Altair Germano Archive

O princícpio bíblico da generosidade – 1

O princícpio bíblico da generosidade – 1

Pr. Altair Germano

A Lição 9, do 1º trimestre de 2010, tratará de temas já bastante discutidos em sala de aula, como é o caso do dízimo, das contribuições financeiras e do socorro ou ajuda aos necessitados.

Sempre que estas questões se levantam, dois grupos se colocam nos extremos da discussão.

O primeiro grupo não consideram o dízimo como um princípio bíblico fundamentado na liberalidade, anterior à própria Lei, e por isso uma prática que pode ser mantida na igreja, enquanto o segundo grupo ameaça com as maldições da Lei os irmãos que por alguma razão não contribuem com os dízimos.

O fato é que tanto um grupo como o outro se fundamentam na Bíblia para sustentar as suas posições.

PLANO DE AULA

1. OBJETIVOS DA LIÇÃO

-Conscientizar-se de que o princípio da generosidade está fundamentado na idéia de doar e não de ter.
-Compreender que atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico .

-Saber que a graça de contribuir está fundamentada no princípio de que mais “bem-aventurada coisa é dar do que receber.

2. CONTEÚDO

Texto Bíblico: 2 Co 8.1-5; 9.6,7,10,11

O conteúdo para subsídio desta lição já foi abordado em outras ocasiões neste blog. Desta formar, sugiro que consultem os textos e comentários dos links abaixo, onde uma ampla discussão sobre o assunto será encontrada:

- MALAQUIAS E O DÍZIMO
- AJUDA AOS NECESSITADOS
- COMUNHÃO DOS SANTOS E COMUNIDADE DOS BENS

3. MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE ENSINO

Três perguntas chaves podem desencadear uma boa aula discussiva. São elas:

- O dízimo é uma prática bíblica restrita ao Antigo Testamento?
- A igreja tem cumprido o seu papel no socorro aos necessitados como deveria?
- Você participa de campanhas de ofertas voluntárias para o socorro aos necessitados?

4. RECURSOS DIDÁTICOS

Quadro, cartolina, pincel ou giz, etc.

5. SUGESTÕES BIBLIOGRÁFICAS

ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada: como interpretar a Bíblia de maneira prática e eficaz. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1

JOSEFO, Flávio. História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém obra completa. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

KEENER, Craig S. Comentário Bíblico Atos: Novo Testamento. Belo Horizonte: Atos, 2004.

LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

PFEIFFER; Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: os evangelhos e atos. São Paulo: IBR, 1997. v. 4

______; VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

SCHOLZ, Vilson. Princípios de interpretação Bíblica: introdução à hermenêutica com ênfase em gêneros literários. Canoas-RS: Ulbra, 2006.

STUART, Douglas; FEE, Gordon D. Manual de exegese bíblica: Antigo e novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2008.

VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

Boa aula!

O afeto na relação transferencial ensinante-aprendente na EBD

O afeto na relação transferencial ensinante-aprendente na EBD

por Altair Germano

A relação ensinante-aprendente na Escola Bíblica Dominical precisa ser claramente percebida, caso contrário será confundida com a tradicional perspectiva professor-aluno. Na perspectiva professor-aluno, o quadro é o seguinte:

 - O Professor: É aquele que ensina, que sabe, único detentor do conhecimento, agente ativo e ator do processo ensino-aprendizagem. O trabalho do professor é ensinar, no contexto de uma relação imaginária, narcísica e alienante que sustenta o seu saber e o seu fazer (GONÇALVES).

 - O Aluno: É aquele que apenas recebe, que não sabe, agente passivo e expectador no processo de ensino-aprendizagem;

 A relação professor-aluno é centralizada na aprendizagem de conteúdos, e na firmação de um contrato didático, onde um conjunto de comportamentos do professor são esperados pelos alunos e um conjunto de comportamento dos alunos são esperados pelo professor. Cada um, dessa forma, tem o seu papel pré-estabelecido (BRUSSEAU, 1998 apud SALGADO, 2005).

 Em se tratando da relação ensinante-aprendente, ambos são sujeitos compromissados com a transferência de saberes. Andrade (2002 apud SALGADO, idem) vê o sujeito aprendentes e ensinantes da seguinte forma:

 Entendo que o sujeito aprendente e o sujeito ensinante têm garantido pelo objeto de demanda, ou seja, o conhecimento, a repartição de papéis assegurando que seja preservada uma diferenciação de suas identidades respectivas. Neste sentido falamos de uma posição aprendente e ensinante intercambiáveis e alternáveis, num jogo dialético instaurado pelo conhecer/desconhecer definido em função daquilo que o sujeito tem, daquilo que ele dá e daquilo que cobiça”

 Acontece, desta formar, um jogo transferencial. Laplanche (2001 apud GONÇALVES) diz que “Designa em Psicanálise o processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação analítica”. A partir deste conceito, em psicopedagogia, o sujeito ensinante-aprendente tornou-se objeto de estudo.

 Como um vocábulo utilizado em diversos campos, “transferência” denota uma idéia de transporte, de deslocamento, de substituição de um lugar para o outro.

 Freud aponta-o como um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes. Ele reconheceu a possibilidade de que a transferência acontecia na relação professor-aluno. [...] A noção de transferência pode contribuir para entender esta relação que envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros das espécies humanas. (Artigo Brasil Escola)

Dessa forma, o conceito de transferência assumido pela psicopedagogia, de forma geral pode-se resumir na possibilidade de um vínculo antigo e um novo. Trata-se de um ato amoroso entre duas pessoas, capaz de abrir espaços de mudanças. Essa possibilidade da transferência em termos psicopedagógicos se sustenta naquilo que Alícia (1994 apud GONÇALVES) afirma “[...] a transferência é um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes, a situação analítica constitui-se apenas em seu modelo exemplar, tomando-a em sua dimensão clínica”.

Em termos pedagógicos, bem coloca Gonçalve (ibdem) que o professor assume o lugar de ‘suposto saber’ no imaginário do aluno e da própria sociedade e esta é a condição básica de seu trabalho. Seu discurso ganha sustentação e autoridade pelo saber de que é investido socialmente e reconhecido individualmente, por cada um daqueles que recebem seus ensinamentos. É desta suposição que depende a possibilidade de o professor ensinar.

Percebe-se em psicopedagogia que o que se transfere é a modalidade de aprendizagem, ou seja, o modo de ser do ensinante e aprendente. “Transfere-se o modo de se relacionar com o conhecimento, estruturado pelo sujeito, desde muito cedo, na relação com as figuras parentais” (ibdem). É reproduzido, dessa forma, a maneira de vincular-se com os pais ou responsáveis enquanto seus primeiros ensinantes, sobre a relação ensinante-aprendente atual.

Nesta relação ensinante-aprendente, é necessário considerar o lugar do afeto. Do latim affectu, o termo nos fala àquilo que toca, atinge e afeta. Do ponto de vista da psicologia, “é um fenômeno psíquico que se manifesta sob a forma de emoções, sentimentos e paixões” (FORTUNA, idem).

Na relação professor-aluno, está implicada uma relação de amor, uma relação afetiva. Uma relação de confiança de valorização do conhecimento, da revelação das habilidades e potencialidades do outro, só é possível através da afetividade. Com afeto a criança se redescobre, se percebe, se valoriza, aprende a se amar transferindo este afeto em suas vivências e conseqüentemente na aprendizagem escolar. (Artigo Brasil-Escola)

Na medida em que percebemos o afeto nas relações aprendente-ensinante, acontece uma transferência positiva no processo de ensino-aprendizagem, o que possibilita a superação de conflitos internos, a possibilidade do aprender e crescer.

Para Fortuna (ibdem) os processos educativos, “comportam uma forte dimensão afetiva que não sendo a única nem a mais importante, é tão definitiva quanto as demais dimensões – socioeconômicas, ideológica, filosófica, entre outras – na consumação de seu objetivos, por mais diversos e desencontrado que sejam ao longo da história do homem”. Esta declaração consolida a importância da não supervalorização de um determinado aspecto ou dimensão da educação. São os vínculos afetivos que possibilitam a relação transferencial, responsável por transformar o desejo de ensinar e o desejo de aprender em conhecimento, através da permissão mútua que se efetua entre os sujeitos aprendente-ensinante.

Em termos afetivos, a significação do professor para o aluno supera os conteúdos ensinados, tornando-se a base das relações ensinante-aprendente na Escola Bíblica Dominical.

É de grande importância que o professor da Escola Bíblica Dominical compreenda o seu lugar na sua relação com os alunos, percebendo-se muito mais como aquele que apenas ensina, mas que também aprende enquanto assim o faz.

Na medida em que os conceitos de transferência e afeto são conhecidos dos professores, melhor clareza terão no entendimento de sua relação com o aluno. Os aspectos transferenciais e afetivos, facilitarão ou bloquearão a possibilidade da aprendizagem de conteúdos.

Pode-se perceber claramente, que em sua prática Pedagógica, Jesus nos deixou o grande exemplo em termos de afetividade na relação mestre-discípulo, quando as Escrituras nos dizem que:

“[...] tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” (João 13.1b)

REFERÊNCIAS

OLIVEIRA, Maria Helena Peixoto. A Importância da Transferência na Relação Professor-Aluno como Elemento Facilitador, ou não, da Aprendizagem no Ensino Médio. PUC RIO, Nova Friburgo-RJ, 2007.

