Isaías de Jesus Archive

Os dons espirituais – Isaías de Jesus

 

 

Os Dons Espirituais

Nesta lição trataremos um maravilhoso assunto de extrema importância para a Igreja do Senhor Jesus, que é acerca dos nove dons espirituais.

De inicio é de fundamental importância que se entenda que os dons espirituais são totalmente diferentes dos dons naturais, que são inerentes a qualquer pessoa e que podem ser praticados em qualquer hora, mediante a vontade e a dedicação humana, pois todas as pessoas são dotadas de dons, talentos e valores. Os dons espirituais são diferentes, suas manifestações são realizadas mediante a vontade e ação do Espírito Santo. (1 Co 12.11), não dependendo exclusivamente da vontade humana. O don espiritual é manifestado por meio do Espírito santo em conjunto com o crente que esteja na condição de “vaso” com desejo de que nele seja manifestado o poder do Espírito Santo.

É importante também que se tenha a clareza da doutrina dos dons espirituais, porque muitos crentes têm se confundido acerca desse ensino. Muitos irmãos pensam que os dons podem ser manifestados mediante a sua vontade, muitos acham que só porque o Espírito Santo o usou em determinado culto, por exemplo, com o dom de profecia, que ele tem que profetizar sempre, porque se não isso pode significar que ele perdeu o don e pode estar em fraqueza espiritual, e não é isso, mas acontece muito por falta de conhecimento.

É muito bom que se compreenda que os dons espirituais são para a edificação e o crescimento do corpo de Cristo, ou seja, é o Espírito Santo que determina a hora exata da manifestação do dom. É claro, e reforçando, que os dons espirituais são manifestados na vida daqueles que vivem uma vida de santidade na presença do Senhor e que tem desejo de receber um dom espiritual. O Apóstolo Paulo ensina a buscar com zelo os melhores dons (1 Co 14.1). Ensine a importância de se buscar com fé e fervor os dons espirituais, pois são de fundamental importância para a edificação da Igreja e para honra e glória do Senhor Jesus. Tenha a clareza, que os dons são capacitações sobrenaturais que a Igreja recebe pela ação do Espírito Santo.

Além disso, é bom que entenda também a diferença entre a manifestação dons espirituais e o fruto do Espírito. Como vimos, os dons são manifestados pela vontade única do Espírito Santo, que são para edificação da Igreja, além de servir para convencer os incrédulos e para propagar o evangelho, ou seja, são para benefício e salvação do próximo. Agora, o fruto do Espírito é diferente, ele deve fazer parte diariamente da vida do crente, pois desde o dia em que aceitamos ao Senhor Jesus, o Espírito Santo, passa a habitar e a dirigir a vida do crente, como evidência disso é a manifestação em nós de seu fruto (Gl 5.22).

Outro aspecto importante a ser abordado, é que os dons espirituais sempre estarão disponíveis enquanto a Igreja estiver aqui na terra. Porém infelizmente, devido à frieza espiritual, em muitas igrejas os dons estão extintos, há muito tempo não ocorre à manifestação deles, até mesmo o batismo no Espírito Santo, um dom prometido a todo crente, tem se tornado raro, em muitos lugares o batismo no Espírito Santo entrou no mesmo status de milagre, não podemos deixar isso acontecer, deixar a frieza penetrar na Igreja e a incredulidade tomar conta dos corações, acerca das obras maravilhosas do Espírito Santo. E em outros lugares também, por falta de sensibilidade espiritual, muitos movimentos e pregadores chamados de espirituais, têm forçado ou inventado a manifestação de certos dons, por meio de “milagres, revelações e maravilhas”, promovendo um verdadeiro espetáculo espiritual, atuando como falsos mestres e profetas, sendo um grande problema nos dias atuais.

Existem muitos crentes que tem dado muito valor a pregadores, que tem levando as pessoas a verdadeiras convulsões espirituais, mexendo com a parte psicológica das pessoas. Durante as mensagens e também no final delas, soltam várias profecias, com características de auto-ajuda, bajulações e etc., e esquecem que as profecias são para consolar, exortar e edificar a Igreja (1 Co 14.3). Outros também realizam falsas curas e maravilhas, visando a sua glória própria e negando a glória de Cristo.

Se a sua igreja estiver com esses problemas, busque ao Senhor, pois Ele poder começar outra vez a manifestar a verdadeira ação do Espírito por intermédio de sua vida, através dos dons espirituais.

Portanto, os dons Espirituais, são obras do Espírito Santo e são para os dias atuais, e não ficaram restritos somente para os dias da Igreja Primitiva. Os dons contribuem para o crescimento espiritual do crente e da Igreja. Os dons não devem ser feitos por meios de espetáculos ou shows, mas devem ser manifestados no meio da Igreja de Cristo, que é a ação do grande poder do Senhor. Busque ao Senhor, confie em sua palavra e tenha fé que o Espírito Santo irá operar grandes sinais, milagres, maravilhas no seio de sua Igreja.

Bibliografia

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – editora CPAD – 1995.

Comentário Bíblico de Matheus Henry – editora CPAD – 4º edição 2004.

 

Autor: Dc. Helly Fernando Cardozo Pecheka – Licenciatura em História – Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Assembléia de Deus – Minst. Belém – Dourados/MS.

A Ceia do Senhor é um memorial de amor – Isaías de Jesus

Isaías de Jesus

A Ceia do Senhor é um memorial de amor

TEXTO ÁUREO = Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha”. 1 Co 11.26

VERDADE APLICADA = A Ceia do Senhor é uma celebração de adoração a Deus e amor uns para com os outros.

LEITURA BIBLICA = I Co 11.23-30

INTRODUÇÃO

Infelizmente, os coríntios não se comportavam bem em sua observância da Ceia do Senhor. Eles haviam transformado a simples refeição numa oportunidade de festejo e embriaguez. Em vez de um “espírito de unidade” de comunicação, a ceia era um acontecimento de divisão entre os “ricos” e os “pobres”. Alguns comiam e bebiam indignamente, e, portanto, eram réus do corpo e do sangue do Senhor (I Co 11.27).

I – DIVISÕES NA IGREJA DEVEM SER COMBATIDAS COM RIGOR

As divisões na igreja de Corinto havia, chegado a proporções alarmantes. Além dos cultos à personalidade em tomo de determinados líderes (l Co 1.12) e divergências acerca dos alimentos oferecidos a ídolos, havia também indícios de uma espécie de esnobismo, bastante odioso dos mais ricos para os menos favorecidos (I Co 11.21).

a) Corinto, uma igreja gravemente dividida — A divisão em Corinto prejudicou a confraternização entre os irmãos, de modo que eles voltavam para casa piores do que quando ali chegaram(I Co 11.17, 18). Paulo sabia que as igrejas estavam cheias de opiniões diferentes sobre este ou aquele assunto (l Co 11.19),pois estas coisas são inevitáveis.

No entanto, não há razão para os cristãos perderem a comunhão devido a divergências. Quando a divisão se predomina no culto público da congregação, a situação torna-se escandalosa (Mt 24.12).

Em Corinto a Ceia do Senhor vinha sendo usada como meio de enfatizar as suas facções. Talvez as casas dos líderes das diversas facções fossem selecionadas para tais comemorações, em que alguns membros eram excluídos e outros eram bem recebidos, se ali comparecessem.

Havia ingestão excessiva de alimentos e vinho. Os pobres, no entanto, eram desprezados, e com freqüência saíam famintos do banquete. E assim eram humilhados e abertamente discriminados.

Os membros da igreja de Corinto comiam e bebiam de maneira profana, tendo praticado pecados ocultos e abertos, que eram suficientes para desqualificá-los da participação na mesa do Senhor. Talvez houvesse outros abusos, que não são especificados. A Ceia era transformada num motivo de exclusivismo, onde só eram admitidos apenas certos membros da própria comunidade. Em Corinto esse rito vinha sendo usado para destacar os partidos facciosos, quando certos membros da igreja eram menosprezados (l Co 11.18-2 O).

b) As divisões revelam decadência espiritual — Devido aos freqüentes conflitos na igreja de Corinto, Paulo não chamava as reuniões religiosas de “Ceia do Senhor”, pois elas não eram submetidas à autoridade do Senhor nem tinham a consciência da presença de Cristo. Cada um se preocupava de “matar” a própria fome e sede (l Co 11.2 1).

Se o propósito da reunião era satisfazer o apetite físico, por que não ficavam todos em casa? ( I Co 11.22). Como uma reunião dessas poderia ser chamada de “Ceia do Senhor?”.

É evidente que, por ocasião da celebração da Ceia do Senhor, alguns membros eram convidados, e outros não, visto que essa celebração era efetuada em casas particulares; e também havia outras modalidades de discriminação.

Assim sendo, havia certos membros dali que não eram considerados genuínos, uma palavra que Paulo emprega em l Coríntios 1.7.19, para indicar membros que eram exaltados nas contendas havidas entre as facções. E bem provável que aquilo que Tiago condenou se tornara prática comum em Corinto (Tg 2.1-4).

Ali se favoreciam aos membros mais influentes. Esses recebiam os melhores assentos, o melhor alimento, o melhor vinho, as atenções gerais, ao passo que outros membros da igreja eram desprezados, o que os levava a se sentirem mal acolhidos.

c) A insensibilidade e o egoísmo revelam falta de amor — Havia uma insensibilidade desumana para com as necessidades físicas dos que não possuíam recursos financeiros em Corinto. Nas reuniões não havia aquele sentimento de serem uma só família no Senhor. Cada grupo ficava isolado, era exclusivista, egoísta e sem afeto natural (I Tm 3.1-5).

O alimento trazido não era partilhado por todos, mas cada um desfrutava suas próprias provisões. Infelizmente o amor havia sido substituído pela ganância.

II – A IGREJA DEVE SER UMA COMUNIDADE DE FE E AMOR

O apóstolo Paulo transmitiu aos coríntios o que ele mesmo recebera pessoalmente do Senhor (I Co 11.23-25). Não podemos determinar com certeza o modo como Paulo recebeu esta revelação. Sabemos que não recebeu o evangelho de “homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.12).

a) A Santa Ceia é uma celebração pública da morte do Senhor — A partir de agora, Paulo passa a assegurar-lhes que a morte de Cristo deve dominar seus atos, e obviamente, não era isso o que acontecia em Corinto. A ênfase de Paulo está no fato de cada celebração ser uma proclamação pública da morte do Senhor, “até que ele venha” (l Co 11.26). Há um elemento da expectativa em cada celebração da Ceia do Senhor. Atrás, aponta para a sua morte; à frente, aponta para a sua volta. Deste modo, devemos participar da comunhão até que Cristo venha buscar a sua igreja (l Ts 4.14-18).

Paulo lembrou aos coríntios o significado original da Ceia do Senhor, recordando como o próprio Senhor Jesus a instituiu na “noite em que foi traído”. A referência indireta de Paulo a Judas talvez fosse um desafio casual aos coríntios em função do comportamento deles. O apóstolo transmitiu aos coríntios os que ele mesmo recebera pessoalmente do Senhor (Gl 1.12).

A morte e ressurreição de Cristo são o fundamento da nossa salvação. Sem o sangue de Jesus, não teria havido uma igreja em Corinto e em nenhuma parte do mundo. Ficaria-mos ainda esperando a salvação, perdidos na nossa ignorância e idolatria, ou, na melhor das hipóteses, aproximando de Deus por meio do sacrifício diário de pombas, cordeiros e cabras.

Mas o Calvário transformou essa lúgubre cena! Jesus tem providenciado uma aliança melhor (Hb 8.6), um convenio que tem durado séculos e continuará vigente até a volta de Jesus. O cântico de louvor ao Cordeiro do o de Apocalipse o diz muito bem: “Digno és de tomar o livro e de abrir seus selos, porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua , e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e reinarão sobre a terra (Ap 5.9,10).

b) A Santa Ceia é uma aliança de amor com o Senhor — Por meio do derramamento do sangue de Jesus, o Cordeiro Pascal (l Co 5. 7), judeus e gentios, ricos e pobres, homens e mulheres podem conhecer a gloriosa liberdade do perdão e ter um conhecimento pessoal de Deus.

Os cristãos que participam deste relacionamento pessoal, desta aliança com o Senhor, também participam de uma aliança uns com os outros (Rm 13.8). Para os coríntios a morte de Cristo não era o ponto central; sua volta não era importante, e o amor de Cristo não os dominava.

c) A Santa Ceia exige um constante auto-exame — Participar do sacramento “indignamente” é tornar-se “réu do corpo e do sangue do Senhor” (I Co 11.27,28). Quando Paulo fala de alguém que come e bebe o cálice indignamente, ele está dizendo que tal pessoa se torna culpada de derramar o sangue de Cristo; isto é, se coloca não do lado dos que estão participando dos benefícios de sua paixão, mas do lado dos que foram culpados por sua crucificação (Hb 10.29).

III – A BÊNÇÃO EM PARTICIPAR DA CEIA DO SENHOR

São muitas as pessoas que evitam participar da Santa Ceia porque não sentem dignos. Por outro lado, há também aqueles que se consideram aptos a participar, sem fazer auto- exame. As instruções de Paulo aqui são adequadas e essenciais: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim como do pão e beba do cálice” (I Co 11.28).

a) O auto-exame visa atingir discernimento espiritual — O auto-exame visa, especialmente, certificar-se de que o cristão está vivendo e agindo em amor e honestidade para com todas as pessoas. Cada cristão tem a obrigação, não de atingir um patamar moral ou espiritual de perfeição, mas de buscar uma auto-avaliação rigorosa e honesta perante Deus e os homens (At 24.16).

Para os coríntios havia o perigo de participar da Ceia do Senhor como se esta celebração fosse igual a qualquer outro banquete comum (I Co 11.29).Paulo diz que isto significava não discernir o corpo do Senhor (l Co 10. 16-21).

O auto-exame é determinado por Paulo como meio de levar o cristão a participar “dignamente” da Ceia do Senhor, sendo assim evitada a profanação mencionada nos versículos 26 e 27 de l Coríntios 11. O termo grego “anakrino”, correspondente a “examinar” pode significar “indagar” ou “levar a efeito uma argüição”.

Sua fôrma nominal indica uma “investigação”, e, quando usado no sentido judicial significa “uma audiência preliminar”. Paulo fala da idéia de fazer um auto-exame, uma auto-investigação, em que o cristão procura discernir se é própria a sua participação na Ceia, por serem dignos os seus motivos e as suas ações.

Assim, pois, é necessário que o homem faça um “inventário” de si mesmo. E preciso que o cristão enfrente de modo honesto os seus pecados com o propósito de abandoná-los. Deveria perdoar a seus irmãos e buscar deles o perdão para as ofensas pessoais que porventura os tenham atingido por sua culpa.

b) O auto-exame visa resgatar o temor de Deus — Para Paulo, nós deixamos de “discernir o corpo do Senhor” quando não reconhecemos a presença de Cristo no meio da congregação, mais particular- mente, durante o sacramento do seu corpo e sangue. Isso acontece em algumas igrejas, exatamente porque os cristãos participam da liturgia da Ceia do Senhor mecanicamente, sem que estejam, propriamente, se alimentando “de Cristo pela fé e com ação de graças” (I Co 11.29-31).

c) A falta de auto-exame acarreta males para o cristão — Paulo é taxativo com os coríntios que participavam da Ceia do Senhor sem seriedade e temor. Esta foi à causa de enfermidades, fraquezas e até mesmo de mortes na comunidade de Corinto (l Co 11.30).

Tais incidentes não teriam ocorrido, se eles tivessem julgado a si mesmos adequadamente (l Co 11. 31). De acordo com Paulo, estas disciplinas divinas, são gestos de amor e não de mero castigo (I Co 11.32). Para os cristãos não há julgamento pelo pecado, porque este já foi pago uma vez por todas pelo próprio Cristo (Jo 5.24; Rm 8.1,2).

IV – A SANTA CEIA É CELEBRAÇÃO DE COMUNHÃO E GRATIDÃO

Paulo se mostrou bastante preocupado com a maneira como os coríntios estavam se expondo ao julgamento de Deus ao participarem da Ceia do Senhor, que descreve a natureza desse ato como uma festa de amor: “Esperai uns pelos outros. Se alguém tem fome, como em casa” (l Co 11.33,34).

a) A Ceia do Senhor é uma ocasião para partilhar — Um dos propósitos da Ceia do Senhor é usar de solidariedade para com os pobres (2Co 8.13-15). As Escrituras nos mostram que os fortes devem auxiliar os fracos, e os ricos, ajudar os pobres, sobretudo seus irmãos (Gl 6.10).Porém, os coríntios pareciam entender mal esse propósito da celebração da Santa Ceia, pois alguns dos membros se mostravam bastante egoístas (I Co 11.20).

b) A Ceia do Senhor é uma ocasião para praticar o altruísmo — Os coríntios, no seu egoísmo e exagero das coisas, acabavam comendo e bebendo indignamente na Ceia do Senhor. E um ato de hipocrisia comer do pão e beber do vinho que representam nossa união com Cristo, se, i conduta dos cristãos, não se manifesta nossa união uns com os outros em Cristo (Ec 11.1,2; Mt 25.35-46).

c) A Ceia do Senhor é uma ocasião para se fortalecer espiritualmente — Geralmente o pão é inteiro, e o partimos para comê-lo, alimentando-nos. Assim também o corpo de Cristo teve de ser sacrificado no Calvário para que pudéssemos desfrutar da liberdade espiritual e receber poder físico e espiritual. O pão sem levedura nos lembra que Cristo é imaculado, ou seja, sem pecado.

João 6.48-51 nos ensina que a participação do corpo e do sangue de Jesus é espiritual, significando receber dele sustento e energia totais. Cumpre-nos lembrar a morte expiatória e a agonia de Cristo, pois estas foram as mais sublimes expressões de altruísmo e amor dedicados à humanidade (Jo 3. 16).

Assim é que quando nos acercamos da mesa, lembrando-nos de que se trata da mesa do Senhor, e não nossa; que o sacramento é de Cristo, e não nosso. Aproximamo-nos dele a fim de receber a sua presença e poder (I Co 11.25,26). A ordenança da Ceia do Senhor é levada a efeito para mostrar Cristo aos homens, para conservá-lo na lembrança dos cristãos, e, sobretudo, para relembrar aquele item agora mencionado, ou seja, a “morte” de Cristo.

É importante conservar o seu sacrifício expiatório perante os olhos daqueles que estão na comunhão da igreja, a fim de que os mesmos possam permanecer firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não será vão, no Senhor’ (I Co 15.58).

CONCLUSÃO

Os cristãos se alimentam de Cristo não somente na Santa Ceia, também na adoração, no reconhecimento da sua presença neles, como parte integrante do seu corpo. Recebemos sustento também por meio da confraternização com outros cristãos; por isso, não podemos ser negligentes quanto a nossa participação na obra de Deus, muito menos quanto a nossa ausência aos cultos de Santa Ceia, como é o costume de alguns (Hb 10: 25).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

A importância da santa ceia – Isaías de Jesus

por Isaías de Jesus

A CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor, consistente do pão e do suco da vide, constitui um símbolo que expressa nossa participação na natureza divina de nosso Senhor Jesus Cristo, 2 Pe 1.4; uma memória de seus sofrimentos e de sua morte, I Co 11.26; e a profecia de sua segunda vinda, I Co 11.26. Todo crente deve participar da Ceia até que venha o Senhor.

Este sacramento simboliza o corpo quebrantado do Senhor e seu sangue derramado no madeiro do Calvário, nossa participação dos benefícios derivados de sua morte expiatória e o pacto que foi ratificado com seu próprio sangue. Representa ainda a união com o Senhor o qual é sustentáculo de nossa vida espiritual.

Constitui um ato recordatório de sua morte e um augúrio do seu retorno.

1. O sacramento foi Instituído por nosso Senhor mesmoLc 22.19, na véspera do dia em que foi traído, I Co 11.23. Inspirados pela reverência acerquemo-nos do cenáculo, onde o Senhor Jesus e seus discípulos, reclinados em redor da mesa, celebram juntos, pela última vez, a páscoa, a qual prefigurava a morte expiatória de Cristo corno o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”,Jo 1.29.

Foi durante a última páscoa que o Senhor instituiu o sacramento recordatório da Santa Ceia, que simbolizaria um fato passado sua morte na cruz e um acontecimento futuro — sua volta nas nuvens.

Parece que foram poucas as palavras pronunciadas nessa ocasião, mas nasceram do mais íntimo do coração do Mestre, e causaram profunda impressão em seus discípulos, que não podiam compreender o que o Senhor dizia com respeito à sua morte, sepultura e ressurreição.

Os sentimentos mais ternos que a natureza humana é capaz de experimentar debaixo da inspiração do Espírito Santo, impedem o coração do homem ao meditar na morte do Senhor Jesus e participar dos elementos que o mesmo Jesus escolheu para simbolizar seu corpo partido e seu sangue vertido no madeiro.

2. Devemo-nos examinar com toda a diligência, antes de participarmos deste sacramento santo e nos aproximarmos da mesa do Senhor com reverência e entendimento do que fazemos, I Co 11.27-32.

3. Nosso Senhor ordenou a seus discípulos que observassem a Santa Ceia. “Tomai, comei”, Mt 26.26.37. “Fazei isto”, I Co 11.24. A observância deste sacramento comemorativo de sua morte não é opcional, mas obrigatória. Constitui um mandamento do Senhor Jesus, por cuja desobediência teremos que prestar contas. Trata-se de uma ordenança perpétua, a qual deve ser observada com freqüência, porque Paulo nos disse:

“Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha”, I Co 11.26.

4. A Santa Ceia constitui uma antecipação do dia da volta do Senhor, “E beberá do fruto da vide de novo com os seus no reino do Pai”, Mt 26.29.

“É assim que a Ceia do Senhor se mantém “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande e Salvador Cristo Jesus”,Tt 2.13.

5. O cálice e o fruto da vide representam o sangue de Cristo e simbolizam a selagem do Novo Pacto com o dito sangue. O mesmo Senhor Jesus declarou o seguinte: “Porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”, Trata-se do pacto predito por Jeremias no capítulo 31.31-34.

Em Lc 22.20 aparecem as palavras numa ordem algo distinta, a saber:

“Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós”. Segundo Weymouth, cite versículo diz o seguinte: ‘Este cálice é o novo pacto ratificado por meu sangue, o qual será derramado para vosso beneficio”.

Em Hb 9.18.18, este pacto é considerado um testemunho, o qual constitui o significado principal da palavra grega. Para que o testamento entre em vigor é necessário a prova da morte de Jesus. Selou o pacto com seu próprio sangue, e desta maneira o ratificou, fazendo-o eficaz e operativo. Trata-se de um pensamento bendito para nós, que somos herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, Rm 8.17.

6. O sacramento do batismo simboliza a morte de Cristo por nós, nossa morte no que respeita ao mundo e nossa identificação com o Senhor, Rm 6.3-5; Cl 2.12.

A Santa Ceia simboliza a morte do Senhor em nosso lugar, na qualidade de Cordeiro Pascoal sacrificado para livrar-nos do pecado e da morte, e segundo a vontade de Deus, “foi morto, desde a fundação do mundo”, Ap 13.8. O batismo na água significa que o crente se une a Cristo e começa assim uma nova vida em virtude da regeneração.

Mas na Santa Ceia é o Senhor que se une ao crente, para procurar sua santificação,, sustento, fortaleza e renovação, O batismo está relacionado com o novo nascimento, que se produz uma vez, de maneira que não necessitamos ser batizados amiúde, mas aquele que tem nascido de novo necessita alimento espiritual constante, e por esta razão observamos com freqüência a Ceia do Senhor.

E assim que o pão, alimento por excelência, é o símbolo mais apropriado que o homem pudesse haver escolhido. E i8to está de acordo com as palavras do Senhor ‘Jesus que disse: “Eu sou o pão da vida.

Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que todo que dele comer não pereça. Eu sou o pão que desce do céu, para que todo que dele comer não pereça. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que darei pela vida do mundo é a minha carne, Jo 6.48-51.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se rão comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o sewsangue, não tendes vida em vós mesmos. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida.

Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai; também quem de mim se alimenta, por mim viverá. Este é o pão que desceu do Céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram, e contudo morreram: quem comer este pão viverá eternamente”, Jo 6.53-58. Leia-se também Jo 6.32-35.

7. A Ceia do Senhor envolve a cura. Se o crente está enfermo e afligido por seus sofrimentos corporais e pode discernir a virtude sanadora no corpo de nosso Senhor, tipificada pelo pão, pode receber a cura e fortaleza para seu corpo como assim também para sua natureza espiritual, l Co 11.30-32.

8. Trata-se de uma ordenança que envolve união, O mandamento do batismo deve estreitar a comunhão entre o crente e o Senhor, enquanto que a Ceia do Senhor não somente deve acentuar dita comunhão, mas também a que existe entre os crentes entre si, que formam a família de Deus, a qual participa de um Pão e um Cálice.

“Porventura o cálice da bênção que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos somos unicamente um pão um só corpo: porque todos participamos do único pão”, l Co 10.16, 17.

9. O simbolismo das ordenança. do Novo Testamento facilita a compreensão das verdades espirituais de fundamental importância para o crente. No ‘batismo, ao submergirmos na água, e ao sair dela, simbolizamos não somente nossa própria morte e ressurreição, mas também a de Cristo.

A Santa Ceia nos fala, por assim dizer, a nosso coração, a nossos olhos, e a nosso tato e gosto. João disse: “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida”,1 Jo 1.1.

Ao comer o pão, o qual tipifica o corpo quebrantado do Senhor, e ao beber vinho qual representa o sangue do Senhor Jesus, nos apropriamos, por assim dizer, do corpo do Senhor. Todo este simbolismo nos proporciona um sentido da realidade que talvez não poderíamos experimentar de nenhuma forma, e expressão quão absolutamente necessário é para o corpo e a alma o sustento que proporciona Cristo, que morreu e ressuscitou para livrar-nos do pecado e sarar nossas enfermidades.

Quanto mais percebemos nos mandamentos, tanto mais significado terão para nós, e tanto maior será a bênção que recebemos. Roguemos que Deus nos ajude a cumprir este mandamento santo, inspirados por um amor e reverência jamais experimentados no passado! Amém


Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Revista O Obreiro 1981

Coisas sacrificadas aos ídolos – Isaías de Jesus

COISAS SACRIFICADAS AOS IDOLOS

Isaías de Jesus

NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM

Texto Áureo = “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém!”(1 Jo 5.21).

Verdade Prática = A idolatria que hoje ameaça a Igreja de Cristo é tão nociva quanto a que causou a ruína de Israel. O momento requer maior vigilância e total compromisso com a Palavra de Deus.

Leitura Bíblica = EXODO 20.1-5; ATOS 15.29; CORINTIOS 5.16-18

INTRODUÇÃO

Que reação teria Paulo se viesse a perambular por nossas praças e encruzilhadas? Ficaria certamente mais perplexo com as cidades e metrópoles deste século do que com a Atenas que percorrera durante a sua segunda viagem missionária. Infelizmente, o apóstolo haveria de melindrar-se também com muitos crentes que, embora professem o nome de Cristo, curvam-se ante os numerosos ídolos que o mundo vai talhando e esculpindo.

Neste trimestre, estaremos mostrando, à luz da Palavra de Deus, que as modernas idolatrias (riquezas, prazeres, fama etc), apesar de seus disfarces e nuanças, são tão nocivas quanto àquelas que levaram Israel à ruína.

1- O QUE É A IDOLATRIA

1. Definição. A palavra idolatria é formada por dois vocábulos gregos: eidolon, ídolo + latria, adoração. Idolatria, portanto, é a adoração aos ídolos.

2. Conceito teológico. Teologicamente, idolatria é tudo aquilo que, em nosso coração, tira a primazia de Deus. É idolatria, por exemplo, o excessivo apego que se tem a uma pessoa ou objeto (Cl 3.5).

3. A idolatria é obra da carne. Ao relacionar as obras da carne, Paulo coloca a idolatria no mesmo nível destas (Gl 5.20).

4. A idolatria é uma afronta a Deus. Por conseguinte, a idolatria é um pecado grosseiro e afrontoso ao Único e Verdadeiro Deus porque:

a) rouba-lhe a glória, consagra-a às obras que nada são;

b) ignora-lhe a eterna e inquestionável soberania; e

c) zomba das reivindicações que Ele apresenta em sua Palavra. O idólatra demonstra que nenhuma importância liga à soberania divina (Sl 14.1).

II – A BÍBLIA CONDENA ENERGICAMENTE A IDOLATRIA

A primeira iniqüidade a ser introduzida no Universo foi justamente a idolatria. Haja vista a rebelião de Satanás e a pretensão de nossos primeiros pais. Tais atitudes não são por acaso idolatria? Leia com atenção Ezequiel 28 e Gênesis três. Agora, preste atenção ao que diz Samuel: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria” (1 Sm 15.23).

A Bíblia condena de forma clara, enérgica e contundente a idolatria.

1. No Antigo Testamento. Mesmo antes da decretação dos Dez Mandamentos, o povo de Deus já se achava mais do que ciente acerca do pecado e da desgraça que é a idolatria.

Quatro séculos depois, quando da promulgação do Decálogo, ordena o Senhor Deus: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êx 20.2-4).

Todos os profetas exortaram os israelitas a que se abstivessem da idolatria. O que dizer das advertências de Isaías? Dos clamores de Oséias? Dos reptos de Amós? E o quanto não sofreu Jeremias a fim de reconduzir o seu povo ao Deus Único e Verdadeiro? Foi em conseqüência da idolatria que Israel e Judá foram expulsos de suas possessões e experimentaram o amargo cativeiro (2 Rs 17.1-23; 2 Cr 36.11-21).

2. No Novo Testamento. Se a idolatria era combatida com rigor no Antigo Testamento, não seria diferente no Novo. No Concílio de Jerusalém, os apóstolos e anciãos, inspirados pelo Espírito Santo, recomendaram aos fiéis:

“Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes” (At 15.29). Em suas diversas epístolas, os apóstolos condenaram duramente o envolvimento dos cristãos com a idolatria (1 Co 10.14; 1 Pe 4.3).

III – IDENTIFICANDO AS MODERNAS IDOLATRIAS

Talvez hoje não mais encontremos por aí o horrendo Moloque nem a infame Diana dos efésios.

Mas veremos no transcorrer desta lição, a moderna idolatria, além de seu aspecto tradicional e grosseiro (a adoração de imagens de escultura) vem, de forma sorrateira, furtiva e até subliminar, minando a resistência do povo de Deus.

Muitos são os crentes que se vêm deixando contaminar pelos promotores desse perverso e ímpio sistema idolátrico que, nos meios de comunicação, recebe os mais insinuantes títulos: humanismo, nova era, filosofia holística e univérsica, regressão psicológica, prosperidade, pensamento positivo, liberação sexual etc. Os agentes da impiedade não poupam esforços; sabem como insuflar suas doutrinas até entre os santos.

Estejamos alertas! Não podemos traficar com a glória divina, nem trocá-la pelos ídolos sejam quais forem as formas com que estes se apresentam. O Senhor não negocia a sua majestade.

IV – A IDOLATRIA E SEUS MALES

1 Sm 12.20,21 = “Não temais; vós tendes cometido todo este mal; porém não vos desvie is de seguir ao SENHOR, mas servi ao SENHOR com todo o vosso coração. E não vos desvieis; pois seguiríeis as vaidades, que nada aproveitam e tampouco vos livrarão, porque vaidades são.”

A idolatria é um pecado que o povo de Deus, através da sua história no AT, cometia repetidamente. O primeiro caso registrado ocorreu na família de Jacó (Israel). Pouco antes de chegar a Betel, Jacó ordenou a remoção de imagens de deuses estranhos (Gn 35.1-4). O primeiro caso registrado na Bíblia em que Israel, de modo global, envolveu-se com idolatria foi na adoração do bezerro de ouro, enquanto Moisés estava no monte Sinai (Ex 32.1-6).

Durante o período dos juízes, o povo de Deus freqüentemente se voltava para os ídolos. Embora não haja evidência de idolatria nos tempos de Saul ou de Davi, o final do reinado de Salomão foi marcado por freqüente idolatria em Israel (1 Rs 11.1-10).

Na história do reino dividido, todos os reis do Reino do Norte (Israel) foram idólatras, bem como muitos dos reis do Reino do Sul (Judá). Somente depois do exílio, é que cessou o culto idólatra entre os judeus.

V – O FASCÍNIO DA IDOLATRIA.

Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? Há vários fatores implícitos.

(1) As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus.
 Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de Deus sofria influência dessas nações e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de Deus, no sentido de se manter santo e separado delas.

(2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.

(3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria (ver a próxima seção), ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo (sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitória nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas; daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.

VI – A NATUREZA REAL DA IDOLATRIA.

Não se pode compreender a atração que exercia a idolatria sobre o povo, a menos que compreendamos sua verdadeira natureza. -

(1) A Bíblia deixa claro que o ídolo em si, nada é (Jr 2.11; 16.20). O ídolo é meramente um pedaço de madeira ou de pedra, esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo. Samuel chama os ídolos de “vaidades” (12.2 1), e Paulo declara expressamente: “sabemos que o ídolo nada é no mundo” (1 Co 8.4; cf. 10.19,20).
Por essa razão, os salmista (e.g., Sl115.4-8; 135.15-18) e os profetas (e.g. 1 Rs 18.27; Is 44.9-20; 46.1-7; Jr 10.3-5) freqüentemente zombavam dos ídolos.

(2) Por trás de toda idolatria, há demônios. Que são seres sobrenaturais controlados pelo diabo. Tanto Moisés (ver Dt 32.17 ) quanto o salmista (Sl 106.36,37) associam os falsos deuses com demônios. Note, também, o que Paulo diz na sua primeira carta aos coríntios a respeito de comer carne sacrificada aos ídolos:

“As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus” (1 Co 10.20). Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o ds demônios, os quais têm muito poder sobre o mundo e os que são deles. O cristão sabe com certeza que o poder de Jesus Cristo é maior do que o dos demônios.

Satanás, como “o deus deste século” (2 Co 4.4), exerce vasto poder nesta presente era iníqua = (ver 1 Jo 5.19 nota; cf. Lc 13.16; = Gl 1.4; = Ef 6.12; Hb 2.14). Ele tem poder para produzir falsos milagres, sinais e maravilhas de mentira (2 Ts 2.9; Ap 13.2-8,13; 16.13,14; 19.20) e de proporcionar às pessoas benefícios físicos e materiais. Sem dúvida, esse poder contribui, às vezes, para a prosperidade dos ímpios (cf. Sl 10.2-6; 37.16,35; 49.6; 73.3-12).

(3) A correlação entre a idolatria e os demônios, vê-se mais claramente quando percebemos a estreita vinculação entre as práticas religiosas pagãs e o espiritismo, a magia negra, a leitura da sorte, a feitiçaria, a bruxaria, a necromancia e coisas semelhantes (cf. 2 Rs 21.3-6; Is 8.19; ver Dt 18.9-11; Ap 9.21). Segundo as Escrituras, todas essas práticas ocultistas envolvem submissão e culto aos demônios. Quando, por exemplo, Saul pediu à feiticeira de Endor que fizesse subir Samuel dentre os mortos, o que ela viu ali foi um espírito subindo da terra, representando Samuel (28.8-14), i.e., ela viu um demônio subindo do inferno.

(4) O NT declara que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5). A conexão é óbvia pois os demônios são capazes de proporcionar benefícios materiais.

Uma pessoa insatisfeita com aquilo que tem e que sempre cobiça mais, não hesitará em obedecer aos princípios e vontade desses seres sobrenaturais que conseguem para tais pessoas aquilo que desejam. Embora tais pessoas talvez não adorem ídolos de madeira e de pedra, entretanto adoram os demônios que estão por trás da cobiça e dos desejos maus; logo, tais pessoas são idólatras. Dessa maneira, a declaração de Jesus: “Não podeis servir a Deus e a Mamom [as riquezas]” (Mt 6.24), é basicamente a mesma que a admoestação de Paulo: “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” (1 Co 10.21).

VII – A AVERSÃO DE DEUS À IDOLATRIA.

Deus não tolerará nenhuma forma de idolatria.

(1) Ele advertia freqüentemente contra ela no AT. (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Ex 20.3,4 ).

(b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Ex 23.13,24; 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; Js 23.7; Jz 6.10; 2 Rs 17.35,37,38).

(c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Ex 23.24; 34.13; Dt 7.4,5; 12.2,3).

(2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria.

Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí, Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles.

(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começavam a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor; o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá-lo.

(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruíssem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2 Rs 17.6-18).

(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2 Rs 21.1-11).

Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2 Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (e.g., Is 48.4,5; Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8), e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2 Rs 25).

(3) O NT também adverte todos os crentes contra a idolatria.

(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo.

(b) Daí, o NT nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos, nem imorais (Cl 3.5; cf. Mt 6.19-24; Rm 7.7; Hb 13.5,6;) e, sim, a fugirmos de todas as formas de idolatria (1 Co 10.14; 1 J0 5.21).

Deus reforça suas advertências com a declaração de que aqueles que praticam qualquer forma de idolatria não herdarão o seu reino (1 Co 6.9,10; Gl 5.20,21; Ap 22.15).

CONCLUSÃO

Em sua Primeira Epístola Universal, recomenda João: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5.21). Para que não caiamos em semelhante iniqüidade temos de nos prevenir. Em primeiro lugar, depositemos toda a nossa confiança no Único e Verdadeiro Deus e em seu Unigênito como o nosso suficiente Salvador. Apeguemo-nos às verdades bíblicas; são elas inegociáveis. Não se brinca nem se comercia com a Palavra de Deus.
Fuja da idolatria. Adore somente a Deus. Jesus está às portas!

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lições bíblicas CPAD 2000
Biblia de Estudo Pentecostal

O matrimônio traz responsabilidade mútua aos cônjuges

Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/

TEXTO ÁUREO = “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição e aos adúlteros, Deus os julgará” Hb 13.4

VERDADE APLICADA = Quando duas pessoas se amam, não se subestimam nem se dominam; apenas se completam.

LEITURA BIBLICA = I Co 7. 1-7

INTRODUÇÃO

O apóstolo não tinha esposa na época em que escreveu aos coríntios, embora tivesse sido casado anteriormente. Sabemos que fora casado porque pertencera ao Sinédrio judaico, e este exigia que os seus membros fossem casados (At 26.10). Em I Coríntios 7, ele traz várias instruções, algumas delas relacionadas à maneira como a esposa e o marido devem se comportar um em relação ao outro.

I – A FAMILIA É FUNDAMENTO DA CIVILIZAÇÃO HUMANA

As palavras “quanto às coisas que me escrevestes” ( I Co 7.1) falam de uma carta que Paulo recebeu dos coríntios, contendo várias perguntas referentes ao casamento, celibato, virgindade, viuvez e divórcio. Nesta lição, focalizemos os princípios que ele defendeu, bem como seu conselho específico.

a) O casamento é uma instituição divina — Paulo não era contrário ao casamento ( I Co 7.lb). Entretanto, os coríntios mais conservadores reagiam com tanta rigidez contra a licenciosidade sexual da cidade, que chegaram a proibir o casamento, o qual foi criado por Deus (Gn 2.18). Paulo diz que o casamento é dom e plano de Deus. Rejeitá-lo como se fosse algo ruim é fugir da vontade de Deus, tanto quanto se envolver num relacionamento fora do casamento.

O casamento é um dom grandioso de Deus. Ele nos faz adentrar o espantoso mistério de “uma só carne” em toda a sua plenitude. E um presente a ser recebido reverentemente e a ser nutrido com ternura. Sem dúvida, não devemos elevar o dom do casamento acima do dom da vida de solteiro, mas tampouco devemos subestimar sua importância. Martinho Lutero declarou: ‘Ah!

Querido Senhor, o casamento é um dom de Deus. É a mais doce e mais cara, sim, a mais pura das vidas”. Na narrativa do Gênesis, lemos que o elo do matrimônio é mais forte do que o elo que liga os filhos aos pais:
“Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, se tornando os dois uma só carne” (Gn 2.24). Jesus refere-se a essa passagem do livro de Gênesis, e acrescenta: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.6). E o apóstolo Paulo eleva o casamento a um lugar de alta espiritualidade ao declarar que ele é o reflexo de Cristo e sua igreja (Ef 5.21 -32).

b) A relação conjugal não é pecaminosa — O relacionamento íntimo do casal condiz plenamente com a vontade de Deus e nada tem de pecaminoso. Deus instituiu a família e ordena a procriação para garantir a continuidade da raça humana (Gn 1.27,28; Hb 13.4). A criação de filhos para servir a Deus é parte integral do plano Dele (Gn 18.19). O casamento é uma relação ou “sociedade” mútua, em que cada participante deve zelar pelos direitos e bem- estar do parceiro.

c) O casamento e o celibato são dons de Deus — Nem todos têm o dom do celibato, ou seja, a vocação para se manter solteiro (I Co 7.7-9). Paulo ensina que seria “bom” que todo homem se abstivesse de mulher, contanto fosse capaz de fazê-lo (v.1). O celibato é preferível ao estado do matrimônio quando se recebe de Deus tal vocação. Assim, a pessoa estará livre para cuidar somente das coisas do Senhor (I Co 7.32-34). O celibato é uma exceção, não uma regra, pois Paulo conhecia o impulso natural do homem de ter um cônjuge (Gn 2.18). Sabia, também, que o propósito de Deus é que o homem escolha uma companheira, case com ela e viva com a mesma o resto da vida.

II – O CASAMENTO ENVOLVE DIREITOS E OBRIGAÇÕES

Em muitas culturas, os homens tratam suas esposas como objetos ou propriedade material. Mas o Cristianismo proporciona liberdade, respeito mútuo, amor e consideração ao casamento. O marido é a cabeça da família, tendo a obrigação de tratar a esposa com amor e consideraçã6 (Ef 5.15-33).

a) Paulo fala da mutualidade dos direitos conjugais — Paulo insiste que marido e mulher dêem um ao outro o que lhes é devido (l Co 7.1b), pois o marido não tem direito sobre o seu próprio corpo, nem a esposa sobre o dela. Por meio dos votos matrimoniais cada um renuncia aos direitos exclusivos sobre seu próprio corpo, e os entrega ao cônjuge. Marido e mulher se pertencem um ao outro. Jamais deveria a esposa recusar a união íntima com seu marido a fim de castigá-lo por algo que ele tenha feito e que a desagradou ( I Co 7.5).

b) Os direitos das esposas sãos os mesmos dos maridos — Paulo concede à esposa exatamente os mesmos direitos que concedeu aos homens ( I Co 7.4).

Ele não salienta o dever de um em detrimento do outro, mas o coloca no mesmo nível, O imperativo presente “conceda” (v.3) indica o dever habitual. Há cônjuges que apresentam muitas razões ,para negar o que é devido ao outro: cansaço, ressentimento, desinteresse, tédio, estresse etc. Estas coisas são prejudiciais ao relacionamento matrimonial.

c) O casamento é uma salvaguarda contra a imoralidade — A imoralidade sexual estava em alta na cidade de Corinto; alguns crentes mais vulneráveis, percebendo a força destruidora representada pela promiscuidade sexual, defendiam o celibato (Mt 19.10-12), mas nem todos haviam recebido de Deus essa e acabavam se envolvendo com alguma forma de imoralidade. Paulo, então, defende o casamento como uma salvaguarda contra a imoralidade

(l Co 7.2).

Contrapondo-se à imoralidade e, provavelmente, também à prática da poligamia, Paulo faz uma proibição clara e indireta: “Cada um tenha a sua própria esposa e cada uma o seu próprio marido” (I Co 7.2). Quando diz: “por causa da impureza”, ele se refere aos inúmeros atos pecaminosos e às variadas tentações que abundavam em Corinto.

Esta superabundância de tentações sexuais produzia inevitavelmente uma oposição generalizada ao casamento como “uma reação contra os modos licenciosos que reinavam naquela cidade”. Também é possível que as pessoas convertidas, que vinham de um estilo de vida imoral, considerada nada realista a insistência de Paulo na monogamia.

Portanto, sob aspectos, Paulo se expunha a um fogo cruzado ao fazer esta firme asseveração sobre o propósito divino para o casamento. Cabe aqui, um alerta: num mundo onde se usa a sensualidade até para incrementar vendas, os cristãos necessitam de palavras claras a respeito da sexualidade.

Precisamos de que o Espírito traga o poder da Palavra de Deus sobre nossa vida, a fim de nos capacitar a preferir a pureza, e nos ajude a tomar decisões baseadas no elevado chamado da Palavra de Deus, e não nos baixos padrões sexuais deste mundo.

III – É NECESSÁRIO MÚTUO CONSENTIMENTO NO MATRIMÔNIO

A ordem de Paulo: “Não priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração…” visa desacelerar as correrias da vida e te- mar medidas excepcionais para as- segurar um tranqüilo e sereno intercâmbio com Deus.

a) A abstinência deve visar a intimidade com Deus — As Escrituras consideram o casamento como uma oportunidade singular de oração a dois; e de acordo com Jesus, este tipo de oração vem acompanhado de poder e promessas especiais (Mt 18.19).

O apóstolo Pedro conclui seus profundos ensinamentos aos casais cristãos, orientando a viverem a vida comum do lar, com discernimento. O marido deve tratar com considera- e dignidade a esposa como parte frágil, sendo em igualdade herda mesma graça devida, pois desta forma as orações não seriam
(I Pe 3.1-7).

b) A abstinência prolongada é desaconselhável - A abstinência sexual prolongada não é aconselhável. E permitida apenas mediante concordância mútua, e para se usar tempo para reflexão espiritual. O período de abstenção não deve ser prolongado demais, mas por algum tempo, conforme l Coríntios 7.5. Uma longa abstinência no casamento, mesmo que seja movida pela espiritualidade, pode induzir à tentação.

A verdadeira religião nunca teve como objetivo ser usada como uma arma adequada para a negação da vida conjugal. Paulo pede pureza moral e sexual, e não, abstinência. O relacionamento conjugal é uma bênção dada por Deus, se for usado da forma como o Senhor planejou e dirigiu. Para Paulo, o padrão usual para os cristãos deveria ser casar- se. Ele é realista concernente aos impulsos sexuais humanos e preocupa-se de que uma longa abstinência sexual no casamento pudesse trazer danos ao relacionamento conjugal. Embora deseje que todos os solteiros permaneçam como ele mesmo, reconhece que Deus arranjou as coisas de modo diferente (I Co 7.7).

Paulo bem sabia que o celibato, tal como praticava tinha suas vantagens, mas apesar disso, não ensina contra o casamento. Veja suas magníficas palavras acerca do matrimônio em Efésios 5.15-33, como exemplo da relação de Cristo com sua Igreja. Paulo escreve aos coríntios para corrigir uma idéia errada acerca do corpo. A filosofia gnóstica exaltava o conhecimento e considerava o corpo como algo vil; só importava o espírito. O resultado dessa filosofia era levar muitas pessoas a conclusões equivocadas.

c) Paulo expõe a atividade de Satanás — O apóstolo Paulo diz que está certo se privar da relação íntima, por algum tempo. Mas ele diz que não deveriam permanecer separados por longo tempo, “para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (I Co 7.5). Paulo está dizendo que a esposa ou o esposo põe tentação no caminho do seu conjugue quando se recusa ao dever conjugal com o qual se casou. Este é o motivo que alguns casamentos redundam em fracassos.

