após o juízo, estabeleceria um novo panorama climático na Terra, com o surgimento da chuva (Gn.2:5,6) e das quatro estações (Gn.8:22), o que significou a perpetuação da diminuição da vida do homem sobre a face da Terra, como também a necessidade de uma contínua adaptação às mudanças climáticas, gerando, assim, sempre modificações, mas dentro da mesma espécie.
- Vemos, portanto, que as modificações encontradas nas pesquisas e experiências dentro da mesma espécie em nada abalam a narrativa bíblica da criação mas confirmam a veracidade da Palavra de Deus, enquanto que, ao não extrapolarem o limite da espécie, tornam ainda mais desautorizada a teoria evolucionista.
- O terceiro aspecto da teoria da evolução é a seleção natural, ou seja, o mecanismo que faz com que algumas espécies permaneçam e outras se extingam. “…O conceito básico de seleção natural é que as condições ambientais (isto é, a “natureza”) selecionam quão bem uma determinada característica de um organismo ajuda na sobrevivência e reprodução desse organismo. À medida que as condições ambientais não variem, ou permaneçam suficientemente similares, essas características continuam a ser adaptativas e elas tornar-se-ão mais comuns na população.…” (WIKIPEDIA. Seleção natural. Disponível em: New York, Crossroad, 1981, pp. 235-6]…” (CARVALHO, Olavo de. Resposta a um vigarista de Boston 2. end. cit.)
- Percebemos, portanto, que a teoria da evolução é uma das mais potentes armas que o ateísmo e o materialismo tiveram em suas mãos para, através de uma roupagem científica, numa época em que a ciência adquire “status” de grande credibilidade, procurar levar os homens a uma descrença de Deus, a um menosprezo da figura divina. Mais do que uma teoria científica, o evolucionismo é uma arma poderosa para fazer as pessoas descrer de Deus e menosprezá-lo, é um importante instrumento do “espírito do anticristo”, para, nestes dias difíceis, fazer as pessoas acreditarem, uma vez mais, na “voz da serpente” e se acharem “iguais a Deus, sabendo o bem e o mal”.
- Assim, o grande perigo apresentado pela teoria da evolução é o de nos levar a descrer em Deus e na Sua Palavra. Muitos são os sedizentes cristãos dos nossos dias que, diante da teoria da evolução, são levados a “reavaliar”, a “repensar” o texto bíblico da criação, não mais crendo nele. Chegam, mesmo, a dizer que a crença na narrativa bíblica da criação é algo totalmente “dispensável” em termos de salvação, pois, afinal de contas, “será salvo quem crer em Jesus, não quem crer na narrativa do Gênesis sobre a criação”.
- Contudo, quem assim pensa está sendo iludido pelo adversário de nossas almas e se deixando atrair pela sua própria concupiscência. As Escrituras são a verdade (Jo.17:17), não se podendo, portanto, “cortar pedaços” da Bíblia ou nelas crer parcialmente, pois a verdade é una e indivisível. O próprio Jesus afirmou que nada pode ser acrescentado ou diminuído das Escrituras (Mt.5:18; Lc.16:17; Ap.22:18,19). Assim, quem crê em Jesus, crê em todas as Escrituras, sem qualquer exceção.
- A teoria da evolução não se sustenta cientificamente. É uma mera teoria, pois, como nos ensina o Setor de Educação Cristã da CPAD, não passa de uma explicação de uma realidade, explicação esta que, como vimos, não se comprovou até hoje. A insistência dos cientistas evolucionistas em manter a teoria de pé está relacionada única e exclusivamente com a sua aversão à religião e à idéia de que Deus existe. É fruto exclusivo da arrogância e do sentimento de auto-suficiência que caracteriza os homens dos tempos trabalhosos (II Tm.3:2-4).
