Revista on line da Escola Dominical | IBSN 14-19-05-2010
Friday September 3rd 2010

Resistindo os apelos do mundanismo – Pb. José Roberto


 


Texto Áureo: Rm. 12.2 – Leitura Bíblica em Classe: Jo. 17.11-18
Objetivo: Aprender a identificar os apelos do mundanismo e a resisti-los a partir de uma vida cristã autêntica e vitoriosa.
INTRODUÇÃO
Desde cedo o cristão é ensinado a não amar o mundo, e esse, de fato, é um princípio bíblico (Tg. 4.4). Mas o que a Bíblia quer dizer com a palavra “mundo”? Como podemos viver de modo a não ser seduzido pelo mundanismo? Essa são algumas das questões as quais trataremos na lição de hoje. A princípio, definiremos o que significa “mundanismo”. Em seguida, mostraremos como o mundanismo predomina na sociedade atual e se instaura no seio eclesiástico. E por fim, refletiremos a respeito da importância de uma vida consagrada a Deus para resistir aos apelos do mundanismo.
1. A DEFINIÇÃO BÍBLICA DE MUNDO E MUNDANISMO
A palavra “mundo”, no grego do Novo Testamento, é “kosmos”. Na maioria das vezes, o mundo se refere ao universo criado por Deus (At. 17.24), e, em alguns textos, a esfera da vida humana e à própria humanidade (Mt. 4.8; Mc. 8.36; Jo. 3.19; II Co. 5.19). O mundo, de certo modo, é o lugar para o qual Deus veio para redimir e transformar a humanidade. O mundo, nesse sentido, tem uma conotação negativa e se refere à era má que se opõe à Deus (I Co. 3.18-19; Ef. 2.2; Rm. 12.2). Uma parte fundamental da obra de Cristo na cruz do calvário foi destruir os elementos deste mundo (Cl. 2.8-20). Metade das ocorrências no Novo Testamento da palavra mundo (kosmos) se encontra nos escritos joaninos, 78 vezes no evangelho e 24 vezes nas epístolas. Em João, o mundo resiste a Deus que o criou e a Seu Filho (Jo. 1.9-11; 7.7). Por conseguinte, este mundo se encontra sob o governo do Mal (Jo. 12.31; 16.11). Enquanto os cristãos viverem neste mundo, deverão se manter puros e cuidar para não serem cooptados pelos sistema mundano (Jo. 17.15-17; I Jo. 2.15; Fp. 2.15; Tg. 1.27; 4.4).

2. O MUNDANISMO NA CULTURA MODERNA
A palavra “cultura”, em sua percepção antropológica, diz respeito a toda e qualquer produção humana. Para os dicionaristas, ela é o “conjunto das realizações materiais, filosóficas e espirituais de uma sociedade”. A produção cultural não é pecaminosa em si, a menos que esteja distanciada da Palavra de Deus. O Senhor ordenou a Adão, desde o princípio, que cultivasse a terra, desse nome aos seres, se relacionasse com seus pares, entre outras atribuições (Gn. 1.27-31; 2.15,16,18-24). Do mesmo modo, fomos chamados, por Deus, para o trabalho, para que atuássemos na sociedade na qual estamos inseridos. Contudo, em razão da Queda, o ser humano se distanciou de Deus, e, conforme está escrito em Rm. 3.23, todos pecaram e se distanciaram de Deus. Como resultado do pecado, o ser humano passou a produzir cultura pecaminosa (Gn. 3.17-19,21,23; 4.7,19,23), contrária à vontade boa, perfeita e agradável de Deus (Rm. 12.1,2). A fim de fazer frente à cultura mundana, isto é, aos valores seculares que se opõem à revelação de Deus, precisamos desenvolver a mente de Cristo (I Co. 2.16). A produção cultural mundana, para aqueles que não têm a mente de Cristo, se concretiza por meio da política interesseira, de candidatos que buscam se eleger com vistas a tirar vantagem do dinheiro público, que deveria ser investido na saúde, educação e segurança. Além disso, fazem leis injustas para beneficiar os ricos e impor cargas pesadas aos pobres, os valores morais e éticos também são afetados, chamam o errado de certo e o amargo de doce (Is. 5.20). Na educação, predomina o materialismo e o relativismo ético, de modo que os estudantes são conduzidos a acreditar que resultam não de uma criação divina, mas da evolução casual, e por fim, que não temos qualquer compromisso moral uns com os outros, a competitividade é estimulada ao extremo. Na família, os valores exarados na Palavra de Deus, do relacionamento monogâmico, entre macho e fêmea, é substituído por crenças humanas, propagadas por uma mídia anticristã, que nada quer com Deus, e, por causa disso, a sociedade vai de mal a pior. No entretenimento, como já estudamos em lição anterior, os filmes e programas televisivos são produzidos com vistas à divulgação desses valores invertidos.