LAPLANCHE, Jean. Vocabulário de Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

GONÇALVES, Júlia Eugênia. O Processo de Transferência em Psicopedagogia. in http://fundacaoaprender.org.br, acesso em 21/08/2009

www.psicopedagogia.com.br/artigos/, acesso em 21/08/2009.

www.meuartigo.brasilescola.com/psicologia/conceito-transferencia-relacao-professoraluno.htm, acesso em 21/08/2009

FORTUNA,Tânia Ramos. Afeto e Trabalho do Educador: a dimensão humana da docência.http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=267, acesso em 21/08/09

Fonte: Blog EBD Inclusiva

A palavra aluno significa “sem luz”?

 por Altair Germano |

Bastante disseminada nos círculos acadêmicos e pedagógicos, a idéia de que o termo “aluno” significa literalmente “sem luz”, não se sustenta etmologicamente. Leia os artigos abaixo:

 ”A palavra ‘aluno’ vem do verbo latino ‘alo’, que significa ‘nutrir’. O termo tem valor de particípio e significa, simplesmente, ‘aquele que foi nutrido’. Etimologicamente, a palavra se liga ao substantivo ‘alma’, que significa ‘nutriz’, de acordo com a idéia comum de que a alma alimenta o corpo. É, por isso, que a universidade é chamada, com freqüência, de alma mater, isto é, ‘a mãe que nutre’.A falsa etimologia que analisa a palavra ‘aluno’ como composta de “a” (prefixo de negação) e ‘lux’ (luz) não leva em consideração que o prefixo de negação “a”, comumente chamado de “alfa privativo”, só ocorre em palavras de origem grega. Portanto, a explicação não passa de um hibridismo lamentavelmente inculto.” (Leia em IASD EM FOCO)

 ”Uma mentira dita muitas vezes torna-se uma verdade. O boato de que aluno significa ‘sem luz’ é antigo, mas parece ter se fortalecido ainda mais com a internet. Fora alguns portais mais cuidadosos, a maioria repete esta idéia falsa, em contextos dos mais variados e divertidos. Mesmo sites ‘confiáveis’ e educadores ‘renomados” cometem esta gafe. Bastaria uma rápida olhadela no dicionário (ao invés de procurar em portais do tipo “guia dos curiosos”) para lançar um pouco de luz à questão. Aluno não quer dizer ‘sem luz’, e sim ‘lactente’, ‘aquele que está crescendo e sendo nutrido’, algo do tipo. Veja abaixo o que o Houaiss nos diz, e logo depois alguns excertos lutando contra esse significado inexistente da palavra ‘aluno’, tal qual Dom Quixote contra seus moinhos…” (Leia em RIZOMAS)

 ”Aluno (do latim: alere: ‘desenvolver, criar’) é o indivíduo que recebe formação de um ou vários professores para adquirir ou ampliar seus conhecimentos[1].Por vezes, usa-se o termo aluno como sinônimo de estudante, uma pessoa que se ocupa do estudo, relativas a um aprendizado de qualquer nível. No entanto, o estudo pode ser uma atividade individual, sem recurso a professores.” (Leia em Wikipédia)

 O Dicionário Latino de Ernesto Faria (2001, p. 14), define alumnus como “Criança de peito, pupilo, e daí, aluno.

 De onde vem, então, essa idéia de “aluno” significar sem luz? A resposta quem nos dá é Luckesi. Observe o que ele afirma no texto abaixo:

 O futuro da prática da avaliação da aprendizagem no país é aprendermos a praticá-la tanto do ponto de vista individual de nós educadores, assim como do ponto de vista do sistema e dos sistemas de ensino. Avaliação não virá por decreto, como tudo o mais na vida. A avaliação emergirá solidamente da prática refletida diuturna dos educadores. Uma última coisa que gostaria de dizer aos educadores: vamos substituir o nome “aluno” por estudante ou educando. O termo aluno, segundo os filólogos, vem do verbo alere, do latim, que significa alimentar; porém, existe uma forma de leitura desse termo mais popular e semântica do que filológica que diz que “aluno” significa “aquele que não tem luz” e que teria sua origem também no latim, da seguinte forma: prefixo “a” (=negação) e “lummen” (=luz). Gosto dessa segunda versão, certamente, não correta do ponto de vista filológico, mas verdadeira do ponto de vista da prática cotidiana de ensinar. Nesse contexto de entendimento, agindo com nossos educandos como seres ‘sem luz’, só poderemos praticar uma pedagogia depositária, bancária…, como sinalizou o prof. Paulo Freire. Nunca uma pedagogia construtiva. Dai também, dificilmente, conseguiremos praticar avaliação, pois que esta está voltada para o futuro, para a construção permanente daquilo que é inacabado.” (Leia em www.luckesi.com.br)

 Dessa forma, da próxima vez que você ler ou ouvir tal afirmação, lembre-se que se trata da reprodução de um significado forjado. Como “reprodução” não é um termo bem quisto pela pedagogia contemporânea libertária, é mais adequado ser fiel ao significado real de “aluno”, pois, conforme já bem definido é de uma riqueza singular.

 Para os seus discípulos (alunos) o Senhor Jesus disse:

 ”Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.16)

Fonte: Blog EBD Inclusiva

Davi e sua vocação – Altair Germano

O estudo sobre a vida de Davi é algo de bastante valor. Sua humanidade, complexidades, virtudes e vicissitudes, conquistas e fracassos, acertos e erros, nos revelam as contradições do ser humano em toda a sua plenitude. Ser humano que apesar de imperfeito, não cessa no jornadear em direção a vontade de Deus, buscando de todas as formas, com todas as forças e intensidade agradá-lo.
Davi é ungido, rei, filho, marido, pai, mas, acima de tudo humano, demasiadamente humano.

1. O CONTEXTO DA CHAMADA DE DAVI

O contexto histórico, o cenário em que Davi é chamado por Deus, nos remete para alguns acontecimentos e condições que passaremos a brevemente delinear.

- É um momento de instabilidade Espiritual. O livro de Juízes nos relata claramente essa realidade através dos altos e baixos do povo em sua disposição (ou não) de obedecer a Deus;

- É um momento de instabilidade Moral. Todo declínio espiritual desencadeia naturalmente um certo relativismo ético e moral. Dessa forma, é comum em ambiente de baixo fervor espiritual se perceber uma alto índice de imoralidade;

- É um momento de instabilidade Política. O fortalecimento do poderio militar das nações vizinhas, agregado (principalmente) a atitude rebelde do povo, promovia uma condição vulnerável e instável em termos de segurança e autonomia.

É nesse contexto que o povo pede um rei, entendendo que de alguma forma isto fortaleceria o status e promoveria certa segurança nacional (1 Sm 8.1-22). Conforme as exigências do povo Saul é escolhido (1 Sm 9.1-27).

2. UMA LIDERANÇA EM CRISE

A postura, as atitudes, as decisões e os comportamentos de Saul sinalizam um líder em crise. Neste ponto da Lição Bíblica é interessante comparar a crise de liderança de Saul com a nossa atual e dura realidade:

- É uma crise Espiritual. Crises espirituais resultam de negligência em nossa relação com Deus e sua Palavra. São geralmente precedidas de uma certa acomodação na leitura devocional, na oração, na contemplação,no relacionamento íntimo e amizade com Deus. Uma liderança mais apegada com o fazer em detrimento do relacionar-se, mais apegada com o ter (poder e posses) em detrimento do ser, mais apegada às coisas em detrimento das pessoas, mais apegadas ao cargo em detrimento das tarefas, certamente vivenciará e agravará momentos de crise. Estamos em crise no Brasil. A postura de uma grande fatia da liderança evangélica cristã nos revela e comprava esta verdade;

- É uma crise Moral e Ética. Neste nível, desencadeada pela crise espiritual, os valores pessoais são invertidos, o certo é tido como errado e o errado como certo. Valores culturais, sociais e morais do tipo família, casamento, amizade, honestidade, fidelidade e outros, são dia após dia relativizados e banalizados. A liderança, desta forma, vai perdendo a sua autoridade espiritual e moral, qualidades essenciais líder cristão verdadeiramente vocacionado por Deus;

- É uma crise Emocional. A alta carga de trabalho e responsabilidade estão acabando (em alguns já acabou) com a saúde emocional de nossos líderes. O stresse, com todos os seus efeitos colaterais (fadiga, mau humor, irritação, insônia, dor de cabeça etc.), as pertubações mentais, a ansiedade, os temores, a angústia, a depressão, a síndrome do pânico, a bipolaridade temperamental e outros males, acabam por fragilizar o líder tornando-o incapaz de lidar com o povo e consigo mesmo;

- É uma crise relacional. Os problemas emocionais acabam afetando as relações interpessoais, onde muitas vezes o líder transfere para aqueles que o cercam (família, amigos, liderados) as suas mazelas. Tal situação tende a ficar insustentável. A falta de saúde e equilíbrio emocional descredencia o líder vocacionado por Deus. Saber relacionar-se é imprescindível;

Líderes em constante e aguda crise não se sustentam por muito tempo (a não ser em regimes absolutistas e ditatoriais). Muitos que hoje se mantém nos cargos, mas, já perderam a liderança. Deixaram de ser seguidos para serem temidos, deixaram de ser amados para serem odiados, deixaram de ser aceitos e foram rejeitados.

São nestes momentos e condições que Deus interfere soberanamente na história, destituindo e estabelecendo lideranças, promovendo um novo líder para substituir aquele cuja disposição do coração em muito se afastou do Senhor, da sua vontade, da sua Palavra.

Foram por estas razões que Saul foi reprovado e rejeitado (1 Sm 13.14; 15.26-28) e Davi levantado como o novo líder da nação (1 Sm 16).

Pr. Altair Germano

O afeto na relação transferencial ensinante-aprendente na EBD

lápices de colores

 O AFETO NA RELAÇÃO TRANSFERENCIAL ENSINANTE-APRENDENTE NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Altair Germano

 A relação ensinante-aprendente na Escola Bíblica Dominical precisa ser claramente percebida, caso contrário será confundida com a tradicional perspectiva professor-aluno. Na perspectiva professor-aluno, o quadro é o seguinte:

 - O Professor: É aquele que ensina, que sabe, único detentor do conhecimento, agente ativo e ator do processo ensino-aprendizagem. O trabalho do professor é ensinar, no contexto de uma relação imaginária, narcísica e alienante que sustenta o seu saber e o seu fazer (GONÇALVES).

 - O Aluno: É aquele que apenas recebe, que não sabe, agente passivo e expectador no processo de ensino-aprendizagem;

 A relação professor-aluno é centralizada na aprendizagem de conteúdos, e na firmação de um contrato didático, onde um conjunto de comportamentos do professor são esperados pelos alunos e um conjunto de comportamento dos alunos são esperados pelo professor. Cada um, dessa forma, tem o seu papel pré-estabelecido (BRUSSEAU, 1998 apud SALGADO, 2005).

 Em se tratando da relação ensinante-aprendente, ambos são sujeitos compromissados com a transferência de saberes. Andrade (2002 apud SALGADO, idem) vê o sujeito aprendentes e ensinantes da seguinte forma:

 Entendo que o sujeito aprendente e o sujeito ensinante têm garantido pelo objeto de demanda, ou seja, o conhecimento, a repartição de papéis assegurando que seja preservada uma diferenciação de suas identidades respectivas. Neste sentido falamos de uma posição aprendente e ensinante intercambiáveis e alternáveis, num jogo dialético instaurado pelo conhecer/desconhecer definido em função daquilo que o sujeito tem, daquilo que ele dá e daquilo que cobiça”

 Acontece, desta formar, um jogo transferencial. Laplanche (2001 apud GONÇALVES) diz que “Designa em Psicanálise o processo pelo qual os desejos inconscientes se atualizam sobre determinados objetos no quadro de um certo tipo de relação analítica”. A partir deste conceito, em psicopedagogia, o sujeito ensinante-aprendente tornou-se objeto de estudo.