- As aplicações da teoria da evolução no campo sócio-político-econômico redundaram em grandes fracassos e, o que é mais grave, em tragédias inomináveis. O ateísmo e materialismo aplicados à política, à sociologia e à economia viram surgir os regimes comunistas e fascistas do século XX, que mataram milhões de pessoas e se mostraram completamente ilusórios e enganosos. Enquanto isso, as pesquisas e experiências até hoje não lograram mostrar os centenas de milhares de “elos perdidos” que deveriam existir, se a teoria da evolução fosse verdadeira, mas, com o desenvolvimento da genética, cada vez mais se aproximam da realidade narrada no texto bíblico, para desespero dos evolucionistas mais radicais.
- Apesar disto tudo, há cada vez mais intensa propaganda a favor do evolucionismo na mídia e uma impiedosa perseguição a todos quantos ousem divergir deste pensamento. Iniciativas de cristãos que procuram abrir espaço para o ensino criacionista nas escolas sempre é considerado como “retrocesso”, “atraso” e “indevida imposição religiosa”, como se as pesquisas não estivessem caminhando no sentido da comprovação da narrativa bíblica. Teorias como a do “design inteligente” são, imediatamente, ridicularizadas e atacadas impiedosamente, como se não tivessem as mesmas fraquezas da pesquisa evolucionista. Entretanto, os resultados das pesquisas estão cada vez mais dificultando o evolucionismo, embora isto não seja alardeado. Chegamos ao ponto de os evolucionistas mais radicais terem iniciado uma “cruzada ateísta”, num afã de convencer as pessoas da inexistência de Deus, o que apenas mostra que a situação caminha para o desespero.
OBS: “…Recentemente as revistas Época (edição 443, de 13/11/2006) e Galileu (edições 185 e 186, de dezembro de 2006 e janeiro de 2007) publicaram matérias sobre os novos ateus. Considerados hoje como os maiores inimigos da religião, o filósofo norte-americano Daniel Dennett e o zoólogo britânico Richard Dawkins lideram o movimento e pregam o fim da influência de Deus na vida das pessoas. O novo ateísmo, como está sendo chamado, critica não apenas a crença em Deus, mas também o respeito pela crença em Deus.(…). Usando palavras fortes, eles dizem que o objetivo de suas obras é fazer os agnósticos, gente que alimenta dúvidas sobre Deus, assumir o ateísmo. Um dos argumentos utilizados por eles é o de que a religiosidade faz mais mal que bem à humanidade…”(PRINCIPAIS nomes do ateísmo declaram guerra contra todo tipo de fé. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1461, fev. 2007, p.14).
- Não podemos, porém, ignorar os ardis do inimigo (II Co.2:11). Apesar do quadro difícil do evolucionismo, é ele quem tem prevalecido e que prevalecerá cada vez mais nestes dias trabalhosos, porquanto o homem se afasta cada vez mais de Deus. As evidências científicas não são suficientes para causar descrédito no evolucionismo, a que se apegam muitos que se dizem cristãos. Por isso, nos dias em que vivemos, não podemos deixar de lutar para que, dentro de um Estado verdadeiro laico e democrático, como é o Brasil, haja a possibilidade de ensino de todas as teorias envolvidas, já que nenhuma se demonstrou, segundo o método científico, como verdadeira. Pesquisa noticiada no “Mensageiro da paz” de fevereiro de 2007, aliás, mostrou que 89% dos brasileiros assim entendem, o que é mais do que suficiente para que se pressione neste sentido.
OBS: “…Um grande escritor evangélico disse-nos que não precisamos mais nos preocuparmos com a teoria da evolução espontânea pois ela já caiu por terra. Perguntamos-lhe: mas o que é que os nossos filhos têm aprendido nas escolas de ensino fundamental? Ele não respondeu, mas queremos adverti-los que estão ensinando que somos oriundos dos primatas e isso tem gerado conflito em nossas crianças.…” (CARVALHO, Ailton M. de. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação. 4.ed., p.154).
- Independentemente de se conseguir que o criacionismo ingresse nas escolas oficialmente, cumpre aos mestres cristãos, ou seja, aos pais, em primeiro lugar, bem como aos professores cristãos ensinar o criacionismo aos seus alunos, com destaque para os filhos. O fato de o sistema de ensino ser cerceado de dar a versão bíblica da criação não nos impede de ensiná-los aos filhos e de, enquanto eles aprenderem a teoria da evolução nas escolas, nós lhes mostrarmos, simultaneamente, no lar, a verdade bíblica a respeito. Ocorre que os pais nem mais se preocupam em acompanhar o que está sendo ensinado aos filhos nas escolas e, portanto, nossas crianças, adolescentes e jovens têm sido presa fácil da propaganda evolucionista, cedo descrendo da narrativa bíblica da criação, até porque nem sequer a conheceram ou foram devidamente ensinados a seu respeito.