IV – CONSELHOS PRÁTICOS PARA OS SOLTEIROS E VIÚVOS

Paulo continua os seus conselhos apostólicos, nos versos 8 a 16 de I Coríntios, voltando a atenção para OS solteiros e viúvos. Ele inclui, neste texto, tanto homens como mulheres, inclusive pessoas separadas.

a) Um chamado especial para permanecer sozinho — Já vimos que algumas pessoas recebem um chamado especial de Deus para viverem solteiras (l Co 7.7). Paulo as aconselha que fiquem como ele, ou seja, que os que não são casados ou viúvos permaneçam sozinhos (l Co 7.8). As pessoas que não possuem o dom do celibato, contudo, devem se casar e constituir família. É muito melhor estar casado e satisfazer o desejo sexual do que permanecer sem casar e abrasar-se, sendo dominado pelo desejo da carne (I Co 7.9).

b) O cuidado para se evitar casamentos mistos — Os viúvos estão livres para se casarem novamente ou permanecerem solteiros. Se eles se casarem, deve ser com uma pessoa cristã, e não incrédula; porquanto isso traria problemas para o casamento (l Co 7.39). Os casamentos mistos (crente e incrédulo) devem ser evitados (I Co 7.12-16) e Paulo aconselha as viúvas mais “jovens” a se casarem de novo, porquanto, para elas, essa era uma medida mais prática, visto que sendo cheias de vigor, seriam tentadas à imoralidade, a menos que cada qual tivesse o seu próprio marido crente (I Tm 5. 9-13).

Divórcio era uma concessão ao parceiro fiel devido à insensibilidade do outro parceiro a Deus. Isto é definido biblicamente como “Dureza de Coração” (Mateus 19.8). Em Mateus 19.9, é a parte ofendida que está fazendo o divórcio, ou seja, a parte fiel. O Novo Testamento permite o novo casamento quando o divórcio é em bases bíblicas (1 Co 7.15). Em casos onde o divórcio acontecia por razões diferentes das acima expostas, o crente é exortado a procurar a reconciliação ou permanecer descasado (1 Co 7.10-11).

c) Princípios do comportamento cristão — A igreja em Corinto era muito jovem. Alguns dos recém-convertidos tinham cônjuges que não eram cristãos. Esses novos cristãos se indagavam como ficaria a sua situação. Paulo os aconselha a preservar a união.

Porém, se o cônjuge não-cristão quisesse romper o casamento, o parceiro cristão deveria permitir-lhe sair sem conflito (I Co 7.17-24). Paulo não estimula as pessoas que aceitaram a Cristo a romper seu casamento ou mudar de emprego ou buscar posição social diferente. Ao contrário, nos diz que devemos permanecer na mesma situação, mas agora, glorificando a Deus conduta cristã (Sl 1.3).
Os carinhos estavam confusos acerca do dever do cristão com relação ao cônjuge descrente. Alguns ensinavam que deviam separar-se ou se divorciar. Paulo dá a sua resposta:

“Não se divorciem”! Ele se baseia nos ensinamentos de Jesus em Mateus 5.31,32; – 19.3-11. Os problemas relacionados ao divórcio ou separação são difíceis de resolver. Não há nos ensinos de Paulo ou de Jesus Cristo uma única regra abrangente e inflexível.

Está claro que o Novo Testamento não admite divórcio quando se trata de um casamento cristão (I Co 7.10,11). Mas nos versículos 12-16, Paulo trata do casamento misto (crente com descrente). Mesmo nesse caso, os cônjuges não devem se separar, a menos que o descrente resolvesse abandonar a família ou exija a separação.

O escritor Thomas Hoover, diz que em alguns casos, as condições para os cônjuges permanecerem juntos parecem impossíveis. Por exemplo, “um marido bêbado que surra a esposa e ameaça matar os filhos, ou uma esposa infiel que tem relações com um terceiro; um marido criminoso que tenta fazer sua esposa de cúmplice”. Paulo reitera que “Deus chamou-nos para a paz” (l Co 7.15) e, às vezes, a separação pode ser de fato a única solução. Por outro lado, muitas esposas e maridos, pela graça de Deus, têm permanecido fiéis aos cônjuges nessas circunstâncias, e Deus tem feito milagres em seu favor (Ef 5. 15-33)

CONCLUSÃO

Ao aconselhar as diferentes classes de pessoas, Paulo é cuidadoso em distinguir sua opinião da instrução dada por Jesus (l Co 7.10,12,25). Ele fala com autoridade e de modo plenamente consciente (v.40), mas dá prioridade às palavras de Cristo. Embora toda a Bíblia seja a Pala- na de Deus, Jesus é a Palavra Viva, a Palavra encarnada.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lições Bíblicas Betel 2004

Despenseiros dos mistérios de Deus – Isaías de Jesus

Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. I Pe 4.10

VERDADE APLICADA = Os que receberam um determinado oficio para atuarem na obra de Deus devem ser fiéis na execução dos seus deveres.

LEITURA BIBLICA = I Co 4.1-5

INTRODUÇÃO

PAULO, MINISTRO E DESPENSEIRO DE DEUS

A reputação de Paulo foi injustamente criticada em Corinto. Ele usou muitos argumentos para ampliar a compreensão que a igreja tinha de seu ministério apostólico. Como despenseiro dos mistérios de Deus, ele sabe que, para que uma igreja funcione bem, seus lideres e membros devem estar em harmonia uns com os outros. Os capítulos 4 e 9 de 1 Coríntios tratam diretamente do papel de Paulo como apóstolo e nos mostram ser possível promover a compreensão entre obreiros e crentes em geral em todas as congregações.

1 – O APOSTOLADO É UM DOM MINISTERIAL PARA A IGREJA

Antes de apresentarmos Paulo como um despenseiro dos mistérios de Deus, traçaremos seu perfil apostólico, pois ele é um enviado de Deus ao mundo gentílico (At 9.15). Quanto ao termo apóstolo, Paulo o aplica informalmente, aos mensageiros das igrejas em missões (2 Co 8.23; Fp 2.25) e, mais formalmente, ao dom espiritual, concebido por Cristo aos que proclamam o evangelho (I Co 1.1).

a) Conhecendo a função de um apóstolo — Com respeito à identidade dos apóstolos e do período de seu ministério, entendemos que eles faziam parte de um grupo especial de pessoas consistindo nos doze. Tal termo foi concebido ao próprio Cristo (Hb 3.1), aos doze que participaram do ministério terrestre de Cristo (Mt 10.2) e a Paulo (Rm 1.1; 2Co 1.1). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o evangelho com milagres.

Os apóstolos precisavam ser testemunhas oculares (At 1.21,22; 10v 9.1). Eram dotados de poderes especiais, como credenciais de seu oficio (At 5.15,1 6). Eram também agentes especiais do reino, em sua autoridade e administração (Mt 10.5,6).
Eles recebiam um serviço e uma missão definidos para os dias de Jesus. Sendo assim, fora da era apostólica não há ninguém que possa ser qualificado como apóstolo, no sentido primário.
Os apóstolos foram enviados por Cristo, e o acompanharam em sua segunda viagem pela Galiléia. Cumpria-lhes duplicar o tipo de ministério que Jesus tivera em sua primeira viagem por aquele território. Esse ministério envolvia autoridade sobre os demônios, cura de enfermidades e a pregação da mensagem espiritual, sobretudo como preparação da chegada do reino de Deus (Mt 10.1). Mais tarde, receberam autoridade relativa à igreja (Mt 16.17; J0 20.21-23).

b) O apostolado no Novo Testamento — O vocábulo “apóstolo” também é usado no Novo Testamento em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja. Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais tem hoje (l Co 15.8). Os apóstolos originais do Novo Testamento não têm sucessores.

c) Os apóstolos foram úteis para o propósito de Deus — Apóstolos, como dons concedidos à igreja hoje, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a proclamação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja enviar tais pessoas cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20).

II – DEUS REPARTIU DONS À IGREJA

Paulo escreveu com autoridade apostólica: “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus” (2 Co 4.1). Ele é um servo a quem foi confiada à administração dos dons do Mestre. Uma posição tão importante é acompanhada de uma grande responsabilidade, não perante uma autoridade terrestre, mas perante o próprio Deus.

a) Paulo foi um despenseiro de Deus — O despenseiro é o empregado de confiança que zela pela correta utilização dos bens de outra pessoa. Assim, Paulo foi um despenseiro dos mistérios de Deus, ou seja, da auto- revelação que o Senhor confiou aos homens e é preservada nas Escrituras.

O conceito de despenseiro ou mordomo doméstico era mais familiar no mundo antigo, quando todo homem bem-sucedido tinha um mordomo que controlava seus negócios, plantações, dinheiro e escravos (Gn 43.16-25; 44.1-13; Mt 20.8). Espiritualmente falando, todos devem ser bons administradores dos dons que nos foram concedidos por Deus.

A idéia de despenseiro surge somente no Novo Testamento, quando o original grego utiliza o termo “oikonómos” que figura “o gerente da casa” (Lc 12.42; 16. 1,3,8; Gl 4.2; l Pe 4.10). Outra palavra grega para despenseiro é “epítropos” cujo sentido é encarregado (Mt 20.8; Lc 8.3; Gl 4: 2). No hebraico existem três expressões diversas, que se aproximam da idéia, a saber:

a) “Bem mesheq” que significa filho de aquisição, termo que Abraão usou para referir-se a Eliezer (Gn 15.2).

b) “Háishasher al”, equivalente a “homem que está acima”, usada em Gênesis 43.19, e que a nossa versão traduz por “mordomo”.

c) “Asher ai bayit”, “quem está sobre a casa”, que é usada em Génesis 44.4, e que a nossa tradução portuguesa também traduz por “mordomo”, Mais adiante desse sentido é o termo hebraico “Sar”, que aparece em l Crônicas 28.1 e que a nossa versão portuguesa traduz por “administrador”.

Sendo assim, Eliezer foi o administrador da casa de Abraão, o qual tomava conta da propriedade ou negócio de seu senhor. No Egito, José também se tornou um administrador (Gn 43.18,- 44.1,4), uma posição importante. Os reis, naturalmente, tinham os seus administradores (l Rs 16.9; Lc 8.3).

O cargo envolvia confiança e responsabilidade, porquanto um homem sempre se mostra cuidadoso acerca de suas possessões; e, quando tem muito para guardar, quer que homens de plena confiança o façam. Um auxiliar assim alivia muito o trabalho de um proprietário, quando faz seu trabalho bem feito, de modo apropriado.

b) Os cristãos são também despenseiros de Deus — Todos os cristãos são igualmente despenseiros do Senhor, que administram seus “bens”, não para proveito pessoal, mas em beneficio da família cristã, que é a igreja. As parábolas dos talentos e a das minas ilustram a responsabilidade de aperfeiçoar-se no uso dos dons e oportunidades que Cristo concedeu (Mt 25.14-30; Lc 19.19-28).

c) Os despenseiros devem cuidar dos seus bens – O despenseiro não deve esconder, nem desperdiçar os bens que seu Mestre lhe confiou. Antes deve administrar sua distribuição aos membros da família (l Tm 5.8). Nós, os cristãos, somos todos “despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 1.10).

Cada cristão deve usar seus dons para servir uns aos outros. Embora Paulo tenha sido encarregado da dispensação de um “mistério” revelado pessoalmente a ele (Ef 3.1-9), a designação “despenseiro” serve para todos nós.

III – DEUS REQUER FIDELIDADE DE SEUS DESPENSEIROS

Encarregado de providenciar o alimento e todas as coisas necessárias a uma grande propriedade, o despenseiro tinha que prestar contas, não aos seus colegas, mais a seu senhor. Não tinha de tomar suas próprias iniciativas, e muito menos exercer sua própria autoridade pessoal. Simplesmente tinha de cumprir as ordens do seu senhor e cuidar fielmente do serviço.

a) Devemos nos considerar responsável perante Deus — O apóstolo Paulo se considerava responsável, não perante os coríntios ou qualquer tribunal humano (l Co 4.3), mas somente perante Deus ( I Co 4.4).

Ele possuía uma consciência firme de que prestar contas de sua mordomia, e essa sensibilidade o tomava ainda mais responsável para as necessidades dos irmãos coríntios. Ele não vai privá-los do que Deus providenciou para eles. Como bom despenseiro, vai garantir que o alimento certo chegue na hora certa,
Infelizmente, assistimos hoje em muitos lugares, obreiros fazendo a obra de Deus relaxadamente (Jr 48.10).

A tragédia na vida de Geazi foi a ganância pelas riquezas (2 Rs 5.20-25) e a irresponsabilidade para com a determinação do homem de Deus (2 Rs4.38-44).

Hofini e Finias desprezaram a oferta ao Senhor (l Sm 2.17). A falta de zelo e amor para com a obra de Deus trará sério juízo para aqueles que receberam dons e ministérios de Deus. Ter senso de responsabilidade, espírito voluntário, desejo profundo de estar na perfeita vontade de Deus, fome e sede pela justiça, dentre outras coisas, fará a carreira e o ministério do obreiro frutífero, com resultados perenes e eternos.

b) Devemos ter uma consciência limpa perante o Senhor — O apóstolo Paulo nada tinha a oferecer aos coríntios, exceto o que ele havia recebido do seu Senhor. A sua motivação suprema consistia em “um dia ter de prestar contas a Deus”. Por considerar a si mesmo e aos outros como “despenseiros”, Paulo exorta os coríntios a que não se desviem para algum tipo de julgamento, não condenando, nem louvando. Deixem isso com o Senhor, pois ele fará o julgamento ( I Co 4.5).

Paulo está livre de qualquer sentimento de culpa acerca de como se desincumbiu de sua mordomia (1 Co 4.4). Mas uma consciência limpa não é por si mesma uma aquisição completa, pois somente Deus, o justo juiz, pode dar tal pronunciamento. Assim, Paulo fica mais que satisfeito em deixar seu caso nas mãos de Deus.

Vemos em Romanos 2. 14-16 como ele entende o papel da consciência. O próprio Paulo disse a Félix, governador romano da Judéia:
“Por isso também me ofereço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (At 24.16).

Mesmo que essa consciência o acusasse, havia dois segredos para a purificação e o fortalecimento, resumidos nestas duas passagens: “Muito mais o sangue de Cristo… purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo” (Hb 9.14).

c) Devemos esperar a recompensa somente do Senhor — Se o cristão merece ser elogiado por seu bom trabalho, certamente o Senhor há de honrá-lo, diz Paulo. Ele acrescenta:

“Nada julgueis antes do tempo”; em outras palavras, antes que todas as evidências sejam descobertas, e isso vai acontecer apenas quando o Senhor vier, trazendo à plena luz as coisas ocultas das trevas, e manifestando os desígnios dos corações ( I Co 4.5). Paulo sabia que o critério do Senhor, que finalmente esquadrinhará o seu ministério, não é o sucesso ou a popularidade, mas a fidelidade (l Co 4.2).

IV – O DESPENSEIRO SÁBIO FORNECE O ALIMENTO SAUDÁVEL

Em Lucas 12.42, Jesus diz: “Quem é, pois o despenseiro fiel e prudente a quem o senhor confiará os seus conservos, para dar-lhes o sustento a seu tempo?”. A sabedoria e fidelidade do despenseiro é medida pela sua habilidade em fornecer uma dieta nutritiva e variada a seus conservos.

a) A responsabilidade do obreiro como despenseiro — Todo pastor, obreiro ou professor da Escola Bíblica Dominical tem a incumbência de alimentar a família cristã com o que está na Bíblia Sagrada. Devem alimentar com as doutrinas bíblicas, tendo a unção do Espírito Santo, a fim de convencê-los.

Devem também fazer de tudo para que a refeição seja apetitosa, equilibrada e sem mistura de heresia. Devem ser criativos para fazer alimentos nutrientes (Jr 3.15). O despenseiro é um proclamador das verdades de Deus. E um arauto que recebe ordens quanto a que mensagem deve proclamar. Ele está participando da construção de um edifício, do qual tanto os fundamentos quanto o material necessário já foram providenciados (I Co 3.10-1 5).

Assim, é mordomo dos bens que lhes são confiados pelo dono da casa. Esta é uma das formas de fidelidade que se requer do despenseiro, a saber: fidelidade aos bens que ele administra. Ele precisa proteger e distribuí- los de forma diligente aos membros da família. O apóstolo, escrevendo para Timóteo, dá grande ênfase à sua responsabilidade de “guardar o depósito”. A preciosidade do evangelho foi confiada ao seu cuidado (I Tm 1. 11; 6. 20; 2 Tm 1. 12-14).

Paulo reconhecia que sua missão de despenseiro consistia em fazer a Palavra de Deus plenamente conhecida, isto é, pregá-la de maneira integral e completa. Ele pôde, realmente, dizer na presença dos anciãos da igreja de Éfeso: “Jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20. 27).

b) O despenseiro fiel não falsifica a Palavra de Deus — O despenseiro deve se esforçar para apresentar à igreja urna palavra de despertamento, que seja simples, ungida e profunda. Entretanto, não pode falsificar a Palavra de Deus para atingir este objetivo (2 Co 4.2).
Paulo exorta a Timóteo a ser um obreiro “que não tem deque se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). O termo “maneja bem” tem seu equivalente grego “orthotomeo” que se traduz por “cortar certo”, dando a idéia da atividade dos lavradores que “aram em linha reta”. Um bom despenseiro sabe como usar seu talento para a execução de uni eficiente trabalho (2 Tm 2.26).

c) O despenseiro deve pregar de modo simples e direto — O verbo grego “orthotomounta”, cujo sentido literal é “fazer um corte certo” era empregado para descrever a construção de estradas e aparece em Provérbios 3.6: “Ele endireitará as tuas veredas”. Nossa pregação e ensino devem ser tão simples e diretos, tão fáceis de entender, que sejam semelhantes a uma rodovia em linha reta. E fácil segui-la. Mas para isso, é preciso muito estudo, oração e dedicação.

V – ADMINISTRAÇÃO DOS DESPENSEIROS DE DEUS

Os servos do Senhor são cognominados de várias maneiras pelas Sagradas Escrituras. Neste estudo, enfocaremos a figura do “despenseiro”. Veremos, ainda, suas responsabilidades e incumbências, Estas podem ser divididas em quatro categorias de deveres.

1º) O despenseiro deve pregar a Palavra de Deus, pois é um administrador dos divinos mistérios, 1 Co 2.2. Esta obrigação tem que ser cumprida de boa mente. 1 Co 9.16-17, 1 Pe 4.10.

2º) O despenseiro deve cuidar da casa do Senhor, para prover adequadamente o seu sustento, Mt 24.45. E, isto significa apascentar o rebanho e ter cuidado dele. 1 Pe 5.2,3, At 20.28.

3º) O despenseiro deve entregar-se em defesa do Evangelho. Fp 1.16. Pois a Igreja é a coluna e firmeza da verdade, 1 Tm 3.15.

4) E, finalmente, o despenseiro deve administrar os bens materiais da casa de Deus. Rm 15.31. Foi por isso que Paulo pediu orações à igreja. Rm 15.30,31.

Neste estudo, porém, meditaremos sobre o último item, ou seja: a administração dos bens materiais da igreja.

VI – A ADMINISTRAÇÃO DOS BENS MATERIAIS NO MINISTÉRIO DO VELHO TESTAMENTO.

1- A Bíblia ensina que Deus é o dono de tudo. Sl 24.1, 1 Cr 29.11. Tudo que possuímos, de Suas mãos temos recebido. 1 Co 4.7 e 1 Cr 29.14. E, portanto, Deus nos ordena que lhe entreguemos os dízimos de tudo o que dEle recebemos. Ml 3.10. O patriarca Abraão fez isso, ao se encontrar com Melquizedeque, Hb 7.6 e Gn 14.20.

2. Mais tarde, Deus ordenou que o dízimo fosse incluído na lei, Lv 27.30.

Os dízimos eram entregues ao Senhor (Nm 18.20), no lugar determinado por Deus, isto é, à “casa do tesouro” (Dt 12.5,6 e Ml 3.10), onde eram administrados pelos levitas, que para isto foram indicados pelos sacerdotes, 1 Cr 26.20-22.
Os dízimos eram usados para cobrir as despesas do culto e serviam, também, para a manutenção da tribo de Levi, que estava no ministério da tenda da congregação, Nm 18.23. Os levitas não receberam parte na distribuição da terra de Canaã entre as doze tribos, mas eram separados para o serviço do culto de Deus. Por isto, o Senhor os sustentava com os dízimos dos filhos de Israel, Nm 18.20,21 e 24.

Os israelitas eram fiéis dizimistas. E, assim, o culto hebraico não sofria interrupção por falta de recursos materiais. No entanto, em tempos de declínio espiritual do “povo eleito” os dízimos começavam a rarear e os levitas eram obrigados a abandonar o serviço divino e procurar outros meios de sobrevivência. Nm 13.10. Porém, quando Israel se conscientizava sobre o seu dever, as atividades no Templo se reiniciavam, Nm 13.11-13.

E, quando havia necessidades extras, como por exemplo, reformas no Templo, eram realizadas coletas especiais e os bens arrecadados entregues aos superintendentes da casa de Deus,
2 Cr 34.9-12.

VII – O LADO MATERIAL DO MINISTÉRIO DE JESUS

Jesus era o líder absoluto do grupo de homens que o acompanhavam pelas terras da Palestina. Sem dúvida alguma, esse grupo era o embrião da Igreja que ganharia formas definitivas no Pentecoste. O divino Mestre, também, se preocupava com os pobres. Tanto é verdade que Ele mantinha uma caixa para assistir aos necessitados, e colocou Judas Iscariotes como tesoureiro, Jo 12.29. Este, contudo, não foi fiel, pois roubava o dinheiro destinado a socorrer os pobres,
Jo 12.6. E, Judas muito sofreu por causa de sua infidelidade.

Jesus falou mais de oitenta vezes sobre o dinheiro. Mas, fez severas advertências contra a avareza, Lc 12.15. Ele recomendou, ainda, aos seus discípulos que pagassem os dízimos,
Mt 23.23. E, finalmente, citou como exemplo, Abraão, que pagou o dízimo, Jo 8.39.

VIII – A ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA DO NOVO TESTAMENTO.

1. Nesta dispensação, Deus escolheu a sua Igreja para a consecução de sua obra; ela é o corpo de Cristo, Ef 1.19-21. Deus é o verdadeiro dono da Igreja (1 Tm 3.15, 1 Pd 5.2) e, por isto, tem todo o direito de direcioná-la administrativamente. Este assunto, como se vê, é muito interessante, e a Bíblia, sobre ele, nos dá uma vasta orientação.

2. O assunto sobre a Administração pode ser dividido em duas partes:

a) De que maneira foram arrecadados os dízimos e ofertas na Igreja Primitiva?

b) Como foi feita a administração dos bens arrecadados naquele tempo?

Vamos, pois, estudar a primeira parte neste artigo e, no próximo, meditaremos sobre a segunda.

IX – A ARRECADAÇÃO DE MEIOS FINANCEIROS NA IGREJA PRIMITIVA

1. A Bíblia mostra que o Espírito Santo encarregou os apóstolos e anciãos da administração financeira da nascente Igreja. Esta é a primeira vez que se menciona algo sobre dinheiro no Livro de Atos: “… e o depositou aos pés dos apóstolos”, At 4.37. E, mais adiante, vemos que os recursos arrecadados em Antioquia foram enviados aos anciãos, At 11.30. Os apóstolos, em suas epístolas, de- talham ainda mais a doutrina que rege as finanças da Igreja.

A arrecadação de ofertas, de igual modo, foi uma iniciativa do colégio apostólico. Haja vista que Paulo e Barnabé supervisionaram a coleta de recursos em Antioquia para os irmãos necessitados da Judéia, At 11.30.