 Como um vocábulo utilizado em diversos campos, “transferência” denota uma idéia de transporte, de deslocamento, de substituição de um lugar para o outro.

 Freud aponta-o como um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes. Ele reconheceu a possibilidade de que a transferência acontecia na relação professor-aluno. [...] A noção de transferência pode contribuir para entender esta relação que envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros das espécies humanas. (Artigo Brasil Escola)

 Dessa forma, o conceito de transferência assumido pela psicopedagogia, de forma geral pode-se resumir na possibilidade de um vínculo antigo e um novo. Trata-se de um ato amoroso entre duas pessoas, capaz de abrir espaços de mudanças. Essa possibilidade da transferência em termos psicopedagógicos se sustenta naquilo que Alícia (1994 apud GONÇALVES) afirma “[...] a transferência é um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes, a situação analítica constitui-se apenas em seu modelo exemplar, tomando-a em sua dimensão clínica”.

 Em termos pedagógicos, bem coloca Gonçalve (ibdem) que o professor assume o lugar de ‘suposto saber’ no imaginário do aluno e da própria sociedade e esta é a condição básica de seu trabalho. Seu discurso ganha sustentação e autoridade pelo saber de que é investido socialmente e reconhecido individualmente, por cada um daqueles que recebem seus ensinamentos. É desta suposição que depende a possibilidade de o professor ensinar.

 Percebe-se em psicopedagogia que o que se transfere é a modalidade de aprendizagem, ou seja, o modo de ser do ensinante e aprendente. “Transfere-se o modo de se relacionar com o conhecimento, estruturado pelo sujeito, desde muito cedo, na relação com as figuras parentais” (ibdem). É reproduzido, dessa forma, a maneira de vincular-se com os pais ou responsáveis enquanto seus primeiros ensinantes, sobre a relação ensinante-aprendente atual.

 Nesta relação ensinante-aprendente, é necessário considerar o lugar do afeto. Do latim affectu, o termo nos fala àquilo que toca, atinge e afeta. Do ponto de vista da psicologia, “é um fenômeno psíquico que se manifesta sob a forma de emoções, sentimentos e paixões” (FORTUNA, idem).

 

Na relação professor-aluno, está implicada uma relação de amor, uma relação afetiva. Uma relação de confiança de valorização do conhecimento, da revelação das habilidades e potencialidades do outro, só é possível através da afetividade. Com afeto a criança se redescobre, se percebe, se valoriza, aprende a se amar transferindo este afeto em suas vivências e conseqüentemente na aprendizagem escolar. (Artigo Brasil-Escola)

 Na medida em que percebemos o afeto nas relações aprendente-ensinante, acontece uma transferência positiva no processo de ensino-aprendizagem, o que possibilita a superação de conflitos internos, a possibilidade do aprender e crescer.

 Para Fortuna (ibdem) os processos educativos, “comportam uma forte dimensão afetiva que não sendo a única nem a mais importante, é tão definitiva quanto as demais dimensões – socioeconômicas, ideológica, filosófica, entre outras – na consumação de seu objetivos, por mais diversos e desencontrado que sejam ao longo da história do homem”. Esta declaração consolida a importância da não supervalorização de um determinado aspecto ou dimensão da educação. São os vínculos afetivos que possibilitam a relação transferencial, responsável por transformar o desejo de ensinar e o desejo de aprender em conhecimento, através da permissão mútua que se efetua entre os sujeitos aprendente-ensinante.

 Em termos afetivos, a significação do professor para o aluno supera os conteúdos ensinados, tornando-se a base das relações ensinante-aprendente na Escola Bíblica Dominical.

 É de grande importância que o professor da Escola Bíblica Dominical compreenda o seu lugar na sua relação com os alunos, percebendo-se muito mais como aquele que apenas ensina, mas que também aprende enquanto assim o faz.

 Na medida em que os conceitos de transferência e afeto são conhecidos dos professores, melhor clareza terão no entendimento de sua relação com o aluno. Os aspectos transferenciais e afetivos, facilitarão ou bloquearão a possibilidade da aprendizagem de conteúdos.

 Pode-se perceber claramente, que em sua prática Pedagógica, Jesus nos deixou o grande exemplo em termos de afetividade na relação mestre-discípulo, quando as Escrituras nos dizem que:

 “[...] tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” (João 13.1b)

 

REFERÊNCIAS

 

OLIVEIRA, Maria Helena Peixoto. A Importância da Transferência na Relação Professor-Aluno como Elemento Facilitador, ou não, da Aprendizagem no Ensino Médio. PUC RIO, Nova Friburgo-RJ, 2007.

 LAPLANCHE, Jean. Vocabulário de Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 GONÇALVES, Júlia Eugênia. O Processo de Transferência em Psicopedagogia. in http://fundacaoaprender.org.br, acesso em 21/08/2009.

 www.psicopedagogia.com.br/artigos/, acesso em 21/08/2009.

 www.meuartigo.brasilescola.com/psicologia/conceito-transferencia-relacao-professoraluno.htm, acesso em 21/08/2009.

 FORTUNA,Tânia Ramos. Afeto e Trabalho do Educador: a dimensão humana da docência.http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=267, acesso em 21/08/09.

 

O sistema de viver do mundo – Altair Germano

por Altair Germano

http://www.altairgermano.com/

É interessante iniciar este subsídio definindo alguns termos. Vejamos:

SISTEMA

É o conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. A boa integração dos elementos é chamada de “sinergia”. (Fonte: Wikipédia)

MUNDO
Segundo o Dicionário Vine (CPAD, 2003, p. 809), três termos podem ser traduzidos por “mundo”. São eles:

????????? (oikoumene)

(a) a terra habitada (Mt 24.24; Lc 4.5; 21.26; Rm 10.18; Hb 1.6; Ap 3.10; 16.14); (b) por metonímia, os seus habitantes (At 17.31; Ap 12.9); o Império Romano, o mundo conforme era percebido pelo escritor ou falante (Lc 2.1; At 11.28; 24.25); por metonímia os seus habitantes (At 17.6; 19.27); (c) o mundo habitado numa era próxima (Hb 2.5).

 ???? (aiõn)

 ”era, idade, período de tempo”, marcado no Novo Testamento por características morais ou espirituais, às vezes, é traduzido por “mundo”. são detalhes relacionados ao mundo neste aspecto: seus cuidados (Mt 13.22); seus filhos (Lc 16.8; 20.34); suas regras (1 Co 2.6,8); sua sabedoria (1 Co 1.20; 2.6; 3.18); sua moda (Rm 12.12); seu caráter (Gl 1.4); seu deus (2 Co 4.4).

 ?????? (kosmos)

“Ordem, arranjo, ornamento, adorno”, é usado para denotar (a) a “terra” (Mt 13.35; Jo 21.25; At 17.24; Rm 1.20); (b) a “terra” em contraste com o céu (1 Jo 3.17); (c) por metonímia, o “gênero humano”, a “humanidade” (Mt 5.14; Jo 1.10; 3.16, 17 e 19); (d) os “gentios” em distinção dos judeus (Rm 11.12, 15); (e) a “atual condição dos assuntos humanos”, em alienação e oposição a Deus (Jo 7.7; 8.23; 14.30; 1 Co 2.12; Gl 4.3; Cl 2.8; Tg 1.27; 1 Jo 4.5; 5.19; (f) a “soma dos bens temporais” (Mt 16.26; 1 Co 7.31); (g) metaforicamente dito da “língua” como “mundo (de iniquidade), expressivo de magnitude e variedade (Tg 3.6).

CONCUPISCÊNCIA

???????? (epithumia)

Desejo forte e descontrolado que vai de encontro a vontade de Deus. Em Rm 13.14; Gl 5.16, 24; Ef 2.3; 2 Pe 2.18; 1 Jo 2.16) descreve as emoções da alma, a tendência natural para as coisás más.

???????? (aselgeia)

“lascívia, sensualidade, licenciosidade” (2 Pe 2.18)

TEXTOS CHAVES DA LIÇÃO BÍBLICA

Diante do termos acima descritos, podemos compreender com maior clareza as seguintes exortações:

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2a)

O termo “século” (mundo na versão ARC), é a tradução de aiõni (período de tempo marcado por certas características morais e espirituais, resultado da alienação a Deus).

O verbo “conformeis”, do grego suskhematízesthe (pres. imp. pass.), indica literalmente “a adoção ou imitação de uma pose (modelo) ou um modo recebido de conduta. Tal ação em progesso, deveria ser imediatamente suspensa (conf. RIENECKER e ROGERS, 1995, p. 276, Chave Linguística do NT Grego, Vida Nova).

De forma clara o texto nos diz: “Deixem de adotar o padrão moral e espiritual deste sistema mundano caído e alienado de Deus, para que mediante uma constante transformação em vossa natureza interior, a vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita, possa ser vivenciada por vocês”.

De igual maneira, o texto de 1 Jo 2.15 que diz:

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;”

fala-nos que é impossível o amor do Pai estar em alguém que ama (deseja) as coisas do mundo :

- os prazeres pecaminosos;
- as riquezas ilícitas;
- o apego aos bens materiais;
- o poder opressor;
- a busca orgulhosa, arrogante e desenfreada por títulos (nobilárquicos, eletivos, religiosos, acadêmicos e honoríficos);
- a fama;
- o sucesso;
- o status;
- as posições (sociais e eclesiásticas)

Observe que prazeres, riquezas, títulos, fama, sucesso, status, posições, não são coisas más em si mesmas. É o sentimento e os objetivos relacionados a essas coisas que as tornam más.

Vale lembrar, que amor, em termos bíblicos, não é um mero sentimento passivo. É, acima de tudo, desejo, ou seja, sentimento que busca alcançar determinado alvo, objetivo, propósito.

Vivemos dias em que membros, líderes, igrejas locais e organizações cristãs, cada vez mais se afastam da boa, perfeita e agradável vontade de Deus. A conformação aos modelos mundanos, o desejo incontrolável da carne (Gl 5.16-21), dos olhos (Lc 11.33-36) e a soberba (orgulho, arrogância, jactância) da vida (Pv 16.18; Tg 4.6; 1 Pe 5.5) prevalecem.