3. COMO RESISTIR OS APELOS MUNDANOS
Tiago, em Tg. 4.4, diz que todo aquele que se torna amigo do mundo se constitui inimigo de Deus. Por isso, Paulo, em Rm. 12.1,2, instrui a igreja cristã a não se conformar com o mundo, antes a ser transformada pela renovação da mente em Cristo. Do mesmo modo, João, em I Jo. 2.15-17, nos conclama a não amar o mundo. Para não nos envolvermos com o mundanismo e suas iscas satânicas, precisamos, inicialmente, discernir, pela Palavra e pelo Espírito, aquilo que, de fato, é mundanismo. Tenhamos cautela para, como os fariseus, não coarmos um mosquito e engolirmos um camelo, pois, infelizmente, muitas coisas que são tidas como mundanismo em algumas igrejas, não passam de caprichos humanos (Mt. 23.24). Um equívoco comum em determinas agremiações cristãs é o de achar que mundanismo são apenas os pecados sexuais, a corrupção no trato com a política, por exemplo, é praticada e tida como normal. Feita essa advertência, destacamos, a princípio, que somente poderemos vencer o mundo por meio da fé em Cristo (I Jo. 5.4,5). E fé não vem de outro modo senão por meio do ouvir, e ouvir a Palavra de Deus (Rm. 10.17). A igreja precisa ser saturada da Palavra de Deus, a exposição da Bíblia deva ser prática comum nos púlpitos. Caso contrário, seremos levados pelos ardis mundanos que levam as pessoas de um lado para outro, conforme as doutrinas da moda. Mas somente ouvir não é suficiente, faz-se necessário que pratiquemos aquilo que ouvimos (Tg. 1.21-27). Para tanto, temos o sublime auxílio do Espírito Santo, o qual produz, em nós, e conosco, o Seu fruto, a fim de que não andamos na carne, mas segundo o Espírito (Gl. 5.22). Contra essas coisas não há Lei, e, de certo modo, parafraseando, não há mundanismo.

CONCLUSÃO
O mundo tem uma fôrma, por isso, Paulo, Rm. 12.1,2, diz que não devemos entrar na moldura desse século. Podemos fazer uma analogia com as fôrmas de bolo que são usadas por aqueles que trabalham em confeitarias. Os bolos assumem o formato das fôrmas nas quais a massa é colocada. Do mesmo modo, o cristão que não está fundamentado na Palavra de Deus, que desconhece a vontade do Senhor, assume a cultura mundana facilmente. Que o Espírito de Deus nos ajude, com a mente de Cristo, a julgar os espíritos, a fim de que não sejamos condenados com o mundo (I Co. 11.32), pois este, definitivamente, jaz no maligno (I Jo. 5.19).

BIBLIOGRAFIA
COLSON, C. & PEARCEY, N. E agora, como viveremos? Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
COLSON, C. & PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.