2) De que forma as igrejas foram orientadas pelos apóstolos com respeito à contribuição?

a) A contribuição era voluntária, 2 Co 8.3 e 9.7. No período do Antigo Testamento o dízimo pertencia à dura lei: Porém, esta durou até João Batista, Lc 16.16. E, agora, vivemos sob a lei da liberdade, Tg 2.18.

Isto não significa, entretanto, que devemos dar lugar à carne, Gl 5.13. E a avareza, que é idolatria, é um dos mais nocivos tipos de carnalidade, Cl 3.5, Gl 5.20 e Ef 5.3.

Mas, graças a Deus, temos os divinos ditames inscritos em nossos corações (Hb 8.10) e estamos prontos para obedecer a Deus. Ê por isso que contribuímos com alegria, 2 Co 8.1-4 e 9.7.

b) A contribuição era feita em proporção à renda de cada um, 1 Co 16.3. Subentende-se pelos ensinos de Jesus e dos apóstolos que o dízimo era a forma ideal de se contribuir. Paulo, por exemplo, mostra claramente que o dízimo do Velho Testamento pode ser aplicado no Novo, como forma de contribuição, 1 Co 9.13 e 14. E desta forma que todos somos colocados, pobres ou ricos, em pé de igualdade quanto à contribuição. Isto porque, para Deus, os dízimos dos pobres têm o mesmo valor que os dos ricos. E, todos, certamente, serão abençoados.

c) A contribuição devia abranger todos os crentes. Frisa o apóstolo Paulo: “Cada um.de vós…”, 1 Co 16.2. Naquele tempo era coisa estranha alguém deixar de contribuir. Isto porque, ajudar financeiramente à Igreja era um direito, um privilégio, do qual ninguém jamais devia abrir mão!

d) A contribuição era organizada e não esporádica. Hoje, muitos cooperam somente quando há premente necessidade. Mas, a esse respeito, a Bíblia é clara, 2 Co 9.7. A orientação apostólica assim determinava: “No primeiro dia da semana, cada um ponha à parte o que puder”, 1 Co 16. Se agirmos dessa maneira, nossa contribuição se tornará um santo e bíblico costume.

2. Quais eram os métodos que os apóstolos usavam para incentivar as igrejas à contribuição? Observemos que eles jamais usavam artimanhas ou ameaças, mas mostravam as bênçãos que acompanham os que dão com liberalidade.

a) O apóstolo Paulo enfatiza que a contribuição é um verdadeiro privilégio. Assim ele considerava a oferta uma “graça” (2 Co 8.7) e, bênção (2 Co 9.5). E por isto que a contribuição deve ser feita com alegria, 2 Co 9.7.

b) Paulo apresenta Jesus como nosso grande exemplo, pois Ele, que era rico, por amor de vós se fez pobre.., 2 Co 8.9.

c) Paulo, também, apresenta o exemplo de outras igrejas que estavam contribuindo, e as bênçãos que por isso recebiam, 2 Co 8.1-5.

d) O apóstolo, ainda, enfatiza que o ato de contribuir traz grandes bênçãos espirituais. E que, aqueles que semeiam em abundância em abundância também ceifarão, 2 Co 9.6.
Além do mais, Deus, que nunca fica devendo nada a ninguém, faz com que todos os que são fiéis contribuintes sejam “…enriquecidos de toda a beneficência”, 2 Co 9.11. E, como se isto não bastasse, o Eterno derrama sobre os fiéis “…uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança”, Ml 3.10.

3. As contribuições arrecadadas foram levadas à igreja por homens de confiança, 2 Co 8.18,19. E interessante observar a seriedade como os assuntos de ordem financeira eram tratados na Igreja Primitiva! Sobre este assunto ressalta o apóstolo Paulo: “Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens”, 2 Co 8.21.

Portanto, as contribuições eram cercadas de todo o cuidado possível; enfim, eram bem administradas. E os irmãos daquele tempo assim agiam, para que os de fora não os vituperassem, 2 Co 8.20.

Agora, todos esses detalhes estão sob a responsabilidade do pastor da igreja, ao qual cabe administrar os dízimos e ofertas, para que as necessidades da obra do Senhor sejam convenientemente supridas.
No próximo número deste periódico, meditaremos sobre a administração das contribuições.

X – O VERDADEIRO CARATER DOS MINISTROS DO EVANGELHO

Precauções contra o desprezo para com o apóstolo
O apóstolo reclama a consideração deles como seu pai espiritual em Cristo, e mostra a sua preocupação por eles.

Vv. 1-6. Os apóstolos eram somente servos de Cristo, mas não deveriam ser menosprezados. Haviam recebido uma grande missão, e por isto tinham um ofício honroso. Paulo tinha uma justa preocupação por sua reputação, mas sabia que aquele que pretende agradar os homens não será um servo fiel de Cristo. E consolador que os homens não sejam os nossos juízes definitivos. Não é fazer um bom juízo de nós mesmos, nem justificar-nos que nos dará finalmente segurança e felicidade. Nosso próprio juízo sobre a nossa fidelidade não é mais confiável que as nossas próprias obras para a nossa justificação.

Vem o dia em que os pecados secretos dos homens serão trazidos à luz, e os segredos de seus corações serão descobertos. Então, todo crente caluniado será justificado, e todo servo fiel será aprovado e recompensado. A Palavra de Deus é a melhor regra pela qual julgar os homens. Não nos envaideçamos uns contra os outros, pois devemos nos lembrar que somos instrumentos empregados por Deus e dotados por Ele com talentos variados. -

Vir. 7-13. Não temos razão para ser orgulhosos; tudo o que temos, somos ou fazemos que seja bom, deve-se à rica e livre graça de Deus. Um pecador arrebatado da destruição pela graça soberana será muito incoerente e agirá de maneira absurda se ensoberbecer-se das dádivas gratuitas de Deus. Paulo explica as suas próprias circunstâncias (v. 9).

Faz alusão aos cruéis espetáculos das diversões romanas, onde forçava-se os homens a cortarem uns aos outros em pedaços, para divertir o povo; e onde o vencedor não escapava vivo, mesmo que destruísse seu adversário, porque era conservado somente para mais outro combate, e até que fosse morto. Pensar que há muitos olhos postos sobre os crentes quando lutam com dificuldades ou tentações, deve estimular a coragem e a paciência. Somos fracos, mas somos fortes. Todos os cristãos não são expostos por igual. Alguns sofrem tribulações maiores do que outros.

O apóstolo começa a detalhar os seus sofrimentos. E quão gloriosas são a caridade e a devoção que os fazem passar por todas estas aflições!
Sofreram em suas pessoas e caráter como os piores e mais vis dos homens, como a própria imundícia do mundo, que deveria ser varrida; sim, como o resto de todas as coisas, a escória de todas as coisas. Todo aquele que deseja ser fiel a Cristo deve preparar-se para enfrentar situações que procurem levá-lo à pobreza ou ao desprezo. Seja o que for que os discípulos de Cristo sofram da parte dos homens, devem seguir o exemplo e cumprir os preceitos e a vontade de seu Senhor.

Devem estar contentes com Ele e por Ele, por serem submetidos a desprezos e abusos. E muito melhor ser rejeitado, desprezado e suportar abusos, como aconteceu com Paulo, do que ter a boa opinião e o favor do mundo. Ainda que sejamos desprezados pelo mundo como vis, ainda assim, seremos preciosos para Deus, reunidos por suas próprias mãos e colocados em seu trono.

Vv. 14-21. Ao repreender o pecado devemos distinguir entre os pecadores e os seus pecados. As desaprovações que são feitas com bondade e afeto podem transformar. Ainda que o apóstolo falasse com autoridade de pai, preferia rogar-lhes com amor. Como os ministros devem dar o exemplo, os outros devem segui-lo enquanto seguem a Cristo em fé e prática. Os cristãos podem errar e diferir em seus pontos de vista, mas Cristo e a verdade cristã são os mesmos ontem, hoje e para sempre.

Aonde quer que o Evangelho for eficaz, não somente vai com a Palavra, mas também com poder pelo Espírito Santo, fazendo reviver pecadores mortos, livrando as pessoas da escravidão do pecado e de Satanás, renovando-os por dentro e por fora e consolando, fortalecendo e confirmando aos santos, o que não pode ser feito com palavras persuasivas de homens, mas pelo poder de Deus. E é uma condição feliz quando um espírito de amor e mansidão usa a vara, porém, mantendo uma justa autoridade.

CONCLUSÃO

O despenseiro que atua como pregador é um construtor de pontes, buscando vencer a distância entre a Palavra de Deus e a mente humana. Ele precisa dar o melhor de si para interpretar as Escrituras com tanta precisão e simplicidade, e aplicá-la com tanta arte, que a verdade possa atravessar a ponte e adentrar o coração.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Comentário Bíblico Matthew Henry
Lições Bíblicas Betel 2004
Bíblia de Estudo Pentecostal

A superioridade da mensagem da cruz – Jimmy Bruno

 

por Jimmy  Bruno

Texto Áureo:“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1 Co 1.18)

I – Considerações Iniciais

Saúdo aos irmãos com a paz do Senhor!
Neste comentário, estaremos explanando acerca de uma lição muito importante para os crentes de hoje, a Superioridade da Mensagem da Cruz. Esta lição é de extrema importância, visto que atualmente muitas igrejas fogem da verdadeira mensagem da cruz em sua doutrina e muitos pregadores, falsos profetas, fogem dela para “ganhar almas” de uma maneira mais fácil.

O conteúdo desta lição serve para todos nós – para que tenhamos consciência do que significa a cruz nas nossas vidas – mas, em especial, para aqueles que pregam o evangelho de Cristo, para que não incorram em erro e, conseqüentemente, levem outras pessoas pelo mesmo caminho.

II – A Natureza da Pregação Bíblica

Jesus veio ao mundo para nos redimir de nossos pecados. Disso todos sabemos. Sabemos também que durante sua trajetória na Terra, Ele efetuou milagres, conquistou milhares de seguidores pregando a palavra de Deus, entre outras coisas. Mas, mesmo sabendo todas essas coisas, muitos de nós não nos atentamos para o valor real disso tudo. Poucos nos dias de hoje têm consciência do significado real da vinda de Cristo e de sua morte na cruz.

O verdadeiro servo de Deus deve conhecer o valor da cruz de Cristo e, dessa forma, viver uma vida diferente da vida no mundo; as igrejas, da mesma forma, devem o conhecer para não atenuarem o efeito da entrega de uma vida a Deus, aceitando a Jesus como único e suficiente Salvador; e os pregadores devem ter consciência de que a mensagem da cruz é a genuína pregação.

III – A cruz de Cristo na vida dos servos de Deus

A cruz tem um significado grandioso na vida dos sevos de Deus. Há, primeiramente, a cruz como símbolo da morte expiatória de Jesus Cristo, para nos perdoar de todos os nossos pecados.
Deus mandou seu filho à Terra para, em um primeiro momento, nos ensinar diversas coisas. Também para anunciar o amor e o poder de Deus. Mas a principal missão de Jesus aqui na Terra era morrer na cruz. Ele veio já sabendo que ia se sacrificar por toda a humanidade.

Dessa forma podemos ver o primeiro grande significado da cruz para as nossas vidas. Ela simboliza tudo o que Jesus passou por nós. Ele sofreu açoites, colocou uma coroa de espinhos, carregou a cruz nas costas, tudo isso por nós, para nos livrar de nossos pecados. O verdadeiro servo de Deus deve sempre se lembrar disso, pois essa é a base da nossa fé cristã. Quando alguém faz a opção de entregar sua vida a Deus, aceitando a Jesus como único e suficiente Salvador, ele está reconhecendo o que Ele fez por nós. Mas essa lembrança deve permanecer na sua mente, não deve ser algo superficial, momentâneo.

Jesus é nosso advogado perante Deus, é em Seu nome que devemos orar, e tudo isso pois Ele derramou Seu sangue na cruz por nós.
Quando celebramos a Ceia do Senhor, em memória do sangue e do corpo de Cristo, o fazemos, da mesma forma, por causa do sacrifício perfeito de Cristo. Podemos ver, por tudo o que foi mencionado, que diversas coisas que fazemos na igreja lembram a cruz de Cristo, mas muitos não se atentam a esse fato.

Há, ainda, outro significado de cruz para a vida dos servos de Deus. Quando decidimos por seguir uma vida cristã, temos de fazer diversas restrições à nossa vida no mundo. Aqueles que estão dentro da igreja devem ter um comportamento diferente, de forma que as outras pessoas notem isso. E para isso é necessário que façamos sacrifícios, que nasçamos novamente.

Jesus disse em Mc 8.34,35: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que quiser perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.”. O segundo significado de cruz é esse que Jesus fala. Este simboliza os sacrifícios que devemos fazer para seguir a Cristo. Nessa parte há uma grande falha dentro de muitas igrejas evangélicas, tema que será discutido logo a seguir.

Nós temos que ter consciência desses dois significados de cruz apresentados. Consciência no sentido prático da palavra, aquela que nos leva a temer a Deus, que nos leva a incorporar no nosso dia a dia uma forma de vida condizente com a palavra de Deus.

IV – A cruz de Cristo nas igrejas evangélicas

Como foi dito anteriormente, quando uma pessoa decide se entregar a Deus, deve fazer restrições na sua própria vida. Porém, muitas igrejas evangélicas hoje em dia têm buscado atenuar a mudança na vida das pessoas, para que cada vez mais “fieis” entrem nelas. Muitas vezes há uma boa intenção por trás disso, mas não deixa de ser algo errado. A. W. Tozer em seu artigo A Velha e a Nova Cruz, fala dessa prática de diversas igrejas, com as seguintes palavras: “A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelismo não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes, mas semelhanças. Busca a chave para o interesse público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior.”

Este autor bate em cima de um problema que vem se alastrando cada vez mais rapidamente pelas igrejas evangélicas nos dias de hoje, mesmo tendo sido tal artigo publicado pela primeira vez em 1946, a tendência de se trazer muitos dos prazeres do mundo para dentro delas, valorizando a quantidade de membros, não a sua qualidade.

A cruz de Cristo simboliza uma entrega total, uma mudança de vida. Se alguém não consegue fazer parte de uma igreja pois considera sua doutrina rigorosa em demasia, será que está disposto a carregar sua cruz? Será que está disposto a perder a sua vida por amor a Jesus? Será que alguém que entra em determinada igreja evangélica porque ali ele não terá que mudar radicalmente seus hábitos está buscando uma real comunhão com Deus?

Não faço tais questionamentos como uma forma de julgar todos os membros de determinadas igrejas. Sabemos que dentro de todas as denominações podemos encontrar servos realmente fieis e sinceros, e que subirão ao céu com Jesus; e pessoas completamente superficiais, sem um real compromisso com Deus. Falo somente com o intuito de dar um alerta, pois muitos realmente entram para viver uma vida mais tranqüila, mas sem um real compromisso com Deus.

V – A cruz de Cristo nas pregações

Muitos pregadores atualmente buscam “ganhar almas” para Deus de diversas formas. Uns buscam apresentar diversas vantagens mundanas que a entrega de suas vidas para Deus proporcionaria para os ouvintes. Falam de prosperidade, conquistar aquilo que quer na vida, resolver todos os seus problemas, conseguir “a benção que você quer”.

Outros pregadores começam a gritar e usar diversos métodos para tentar tocar o coração dos ouvintes. Não que o Espírito Santo toque o coração, que a palavra ali falada tenha entrado nos corações das pessoas, mas uma forma humana de emocionar. Fazem alguém ficar cantando hinos, enquanto estão falando. Muitas vezes não se entende nem o que o hino nem o que o pregador está falando. Mas aquele movimento todo emociona as pessoas de uma forma carnal. Assim não há uma entrega real da pessoa para Cristo e grande parte das pessoas que supostamente se entregaram, não permanece na casa de Deus.

Paulo aponta que a genuína e eficaz pregação tem como centro a Cruz de Cristo. Deve-se pregar o sacrifício feito por Jesus para nos salvar. Aqueles que querem ter uma conversão verdadeira devem ter fé em Cristo. Devem se converter buscando, em primeiro lugar, a salvação que só Ele pode proporcionar. Aqueles que são levados por pregadores que não pregam a mensagem genuína, acabam sendo guiados por caminhos errados. Dessa forma a responsabilidade daquelas que pregam a palavra de Deus fica ainda maior.

Devemos sempre orar no sentido de termos discernimento e sabedoria para vermos o que vem de Deus e o que é simples movimento humano. E aqueles que pregam, que tentam ganhar almas para Deus, estes devem sempre pregar o evangelho de Cristo, a morte expiatória de Jesus. Assim como fazia Paulo, o que fica explicito no versículo 2 do capítulo 2 da sua primeira epístola aos coríntios: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.”.

VI – A Sabedoria humana e a Sabedoria de Deus

O capítulo 2 de I Coríntios, além de apontar, como anteriormente explanado, a excelência da mensagem da cruz, mostra também quão superior é a sabedoria de Deus em relação à dos homens.

Deus criou o homem e lhe deu capacidade de pensar. Com essa capacidade o homem ganhou também o livre arbítrio, podendo escolher se segue a Deus ou não. Foi por causa desta capacidade de pensar e deste livre arbítrio que o homem passou a ser suscetível a ser enganado por palavras falsas e também a enganar, utilizando-se de sabedoria humana. “Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.” (Tg. 3.15).

Desde então o homem vem sempre buscando evoluir no conhecimento de tudo que se encontra no globo.

Várias ciências surgiram, novas tecnologias, enfim, os conhecimentos humanos não param de evoluir. Com o decorrer do tempo, porém, tal busca por novos conhecimentos passou a procurar respostas que alimentassem a incredulidade mundana, que há muito já assolava a Terra. Cientistas de diversas áreas começaram a tentar provar a inexistência de Deus, como o caso da teoria Evolucionista de Charles Darwin. Muitas teorias foram criadas, até hoje eles lutam, mas não conseguem refutar o Criacionismo.

Com o surgimento de tantas teorias, todavia, muitos homens e mulheres vacilaram na fé, criaram dúvidas em suas mentes, pois se apoiavam somente na sabedoria humana. Com isso, e também por causa de vários cientistas que não acreditavam nas teorias evolucionistas, começou-se a pesquisar em busca de explicações científicas para a existência de Deus. Tais estudos, até certo ponto, chegam a ser interessantes, mas não necessários. O grande problema é que com o tempo muitas pessoas passaram a apoiar a fé na sabedoria advinda do homem, esquecendo de olhar somente para Deus.

Ao mesmo tempo em que a ciência tem adentrado em muitas igrejas para justificar-lhes a fé, a astúcia humana tem tomado a muitos obreiros e respectivas igrejas. Muitos chegam a estudar técnicas de argumentação, pregam doutrinas que não condizem com a Bíblia, assim como muitas vezes levam o mundo para dentro da igreja, como anteriormente mencionamos, só pensando em atrair “fiéis”, para ganhar cada vez mais dinheiro e status. “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22). Isso faz com que muitas pessoas sejam enganadas dentro da igreja, ou ainda que pessoas enganem-se a si mesmos indo para igrejas, todavia não buscando a Deus verdadeiramente, mas tão somente àquelas coisas que a igreja oferece e que não vem de Deus.

Diante do exposto, notamos que cada vez mais as pessoas têm buscado sustento na sabedoria humana, e pior, vários pregadores têm utilizado-se muitas vezes somente desta. Defronte a isto, notamos a importância das palavras do apóstolo Paulo quando diz:

“A minha palavra e minha pregação não consistem em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” (I Co. 2.4,5).

Nesta passagem vemos claramente que muitos têm desviado seus passos, tanto não buscando a sabedoria de Deus na hora de pregar a Tua palavra, assim como não a buscando na hora de sustentar a sua fé.

A sabedoria que vem de Deus, através do Espírito Santo, é suprema. Tal sabedoria nos dá dons: “Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação de línguas.” (I Co. 12. 8-10).

Tais dons, quando presentes no seio da igreja, sobretudo naqueles que guiam sua obra, fazem-na prosperar, pois advém da sabedoria divina.
Portanto, o que podemos extrair, de modo geral, desta batalha que muitos enfrentam, entre a sabedoria humana e a aquela que vem de Deus, é que todos devemos buscar sempre a sabedoria divina.

Temos que confiar, acima de tudo, nesta, pois aquela é falha e enganadora. “Confia no Senhor de todo o seu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” (Pv. 3.15). Busquemos, pois, a sabedoria que vem do alto. “Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” (Tg. 3.17)

VII – Considerações finais.

O estudo da presente lição é de suma importância para todos os crentes em Deus, mas, sobretudo àqueles que guiam a obra divina no mundo, como pastores, obreiros, pregadores etc., para que a igreja seja sempre guiada pela palavra de Deus, pelo reconhecimento da mensagem da cruz, tudo isso sempre sustentado pela sabedoria de Deus.
Que Deus continue nos abençoando e nos dando discernimento para saber verdadeiramente aquilo que vem de Deus, conforme a Tua sabedoria.

Comentários: Jimmy Bruno dos Santos Silva e Jonathan Bruno dos Santos Silva, membros da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

Corinto, uma igreja carente de unidade – Isaías de Jesus

montanha1por Isaías de Jesus

 

CORINTO, UMA IGREJA CARENTE DE UNIDADE

TEXTO ÁUREO = “Porque uma grande porta e eficaz se me abriu; e há muitos adversários”. I Co 16.9 

VERDADE APLICADA = A unidade da igreja é essencial para sua trajetória vitoriosa.

LEITURA BIBLICA = 1 Co 1.10-17

INTRODUÇÃO

O sucesso da missão de Paulo em Corinto demonstra claramente o poder da graça de Deus. Para os cidadãos dessa importante cidade, a pregação a respeito de Jesus Cristo chegou com o mesmo poder transformador que hoje se encontra ao nosso alcance ( I Co 1.8,9).

I – O EVANGELHO É PREGADO EM CORINTO

Corinto era uma cidade rica e grego graficamente importante, porém entregue ao paganismo. Fundar igrejas cristãs prósperas em tal lugar era uma tarefa desafiadora (l Co 16.9). Muitos convertidos vinham diretamente do paganismo, e suas vidas, uma vez regidas pela idolatria, deveriam agora ser modeladas pelos princípios do evangelho de Jesus Cristo (Jo 8.32,36).

a) Paulo enxerga além dos desafios — O apóstolo Paulo, que bem conhecia o poder transformador da graça de Deus (Rm 1.16), era capaz de enxergar além dos desafios e ver em Corinto, um centro estratégico para a missão cristã. Muitas vezes, ficamos alarmados com a impiedade que campeia a sociedade; no entanto, como cristãos devemos nos portar como luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13-15, Fl2: 15).

b) Paulo é apoiado por um casal em Corinto — Devido ao decreto do imperador romano Cláudio, que expulsou os judeus de Roma, Áquila e Priscila foram para Corinto. Eles eram empresários que dirigiam um amplo negócio de tendas e mercadorias de couro. Provavelmente, já eram cristãos quando ali chegaram. Foram grandes aliados de Paulo no tocante à evangelização. Que cada líder ou pastor possa contar com o a apoio de pessoas como este dedicado casal (At 18.1-3).