Os atuais e frequentes acontecimentos no meio evangélico brasileiro, conhecidos de todos, alguns noticiados neste blog, são a prova clara dessa triste realidade.
ALTAIR GERMANO

A primeira carta de João – Altair Germano

Devido a uma série de atividades durante esta semana, me limitarei neste post a expor algumas lições práticas extraídas da primeira Lição do 3º trimestre/2009. São elas:
1. Deus, movido por sua graça, misericórdia, soberania, conhecimento e poder, transforma um simples e anônimo pescador (Mt 4.21-22)), num grande escritor e apóstolo, dando-lhe notoriedade e honras. Assim fez ele com João, que escreveu um evangelho, três cartas e o Livro de Apocalipse;
2. Mas do que saber sobre Jesus, é preciso conhecê-lo, ter comunhão com ele, ter experiência real com o Cristo ressurreto e vivo (1 Jo 1.1-4);

3. A verdade não pode ser negociada, relativizada ou deturpada, mas precisa ser anunciada e defendida com amor (Ef 4.15);

4. O verdadeiro Cristão, aquele que já nasceu de novo e tornou-se membro do Corpo de Cristo, precisa viver e interagir com a uma comunidade cristã (igreja), para que possa servir e ser servido, alimentar e ser alimentado, fortalecer e ser fortalecido, edificar e ser edificado, consolar e ser consolado, crescer e fazer crescer (Ef 4.11-16);

5. Jesus, como o Verbo encarnado, manifesta toda a plenitude do amor, da graça, da bondade, da justiça, da verdade, da santidade de Deus (Cl 2.9)

6. O auto-engano moral tem sido a causa do fracasso de muitos. A Bíblia é clara sobre a necessidade de se viver em santidade no Espírito, na alma e no corpo (1 Ts 5.23);

7. A doutrina da impecabilidade do crente é falsa, resultante de uma má interpretação da tradução da Bíblia Almeida Revista e Corrigida de 1 Jo 3.6, que diz: “Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu.”. A versão Revista e Atualizado melhorou a tradução e ficou: “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.”. O contexto da Bíblia é claro quanto ao equívoco da doutrina triunfalista da impecabilidade (1 Jo 1.8-10);

8. Por espiritual, poderoso, eloquente e convincente que pareça ser o profeta e a profecia, é preciso estar atendo em relação a operação do espírito do erro (1 Jo 4.6). É necessário provar a procedência dos espíritos (1 Jo 4.1). É necessário discernimento espiritual (1 Co 12.10). As aparentes novas verdades e revelações que alguns afirmam ter, são na realidade velhas heresias com uma nova roupagem. Há uma clara diferença de uma nova doutrina, para uma perspectiva nova sobre uma mesma doutrina (1 Jo 2.7-8).

Que o Senhor nos enriqueça abundantemente neste novo trimestre que se inicia.

Se o Senhor me permitir, como já publiquei, a partir do dia 06/08, estarei ao vivo, online, das 22 às 23h00, através do site www.radiochamavivafm.com.br, trazendo o comentário e subsídios para a Lição Bíblica.

Abraços e paz do Senhor!

Ilha de Fernando de Noronha-PE, 03/07/2009.

Ajuda aos necessitados – Altair Germano


por Altair Germano

Sempre que o tema “Ajuda aos Necessitados” é abordado, observamos algumas reações e atentamos para alguns fatos no meio evangélico brasileiro. Observemos alguns deles:

1. Um Grande número de alunos, professores, dirigentes e superintendentes de ED questionam as poucas ações concretas nesta área (chamada de “social”);

2. Líderes de igrejas, aproveitando o tema da lição bíblica, resolvem fazer campanhas de doações e socorro aos necessitados, mas logo após o estudo da lição abandonam a prática;

3. Se percebe que muitas igrejas nunca vão além da simples distribuição aleatória de cestas básicas, sem nenhum levantamento das reais necessidades dos beneficiários;

4. Uma ênfase num certo socialismo ou comunismo cristão, fruto de uma interpretação equivocada do tema “Comunidade dos Bens“. Interessante, é que os que defendem teoricamente esta idéia não a colocam em prática, partilhando todos os seus bens com os necessitados;

5. Irmãos, individualmente ou em “grupos”, diante do descaso da “instituição” ou da “comunidade cristã” com a ajuda aos necessitados, acabam se achando no direito de administrarem os próprios dízimos e ofertas, não levando em consideração as recomendações (determinações) da liderança;

6. Igrejas se mobilizam para prestar socorro às vítimas de grandes catástrofes naturais em outras regiões, mas no seu dia a dia se esquecem de socorrer os seus necessitados (domésticos na fé), e os que vivem em situação de miséria na localidade onde está estabelecida;

7. Para dizer que socorrem os necessitados, algumas igrejas afirmam manterem hospitais, escolas, creches, orfanatos e abrigos de idosos funcionando. Acontece que em alguns casos, as condições de atendimento e assistência são muito precárias. As pessoas lá atendidas sofrem de um grande descaso, desumanização e maltratos;

8. É afirmado ainda por alguns, que a igreja faz o trabalho social muito bem, mas sofre por não divulgá-lo. Entendo que pelo menos os membros deveriam tomar conhecimento das ações em favor dos necessitados;

9. A calamidade dos necessitados se acentuam diante da ostentação e da vida regalada de algumas lideranças, através da aquisição e exibição dos símbolos capitalistas de “poder” e “status ministerial”. Na versão e lógica “espirituosa” deste capitalismo selvagem (Teologia da Prosperidade), quando mais o pastor ou líder ficar rico (ou pelo menos parecer), mas demonstrará o quanto o seu ministério é abençoado por Deus. Obviamente esta lógica acaba trazendo problemas para alguns líderes de igrejas na atualidade. Por exemplo, podemos citar a necessidade de um pastor precisar de “seguranças”. Tal necessidade é resultado direto da ostentação já citada. Citamos ainda o receio que alguns possuem de terem seus filhos ou parentes sequestrados. Não consigo imaginar Jesus, Pedro, Paulo, João, Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino e outros ícones da fé precisando de seguranças particulares. Alguma (ou muita) coisa está errada. Viver dignamente do evangelho foi trocado por viver explendorosamente do evangelho;

10. É interessante também afirmar, que diante do exposto no ponto acima, dentro de um mesmo ministério, há líderes que abusam das regalias enquanto outros passam extrema necessidade. A idéia, volto a deixar claro, não é de um socialismo ou comunismo ministerial cristão, falo sim (pois há uma série de fatores aqui envolvidos) da necessidade de diminuir a distância “econômica”, promovendo um viver digno para todos.

Não vou me deter em fundamentar biblicamente a necessidade de ajuda aos necessitados, visto que a Lição Bíblica já o faz de forma ampla e precisa.

A idéia deste subsídio, é a de promover uma análise da nossa condição pessoal e institucional em relação ao tema em questão, promovendo discussão e ação.

Obviamente, há um bom número de igrejas que fazem um trabalho relevante e exemplar de ajuda aos necessitados. Deixo um espaço neste blog para divulgação de tais obras.

Não vai adiantar muita coisa (ou nada) estudarmos mais uma vez este tema, sem refletir sobre a nossa condição (cada um deve assumir a sua responsabilidade), sem discussão, sem propostas de mudanças, sem planos e ações concretas.

Saber sobre e perceber como as coisas estão não é o suficiente. Necessário se faz mobilizar-se para que o nosso discurso religioso e piedoso (eloquência verbal) se torne carne e habite entre nós.

(Texto escrito durante o voo Brasília/Recife em 17/06/2009)

Os dons espirituais – Altair Germano

A Lição 10, intitulada “Os Dons Espirituais” (que trata dos Dons de Manifestação do Espírito, assim classificados teologicamente), está muito rica em informações conceituais, históricas e descritivas. Desta forma, optei (mais uma vez) por uma abordagem exclusivamente prática sobre o assunto.
Conforme podemos entender pela Palavra de Deus:
1. É o Espírito Santo quem realiza as manifestações sobrenaturais dos dons (1 Co 12.11a). Os dons não podem ser “usados” quando bem queremos. É Deus, por seu Espírito, que nos usa, e isto quando bem quer. Há muitos que tentam usar a Deus. Fico surpreso quando pregadores e ensinadores cristãos “mandam” que os seus ouvintes falem em línguas. Falamos em línguas quando queremos, ou nos é concedido falar pelo Espírito (1 Co 12.7)? Certa vez um irmão me falou que tinha recebido o dom de línguas. Para comprovar o fato me disse: “recebi sim o dom de línguas, olha aqui…” e começou a falar em línguas (um negócio realmente muito estranho). Numa igreja batista em J. Pessoa-PB, apareceu uma certa irmã tentando dar aulas de como falar em novas línguas. Tem até um padre na internet que ensina a falar em língua (CLICK AQUI). Demos aqui o exemplo do dom de línguas, mas nenhum outro pode ser manipulado por quem quer que seja. Pode-se manipular pessoas, mas não os verdadeiros dons espirituais aqui tratados, que manifestam-se eventualmente, inesperadamente e imprevisivelmente;

2. A concessão dos dons espirituais não está fundamentada nos méritos humanos (1 Co 12.11b, 18). É o Espírito que distribui os dons, a cada um, como bem quer (soberanamente). Cargos e funções na igreja podem ser concedidos pelos líderes por amizade, paternalismo, politicagem, interesses pessoais etc., mas o Espírito não age assim. Ele é santo e reto. Não se barganha com o Espírito, nem ninguém pode comprá-lo;

3. Os dons espirituais não nos tornam melhores do que ninguém (1 Co 12.10-27). O dons espirituais não são um atestado de boa conduta, nem transforma o caráter cristão. Apesar da manifestação dos dons na igreja de Corinto, uma série de problemas de ordem moral, familiar, eclesial etc. lá aconteciam. Os portadores dos dons espirituais não são crentes de primeira classe, nem devem se vangloriar pelos dons, pois são concedidos para a edificação pessoal e da igreja (1 Co 14.4) mediante a graça e a misericórdia de Jesus;

4. O dom de línguas (assim como os demais) não é concedido pelo Espírito a todos (1 Co 12.30). Resolvi enfatizar a concessão do dom de línguas, pela importância extremada que ele recebeu no meio pentecostal assembleiano. Temos pelo menos três maneiras de entender o que Paulo quiz dizer com: “Falam todos em outras linguas?”. A primeira, é afirmar que nem todos poderão ser batizados com o Espírito Santo e por isso não falarão em outras línguas. A segunda, é dizer que as pessoas que falaram em línguas por ocasião do batismo e não mais voltaram a falar, negligenciaram o dom (é a forma mais comum de interpretar o fato). A terceira, entende que todos poderão ser batizados com o Espírito Santo, evidenciando-se tal batismo pela manifestação de línguas (At 2.1-13, 37-39; 8.14-19; 10.44-48). Neste caso, muitos só falaram (ou falarão) em línguas por ocasião do batismo, mas por não terem simultaneamente ou posteriormente recebido o dom de “variedade de línguas”, nunca mais falarão. Particularmente, prefiro essa terceira hipótese por entender que se alinha melhor ao contexto da concessão dos dons.