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One Response to “Resistindo os apelos do mundanismo – Pb. José Roberto”

  1. VALDIR CARVALHO says:
    POR QUE DEVO REJEITAR AS OBRAS DO MUNDO ?

    2 Coríntios 10.1 Eu Paulo, por minha parte, vos exorto pela mansidão e clemência de Cristo, eu que, estando presente, sou humilde entre vós, porém estando ausente, sou ousado para convosco; sim, vos rogo que, estando eu presente, não seja ousado com a confiança com que me proponho ser atrevido para com alguns que nos julgam, como se andássemos segundo a carne. Pois, vivendo na carne, não militamos segundo a carne (porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus para demolição de fortalezas), derribando raciocínios e toda a altura que se levanta contra a ciência de Deus, e levando a cativeiro todo o pensamento para a obediência a Cristo, e estando prontos para punir toda a desobediência, quando a vossa obediência for cumprida. Olhais as coisas segundo a aparência. Se alguém confia em si que é de Cristo, julgue isto consigo outra vez, que, assim como ele é de Cristo, assim também nós o somos.

    Como já estudamos em outras lições, os tempos são trabalhosos, e para que eu possa receber o meu pagamento é necessário que eu tenha conhecimento naquilo que me proponho a desenvolver. Muitos cristãos féis, estão procurando o conhecimento doutrinário da Palavra de Deus, como fonte de piedade às coisas de Deus. Deus está despertando uma geração de pessoas compromissadas com suas VERDADES. O Espírito Santo tem levado os adoradores à busca da Santificação na medida em que estes adoradores vão crescendo no conhecimento da operação da Graça em suas vidas. Eis que a Palavra santifica e faz brotar os Frutos do Arrependimento, que transforma conceitos antigos em novidade de vida. Que nos faz resistir aos apelos do mundo. Que nos liberta do jugo de satanás em relação às coisas que aprisionam nossa atenção.

    Vivemos numa sociedade de relatividade, hoje tão filosófica quanto individualista. Cada um é dono do seu mundo e o mundo é alterado pela famigerada globalização. Tudo tornou-se “padrão internacional”, num salve-se quem puder.
    A Palavra fala que Jesus “deve”ser tudo em todos. Infelizmente muitos homens o tem como um grande investimento, que vende, que é garoto propaganda de suas mercadorias e de seus negócios. Até dentro da igreja muitos o tem como alguém em quem se possa investir com lucro garantido. É uma lástima que alguns se dizendo apascentadores, transformem a fé dos desapercebidos em um grande negócio rentável, tirando para si, lucro do evangelho.

    Como cultura religiosa, que se transforma segundo as necessidades de cada rebanho em cada tempo, os homens são levados por ventos de doutrina que assolam algumas igrejas, fazendo dela, meio de intentos, quer religioso, quer político ou de massa de manobras para barganha pessoal com administrações interesseiras. Uma lástima. Sabemos que O Dirigente Maior é Cristo, mas alguns se utilizam da força do Evangelho para tirarem proveito terreno e pessoal, tornado-se imorais e principalmente anti-cristão. Desprezando o Reino de Deus. Meu coração é meu tesouro. Onde tem estado o nosso coração?

    Algumas vezes tornamo-nos tão amigos das coisas do mundo as quais nos dão prazer, que esquecemos de viver as coisas que Deus prometeu em conceder aqueles que se dispuserem andar segundo os seus mandamentos e preceitos. Alguns apegam-se no querem realizar suas ambições e esquecem-se de olhar para O Alto e suas dádivas.

    Sabemos que as leis humanas são tendenciosas e maquiavélicas. Algumas são de concepções demoníacas, as quais procuram no seu bojo o emprego da desestruturação social e no calar da divulgação da soberana vontade de Deus na vida dos homens. Caso da lei homofôbica, que procurando destruir valores humanos de tradições passadas em geração à geração, tem procurado levar o homem e suas instituições para longe da sua raiz natural, ou seja, a concepção familiar. Eis que homem com homem é impossível a perpetuação da espécie, mesmo que adotem filhos de outros, e que se digam amar o próximo e entender às suas necessidades, jamais serão considerados família perante Deus. No caso das células embrionárias, a mortandade de fetos, ronda o universo da ganância e do egoísmo, pois segundo o poder aquisitivo e segundo conveniências fatalmente alguns se corromperão. É um afronto à moral e anti-bíblico e ao conceito da criação na perpetuação da vida como dom de Deus à toda humanidade.