Corinto, capital da província da Acaia, era a principal cidade da Grécia. A cidade fora destruída e deixada em ruínas por, aproximadamente, cem anos. Mas Júlio César a reconstruiu em 46 aC., com o propósito de estabelecer uma colônia romana. Muitas das pessoas mencionadas em I Coríntios tem nomes romanos. Mas Corinto era mais do que um centro imperial.
Era também um centro de atividade comercial. Sua localização na faixa de terra de cerca de cinco quilômetros, que liga o sul ao norte da Grécia, tornava-a ideal para o comércio. Os mercadores passavam do sul para o norte e do leste para o oeste, através de Corinto. Ao tempo de Paulo, Corinto foi transformada numa cidade grande, sofisticada. As estimativas calculam que sua população atingiu 600 mil habitantes. E era uma população diversificada, visto que Corinto atraía o mundo o mundo passava por Corinto.

c) Paulo vence o desânimo —
 Embora Paulo tivesse tido certo êxito em Corinto, a impiedade que viu e ouviu naquela cidade pagã quase o desanimou. A depravação que ele testemunhou entre os gentios e os insultos recebidos dos judeus produziram-lhe grande angústia (At 18; 9 -17). A dedicação de Paulo à missão em Corinto foi estimulada por uma mensagem direta do Cristo ressuscitado: “pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18.10). À semelhança de Paulo, devemos também superar o desânimo, levando a mensagem do evangelho aos que ainda não tem Cristo (Mc 16.15; l Co 9.16).

II – FAZENDO AS MELHORES COISAS NOS PIORES MOMENTOS

Paulo foi o primeiro cristão a entrar em Corinto. De acordo com suas afirmações, ele trouxera o evangelho à cidade (l Co 3.6,10; 4.15). Escrevendo àqueles cristãos, estava se dirigindo à igreja que ele próprio fundara. Em sua carta, Paulo mencionou sua chegada e entrada em Corinto: “Vim ter convosco em fraqueza, temor e grande temor”, disse ele (l Co 2.1-3).

a) Paulo é capacitado para uma difícil tarefa — Devido ao estilo de vida depravado dos coríntios, Paulo encontrou certa dificuldade no que tange à evangelização. Mas, felizmente, Deus o capacitou para cumprir a sua vontade, que era estabelecer uma próspera igreja naquela região. Corinto, cujo solo era o menos promissor, produziu uma rica congregação. Tornou- se mais produtiva que Atenas, onde muitas pessoas pareciam prontas a discutir religião, mas não aceitavam a Jesus como Salvador e Senhor (At 17.15-34).

b) Uma igreja espiritualmente enferma — O relacionamento de Paulo com os cristãos de Corinto foi bastante complicado. Essa igreja lhe trouxe mais problemas que qualquer outra igreja do Novo Testamento. Faltava disciplina aos membros, que mesmo vivendo num baixo nível espiritual, se sentiam muito orgulhosos (l Co 8.lb, = 2 Co 10.17,18). A igreja de Corinto era conhecida somente pela riqueza dos seus dons (I Co 1.7), mas também pela abundância dos seus problemas ( I Co 3.1-3).


A igreja de Corinto não ficava atrás de nenhuma outra igreja neo-testamentária quanto à presença e manifestação dos dons espirituais, porém, a todas adiantava em carnalidade e infantilidade. Se levarmos em conta a corrupção que havia naquela igreja, pode parecer estranha à estimativa de Paulo, de que não lhes faltava dom algum. Comparada com igrejas como a de Tessalônica ou de Filipos, a de Corinto estava bastante atrás em pureza, moral e maturidade. Seus membros não tinham a mesma maturidade espiritual dos cristãos das outras igrejas embora tivessem os mesmos recursos (I Co 1.5-7).

A unidade a que Paulo apela é de natureza interior. Falar a mesma coisa significa mais que simplesmente articular as mesmas palavras; é estar “unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (l Co 1.10). Isto somente é possível à medida que os cristãos relacionam-se não somente uns com os outros, mas com o Senhor Jesus Cristo, para cuja comunhão foram chamada (I Co 1.9) e em cujo nome Paulo faz o seu apelo (v.10).

A natureza específica do problema envolvia uma propensão comum que os cristãos têm de identificar-se com um líder humano. Literalmente, as declarações dos grupos eram: “eu sou de Paulo”, “eu de Apolo” etc. Algumas versões traduzem “eu sigo Paulo” etc.; outras, “eu pertenço a Paulo” etc. O problema não era somente que alguns preferiam um líder acima doutros; a sua atitude era a divisão

c) A relação entre carisma e espiritualidade —
 Em 1 Coríntios 11 a 14, Paulo nos fala da relação entre espiritualidade, manifestações extraordinárias por meio dos dons espirituais e o culto cristão. O próprio Deus dava testemunho da autenticidade da sua mensagem por meio de sinais e prodígios, tais como curas, milagres e expulsões de demônios (2 Co 12.12; Rm 1519). Paulo, no entanto, não possuía somente carisma como habilidade ou poder. Ele priorizava uma espiritualidade centrada nas virtudes de Cristo (Gl 5.22).

III – PAULO ESTABELECE A UNIDADE DA IGREJA DE CORINTO

Estando Paulo em Éfeso, após três anos de ter fundado a igreja de Corinto, foi informado de que sua situação havia se deteriorado (l Co 1.11; 18; 16.17).Havia problemas de toda ordem: divisões (l Co 1-4), frouxidão na disciplina (l Co 5.1), um irmão processando outro em tribunal secular (I Co 6.1),imoralidade (I Co 6.15), e muitos outros conflitos internos.

a) Paulo toma conhecimento dos conflitos — Os pecados praticados pela igreja em Corinto refletiam negativamente no culto, onde eram reinantes a desordem confusão. Após tomar conhecimento do que estava acontecendo na igreja, Paulo escreve uma carta com o objetivo de restabelecer sua unidade e corrigir os erros de teologia. E com espírito pastoral que aborda toda a questão. Ele corrige, orienta e aponta também para a raiz dos problemas relacionados ao uso inadequado dos dons espirituais (I Co 3.1-4).

Ministros, obreiros e leigos em geral formam o Corpo de Cristo (I Co 12.27).Cada qual com uma função diferente, mais todos trabalhamos em um só beneficio (Ef 4.12). Devemos trabalhar pela unidade da Igreja (Rm 7.4), pois somos chamados a plantar a semente do Evangelho através do nosso testemunho cristão. ,O grande triunfo da igreja é ser chamada de Corpo dc Cristo, ser alicerçada na sua ressurreição e, principalmente, fazer parte de uma unidade homogenia.

A igreja é constituída por homens que foram chamados para deixarem o mundo e ingressarem no exército de Deus. Uma de suas principais funções é promover a edificação de seus membros (Ef 4.12-13; Cl 1.24). No Novo Testamento encontramos apalavra “koinonia” que, literalmente, significa posse comum de todas as coisas (At 5). Os membros da Igreja Primitiva tinham tudo em comum (At 2.42-4.7).

b) Paulo é informado sobre as divisões — Paulo recebe notícias sobre as divisões existentes em Corinto: “Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas entre vós” ( I Co 1.11). Tudo indica que Paulo considerou essa notícia extremamente dolorosa. A fraternidade cristã é o fundamento do apelo de Paulo à unidade. Ele não somente acreditava que os cristãos de Corinto podiam viver em harmonia, mas que essa era uma de suas principais vocações: promover a unidade da Igreja 2 Co 58.18-19.

c) Buscando as causas das divisões — Parte das dissensões em Corinto decorria dos cultos às personalidades. Eles prestavam exagerada admiração a três importantes da igreja, Paulo, Apolo e Cefas ( I Co 1.12-17). Paulo não apoiava tal atitude, antes lamentava o fato de que os cristãos tenham permitido o surgimento de “partidos” no corpo de Cristo, desviando-se completamente do Senhor Jesus Cristo. Cada grupo reunia apoio a uma determinada personalidade. É importante entendermos a natureza de cada divisão, porque elas ocorrem regularmente na igreja = (Gl 5.15; I Co 6. 6-8; Fp 2. 14; 4. 2)

IV – BANINDO AS DISSENSÕES E CISMAS NA IGREJA

Cada “partido” em Corinto tinha seu próprio lema e aceitava uma determinada liderança. Isto culminava em conflitos internos na comunidade. Infelizmente, passados séculos após desses acontecimentos, ainda hoje temos visto não poucas divisões.
Daí, a necessidade de combatermos as obras da carne (GI 5.19-21).

a) Os partidários de Paulo — Durante o ministério apostólico de Paulo entre os coríntios, Deus fez muitas maravilhas. Talvez sejam, por isso, que eles se sentissem gratos pelo trabalho de Paulo e, equivocadamente, exagerassem na sua forma de tratar o apóstolo (2 Co 11.28; 12.15). Dada à grandeza do esforço de Paulo, muitos contribuíam com o partidarismo, ao dizerem:

“Eu sou de Paulo”. Quando o amor de Deus torna-se a principal marca nos relacionamentos dentro da igreja, então já não haverá mais “brigas” ou “cismas” (l Co 13.1-8).

b) Os partidários de Apolo — De acordo com Atos 18.24 a 19.7, Apolo viera de Alexandria do Egito, cidade universitária respeitada do Mediterrâneo. Apolo possuía grande capacidade intelectual; sua oratória era excelente, seus ensinamentos sobre Jesus eram corretos, seu entusiasmo fervoroso. Por tudo isto, provavelmente começou a atrair os discípulos para si.

De fato, os cristãos mais jovens na fé podem ser atraídos por um líder, chegando a cultuá-lo por causa dos seus dons e pregações impressionantes. Muitos em Corinto começaram a comparar Apolo em detrimento de Paulo. Quando um grupo de cristãos começa “divinizar” certa figura eclesiástica, a divisão pode não estar longe.

c) Os partidários de Cefas — O grupo de Cefas, ou de Pedro representava o cristianismo judaico. Talvez Pedro tivesse visitado Corinto, o que explicaria o surgimento de tal partido. Há amplo indício de tendências legalistas na igreja de Corinto, especialmente no debate sobre comer ou não carne oferecida aos ídolos, nos capítulos 8 a 10 de 1 Coríntios.

Atualmente, são muitos os exemplos de igrejas aceitando o legalismo, no qual certos mestres enfatizam a importância de determinados padrões externos de comportamento. Eles chegam avaliar a verdadeira espiritualidade pelas evidências externas (Mt 23.25-28). A vida cristã não se constitui em uma série de regras ou proibições (Cl 2.16-23).

O início de uma vida nova no Espírito pode dar lugar a um legalismo muito negativo e restrito, sobretudo na vida familiar de convertidos das fileiras do paganismo para a liberdade do evangelho (Rm 10.1-3) Quando o fogo do entusiasmo se apaga, surge uma alternativa paliativa, geralmente a letra sem o Espírito. Essa tendência reflete o nosso desejo natural de termos regras explícitas de fé e comportamento, em vez de andarmos, na obediência ao Espírito (Gl 5.16).

Andar no Espírito, no dizer de Paulo, nada mais do que seguir a vida do Espírito Santo (Rm 8.13,1 4). Antes da conversão o homem é carne que naturalmente satisfaz os desejos do coração dominado pelo pecado.
Mas quando o Espírito entra e habita no coração, Ele luta contra esses apetites, produzindo em seu lugar o novo fruto que é, nada mais que as qualidades e atributos cristãos (Gl 5.22,23).

Em vista da suficiência de Cristo, de sua abolição da Lei Mosaica como uma forma de justificação e de sua vitória decisiva sobre os poderes, demoníacos(Cl 2.16-23), Paulo estimula os colossenses a resistir ao legalismo, louvor aos anjos e ascetismo que lhes estavam sendo forçados pelos falsos mestres. Tal exercício nega a supremacia e suficiência de Cristo, rouba a liberdade dos cristãos e não tem de valor algum, senão para a satisfação da carne.

V – A IGREJA

Mt 16.18: = “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”

A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente, refere-se à reunião de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa principalmente o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do reino de Deus (Ef 2.19), com o propósito de adorar a Deus. A palavra “igreja” pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à igreja no sentido universal (16.18; At 20.28; Ef 2.21,22).

(1) A igreja é apresentada como o povo de Deus (1 Co 1.2; 10.32; 1 Pe 2.4-10), o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de Cristo (1 Pe 1.18,19).

E um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com Deus (1 Pe 2.5; ver Hb 11.6 ).

(2) A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de Deus. A separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por Deus e Pai (2 Co 6.16-18 ).

(3)A igreja é o templo de Deus e do Espírito Santo (ver 1 Co 3.16 nota; 2 Co 6.14—7.1; Ef 2.11-22; 1 Pe 2.4-10). Este fato, no tocante à igreja, requer dela separação da iniqüidade e da imoralidade.

(4)A igreja é o corpo de Cristo (1 Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto indica que não pôde existir igreja verdadeira sem união vital dos seus membros com Cristo. A cabeça do corpo é Cristo (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23).

(5) A igreja é a noiva de Cristo (2 Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9). Este conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a Cristo, quanto o amor de Cristo à sua igreja e sua comunhão com ela.

(6) A igreja é uma comunhão (gr. koinonia) espiritual (2 Co 13.14; Fp 2.1).

Isto inclui a habitação nela do Espírito Santo (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22), a unidade do Espírito (Ef 4.4) e o batismo com o Espírito (At 1.5; 2.4; 8.14-17; 10.44; 19.1-7). Esta comunhão deve ser uma demonstração visível do mútuo amor e cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).

(7) A igreja é um ministério (gr. diakonia) espiritual. Ela ministra por meio de dons (gr. charismata) outorgados pelo Espírito Santo (Rm 12.6; 1 Co 1.7; 12.4-11,20-31; Ef 4.11).

(8) A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a espada e o poder do Espírito (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra Satanás e o pecado. O Espírito que está na igreja e a enche, é qual guerreiro manejando a Palavra viva de Deus, libertando as pessoas do domínio de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12; Ap 1.16; 2.16; 19.15,21).

(9) A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1 Tm 3.15), funcionando, assim, como o alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos mestres (ver Fp 1.17 nota; Jd 3 ).

(10) A igreja é um povo possuidor de uma esperança futura. Esta esperança tem por centro a volta de Cristo para buscar o seu povo (ver J0 14.3 nota; 1 Tm 6.14; 2 Tm 4.8; Tt 2.13; Hb 9.28 )

(11) A igreja é tanto invisível como visível.

(a) A igreja invisível é o conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua fé viva em Cristo.

(b) A igreja visível consiste de congregações locais, compostas de crentes vencedores e fiéis (Ap 2.11,17,26; ver 2.7 ), bem como de crentes professos, porém falsos (Ap 2.2); “caídos (Ap 2.5); espiritualmente “mortos” (Ap 3.1); e “momos” (Ap 3.16; ver Mt 13.24; Atos 12.5, )

VI – QUAL A IGREJA VERDADEIRA? 

São-nos mais diversos pensamentos a respeito da igreja, onde vemos que para alguns a igreja não passa de uma reunião social de preceitos humanos, com seus tradicionais rituais religiosos. Para outros a igreja é um grupo de pessoas que buscam seus interesses materiais com o objetivo de alcançarem uma vida melhor no sentido humano. Outros pensam que seja um órgão de filantropia, onde os seus membros se justificam diante de Deus pelos seus méritos, praticando o bem, lutando contra os males da sociedade com uma ação política na defesa dos menos favorecidos.

Há aqueles que vêem como grupo de pessoas de coração caritativo, que lutam para minorar os sofrimentos dos seus semelhantes, e que através de suas esmolas, ofertas, e boas obras tornam-se merecedoras das misericórdias de Deus. Como existe também os que acham que a igreja é a reunião de pessoas fanáticas religiosas, vivendo seus estágios transcendentais.

Muitos pensam que a igreja é uma organização de finanças lucrativas, com propriedade de terceiros, que com perspicácia alcança a sua direção. E dentre as concepções humanas, há o pensamento dos mais ingênuos que acham que a igreja é um prédio de alvenaria com suas torres altas deslumbrando as suas linhas arquitetônicas. Todavia admitamos que exista igreja nestes padrões – digo, “igrejas” – que neste sentido chamamos de organizações humanas e não a Igreja Verdadeira. A Bíblia revela que a igreja é um organismo vivo, e não uma organização de homens. Pois sabemos que organização é um grupo de pessoas de comum acordo com os mesmos objetivos.

Organismo vivo, é algo vivo que cresce pela vida inerente. Considerando a inconteste verdade entre a falsa igreja que se apresenta com o seu destaque de nome e de organização religiosa com a real e verdadeira igreja vemos que a vida de uma organização religiosa é mantida dentro da conjuntura humana pelo seu chefão ou líder, que mergulhado em um ávido poder de governo, se estriba no seu egoísmo e demonstra sua crueldade, fomentando o ódio, a política partidária na sociedade e os conflitos sangrentos em nome de Deus da religião.

Porém, as ações conflitantes e malignas de seus líderes e membros têm trazido as criaturas humanas, desilusões, mágoas, tristezas, sofrimentos e desesperos, e muitos sofrem resignados, certos de que pertencem à verdadeira igreja.

Notadamente suas bases estão ruídas pela mentira, o ódio e o ciúme que, através dos tempos tem semeado.
Entres as facções religiosas insistem cada qual em afirmar ser a possuidora dos padrões corretos da doutrina bíblica, pois as tais não passam de um simulacro de cristianismo,

Portanto fiquemos certo de que nenhuma denominação ou organização religiosa é a igreja verdadeira, como muitos admitem, o que na realidade existe neste sentido são os grupos ou assembléias locais como parte integrante da igreja verdade ou seja a igreja universal, Hb 12,22. Isto são aqueles que professam a verdadeira doutrina dos apóstolos, At 2.24.

Contudo a igreja verdadeira se destaca como uma forte luz na escuridão que ninguém pode esconder. Veio existir entre os homens iniciando com o próprio Jesus Cristo, sendo depois consagrada como igreja poderosa pela unção do Espírito Santo no dia de pentecoste, e tem demonstrado que é a mais poderosa força sobre a face da terra. Suas obras são autênticas numa revelação do poder de Cristo.

A verdadeira igreja ama e perdoa, tem vida em Cristo que a faz indestrutível e eterna. E Cristo através de sua igreja como corpo vivo e operante tem proporcionado aos homens a transformação de suas vidas as curas dos males humanos, o perdão dos pecados dos homens, a liberdade espiritual, a convicção de salvação qu’ apaga a culpa, o medo, a vergonha e a ignorância.

6.1 – A Igreja, uma instituição divina e humana.

E uma instituição divina porque foi fundada por Cristo, também uma instituição humana porque é composta de pessoas que, mesmo imperfeitas, tornam-se um grupo organizado de santos — isto é, pessoas separadas para Deus, cujas vidas são governadas pelo Espírito Santo.

6.2 – A Igreja e Cristo

O vocábulo igreja no grego é “EKKLESIA”, e encontramos no Novo Testamento, referindo-se a uma assembléia de cristãos ou corpo de Cristo formado por pessoas regeneradas, que aceitaram a Jesus como Salvador, isto é, uma assembléia de pessoas chamadas para fora, conforme os dois termos separados da palavra grega “EKKLESIA” — a preposição “EK” significa “fora de”, e o verbo “KALÉO”, significa “chamar”.

A igreja são as pessoas chamadas por Deus para si mesmo, formando um povo, com uma comunhão espiritual e fraterna sem divisões ou preconceitos raciais que divide a humanidade. Como diz a Bíblia: “não há gregó nem judeu” — “bárbaro” — “servo ou livre” — “não há macho nem fêmea”,… “porque todos vós sois um em Cristo”, Gl 3.28 e Cl 3.11.

Em verdade Cristo deixou o mundo em seu corpo humano individual, permanecendo hoje em sua vida mística em um corpo formado por pessoas humanas de diferentes raças. Evidentemente a igreja é o corpo místico de Cristo, tendo-o como cabeça, Cl 1.18 e Ef 22.23 e 5.23.

Conseqüentemente Cristo como a cabeça dirige as atividades de todo corpo, e os seus membros em particular são dirigi- dos de maneira harmoniosa entre si 1 Co 12.12-27. Porém é óbvio que este entrelaçamento espiritual se realiza somente na igreja verdadeira. A Bíblia revelando – a natureza espiritual da igreja, tem-na também como edifício ou templo (1 Co 3.9-16), e Deus mora neste templo espiritual, como disse Paulo “… vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”. Ef 2.22 e 1 Co 3.16.

Evidentemente Cristo é o fundamento, a rocha inabalável em que a igreja está edificada, 1 Co 3.11. Obviamente os crentes são pedras vivas, como afirma o apóstolo Pedro em suas palavras: “vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual”, 1 Pe 2.5. Portanto, a igreja verdadeira é gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível, apresentando-se desta forma como a amada noiva de Cristo, Ef 5.25-27.

6.3 – Característica da Igreja verdadeira

E interessante observar as características que revelam ao mundo as diferenças do povo que serve a Deus dentre os que não servem.
A igreja verdadeira é composta de pessoas salvas, conscientes do perdão dos seus pecados, concedidos por Deus. Depois de receberem a palavra, gozam de uma precípua comunhão que forma uma unidade vital que inspira força, conforto e confiança, At 2.41.

A submissão a Cristo é uma realidade incontestável de sua obediência. Cristo é o único Senhor. Com o amor que Ele nos amou, Ele nos ensinou que amemos uns aos outros, caracterizando-se deste amor fraterno a igreja verdadeira, At 2.41. Um dos requisitos fundamentais que caracteriza a igreja verdadeira é a oração. Isto somente acontece na militante igreja verdadeira, cujo povo reúne-se e persevera em oração, At 1.14.

Importa notar que a igreja do Deus vivo, através de todos os tempos, manteve-se em constante oração, como relata o livro dos Atos: a igreja “perseverava em oração”; At 1.14. Os apóstolos observavam “a hora da oração”, At 3.1. Certa vez toda igreja levantou a voz em oração, At 4.24.

Outra característica que denuncia a igreja verdadeira, é a predominância do Espírito Santo na vida da igreja, que a tem feito crescer assustadoramente através de todos os séculos, At 2.41.
Convém enfatizar uma grande verdade, é a predominância do Espírito Santo na vida da igreja, que a tem feito crescer assustadoramente através de todos os séculos, At 2.41. Convém enfatizar uma outra grande verdade, a constância da doutrina bíblica, que é peculiar da igreja verdadeira, At 2.42. Tanto na observância aos ensinos da palavra de Deus, como no transmitir os ensinos da verdade a outros, 2 Tm 2.2. A Bíblia é a única regra de fé e prática da vida cristã.

E notável o zelo pela boa disciplina, como estabelece os princípios bíblicos na vida coletiva do povo cristão. A aplicação da palavra dentro dos padrões bíblicos, exortando ou advertindo quando se faz necessário; Tt 2.6. O afastamento de desordeiro do meio dos irmãos fiéis para que haja boa ordem dentre o povo; 2 Ts 3.6,14. Desligando dos demais irmãos sinceros e obedientes daqueles contenciosos ou hereges que causam prejuízos morais e espirituais a outrem e por si já estão condenados; Tt 2.10,11.

A repreensão pública para que sirva de exemplo a todos os crentes; 1 Tm 5.20. Excluindo nos casos extremos para moralização e preservação da vida espiritual da igreja; 1 Co 5.13. Concedendo o devido perdão ao transgressor depois que abandone o seu procedimento escandaloso, como um real exemplo de amor e compaixão; 2 Co 2.5-11.

6.4 – O Batismo cristão e a Santa Ceia, ordenanças do Senhor

O batismo nas águas é altamente significativo para o crente convertido
pois é um testemunho público de que já aceitou a Cristo no seu coração como Salvador e Senhor. Evidentemente a relevância deste sacramento reside nas palavras do Mestre: “Quem crer e for batizado (depois de crer, não antes) será salvo”, Mc 16.16.

Pelo batismo nas águas identificamo-nos com Cristo em sua morte e ressurreição, Rm 6.1-6. Posto que o batismo deve ser realizado por imersão, onde nos fala do nosso sepultamento com Cristo, conseqüentemente a saída das águas fala da nossa ressurreição com Ele. É lógico que para sepultar alguém, isto somente se faz a quem morre.