5. O dom de profecia é mais útil e superior ao dom de línguas (1 Co 14.1-5). Deixemos que o próprio texto bíblico no fale: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.” É triste e lamentável ver na igreja irmãos serem tidos por “menos” espirituais por não falarem em línguas, ou não falarem em público. Haja ignorância e desconhecimento dos ensinamentos bíblicos! Por outro lado, há milhares de crentes que falam em línguas, ou manifestam algum outro dom do Espírito, que tratam mal a mulher e os filhos, são arrogantes, caloteiros, invejosos, maldizentes, com terríveis falhas de caráter e etc. Parecem ser espirituais, mais é somente “fachada”. Não se espante. Saul, mesmo reprovado por Deus ainda profetizou (1 Sm 15.22-28; 19.20-24). Muitos que aparentam ter algum nível de espiritualidade, não são, nem serão conhecidos do Senhor (Mt 7.22-23);

6. O batismo com o Espírito Santo não é prerrogativa para se receber todos os dons espirituais (1 Co 1.1-7). A não ser no caso do dom de variedade de línguas (por questões lógicas e óbvias da Teologia Pentecostal), os demais dons de manifestação do Espírito não necessitam do batismo com o Espírito Santo para atuarem na vida do crente salvo (alguns afirmam que para interpretar as línguas é necessário ser batizado com o Espírito Santo). Na vida de milhares de servos de Deus os dons de manifestação do Espírito estão presentes por se crer em sua atualidade, sem que todos estes sejam batizado com o Espírito Santo. O próprio comentarista da lição bíblica, pastor Antonio Gilberto, consultor doutrinário e teológico, afirma que Daniel tinha o dom da palavra da sabedoria (Dn 1.17; 5.11, 12; 10.1), em Eliseu operava o dom da palavra da ciência (2 Rs 5.25, 26) e em Aías (1 Rs 14.1-8), Moisés, Elias, Eliseu e inúmeros outros servos de Deus tinham o dom de operação de maravilhas (Jo 6; At 8.6, 13; 19.11; Js 10.12-14). Eram Moisés, Daniel, Elias, e Eliseu batizados com o Espírito Santo, para que estes fenômenos através de suas vidas se manifestassem? Certamente você conhece irmãos e irmãs, servos e servas de Deus (das mais variadas igrejas, inclusive tradicionais) que manifestam em suas vidas alguns dos dons de manifestação do Espírito, sem serem batizados com o Espírito Santo (revestimento de poder evidenciado pelo falar em outras línguas).

Nenhuma tradição, credo ou teologia está acima da verdade revelada nas Santas Escrituras. Nenhum ensino doutrinário e teológico dever ser recebido passivamente, sem a devida análise e investigação (At 17.11).

Nenhuma denominão evangélica é detentora dos direitos e privilégios exclusivos da manifestação do Espírito (1 Co 12.4-6).

Nenhum crente salvo deve se privar destas bençãos e de ser uma benção, antes, deve buscar com zelo os melhores dons (1 Co 13.31 e 14.1).

Coisas sacrificadas aos ídolos – Altair Germano

 

COISAS SACRIFICADAS AOS ÍDOLOS

 
A palavra idolatria vem do grego, eidolon (ídolo), e latreuein (adorar). Esse termo refere-se à adoração ou veneração a ídolos ou imagens, quando usado em seu sentido primário. Porém, em um sentido mais lato, pode indicar veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, ambição, etc., que tome o lugar de Deus, ou que lhe diminua a honra que lhe devemos. Nesse sentido mais amplo, todos os homens, com bastante frequência, se não mesmo continuamente, são idólatras. Naturalmente, essa condição surge em muitos graus; e um dos principais propósitos da fé religiosa e do desenvolvimento espiritual é livrar-nos totalmente de todas as formas de idolatria. Paulo, em Colossenses 3.5, ensina-nos que a cobiça é uma forma de idolatria. Isso posto, qualquer desejo ardente, que faça sombra ao amor a Deus, envolve alguma idolatria. 

A idolatria consiste na adoração a algum falso deus, ou a prestação de honras divinas ao mesmo. Esse deus falso pode ser representado por algum objeto ou imagem. A idolatria é má porque seus devotos, em vez de depositarem sua confiança em Deus, depositam-na em algum objeto, de onde não pode provir o bem desejado; e, em vez de se submeterem a Deus, em algum sentido submetem-se ás perversões de valor representadas por aquela imagem.

Na idolatria há certos elementos da criação que usurpam a posição que cabe somente a Deus. Podemos fazer da autoglorificação um ídolo, como também das honrarias, do dinheiro, das altas posições sociais e eclesiásticas. Praticamente tudo que torne excessivamente importante em nossa vida pode tornar-se um ídolo para nós. A idolatria não requer existência de qualquer objeto físico. Se alguém adora um deus falso, sem transformá-lo em imagem, ainda assim é culpado de idolatria, porquanto fez de um conceito uma falsa divindade.

Toda idolatria é corrupta. Paulo declara que os ídolos representam forças demoníacas (I Co 10.19-20). A religião dos cananeus era repleta de corrupções morais, que ameaçavam continuamente a Israel. Havia todos os tipos de abusos sexuais, como a prostituição sagrada, associados aos cultos da fertilidade, nos quais Baal e Astarte eram adorados, sem falarmos em cultos onde havia orgias de bebidas alcoólicas. Também havia o sacrifício de crianças na fogueira. A radicalidade dessa forma de idolatria foi a razão por detrás do mandamento da eliminação de toda forma de idolatria, com a destruição das imagens, colunas e estátuas, e com a destruição dos lugares altos onde esses ritos eram efetuados (Dt 7.1-5; 12.2,3 ).

Um ídolo representa alguma divindade, ou então é aceito como se tivesse qualidades divinas por si mesmo. Em qualquer desses casos aquele objeto recebe adoração. Contudo, é possível haver uma imagem, sem que essa seja adorada, como no caso dos querubins que havia no propiciatório (Êx 25.18) e no templo de Jerusalém (2 Cr 3.10-13), que ali por orientação divina, representavam verdades espirituais, sombras das coisa futuras. Sem dúvida, esses querubins não eram adorados, formando uma exceção acerca da proibição de imagens.

CLASSES DE DEUSES

Os deuses falsos podem ser classificados conforme abaixo:

Espíritos criados ou eternos : Anjos divinizados, espíritos demoníacos, gênios, deuses guardiães, deuses infernais, semideuses (heróis divinizados), filhos de deuses e mulheres ou de deusas e homens.

Corpos celestes : Poderíamos falar sobre o sol, a lua, os planetas, as estrelas, que supostamente seriam habitações de deuses, ou seriam os próprios seres espirituais. Os antigos não faziam idéia sobre as enormes dimensões desses corpos celestes, e nem sobre a distância que os separa de nós. A adoração ao sol tem sido uma das maiores formas de idolatria que o homem já criou.

Elementos naturais: O ar, o oceano, rios, fontes, etc. Pensava-se que os deuses controlam esses elementos, e os próprios elementos tornaram-se objetos de adoração e respeito.

Meteoros e manifestações celestes: Além dos meteoros e cometas literais serem adorados como deuses, manifestações celestes como os ventos, o relâmpago, o trovão, etc., foram considerados atos divinos.

Minerais e fósseis: Estranhos ou interessantes objetos minerais, como gemas e rochas têm sido transformados em deuses pelos homens. Os citas adoravam o ferro; e muitas nações adoravam metais preciosos como o ouro e a prata. De fato, o ouro continua sendo um dos principais deuses, entre as nações. Os finlandeses adoravam pedras, as mais variadas.

Plantas: Cebola e alho têm recebido qualidades divinas imaginárias. Certas árvores têm sido adoradas. Os druidas homenageavam o carvalho. O trigo e outros cereais eram adorados sob os nomes de Ceres e Proserpina.

Animais marinhos: Os sírios e os egípcios envolveram-se nesse tipo de idolatria.

A serpente: Com muita frequência, povos antigos e modernos têm à adorado. Poderíamos relembrar, neste ponto, a adoração diretamente prestada ao diabo. Em vários lugares do mundo religiões têm sido organizadas para fomentar a adoração a Satanás.

Animais terrestres: O gado em forma de touro sagrado (Ápis) era adorado no Egito. Vários mamíferos como o gato, o porco (em Creta), o rato (em Trôade), o leão, o crocodilo, e muitos outros animais chegaram a receber posição divina.

Insetos: Na Índia existem aqueles que divinizam as baratas. No Egito não se podia matar besouros.

Homens deificados: Homens têm sido feitos deuses ainda em vida, ou após a morte. Isso era comum em Roma, no tocante aos imperadores; mas tal costume não estava limitado aos romanos.

Virtudes deificadas: As virtudes têm sido primeiramente personificadas, e então deificadas. Poderíamos falar sobre o amor, a razão, a prudência, a arte, a felicidade, o espírito guerreiro, etc.

A natureza: No panteísmo, encontramos a deificação da natureza como um todo (Deus é tudo e tudo é Deus).


IDOLATRIA À LUZ DA BÍBLIA


O segundo mandamento da lei de Deus proíbe qualquer forma de idolatria ( Êx 20.3-5 ). No Novo Testamento, qualquer coisa muito desejada, que suplante a comunhão com Deus ou a impeça, é considerada idolatria (I Co 10.14; Gl 5.20; Cl 3.5). A teologia moral cristão insiste em que qualquer desejo desordenado, que veja o objeto de tal desejo como a fonte última do bem e a base do bem-estar do indivíduo, é idolatria.

Formas de Idolatria na Bíblia: A adoração a imagens ( Is 44.17 ), a adoração a deuses falsos, ( Dt 30.17; Sl 81.9 ), a adoração a demônios ( Mt 4.8-10; I Co 10.20 ), o manter ídolos no próprio coração ( Ez 14.3,4 ), a adoração aos espíritos dos mortos ( Sl 106.28 ), a cobiça ( Ef 5.5; Cl 3.5 ) os desejos egoístas ( Fl 3.19 ), a redução da glória de Deus em uma mera imagem ( Rm 1.23 ), a adoração aos corpos celestes ( Dt 4.19 ).

Descrições Bíblicas de Idolatria: Ali a idolatria é uma abominação ( Dt 7.25, é odiosa para Deus ( Dt 16.22 ), é vã e tola ( Sl 115.4-8 ), é destituída de proveito ( Jz 10.14; Is 46.7 ), é irracional ( At 17.29; Rm 1.21-23 ), é contaminadora ( Ez 20.7; 36.18 ).