- Não há porque temer ensinarmos a verdade a nossos filhos, crianças, adolescentes e jovens. A teoria da evolução não pode se impor, segundo o método científico, como vimos supra. Exemplo digno de nota é o do doutor em Geologia Nahor Neves de Souza Júnior, coordenador do Departamento de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão e diretor da Faculdade de Engenharia Civil do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), que defendeu e foi aprovado com uma tese de doutoramento criacionista a respeito do dilúvio na Universidade de São Paulo (USP), depois de ter, durante todo o seu curso de bacharelado, sempre apresentado uma variante a todas as teorias e hipóteses dadas em sala de aula fundamentadas numa perspectiva evolucionista.
OBS: Transcrevemos as palavras do renomado geólogo brasileiro: “…A partir do segundo ano, fiquei frente a frente com a evolução. Na ocasião, foram oferecidas disciplinas mais específicas como Paleontologia e Geologia Histórica. Tive de prestar exames em que tanto a origem das rochas como a origem do homem estavam em questão. Com base em minhas convicções e nos novos conhecimentos então adquiridos, escrevia duas respostas; praticamente eram duas provas. Primeiro, procurava responder às questões elaboradas no contexto requerido pelo professor e, em seguida, colocava, numa segunda parte da folha, minhas considerações. Nunca percebi perseguição ou coisa parecida. Sempre houve um bom relacionamento e respeito por parte dos colegas e professores…” (BORGES, Michelson. Por que creio: doze pesquisadores falam sobre ciência e religião, pp.73-4).
- A educação, como já estudamos em lição passada, inicia-se no lar e é no lar que devemos ensinar a verdade a nossos filhos. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, disse o Senhor Jesus, não para os pecadores, como muitas vezes achamos, mas, sim, para os Seus discípulos (Jo.8:30-32). É dever dos pais ensinar seus filhos o que nos diz a Palavra de Deus a respeito da origem do homem e da criação divina de todas as coisas, vacinando-os contra o veneno da teoria da evolução, a porta de entrada para o surgimento do descrédito em Deus e na Sua Palavra. Não é à toa que os principais evolucionistas sejam, hoje em dia, os líderes de uma “cruzada ateísta” em todo o planeta ou, então, pessoas que, direta ou indiretamente, desde os tempos de Darwin estejam vinculados a movimentos satanistas ou da Nova Era.
OBS: Já vimos que Thomas Henry Huxley foi o grande divulgador e defensor das teorias de Darwin na comunidade científica. Huxley era um dos mais proeminentes maçons da Academia Real de Ciências de Londres e foi decisivo para que a Maçonaria adotasse a defesa do evolucionismo como uma de suas bandeiras, até porque tal teoria está concorde com a tese maçônica da evolução espiritual do ser humano. Seu neto, Aldous Huxley, conhecido escritor inglês, foi um dos notórios líderes do satanismo, onde foi introduzido por Aleister Crowley (1875-1947), o grande “guru” satanista do século XX.
- Como não há comunhão entre a luz e as trevas (II Co.6:14), devemos, também, ver com, no mínimo, grande desconfiança todas as teorias e teses que procuram conciliar a teoria da evolução com a narrativa bíblica da criação. Certas iniciativas têm se desenvolvido neste sentido, gerando o que se costuma denominar de “evolucionismo teísta”, “criacionismo evolucionista” ou “evolucionismo criacionista”, que tem, entre seus expoentes, na atualidade, o biólogo e cientista norte-americano Francis Collins, que foi o diretor do Projeto Genoma, responsável pelo mapeamento do DNA humano, autor do livro “A linguagem de Deus”, recentemente publicado no Brasil.