Portanto dentro das realidades espirituais que simbolizam o batismo não se deve realizar este sacramento em qualquer pessoa sem a devida conversão. Porque evidentemente a saída das águas é um testemunho do verdadeiro cristão que vai andar em novidade de vida, sendo portanto um novo homem,Rm 6.3-6 e Ef 4.22-24.

Para a prática do batismo exige-se do candidato, com base amplamente bíblica, o seu testemunho claro e sincero, exteriorizando sua fé no Senhor Jesus, At 8.26-38 e Cl 2.12.

Nisto vemos, conforme Bíblia ensina se exclui totalmente as crianças pequenas deste sacramento. Visto que uma criança não tem consciência culposa para que possa se arrepender, e logicamente não pode exercer a fé. Além disto, a Bíblia não registra o batismo de nenhum infante, e sim, somente de pessoas com entendimento. O próprio Jesus Cristo tornando público o seu ministério confirma e anuncia pelo batismo nas águas, a que se submeteu, para cumprimento de toda a justiça. Isto aconteceu na idade adulta, exemplificando ao homem com sua atitude.

Daí então tem sido realizado o batismo nas águas de todos quantos crêem, desde aquele dia. Seguramente a Bíblia no livro dos Atos registra o batismo nas águas de um grande número de novos conversos.

No dia de Pentecoste foram batizados quase 3 mil pessoas convertidas; At 2.41. Em Samaria Felipe batizava tantos homens como mulheres que criam na palavra que ele pregava; At 8.12. Simão o mágico (também em Samaria), At 8.13.

O eunuco Etíope; At 8.36-38. Paulo de Tarso; At 9.18 e 22.16. Cornélio e todos de sua casa; At 10.47,48.

Lídia e os seus parentes; At 16.15. O carcereiro de Filipos com tuda sua família; At 16.33. Muitos dos coríntios; At 18.8. Doze homens em Ëfeso; At 19.5,7.

O modo bíblico é por imersão onde requer abundância de água, Jo 3.23.“Ora; .João estava também batizando em Enom perto de Salim, porque ali havia muitas águas”, Mt 3.16. Para administrar a ordenança do batismo, o Senhor Jesus deu aos Apóstolos a fórmula original para exercer uma plena e real comunhão com a Trindade, batizando em nome do PAI, do FILHO e do ESPTRITO SANTO, Mt 28.19.

A santa ceia é um sacramento instituído por Cristo, que ordenou a sua observância até que Ele venha outra vez, Lc 22.16-20 e 1 Co 11.23-31.

O mestre fez uso de dois elementos: O pão e o vinho; os quais simbolizam o corpo e o sangue de Cristo. Atingindo o evento culminante de seu ministério, Cristo em sua morte tomou em seu corpo os nossos pecados em sacrifício expiatório, estabelecendo a Nova Aliança, ou seja a promessa divina da vida eterna com um pacto de sangue, 1 Co 11.24,25. Portanto a santa ceia realizada dentro cio padrão bíblico é um ato recordatório onde os membros ativos em plena comunhão com Cristo, expressam o grande valor por fé, do sacrifício eterno de Cristo.
Outrossim, é um dever dos crentes membros que fazem a igreja verdadeira tomarem parte na ceia do Senhor porque é um símbolo da participação da natureza divina de Jesus, Jo 6.52-56 e 2 Pe 1.4. Além do mais a Bíblia aconselha que os participantes examinem-se a si mesmo para não tomarem a ceia do Senhor indignamente, 1 Co 11.28,29.

VII – A NOVA FÉ E ALGUNS PROBLEMAS ANTIGOS

Os coríntios haviam aceitado o evangelho como um novo e revolucionário modo de vida. Contudo, muitos problemas persistiram na igreja. Na vida cristã, alguns problemas, tais como pecados e transgressões reais, são resolvidos no novo nascimento (1 J0 3.8-9). Outros problemas, como paixões e atitudes carnais, são resolvidos pelo poder purificador do Espírito Santo na crise da completa santificação (1 Co 3.3; 2 Co 7.1; Ef 5.25-26). Outros problemas não relacionados ao pecado ou à mente carnal são resolvidos pela maturidade espiritual, crescimento na graça e aumento do entendimento.

Os problemas da igreja em Corinto se deviam, primeiramente, à mente carnal, embora alguns, tais como as questões do casamento e do celibato, podem ter ocorrido devido à falta de entendimento. Um dos problemas mais evidentes em Corinto era o das divisões espirituais. Durante a ausência de Paulo a igreja havia desenvolvido grupos fechados, conflitantes facções egoístas que ameaçavam despedaçar a sua comunhão.

O problema era antigo. Paulo tentou mostrar a natureza não-cristã de um grupo rixoso, dividido e crítico de crentes professos. Ele afirmou que a nova experiência em Jesus Cristo poderia resolver este antigo problema. Ao defender a unidade cristã, Paulo apresentou vários contrastes, ou comparações, entre a vida dirigida pelo Espírito em Cristo, e a vida egoísta e carnalmente motivada dos coríntios.

VII – PREFERÊNCIA INDIVIDUAL VERSUS UNIDADE DIVINA, 1.10-17

Um dos problemas em Corinto era a insistência na liberdade pessoal, até mesmo na libertinagem, em vez de na unidade em Cristo. O apóstolo exige a unidade na igreja.

1. Exortação à Unidade (1.10) - Paulo suplica aos coríntios em palavras fortes e persuasivas: digais todos uma mesma coisa. Esta é uma expressão clássica usada em relação às comunidades políticas que estão livres de tensões, ou em relação a nações diferentes que estabelecem cordiais relacionamentos diplomáticos e comerciais.

A palavra para dissensões (schismata) significa “fenda”, “fissura”, ou “divisão”. O termo é usado por Marcos (2.21) e por Mateus (9.16) para descrever um rasgo em uma vestimenta velha.
João usa a palavra (7.43) para descrever uma divisão de opinião entre as pessoas com respeito a Jesus. Paulo usa a mesma palavra em referência aos grupos pretensiosos que faziam da observância da Ceia do Senhor uma zombaria (11.18). Na expressão sejais unidos, Paulo usa um termo médico. Barclay explica o termo como “uma palavra médica usada em relação à ligadura de ossos que foram fraturados, ou à ligadura de uma junta que foi deslocada”. Paulo deseja que eles cheguem a um entendimento correto e a uma unidade de opinião, ou julgamento.

2. Relatório da Dissensão (1.11) - Paulo tinha recebido um relatório da família de Cloe: Me foi comunicado pelos da família de Cloe que há contendas entre vós. Cloe não é conhecida, exceto pela referência neste ponto. O fato de Paulo se referir a ela serve a três propósitos. Indica que este relatório não era constituído de rumores infundados ou burburinhos inconseqüentes no “campo eclesiástico”. Isto também sugere que Cloe era uma mulher de caráter e de boa posição.

Além disso, a referência sugere que a igreja tinha elevado mulheres a uma posição de dignidade e respeito. A palavra que Paulo usa para contendas significa discussões amargas. O grego (eris) é “um termo empregado por Homero para significar ‘batalha’ na obra Ilíada e ‘contenda’ ou ‘rivalidade’ na obra Odisséia”. Um significado ainda mais forte desta palavra é apresentado na expressão “quando o ódio me domina”. As divisões em Corinto não eram leves divergências de opiniões. Eram disputas arraigadas que ameaçavam a existência da igreja.

CONCLUSÕES FINAIS

O homem tende a duvidar, e precisa ser lembrado da fidelidade de Deus. Paulo declara: Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Tais passagens, como o Salmo 89, onde a fidelidade de Deus é mencionada sete vezes, e Isafas 11.5; Hebreus 10.23; e 1 João 1.9, testificam esta verdade. Deus chamou o homem para uma comunhão (koinonia). Tal comunhão inclui o companheirismo, o compartilhamento comum, e a comunhão de espírito. O prólogo desta carta poderia ser chamado de “o evangelho em miniatura”. Nele, Paulo apresenta os aspectos básicos de tudo o que está envolvido no relacionamento que redime o homem. Esta redenção vem de Deus através de Jesus Cristo.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS
Lições bíblicas Betel 2004
Bíblia de Estudo Pentecostal
Comentário Bíblico F.B.MEYER

A despedida de um líder – Jaquesilene Silva

Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/

Texto Áureo: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15)refugio-ap

Ao encerrarmos este trimestre de estudos sobre o livro de Josué, creio que a maior lição ou o maior ensinamento que podemos tirar é que Deus honra aqueles que lhe são fiéis até o fim. Pois, enquanto Josué esteve na liderança do povo do Israel, estes serviram ao Senhor. “Serviu, pois, Israel ao Senhor todos os dia de Josué…” (Js 24. 31).

A história de Israel aponta uma verdade ensinada claramente por toda história, isto é, que as massas são ou logo serão aquilo que seus líderes forem. Daí a grande responsabilidade de um líder.

A escolha por Josué para suceder Moisés não foi mera politicagem! Josué foi escolhido por Deus porque era “homem em quem havia o espírito” (Nm 27. 18). Se Josué não fosse um líder escolhido por Deus, o que teria acontecido a Israel diante dos povos inimigos?

Para Josué, Deus não foi menos ajudador do que para Moisés, pois o Senhor assumiu com ele este maravilhoso compromisso, manifestando-lhe confiança: “Como fui com Moisés, assim serei contigo, não te deixarei nem te desampararei.” (Js 1. 5).

Deus que é onisciente sabia que além do Jordão muitas e duras provas o seu povo teria de enfrentar, devendo, para vencer, ter um comandante à altura. Para executar as atribuições do seu cargo tinha que se submeter permanentemente à direção do céu.

Josué, ao chegar ao final da sua jornada, convocou o povo para uma verdadeira “profissão de fé”, na qual fez menção às maravilhas realizadas pelo Senhor aos filhos de Israel.
Ele reiterou sua completa confiança em Deus e, movido por uma fé pessoal abrasante e heróica, desafiou o povo a continuarem firmes e a renovarem o pacto de fidelidade incondicional ao Deus verdadeiro.

Exortou o povo dizendo: “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus em cuja terra habitais; porém eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 15). Josué foi fiel até a morte!

As péssimas condições espirituais de muitas igrejas nos dias de hoje têm estreita relação com as lideranças das mesmas. Existe um provérbio as avessas que diz: “Tal sacerdote, tal povo”.
Este assunto é muito sério pois envolve o Sagrado. E não se pode brincar com isto. Certos fatores contribuem para uma liderança espiritual defeituosa, tais como: o desejo de sempre agradar, ser amado e admirado, ter medo de desagradar (principalmente os mais abastados), ambição, ausência de verdadeira experiência espiritual e preparo insuficiente.

Quantos desses líderes da atualidade podem dizer como o apóstolo Paulo? “Sede também meus imitadores, irmãos” (Fp 3. 17). Infelizmente, muitos sem terem chamado de Deus e as qualidades necessárias, fazem de si mesmos pastores e líderes.

Os crentes esperam do seu líder espiritual que este os leve às verdes pastagens, mas muitas ovelhas são desviadas sem se aperceberem do que está acontecendo. A igreja iluminada não aceita isto! Somos protestantes!

A lealdade a Deus, a fidelidade à verdade e a perseverança de uma boa consciência são jóias mais preciosas que o ouro. As recompensas da liderança santa são tão grandes e as responsabilidades de um líder, tão pesadas, que ninguém pode deixar de levar a sério este assunto. Que Deus nos abençoe!

Comentários: Jaquesilene Santos Silva, membro da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

Auxilio bibliográfico
SANTOS, Cícero Severo dos. Os frutos da fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 1982.
TOZER, A. W. O melhor de A. W. Tozer. São Paulo: Ed. Mundo Cristão, 1984.

Preservando a Palavra do Senhor – Helly Fernando

biblia-1

Preservando a Palavra do Senhor


Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/


Nesta lição maravilhosa, estudaremos sobre os últimos dias de vida de Josué a frente do povo de Israel. Observemos e aprendamos com muito cuidado, o zelo que Josué teve pela Palavra do Senhor diante da nação de Israel.

Josué desde a sua mocidade foi fiel a Palavra de Deus, ele sempre obedeceu aos mandamentos de Moisés, por que cria que esses mandamentos eram do próprio de Deus e quando chegou a sua hora de liderar a Nação de Israel, Josué recebeu ânimo do próprio Senhor e também a ordem de ter cuidado da lei que Moisés tinha lhe ordenado, além de não apartar da boca o livro da lei, ou seja, Josué deveria sempre apregoar a santa, poderosa e maravilhosa Palavra de Deus, diante do povo, para que assim o Senhor fizesse próspero o seu caminho.

Assim devemos nós também, Igreja do Senhor, devemos crer e obedecer à santa e maravilhosa Palavra Deus, além de anunciá-la, não somente ao seu povo, mas também a todos os povos de terra, para que assim a Igreja possa viver de vitória em vitória diante da presença do Senhor.

Note que Josué teve grande cuidado em observar e praticar os mandamentos do Senhor, tanto é que a fé desse grande líder nunca foi abalada, ele sempre confiou no Senhor. O próprio Jesus comparou a todos aqueles que escutam as suas palavras e as praticam como um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt. 7.24-27), ou seja, nada pode derrubar aqueles que vivem em retidão diante da palavra do Senhor, pois são como árvores plantadas junto a ribeiros de águas, que dão seus frutos na estação própria e cuja folhas não caem, isso é por que acham prazer na Lei do Senhor (Sl. 1.1-3).

Assim foi a vida de Josué, ouvia, praticava e sempre tinha grande alegria na Palavra do Senhor, o que resultou numa liderança ímpar e vitoriosa diante do povo de Deus, contra todos os inimigos do povo de Deus.

Mas agora, mesmo no final de sua vida, sendo fiel em tudo ao Senhor, Josué sentia ter ainda uma última grande responsabilidade, não era a de liderar o povo numa outra grande guerra, mas a responsabilidade de exortar a todo o povo de Israel a andar no caminho santo e reto do Senhor. E qual é esse caminho santo e reto? Ser fiel ao Senhor e observar a sua palavra com alegria.

Tanto é que para anunciar o caminho da santidade, Josué não mediu esforços para reunir a todo o povo de Israel, os anciãos, os seus cabeças, além de todos os juízes e seus oficias e conclamar que deviam guardar os mandamentos do Senhor. Nesta feita, Josué começa o seu grande discurso, dizendo que todos inimigos que foram vencidos pelo povo Israel, não foram vencidos pela força do braço ou do exército de Israel, mas por causa do grande poder e misericórdia do nosso Deus e também por sua fidelidade ao seu povo, ainda que muitas vezes eles fossem infiéis.
Josué ainda disse as mesmas palavras que o Senhor o dissera quando assumiu a liderança do seu povo, era para que todo o povo se esforçasse para guardar os mandamentos do Senhor, não se apartando do seus mandamento nem para direita e nem para esquerda. E por que Josué repetira essas mesmas palavras do início da Chamada? É por que ele mesmo provara o quanto todas as palavras do Senhor foram fiéis e infalíveis em sua vida e que eram dignas de toda aceitação e proclamação, pelo que as palavras do Senhor se renovam todos os dias. 

Josué tinha a plena consciência que restara pouco tempo de vida a frente da nação de Israel, ele resolveu aproveitar esse tempo em animar todo o povo a guardar, a viver e a amar a palavra Senhor, pois fazendo isso o Senhor Deus do Exército estaria sempre no meio povo de Israel, dando a paz, alegria e prosperidade, além de vitória diante de todos inimigos. Josué sentia o peso dessa grande responsabilidade, fazer menção, memória da palavra do Senhor, antes que ele viesse a passar para eternidade, sem que ele instrui-se ao povo o caminho da obediência a Deus a suas maravilhosas leis. Porém, Josué não deixou escarpar a oportunidade e instruiu ao povo a ficar firme e em santidade diante do Senhor.

Enquanto tivermos vida e força temos o dever de fazer menção das maravilhas do Senhor, contidas em sua poderosa Palavra, pois dessa maneira ela será preservado no coração de todos os crente afastando a ameaça do pecado(Sl.119.11). Repetindo, a Palavra do Senhor é o caminho que nos leva santidade, pois os preceitos do Senhor nos levam a conhecê-lo e a ter intimidade com Ele, isso cada vez maior.

A Bíblia nos aconselha a conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor(Os.6.3), isso só é possível conhecendo a sua palavra, pois Ele se revela a nós através da sua maravilhosa palavra. Observe que Josué manteve sempre viva no seu coração a chamada que o Senhor lhe confiara e dela ele nunca se desviou, e em recompensa foi um grande vencedor guardando a sua chamada até o fim.

Você ainda se lembra da chamada que o Senhor lhe confiou? Tem guardado ela? Tem se alegrado nela? Tem trabalhado nela com prazer? Portanto meu amado e querido irmão, mantenha-se sempre fiel a aquilo que o Senhor lhe confiou, pois esta chamada vai te ajudar até o fim dos seus dias e ainda no céu receberás grande galardão, pois foste sempre fiel ao Senhor e nunca negaste a sua palavra, pelo que toda chamada do Senhor vem acompanhada de uma grande promessa de recompensa de maravilhoso galardão. Creia Nisso!

É bom Lembrar que o próprio Senhor instruiu a Moisés dizendo, acerca de obedecer a sua lei, e que se o povo quisesse ter vitória diante dos seus inimigos, era bom e necessário que todo o povo guardasse os seus mandamentos. Se Israel fosse fiel aos mandamentos, povos maiores e mais poderosos do que eles, correriam diante deles, por causa do poder do Senhor em recompensa a fidelidade a sua lei.

Porém, se Israel fosse rebelde aos mandamentos, eles correriam diante de povos menores e mais fracos do que eles, por que suscitariam a ira do Senhor por causa da infidelidade e rebelião a sua lei. Essa palavra se encaixa a nós também nos dias de hoje, se a Igreja quiser ter vitória neste mundo corrompido e perverso, ela deverá está firmada na palavra do Senhor, pois assim está firme na Rocha que é Jesus e a portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16.18), caso contrário iremos sucumbir nesse mundo, como muitos sucumbiram no deserto por não serem fiéis a Deus.

Mediante tudo isso quero concluir dizendo, que se quisermos ser mais do que vencedores neste mundo, temos que aprender a conservar e a vencer pela palavra. O nosso próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo venceu a satanás pela palavra. O diabo pediu de Jesus um Milagre, que Ele transforma-se pedras em pão, pois o nosso mestre estava com muita fome, mas mesmo assim Jesus não se submeteu a vontade do diabo e disse, nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai do boca de Deus (Mt.4.3-11).

Portanto o nosso Senhor Jesus venceu pela Palavra, nós a Igreja do Senhor só venceremos se nós guardamos amarmos, conservarmos, alegrarmos e vivermos a sua maravilhosa, bendita e poderosa Palavra. Lembre-se, muitos buscam vitórias atrás de milagres, revelações e profecias, mas a vitória verdadeira está na Bíblia, que nos revela a maravilhosa pessoa de Jesus, Rei dos reis e Senhor do Senhores. Amém!!!!

Obs. Se possível for, leia em classe; (Jo 14.15-26 e Jo 15.1-17), o professor também poderá colher maravilhosas pérolas no tocante a palavra do Senhor no Salmo 119.

Autor: Dc. Helly Fernando Cardozo Pecheka – Licenciatura em História, Líder de Mocidade e Professor da Escola Bíblica Dominical – Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

As cidades de refúgio – Isaías de Jesus

refugio-ap

AS CIDADES DE REFÚGIO”

TEXTO ÁUREO – Sl 46:1

Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Js 20:1-6

I – INTRODUÇÃO:

As cidades de refúgio instituídas por expressa ordem de Deus, repre sentavam para o homicida perseguido e fugitivo, segurança e descanso ao mesmo tempo. Tomando-se assim, uma figura expressiva de Cristo nosso Salvador.

II – AS SEIS CIDADES DE REFÚGIO:

Dt 19:2 – “Três cidades…no meio da terra” - A princípio Deus ordenou à Moisés apenas a escolha de “três cidades de refúgio” e não seis conforme, ficou instituído depois (Dt 4.41; = Js 20.6).

Posteriormente, com a dilatação da terra prometida, este número foi elevado para seis (Nm 35.14; Dt 19.2,7-9). Estas cidades passaram a funcionar como uma espécie de “salvo-conduto”, transformando a pena do culpado não intencional numa prisão domiciliar.

Alguns crimes, mesmo cometidos aci dentalmente, eram reputados como “homicidas” e qualificados como “erro” (v.4). Os tipos de crimes que dariam direito à segurança nas cidades de refúgio vêm descritos em (Nm 35.15-23; Dt 19.4-6).

Js 20:7-9 – Das quarenta e oito cidades destinadas aos levitas, seis foram nomeadas como “cidades de refúgio”, três pelo lado ocidental e três pelo lado oriental do Jordão, da seguinte maneira:

a) cidades ocidentais:

1. Quedes em Galiléia, na montanha deNaftali = (Js 20:7a);
2. Siquém, na montanha de Efraim = (Js 20:7b);
3. Quiriate-Arba, esta é Hebrom, na montanha de Judá = (Js 20:7c);

b) cidades orientais:

1. Bezer, no deserto, na campina da tribo de Rúben (Js 20:8a);
2. Ramote em Gileade da tribo de Gade” (Js 20:8b);
3. Golã em Basã da tribo de Manassés (Js 20:8c).

“Para que fuja para ali o ho micida” (Js 20.3) - A terra de Canaã era mais que a Terra Prometida, geograficamente falando: era terra santa, san tificada pela presença de Deus que vive no meio do seu povo (Ex 19.5,6).

Portanto, é de maior importância manter pura essa terra, especialmente da contaminação mais terrível do derramamento de sangue. Assim, o homicida não-intencional, fugia para uma das cidades de refúgio mais próxima, a fim de que os anciãos daquela cidade, julgassem sua causa (Js 20:4). Ali, com efeito, ele estaria protegido do “vingador do sangue”.

III – NOSSO REFÚGIO SUPREMO:

Sl 46:1 - Não somente este salmo em foco f ala de Deus como sendo “nosso refúgio”, mas outros textos da Bíblia falam a mesma coisa (2 Sm 22.3; = Sl 9.9; 14.6; = 18.2; = 59.16; = 61.3; = 62.8 e ss; Jr 17.17; = Jl 3.16; = Hb 6.18).

Neste sentido Deus é apresentado metaforicamente como sendo um “lugar de proteção” e “esconderijo”. Deus é o “nosso refúgio” porque sua “perfeição” e poder incluem todos os atributos, até os mais excelentes:

1. Ela “exclui” toda a dependência, toda a existência, toda a composição, corrupção, mortalidade, contingência, ignorância, injustiça, fraqueza, miséria, finalmente todas as imperfeições.

2. Mas ela” inclui”
 a necessidade da vida, independência, unidade perfeita, simplicidade, imensidade, eternidade, imortalidade.

3. Finalmente, tudo aquilo que significa proteção e segurança em grau supremo!
Em Jesus Cristo encontramos refúgio – Os judeus tinham uma tradição mediante a qual o Messias, quando viesse, adicionaria mais “três cidades de refúgio” às já existentes, das quais uma seria a cidade de Sião ou Jerusalém(cf. Is 14.6), pelo que o Messias era associado a ideia de “descanso”’ para os oprimidos e de segurança para os perseguidos (Hb 6.18).

De acordo com os preceitos do Antigo Testamento, quem tivesse matado o próximo por acidente, tinha a permissão de fugir para qualquer uma dentre as seis cidades de refúgio, localizadas em pontos estratégicos da Palestina, e que envolvia uma geografia bastante ampla, para conveniência daqueles que tivessem de fugir (Nm 35.9-32: Dt 19.1-13). Essa prática, portanto, tornou-se “tipo sim bólico” do refúgio e segurança que os pecadores encontram em Cristo.