Adjetivos Aviltadores: Os ídolos e as imagens de esculturas são deuses estranhos ( Gn 35.2 ), são novos deuses ( Dt 32.17 ), são deuses fundidos ( Êx 34.17 ), são imagens de escultura ( Is 45.20 ), são destituídos de sentido ( Sl 115.5,7 ), são abomináveis (Is 44.19 ), são pedras de tropeço ( Ez 14.3 ), não passam de vento e confusão ( Is 41.29 ), são como o nada ( Is 41.29; 42.24; I Co 8.4 ), são impotentes ( Hb 10.5 ) são vaidades dos gentios ( Jr 14.22 ).

Castigos Prometidos aos Idólatras: A morte judicial ( Dt 17.2-5 ), o banimento ( Jr 8.3; Os 8.5-8 ), a exclusão do céu ( I Co 6.9-10; Ef 5.5; Ap 22.15 ), o julgamento da eternidade ( Ap 14.9-11; 21.8 ).

A IDOLATRIA NA HISTÓRIA DE ISRAEL

Não houve nenhum período da história dos hebreus em que esse povo estivesse isento da atração exercida pelos ídolos. Raquel tomou os terafins (deuses domésticos, representados por figuras de barro) com ela, quando Jacó e seus familiares fugiram de Labão ( Gn 31.34 ). No Sinai ( Ex 32 ), em suas vagueações no deserto ( Nm 25.1-3; 31.16 ), imediatamente antes de entrarem na terra prometida ( Dt 4.15-19 ), no tempo dos juízes de Israel ( Jz 2.11-13; 6.25-32; 8.24-27 ), no tempo de Salomão, através da influência de suas muitas esposas estrangeiras ( I Rs 11.1-8 ), no tempo de Jeroboão, quando houve a adoração ao bezerro de ouro ( I Rs 12. 25-33 ), durante o reinado de Reboão em Judá ( I Rs 14.21-24 ), sob Acabe, em Israel ( I Rs 16.32 ), o que levou Elias a desafiar a idolatria ( I Rs 14. 21-24 ), nos dias do profeta Amós ( Am 5.26 ), nos dias de Isaías ( Is 2.8; 40.18-20; 41.6; 44.9-20 ), nos dias de Jeremias ( Jr 2.23-25; 10.2-10; 11.13; 23.13-14 ), nos dias de Oséias ( Os 2.16-17; 8.4-6 ). 

A IDOLATRIA NA IGREJA

Os intelectuais católicos, tal como seus colegas budistas, dizem que as imagens de escultura são apenas memórias de qualidades dignas de emulação, de santos e heróis espirituais, o que, presumivelmente, ajudaria os religiosos sinceros a copiarem tais virtudes. Entretanto, o povo comum não é sofisticado o bastante para separar a imagem da adoração à divindade ou santo. E nem significa grande coisa a autêntica distinção entre adoração e veneração. O resultado disso é que a idolatria tornou-se muito comum na igreja católica e na igreja oriental.

Apesar dos grupos protestantes e evangélicos terem removido as formas mais rudes de idolatria, de seu culto, ainda assim há muitas formas sutis de idolatria ainda cultivadas. Vejamos alguns exemplos;

-A cobiça

-O credo ou título denominacional

-O apego as coisas materiais

-Pregadores idolatrados

-Profetas idolatrados

-Pastores idolatrados

-Cantores idolatrados

CONCLUSÃO

Os fatos históricos nos servem de exemplo e advertência. Se errarmos como errou o povo de Israel, certamente estaremos passivos de sofrermos e sermos penalizados pela desobediência a Deus manifesta em forma de idolatria. Através da citação da forma sutil com que a idolatria está presente em nosso meio, devemos no mínimo tomar a atitude que Davi tomou ao pedir;

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” ( Sl 139.23-24 )

Que o Senhor nos guarde de sermos seduzidos por qualquer forma de idolatria. Que Ele possa ter sempre em nossa vida o primeiro lugar, e receber de formar exclusiva toda adoração, toda honra, toda glória e todo o louvor, pelos séculos dos séculos, Amém!

Resumido e compilado de:

R. N. Champlin, O Antigo Testamento Interpretado, CPAD, 2001.

Posted via email from Ensino Dominical

Considerações acerca do casamento – Altair Germano

Altair Germano

O Cristão pode permanecer solteiro por tempo indeterminado, ou nunca se casar para realizar propósitos específicos de Deus. Todavia, isso requer não somente domínio próprio, mas um dom especial da graça divina, o qual não é concedido a todos.” (Antonio Gilberto)
Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.” (1 Co 7.7)

O cristão e o celibato (lt. caelibatus), é do que trata este breve texto.

O celibato é a opção de quem escolhe não casar, ou, abster-se das relações sexuais. É preciso não confundir celibato com castidade, embora em termos bíblicos e cristãos, o celibatário é também alguém que deve se manter casto (sem atividade sexual):

Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.” (1 Co 7.1-2)

E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado. ” (1 C0 7.8-9)

É preciso também ressaltar que nem toda condição celibatária é voluntária, ou possui conotações religiosas, como por exemplo:

- Celibato para dedicar-se a carreira profissional
- Celibato por falta de apetite sexual ocasionado por disfunções ou problemas psicológicos
- Celibato por problemas de saúde
- Celibato como meio ou controle de natalidade
- Celibato como meio de evitar frustrações ou decepções

Pela vivência como cristão e pastor, percebo duas posições extremas acerca do tema “celibato”. A primeira vem do catolicismo romano, que institucionalizou o celibato, tornando-o obrigatório para o exercício do sacerdócio:

O clero da Igreja Católica mantém celibato, justificando sua atitude como um ato de  baseado na vida de Jesus Cristo, que, de acordo com ela, teria sido solteiro. Alguns historiadores afirmam que a prática foi implementada apenas após o final do primeiro milênio ou seja, na Idade Média, para evitar que a Igreja perdesse posses em eventuais disputas de herança, no entanto esta prática se mantém até hoje, ainda que muitas ordens religiosas católicas exijam junto com o voto de castidade o voto de pobreza de seus membros, como ocorre por exemplo com os franciscanos.Além dos franciscanos (Ordem dos Frades Menores) de Francisco de Assis e dos dominicanos (Ordem dos Frades Pregadores) estes fundados por Domingos de Gusmão, ambos celibatários no século XIII, as ordens religiosas mendicantes mais famosas foram as dosCarmelitas, os eremitas Agostinianos, os Mercedáriose os Servitas dentre outras ordens cujos membros, para serem nelas admitidos, têm de fazer simultaneamente os votos de castidade no celibato epobreza, aos quais acrescentam o de obediência.

Até o Concílio de Trento, o clero regular, das ordens religiosas, conventos e mosteiros era celibatário, ao passo que o clero secular, os ditos padres diocesanos, tinham a sua família. Na medida em que os celibatários eram mais livres e disponíveis, foram-se destacando em relação ao clero secular.

Já no ano 300 d. c., quando do Concílio de Elvira, começou-se a promover na Igreja Católica, o celibato entre os padres. Neste concílio provincial (Elvira era uma cidade romana, junto a Granada) foi imposta a “continência sob pena de degradação”. Com o passar dos séculos, avanços e recuos, o celibato só seria definido como regra no concílio de Trento que se realizou entre 1545-1563.” (Fonte: Wikipédia)

A segunda posição extrema percebo no meio evangélico (pelo menos no pentecostal assembleiano), onde os celibatários são olhados com desconfiança e vítimas dos mais diversos preconceitos, e onde o casamento torna-se quase que uma obrigação para o cristão. Como exemplo de atitudes discriminatórias e preconceituosas, podemos citar:

Pressão da família e da igreja. Por volta dos 25 anos de idades, rapazes e moças geralmente começam a ser pressionados e a ouvir certas”gracinhas” do tipo: “a benção já chegou?”, “você vai ficar para titia(o)!”, “já viu fulano(a)? Combina com você!”, “Olha o eunuco de Jesus!” etc.

Desconfiança e preconceito. Ao atingir a maturidade sem namorar e casar, alguns jovens passam a ser objeto da desconfiança e da língua maldita de alguns cristãos preconceituosos e maldosos, que disseminam a idéia de que aquele ou aquela jovem pode ter inclinações ou ser homossexual. “Parece que ele não gosta de mulher”, afirmam alguns, “Ela não é chegada!”, declaram outros com total irresponsabilidade, falta de temor a Deus e respeito ao próximo.

Exclusão ministerial. Muitos que optaram pelo celibato, acabam sendo excluídos de todos, ou de alguns cargos e funções ministeriais (diáconos, presbíteros, evangelistas e pastores). Tal postura contradiz todo o princípio ensinado por Paulo no capítulo 7 de sua carta ao coríntios, onde fala dos benefícios do celibato na realização da obra de Deus.

Classes especiais na ED. Não sei até que ponto a criação de salas para “jovens (masculinos e femininos) maduros não casados” é saudável na Escola Dominical. Geralmente tais salas são rotuladas de “classes do titios ou das titias”, ou ainda, “dos moços velhos ou das moças velhas”.

Entender os benefícios do celibato em relação à vida dos celibatários e à obra de Deus, sem cair nos extemos aqui expostos, é uma demonstração de bom senso e de conhecimento bíblico livre dos extremismos, de injustiças e de preconceitos.

O que realmente eu quero é que estejais livres de preocupações. Quem não é casado cuida das coisas do Senhor, de como agradar ao Senhor; mas o que se casou cuida das coisas do mundo, de como agradar à esposa, e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido.” (1 Co 7.32-34)

Deus estabeleceu princípios em sua palavra, que seguidos resultarão em bênçãos para a vida sexual do casal. Alguns fatores, porém, tem contribuído para que alguns problemas privem o casal cristão de usufruir, da melhor forma possível da sua vida sexual. O sexo mal usado ou abusado promoverá dificuldades mais cedo ou mais tarde no casamento.

AS CAUSAS DOS PROBLEMAS SEXUAIS NO CASAMENTO

São diversas as causas dos constantes problemas que os casais vivenciam em sua vida sexual;

1. Má Informação: É grande ainda a falta de conhecimento, desinformação e conceitos errados da fisiologia sexual (como funciona os impulsos sexuais no homem e na mulher). Tal ignorância pode ter origem na falta de educação sexual correta, falta de conversa franca entre pais e filhos, informações ou expectativas falsas, obtidas em filmes, livros ou pessoas.

2. Fadiga e Falta de Oportunidade: A fadiga tem sido descrita como a causa mais comum do sexo insatisfatório. As crescentes responsabilidades no lar, no trabalho e na igreja criam fadigas físicas e mentais. Tal quadro leva alguns cônjuges a se absterem da procura pelo sexo, ou de rejeitá-lo quando procurados. É preciso saber dividir o tempo ( I Co 7.32-34 ), e a abstenção só é permitida com consentimento mútuo e tempo predeterminado ( I Co 7.3-5).