- Segundo o “evolucionismo teísta”, nas palavras do próprio Francis Collins, é possível acreditar tanto em Deus quanto na teoria de Darwin, “…com certeza. Se no começo dos tempos Deus escolheu usar o mecanismo da evolução para criar a diversidade de vida que existe no planeta, para produzir criaturas que à sua imagem tenham livre-arbítrio, alma e capacidade de discernir entre o bem e o mal…” (CARELLI, Gabriela. Ciência não exclui Deus: entrevista com Francis Collins. Veja, ano 40, n.3, edição 1992, 24 jan. 2007).
- Entretanto, conforme vimos, há incompatibilidade entre a teoria da evolução e a narrativa bíblica da criação, já que a Bíblia diz que os seres foram criados “segundo a sua espécie”. Não é, pois, possível admitir-se que Deus criou um organismo ancestral comum e que, então, se passou a ter a evolução, nos termos preconizados por Spencer e Darwin, como defendem os evolucionistas teístas. Como bem afirma o físico, professor e pesquisador Zihad Ali, ministro evangélico das Assembléias de Deus em Cuiabá/MT, “…se o relato da Criação em Gênesis não pode ser considerado real ao ser interpretado literalmente, então os milagres registrados na Bíblia e a própria ressurreição de Cristo poderiam ser colocadas em dúvida.(…). A crença na evolução teísta é totalmente anticristã, pois além de negar a veracidade dos primeiros capítulos da Bíblia, faz de Cristo mentiroso. Uma pessoa que diz acreditar em Deus, mas crê na teoria da evolução, pouco difere de um evolucionista ateu.…” (A falsa crença da evolução teísta. Mensageiro da paz, ano 70, n. 1462, mar. 2007, p.16). As palavras deste cientista cristão são perfeitamente corroboradas pelo que diz o apóstolo João, que afirma que quem não crê no Filho de Deus, faz de Deus um mentiroso (I Jo.5:10) e crer em Jesus significa, necessariamente, crer nas Escrituras, pois são elas que testificam do Senhor (Jo.5:39).
OBS: O próprio Francis Collins demonstra esta reticência na crença na Palavra de Deus na entrevista mencionada, cujo trecho transcrevemos: “…Um exemplo de que uma interpretação unilateral da Bíblia é equivocada é que há duas histórias sobre a criação no livro do Gênesis 1 e 2 – e elas são discordantes. Isso deixa claro que esses textos não foram concebidos como um livro científico, mas para nos ensinar sobre a natureza divina e nossa relação com Ele. Muitas pessoas que crêem em Deus foram levadas a acreditar que, se não levarmos ao pé da letra todas as passagens da Bíblia, perderemos nossa fé e deixaremos de acreditar que Cristo morreu e ressuscitou. Mas ninguém pode afirmar que a Terra tem menos de 10 000 anos a não ser que se rejeitem todas as descobertas fundamentais da geologia, da cosmologia, da física, da química e da biologia.…”(CARELLI, Gabriela. op.cit.). Collins, assim como os evolucionistas ateus, equivoca-se ao atribuir uma cronologia que a Bíblia não dá para nela descrer. Como se não bastasse isso, Collins também põe em dúvida os milagres, agindo assim como nos adverte Zihad Ali: “…A questão dos milagres está relacionada à forma como se acredita em Deus. Se uma pessoa crê e reconhece que Ele estabeleceu as leis da natureza e está pelo menos em parte fora dessa natureza, então é totalmente aceitável que esse Deus seja capaz de intervir no mundo natural. Isso pode aparecer como um milagre, que seria uma suspensão temporária ou um adiamento das leis que Deus criou. Eu não acredito que Deus faça isso com freqüência – nunca testemunhei algo que possa classificar como um milagre.…” Vemos, pois, que o discurso evolucionista teísta pouco difere do ateu em termos de incredulidade…
- Assim é que também se deve recusar a posição adotada pela Igreja Romana, que tem admitido o mecanismo da evolução desde que sob o aspecto exclusivamente biológico, relativo ao corpo, vez que, no que diz respeito à alma, não haveria que se falar em evolução, já que a alma teria sido criada diretamente por Deus, pensamento que, adotado pelo papa Pio XII na sua encíclica “Humani generis”, foi reafirmada, posteriormente, pelo papa João Paulo II, que considerou que a teoria da evolução “era mais do que uma hipótese”. Tal posicionamento, entretanto, contraria a narrativa bíblica, que afirma que Deus criou tudo “segundo a sua espécie” e de modo singular o ser humano, que, ao contrário dos demais seres, não foi criado pelo poder exclusivo da Palavra, tanto a parte material como a imaterial (Gn.1:26,27; 2:7).