    Na educação pessoas influenciadas tem colocado nas grades curriculares, ensinamentos avessos à Palavra de Deus, enfocando sempre um Deus que possa ser Deus em partes. E que precise que homens provem que Ele nunca tenha Sido, ou seja, um Deus que nada fez, e que por não ter feito, surgiu a natureza como produto de adaptações bio-orgânicas e fruto da genética molecular, em diversas teorias de evoluções que de tão evoluídas, tem aprisionado a alma de seus idealizadores.
    Agora se anunciou à toda terra que os homens se dispuseram a fazer uma experiência que lhes absorveu 14 anos na construção da maior máquina em que se propunha provar a existência do Big Ben. Então, como não repudiar estas coisas se não nos dispusermos ao crer na Palavra do Nosso Deus e em buscar ter conhecimento do seu agir ?

    Os homens sempre precisaram adorar a um Deus. Nós simplesmente nos propusemos a tê-Lo por Deus e a quem temos por Senhor, nos recomenda uma série de preceitos em que deixou revelado alguns dos seus mandamentos. Também lá está que tudo quanto foi escrito e determinado é para o nosso próprio bem.
    Na concepção ”Casal” existe quando pessoas de sexos opostos se unem num tratado entre macho e fêmea. Dizer em ser pais em adoção de crianças, que tipo de crianças ou que valores sociais esta geração estará plantando nos destinos da humanidade, caso Jesus não volte nos próximos dias ?

    Amar o mundo e querer ardentemente o que no mundo há, é desprezar a harmonia dos ensinamentos bíblicos, numa vida infrutífera perante os céus, onde a soberana recompensa está na expectativa de um novo céu e de uma nova terra. Fora disso, não há sentido. Ou observamos os mandamentos deixados ou então, é como falam as escrituras : Sacrifício de tolo. Se desejarmos os prazeres do mundo, tornamo-nos inimigo de Deus, eis que sua Palavra fala que: Tiago 4:4 Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.

    Alguns aspectos do mundo que fiéis ainda guardam dentro de si, referem-se a natureza pecaminosa do homem. É uma luta constante entre mortificar a carne e subjugar o espírito humano, tais como a nossa visão das coisas que relutamos, na nossa percepção do nosso orgulho, da nossa inveja, da nossa descrença e no nosso egoísmo.

    Para os que são regenerados pelo fruto do amor de Deus, estes não aceitam passivamente as coisas do mundo que os querem subjugar e enlaçar em suas concupcências. Os valores em seus corações os levam à buscar algo além da compreensão natural. Não são acomodados, procuram se consagrar ao seu Senhor, numa luta constante entre a natureza caída e a regeneração na qual foram inseridos.

    A transformação da mente está em deixar de lado a banalização da crença, onde o mundo não entende por ainda não ter testificado do amor de Deus, por ter enviado o Seu Filho Unigênito à morrer por todos, mesmo que estes não O aceitem pelo que Ele representa: SALVAÇÃO DA HUMANIDADE.

    O Profeta Oséias no seu livro 4.6, fala que o povo foi destruído porque lhes faltava o conhecimento das coisas de Deus. Foi assim, com aquele povo e ainda é em nossos dias, só que a nós, nos é recomendado o seguinte no mesmo livro de Oséias 6:3 : Conheçamos, e prossigamos em conhecer a Jeová; a sua saída é certa como a alva; e ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra.

    É de pouco em pouco, mas na constância, de dia em dia e de fé em fé.

    Valdir Carvalho – Cascavel – Pr 19.9.2008

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