3. Tédio ou Rotina: Depois de estarem casados por algum tempo, o casal se acostuma um ao outro e correm o risco de cair na monotonia, fazendo sexo não por prazer, mas sim, por obrigação ou necessidade. A esta altura é comuns o desaparecimento do romantismo, do cuidado estético pessoal, de passeios, surpresas, etc.

4. Enfermidades e Disfunções: Distúrbios endócrinos, obesidade, diabetes, baixo nível de energia, frigidez, impotência, ejaculação precoce, etc., podem trazer problemas para a vida sexual do casal. É necessário consultar um especialista e tratar-se imediatamente.

5. Bloqueios Psicológicos: Os bloqueios psicológicos podem resultar das seguintes causas;


 

Medo: Os temores sexuais são de vários tipos. Medo de dor, medo de ser rejeitado, medo de não satisfazer, etc. Esses e outros medos podem levar à inibição sexual.

Traumas: Os traumas ou feridas psicológicas não cicatrizadas, podem ter conotação com casos de estupros, molestação, abuso sexual, experiências negativas, etc. 


Culpa: Este é um dos bloqueios psicológicos mais comuns. A culpa pode resultar de erros no passado, atividades extraconjugais presentes, fantasias, etc. Aqueles que já se arrependeram e confessaram suas falhas, não precisam mais carregar suas culpas ( I João 1.8-9 ).

Ressentimentos: A amargura e a ira neutralizam toa sorte de desejo e prazer sexual. Tais sentimentos devem ser tratados mediante o perdão e o abando no de conduta que promovam os mesmos (confusões, contendas, maus tratos, desrespeito, etc.)

Diferenças nas Preferências Sexuais: A freqüência com que se deseja o sexo, o lugar, o horário, as posições, etc. nem sempre são as mesmas nas preferências de um casal. O que é bom para um, nem sempre é para o outro. É de muitíssima importância a comunicação para equacionar tais diferenças.


A postura cristã na vida sexual, não deve conformar-se com os padrões espúrios do mundo, influenciados pela luxúria, depravação e imoralidade. A santidade na vida sexual é também uma exigência de Deus para o seu povo. Ser santo é estar separado dos padrões mundanos e usufruir de modo correto das bênçãos de Deus para nossa vida. O sexo é uma destas bênçãos. 

BIBLIOGRAFIA


Lima, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã, CPAD, 2002.

Geisler, Normam L. Ética Cristã, Vida Nova, 1984.

Collins, Gary R. Aconselhamento Cristão, Vida Nova, 1984.

Demandas Judiciais entre os irmãos – Altair Germano

Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante os santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida! Entretanto, vós, quando tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade? Mas irá um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos! O só existir entre vós demandas já é completa derrota para vós outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos! Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (1 C0 6.1-9a)
O texto nos fala claramente que o apóstolo Paulo não admitia o fato de crentes procurarem nos tribunais seculares (ou entre crentes indignos), a solução para os seus conflitos e causas. Observe as colocações feitas:

- O termo grego traduzido para “aventura-se” (v. 1) é tolma (pres. ind. de tolmáo). Trata-se de uma expressão contundente, podendo significar uma atitude audaciosa, ousada ou atrevida. O tempo presente sinaliza que o fato estava em processo.

- Os santos julgarão o mundo e os anjos (v. 2 e 3). Esta declaração se refere aos eventos escatológicos descritos abaixo, sendo apresentados por Paulo com uma maior abrangência, principalmente em relação ao julgamento do mundo:

Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Mt 19.28)

Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino; e vos assentareis em tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Lc 22.29-30)

Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Ap 20.4)

Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41)

Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo;” (2 Pe 2.4)

e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia;” (Jd 6)

- Um tribunal composto por pessoas sem a mínima condição de arbitrar sobre as questões entre os irmãos, quer seja por serem crentes com caráter duvidoso (v. 4) ou incrédulos (v 6).

- Uma situação “vergonhosa” (v.5). Esta palavra resume bem a questão em discussão. É um verdadeiro vexame, um grande escândalo, irmãos em Cristo procurarem os infiéis como juízes. Quem estaria mais apto para proceder com tal julgamento, senão aqueles em quem deveria repousar a sabedoria divina:

Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria;” (1 Co 12.8a)

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida.” (Tg 1.5)

- Contendas e demandas são sinais de uma total, real, verdadeira e completa (gr. ólos) derrota (gr. éttema) moral e espiritual na igreja. Sofrer o dano? Como, se em nossos púlpitos já se ouve a mensagem (e se vê o exemplo) triunfalista e “vitoriosa” de que crente de verdade nunca perde, fica por baixo, ou recua? (v. 7).

- A prática da injustiça e o dano ao irmão, estão em plena ação nos dias atuais, na vida de quem perdeu o tremor e o temor diante de Deus. O Senhor, o justo juíz (Sl 7.11) de toda a terra (Gn 18.25), saberá dar a paga devida, no tempo próprio (v. 8).

- Os injustos, definitivamente, não herdarão o Reino de Deus (v. 9). A fartura do Reino é para os que tem fome e sede de justiça (Mt 5.6). (v. 9)

AS DEMANDAS JUDICIAIS EM NOSSOS DIAS

A triste realidade nas igrejas, e na vida de pessoas que se dizem cristãs, no que diz respeito às demandas judiciais nos dias atuais é a seguinte:

- Pastores que ameaçam e colocam outros na justiça pelas mais diversas e absurdas razões (difamação, calúnia, dívidas, contratos quebrados, etc.)

- Pastores que ameaçam (inclusive pela televisão, lembram?) e colocam igrejas e convenções (estaduais e nacionais) na justiça pedindo indenizações por tempo de serviço, habeas corpus, intervenções, liminares, recursos, etc. Que exemplo e autoridade tais pastores possuem para orientas as pobres ovelhas sob seus cuidados. Pregam, mas não vivem o que pregam!

- Membros de igreja que ameaçam e colocam pastores na justiça alegando também, as mais diversas questões (danos morais, danos materiais, injúrias, difamações, calúnias, dívidas, calotes, apropriação indevida de bens, calúnias, assédio moral, pagamento de pensões, etc.)

- Membros de igrejas que colocam outros na justiça pelas mesmas razões acima.

O que se discute aqui, não é quem está com a razão, mas, para onde as questões são levadas e por quem são decididas.

Já imaginou, se Paulo ressucitasse nos dias atuais? Quais adjetivos usaria para qualificar a igreja evangélica brasileira do séc. XXI?

Por quais razões tais práticas tornaram-se comuns?

-A liderança da igreja perdeu a confiança dos liderados por mal testemunho?

-A liderança da igreja perdeu a confiança dos liderados por parcialidade (favorecimentos de amigos, crentes abastados e influentes, e de parentes ou familiares) nos julgamentos?

-A liderança da igreja perdeu a confiança dos liderados por inabilidade em julgar, promovendo com isto muitas injustiças?

-A igreja está se secularizando cada vez mais?

-Supervalorização dos carismas e negligência do caráter cristão?

Independentemente das justificativas que se queiram alegar, o melhor caminho para aqueles que se entendem “espirituais”, é o de serem observadores das recomendações bíblicas e apostólicas.

Só para não esquecer, esses líderes e liderados que procuram os tribunais mundanos, estão em todos os setores da igreja fazendo cara de santo, presidindo, dirigindo cultos, pregando eloquentemente e ousadamente nas tribunas, falando e orando em línguas, profetizando, cantando ou tocando em corais e conjuntos, solando, dirigindo ou ensinando na Escola Dominical , no discipulado, fazendo parte em comissões de círculo de oração ou dirigindo os mesmos.

Pela graça de Jesus, muitos vão poder ensinar esta lição com autoridade. Outros, porém…

Despenseiros dos mistério de Deus – Altair Germano

Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.” (1 Co 4.1, ARA)
O termo “ministros” é a tradução do grego hupêretas. Conforme o Dicionário VINE (2003, p. 791, CPAD), significa literalmente “remador [da fileira] de baixo” (formado de hupo, “debaixo de”, e eretes, “remador”). O termo veio a denotar “qualquer subordinado que age sob a direção de outrem”; em Lc 4.20, “ministro”, quer dizer o assistente à serviço da sinagoga; em At 13.5, é dito acerca de João Marcos (“cooperador”); em At 26.16, “ministro”, é dito de Paulo como servo de Cristo no Evangelho. Era a tradução de hazzan ou chazen, um assistente da sinagoga cuja responsabilidade era abrir e fechar o prédio, cuidar dos livros usados no culto, e ajudar aos sacerdotes ou mestre em tudo quanto fosse necessário (cf. CHAMPLIM, 2001, p. 287, v. 4, HAGNOS)
O Dicionário Bíblico Wycliffe (2006, p.1287, CPAD), nos informa que “No AT, a palavra comum para ministro é mesharet. Este é um particípio do verbo Sharat. A expressão pode indicar aquele que assiste uma pessoa de alto escalão, assim como no caso de Josué e Moisés (Êx 24.13; Js 1.1), Elias e Eliseu (1 Rs 19.21). Nos escritos mais recentes este termo se referia aos oficiais reais (1 Rs 10.5; 2 Cr 22.8), e até mesmo aos anjos de Deus (Sl 104.4). Entretanto, o uso mais característico estava relacionado à ministração dos sacerdotes no Templo (Dt 10.8; 17.12; 21.5; Is 61.6; Ez 44.11; Jl 1.9, 13; Ed 8.17; Ne 10.36).”

Em todas as situações a idéia é sempre a de alguém que “serve”. Em nossos dias, muitos ministros agem e vivem como alguém que foi chamado para “mandar”. Alguns esmurram púlpitos e mesas de reunião esbravejando: “aqui quem manda sou EU!”.

Se acham donos da igreja e proprietário das ovelhas. Os tais consideram os seus cooperadores como empregados à sua inteira disposição, para atender todos os seus caprichos.

Outros são verdadeiros ditadores e opressores, prontos para cortar a qualquer momento a “cabeça” (e o salário) de quem não se submete às suas “ordens” e “determinações”. São verdadeiros “terroristas” da fé.

A tribuna das igrejas onde presidem manifestam através do luxo e da ostentação o seu espírito arrogante, prepotente e orgulhos. Seu “trono” é o grande destaque, sobressaindo-se aos demais assentos. São herdeiros de uma mentalidade imperialista.

Estes precisam aprender com o servo dos servos, o ministro dos ministros:

Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.” (Lc 22.24-27)

Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” (Jo 13.13-17, ARA)

O segundo termo em destaque no versículo acima é “despenseiro”. Conforme VINE, idem, p. 800), traduzido do grego oikonómos, “denotava primariamente o “administrador de uma casa ou propriedade” (formado de oikos “casa”, e nemo, “arranjar, organizar”), “mordomo”, que normalmente era um escravo ou liberto (Lc 12.42; 16.1,3,8; 1 Co 4.2).