OBS: Este posicionamento inconsistente da Igreja Romana, aliás, causa contradições nas declarações oficiais daquela instituição. Recentemente, por exemplo, o atual chefe da Igreja Romana, o papa Bento XVI, em homilia na cidade alemã de Regensburg, admitiu que a crença numa evolução é a crença na irracionalidade, algo incompatível com a fé cristã, em trecho que vale a pena transcrever: “…Nós cremos em Deus. É esta a nossa decisão básica. Apresenta-se de novo a pergunta: Mas é possível ainda hoje? É uma coisa razoável? Desde o iluminismo, pelo menos uma parte da ciência empenha-se com primor a procurar uma explicação do mundo, na qual Deus seja supérfluo. E assim Ele deveria tornar-se inútil também para a nossa vida. Mas todas as vezes que poderia parecer que quase se conseguiu chegar a esta conclusão manifestava-se sempre de novo: as contas não quadram! As contas sobre o homem, sem Deus, não quadram, e as contas sobre o mundo, sobre todo o universo, sem Ele não quadram. No fim de contas, permanece a alternativa: o que existe na origem? A razão criadora, o Espírito Criador que tudo realiza e suscita o desenvolvimento, ou a Irracionalidade que, privada de qualquer razão, estranhamente produz um cosmos ordenado de maneira matemática e também o homem, a sua razão. Mas ela, então, seria apenas um resultado casual da evolução e por conseguinte, no fundo, também uma coisa irracional.Nós cristãos dizemos: “Creio em Deus Pai, Criador do céu e da terra” creio no Espírito Criador. Nós cremos que na origem está o Verbo eterno, a Razão e não a Irracionalidade. Com esta fé não precisamos de nos esconder, não devemos recear que nos encontramos com ela num beco sem saída. Sentimos alegria em poder conhecer Deus! E procuramos demonstrar também aos outros a racionalidade da fé, como exortou explicitamente São Pedro os cristãos do seu tempo e, com eles, também a nós na sua Primeira Carta (cf. 3, 15)! …” (BENTO XVI. Homilia na solene concelebração eucarística no Islinger Feld em Regensberg em 12.09.2006. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/benedit_xvi/homilies/2006/documents/hf_ben-vi_hom_20060912_regensburg_po.html Acesso em 16 mar. 2007).
- Tanto os “evolucionistas teístas” quanto os romanistas argumentam que a Bíblia não é um manual de ciência, mas tão somente um manual de salvação e, portanto, não se pode considerar que a narrativa bíblica traga informações científicas. A narrativa da criação seria “poética”, não estaria vinculada à realidade, o que seria tarefa da ciência. Esta postura é inaceitável, vez que transforma a Bíblia em um “conto de fadas”, uma “história da carochinha”. Jesus, porém, disse que a Sua Palavra é a Verdade (Jo.17:17). Certo é que a Bíblia não tem preocupação científica, não se importa em nos mostrar “como” as coisas foram feitas, mas não podemos, por causa disso, dizer que o que as Escrituras dizem são apenas “mitos” desprendidos da realidade.
OBS: “…Os teólogos afirmam que a Bíblia é somente um manual de Salvação, nada tendo como a ciência. Sentimos muito desapontá-los, mas ela é o Manual de Salvação, sim; mas é também muito mais do que um simples Manual de Ciência; é exatamente a bússola de toda e qualquer ciência. Como dizia o professor Júlio Minham: ‘Para conhecer os enigmas dos céus, não preciso mirar um telescópio; basta meditar em espírito alguns minutos sobre as páginas da Bíblia, pois não tenho visto em livro nenhum tanta ciência revelada como nas Escrituras Sagradas’…” (CARVALHO, Ailton M. de. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação. 4.ed. pp.41-2) (destaque no original).