IV – A NOSSA CIDADE DE REFÚGIO:

Algumas igrejas e ministérios são verdadeiras cidades de refúgio – Atualmente, em alguns lugares no mundo, igrejas e ministérios santos, têm servido de “verdadeiras cidades de refúgio” para os crentes e obreiros oprimidos – vítimas da inveja daqueles que já perde ram a visão espiritual. A inveja tem sido uma “arma sombria” que Satanás tem usado no campo da destruição. As habilidades e talentos sempre despertam invejas naqueles que não se sentem seguros.

Isaque, Jacó, José, Moisés, Davi, Daniel, e outros vultos do Antigo Testamento, foram odiados por seus circunstantes, somente porque eram abençoados por Deus = (Gn 26.12-16; = 31.5-9; = 37.4,8; = Nm 12.1-8; = l Sm 18.7-9; = Dn 6.1.6; = At 5.17ss).

Analisemos como Jesus já havia previsto isso: Mt 10:23. Então é tempo de fugirmos e escaparmos um lugar onde o amor e o temor a Deus estão em primeiro lugar (Jr 48:6a).

Deus sempre prepara um lugar de refúgio – O cuidado de Deus pelo seu povo sempre esteve em evidência. E, necessariamente, na caminhada da Igreja desde o seu princípio de formação e através dos séculos, este cuidado continuará presente (Fp 1.6; = 2 Tm 4.18; = Ap 3.10). Dois grandes acontecimentos, um passado e outro ainda futuro, mostram como o cuidado de Deus e de seu Filho Jesus Cristo está em evidência:

No ano 70 d.C., quando os exércitos romanos sob o comando do general Flávio Tito Vespasiano invadiu Jerusalém, nenhum cristão pereceu. Jesus revelou-se três dias antes, e eles fugiram a tempo para a cidade de Pella, na Peréia, uma das cidades de Decápolis como “cidade de refúgio”, e ali escaparam da destruição (Mt 24.15-20).

Durante o período sombrio da Grande Tribulação, Deus já preparou um “lugar de refúgio” para os remanescentes de Israel. Sugerem-se que este lugar de “refúgio”’ seja Petra, no monte Seir, na terra de Edom e Moabe. Sela ou Petra, a cidade da rocha, é uma das maravilhas do mundo (localizada ao sudeste do Mar Morto), como possível esconderijo.

Este lugar de isolamento é denominado por vários nomes, a saber: “refúgio” (Is 16.4); ”quartos” (Is 26.20); “deserto” (Ap 12.6,14). Diz-se que é um “lugar preparado por Deus”. Geograficamente, refere-se a “’Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom” (Dn 11.41). São estes os únicos países a escaparem da influencia do Anticristo. Seja como for, o cuidado de Deus é assegurado ao seu povo. “Deus é o nosso refúgio”. Confiemos nEle. Amém.

Fonte de Consulta:
· Lições Bíblicas – CPAD – 1º Trimestre de 1992 – Comentarista: Severino Pedro da Silva

Uma herança conquistada pela fé – Jimmy Bruno

oracao

Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/

Texto Áureo: “Retenhamos firme a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.”(Hb 10.23).

I – Considerações iniciais

Saúdo a todos com a paz do Senhor.
Como complemento e para reafirmar o estudo feito na lição 10, Uma Herança Conquistada pela Fé, estarei aqui discorrendo sobre os grandes ensinamentos que a história de Calebe nos transmite.
Calebe foi um dos doze que foram mandados por Moisés a espiar as terras de Canaã. Em tal episódio, narrado no livro de Números, Calebe e Josué, que também havia sido enviado, dão uma grande demonstração de fé e confiança no poder e nas promessas de Deus. Agora, novamente, aparecia Calebe, lembrando a Josué da promessa que havia recebido há 45 anos.
Vamos, então, extrair dos fatos narrados na Bíblia o que podemos aprender com a trajetória de vida de Calebe, este grande servo de Deus.

II – A promessa de Deus à Calebe

a. Moisés envia doze homens para espiar as terras de Canaã.
Deus dá a seguinte ordem a Moisés “Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel; de cada tribo de seus pais enviareis um homem, sendo cada qual maioral entre eles.” (Nm 13.2). Moisés, como servo fiel e obediente, faz mais uma vez exatamente o que Deus mandara. Reuniu os doze homens e os enviou. Antes, porém, instrui-os quanto a que deveriam atentar e espiar: “e vede que terra é, e o povo que nela habita; se é forte ou fraco; se pouco ou muito; e qual é a terra em que habita, se boa ou má; e quais as cidades em que habita, se em arraiais, se em fortalezas.

Também qual é a terra, se grossa ou magra; se nela há árvores ou não; e esforçai-vos e tomai do fruto da terra. E eram aqueles dias os dias das primícias das uvas” (Nm 13.18-20).
Então foram os doze e observaram tudo o que lhes havia sido ordenado observar. A fim de mostrar o fruto daquela terra, colheram romãs, figos e um grande cacho de uvas – “o qual trouxeram dois homens sobre uma verga” (Nm 13.23).

b. O relatório dos doze á Moisés.
Assim que voltaram da terra de Canaã, todos foram reunidos para ouvir o que tinham os homens a falar sobre a terra que haviam espiado. Eles mostraram a todos o fruto daquela terra e falaram “Fomos á terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel, e este é o fruto. O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, fortes e mui grandes; e também ali vimos os filhos de Anaque.” (Nm 13.27,28).

Foi então que Calebe se manisfestou falando “Subamos animosamente e possuamo-la em herança; porque, certamente, prevaleceremos contra ela.” (Nm 13.30). Neste momento, Calebe fala com a sua fé, a sua confiança no nosso grandioso Deus. Assim como os outros, ele havia observado como o povo que habitava nas terras de Canaã e as cidades em que eles habitavam eram fortes. Certamente, a olhos humanos, era impossível conquistar aquelas terras. Percebe-se isso claramente na resposta dos homens que com ele subiram – obviamente sem considerar Josué entre estes homens – “Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós.” (Nm 13.31). Mas na visão de Calebe, esta era uma conquista certa, pois sabia ele que Deus estava com o povo de Israel.

Assim devemos proceder diante das batalhas que nos deparamos no mundo. Por mais que o inimigo seja forte, que julguemos não termos chance alguma, temos sempre um Deus todo poderoso a nosso favor. Logicamente não falo somente de batalhas no sentido literal da palavra, falo, sobretudo, das batalhas contra os inimigos que nos ferem por dentro e ferem nossa relação com Deus. Batalhas contra tentações, contra as dificuldades do cotidiano, contra os problemas em casa, entre outras.

c. O povo se desespera e pensa em voltar ao Egito.
Após terem ouvido sobre a força do povo contra quem haveriam de batalhar, no povo de Israel nasce uma grande desesperança, como podemos ver em Nm 14.1-4: “Então, levantou-se toda a congregação, e alçaram a sua voz; e o povo chorou naquela mesma noite.

E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhe disse: Ah! Se morrêramos na terra do Egito! Ou, ah, se morrêramos neste deserto! E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito? E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos ao Egito.”.

Foi então que Josué e Calebe tomaram uma atitude de revolta contra aquela incredulidade e tentaram lembrar ao povo de que Deus é fiel a nós quando somos fieis a Ele: “E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes. E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o Senhor se agradar de nós, então, nos porá nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo desta terra , porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais.” (Nm 14.6-9).

Neste ponto, Calebe e Josué mostram a todos nós o que precisamos fazer para merecermos as benção de Deus: primeiro, Ele deve se agradar de nós; segundo, nós não devemos temer ao inimigo, isto é, devemos confiar firmemente no nosso Senhor todo poderoso.

Podemos notar, ainda, que eles falaram sozinhos diante daquela multidão desacreditada e revoltada com seus líderes. Dentre os doze espias, somente eles dois estavam firmes com Deus. Assim podemos ver que mesmo em imensa minoria e colocando suas vidas em risco, eles continuaram lutando pelo que acreditavam, continuaram falando do Deus todo poderoso. Assim também devemos agir diante do mundo. No nosso cotidiano, muitas vezes nos encontramos em um meio onde a maioria não acredita naquilo em que acreditamos, mas mesmo assim devemos permanecer firmes e falando do nosso Deus sempre que tivermos oportunidade, sem medo de qualquer consequência ruim que isso possa ocasionar.

d. A recompensa de Deus a Calebe.
Com a grande incredulidade nascida entre os israelitas, Deus se revolta contra o povo, e fala a Moisés: “Até quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais que fiz no meio deles?”(Nm 14.11). Deus então fala em ferir o povo. Neste momento, Moisés intercede e fala ao Senhor que fazendo aquilo todos achariam que Ele não seria capaz de colocar seu povo na terra que lhes havia prometido (Nm 14.13-16), e roga a Deus que perdoe a iniqüidade do povo (Nm 14.17-19).

Assim Deus perdoa-o, mas fala que de todos aqueles que “viram a minha glória e os meus sinais que fiz no Egito e no deserto” (Nm 14.22) somente Calebe e Josué entrariam em Canaã, pois foram os únicos que permaneceram fieis a Deus e confiantes nas suas promessas. Aos descendentes daqueles que saíram do Egito também seria concedida a benção de adentrar em Canaã.

Além disso, os outros dez que foram enviados como espias, morreram de praga perante o Senhor. E por causa de tudo o que aconteceu, o povo ficou mais quarenta anos no deserto, como vemos em Nm 14.34: “Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levarei sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento.”.

Como Deus já tinha planos na vida de Josué – certamente já o havia escolhido como sucessor de Moisés e como aquele que guiaria o povo para dentro de Canaã – Ele fala somente sobre Calebe em algumas passagens, quando vai falar dos que entrariam na Terra Prometida. Então, podemos ver que, dentre todos os que haviam recebido Canaã como promessa de Deus, somente Calebe realmente a alcançou, visto que Josué haveria de receber uma missão toda especial. Assim podemos ver em Nm 14.24: “Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança.”. Com essas palavras Calebe recebe uma promessa de Deus, conquistada pela sua fidelidade

Pode-se observar nesta passagem, que somente aqueles que confiam em Deus incondicionalmente têm sua recompensa concedida. Todo o povo que se desacreditou, sobretudo aqueles dez que foram enviados como espias, foi castigado e perdeu o direito de entrar em Canaã, mas Calebe e Josué tiveram a promessa de Deus cumprida em suas vidas. Nós temos que permanecer sempre fiéis a Deus, para podermos entrar na Canaã celestial, como vemos em Ap 2.10, na parte final do versículo: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

III – A herança de Calebe

a. Deus fala como deveria ser feita a divisão.
Após ter conquistado várias terras além do Jordão, Josué, “já velho, entrado em dias” (Js 13.1), seguiu as orientações que o Senhor havia dado à Moisés acerca da divisão das terras. Assim disse Deus:

“Todavia, a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais, a herdarão. Segundo sair a sorte, se repartirá a herança deles entre os muitos e os poucos.” (Nm 26.55,56). Josué assim procedeu, e dividiu as terras por sortes.

b. Calebe lembra a Josué da promessa de Deus
Antes, porém, de Josué começar a divisão, Calebe vai falar com ele, a fim de lembrá-lo da promessa que recebera há 45 anos, dizendo: “Tu sabes a palavra que o Senhor falou a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, por causa de mim e de ti. Da idade de quarenta anos era eu, quando Moisés, servo do Senhor, me enviou de Cades-Barnéia a espiar a terra; e eu lhe trouxe resposta, como sentia no meu coração. Mas meus irmãos que subiram comigo, fizeram derreter o coração do povo; eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus. Então, Moisés, naquele dia, jurou, dizendo: Certamente a terra que pisou o pé será tua e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir o Senhor, meu Deus.” (Js 14.6-9).

Disso podemos extrair os dois ensinamentos centrais desta lição. Passaram-se 45 anos e Calebe não havia esquecido da promessa de Deus em sua vida. Primeiro, muitos de nós temos promessas de Deus em nossas vidas, mas, como não acontecem no nosso tempo, e sim no tempo de Deus – como todas as coisas devem ser – nós acabamos nos esquecendo delas. Por vezes essas promessas podem demorar a chegar, mas devemos sempre nos lembrar que Deus tem grandes coisas para as nossas vidas, basta sermos fieis a Ele.

Segundo, Calebe nunca desistiu da sua promessa. Apesar de todo o tempo que passou, ele continuou acreditando que Deus cumpriria o que havia prometido, pois, como havia demonstrando anteriormente, acreditava incondicionalmente na fidelidade de Deus para com aqueles que O seguem e O agradam com suas ações.

Calebe não esqueceu que tinha uma promessa do Senhor, e continuou firme, acreditando que Ele a cumpriria. São dois estágios que se completam. Muitos perdem as bênçãos de Deus por achar que tudo deve acontecer em seu tempo, e não esperar Deus operar no tempo certo. Assim essas pessoas acabam esquecendo-se das promessas de Deus em suas vidas. Outros não se esquecem das promessas, mas, com o passar do tempo, passam a duvidar de Deus. Quantos atualmente esperariam 45 anos por uma benção? Assim podemos ler em Hb 6.11,12: “Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até o fim, para completa certeza da esperança; para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas.”.

Nós, servos fiéis ao Senhor, devemos sempre ter em mente que tudo o que queremos e precisamos, Deus proverá no tempo certo que é o tempo dEle. Como podemos encontrar em Pv 19.21 “Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá.”, por mais que façamos planos, nossas vidas estarão sempre condicionadas ao tempo e à vontade de Deus.

c. Calebe pede a cidade de Hebrom

Após ter lembrado a Josué da promessa de Deus, Calebe indica qual cidade ele queria por herança: “Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou aquele dia; pois, naquele dia, tu ouviste que os anaquins estão ali, grandes e fortes cidades há ali; porventura, o Senhor será comigo, para os expelir, como o Senhor disse.” (Js 14.12). Primeiramente é importante observarmos que a divisão das terras seria feita por sortes, entre as tribos de Israel. Calebe, porém, recebeu uma herança independente de sua tribo, pois havia sido um servo fiel a Deus em toda a sua vida, conquistando assim o direito de pedir a terra que quisesse.

Assim também devemos ser! Se permanecermos nos caminhos do Senhor, vivendo conforme a Sua palavra e fazendo a Sua vontade, poderemos ser abençoados com aquilo que pedimos, esperando, logicamente, o tempo de Deus. Nossas orações são sempre ouvidas quando andamos corretamente, de forma a agradar nosso grandioso Deus. Mas temos que colocar sempre em primeiro lugar a Sua vontade.

É importante ver também que a terra a qual Calebe escolheu era ainda habitada, com um agravante, era habitada por gigantes, como vemos no livro Números, cruzando as informações dos versículos 22 e 33 do capítulo 13, são eles: “E subiram para a banda do Sul e vieram até Hebrom; e estavam ali Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque (Hebrom foi edificada ano antes de Zoã, no Egito).” (v. 22); “Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos.” (v. 33).

Calebe escolheu a terra que queria, sem se importar com quem se encontrava nela, pois confiava em Deus e na promessa de que Ele o ajudaria na conquista das terras além do Jordão. Calebe não teve medo de gigantes.

Assim também devemos agir quando nos depararmos com os gigantes do mundo. Se queremos algo e sabemos que é algo que agrada a Deus, Ele estará conosco. Ele não permitirá que gigante algum nos derrote, nos afaste dos nossos objetivos. Calebe queria aquelas terras como herança, e merecia-as, por isso não temeu, pois tinha Deus a seu favor. Devemos ter sempre a confiança que Davi demonstra no Salmo 27.1-3: “O Senhor é minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Quando os malvados, meu adversários e meus inimigos, investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram. Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria.”.

d. Josué concede Hebrom a Calebe
Como Deus havia prometido a Calebe, ele recebeu a sua herança, através de Josué: “E Josué o abençoou e deu a Calebe, filho de Jefoné, Hebrom em herança.”. Assim ele conseguiu, enfim, aquilo que buscara e esperara por 45 anos. E ele conquistou tudo isso “porquanto perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel.” (Js 14.14).

Assim acontece na vida daqueles que seguem a Deus fielmente, por toda a sua vida; esperando com paciência, pelo tempo que for necessário, que a promessa de Deus seja cumprida. Assim também deve caminhar aquele que busca a maior promessa de Deus para todos nós, a promessa da vida eterna.

IV – Considerações finais
Neste estudo buscamos esmiuçar a trajetória de vida de Calebe, a fim de extrair as lições que ela pode trazer para as nossas vidas. Calebe foi sempre fiel a Deus, sempre confiou em suas promessas e teve fé e paciência para aguardar a hora certa de receber o que lhe havia sido prometido.
Todos nós deveríamos usar a vida de Calebe como modelo para as nossas, pois assim conseguiríamos conquistar a nossa herança na Canaã celestial. 
Amém! 

Comentários: Jimmy Bruno dos Santos Silva,
Membro da igreja Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

O Senhor peleja por seu povo – Joseph Bruno

licao12009

por Joseph Bruno dos Santos Silva

Fonte: http://rxisaias.blogspot.com/

Texto Áureo: “O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx. 14.14).

I – Considerações iniciais.

Saúdo os amados leitores e irmãos com a doce paz do Senhor. Em prosseguimento aos maravilhosos ensinamentos da presente lição dominical, hoje faremos um estudo acerca da 9ª lição do 1º Trimestre de 2009, embasada, principalmente, no capítulo 10 do Livro de Josué, referentes aos feitos miraculosos operados pelo Senhor no campo de batalha.

Assim, trabalharemos como temática principal o fato do nosso Deus nos auxiliar em nossas batalhas cotidianas, “pelejando pelo seu povo”.

Esta lição é um maravilhoso renovo para aqueles que julgam encontrarem-se sós em suas batalhas diárias, para lembrarem-se que o nosso Deus batalha ao lado daqueles que o temem.

II – Pressuposto Básico: crer que o nosso Deus opera milagres e maravilhas em favor do seu povo.

No Capítulo 10 do livro de Josué observamos dois grandes milagres de fundamental importância para a vitória de Israel no campo de batalha: As grandes pedras lançadas do céu pelo Senhor (Js 10.11) e o miraculoso prolongamento do dia durante a batalha (Js 10.13).

Observa-se que o sucesso da campanha de Israel na conquista da terra prometida, até aquele momento, fundamentava-se nas grandes maravilhas operadas pelo Senhor, a saber: A travessia do Jordão (Js 3. 15,16) e a queda dos muros de Jericó (Js 6.20).
Devemos entender os milagres operados pelo Senhor não somente como um fato contrário as leis naturais, mas, além disso, como um renovo de ânimo para aqueles que são beneficiados pela misericórdia de nosso Deus.

Quando Deus abriu o rio Jordão para que Israel o atravessasse em seco, mais do que o benefício natural, o povo sentiu-se amparado pelas mãos do Senhor, e foi cheio da confiança necessária para darem prosseguimento à campanha militar em Canaã.

Da mesma forma, quando caíram miraculosamente os muros de Jericó, mais do que a conquista de uma cidade, Israel alegrou-se em saber que não haveria obstáculo que não pudessem traspassar, porque Deus estava com eles em todas as ocasiões.
No campo de batalha, quando o Senhor lançou grandes pedras de gelo sobre o inimigo, os guerreiros Israelitas redobraram seu ânimo, pois maior era Aquele que batalhava ao lado de Israel.

E, por fim, quando Josué, repleto de fé, clamou por um milagre, suplicando que o sol se detivesse em Gibeão e lua no vale de Aijalom ( “Então, Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus na mão dos filhos de Israel, e disse aos olhos dos Israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu Lua, no vale de Aijalom” Js 10.12), foi atendido pela misericórdia do Senhor, que operou outro grande milagre em favor de Israel, de crucial importância para a vitória da maior batalha até então travada pelo povo de Deus.

A igreja de hoje não deve perder a fé nos milagres que nosso bom Deus opera em meio aos seus servos. Nos deparamos, por vezes, com irmãos que esfriaram a sua fé nas maravilhas que o nosso Deus opera, seja desacreditando que Deus pode realizar um grande feito em sua vida, seja desacreditando nos feitos que o Senhor opera na vida dos demais irmãos.

Não há sentido na palavra fé sem crer nos milagres de Deus. A apostasia da fé(Tm 4.1), a qual a palavra de Deus nos adverte, inclui o “resfriamento” da fé dos servos de Deus nos grandes feitos operados no seio da Igreja.
Tal qual os filhos de Israel, nós, hoje, travamos batalhas diárias em nossas vidas, seja contra as tentações do mundo, as doenças do corpo, as doenças do espírito, etc. Carecemos, infinitamente, da provisão de Deus em nossas vidas, e precisamos saber que ELE ainda opera grandes feitos para seus servos fiéis.

Basta observarmos um fato bastante corriqueiro em nossas vidas: se perguntarmos quantas pessoas na igreja precisam de um milagre em sua vida, a resposta será um “sim” praticamente unânime; entretanto, se perguntarmos quantas pessoas possuem uma fé absoluta que esse milagre vai acontecer, talvez não tenhamos tantas respostas afirmativas.
Precisamos, em nossas orações, suplicar, como fez Habacuque (Hc 3.2), por um grande avivamento da Igreja, para que a nossa fé, e de nossos irmãos em Cristo, seja a cada dia renovada, para crermos nas grandes obras de nosso Senhor

III – Deus Peleja ao Lado dos que o Temem.

Cabe neste ponto ressaltarmos o texto áureo da lição 07 do presente trimestre: “O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas do Senhor vem a vitória”. É importante resgatarmos esta passagem para atentarmos para a questão mais importante desta lição: Não importa o quanto peleje o homem, a vitória vem de Deus.

Os gibeonitas foram sitiados pelos cinco reis dos amorreus, de tal forma que corriam o risco iminente de sucumbirem. Solicitaram, então, o socorro de Israel (“Enviaram, pois, homens de Gibeão a Josué ao arraial de Gilgal, dizendo: Não retires as tuas mãos de teus servos; sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, porquanto todos os reis dos amorreus que habitam na montanha se ajuntaram contra nós” Js 10.6), que, ante ao pacto (concerto) que haviam feito com os Gibeonitas (Js 9.15), prontamente atenderam ao chamado, e foram a batalha (Js. 10.7).

A batalha contra os cinco reis dos amorreus significava não só o socorro aos gibeonitas, mas a consagração de Israel como o povo mais forte da região de Canaã (Palestina). Por isso, devemos ver que as maravilhas operadas pelo Senhor foram cruciais para a vitória de Israel.

Não importa o quão treinados eram os soldados de Israel, não fosse a provisão de Deus, sucumbiriam ante a uma confederação formada por cinco reinos. Vê-se, claramente, que, não fosse Deus pelejar ao lado de Israel, não haveria vitória.
Quando Deus peleja ao nosso lado, somos invencíveis. Não existem obstáculos que não podem ser transpostos.

Veja-se o exemplo de Gideão: “E o senhor lhe disse: porquanto eu ei de ser contigo, tu ferirás os midianitas como se fossem um só homem” (Jz 6.16).Gideão viria a comandar um “pequeno” exército, que, ao lado do Senhor, realizaria grandes feitos. O Senhor nos dá vitória nas circunstâncias mais adversas!

Outro grande e maravilhoso exemplo é a batalha do rei Davi contra o gigante Golias. Davi, pequeno em estatura e experiência de batalha, a uma primeira vista, não possuía nenhuma chance contra o gigante Golias. Entretanto, a vitória de Davi baseava-se em algo superior à força de qualquer homem: “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos Exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1 Sm 17.45). Deus estava ao lado de Davi para lhe dar a vitória.

Quando Deus peleja ao nosso lado, não devemos ter em mente os parâmetros humanos. Assim, não nos questionamos quem é o mais forte ou quem é o mais fraco, quem é o mais valente ou menos valente, quem é o mais astuto ou menos astuto. A única questão que se nos põe é: Deus é conosco?