Rienecker e Rogers (1985, p. 293, VIDA NOVA) apontam os seguintes significados: “administrador, mordomo, dirigente de uma casa, frequentemente um escravo de confiança que era encarregado de todos os negócios do lar. A palavra enfatiza que a pessoa recebe uma grande responsabilidade, pela qual deve prestar contas.”

Moulton (2007, p. 296, CULTURA CRISTÃ), acrescenta as seguintes possibilidades: depositário (Gl 4.2); procurador público, tesoureiro (Rm 16.23); mordomo espiritual, aquele que é encarregado de uma comissão de servir o Evangelho (1 Co 4.1; Tt 1.7; 1 Pe 4.10).”

Mais uma vez a idéia de serviço é destacada. O mordomo não é o proprietário dos bens, dos serviços ou das pessoas que lhe são confiadas. Não é maior do que o seu Senhor. É alguém investido de autoridade, com base na soberania, graça e confiança de quem o chamou.

Como ministros, no sentido de oficiais da igreja, ser mordomo não é para quem quer, mas para quem Deus chama:

que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho, para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre.” (2 Tm 1.9-11, ARA)

Ministério não se compra, não se vende e nem se troca.

Não é um chamado para dominar ou tirar vantagens pessoais:

Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.” (1 Pe 5.1-4, ARA)

Os princípios aqui expostos, se aplicam também a todos que na Igreja do Senhor foram investidos de autoridade em cargos e funções de confiança. Chamados para servir.

Está chegando a hora da grande prestação de contas. É preciso estar preparado.

Aquele que precisa se converter, que se converta. O que precisa se arrepender, que se arrependa.

O Senhor da Casa está voltando!

Corinto, uma igreja fervorosa, mas não espiritual – Altair Germano

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por Altair Germano

 

No próximo domingo, estaremos com o início de mais um trimestre na Escola Dominical. A Lição que será estudada trata de um tema extremamente necessário para os dias atuais: Os problemas da Igreja e suas soluções.

Aqui em Abreu e Lima-PE, convocamos todos os dirigentes, secretárias e professores para a abertura do trimestre, no estudo prévio da lição, sábado, às 19h00, no Templo Central.

 

Fervor, animação, gritos, barulho, histeria e alguns “fenômenos esquisitos”, nunca foram sinônimo da verdadeira espiritualidade, muito embora os mais vulneráveis e valorizadores destas manifestações externas pensem e preguem diferente.

 

Dê “um glória”, “fala em línguas”, “abre a tua boca”, “tira o pé do chão”, “desmancha essa cara de delegado” e outros termos, tornaram-se chavões de pregadores animadores de auditório, distorcendo o verdadeiro sentido e propósitos destas expressões.

 

A coisa tomou uma proporção tão grande, que até nos dias atuais, em muito cultos, tem pessoas que constrangidas pelo que se convencionou ser um “crente espiritual”, para se adaptar aos padrões estabelecidos, negam a sua própria personalidade e individualidade.

 

Não há nada de errado com a maioria destas expressões e com um comportamento eufórico. O errado está nos abusos, nos excessos, nas equivocadas motivações e na contradição entre a conduta no culto e a vida privada (e até pública).

 

Existem crentes, que na mesma proporção que falam em línguas, maltratam a mulher, o marido, os filhos e os pais. São caloteiros, presunçosos, arrogantes, fofoqueiros, semeadores de contenda,
mentirosos, facciosos, infiéis, empregados enganadores, patrões exploradores, etc.

 

Definitivamente, fervor não é sinônimo de espiritualidade. Por vezes, muito barulho e animação é uma tentativa consciente ou não, de esconder a realidade. Não adianta fazer “avinhaõzinho” ou “trenzinho”, “marchar”, dá “tiro”, “rolar no chão”, “cair no espírito”, “chiar”, “uivar”, “urrar”, pois estas coisas não provam nada, a não ser, em muitos casos, o desequilíbrio emocional e até mental, e na melhor das hipóteses, pura “meninice”. Neste último caso, é preciso ter sabedoria para não matar os “meninos”. Eles precisam ser orientados com amor e paciência, para poderem alcançar a maturidade.

 

Por outro lado, ser maduro não é ser frio, indiferente, azedo, amargo, insensível. Ser espiritual e maduro não nos impede de glorificar a Deus, de buscar e permitir que o Espírito manifeste em nós os seus dons. Como espirituais nos alegramos, rimos e choramos na presença do Senhor!

 

Poder de Deus é poder que realiza, que faz, que se importa, que ama, que prega, que socorre, e não meras demonstrações sensacionalistas e puramente emotivas.

 

Não é pela quantidade ou intensidade das manifestações dos dons espirituais (ou supostas manifestações), que se conhece a verdadeira espiritualidade de um cristão, mas sim por suas obras, pelo fruto do Espírito em sua vida;

 

Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a suareligião é vã. A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” (Tg 1.26-27)

 

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gl 5.22-23)

 

QUANTIDADE E QUALIDADE NA IGREJA

Vivemos numa época onde a mania de grandeza invadiu a igreja. Ser pastor de mega igreja dá um status diferenciado, mesmo que o referido pastor não conheça, nem cuide das ovelhas lhe confiadas. Muitos irmãos vão na mesma direção. Batem no peito e se orgulham de congregarem numa “catedral”, considerando os irmãos das pequenas igrejas como crentes de um nível sócio espiritual mais baixo.

Quantidade não é sinônimo de qualidade. Contemplamos o ressurgimento da mentalidade constantiniana e medieval (Leia O CULTO E O TEMPO).

Muitos se entusiasmam mais pelo crescimento quantitativo, do que pelo qualitativo. Não me empolgo quando a mídia fala de crescimento dos evangélicos, ou de alguma igreja específica. No Brasil, ser ou declarar-se evangélico tornou-se algo banal. Virou moda. A grande questão não é se alguém é evangélico ou não, mas, se já nasceu de novo e vive em santidade diante de Deus, buscando dia a dia conhecer e fazer a sua vontade.

Leia mais em UM BRASIL EVANGÉLICO?

FALSOS CRENTES NA IGREJA

Sobre este assunto, leia em PARECE, MAS NÃO É!

Para que tais problemas sejam minimizados na igreja (pois nunca deixarão de existir), é preciso que os líderes, professores de Escola Dominical, de discipulado e outros responsáveis pelo ensino e pregação, deixem de pregar sobre questões superficiais e supérfluas, para enfatizarem questões essenciais e básicas para o crescimento da fé e da verdadeira espiritualidade.

A espiritualidade de uma igreja e seus membros, está diretamente relacionada com a espiritualidade de seus líderes.

A despedida de um líder – Altair Germano

por Altair Germano

Na vida e na realização da obra de Deus, muitos começam bem e terminam mal. Grandes líderes da Bíblia, da história antiga e moderna, como também da atualidade, construíram grandes obras, realizaram excelentes projetos, desenvolveram magníficos ministérios, mas, ao final, desconstruíram, desfizeram e destruíram tudo com as próprias mãos, mediante idéias e ações desprovidas de bom senso e equilíbrio.
Há varias dicas importantes que podem ser observadas, para o término de uma carreira de liderança bem sucedida.

Mendes (1999, p. 111-112), escrevendo sobre o ministério pastoral, nos dá as seguintes sugestões para serem aplicadas no final de uma carreira:

- Não endividar a igreja para o sucessor
- Preparar os irmãos, incentivando-os a receberem seu novo pastor com alegria
- Ter cuidado para não deixar dívidas pessoais, contratos não cumpridos, e outras pendências que poderiam comprometer seu bom testemunho
- Não exigir indenizações sobre qualquer pretexto. A igreja não é empresa, nem o ministério profissão
- Não “jogar” a igreja contra a liderança de ministérios e convenções no quais esteja filiado, e a quem deve respeito e submissão

Muitos líderes resistem à idéia e a possibilidade real de encerrar a sua carreira. Eis algumas razões:

- Pensam ser insubstituíveis
- Temem por uma vida ociosa e improdutiva
- Não desejam perder ganhos financeiros, visto que na maioria dos casos de aposentadoria e jubilação, há perdas financeiras (muitos rachas acontecem e novos ministérios surgem por esta causa)
- Insiste na manutenção de alguns privilégios e status que o cargo ocupado lhes outorgam
- São pressionados pela família a se manterem no cargo (neste casos, geralmente, o cargo ocupado acaba servido de “tetas” para os familiares)
- Não aceitam a idéia de que o seu tempo chegou ao final

Há também o seguinte caso, como bem escreveu Sanders (1985, p. 142) “O progresso da obra é detido durante anos, por homens bem intencionados, mas envelhecidos, que se recusam a desocupar o cargo, e insistem em segurar as rédeas diretivas em suas mãos.

Wong (2006, p. 199-206), aponta os seguintes princípios para terminar bem:

Para terminar bem no final, temos que começar agora. Terminar bem não é uma consideração futura; ela deve ser uma obsessão do presente.
Para encerrar bem o último capítulo, temos que terminar bem cada capítulo anterior. Não há como saber quando começaremos o nosso capítulo final, visto a incerteza do tempo da morte. Devemos viver a vida de maneira que, se ela expirar hoje, possamos ter motivos para sermos lembrados pelas coisas boas.
Para terminar bem, necessitamos de uma perspectiva a partir do fim. Diante de uma decisão a ser tomada, é preciso pensar em como esta decisão afetará o seu final de carreira.
Para terminar bem cada capítulo, precisamos encerrá-los com a consciência limpa. Estar em paz com nossa consciência é prioritário no caminhar em direção a um bom final.
Como terminamos depende dos relacionamentos que deixamos para trás. As pessoas com quem andamos, nos relacionamos e escolhemos como amigos, sinaliza o tipo de futuro e final que almejamos.
Terminar bem é tudo que importa no fim. Não basta alcançar o topo, é preciso descer com segurança, para não perecer na descida. Uma atenção equivalente, ou até superior, deve ser dada ao término, tanto quanto no início de qualquer empreendimento.

Josué foi um grande exemplo de um líder que terminou bem. Assim como Paulo, e muitos outros líderes ao longo da história, o texto abaixo lhe é pertinente :

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.” (2 Tm 4.7-8)

Saber entrar é preciso, saber sair é vital.

Boa aula, e bom final de trimestre!

BIBLIOGRAFIA

MENDES, José Deneval. Teologia pastoral. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
SANDERS, J. Oswald. Liderança Espiritual. São Paulo: Mundo Cristão, 1985.
WONG, David W. F. Vida & Carreira. Campinas, SP: Instituro Haggai do Brasil, 2006.

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