- Tal postura equivocada, porém, faz-nos ver mais uma insuficiência da teoria da evolução, qual seja, a de que não dá conta da realidade espiritual do ser humano. A teoria da evolução não explica a parte imaterial do homem, não dá conta do homem interior, da alma e do espírito. Nem o poderia dar, vez que se trata de um instrumento para se menosprezar e desprezar a figura divina. O materialismo da teoria da evolução é mais uma demonstração do perigo de sua propagação e de seu acolhimento por tantos quantos se dizem servos do Senhor. É a redução do homem a mero conjunto de matéria, é a negação da sua condição de imagem e semelhança de Deus, Deus que é Espírito e que deseja ser adorado em espírito e em verdade (Jo.4:23,24).
- Nesta insuficiência notamos, com clareza, o mal, o prejuízo que a teoria da evolução causa na formação espiritual do ser humano, o seu papel de um dos mais importantes e eficientes dardos inflamados do inimigo (Ef.6:16) nestes tempos trabalhosos em que vivemos. Por isso, mais do que nunca, deve a Igreja empunhar o escudo da fé para combater esta “falsamente chamada ciência” e sua teoria predileta, pregando a Palavra, pedindo a Deus para que se nos acrescente a fé (Lc.17:5) e andando de fé em fé (Rm.1:17), pois devemos andar por fé e não por vista (II Co.5:7), pois só assim seremos vencedores, pois esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé (I Jo.5:4).
- A fé, entretanto, não se confunde, em absoluto, com a ignorância, com o anti-intelectualismo. A fé é a fonte da verdadeira sabedoria, pois permite aos pequeninos ter acesso às coisas que são ocultas aos sábios e entendidos (Mt.11:25). A fé não é cega, mas, pelo contrário, consegue atingir aquilo que a mente humana não consegue alcançar. A fé permite-nos ir além das limitações da razão humana, pois nos permite ter a mente de Cristo (I Co.2:9-16). Esta fé nos faz dispensar qualquer prova científica para crermos, mas também nos mostra que, sempre que a ciência se multiplica, o que nos foi revelado é confirmado pelas evidências, algo bem diverso do que ocorre com os néscios que, no afã de negar a existência de Deus, somente produzem corrupção e imundícia (Sl.14:1-3). Que nestes tempos trabalhosos em que vivemos, saibamos ter esta fé, que, associada à razão, sempre nos mostrará o Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra, Criador de todas as criaturas segundo a sua espécie. Amém!
Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.
como explicar então que tdo o que está escrito em apocalipse está se cumprindo (ondas gigante, terremotos, etc.)
A teoria da evolução não pode explicar coisas complexas no ser humano, como olho, ouvido, cérebro…
Mas a biblia pode, pq Um Ser Superior, dotado de inteligência criou todas as coisas.
Por isso é que se voces criadores deste site que queira ser colaborador do meu trabalho me envie o material que estiverem em mãos sobre as teoias. Eu ficarei eternamente gráto.
FRANCISCO MARTINS BARBOSA (laercio)
SITIO MOREIRA
MAURITI – CEARÁ 63210-000
LICENCIATURA EM BIOLOGIA PELA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARRI – URCA
Regimeespecial turma 1 em Mauriti
O Vaticano assume que Deus fez a evolução, ele agiu de maneira lenta e sabia para coordenar a evolução, mas que ela existiu devido as provas que a ciência nos dá. O vaticano e outras religiões como os mormons assumem que a Bíblia é metafórica e sujeita a interpretações.
Concluindo-se que de fato a biblia comprova a existência da Evolução das Espécies, e a ciência reforça com os fósseis encontrados na arqueologia.
E quanto a Darwin convencer e propor uma teoria, até o Newton teve que propor uma teoria de que a maça cai no chão por causa da gravidade, e nem por isso a gravidade não existe.
Quem escreveu o texto deve ser um fanático religioso de cabeça fechada.