Por Valmir Nascimento Milomem Santos
Era inicio de noite. Eu havia acabado de sair do trabalho. Estava em direção à minha residência meditando sobre o tema que havia de escrever. Foi quando, inesperadamente, surge logo à frente do meu veículo um enorme vulto (gigante, pra dizer a verdade). Não! Não era um extraterrestre. Era um elefante. Uma elefanta, para ser mais exato. Percebi isso ao ouvir um rapazinho que gritava:
- Jane, Jane. Volta já aqui!
Ela, sem dar ouvidos ao minúsculo ser que com ela gritava, continuou seu vagaroso caminhar despertando a atenção de todos os que por ali transitavam.
Como não é todo dia que se vê um elefante passeando pela rua, lembrei, então, da parábola de John Godfrey Saxe, “Os cegos e o elefante”, na qual seis cegos, sem saber do que se tratava, começam a apalpar um elefante. Um cego tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era um grande abano. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro, ainda, segurou a tromba e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda.
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