Como disse o apóstolo Paulo: “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Se Deus batalha ao nosso lado, quem poderá nos afligir? Se Deus é conosco, que mal nos fará o homem? De Deus vem a nossa vitória, e em seu nome somos “mais que vencedores”.

O homem nada pode fazer contra o servo que batalha protegido pelo Senhor. “E, Assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem” (Hb 13.6).

Devemos ter plena fé nas obras do Senhor em nossas vidas, e que, ao lado de Deus, venceremos as nossas batalhas cotidianas.

IV- O dia mais Longo da História.

Acerca do Milagre do prolongamento do dia durante a batalha (Js 10.13),discorre com muita autoridade o Pr. Antônio Gilberto (Artigos históricos – Mensageiros da Paz – Janeiro/1982): “Josué, ao perceber que o dia natural, isto é, o período em que há luz, não lhe daria tempo para vencer os amorreus, no seu zelo, pediu ao senhor que lhe desse condições para cumprir a sua missão e Deus respondeu, prolongando o dia. Josué tinha fé, pois Deus já lhe prometera a vitória (Js. 10.8). A ciência astronômica já provou que este dia foi acrescido de 23 horas e 20 minutos. A bíblia diz ‘quase um dia‘ ”.

Por mais que a ciência ou falsas doutrinas busquem outras conotações para o milagre do prolongamento do dia, nós, que temos uma fé avivada, sabemos que Deus operou um grande milagre ante à súplica de Josué.

Naquele momento, Israel obteria sua maior vitória no campo de batalha. Se sobreviesse a noite, o inimigo poderia fugir e se recompor, prolongando a batalha que já era cansativa.

Então o Senhor, atendendo a súplica de Josué, fez com que o dia se prolongasse, dando a Israel sua vitória definitiva contra os cinco reis dos amorreus.

Neste milagre, observamos algo extremamente necessário ao servo de Deus: Suplicar, com fé, a intervenção Divina. A súplica de Josué fez com que Deus interviesse na batalha, concedendo a vitória a Israel.

De Deus vem a vitória!

VI – Conclusão.

Deus está ao nosso lado, pelejando conosco nas nossas batalhas diárias. Ele nos ajuda, nos guarda e intercede em nossas vidas com milagres e prodígios.

Creia e renove sua fé, pois você serve ao Deus poderoso! Amém.

Comentários: Joseph Bruno dos Santos Silva, professor da Escola Dominical na Assembléia de Deus – Ministério do Belém – em Dourados/MS.

Da derrota à vitória – Isaías de Jesus


por Isaías de Jesuslicao12009

TEXTO ÁUREO = O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará”(Lv 6: 13 ) 

VERDADE PRÁTICA = A nossa casa deve ser unta extensão da Igreja, e nossa vida um altar contínuo. 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO = Josué 8; 30-35 

INTRODUÇÃO 

O altar marcava a vida dos homens que andavam com Deus. Abraão, Isaque e Jacó, todos tiveram suas vidas pontilhadas pelo altar de adoração ao Senhor. Ao lado da tenda de Abraão poderemos procurar uma boa piscina ou área de lazer, encontrar tais mordomias ou diversões ali; mas, o altar de adoração a Deus. sempre o encontraremos erguido (Gn 12.7; = 13.4,18; e.15 por inferência; 21.33; = 22.9). Então, seus filhos devem seguir o mesmo exemplo de fé, pois. “os que são da fé são filhos de Abraão” (GI 3.7). Podemos exclamar permanentemente: 
“temos um altar de adoração ao Senhor em nossa vida”! 

1. O ALTAR TORNA-SE O SÍMBOLO DE ADORAÇAO NA NOVA TERRA 

1. O altar era o lugar ideal onde se agradecia a Deus (v.30). Quando Noé saiu da arca com sua família, seu primeiro ato foi edificar um altar e oferecer sobre ele um holocausto a Deus, como sinal de gratidão e adoração (Gn 8.20),tornando-se assim, o primeiro altar edificado sobre a terra purificada 

Noé reconheceu o fim trágico do juízo divino que trouxe “o dilúvio sobre o mundo dos ímpios” (2 Pe 2.5), e o despertar de um novo dia de esperança para si e para a humanidade. O mesmo exemplo, anos depois, foi seguido por Abraão. Seu primeiro ato, na posse da terra de Canaã, foi edificar um altar ao Senhor e invocar o seu nome (Gn 12.5-8). 

Josué, o grande comandante israelita, segue o mesmo exemplo de fé. Então, sua primeira construção na nova terra foi a edificação de um altar, como prova de sua gratidão a Deus que o tomava vitorioso em tudo que empreendia. Que belo exemplo para nós Façamos o mesmo. 

2. A obediência de Josué em construir um altar. Antes que Israel entrasse na posse da terra santa, foi ordenado por Deus, através do ministério de Moisés, que passando para o outro lado do Jordão, construíssem um altar conforme diz Dt 27.4,5: “Quando houveres passado o Jordão, levantareis estas pedras, que hoje vos ordeno no monte Ebal, e as caiarás com cal. E ali edificarás um altar ao Senhor teu Deus. um altar de pedras, não alçarás feno sobre elas”. Josué cumpriu fielmente esta recomendação da parte de Deus. Edificou o altar conforme o modelo exigido na passagem acima (v.3l). 

Para o povo eleito, a maior significação do altar seria sua edificação no monte Gerizim (Dt 27.12,13) e não sobre o monte Ebal, visto que o primeiro expressava a bênção e o segundo a maldição. Foi este o conceito da mulher samaritana séculos depois quando falava com Jesus junto ao poço de Jacó (Jo 4.20). Com efeito, a ordem de Deus para edificação t altar nesse monte, certamente era para persuadir seu povo que Ele é o Deus do Universo e não um deus geográfico, local, limitado pelo tempo e pelo espaço, como eram reputados os deuses dos cananeus. E, ainda mais, ‘‘os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade ( Jo 4.23). Não depende do lugar, depende da circunstâncias a adoração de seus filhos. 

3. Josué lembra ao povo a bênção e a maldição (v.33). Uma vez que tinham edificado um altar ao nome do Senhor Deus de lsrael, Josué então aproveitou a oportunidade de sentimento religioso para fazer uma reflexão espiritual, dando instruções religiosas ao povo. Ele lembra a toda a nação que as bênçãos de Deus somente virão ao nosso encontro pelo caminho da obediência. “E será que, se ouvirdes a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos.,.todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão.. .o Senhor mandará que a bênção esteja contigo…o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda…” (Dt 28: l,2,8,13). 

Josué foi um verdadeiro ministro de Deus: ensinava a si mesmo e aos outros. Este, portanto, deve ser o mesmo exemplo a ser seguido pelos ministros do Senhor Jesus Cristo na presente dispensação. Paulo recomenda para que Timóteo seja um ministro modelo com o mesmo sentimento (1 Tm4.6). 

II. O ALTAR DEVE ACOMPANHAR A NOSSA VIDA 

1. O altar é o ponto de encontro com Deus. Observando através dos séculos, podemos detectar como as vidas dos grandes homens de Deus estavam pontilhadas de altares. 
Daremos aqui apenas um resumo das primeiras citações: 
Noé (Gn 8.20), Abrao (Gn 12.7), Isaque (Gn 26.25), Jacó (Gn 33.20), M0ISES (Ex 17.15), Josué (Js 8.30), Gideão (Gn 6.24), Manuá (Jz 13.19-20), Samuel (1 Sm 7.17), Saul (1 Sm 14.35). Davi (2 Sm 24.25), Salomão (1 Rs 3,4), Elias (1 Rs 18.30,32) etc. 

Na dispensação da graça, o altar da comunhão e da oração com Deus deve estar presente na vida de cada um de nós. E não somente isso, mas, sobretudo, o nosso corpo deve ser transformado num templo e nosso coração num altar, onde “um sacrifício santo e agradável a Deus” seja oferecido permanentemente a Ele por meio de Jesus Cristo (Rm 12.1; = Hb 13.15). 

Davi, Daniel e outros vultos de expressão não arredavam o pé do “altar da oração” (SI 55.17; = Dn 6.10). Nós devemos também, “orar sem cessar” (1 Ts 5.17). 

2. O fogo arderá continuamente sobre o altar (Lv 6.13). A ordem divina a Moisés a ser transmitida à Arão e seus filhos, em relação ao altar, foi esta: “O fogo arderá continuamente sobre o altar não se apagará” (Lv 13). O fogo era o sinal marcante da presença de Deus nos seres e nas coisas. 

Concluímos, então, que o fogo divino deve arder:- 

• No povo = (cf. Ex 3.2-3; = MI 3.3.2-3; = 1 Pe 4.12). 
•No altar = (Lv 6.13). 
• No monte = (Dt 4.11). 
• No inferno = (Dt 32.22). 
• Nos inimigos = (SI 97.3). 
• No coração = (Sl 39.3; = 45.1; Lc 24: 32). 

•Finalmente, na casa do Senhor a chama Pentecostal do Espírito Santo deve permanecer em cada coração (Rm 5.5). Com efeito, essa chama do Espírito somente continuará acessa em nossa vida, se o altar da comunhão com Deus estiver levantado. Se nosso altar estiver quebrado ela não virá, pois em altar quebrado Deus não opera (1 Rs 18.26-35). Porém, se nos dispusermos a reerguer o altar que deixamos cair, o Senhor, com infinita misericórdia, ouvirá as nossas orações. Levantemos, pois, o altar da adoração ao Senhor em nossas vidas. 

III. Transforme Derrota em Vitória 

Deus não nos criou para a derrota. Ele nos convida a vitória, mas nunca venceremos sem entregarmos tudo a Ele, portanto, derrota, perda e fracasso são palavras que não deveriam constar no vocabulário do povo de Deus. 
Israel se exaltou sobre a pequenina Ai. 
Leia e verifique todos os acontecimentos do Capítulo 7. Note como Deus vêm conduzindo Israel nas conquistas. Derrota, Perda, Fracasso: palavras que não deveriam constar no vocabulário do povo de Deus. 
A derrota os ajudou a compreender o quanto dependiam do Senhor. Nós podemos Aprender com os fracassos. 

PROPOSIÇÃO: O Crente Deve Aprender a Entregar a Si Mesmo a Deus! 

ORAÇÃO INTERROGATIVA: Como eu posso fazer isso? 

ORAÇÃO TRANSIÇÃO: Em nosso texto vamos verificar três maneiras pelas quais o crente pode obter vitórias em sua vida ao se entregar ao Senhor. A primeira maneira… 

IV. RESTAURANDO A COMUNHÃO (8.2) 

No capítulo anterior confissão de pecados. Como? Pela confissão fé nas promessas, obediência nas instruções. 
Princípios de grande valia nos dias atuais: (autor destes princípios desconhecido) 

O pecado de Acã ensina que a força humana pode resultar em fracassos, sem a ajuda divina (v.5), por isso dependemos de Deus. 
O pecado de Acã ensina que o erro de um pode resultar no fracasso de todos os integrantes do grupo (v.12) Is 59.1-2
O pecado de Acã ensina que nas pressões da vida corremos o perigo das reações precipitadas (v.6-9). 
O pecado de Acã ensina que Deus exige santidade de Seus filhos (v.13). 
O pecado de Acã ensina que Deus pode utilizar-se de métodos humanos para revelar verdades ocultas que desconhecemos (v.17,18). 
O pecado de Acã ensina que a confissão da culpa glorifica o nome de Deus (v.19), e beneficia os seres humanos. 
O pecado de Acã ensina que Deus está sempre pronto a perdoar o seu povo (v.26). 

TRANSIÇÃO: Ao restaurarmos nossa comunhão com Deus, ficaremos cientes quanto aos nossos inimigos a enfrentar. A segunda maneira… 

V. NÃO SUBESTIMANDO SEUS INIMIGOS (8.2) 

Pensemos na seguinte ilustração: – Como você vê a vida? 

Enquanto um professor estava ensinando a um grupo de alunos, ele apanhou uma folha de papel enorme e fez um ponto bem no centro com a sua caneta tinteiro. Então, ele ficou segurando a folha para que todos pudessem enxergar e perguntou: “O que vocês estão vendo?” 
Rapidamente um deles respondeu: “Eu vejo um ponto preto.” “Correto!”, respondeu o professor. “O que mais vocês estão vendo?” Houve um completo silêncio. “Vocês não conseguem ver mais nada além deste ponto preto?” perguntou ele. E todos responderam em coro: “Não!” 
“Muito me admira a resposta de vocês”, disse o professor. “Vocês simplesmente deixaram de ver a coisa de maior importância - a folha de papel.” 

Então ele fez a aplicação. Ele disse que em nossas vidas freqüentemente somos distraídos por pequenos desapontamentos como um ponto ou pelas experiências dolorosas e logo ficamos propensos a esquecer as inúmeras bênçãos recebidas das mãos de Deus. Mas, como a folha de papel, as boas coisas são muitíssimo mais importantes do que as adversidades que com tanta facilidade monopolizam a nossa atenção. 

Lembre-se que Israel achou Ai insignificante. 

Quais os seus inimigos: * Mundo (Tg 4.4); * Carne (Jr 17.9; = Sl 139.23,24); * Satanás (1Pe 5.8) = Não subestime o poder deles. Não subestime esses três inimigos. 

TRANSIÇÃO: Pare de olhar para os “pontos negros” de sua vida e concentre a sua atenção na “folha” de fundo da sua vida que é a bondade e a misericórdia de Deus. E uma terceira maneira… 
VI. CONFIANDO EM DEUS (8.7) 

“Reconheçamos nossa incapacidade sem Deus, nossa invencibilidade com Ele” Seus fracassos e fraquezas devem incentivar sua dependência a Ele! 
Agora pense nisso: 

A fé e a corda - Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. 

Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. 

Subindo por uma “parede”, a apenas 100 metros do topo, ele escorregou e caiu… Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida. 

De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade … shack! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. 
Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar: 

“Oh, meu Deus! Me ajude!” De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu: “O que você quer de mim, meu filho?” “Me salve, meu Deus, por favor!” “Você realmente acredita que eu possa te salvar?” “Eu tenho certeza, meu Deus.” “Então corte a corda que te mantém pendurado…” 

Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria… Conta o pessoal de resgate que ao outro dia encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda … a tão somente dois metros do chão. E você, que tão seguro você está da sua corda? Por que você não a solta? 

CONCLUSÃO: Qual é a Sua Ai? Inveja, orgulho, fofoca… 
Volte-se para a Palavra de Deus com confiança a fim de encontrar força e sabedoria ao enfrentar a sua Ai e derrotá-la. 
Deus quer a sua comunhão com Ele mais do que Você quer com Deus! 
Restaure a comunhão e não subestime daqui para adiante (entregue a área) 
Não subestime o engano do seu próprio coração 
Aprenda com os fracassos 
Fazendo isso, Deus transformará todas as suas derrotas em vitórias! 
“Louvado seja o Senhor que dia a dia leva as minhas cargas! Deus é a minha salvação” Salmo 68.19 – Amém 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS 1º- Trimestre 2009 – Lição 07 – Da Derrota a Vitoria 

Bibliografia: 
Lições Bíblicas da CPAD 
Pr. Cleverson de Abreu Faria 
Bíblia de Estudo Pentecostal

A maldição do pecado – Isaías de Jesus

jerico

A MALDIÇÃO DO PECADO

por Isaías de Jesus

TEXTO ÁUREO = “Pelo que os filhos de Israel não puderam subsistir perante os seus inimigos” (Js 7.12).

VERDADE PRÁTICA = O pecado conduz à morte todo aquele que nele persiste.

INTRODUÇÃO

As Escrituras nos dizem que um só pecador destrói muitos bens (Ec 9.18), e este pensamento é contextuado pelo episódio que estudaremos na presente lição. Acã quase que leva a nação inteira de Israel ao fracasso. De fato: “O pecado é o opróbrio dos povos’ (Pv 14.34).

1. FRACASSADOS POR CAUSA DO PECADO

Para que tenhamos maior compreensão do significado do pensamento sobre o pecado de Acà e suas conseqüências, devemos, portanto, trazer aos nossos leitores uma definição concisa sobre o pecado e aquilo que ele representa. Um dos maiores problemas da área teológica é a origem do pecado. Todavia, se cremos fielmente nas informações que as Escrituras fornecem sobre o pecado, podemos descobrir sua origem, sua natureza, conseqüências e coisas assim.

1. A origem do pecado. A origem do pecado teve seu princípio de formação no “coração de Satanás”. A causa principal da queda deste terrível ser foi o “orgulho”,mas o ponto marcante no momento fatal foi a ‘violência! “. Só Deus conhece e pode explicar a contento a origem do mal, e é Ele quem diz quando teve início o primeiro pecado. Veja: “Se encheu o teu interior de violência, e pecaste!” (Ez 28.16b). Aqui, e a partir daqui, portanto, o pecado teve início (Is 14: 13; 1 Tm 3.6). Houve o momento em que foi detectado o início do pecado no coração de Satanás, conforme depreendemos do expressivo (‘‘ATÉ”) que se (“ACHOU”) iniqüidade em ti (Ez 28.16). Com efeito, a característica primordial do pecado, desde o princípio, em todos os seus aspectos, é que ele, antes de tudo, é praticado contra Deus. Lúcifer inaugurou este princípio sombrio.

2. A natureza do pecado. Por natureza do pecado, se entende, segundo definição do Dr. Torrey, “qualquer falta que fere a santidade de Deus “,querem ato ou estado, ou natureza. As palavras que gravitam no hebraico e grego

- ‘hattã’th”, “hamartia”, “hamartema”, ‘parabasis”, ‘paraptõma”, – ‘poneria”, “anomia” e “adikia’’, denotam tortuosidade no sentido próprio e errar o alvo no sentido religioso. O pecado, assim definido, é fracasso, é erro, é iniqüidade, é transgressão, é contravenção, é falta de lei, é injustiça. O pecado no sentido lato é sempre citado no singular, para denotar aquele princípio pecaminoso que produz a morte, tanto física como espiritual.
O pecado é, então, personificado como sendo “o grande tirano” que impõe tristeza, desespero e morte, colocando a criatura humana numa “região triste e inativa’’ (Cf. Mt 4.16).

3. Suas conseqüências. As conseqüências do pecado são detectadas em cada parte do universo-físico e espiritual. Convém notar que, no segundo dia da Criação, Deus não pronunciou a palavra “bom” ou seu equivalente “boa”, quando criou os “ares” (Gn 1.6-8). Isso significa que o inimigo de Deus,e dos homens, infestou essas regiões celestes com seres caídos (Ef 2.2; 6.12). Eles ali existem, como inimigos de todo o bem fazendo guerra aos santos, No universo físico, as conseqüências do pecado são sentidas nos seres e nas coisas. Assim o pecado permeou todo o universo da vida e da existência, incluindo cada reino na Criação e afetando cada raça e espécie entre as criaturas!

II. O PECADO DE ACÃ E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

1. 0 pecado causa a morte (v.5). O pecado de Adão trouxe para toda a humanidade à luz da Teologia, três gêneros de morte, a saber:

-A morte espiritual (Ef 2.1).
-A morte física (Gn 3.19; Rm 5.12).
-A morte eterna (Ap 2.11).

Visto que, diz Paulo: “Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens (Rm 5.12).O pecado de Acã, ainda que numa escala menor, trouxe ao povo eleito um fracasso físico, moral e espiritual.

• Físico: houve “trinta e seis” baixas (v.5).
• Moral: “o coração do povo se derreteu e se tornou como água” (v.5).
• Espiritual: ‘‘Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto (v.1 1).

Uma vez fracassados, os filhos de Israel “viraram as costas diante dos seus inimigos… ’’. Isso foi bastante doloroso para o povo do Deus vivo!

2. O pecado de Acá partiu a comunhão com Deus (v,13). Deus exige novamente urna reavaliação na santificação do povo, conforme já tinha feito em Js 3.5, para a travessia do Jordão. “Santificai o povo, e dize: Santificai-vos para amanhã (v.13).

A revelação divina põe em relevo dois grandes princípios ou qualidades morais: a santidade e seu antagonista, o pecado. Pode-se dizer que, na esfera moral, o primeiro corresponde ao (“BEM”) e o segundo ao (“MAL”), O povo fica fraco, onde há pecado; e forte, onde há santidade (Êx 19.10-15).

III. O PECADO DE ACÁ FOI CONSUBSTANCIADO POR VÁRIAS TRANSGRESSÕES

1. Um só homem pecou, mas a conseqüência veio aos outros (vv.5,1 1,12).Como o veneno da serpente se generaliza no corpo através da corrente sanguínea, assim é também o pecado. Geralmente, “um abismo chama outro abismo” (Sl 42.7), eno caso de Acã este princípio não fugiu à regra. Seu pecado foi progressivo, avançou em direção ao fracasso e o povo perdeu a coragem e a confiança em Deus (v.12).

2. O pecado de Acá e sua divisão correta. Segundo a divisão correta nada menos de ‘‘sete transgressões’’ ocasionaram a queda deste soldado de Josué (cinco delas confessadas por ele e duas reveladas por Deus).

“Pequei contra o Senhor” (v.20).

Toda “iniqüidade é pecado”, mas devemos ter em mente que as Escrituras reconhecem a existência de diferentes graus de culpa. Existem cerca de 372 tipos de pecados de acordo com o regulamento da lei moral e quatro classes de pecadores:

• um sacerdote (Lv 4.3).

• a congregação (Lv 4.13,14).

• um príncipe (Lv 4.22,23).

• qualquer outra pessoa (Lv 4.27,28). Acã tinha pleno conhecimento da advertência divina (v.18), por isso sua pena foi capital (v.25).

• “Vi entre os despojos”(v.21). Costumamos dizer que o peixe morre pela boca. Mas, com efeito, isso não é correto. O peixe morre atraído pelos olhos. Geralmente é a isca que lhe convida pata a destruição. No caso de Acã, os seus olhos serviram de veículo para conduzí-lo à morte (cf. Gn 3.6; 1 J0 2.16)

• “Cobicei-os” (v.21). Quando uma pessoa é conduzida pela influência da cobiça, todo o seu ser é afetado.
Com efeito, quem cobiça é o coração (Rm 1.24). a carne (Rm 13.14; = Ef 2.3; = 1 Pe 2.11), o corpo (Rm 6.12), os olhos (Gn 3.6; = Jó 31.1; 1 Jo 2.16), a alma (Ap 18.24), isso significa que todo o homem é envolvido (Mt 9.47).

• “Tomei-os” (v.21). Acã tomou aquilo que não era seu. Toda a cidade era anátema (maldita) ao Senhor (6.17). Quantos crentes não estão tomando aquilo que não lhe pertence, até mesmo o dinheiro que pertence a Deus! O nosso é nosso, mas o de Deus deve ser administrado!

• “Estão escondidos” (v.2l). Acã escondeu os objetos que encontrou na destruição.
A mulher de Ló lembrou-se daquilo que foi sucumbido na destruição de Sodoma e Gomorra e foi trans formada “numa estátua de sal” (Gn 19.26). Eis a advertência divina para nós hoje. “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo” (1 Jo 2.15).

“•Transgrediu” (v,l1), O pecado quando é traduzido por “transgressão”, significa que ele “vai além do limite’’. Isto é declínio, ou para a direita ou para a esquerda da linha da santidade (cf. Is 30.2 1).

• “Mentiu” (v.11). O pecado da mentira trás o desequilíbrio espiritual a criatura humana. O Senhor disse: “O que usa de engano não ficará dentro da minha casa, o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos”(SI 101.7). Acã teve a recompensa de sua mentira. Foi morto sem misericórdia.(vv.25,26). Que Deus nos guarde de tamanho fracasso, Amém.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)
Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS 
1º- Trimestre 2009 – Lição 06 – A Maldição do Pecado 
Bibliografia:- lições Bíblicas da CPAD

Blog Widget by LinkWithin